Cadeia produtiva do açaí alinha estratégias para a Expofeira 2026

O encontro do eixo econômico mobilizou desde batedores tradicionais até a indústria de polpa e subprodutos, com o objetivo de garantir uma presença robusta do segmento no evento.

Representantes da cadeia produtiva do açaí se reuniram, nesta terça-feira, 14, no Parque de Exposições da Fazendinha, para alinhar a participação do setor na Expofeira 2026. O encontro do eixo econômico mobilizou desde batedores tradicionais até a indústria de polpa e subprodutos, com o objetivo de garantir uma presença robusta do segmento no evento.

Principal produto da extração vegetal no Amapá, o açaí – ao lado da mandiocultura – representa a maior fonte de renda e segurança alimentar para a agricultura familiar e populações tradicionais. Por serem a base da mesa amapaense, ambos terão espaços de exposição totalmente gratuitos para os produtores . A iniciativa foi destacada pelo secretário Jorge Rafael, coordenador do Eixo Econômico do Grupo de Trabalho (GT) da Expofeira 2026.

Secretário Jorge Rafael, coordenador do Eixo Econômico do Grupo de Trabalho (GT) da Expofeira 2026.

“A estrutura do evento contará com o ‘Corredor do Açaí’ – localizado na Vitrine da Agricultura Familiar do Parque de Exposições -, que reunirá 20 empreendimentos expondo e comercializando polpas, congelados e diversos subprodutos, além do tradicional ‘Açaíódromo’, no local voltado aos povos tradicionais, onde os visitantes poderão degustar o legítimo açaí com farinha dentro de rigorosos padrões de higiene e certificação sanitária”, garantiu o gestor.

Francisco Soares, de 60 anos, produtor e empreendedor à frente do Café de Açaí Faustina desde 2022, participa pela terceira vez da Expofeira 2026. Para ele, o evento se consolidou como uma verdadeira vitrine de oportunidades para o crescimento do seu negócio.

Francisco Soares produtor e empreendedor à frente do Café de Açaí Faustina

“Realizamos até 5 mil degustações focadas em fazer novos contatos, abrindo portas no mercado nacional e internacional – especialmente na Guiana Francesa. O Café de Açaí Faustina é uma empresa familiar de terceira geração, batizada em homenagem à minha avó, que começou tudo. Após uma qualificação recente, nosso próximo passo é oficializar a exportação de um produto que já é bastante conhecido aqui”, destacou.

Expofeira 2026 lança edital para participação de empresas certificadas pelo Selo Amapá

Edital vai selecionar 25 empreendimentos certificados para exposição no maior evento de negócios do estado; inscrições seguem até 18 de julho

Empresas certificadas com o Selo Amapá: Produtos do Meio do Mundo já podem se inscrever para participar da Expofeira 2026. A seleção será realizada por meio do Edital nº 002/2026 – DDSR/Agência Amapá, que escolherá 25 empresas para divulgar e comercializar seus produtos durante o evento, além de formar um cadastro de reserva. A seleção das empresas seguirá os critérios estabelecidos no edital.

Como inovação, as inscrições para o edital serão realizadas, pela primeira vez, diretamente no Portal do Selo Amapá, ambiente digital já utilizado pelos empreendedores certificados e familiar aos participantes do programa. A novidade torna o processo mais ágil e organizado para os participantes. As inscrições seguem abertas até o dia 18 de julho através do link https://seloamapa.portal.ap.gov.br.

Além da comercialização de produtos, os empreendimentos selecionados terão a oportunidade de apresentar suas marcas a milhares de visitantes, estabelecer novos contatos comerciais, prospectar clientes e ampliar sua visibilidade em um dos maiores eventos de negócios do Amapá.

De acordo com a coordenadora do Selo Amapá, Elen Pinheiro, a participação na feira representa um importante instrumento de fortalecimento das empresas certificadas e de valorização da produção local.

“A Expofeira fortalece a presença das empresas certificadas no mercado e evidencia a diversidade dos produtos que carregam o Selo Amapá. Este edital garante uma seleção transparente e oferece aos empreendedores uma oportunidade de ampliar sua visibilidade, gerar novos negócios e apresentar ao público produtos que representam a identidade produtiva e cultural do nosso estado”, destaca.

A Expofeira 2026 acontece entre os dias 8 e 16 de agosto e reunirá empreendedores, investidores e consumidores em uma ampla programação voltada ao fortalecimento da economia do estado. O espaço destinado ao Selo Amapá será uma vitrine para apresentar a diversidade, a qualidade e a identidade dos produtos genuinamente amapaenses, ampliando oportunidades de negócios para as empresas participantes.

*Serviço*
Edital: nº 002/2026 – DDSR/Agência Amapá
Quem pode participar: Pessoas jurídicas com produtos certificados pelo Selo de Origem – Selo Amapá: Produtos do Meio do Mundo.
Vagas: 25 empresas, além de cadastro de reserva.
Período de inscrições: até 18 de julho de 2026.
Evento: Expofeira 2026, de 8 a 16 de agosto de 2026.
Onde acessar: disponíveis no Portal do Selo Amapá (https://seloamapa.portal.ap.gov.br/).

Em encontro com centrais sindicais, Davi reafirma compromisso com diálogo sobre PEC que trata do fim da escala 6×1


Em encontro com representantes das centrais sindicais, na manhã desta quarta-feira (1º), o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que trata do fim da escala de trabalho 6 X 1, será tratada com responsabilidade e compromisso público. Durante o encontro, o parlamentar afirmou que a matéria será conduzida com responsabilidade, diálogo e compromisso com o interesse público.

