Governo do Amapá tem proposta aprovada e recebe investimento para gestão inovadora do Parque Tecnológico em Macapá

Recursos garantem manutenção e estruturação do espaço que fortalecerá a inovação e pesquisa no Amapá.

O Governo do Estado teve a proposta aprovada na Chamada Pública de Parques Tecnológicos, garantindo um investimento de R$ 8,17 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os recursos serão destinados à gestão, manutenção e estruturação do Parque Tecnológico do Amapá, no Centro de Macapá, fortalecendo o ecossistema de inovação e pesquisa.

O investimento visa consolidar o Parque Tecnológico, antigo Hub de Inovação, como um polo de desenvolvimento, impulsionando startups, empresas e instituições de ensino e pesquisa. Além da infraestrutura física, os recursos também contribuirão para a capacitação de profissionais e o fomento à inovação no Amapá.

A conquista é fruto do trabalho conjunto entre a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec) e parceiros institucionais como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

“Esse investimento representa um passo fundamental para impulsionar a inovação, o desenvolvimento tecnológico e o fortalecimento do ecossistema de pesquisa no nosso estado. Com essa conquista, reafirmamos nosso compromisso em transformar o Amapá em um polo de referência em ciência e tecnologia, criando oportunidades para nossos pesquisadores, empreendedores e toda a população”, ressalta o Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Edivan Andrade.

Obras no antigo Macapá Hotel, na orla de Macapá tem previsão de entrega para o segundo semestre deste ano
Obras no antigo Macapá Hotel, na orla de Macapá tem previsão de entrega para o segundo semestre deste ano
Foto: Jhon Martins/GEA

A Finep é uma instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, responsável por financiar projetos de pesquisa e inovação no Brasil. A aprovação da proposta do Amapá reforça o compromisso do estado com o desenvolvimento tecnológico e a modernização de sua economia.

Parque Tecnológico

Inicialmente idealizado como um Hub de Inovação, o Parque Tecnológico do Amapá está em construção no antigo Macapá Hotel, no Centro de Macapá. A implantação do espaço busca fomentar a economia e o desenvolvimento econômico com impulso à empresas criativas e startups.

As obras são conduzidas pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) e integram o Plano de Governo para atribuir uma nova função social ao espaço histórico. Com início em 2024, a obra segue em progresso acelerado, com previsão de conclusão para o segundo semestre deste ano.

Trabalhos são executados pela Secretaria de Estado da Infraestrutura
Trabalhos são executados pela Secretaria de Estado da Infraestrutura

Zoneamento Ecológico Econômico do Amapá é aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa e entregue ao governador Clécio Luís

Governador Clécio Luís e deputados estaduais segurando o documento que marca um passo importante para o desenvolvimento sustentável do Amapá.

Um marco fundamental para o desenvolvimento do estado, o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Amapá foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) nesta terça-feira, 1º de abril, e entregue ao governador Clécio Luís e ao vice-governador Teles Junior no Palácio do Setentrião, em Macapá. A iniciativa representa a etapa final de um conjunto de medidas previstas no Plano de Governo, que inclui o novo Código Socioambiental e a Regularização Fundiária, para destravar a economia do estado.

A aprovação do ZEE ocorre após uma série de estudos coordenados pelo Governo do Estado e debates públicos que envolveram instituições de pesquisas, universidades, representantes dos setores público, privado e da sociedade civil, que fizeram diversas contribuições.

“É um dia histórico, a abertura para futuros investimentos no Estado, trazendo segurança jurídica, ambiental e política para tudo o que se pensar fazer neste estado, desde um simples estudo em pesquisa aplicada, passando pelas decisões de estado, políticas públicas, até a decisão de um empreendedor que queira investir no Amapá. Tem tudo para ser um grande exemplo para o Brasil, uma grande vitrine na COP 30, em Belém”, destacou o governador Clécio Luís.

Presidente da Alap, Alliny Serrão, entregou o projeto de lei do ZEE aprovado ao governador Clécio Luís

“Aprovamos por unanimidade o projeto de lei na Assembleia Legislativa e estamos aqui para entregá-lo ao governador. Sabemos que este é um passo importante e um momento significativo, pois tivemos a oportunidade de aprovar um instrumento essencial para o futuro do estado, oferecendo a segurança jurídica necessária para que o Amapá possa crescer da forma que merece”, enfatizou a presidente da Alap, Alliny Serrão.

No parlamento estadual, foi formada uma comissão especial mista para discutir e avaliar o tema. A comissão foi presidida pelo deputado Jesus Pontes e teve como relator o deputado Rodolfo Vale. Foram realizadas diversas reuniões na Assembleia Legislativa e em outros espaços para fortalecer o diálogo ouvindo as partes envolvidas, como o Governo do Estado e a população, a fim de garantir a elaboração de um relatório preciso que atendesse às necessidades de todos.

Para o governador Clécio Luís, aprovação do ZEE significa a porta de entrada para investimentos no estado

Zoneamento Ecológico-Econômico

O instrumento gera segurança para qualquer tipo de investimento e atividade econômica ao definir os locais de preservação ambiental e áreas para uso sustentável dos recursos naturais. O ZEE também norteia investidores, auxiliando setores com maior potencial de investimentos em agricultura, turismo, indústria e energia renovável, além de permitir que governos possam oferecer incentivos fiscais e financiamentos específicos para projetos em áreas estratégicas.

O estudo, desenvolvido ao longo de 27 anos por servidores estaduais, contou com a colaboração de mais de 130 pesquisadores, mais de 30 instituições e duas universidades da Espanha. O trabalho resultou em um relatório de 13.100 páginas, que servirá como base para o planejamento e a implementação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e ambiental, com informações detalhadas sobre o solo, clima, microclimas e biomas de 100% da área produtiva do território do amapaense.

Estudos foram desenvolvidos por pesquisadores do Amapá, com apoios de instituições locais, nacionais e internacionais

Além de utilizar diversos dados secundários e já existentes no estado, a equipe se dedicou a realizar dados primários, com levantamento de demandas em todos os municípios e visitas a campo e acompanhamento direto realizado no diagnóstico. A pesquisa incluiu também áreas como as de povos e comunidades tradicionais, patrimônio arqueológico e o estudo de regiões endêmicas para a transmissão de doenças, mesmo que não fosse uma exigência do Ministério do Meio Ambiente, que acompanhou os estudos conduzidos de forma dialogada e em consonância com as diretrizes do órgão.

Diretor de pesquisas do ZEE, Allan Kardec, explicou que estudos foram além das exigências

“Temos um grupo no Iepa (Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá) que não fica atrás de nenhuma instituição de pesquisa do Brasil. Contamos com grandes pesquisadores no instituto, na Unifap, na Ueap. O Amapá não perde para ninguém. Estamos entregando um documento que, sem dúvida, ajudará o estado a crescer, mantendo o título de ser o mais preservado da Amazônia”, explicou o pesquisador e diretor de pesquisas do IEPA, Allan Kardec.

Em paralelo ao processo de sanção, está sendo avaliado o desenvolvimento de um aplicativo que irá apresentar para a sociedade os estudos de Zoneamento Ecológico-Econômico, que permitirá aos usuários, por meio de realidade virtual e aumentada, explorar as áreas, microclimas e microrregiões do estado. A iniciativa permite que os usuários colham informações detalhadas, com o objetivo de apoiar desde a pesquisa até os investimentos na região.

Diversas reuniões foram realizadas visando a elaboração de um relatório que atendesse a todas as necessidades

Sesc Amapá abre credenciamento para artistas e profissionais da cultura para 2025

Interessados podem inscrever propostas em todas as linguagens artísticas durante todo o ano.

O *Sesc Amapá* lançou o edital de *Chamamento Público 2025* para o credenciamento de **artistas e profissionais da arte e cultura** em diversas manifestações e linguagens. A iniciativa visa formar um banco de talentos para compor a programação cultural da instituição ao longo do ano.

Os interessados poderão se inscrever dentro dos prazos estabelecidos no edital, apresentando propostas em áreas como **artes cênicas, música, literatura, audiovisual, artes visuais, cultura popular, entre outras**. O credenciamento é uma oportunidade para artistas locais e nacionais ampliarem seu alcance, levando suas produções a diferentes públicos atendidos pelo Sesc.

A seleção será realizada com base na análise documental e na avaliação das propostas enviadas. Profissionais credenciados poderão ser chamados para integrar eventos, oficinas, apresentações e demais atividades culturais promovidas pelo Sesc Amapá.

O edital completo, com todas as informações sobre os critérios de participação, documentação necessária e prazos de inscrição, está disponível no site oficial do Sesc Amapá.

Credenciamento de Artistas para o Sesc Amapá 2025

www.sescamapa.com.br/credenciamentos

Assessora de Imprensa/SESC AP

Projeto ‘Marabaixando entre Versos e Ladrões’ leva o canto dos barracões para o mundo e integra o Ciclo do Marabaixo 2025


A cultura amapaense ganha um novo impulso com o projeto “Marabaixando entre Versos e Ladrões pelas plataformas digitais: O canto do Marabaixo, dos tradicionais barracões para o mundo”, uma iniciativa do Governo do Amapá para divulgar e propagar uma das mais importantes identidades culturais do estado.

O projeto, coordenado pela Fundação Marabaixo e Secretaria de Estado da Cultura (Secult), faz parte da implementação do Programa Amapá Afro e está promovendo a gravação de 16 faixas de “ladrões” de Marabaixo, ampliando o alcance desse patrimônio imaterial para além das rodas culturais, disponibilizando os cânticos nas principais plataformas de streaming.

A produção será lançada durante o lançamento da Central do Ciclo do Marabaixo

As gravações, que começaram na semana passada, estão ocorrendo em um estúdio local e nesta primeira edição está contemplando os sete festeiros que fazem parte da programação do “Ciclo do Marabaixo 2025”. O lançamento dos ladrões na internet está previsto para os dias 11 e 12 de abril, durante a Central do Ciclo do Marabaixo, no Centro de Cultura Negra do Amapá.

O evento é uma prévia do que irá acontecer nos barracões durante os três meses de programação do ciclo, que reúne comunidades tradicionais, grupos de marabaixeiros, pesquisadores e gestores culturais para apresentações, oficinas e debates, fortalecendo a valorização da cultura afro-amapaense.

A diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos destaca a importância da iniciativa para a difusão e valorização de um símbolo da tradição e história do povo amapaense, que nasce das próprias comunidades, dos quilombos e barracões, onde essa cultura acontece o ano inteiro.

Diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos

“O Governo do Estado, sob a gestão de Clécio Luís, compreende a importância de fortalecer nossa maior e mais autêntica manifestação cultural brasileira. O Marabaixo é do Amapá, mas precisa ser visto e reconhecido pelo mundo. Esse projeto tem esse objetivo de dar visibilidade a essa cultura secular e à representatividade das sete famílias marabaixeiras que mantêm viva essa tradição. Agora, qualquer pessoa, em qualquer lugar, poderá acessar os ladrões e sentir a força ancestral do nosso povo”, destacou.

O Marabaixo, expressão de resistência e identidade do povo negro amapaense, ganha, assim, um registro inédito e acessível ao público mundial, garantindo que sua riqueza histórica e musical seja preservada para as futuras gerações.

O Marabaixo, expressão de resistência e identidade do povo negro amapaense

Durante a Central do Ciclo do Marabaixo, todos poderão conferir o lançamento dos ladrões e vivenciar essa manifestação cultural de forma intensa e participativa. O evento marca a abertura oficial do Ciclo do Marabaixo 2025, que se estende até junho, envolvendo as comunidades marabaixeiras em uma grande celebração.

Solange Costa, representante da Campina Grande

Solange Costa, representando a comunidade de Campina Grande, em Macapá, compartilha a emoção de participar dessa iniciativa de registrar o Marabaixo. “O convite para gravar os nossos ladrões nas plataformas digitais, para internet, é um grande ganho para nós, marabaixeiros. Nunca tivemos a oportunidade de mostrar o Marabaixo e seus ladrões dessa forma, e isso está sendo maravilhoso”, celebrou.

O projeto não apenas registra e difunde os ladrões de Marabaixo, mas reforça a identidade cultural do Amapá, conectando passado, presente e futuro da cultura afro-amapaense.

Lorrany Mendes, da Favela, é uma das cantoras de larões

Lorrany Mendes, representando a Favela, destaca a visibilidade para engrandecer e eternizar a valorização da “voz” negra ancestral do Amapá. “Estou muito feliz em ver o Marabaixo ganhando a visibilidade que merece. O Marabaixo é patrimônio cultural do Brasil, e agora, com o lançamento nas plataformas digitais, esperamos que o Brasil e o mundo conheçam nossa cultura”, destacou a cantora de ladrões.

Gabi Azevedo, representando o Laguinho, como um ícone na cultura do Marabaixo, expressa a satisfação e a oportunidade de participar da história cultural do Amapá. “É uma sensação diferente e mais profissional gravar o Marabaixo no estúdio. Estamos elevando nossa cultura com muita responsabilidade, e esperamos que o mundo aproveite o que estamos oferecendo”, enfatizou.

Governo do Amapá lança programa ‘Francescola’ para fortalecer ensino da língua francesa no estado

Cooperação entre a França e o Brasil potencializa intercâmbio cultural e valoriza o ensino bilíngue na rede pública de ensino.

Com o objetivo de fortalecer o ensino da língua francesa no Amapá, o Governo do Estado lança o Programa “Francescola” em parceria com a Embaixada da França para ampliar o intercâmbio cultural entre os países.

A cerimônia ocorreu no auditório da Secretaria de Estado da Educação (Seed) nesta segunda-feira, 31, com a certificação de quatro novas escolas contempladas. A iniciativa amplia o ensino do francês na rede pública estadual, oferecendo suporte pedagógico, material didático e incentivo a metodologias inovadoras no ensino de idiomas.

Secretária de Educação, Sandra Casimiro
Secretária de Educação, Sandra Casimiro
Foto: Evandro Vilhena/Seed

“O Governo do Estado está altamente empenhado nesse acordo de cooperação para fortalecer o ensino da língua francesa no território amapaense. Estamos muito felizes porque foram contempladas escolas da zona urbana, além de instituições que atendem à diversidade, como a educação de jovens e adultos e uma escola ribeirinha que recebe alunos quilombolas. Queremos garantir que toda a riqueza cultural do Amapá seja valorizada”, explicou a secretária de Estado da Educação, Sandra Casimiro.

As escolas certificadas no Programa ‘Francescola’ foram:

  • Escola Estadual Augusto dos Anjos;
  • Escola Estadual Paulo Freire;
  • Escola Estadual Ariri;
  • Escola Estadual José de Anchieta.

Além disso, duas unidades educacionais que já trabalham com ensino bilíngue foram automaticamente inseridas no programa:

  • Escola Marli Maria, que desde 2018 atua com ensino bilíngue.
  • Escola Joaquim Caetano, no município de Oiapoque, atualmente em fase de implementação.
Jaqueline Reis explicou sobre o processo de seleção de mais quatro escolas, que agora fazem parte do programa
Jaqueline Reis explicou sobre o processo de seleção de mais quatro escolas, que agora fazem parte do programa
Foto: Evandro Vilhena/Seed

“Hoje é um dia de muita alegria para nós. Tivemos 11 inscrições e realizamos um processo seletivo em duas etapas. Primeiro, as escolas enviaram cartas de intenção, nas quais os diretores relataram como o projeto poderia contribuir com suas instituições. Depois, fizemos entrevistas individuais para aprofundar algumas informações. Chegamos a essas quatro escolas certificadas, que agora fazem parte do Francescola”, explicou a coordenadora do Grupo de Trabalho de Relações Internacionais da Seed, Jaqueline Reis.

Ela também destacou o apoio pedagógico e didático oferecido às escolas que ensinam francês ou atuam com educação bilíngue. O objetivo é não apenas ampliar o ensino do idioma, mas também fortalecer a conexão cultural entre Brasil e França.

O objetivo também é de fortalecer a conexão cultural entre Brasil e França
O objetivo também é de fortalecer a conexão cultural entre Brasil e França
Foto: Evandro Vilhena/Seed

A expectativa do Governo do Estado é expandir ainda mais o ensino bilíngue na rede pública. Segundo a Seed, a Escola Joaquim Caetano, em Oiapoque, deve consolidar seu modelo bilíngue já no segundo semestre de 2025.

O evento contou com a participação virtual de François Legué, representante da Embaixada da França no Brasil, além da secretária de Educação, Sandra Casimiro, diretores das escolas contempladas e outras autoridades educacionais.

Programa Francescola

O Francescola é um programa criado e gerenciado pela Embaixada da França no Brasil, com o objetivo de promover a excelência no ensino da língua francesa e estimular o intercâmbio cultural por meio de projetos interdisciplinares. No Amapá, integra o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre a Seed e a Embaixada da França em 9 de setembro de 2021.

O Amapá se consolida como um Estado pioneiro na valorização da língua francesa, promovendo educação de qualidade e incentivando a troca cultural com o país vizinho.

Justiça Itinerante: quase 9,7 mil atendimentos foram prestados à população do Bailique durante a 149ª Jornada Fluvial


Entre os dias 23 e 29 de março, o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) e parceiros realizaram a 149ª Jornada Fluvial do Programa Justiça Itinerante ao Bailique. Na primeira edição de 2025, a ação ofereceu uma série de serviços assistenciais e jurídicos à população ribeirinha, com atendimentos concentrados nas localidades de Vila Progresso, Limão do Curuá, Itamatatuba e Ipixuna Miranda. A ação, capitaneada pela Justiça do Amapá, contou com um total de 24 parceiros, e totalizou 9.650 (nove mil, seiscentos e cinquenta) atendimentos na região, que beneficiou também comunidades das ilhas próximas dos pontos de atendimento.

Acesse as fotos da ação em Vila ProgressoCasamento na Comunidade no BailiqueLimão do CuruáItamatatuba e Ipixuna Miranda.

O impacto e a relevância dos serviços prestados pelo Poder Judiciário foram destacados pela coordenadora do programa Justiça Itinerante, juíza Laura Costeira, que enfatizou a importância da atuação conjunta com parceiros para atender às demandas da comunidade. Segundo a magistrada, “os números expressivos alcançados demonstram o êxito da jornada e reforçam o papel essencial da Justiça na promoção da inclusão e da responsabilidade social”.