Alcolumbre frisou ainda que, ao contrário da campanha difamatória nas redes sociais, sua atuação à frente do Senado sempre foi pautada pela defesa dos trabalhadores brasileiros. “Desde o início da minha gestão à frente do Senado, sempre apoiei pautas voltadas aos trabalhadores. Aprovamos, por exemplo, medidas de igualdade salarial entre homens e mulheres, temas ligados aos direitos trabalhistas. Então, dizer que o Congresso é ‘inimigo do povo’ não contribui para a democracia, para a verdade dos fatos nem para a construção de soluções que melhorem a vida dos brasileiros”, afirmou.

A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), classificou a reunião como produtiva e informou que deverá ser construído um cronograma para a tramitação da proposta. Segundo a senadora, o debate agora se concentra nos procedimentos legislativos. “Não há desacordo sobre o conteúdo da PEC. O momento é de definir os procedimentos e estabelecer um calendário de tramitação, não um calendário eleitoral”, disse.

O senador Paulo Paim (PT-RS) também destacou a disposição do presidente Davi em dialogar sobre a matéria. De acordo com o Paim, Alcolumbre demonstrou interesse em buscar alternativas para a tramitação da proposta, inclusive avaliando caminhos que possam evitar o retorno do texto à Câmara dos Deputados, caso haja viabilidade regimental.

Participaram da reunião os deputados Luiz Carlos Mota (PL-SP) e Inácio Arruda (PCdoB-CE); os presidentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre; da Força Sindical, Miguel Torres; da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah; da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) Sônia Zerino; da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antônio Neto; da Pública Central do Servidor, José Gozze; do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz Lúcio; e o coordenador Nacional do Movimento Vida Além do Trabalho, Lucas Sidrach.

Impacto da Reforma Tributária será tema de seminário promovido por Fieap e Fiems em Macapá



A Federação das Indústrias do Estado do Amapá (Fieap) e a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) promovem, no dia 1º de julho, às 18 horas, no Teatro do Sesi em Macapá, o seminário “Reforma Tributária: impactos e oportunidades para a indústria”. O encontro tem como objetivo orientar empresários e profissionais do setor produtivo sobre as mudanças trazidas pela Reforma Tributária e contará com a participação do presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Flávio César Mendes de Oliveira, além secretários de Fazenda de outros Estados.

O evento, gratuito e aberto ao público, apresentará os principais pontos da regulamentação da Reforma Tributária e será voltado à aplicação prática da nova legislação tributária, abordando como as mudanças afetarão o dia a dia das empresas e os desafios do período de transição.

Além de esclarecer dúvidas sobre a reforma, o encontro busca aproximar o setor produtivo das discussões que envolvem sua aplicação, oferecendo informações estratégicas para que empresários, gestores e profissionais das áreas tributária, contábil e financeira possam se preparar para as mudanças previstas nos próximos anos.

O seminário “Reforma Tributária: impactos e oportunidades para a indústria” será realizado no dia 1º de julho, às 18 horas, no Teatro do Sesi em Macapá, localizado na avenida Desidério Antônio Coelho.

Sebrae conecta startups da bioeconomia com investidores e especialistas nacionais em Santana

Evento marca o encerramento da pré-aceleração do Programa Acelera Bio Santana e reúne 14 negócios inovadores em busca de investimentos e novas oportunidades

O Sebrae Amapá realizou, nesta quinta-feira (18), no Escritório Regional de Santana, o Demo Day Acelera Bio Santana, evento que marcou a conclusão da jornada de pré-aceleração de startups e negócios inovadores voltados à bioeconomia. A programação reuniu empreendedores, investidores, pesquisadores, estudantes e representantes do ecossistema de inovação para conhecer soluções desenvolvidas a partir da sociobiodiversidade amazônica.

 

O Demo Day (Dia de Demonstração) é a etapa final de programas de aceleração e incubação de startups. A iniciativa, realizada entre dezembro de 2025 e junho de 2026, ofereceu capacitações, workshops, mentorias especializadas e atividades de networking para fortalecer ideias e negócios inovadores. Dos 22 projetos que iniciaram a jornada, 14 foram selecionados para apresentar seus pitches à banca avaliadora.

A diretora técnica do Sebrae Amapá, Suelem Amoras, destacou que o evento aproxima os empreendedores de potenciais investidores, parceiros estratégicos e novas oportunidades de mercado. Ela também elogiou a força do ecossistema de inovação de Santana e, em tom descontraído, afirmou que os participantes estão no caminho para “dominar o mundo” com suas ideias e soluções inovadoras.

“É inspirador ver o que está sendo construído aqui em Santana. Temos talentos, criatividade e negócios com muito potencial para crescer e ganhar mercado. Nosso papel é criar conexões, abrir portas e aproximar esses empreendedores de quem pode ajudar a transformar boas ideias em iniciativas capazes de gerar impacto, renda e desenvolvimento para todo o estado”, afirmou Suelem Amoras.

Bioeconomia como oportunidade

O Programa Acelera Bio Santana foi estruturado para impulsionar ideias, startups e projetos inovadores ligados à bioeconomia, segmento que integra cadeias produtivas da sociobiodiversidade, biotecnologia, alimentos, cosméticos, fármacos e outras atividades baseadas no uso sustentável dos recursos naturais.