O juiz Luciano Assis, que conduziu a 149ª edição da jornada, ressaltou o sucesso das ações realizadas e destacou a dedicação das equipes e parceiros no cumprimento de suas metas. “O trabalho foi conduzido com excelência, de modo especial em Itamatatuba, onde as equipes estenderam suas atividades até a noite para garantir o acesso à Justiça. Agradeço o empenho de todos os envolvidos e espero participar das próximas edições”, destacou.

Ponto de Inclusão Digital na Vila Progresso

Para garantir o acesso à Justiça a todos os cidadãos, o Posto Avançado da Vila Progresso, no Distrito do Bailique, também conta com um Ponto de Inclusão Digital (PID), que possibilita à população local utilizar diversos serviços essenciais da Justiça, tudo de forma online.

Equipado com computadores, câmera e microfone, além de conexão via satélite Starlink de alto desempenho, o PID permite que as pessoas tenham acesso à Justiça sem precisar sair da comunidade.

Casamento na Comunidade no Bailique

Como parte da programação na jornada, no dia 26, foi realizada a união civil de cinco casais. A cerimônia ocorreu na Igreja Santa Luzia, localizada na Vila Progresso. A iniciativa integra o calendário do programa Casamento na Comunidade do TJAP, em parceria com a Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP). De acordo com a tabeliã do Cartório Manoel Queiroz, Iva Brito, os casais procuraram o cartório no ano passado e as tratativas para a habilitação dos noivos ao programa do TJAP ocorreram no início deste ano.

“Eles nos procuraram para oficializar a união, mas não tinham condições para arcar com as despesas. Entramos em contato com a coordenação do programa Casamento na Comunidade em janeiro deste ano e conseguimos a habilitação dos casais, para que a cerimônia ocorresse durante a Jornada ao Bailique”, contou a tabeliã.

O casamento foi celebrado pelo juiz de paz do Bailique, Garibaldi Barbosa, e contou com a participação do coordenador da jornada, juiz Luciano Assis, e da juíza titular da 2ª Vara do Trabalho e Diretora do Fórum Trabalhista de Macapá, Núbia Guedes.

Entrega de kits escolares em quatro localidades

Entre as atividades realizadas durante a 149ª Jornada Fluvial ao Bailique, houve a entrega de 600 kits de materiais escolares destinados a quatro instituições de ensino nas localidades de Vila Progresso, Jaranduba, Limão do Curuá e Itamatatuba. O material foi arrecadado por meio de campanha encabeçada pela coordenadora do programa Justiça Itinerante, juíza Laura Costeira. A entrega foi realizada pela servidora Célia Coutinho, que representou a magistrada.

Para a professora Luidis Pereira, da Escola Estadual Maria José Campelo da Silva, em Limão do Curuá, uma das instituições contempladas, a iniciativa é de grande ajuda. “Os alunos ficaram muito satisfeitos, pois muitas famílias não possuem condições de comprar material escolar e vai garantir que o ano escolar deles transcorra com mais qualidade. Espero que a ação venha mais à nossa comunidade”.

Próxima edição

A 150ª Jornada Fluvial ao Bailique está programada para o período de 22 a 28 de junho.

 

Secretaria de Comunicação do TJAP

Com 687 novos postos de trabalho formais em fevereiro, Amapá segue em destaque na geração de emprego e renda no país

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Com um saldo positivo de 687 novos postos de trabalho com carteira assinada, e uma variação relativa de 9,74, o Amapá é o estado que mais gerou empregos, proporcionalmente, nos últimos doze meses em todo o país.  Os dados foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, que considera as ocupações nos setores públicos e privados.

Conforme o levantamento, foi gerado um saldo de 8.860 novos postos de trabalho, no período de fevereiro de 2024 a março de 2025.  O estoque, ou seja, a quantidade total de pessoas formalizadas trabalhando no estado, chegou a 96,5 mil. Os índices positivos refletem as políticas públicas do Governo do Estado que impulsionam o crescimento econômico em diversas áreas, como construção civil com obras de infraestrutura, segurança, saúde e habitação.

Obras de infraestrutura por todo o estado, como a do novo HE de Macapá, impulsionam o cresciemnto econômico
Obras de infraestrutura por todo o estado, como a do novo HE de Macapá, impulsionam o cresciemnto econômico
Foto: Jhon Martins/GEA

“O Amapá continua mantendo uma tendência de crescimento na geração de empregos formais, mostrando a consistência da política econômica de desenvolvimento que vem sendo adotada pelo Governo que investe no fortalecimento de diferentes áreas para garantir que o Estado possa crescer a partir de empregos na iniciativa privada. A reabertura das indústrias vinculadas ao setor de manejo florestal sustentável, que retornaram as atividades, também contribui com a geração de empregos”, destacou o vice-governador, Teles Júnior.

Com obras pelo Amapá inteiro, previstas no Plano de Governo da gestão para aprimorar diversos segmentos econômicos, o Amapá continua mantendo uma tendência de crescimento na geração de empregos formais. No primeiro bimestre de 2025, o Estado alcançou um saldo positivo de 1.304 novas vagas, com destaque para os setores de serviço (1.064), comércio (242) e indústria (51). Os dados do Novo Caged consideram os índices de todos os estados brasileiros, com exceção de Minas Gerais, Paraíba e Santa Catarina.

Índices positivos refletem as políticas públicas adotadas pelo Governo do Amapá
Índices positivos refletem as políticas públicas adotadas pelo Governo do Amapá
Foto: Maksuel Mertins/GEA

Investimentos 

O incentivo aos grandes eventos, como o retorno da Expofeira, em 2023, a realização da Folia Literária Internacional do Amapá e do Maior Ano Novo da Amazônia, são iniciativas que trazem oportunidades de negócios e geração de emprego e renda, contribuindo para os índices de crescimento econômico que o Amapá vem apresentando. Além disso, promovem a consolidação de diferentes setores, como o hoteleiro e o turismo, atraindo visitantes de todas as partes do Brasil e do mundo. Essas iniciativas representam uma estratégia da gestão estadual que coloca o estado em destaque também no segmento econômico.

Em Brasília, governador Clécio Luís conhece simulador de impacto anual da produção de petróleo na Margem Equatorial

Instrumento busca sensibilizar com informações a pesquisa e exploração de petróleo na Margem Equatorial


O governador do Amapá, Clécio Luís, conheceu, nesta quinta-feira, 27, em Brasília-DF, o simulador de impacto anual da produção de petróleo na Margem Equatorial, desenvolvido pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). A ferramenta integra o Observatório Nacional da Indústria, que reúne o maior hub de dados digitais do setor no Brasil.

A visita reforça o protagonismo do Amapá no debate sobre o tema e demonstra o compromisso do estado em dialogar com os principais setores do país para construir consensos em torno de uma governança social dos recursos gerados pela exploração de óleo e gás na região.

“Esse é um simulador que tem como objetivo dar uma ideia do impacto econômico que será gerado, da riqueza, de como os setores amapaenses podem crescer e de como podemos ter um novo estado daqui a alguns anos, com desenvolvimento e grande riqueza. Sabendo como isso impactará a geração de emprego, as cadeias produtivas e os segmentos envolvidos, vemos que é um negócio fantástico”, destacou o governador Clécio Luís.

Governador Clécio Luís demonstrou em trazer a iniciativa para os setores econômicos do Amapá
Governador Clécio Luís demonstrou em trazer a iniciativa para os setores econômicos do Amapá
Foto: Divulgação

O produto é um simulador de impacto socioeconômico a partir de três parâmetros: produção de barris/dia, preço do barril em dólares norte-americanos e taxa de câmbio R$/US$, informando os impactos percentuais e nominais no nível do PIB, empregos, massa salarial, impostos indiretos, contribuições sociais, e o valor bruto da produção em cada setor econômico.

Em uma simulação com a extração de 326 mil barris de petróleo ao preço de 80 dólares por barril, a projeção anual é de 52 milhões de reais. Desses valores, estima-se uma arrecadação de 2,6 bilhões em royalties, o que representa um aumento de 20% em relação ao orçamento atual do Amapá.

“O ideal é que vocês tenham aqui um observatório como parceiro, aproveitando toda a visão já estabelecida, para que o seu projeto esteja à frente. Assim, vamos destravando o futuro, mas sempre com clareza sobre o que queremos alcançar. Esse é o instrumento que gostaria de apresentar, para que possam utilizá-lo com máxima eficiência”, afirmou o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz.

Diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, explica as possibilidades do sistema para o Amapá
Diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, explica as possibilidades do sistema para o Amapá
Foto: Max Renê/GEA

O superintendente do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, explica que o instrumento busca auxiliar agentes públicos e privados na identificação das potencialidades econômicas de cada estado e das oportunidades de superação dos entraves sociais, econômicos e ambientais que estão colocados nas realidades regionais.

“É uma governança a ser pensada, pelo volume de recursos que está por trás desse processo de exploração. Então, se nós pensarmos isso, a primeira dimensão aqui, nós estamos falando de futuro, de futuras gerações. Nós estamos falando do Amapá 2050, do que vai ser. Nós estamos falando dos outros estados que, embora tenham economia um pouco mais pujante, mas que vão ter uma outra realidade a partir desse processo”, enfatizou Guerra.

Superintendente do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra explicou o funcionamento do simulador
Superintendente do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra explicou o funcionamento do simulador
Foto: Max Renê/GEA

Na ocasião, ficou acordada uma visita da equipe técnica da CNI ao Amapá, com o objetivo de apresentar e capacitar os setores da Fazenda, da Agência de Desenvolvimento Econômico e de Mineração para o planejamento da economia e dos serviços do estado, orientando o planejamento econômico e estrutural da região em preparação para a nova realidade com a matriz de óleo e gás.