Ao longo da trilha de pré-aceleração, os participantes tiveram acesso a conteúdo técnico, mentorias com especialistas de diferentes regiões do país, como consultora do Sebrae e especialista em branding, Adriana Dalberth. Além de oficinas presenciais e atividades on-line voltadas ao desenvolvimento de modelos de negócios, validação de soluções e preparação para o mercado.

A gerente da Unidade de Inovação (UI) do Sebrae Amapá, Josseli Pantoja, destacou que o programa fortalece o ambiente de inovação no estado ao transformar ideias em negócios com potencial de impacto econômico, social e ambiental.

“A bioeconomia representa uma das principais oportunidades de desenvolvimento sustentável para o Amapá. O Demo Day é o momento em que esses empreendedores apresentam ao mercado soluções construídas ao longo de meses de capacitação e conexões estratégicas, demonstrando o potencial da nossa biodiversidade para gerar inovação, renda e novos negócios”, afirmou.

Banca reúne especialistas nacionais

Os pitches foram avaliados por um grupo formado por referências do ecossistema brasileiro de inovação e bioeconomia, Ingrid Barth, empreendedora, investidora e especialista em inovação e mercado financeiro; Antônio Carlos Freitas Souza, CEO da Bactolac, pesquisador do IEPA e especialista em biotecnologia aplicada ao agronegócio; Thyago Gatto, coordenador nacional da Sala de Integração da Bioeconomia do Sebrae Nacional.

Premiação

Ao final das apresentações, foram anunciadas as três startups com melhor desempenho na avaliação técnica da banca.

O 1º lugar, premiado com R$ 10.080, ficou com a Pizzolato. Liderado pelo empreendedor e nutricionista Grimaldo Melo, o negócio se dedica à produção de fermentados finos amazônicos (vinhos), utilizando matérias-primas nativas como açaí, cupuaçu, caju e taperebá. A iniciativa foca na agregação de valor à cadeia produtiva do estado e adota práticas de economia circular, com o reaproveitamento de 100% das garrafas.

O 2º lugar, com premiação de R$ 5.040, foi conquistado pela startup Amazônia Cor, do empreendedor e pintor José Marlon Ferreira. O negócio transforma resíduos de caroços de açaí em tinta sustentável amazônica, coletados diretamente de batedores de açaí e comunidades locais. O projeto busca atender ao mercado de tintas ecológicas, oferecendo um produto de baixo impacto ambiental e identidade amazônica.

Já o 3º lugar, premiado com R$ 3.010, ficou com a startup Limpaê, aplicativo digital que oferece soluções voltadas à economia circular e ao descarte adequado de resíduos, com emissão zero de poluentes e foco em cidades sustentáveis. O empreendimento é liderado pelo professor e empreendedor José Francisco Tavares.

‘Transformamos uma semente descartada em um produto com valor de mercado’, destaca empreendedora amapaense


A apresentação da versão consolidada do Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (Peas), realizada pelo Governo do Amapá durante a programação do Junho Verde 2026, reuniu histórias que mostram como a inovação e o empreendedorismo podem transformar recursos da floresta em oportunidades de desenvolvimento. Uma delas é a da jovem empreendedora Evelyn Silveira, CEO da Startup Kupulatte.

“Transformamos uma semente que antes era descartada em um produto com valor de mercado. Conseguimos unir conhecimento científico, inovação e matéria-prima regional para criar produtos que geram renda para agricultores e mostram o potencial da biodiversidade amazônica”, destacou Evelyn.

Criada quando Evelyn ainda era estudante de engenharia química na Universidade do Estado do Amapá (Ueap), a Kupulatte produz chocolates e bombons a partir das sementes do cupuaçu nas concentrações de 50%, 75% e 100%, a matéria-prima fornecida por agricultores de municípios de Porto Grande e Tartarugalzinho. O processo inclui fermentação, secagem, torra e beneficiamento das sementes até a fabricação dos produtos finais.

Para o pesquisador e professor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), José Tavares, iniciativas como essa reforçam a importância da política pública apresentada pelo estado.

Biodiversidade transformada em oportunidade

“O plano chega em um momento necessário para organizar o aproveitamento sustentável dos recursos naturais e valorizar quem vive nos territórios. Ele representa o compromisso do Estado em reconhecer a relação entre a biodiversidade, a população local e o desenvolvimento econômico. É um instrumento que conecta biodiversidade, desenvolvimento econômico e inclusão social, além de orientar o uso sustentável dos recursos naturais, garantindo que essa riqueza beneficie quem vive nos territórios. O plano contribui justamente para inserir as comunidades tradicionais, agricultores e empreendedores nesse processo de valorização da nossa biodiversidade,” enfatizou Tavares.

José Tavares, pesquisador e professor da Universidade Federal do Amapá (Unifap)
José Tavares, pesquisador e professor da Universidade Federal do Amapá (Unifap)
Foto: Márcia do Carmo/GEA

O diretor-presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga, destacou que o plano representa uma escolha estratégica para o futuro do estado.

“Esse momento simboliza muito mais do que a entrega de um plano. Simboliza a escolha de um modelo de desenvolvimento que respeita nossa identidade, valoriza as riquezas naturais e cria oportunidades para quem vive no Amapá. Sob a liderança do governador Clécio Luís, o estado avança na construção de uma agenda econômica moderna, capaz de atrair investimentos, gerar emprego e renda, fortalecer a economia local e melhorar a vida das pessoas com responsabilidade ambiental e segurança jurídica”, afirmou.