O encontro contou com a presença do presidente do Conselho Deliberativo do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Josiel Alcolumbre.

 

Imprensa Oficial do Amapá completa 80 anos celebrando a modernização dos registros do Poder Executivo e da história do estado

A Imprensa Oficial do Estado foi criada em 19 de março de 1945

Neste mês de março, a Imprensa Oficial do Estado do Amapá completa 80 anos de história consolidada como o meio oficial de comunicação do Poder Executivo. Vinculada à Secretaria de Estado da Administração (Sead), sua trajetória remonta ao período do ex-Território Federal, sendo criada em 19 de março de 1945, pelo então governador Janary Nunes.

Inicialmente, as publicações utilizavam um sistema de impressão tipográfica, em que tipos móveis de letras e símbolos, eram organizados manualmente para formar textos e imagens, garantindo a produção das primeiras comunicações oficiais.

As publicações eram organizados manualmente para formar textos e imagens
As publicações eram organizados manualmente para formar textos e imagens
Foto: Divulgação

As decisões do Poder Executivo eram divulgadas no “Jornal Amapá”, impresso da época que dava publicidade as ações do governo à população. Com o tempo, essa comunicação evoluiu, dando origem ao Diário Oficial do Estado, criado em 24 de julho de 1964. A modernização do processo aconteceu gradativamente, até a adoção do formato digital.

O servidor Raimundo Tavares, que há mais de 20 anos atua na produção do Diário Oficial do Amapá, relembra o impacto dessa evolução. “Conheço cada parte desse arquivo. As pessoas chegam aqui e pedem alguma informação e eu já sei onde procurar”, pontua.

Servidor Raimundo Tavares, trabalha há mais de 20 anos na Imprensa oficial
Servidor Raimundo Tavares, trabalha há mais de 20 anos na Imprensa oficial
Foto: Divulgação

Em 2016, as edições do Diário Oficial do Amapá passaram a ser publicadas em formato PDF, porém ainda não eram produzidas em um sistema digital estruturado. A mudança definitiva ocorreu em 2019, com a implantação do sistema de produção do Diário Oficial, permitindo maior organização e automatização do processo.

Desde então, as publicações oficiais passaram a ser exclusivamente digitais, acessíveis nos sites do Governo do Amapá e da Sead.  Além de reduzir custos com papel e distribuição, a digitalização preserva a memória documental do estado, garantindo fácil acesso às informações públicas.

Publicações com informes oficiais do Poder Executivo
Publicações com informes oficiais do Poder Executivo
Foto: Divulgação
Na época, as principais obras eram retratadas no D.O.
Na época, as principais obras eram retratadas no D.O.
Foto: Divulgação
Caio de Jesus, gerente do Núcleo de Imprensa Oficial
Caio de Jesus, gerente do Núcleo de Imprensa Oficial
Foto: Divulgação

Gerente do Núcleo de Imprensa Oficial do Amapá, Caio de Jesus, destaca a relevância histórica e a modernização do serviço. “A Imprensa Oficial tem um papel fundamental na transparência e no registro da história do Amapá. Ao longo desses 80 anos, acompanhamos a evolução da comunicação e nos adaptamos às novas tecnologias para continuar garantindo um serviço eficiente e acessível à população”, ressalta.

Confira os endereços eletrônicos para acessar o Diário Oficial do Amapá:

SERVIÇO
Imprensa Oficial do Amapá
Endereço: Avenida Procópio Rola, nº 2070, bairro Santa Rita, em Macapá.

Workshop entre Brasil e França discute emergência sanitária na cultura da mandioca

A importância da colaboração entre governos, instituições de pesquisa e comunidades para superar o problema da vassoura-de-bruxa da mandioca foi a tônica do workshop dedicado à emergência sanitária dessa doença, realizado de 24 a 27 deste mês, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará, em Belém (PA).

O evento foi organizado pelos governos do Brasil e França, uma vez que a enfermidade também atinge o território da Guiana Francesa. No Brasil, a doença foi identificada inicialmente na região do Oiapoque, no Amapá, e rapidamente se espalhou para outras regiões do estado. Segundo os especialistas, trata-se de ameaça à produção da mandioca, com impactos econômicos, sociais e ambientais. Causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae (Rhizoctonia theobromae), a doença está relacionada na lista oficial de pragas quarentenárias presentes para o Brasil.

“Nosso principal objetivo hoje aqui é informar e trocar conhecimentos, além de fortalecer as alianças existentes e estabelecer novas parcerias para que os governos possam dar respostas rápidas a emergências sanitárias como essa”, disse a diretora Ana Euler, de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, na abertura do evento, que teve transmissão no YouTube. .

Embrapa Amapá  

Na mesa redonda dedicada à pesquisa e cooperação, Antônio Cláudio Carvalho, chefe-geral da Embrapa Amapá, traçou um retrospecto desde o primeiro contato com o problema que afetava os cultivos de mandioca das populações indígenas, em 2023, na região do Oiapoque, ao estado atual da investigação.

De acordo com Carvalho, a primeira hipótese levantada pelos pesquisadores como causa do fenômeno foi problemas no manejo da cultura, mas logo foi logo descartada, dada a velocidade. “Em dois meses, vimos uma roça ser praticamente dizimada. Algo nunca visto antes”, contou.  Pela Embrapa Amapá também participaram a chefe adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento, Cristiane Ramos de Jesus, e o analista de transferência de tecnologias, Jackson Araújo dos Santos.

Uma das tentativas para contornar o problema, segundo o pesquisador, foi a introdução de variedades de mandioca melhoradas pela Embrapa e já existentes. “No entanto, esses materiais genéticos também foram praticamente dizimados”, disse.

A esperança atualmente é depositada, curiosamente, em duas variedades de mandioca do próprio território indígena onde a doença surgiu no país. Análises técnicas feitas desde 2023, apontam, de forma preliminar, para que as variedades “Xingu” e “Teré Teré” seriam tolerantes à doença vassoura-de-bruxa da mandioca.

Também integrando a mesa redonda, o chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Francisco Laranjeira, abordou a participação da empresa no Centro de Operações de Emergência Agropecuária da Vassoura-de-Bruxa da Mandioca e do plano de prevenção e controle da doença, instituídos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária neste mês.

Laranjeira também apresentou levantamentos socioeconômicos com estimativas dos impactos possíveis da doença sobre a cultura da mandioca, em três cenários. “No pior cenário, o prejuízo pode alcançar quase 5 bilhões de reais, se essa doença se disseminar para o resto do Brasil”, afirmou. O gestor também referiu que o avanço da doença pode impactar o custo da cesta básica e elevar a inflação, considerando o consumo dos derivados da mandioca, como farinha, fécula e pão de queijo.

Impactos

Representando o Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque, o cacique Edmilson Oliveira participou da primeira mesa redonda, na qual relatou os impactos da doença no campo e na vida das comunidades. De acordo com a liderança, os primeiros sinais da doença surgiram no final de 2022 e começaram a impactar a produção de mandioca a partir de 2023.

“Nossa história sempre dependeu da mandioca. Para nós ela é alimento, tradição, cultura e renda, toda uma estrutura que apoia a soberania dos nossos povos. São mais de duas mil famílias que vivem da roça de mandioca”, afirmou o cacique.

Do lado francês, Bruno Apouyou, vice-presidente do Conselho de Populações Ameríndias e Bushinenge, da Guiana Francesa, falou sobre como as comunidades do vale do rio Maroni têm enfrentado a doença. Segundo ele, na região a mandioca é a principal cultura agrícola para cerca de 100 mil pessoas.

“Queremos que a pesquisa não trabalhe apenas sobre uma variedade de mandioca, mas sobre a grande variedade de mandiocas que utilizamos para criar diversos produtos”, disse o Apouyou, ao ressaltar a importância de preservação do patrimônio genético das comunidades.

Texto: Vinicius Soares Braga (MTb 12.416/RS)
Embrapa Amazônia Oriental (Pará)

‘O petróleo é necessário ao povo do Amapá’, afirma governador Clécio Luís durante seminário sobre a Margem Equatorial, em Brasília

Governador Clécio Luís defendeu que o estado mais preservado do Brasil também precisa se desenvolver economicamente.

O governador do Amapá, Clécio Luís, liderou nesta quarta-feira, 26, em Brasília, os debates sobre o potencial transformador da Margem Equatorial na construção de políticas públicas e no desenvolvimento econômico do estado. O seminário, realizado na capital federal, reuniu autoridades políticas e especialistas para discutir os desafios e oportunidades da exploração de petróleo na região.

Como painelista, Clécio Luís criticou a demora na emissão da licença para pesquisa e exploração de petróleo na costa do Amapá, afirmando que o estado já trabalha na qualificação de mão de obra, no fortalecimento técnico-científico, no desenvolvimento de um programa para fornecedores, com análise de oportunidades e desafios, e na elaboração de um plano de governança social para os royalties.