Wandenberg Pitaluga, diretor-presidente da Agência Amapá
Wandenberg Pitaluga, diretor-presidente da Agência Amapá
Foto: Márcia do Carmo/GEA

Com a implementação do Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia, empreendedores, produtores rurais e comunidades tradicionais passarão a contar com ações voltadas à capacitação, assistência técnica, acesso a mercados e atração de investimentos, fortalecendo cadeias produtivas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Amapá.

Empreendedores de bioeconomia apresentam produtos durante programação Junho Verde 2026
Empreendedores de bioeconomia apresentam produtos durante programação Junho Verde 2026

Feira do Campo abre programação com mais de 100 empreendedores nesta sexta (29)

Na 11ª edição os empreendedores destacarão diversidade produtiva, sustentabilidade e oportunidades de negócios para o produtor rural e para a agricultura familiar

A 11ª edição da Feira do Campo inicia no estacionamento do Sebrae Amapá, em Macapá, nesta sexta (29), das 8h às 18h, com produtores, agroindústrias e instituições em um espaço dedicado à valorização da produção rural e da agricultura familiar. A programação segue até sábado (30), com atividades das 8h às 13h.

Segundo o gerente de Agronegócio e Indústria do Sebrae, Bruno Castro, o evento reforça o papel estratégico do setor rural no desenvolvimento econômico do estado.

“A Feira do Campo chega à sua 11ª edição consolidada como um importante espaço de fortalecimento da agricultura familiar e do empreendedorismo rural no Amapá. O evento é uma vitrine estratégica que conecta 116 empreendedores ao mercado, valoriza a produção local e aproxima o campo do consumidor. Nesta edição, destacamos não apenas a diversidade dos produtos — que vão dos orgânicos e agroecológicos à produção animal, passando pela gastronomia regional e o setor de madeira e móveis —, mas o avanço em inovação e tecnologia no meio rural. Muitos produtores participantes já incorporaram soluções que elevam a qualidade, produtividade e competitividade dos seus negócios, e isso é fundamental para o desenvolvimento sustentável do setor”, afirmou, Bruno Castro.

Consolidado como um dos principais eventos do setor no estado, o encontro reúne 116 empreendedores, 52 empreendimentos, duas Organizações de Controle Social (OCS) e uma Indicação Geográfica (IG), promove a integração entre negócios, tradição, inovação e sustentabilidade. Participam representantes de municípios como Macapá, Santana, Porto Grande, Itaubal, Tartarugalzinho, Mazagão, Pedra Branca e Laranjal do Jari, evidenciando a diversidade e a força da produção rural amapaense.

A programação foi estruturada para oferecer experiências completas ao público, com capacitações técnicas e oficinas que ocorrerão na Carreta Empreendedora do Sebrae, exposição de produtos, além de atrações como a Cozinha Show Rural e o Concurso do Melhor Mel Tucuju, iniciativas que estimulam a excelência produtiva e agregam valor à produção local.

Gastronomia

Entre os destaques da programação está a Cozinha Show Rural, que apresentará oficinas com receitas típicas da culinária amazônica, como galinha caipira, tacacá e pirapitinga ao molho, valorizando ingredientes regionais e a identidade gastronômica local. Também serão realizadas oficinas técnicas de arranjos florais, compostagem e culinária regional, voltadas à qualificação dos produtores.

Concurso

Outro ponto alto é o Concurso do Melhor Mel Tucuju, que premiará os três melhores produtores nas categorias de mel de abelhas com e sem ferrão, além de contar com votação popular, incentivando a qualidade e fortalecendo a cadeia produtiva do mel no estado.

Showroom

A feira contará ainda com um showroom de madeira e móveis, reunindo empreendedores de Macapá, Santana e Porto Grande em uma exposição que evidencia o uso de madeira certificada, design amazônico e potencial competitivo do setor. A iniciativa busca ampliar oportunidades de mercado e destacar a produção local, que já começa a ganhar reconhecimento em vitrines internacionais.

Além da comercialização de produtos como hortaliças, frutas, mel, pescados, açaí, polpas, doces, queijos e itens de agroindústrias certificadas, a feira também dará visibilidade a empreendedores que adotaram inovação e tecnologia em seus processos produtivos, demonstrando como essas soluções contribuem para o aumento da produtividade e competitividade no meio rural.

Açaí do Amapá conquista mercado chinês

Com apoio do MIDR, cooperativa fecha parceria de negócio com a China até 2031

Brasília (DF) – A cooperativa dos produtores extrativistas de açaí do estado do Amapá (Amazonbai) fechou parceria com a segunda maior rede de distribuição de alimentos chinesa para o fornecimento de toda a safra de açaí pelos próximos cinco anos, totalizando 15 mil toneladas do produto. A negociação ocorreu durante a Sial China, maior feira de alimentos da Ásia.

A Amazonbai faz parte da Rota do Açaí, pertencente à estratégia Rotas de Integração Nacional, estratégia do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional que tem por objetivo o fortalecimento de sistemas produtivos locais e a promoção do desenvolvimento regional sustentável.

A participação da Amazonbai e de outras sete cooperativas – todas inseridas na Rotas da Integração Nacional – na Sial China contou com investimento de R$ 207 mil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). São elas: União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Brasil); Unicafes Bahia; IPE Unicafes; Cooperativa Grande Sertão, Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) e a Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil). A presença das cooperativas no evento proporciona a apresentação de produtos sustentáveis brasileiros ao público asiático.