Clécio Luís foi palestrante no primeiro painel do evento, com o tema ″O papel transformador da Margem Equatorial para o Amapá″
Clécio Luís foi palestrante no primeiro painel do evento, com o tema ″O papel transformador da Margem Equatorial para o Amapá″
Foto: Max Renê/GEA

“Fizemos o dever de casa, portanto, temos moral para falar e o direito ao desenvolvimento. Precisamos crescer para continuar sendo o estado mais preservado, pois nunca vi uma população com fome ou na pobreza conseguir proteger suas riquezas naturais. O petróleo é necessário para nós, para o Brasil e para a Petrobras, a fim de garantir a segurança energética, financiar o desenvolvimento sustentável e manter a floresta em pé”, destacou o governador Clécio Luís.

Os debates se dividiram em cinco painéis temáticos, abordando a importância da região para o futuro do Amapá, a preparação da Petrobras e as expectativas do setor de óleo e gás, o impacto dos royalties do petróleo nas políticas públicas municipais, a transformação econômica do estado com respeito ao meio ambiente e aos povos indígenas e, por fim, o papel estratégico do petróleo para o desenvolvimento regional.

Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, com base em descobertas na Guiana e Suriname, a exploração na Margem Equatorial pode atrair investimentos de até R$ 280 bilhões, gerar aproximadamente 350 mil empregos e proporcionar arrecadação em royalties superior a R$ 1 trilhão.

Debate aconteceu em formato de mesa-redonda, abordando o tema do aspecto nacional e local
Debate aconteceu em formato de mesa-redonda, abordando o tema do aspecto nacional e local
Foto: Max Renê/GEA

Representando o ministro Alexandre Silveira, o Secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Mendes abordou a importância da Margem Equatorial para a segurança energética do Brasil, destacando os marcos legais da transição energética e as áreas de impacto esperadas.

“Todo esse processo tem sido tratado pelo Ministério de Minas e Energia desde 2023 e, na opinião do ministério, não há nenhum impedimento técnico nem incompatibilidade com a transição energética. A exploração na Margem Equatorial é necessária para assegurar a segurança energética”, reforçou Pietro.

Secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Mendes
Secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Mendes
Foto: Max Renê/GEA

O painel ainda contou com a participação do senador Randolfe Rodrigues; do reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto de Andrade Medronho; da reitora da Universidade do Estado do Amapá, Katia Paulino; e o economista e professor da Universidade Federal do Amapá, Charles Chelala.

Seminário Margem Equatorial

Organizado pela Editora Brasil 247 e Agenda do Poder, o seminário visa colocar em pauta um tema vital para o desenvolvimento nacional, sobretudo para as regiões Norte e Nordeste, e reforça o protagonismo do estado no debate sobre a viabilidade econômica e ambiental da atividade, além da distribuição dos recursos provenientes da exploração por meio de políticas públicas.

Evento reuniu especialistas e autoridades políticas em um debate qualificado sobre a Margem Equatorial
Evento reuniu especialistas e autoridades políticas em um debate qualificado sobre a Margem Equatorial

Em Brasília, governador Clécio Luís protagoniza debate sobre exploração de petróleo na Margem Equatorial

Governador Clécio Luís vai liderar os debates sobre a pesquisa e exploração de petróleo no Amapá

O governador do Amapá, Clécio Luís, participa nesta quarta-feira, 26, de um seminário promovido em Brasília para debater a exploração de petróleo na Margem Equatorial. O evento reúne parlamentares, representantes do BNDES, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), além do senador Randolfe Rodrigues.

“O Amapá tem a oportunidade de se posicionar para o Brasil e para o mundo como parte da Amazônia, vivendo essa realidade e tendo propriedade para falar sobre ela. O petróleo para nós significa desenvolvimento, que não queremos explorar de qualquer jeito, mas sim de forma segura e sustentável. A participação do estado nesse encontro reafirma nosso posicionamento”, destacou o governador Clécio Luís.

O seminário reforça o protagonismo do estado no debate sobre a viabilidade econômica e ambiental da atividade, além da distribuição dos recursos provenientes da exploração por meio de políticas públicas. A exploração na Margem Equatorial pode atrair investimentos de até R$ 280 bilhões, gerar aproximadamente 350 mil empregos e proporcionar arrecadação em royalties superior a R$ 1 trilhão.

Organizado pela Editora Brasil 247 e Agenda do Poder, o evento visa colocar em pauta um tema vital para o desenvolvimento nacional, sobretudo para as regiões Norte e Nordeste, abordando desafios como a necessidade de garantir que os benefícios econômicos cheguem à população e que a exploração ocorra sem comprometer os ecossistemas da região.

Margem Equatorial e Políticas Públicas

O evento será realizado na manhã do dia 26 de março de 2025, uma quarta-feira, no Hotel Royal Tulip, em Brasília, com transmissão ao vivo pela TV 247, e cobertura de toda a mídia especializada. A Agenda do Poder será um dos veículos parceiros. Confira a programação:

  • ABERTURA – 9h

Formação da mesa pelo jornalista Joaquim de Carvalho (Mestre de Cerimônia) e execução Hino Nacional, com a cantora Myrlla Muniz

PRIMEIRO PAINEL: O PAPEL ESTRATÉGICO DO PETRÓLEO E DOS ROYALTIES

  • 9h05 – PIETRO ADAMO SAMPAIO MENDES

O Secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Adamo Sampaio Mendes, aborda o tema da Margem Equatorial sob prisma da segurança energética nacional

  • 9h25 – RANDOLFE RODRIGUES

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo Lula, fala sobre a importância do tema para o País e para seu estado, o Amapá

  • 9h40 – CLÉCIO LUÍS

O governador do Amapá, Clécio Luís, fala sobre a economia amapaense e o potencial transformador da Margem Equatorial.

Moderação: LEONARDO ATTUCH e TEREZA CRUVINEL

SEGUNDO PAINEL: A TRANSFORMAÇÃO ECONÔMICA DO AMAPÁ, COM TOTAL RESPEITO AO MEIO AMBIENTE E AOS POVOS INDÍGENAS

  • 10h – CHARLES CHELALA

O economista Charles Chelala, professor da Universidade Federal do Amapá, fala sobre o potencial dos royalties do petróleo para a economia amapaense

  • 10h20 – DORINALDO MALAFAIA

Deputado federal Dorinaldo Malafaia (PDT- AP) fala sobre o potencial econômico da exploração para o Amapá

  •  10h40 – ELVINO BOHN GASS

O deputado federal Bohn Gass, vice- presidente da Frente Parlamentar de Energias Renováveis, fala sobre como o petróleo pode financiar a transição energética.

Moderação: RICARDO BRUNO e TEREZA CRUVINEL

TERCEIRO PAINEL: O IMPACTO DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO NAS POLÍTICAS PÚBLICAS 

  • 11h – WASHINGTON QUAQUÁ

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, fala sobre a experiência de Maricá e as políticas sociais implantadas na cidade

  • 11h15 – CÁSSIO COELHO

Secretário de Estado de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro fala sobre a importância do pré-sal e dos royalties do petróleo para a economia brasileira e, em particular, de seu estado

  • 11h30 – VINÍCIUS GONÇALVES PEIXOTO

O advogado Vinícius Gonçalves Peixoto fala sobre a fórmula de cálculo dos royalties para os municípios beneficiados

  • 11h45 – PAULO GALA

Professor de Economia da FGV-SP, Paulo Gala fala sobre a exploração da Margem Equatorial para garantir os meios para a transição energética

MODERAÇÃO: RICARDO BRUNO E LEONARDO ATTUCH

QUARTO PAINEL: A PREPARAÇÃO DA PETROBRAS PARA A MARGEM EQUATORIAL E A EXPECTATIVA DO SETOR DE ÓLEO E GÁS

  • 12h – ROBERTO ARDENGHY

O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo, Roberto Ardenghy, fala sobre a importância da Margem Equatorial para a segurança energética e o desenvolvimento

  • 12h15 – FRANCIS BOGOSSIAN

Presidente do Clube de Engenharia do Brasil, fala sobre conciliação entre exploração petrolífera e sustentabilidade

  • 12h30 – DEYVID BACELAR

O coordenador da Federação Única dos Petroleiros, Deyvid Bacelar, aborda o impacto da Margem Equatorial para os petroleiros e trabalhadores do setor de óleo e gás

  • 12h45 – RICARDO JAQUES FERREIRA

Contra-Almirante fala sobre o fortalecimento da Marinha do Brasil na região Norte do País em decorrência das atividades marítimas da Margem Equatorial

MODERAÇÃO: RICARDO BRUNO E TEREZA CRUVINEL

ENCERRAMENTO: A IMPORTÂNCIA DA MARGEM EQUATORIAL E O FUTURO DO AMAPÁ

  • 13h – LUCIANA COSTA

Diretora de Infraestrutura e Transição Energética do BNDES, Luciana fala sobre a importância da Margem Equatorial

  • 13h15 – RICARDO CAPPELLI

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), fala sobre os impactos para o desenvolvimento da indústria e soberania do país

  • 13h30 – CLÉCIO LUÍS

O governador do Amapá, Clécio Luís, fala sobre a economia amapaense e o potencial transformador da Margem Equatorial

Amapá é destaque nacional em geração de emprego no varejo de materiais de construção

Dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados que apontam uma variação positiva de 9,67%.


O resultado das políticas públicas que estão sendo implementadas desde o começo da atual gestão, reflete nos índices positivos de crescimento econômico que Amapá o vem apresentando em diferentes áreas.  Com uma variação positiva de 9,67%, o estado foi o que mais gerou empregos proporcionalmente no Brasil no varejo de materiais de construção em 2024 e liderou o ranking nacional do setor, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

Os indicadores revelam que ações de desenvolvimento adotadas pelo Governo do Amapá, que realiza investimentos diretos na construção civil com 140 obras de infraestrutura, que incluem educação, segurança, saúde, mobilidade urbana e habitação pelo Amapá inteiro vêm garantindo novos postos de trabalho e o aquecimento da economia local.

“O que se vê aqui no Amapá é o reflexo direto do compromisso que temos em investir nas obras de infraestrutura. Cada tijolo colocado e cada parede erguida representam mais uma família que ganha sustento, mais trabalhadores com a carteira assinada, mais oportunidades de trabalho. Quando falamos em movimentar a economia, é disso que se trata: obras e projetos que viram realidades concretas, criando empregos e renda para quem mais precisa. É esse investimento sério, feito com responsabilidade e carinho pelo nosso estado, que faz do Amapá um verdadeiro protagonista na geração de oportunidades. O povo amapaense é o grande beneficiado quando damos prioridade à construção civil, porque infraestrutura de qualidade significa crescimento econômico duradouro e qualidade de vida”, destacou o secretário adjunto da Infraestrutura, Ivy Vasconcelos.

Com obras pelo Amapá inteiro, construção civil impulsiona o crescimento econômico do estado
Com obras pelo Amapá inteiro, construção civil impulsiona o crescimento econômico do estado
Foto: Jhon Martins/GEA

O setor de construção civil também foi um dos responsáveis pelo avanço e o destaque que o Amapá alcançou em 2024, com a abertura de 9.364 novos postos de trabalho com carteira assinada, sendo líder nacional, segundo dados do Novo Caged.

Os investimentos do Governo nos 16 municípios amapaenses que incluem, além de novas construções, fortalecimento das empresas e empreendedores com incentivos fiscais e a oferta linhas de crédito com juros baixos, a realização de grandes eventos culturais e os novos roteiros turísticos têm sido decisivos para o crescimento do mercado de trabalho no Amapá.

Governo do Estado realiza investimentos diretos na construção civil com 140 obras de infraestrutura
Governo do Estado realiza investimentos diretos na construção civil com 140 obras de infraestrutura

Governo do Amapá lança chamada pública para desenvolver projeto de preservação da Fortaleza de São José de Macapá

O edital visa fomentar a produção acadêmica e científica, valorizando um dos mais significativos patrimônios históricos do Estado.

O Governo do Amapá lançou nesta segunda-feira, 24, a Chamada Pública nº 001/2025, com o intuito de fomentar a produção acadêmica e científica, valorizando e preservando um dos mais significativos patrimônios históricos do Amapá, a Fortaleza de São José de Macapá.

O edital é uma fase importante dentro do Processo de Restauração da Fortaleza, e está dentro das ações do governo para a conclusão e a entrega do Museu Fortaleza de São José de Macapá. Seu objetivo é fomentar a produção acadêmica e científica, valorizando um dos mais significativos patrimônios históricos do Estado.

CONFIRA O EDITAL AQUI

Edital é uma fase importante dentro do Processo de Restauração da Fortaleza
Edital é uma fase importante dentro do Processo de Restauração da Fortaleza
Foto: Arquivo/Setur

O edital, coordenado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e Secretaria de Cultura do Estado (Secult), é destinado a pesquisadores e estudantes vinculados a Instituições de Ensino Superior (IES) ou Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT), e contemplará áreas que incluem história, arqueologia, arquitetura, museologia, ciências ambientais e tecnologia da informação.

As propostas devem ser submetidas exclusivamente via Sistema de Informação e Gestão de Projetos da Fapeap, no prazo de 28 de março a 28 de abril. O diretor-presidente da Fapeap, Gutemberg Silva, ressalta que, com o processo de documentação histórica do monumento, é possível entender origens culturais do estado e garantir o acesso democrático à população.

Diretor-presidente da Fapeap, Gutemberg Silva
Diretor-presidente da Fapeap, Gutemberg Silva
Foto: Nayana Magalhães/GEA

“O edital possui o objetivo de juntar uma documentação histórica relacionada à Fortaleza de São José de Macapá para entender o processo histórico pelo qual o Amapá passou, além de qual o papel do monumento no período colonial e durante esses 243 anos. Essa série de trabalhos será realizada por um grupo multidisciplinar, que vai trabalhar com as áreas da museologia, arqueologia, gestão ambiental e também de tecnologia de informação para que o público tenha acesso a esses documentos de forma sistematizada”, afirma Gutemberg.

Serão selecionados e financiados equipe multidisciplinar para desenvolver o “Projeto de preservação dos bens culturais e gestão do Museu Fortaleza de São José de Macapá”. Entre as ações previstas estão o levantamento, identificação e estudo de acervos históricos, como: arqueológicos e documentais, digitalização de documentos e artefatos históricos, e popularização do conhecimento gerado.

Secretária de Estado da Cultura, Clícia Vieira Di Miceli
Secretária de Estado da Cultura, Clícia Vieira Di Miceli
Foto: Jhon Martins/GEA

De acordo com a secretária da Secult, Clícia Vieira Di Miceli, o trabalho resultará em um inventário com diagnóstico detalhado do acervo da Fortaleza de São José de Macapá, além de um plano de gestão museológica e institucional. A documentação digitalizada será disponibilizada para acesso público e acadêmico, acompanhada de relatórios técnico-científicos, produção de artigos e ações de popularização da ciência, como exposições e workshops.

Recursos Financeiros

O edital prevê um investimento total de R$ 478,4 mil destinado ao pagamento de bolsas para pesquisadores e estudantes, assim como ao custeio de insumos, viagens e serviços essenciais ao projeto.

Entre as ações previstas para serem executadas estão:

  • Levantamento e mapeamento geral de bens materiais e imateriais, sejam eles documentais, tridimensionais, arquivísticos, sonoros, orais, para incorporar ao acervo do museu;
  • Composição do Centro de Referência do Museu Fortaleza (setor de referência de pesquisa e documentação sobre a Fortaleza), através das pesquisas realizadas;
  • ⁠Difusão do conhecimento para a população.

‘O Amapá se posiciona como a mais nova rota de pesca esportiva do Brasil’, destaca presidente da Trade Show durante evento em São Paulo

Feira ocorre no Distrito do Anhembi, em São Paulo


O turismo amapaense está mais fortalecido com a participação do estado na 17ª edição do Pesca e Companhia Trade Show 2025, o maior evento sobre o segmento da América Latina, que aconteceu de 20 a 22 de março no Distrito do Anhembi, em São Paulo. O Amapá já fechou parcerias, firmou agendas e conquistou turistas.

O estado garantiu pela primeira vez um espaço dedicado ao estado na Trade Show. O estande atraiu expositores, turistas, gestores, técnicos e agentes do turismo, buscando diálogo sobre novas possibilidades para a pesca esportiva no Amapá.

Feira de pesca promove programação e atividades para amantes da pescaria
Feira de pesca promove programação e atividades para amantes da pescaria
Foto: Cássia Lima/GEA

Segundo o presidente da Trade Show, Marcelo Claro, a presença do estado marca um importante avanço da política pública na pesca esportiva do Norte do país. Para ele, a comitiva amapaense foi um grande sucesso nesta edição da feira.

“O Amapá se posiciona como a mais nova rota de pesca esportiva do Brasil e também a mais preservada. Sem dúvida, a feira ganhou um presentão, mas a presença do Estado fortaleceu a pesca esportiva do Norte”, destacou o presidente.

Presidente da Trade Show fala da importância da presença do Amapá na Feira
Presidente da Trade Show fala da importância da presença do Amapá na Feira
Foto: Divulgação/Trade Show

Como meta, o Governo do Estado busca firmar parcerias e ações para desenvolver toda a cadeia do segmento no Amapá, cumprindo assim as metas do desenvolvimento econômico sustentável.

A advogada Camila Facciolo, que mora em São Paulo, sempre quis conhecer o meio do mundo, muito especialmente o Rio Amazonas. Ela e o filho visitaram o estande do Amapá e já marcaram até a data da visita, nas férias de julho.

“Eu sempre quis conhecer a Amazônia amapaense e meu filho começou a pescar. Então, fomos apresentados a um roteiro lindo e vamos conhecer as belezas do extremo Norte do país logo mais”, disse a paulista.

A advogada paulista Camila já tem viagem marcada para o Amapá
A advogada paulista Camila já tem viagem marcada para o Amapá
Foto: Cássia Lima/GEA

O Amapá já possui guias e agentes de turismo preparados e com pacotes de pesca esportiva em diversos municípios, com destaque para os municípios de Tartarugalzinho, Laranjal do Jari, Amapá, Oiapoque, Calçoene, Serra do Navio, Ferreira Gomes e Porto Grande (este último já realizando diversos eventos de pesca).

Trade Show 2025

A Pesca Trade Show 2025 é reconhecida como uma das principais feiras do setor do mundo, ela compõe o calendário oficial das feiras internacionais de pesca, conforme publicado pela revista “Angling International”.

Esta 17ª edição reúne não só estados e profissionais de turismo e pesca do Brasil, mas também empresas de países como: Japão, China, Argentina, Chile, Panamá e Cuba. O evento tem foco nos segmentos de mergulho, pesca, náutica, camping e turismo de pesca.