O presidente da Amazonbai, Amiraldo Picanço, comemorou a parceria internacional e o apoio do MIDR. “Que o produto da Amazombai e das outras cooperativas da Rota da Integração possam ser distribuídos neste continente, neste mercado tão promissor. A gente quer agradecer ao Governo Federal por apoiar as cooperativas do Brasil, agradecer ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, e ao ministro Waldez Góes, por acreditar nas cooperativas do Brasil, por acreditar na agricultura familiar”, disse.

Presidente da Amazonbai, Amiraldo Picanço, comemorou a parceria internacional e o apoio do MIDR(Foto: divulgação)
Presidente da Amazonbai, Amiraldo Picanço, comemorou a parceria internacional e o apoio do MIDR(Foto: divulgação)

“Voos cada vez mais altos”

Para o secretário Nacional Substituto de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Edgar Caetano, financiar o intercâmbio de produtores que são beneficiados pelo Rotas de Integração Nacional à Sial 2026, maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das maiores do mundo, mostra o tanto que essa estratégia é importante para a valorização dos produtos.

“Fico muito satisfeito em ver e acompanhar a felicidade dos produtores que representam diversas cooperativas, formalizando vendas de seus bens. Alguns pensavam que seria difícil negociar seus produtos dentro de seus estados, mas com apoio do MIDR, que é uma determinação do nosso ministro Waldez Góes, os beneficiários do Rotas estão alçando voos cada vez mais altos”, destacou Edgar Caetano.

“Estamos novamente posicionando o Brasil no centro das cadeias globais de valor, conectando territórios, agricultura familiar, cooperativismo e desenvolvimento regional aos mercados internacionais. Acreditamos que o desenvolvimento regional também se constrói com comércio exterior, inovação e inclusão produtiva”, completou o secretário.

Participação brasileira na Sial

A Sial China é a maior feira de alimentos da Ásia e uma das maiores do planeta. A edição de 2026 aconteceu entre os dias 18 e 20 de maio em Xangai. Nesta edição, o Brasil, enviou 82 empresas exportadoras para a feira – um recorde, superando as 54 da edição passada.

A inserção das cooperativas no evento busca a ampliação do acesso de suas produções apoiadas pelas Rotas de Integração Nacional a mercados internacionais; a promoção do reconhecimento internacional do Rotas como modelo de política pública para o desenvolvimento regional; e o estabelecimento de alianças estratégicas entre instituições públicas, privadas e comunitárias dos países visitados e os territórios brasileiros.

‘São famílias que voltam a ter dignidade com a geração de mil empregos’, afirma Clécio ao entregar licença que autoriza retomada da mineração no Amapá


Das mãos do governador Clécio Luís e do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, a empresa Amapá Minerals recebeu, nesta sexta-feira, 12, a última licença necessária para iniciar as operações em Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio. A conquista histórica é resultado de três anos de articulação ininterrupta da gestão estadual e cumpre um dos compromissos estabelecidos no Plano de Governo, retomar a atividade mineral no estado, paralisada há quatro anos.

“A retomada das atividades era um sonho coletivo, principalmente para os moradores da região, que sofreram com diversos problemas sociais após a paralisação da mineração. São famílias que voltam a ter dignidade. Esse retorno é resultado de um longo trabalho de prospecção, negociação e articulação, que muitas vezes não apareceu no primeiro momento, mas que agora apresenta resultados concretos. É um dia simbólico, porque gerar emprego é a nossa maior alegria”, destacou Clécio Luís.

Governador Clécio Luís destaca que a entrega da licença marca um novo ciclo de geração de empregos no Amapá
Governador Clécio Luís destaca que a entrega da licença marca um novo ciclo de geração de empregos no Amapá
Foto: Ruan Alves/GEA

Instalada no estado desde setembro do ano passado, a Amapá Minerals gerou mil empregos na região e conta com 70% de amapaenses em seu quadro de funcionários. Durante a agenda, a empresa recebeu da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) a licença de operação, a outorga de recursos hídricos e o certificado estadual de registro mineral. A retomada das atividades ocorreu sem investimento financeiro direto do Governo do Estado, mas contou com articulação institucional e garantia de segurança política, jurídica e ambiental.

O senador Davi Alcolumbre enfatizou que o reinício das atividades de exploração mineral no estado representa muito mais do que o retorno de uma atividade industrial. Segundo o parlamentar, a iniciativa marca a retomada definitiva do desenvolvimento econômico local, fruto de um esforço coletivo que envolveu a bancada federal, o Governo do Estado e as lideranças municipais.

“Todos tiveram participação nessa retomada, desde os vereadores, que cobravam a volta do projeto por viverem de perto as dificuldades dos municípios. Pedra Branca do Amapari e, principalmente, Serra do Navio enfrentaram momentos difíceis, muitas vezes sem condições de pagar os salários dos servidores. Com o projeto, voltam a arrecadação, os empregos e a geração de renda desses municípios”, afirmou Alcolumbre.

Senador Davi Alcolumbre ressalta o esforço coletivo que viabilizou a entrada em operação da Amapá Minerals e a criação de empregos na região
Senador Davi Alcolumbre ressalta o esforço coletivo que viabilizou a entrada em operação da Amapá Minerals e a criação de empregos na região
Foto: Ruan Alves/GEA

O prefeito de Pedra Branca do Amapari, Marcelo Pantoja, destacou o impacto social da retomada da principal atividade econômica da região, ressaltando que o movimento já começa a refletir na reabertura de oportunidades de trabalho e na recomposição da renda das famílias locais.

“É a dignidade das pessoas voltando para suas casas. Muitas famílias que saíram daqui para buscar trabalho em outros estados agora têm a oportunidade de retornar e reconstruir suas vidas aqui. Isso significa emprego, salário, alimento na mesa e a chance de garantir estudo para os filhos. É a dignidade das famílias sendo reconstruída com esse novo momento”, afirmou o prefeito.

Prefeito Marcelo Pantoja afirma que a volta da mineração representa reconstrução econômica e retorno de trabalhadores aos seus municípios
Prefeito Marcelo Pantoja afirma que a volta da mineração representa reconstrução econômica e retorno de trabalhadores aos seus municípios
Foto: Ruan Alves/GEA

Conquista histórica
A mineração em Serra do Navio tem papel central na formação do município desde a década de 1950, quando a exploração de manganês pela ICOMI impulsionou o surgimento de uma cidade planejada, referência de urbanização na Amazônia e posteriormente reconhecida como patrimônio cultural tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Com o encerramento das atividades no fim dos anos 1990, a região enfrentou impactos econômicos diretos, especialmente na geração de empregos e na dinâmica local. Ao longo dos anos, o cenário reforçou a expectativa pela reativação do setor como um novo ciclo de desenvolvimento, renda e oportunidades para a população.

A prefeita de Serra do Navio, Paulinha Santos, destacou a forte ligação pessoal e histórica com a mineração na região, lembrando que fez parte dessa trajetória ainda como trabalhadora. Segundo ela, a volta da principal atividade econômica representa também o reencontro de muitas famílias com suas origens e com oportunidades que haviam sido interrompidas.

Paulinha ressaltou que o período de paralisação impactou diretamente a vida de moradores de Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari, provocando a saída de trabalhadores e o enfraquecimento da economia local. Agora, segundo ela, o cenário é de reconstrução, com a reativação de empregos, renda e circulação econômica, impulsionando novamente o crescimento da região.

“Eu comecei aqui com 18 anos, como operadora de caminhão fora de estrada. Aqui construí minha vida, me casei e criei minha família. Foi muito difícil ver amigos e parentes precisando sair daqui para buscar trabalho em outros estados. Hoje, ver essa retomada acontecendo é motivo de orgulho e gratidão. É a nossa gente retornando para casa, com dignidade, emprego e esperança novamente”, afirmou a prefeita.

Prefeita Paulinha Santos ressalta que a Amapá Minerals representa o reencontro da população com suas origens e oportunidades de trabalho
Prefeita Paulinha Santos ressalta que a Amapá Minerals representa o reencontro da população com suas origens e oportunidades de trabalho
Foto: Ruan Alves/GEA

Participaram também da cerimônia o líder do Governo no Congresso Nacional e senador pelo Amapá, Randolfe Rodrigues; o prefeito de Porto Grande, Elielson Moraes; e o prefeito de Calçoene, Toinho Garimpeiro, além de secretários de Estado, vereadores dos municípios e outras autoridades presentes no evento.

Governador, senadores e prefeitos participam da agenda que marca a entrada em operação da Amapá Minerals em Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio
Governador, senadores e prefeitos participam da agenda que marca a entrada em operação da Amapá Minerals em Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio

‘Dignidade completa desde a plantação até a comercialização’, enfatiza Clécio ao entregar nova Feira do Produtor Rural na Zona Norte de Macapá

Feira do Jardim Felicidade é entregue com nova estrutura após décadas sem intervenções

Com a placa descerrada pelas mãos de agricultores familiares, o governador Clécio Luís entregou, nesta terça-feira, 12, a nova Feira do Produtor Rural do bairro Jardim Felicidade, na Zona Norte de Macapá, em meio a uma grande movimentação de consumidores.

Após mais de duas décadas sem receber intervenções estruturais, o espaço foi totalmente reconstruído e passa a oferecer apoio integral à cadeia da produção rural no Amapá.

“Essa feira está linda, arejada, funcional, bem localizada e agora conta até com dormitórios. É dignidade em toda a cadeia produtiva, desde a plantação até a comercialização. Comprar alimentos em uma feira como essa aumenta a qualidade e a garantia de que estamos consumindo produtos bons, e o produtor rural também ganha porque tem a oportunidade de vender diretamente ao consumidor final, se assim preferir”, destacou Clécio Luís.

Clécio Luís destaca que o novo espaço garante dignidade em toda a cadeia produtiva
Clécio Luís destaca que o novo espaço garante dignidade em toda a cadeia produtiva
Foto: Ruan Alves/GEA

Com forte tradição como espaço de comércio e encontro, o local atende cerca de 150 produtores por ano e recebe produtos de mais de 20 comunidades de Macapá, Cutias do Araguari e Tartarugalzinho, consolidando-se como a segunda maior feira em volume de comercialização do estado, com movimentação estimada em cerca de R$ 4 milhões em 2025.

A agricultora Sônia Terezinha, de 60 anos, percorre cerca de 227 quilômetros todas as terças-feiras para vender sua produção na feira. Há quase 30 anos atuando no local, ela comercializa itens como banana, farinha, tucupi, tapioca, ingá e jaca.