Amapá Cacau: Governo do Estado organiza jardins clonais do fruto em Porto Grande e Oiapoque

Viveiro de mudas do programa Amapá Cacau, em Aporema, no município de Tartarugalzinho.

O Governo do Estado está montando uma estrutura para montar dois jardins clonais cacaueiro, sendo um no município de Oiapoque e outro em Porto Grande. Na cidade fronteiriça será organizada uma parceria com a empresa Chocolate Cacau Cassiporé, que produz amêndoas na região. A iniciativa faz parte do programa Amapá Cacau, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

As matrizes clonais que serão introduzidas no Amapá, são provenientes da cidade de Concórdia, no Pará, e reconhecidas pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) dos estados do Pará e da Bahia, como mudas de alta qualidade produtiva e resistentes às pragas como a vassoura-de-bruxa do cacau. Além de Oiapoque, um outro campo clonal será montado em Porto Grande, na Linha C, na agrovila do Matapi.

Engenheiro agrônomo e coordenador do Amapá Cacau, Luiz Cabral
Engenheiro agrônomo e coordenador do Amapá Cacau, Luiz Cabral
Foto: Divulgação/Governo do Amapá

“Estamos sempre observando o mercado consumidor e industrial e, sabemos que existe uma demanda crescente em busca de matéria-prima, principalmente na indústria de chocolates. Como temos o programa e nele está inserido o agricultor familiar e agora uma empresa amapaense que trabalha com chocolates, resolvemos alinhar a produção de mudas clonais e, desta forma, organizar a nossa própria produção de mudas”, destacou o engenheiro agrônomo e coordenador do Amapá Cacau, Luiz Cabral.

O cacau clonal também não necessita estar em plantio com sobra de outras culturas, neste caso, somente uma irrigação na área é o suficiente para o desenvolvimento da muda. As espécies que serão introduzidas inicialmente no estado são as variedades PS-1319, PH-16
e CCN-51, que em função dos dados técnicos foram as que melhor apresentaram resultados para o ambiente e solo amapaense.

Na próxima semana chegará ao Amapá cerca de 1,3 mil mudas de cacau clonal, que serão direcionadas para os municípios de Porto Grande e Oiapoque, onde serão montadas as vitrines clonais a partir de abril. A ideia é que em até 18 meses se inicie a produção para novas mudas a partir deste primeiro plantio.

Produção de cacau, provenientes de produtores do Porto Grande
Produção de cacau, provenientes de produtores do Porto Grande
Foto: Weverton Façanha/GEA

Treinamento 

Em dezembro do ano passado, técnicos da SDR foram designados ao Centro Pesquisa do Cacau, ligado à Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira da Bahia (Ceplac/BA), na cidade de Itabuna, para receber habilitações, com aulas práticas e teóricas, além de uma série de capacitações tecnológicas com mudas clonais.

Amapá Cacau

O programa visa incentivar e inserir a cadeia cacaueira no estado, garantindo ao produtor familiar uma nova fonte de renda pela produção de derivados do cacau. O projeto concentra-se, inicialmente, na Região Centro-Oeste, envolvendo os municípios de Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande e Ferreira Gomes

Primeira ação da Carreta Empreendedora ‘Aqui Tem Sebrae’ acontecerá de forma simultânea na Zona Central e Sul de Macapá

A ação é direcionada tanto para empreendedores que já possuem um pequeno negócio formalizados ou não, quanto para pessoas que buscam informações sobre como abrir uma empresa.

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae) realizará a primeira ação Aqui Tem Sebrae da Carreta Empreendedora, e oferecerá serviços gratuitos aos empreendedores de Macapá. No centro, os atendimentos serão realizados na nova Carreta Empreendedora; e na Zona Sul, acontecerão nas Vans do Sebrae. A ação será realizada em frente à Casa do Artesão, na Carreta Empreendedora, de 24 a 28 de março, das 8h às 21h; e nos bairros do Muca, na Rua São Januário nº 853, e Pedrinhas, na Rua Equatorial nº 1865, das 9h às 17h.

Segundo a gerente da Unidade de Atendimento e Relacionamento do Sebrae Amapá (UAR), Denise Nunes, essa será a primeira atividade que utilizará a Carreta Empreendedora, e que será um momento de comemoração, pois a ação acontecerá durante a Semana do Artesão. A gerente diz também que no período da noite, a carreta se tornará uma sala de aula, com a oferta diversas capacitações, por meio de oficinas e palestras.

“Levaremos o que temos de melhor de capacitação, consultoria, ofereceremos vários serviços, e trabalharemos com os empreendedores que estarão em busca de desenvolvimento. Ao proporcionar esse atendimento especializado, o Sebrae no Amapá contribui diretamente para o fortalecimento da economia local, fomentando o empreendedorismo e garantindo que os empresários tenham acesso a informações e serviços que são essenciais para o sucesso de seus negócios, principalmente da orla da cidade, centro de Macapá”, destaca a gerente Denise Nunes.

Atendimentos

Serão oferecidos serviços gratuitos na ação Aqui Tem Sebrae, entre eles, orientação empresarial, regularização e legalização de empresas, parcelamento de dívidas, declaração de imposto de renda para MEI, palestras e oficinas de gestão e tecnológicas, alteração cadastral, emissão de documentos, linhas de crédito e financiamento, consultoria de diagnóstico e a visita as empresas localizadas no entorno das Unidades Móveis do Sebrae.

Serão ofertadas, gratuitamente, oficinas e palestras, a exemplo, a Oficina como turbinar suas vendas; Oficina de Formação de Preço; Oficina Fotografia de Produtos; Oficina Mídias Sociais Como Estratégia de Vendas Para Gastronomia; Oficina Boas Práticas e Manipulação de Alimentos; Palestra Melhore a Produtividade da Sua Cozinha e Tenha Mais Lucro; Palestra de Marketing Digital; Palestra Como se Tornar um MEI – Vantagens e Benefícios; Palestra Embalagem e Apresentação de Produtos; e Palestra Passo a Passo para emitir Nota Fiscal.

Parceiros

A iniciativa conta com a parceria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), e Agência de Fomento do Amapá (Afap) e Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil (Siccob).

Coordenação

A ação Aqui Tem Sebrae é coordenada pela gerente da Unidade de Atendimento e Relacionamento do Sebrae no Amapá (UAR), Denise Nunes, e pelo coordenador estadual da ação Itinerante Aqui Tem Sebrae, Marcelo Modesto; conta com a parceria interna da Unidade de Atendimento Coletivo – Comércio e Serviços (UAC-CS).

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação

Governo do Estado posiciona o Amapá como o mais novo roteiro de pesca esportiva do Brasil

Comitiva realiza diálogo para visitação de turistas nas rotas de pesca do Amapá


Para fortalecer o turismo e a pesca esportiva no estado, o Governo do Amapá esteve presente no Fórum Nacional do Turismo e Pesca, nesta quinta-feira, 20, no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo. O evento faz parte da programação da “Pesca e Companhia Trade Show”, maior evento sobre o segmento na América Latina.

O Pesca e Companhia Trade Show 2025 é uma das maiores feiras internacionais com foco em reforçar parcerias, especialmente entre receptivos, fornecedores e quem comercializa atrativos turísticos no mundo.

Amapá busca fomentar o segmentos e captar turistas, agentes da pesca, eventos e atividades esportivas
Amapá busca fomentar o segmentos e captar turistas, agentes da pesca, eventos e atividades esportivas
Foto: Secom

Além de um estande apresentando o Amapá como a rota mais preservada e protegida do Brasil, o Estado participou do Fórum com objetivo de fomentar os segmentos e captar turistas, agentes da pesca, eventos e atividades esportivas.

“Nosso objetivo é destacar cada vez mais o Amapá para o Brasil como rota turística, além de desenvolver ações que garantam uma atuação sólida e efetiva para todos” , destacou a secretária de Estado do Turismo, Syntia Lamarão.

O Amapá já possui guias e agentes de turismo preparados e com pacotes de pesca esportiva em diversos municípios, com destaque para Tartarugalzinho, Laranjal do Jari, Serra do Navio, Oiapoque, Ferreira Gomes e Porto Grande, este último já realizando o Circuito de Pesca “Reis do Rio”.

Secretário de Estado da Pesca, Paulo Nogueira fala da importância e participação do Amapá no evento
Secretário de Estado da Pesca, Paulo Nogueira fala da importância e participação do Amapá no evento
Foto: Secom

De acordo com o secretário de Pesca do Amapá, Paulo Nogueira, o Governo do Estado atua na regularização do segmento, já fomentando torneio de pesca e promovendo políticas em prol do desenvolvimento econômico e turístico por meio da atividade.

“Estamos conhecendo as experiências exitosas dos demais estados para desenvolver a cadeia completa da pesca e tornando o esporte mais popular com impacto no fortalecimento econômico das comunidades tradicionais”, frisou.

A participação inédita do Amapá na feira faz parte do plano estratégico da gestão do Governo do Estado visando a captação de eventos internacionais, parcerias com agentes governamentais, além do fomento ao turismo com venda de pacotes, desenvolvimento da pesca esportiva e divulgação do estado mais preservado e protegido do Brasil.

Trade Show 2025

A Pesca Trade Show 2025 é reconhecida como um dos principais eventos do setor do mundo, ela compõe o calendário oficial das feiras internacionais de pesca, conforme publicado pela revista “Angling International”.

Esta 17ª edição reúne não só estados e profissionais de turismo e pesca do Brasil, mas também empresas de países como: Japão, China, Argentina, Chile, Panamá e Cuba. O evento tem foco nos segmentos de mergulho, pesca, náutica, camping e turismo de pesca.

Governador Clécio Luís visita obras de restauro da Fortaleza de São José de Macapá em celebração aos 243 anos do monumento

Governador Clécio Luís, acompanhado dos arquitetos da obra e fazedores culturais, visitou a Fortaleza de São José.

Em celebração ao Dia de São José, padroeiro de Macapá e do Estado do Amapá, o governador Clécio Luís realizou uma visita técnica às obras de restauro da Fortaleza de São José de Macapá nesta quarta-feira, 19. O monumento histórico, que completa 243 anos na mesma data, passa por um processo de restauração, cuja primeira etapa, voltada para serviços emergenciais, já foi concluída.

A obra, dividida em três etapas, segue um cronograma cuidadoso de execução. Até o momento, foram realizadas a recuperação parcial das muralhas, das rampas internas e das paredes, além do tratamento das coberturas. Também foram feitas a limpeza e desobstrução dos drenos do telhado, a substituição e tratamento das madeiras, e a limpeza e troca dos telhados dos edifícios.

Governador Clécio Luís reforçou que o processo de restauro visa preservar o maior simbolo do Amapá
Governador Clécio Luís reforçou que o processo de restauro visa preservar o maior simbolo do Amapá
Foto: Max Renê/GEA

“A intenção aqui é fazer uma obra de restauro, restituir o papel original, a história, o método construtivo. Hoje no dia do aniversário da Fortaleza, estamos entregando essa primeira etapa para garantir a segurança e a salvaguarda desse que é um dos maiores patrimônios históricos, culturais do Brasil e um símbolo da Amazônia”, destacou o governador Clécio Luís.

Com a estrutura dos prédios recuperada e estabilizada, as próximas fases do projeto visam o restauro integral da edificação, proporcionando um novo uso ao espaço. O objetivo é a reimplantação do Museu Fortaleza, transformando-o em um polo histórico, cultural, turístico e educativo,garantindo a segurança e valorização da edificação histórica, promovendo sua longevidade e funcionalidade para as gerações futuras.

Restauro é feito respeitando os métodos construtivos históricos do local
Restauro é feito respeitando os métodos construtivos históricos do local
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

Nos processos, estão sendo utilizados tijolos e telhas produzidos com cerâmica local, preservando a tonalidade original do material. O uso de insumos regionais foi uma escolha estratégica para manter a autenticidade do restauro, respeitando os métodos construtivos históricos da região. O projeto de conservação e restauração do monumento é feito pela Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes -APPA Cultura & Patrimônio.

“O processo de restauro tem a diferença de que precisamos manter a integralidade máxima do bem, respeitando sua técnica construtiva original e utilizando os mesmos materiais e insumos empregados na construção original, que remontam a séculos. Encontraremos outros desafios dessa natureza, mas entregamos hoje tudo o que havia sido proposto para essa fase inicial”, destacou o presidente da Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes, Xavier Vieira.

Com tijolos feitos localmente, as rampas de acesso à Fortaleza foram recuperadas
Com tijolos feitos localmente, as rampas de acesso à Fortaleza foram recuperadas
Foto: Max Renê/GEA

Ainda na ocasião, foi lançado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e Secretaria de Estado da Cultura (Secult) um edital para Pesquisa de Acervo, no valor de R$ 478 mil para viabilizar pesquisas em seis áreas: Arquitetura, Arqueologia, História, Ciências Ambientais, Tecnologia da Informação e Museologia. O objetivo é realizar um levantamento de bens materiais e imateriais para compor o acervo do Museu Fortaleza de São José de Macapá.

Telhados foram restaurados usando cerâmica local e mantendo o mesma originalidade arquitetônica
Telhados foram restaurados usando cerâmica local e mantendo o mesma originalidade arquitetônica
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

Restauro da Fortaleza de São José 

Foram instaladas novas subcoberturas e criado um sistema de drenagem oculto, que facilitará a manutenção do prédio nos próximos anos. Também houve a remoção completa das camadas de cal acumuladas ao longo dos séculos nas paredes. As rampas, que apresentavam diversas perdas estruturais e são elementos essenciais da Fortaleza, foram recuperadas.

Os investimentos nas intervenções são de cerca de R$ 30 milhões, provenientes de captação junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com articulação do presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre, e acompanhamento dos trabalhos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura. As obras buscam de maneira geral reforçar a importância nacional e internacional da fortificação construída no século 18.

Governador Clécio Luís junto com a equipe técnica da APPA e representantes da construção civil
Governador Clécio Luís junto com a equipe técnica da APPA e representantes da construção civil
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito
Todas as 8 edificações internas da Fortaleza tiveram seus telhados restaurados
Todas as 8 edificações internas da Fortaleza tiveram seus telhados restaurados

Governador Clécio Luís busca investimentos para desenvolvimento sustentável do Amapá em encontro com empresas internacionais

Clécio Luís defendeu a geração de negócios sustentáveis como caminho para o desenvolvimento do Amapá.

Em uma oportunidade estratégica para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável no Amapá, o governador Clécio Luís reuniu-se, nesta segunda-feira, 17, com representantes de empresas internacionais de diferentes setores, visando a implementação de possíveis parcerias e iniciativas inovadoras para o estado.

Ao dar as boas-vindas aos empresários, Clécio Luís destacou a trajetória histórica do Amapá, enfatizando os baixos índices sociais, que contrastam com o grande potencial do estado em matéria-prima, tanto na forma natural quanto para transformação, ressaltando a geração de negócios, emprego e renda como o caminho para o desenvolvimento integral do estado.

“Nós queremos transformar vocês [investidores] em pessoas capazes de compartilhar essa mensagem com o mundo, no ambiente empresarial, e atrair mais investidores, virar essa chave e alinhar os índices para gerar um desenvolvimento adequado à nossa realidade. Não existe fórmula mágica para desenvolver o Amapá, mas acredito que o caminho seja transformar nossa sociobiodiversidade em produtos, serviços e negócios”, destacou Clécio Luís.

Governador Clécio Luís junto ao vice-governador Teles Júnior e o diretor-presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho
Governador Clécio Luís junto ao vice-governador Teles Júnior e o diretor-presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho
Foto: Maksuel Martins/GEA

O encontro foi organizado pela Força-Tarefa de Clima e Florestas dos Governadores (GCFTF), uma rede de governos comprometida com o combate às mudanças climáticas, com o objetivo de fornecer uma base sólida para a cooperação em áreas-chave como política climática, financiamento, troca de tecnologia e pesquisa, buscando soluções inovadoras para enfrentar desafios globais.

Renato Ramalho, fundador e presidente da KPTL, gestora especializada em investimentos em inovação com mais de 20 anos de atuação no Brasil, destacou as grandes oportunidades para acelerar as iniciativas de empreendedorismo e investimentos em empresas de base tecnológica, aproveitando os ricos ativos naturais do estado, além de explorar as novas fronteiras de óleo e gás, com ênfase na exploração de petróleo na Margem Equatorial.

Renato Ramalho, fundador e presidente da KPTL
Renato Ramalho, fundador e presidente da KPTL
Foto: Ian Reis/Agência Grito

“O nosso papel aqui junto aos diferentes braços dentro do Governo do Estado é contribuir para que esses investimentos atendam a uma demanda de curto prazo, ajudando a trazer riqueza para a população com proteção florestal. Estamos muito animados e acreditamos que tem tudo para dar certo. O Amapá, mais uma vez, será pioneiro, assumindo um papel de protagonismo entre as iniciativas da Região Norte do Brasil”, afirmou Ramalho.

Empresários apresentaram o interesse em investir no estado conforme suas áreas de atuação
Empresários apresentaram o interesse em investir no estado conforme suas áreas de atuação
Foto: Ian Reis/Agência Grito

Durante o encontro, Gregory Maitre, presidente da MORFO, empresa francesa especializada em soluções para a restauração de ecossistemas florestais nativos, compartilhou sua experiência em projetos de restauração ecológica, destacando a importância de envolver populações nativas, além de abordar temas como sementes, restauração ecológica, programas para a COP 30 e o desenvolvimento de projetos de crédito de carbono no Amapá.

Gregory Maitre, presidente da MORFO
Gregory Maitre, presidente da MORFO
Foto: Ian Reis/Agência Grito

“Tivemos uma conversa muito produtiva em tentar desenvolver projetos de restauração que incluam justamente populações nativas, dentro desse processo de geração de valor da restauração. Falamos de sementes, em restauração ecológica, em programas possíveis para a COP 30 e projetos de futuro como o projeto de crédito carbono aqui no Amapá. Quero agradecer ao Governo do Estado pelo convite, e eu acho que foi muito produtivo”, disse Maitre.

Também participaram do encontro a empresa BH26, representada por Isaac Suton, especializada em assessoria para gestoras de recursos naturais, com foco em fundos florestais, agrícolas, de carbono, entre outros, e a empresa francesa Phytorestore, representada por Vitor Terris, pioneira mundial no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para a recuperação ambiental por meio do uso de plantas.

Mesa composta por investidores e gestores debateu iniciativas inovadoras que podem ser implementadas no estado
Mesa composta por investidores e gestores debateu iniciativas inovadoras que podem ser implementadas no estado