Com o novo espaço revitalizado, a expectativa é de melhores condições de trabalho e aumento nas vendas. Antes mesmo das 10h, Sônia já havia vendido toda a produção, agora exposta em bancadas modernas e planejadas de acordo com as especificidades de cada segmento.

“Antes não era fácil. A gente chegava e não tinha onde colocar as coisas, jogava no chão. Agora está mais organizado, mais bonito. A gente trabalha muito e quer ser bem visto, quer vender com dignidade”, afirmou.

A agricultora Sônia Terezinha percorre 227 quilômetros semanalmente, há quase 30 anos, para vender sua produção na Feira do Jardim Felicidade
A agricultora Sônia Terezinha percorre 227 quilômetros semanalmente, há quase 30 anos, para vender sua produção na Feira do Jardim Felicidade
Foto: Winicius Tavares/GEA

O deputado estadual Jack JK destacou que a requalificação da feira representa mais uma ação concreta do Governo do Amapá para o fortalecimento da agricultura familiar, setor que vem sendo contemplado com linhas de crédito, microcrédito, apoio e políticas de incentivo.

Deputado Jack JK destaca ações do Governo do Amapá no fortalecimento da agricultura familiar
Deputado Jack JK destaca ações do Governo do Amapá no fortalecimento da agricultura familiar
Foto: Ruan Alves/GEA

Na ocasião, também foi assinado o edital de implantação do Programa de Desenvolvimento Rural Amapá Mais Produtivo, Safra Agrícola 2026/2027, que beneficiará 550 famílias produtoras por meio de arranjos produtivos como mandioca, fruticultura irrigada, manejo de açaizais, hortaliças e criação de galinha caipira. O investimento é de R$ 30,3 milhões, oriundos do Tesouro Estadual.

O programa Amapá Mais Produtivo vai investir R$ 30,3 milhões e beneficiar 550 famílias em diferentes arranjos produtivos no estado
O programa Amapá Mais Produtivo vai investir R$ 30,3 milhões e beneficiar 550 famílias em diferentes arranjos produtivos no estado
Foto: Ruan Alves/GEA

Nova Feira do Produtor Rural
Com investimento de aproximadamente R$ 2 milhões, executado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), a obra garante melhores condições sanitárias, estruturais e de funcionamento para feirantes e consumidores.

O novo espaço conta com 21 boxes totalmente reformados, quatro novos boxes construídos, além de banheiros femininos e masculinos, dormitórios para feirantes, lanchonete, depósito, sala administrativa e área adequada para carga e descarga de mercadorias.

A Feira do Jardim Felicidade atende cerca de 150 produtores por ano e recebe produtos de mais de 20 comunidades
A Feira do Jardim Felicidade atende cerca de 150 produtores por ano e recebe produtos de mais de 20 comunidades

Governo do Amapá conclui revitalização da Feira do Jardim Felicidade com foco em modernização e segurança alimentar


A Feira do Produtor Rural do Jardim Felicidade, em Macapá, está com sua estrutura totalmente revitalizada e será entregue no dia 12 de maio pelo governador Clécio Luís. A intervenção, realizada pelo Governo do Estado, transforma um prédio antigo em uma unidade moderna e higiênica, preparada para fortalecer a agricultura familiar e o comércio local. O projeto foi executado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), com gestão administrativa sob responsabilidade da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR).

O secretário de Estado da Infraestrutura, Odailson Beijamim, ressalta que a conclusão desta etapa reflete a prioridade da gestão em entregar espaços que funcionem plenamente para a população.

“A entrega da Feira do Jardim Felicidade revitalizada é mais um compromisso cumprido pelo Governo do Amapá. Nosso foco na Seinf é garantir que a infraestrutura chegue onde o povo mais precisa, transformando ambientes antes degradados em locais de orgulho para a comunidade, com segurança, higiene e modernidade para quem trabalha e para quem compra”, afirmou o secretário.

Para fomentar a economia do setor primário, o projeto otimizou os espaços de comercialização
Para fomentar a economia do setor primário, o projeto otimizou os espaços de comercialização
Foto: Jhon Martins/GEA

Benefícios para o Consumidor e o Trabalhador

A requalificação foi planejada para ir além da estética, focando no bem-estar de quem frequenta o local diariamente:

  • Ambiente salubre: a instalação de novos sistemas de drenagem e revestimentos 100% laváveis garante que o manuseio de alimentos ocorra com segurança sanitária superior;
  • Conforto e inclusão: o espaço agora conta com ambientes mais ventilados, iluminação em LED e plena acessibilidade, incluindo piso tátil para pessoas com deficiência;
  • Dignidade profissional: os feirantes passam a contar com boxes adequados e logística eficiente, incluindo banheiros e dormitórios totalmente reformados.
A obra recebeu investimentos de quase R$ 2 milhões em recursos próprios do Estado
A obra recebeu investimentos de quase R$ 2 milhões em recursos próprios do Estado
Foto: Jhon Martins/GEA

Estrutura e Capacidade Ampliadas

Para fomentar a economia do setor primário, o projeto otimizou os espaços de comercialização:

  • Novos boxes: a unidade agora dispõe de 25 boxes (21 reformados e 4 novos), dimensionados especificamente para a venda de farinha, verduras e pescado;
  • Logística de carga: foi criada uma nova cobertura lateral exclusiva para carga e descarga, facilitando o escoamento da produção rural;
  • Segurança reforçada: a instalação de novas grades, portões e a revitalização da fachada garantem um ambiente mais seguro para todos.

​Para a secretária de Estado do Desenvolvimento Rural, Beatriz Barros, a obra simboliza um novo momento para o setor primário no estado.

Secretária de Estado do Desenvolvimento Rural, Beatriz Barros
Secretária de Estado do Desenvolvimento Rural, Beatriz Barros
Foto: Divulgação/GEA

​“Mais que a entrega de um espaço, celebramos o fortalecimento da agricultura familiar promovendo um ambiente de encontro entre o campo e a cidade, quem produz e quem consome. O compromisso do governo é com as pessoas; a reforma representa oportunidades, geração e ampliação de renda, dignidade e desenvolvimento. É a valorização do trabalho daquele que permite que todos os dias o alimento chegue à nossa mesa”, destacou Beatriz.

​Inovação: Espaço inédito para produtos orgânicos

​Pela primeira vez na história, o Governo do Estado disponibilizará um espaço exclusivo na feira para a comercialização de produtos orgânicos da agricultura familiar. Para garantir a integridade dos alimentos, a SDR estabeleceu um cronograma diferenciado, já que produtos orgânicos e convencionais não podem ser comercializados simultaneamente no mesmo espaço.

​Enquanto a feira convencional funcionará às terças e quintas-feiras, a quarta-feira será dedicada exclusivamente aos produtos orgânicos. Para viabilizar a iniciativa, a SDR abrirá uma rota específica de escoamento para essa produção, atendendo a uma demanda crescente por alimentos saudáveis e sem agrotóxicos.

O novo espaço garante dignidade aos produtores rurais e oferece um ambiente salubre e acessível para os consumidores
O novo espaço garante dignidade aos produtores rurais e oferece um ambiente salubre e acessível para os consumidores
Foto: Jhon Martins/GEA

Investimento e Desenvolvimento

A obra recebeu investimentos de quase R$ 2 milhões em recursos próprios do Estado e também impulsionou o mercado de trabalho local. Durante a execução, foram gerados cerca de 90 empregos, envolvendo desde profissionais da construção civil até arquitetos e engenheiros.

Essa entrega faz parte de um cronograma de modernização que avançará para outras unidades, como as feiras do Produtor de Santana, Buritizal, Pacoval e a Feira do Pescado, consolidando a estratégia de padronização dos espaços comerciais do Amapá.

Governador Clécio entrega 672 hectares em documentos rurais e participa da inauguração do maior armazém de grãos do Amapá


O governador Clécio Luís entregou, neste sábado, 11, uma área de 672 hectares em Títulos Definitivos (TD) e Declarações de Reconhecimento do Direito de Posse (DRP) para agricultores da Associação dos Produtores Rurais do Amapá. Na ocasião, também participou da inauguração do maior empreendimento de armazenagem e secagem de grãos “Paiol Amapá”, com capacidade para 300 mil sacas.

“Não é só um papel, é uma cadeia produtiva gigantesca, um ecossistema de empresas, de profissões, que são utilizadas na área primária, na área produtiva, seja na agricultura familiar ou no agronegócio. Também temos uma inauguração que é fantástica, que é uma revolução para o agro amapaense, que é a entrega desses secadores e desses silos, que é completamente privado”, destacou Clécio Luís.

Governador do Amapá, Clécio Luís
Governador do Amapá, Clécio Luís
Foto: Ruan Alves/GEA

O presidente da Associação dos Produtores Rurais do Amapá, Renan Massoni, destacou que o novo empreendimento chega com o que há de mais moderno no país em tecnologia de armazenamento, secagem e limpeza de grãos.

Segundo ele, a ausência dessa estrutura era o principal entrave para a expansão da produção no estado e, com o novo armazém, será possível dobrar a produtividade e realizar até duas safras por ano, mesmo com o longo período chuvoso característico da região.

Presidente da Associação dos Produtores Rurais do Amapá, Renan Massoni
Presidente da Associação dos Produtores Rurais do Amapá, Renan Massoni
Foto: Ruan Alves/GEA

“É uma tecnologia muito boa para o produtor. O governador Clécio Luís, há dois, três anos, prometeu investimentos no setor primário, no setor agrícola, e esse momento, com a entrega do Paiol Amapá, mostra os resultados. Com certeza, o governador proporcionou isso aqui com a segurança jurídica, a segurança ambiental e a segurança política, como ele sempre fala. Sem essa segurança, a gente não faria um investimento como esse. Por causa do governo, hoje, empresários de fora estão vindo investir aqui, porque encontram esse ambiente favorável”, afirmou.

O deputado estadual Junior Favacho destacou o impacto da nova estrutura para o aumento da produção agrícola no Amapá, ressaltando que a falta de secadores e armazéns limitava os produtores a apenas uma safra por ano. Com o novo empreendimento e a tecnologia embarcada, o cenário muda e passa a permitir até duas safras, ampliando a produtividade e a competitividade do setor.

Favacho também enfatizou que a política fundiária do Governo do Estado tem papel fundamental nesse avanço, garantindo segurança jurídica por meio da entrega de títulos e criando um ambiente favorável para investimentos privados. Segundo o parlamentar, esse conjunto de ações tem atraído empreendedores e impulsionado o desenvolvimento do agro no estado.

Deputado Junior Favacho destaca avanço da produção com nova estrutura e regularização de terras
Deputado Junior Favacho destaca avanço da produção com nova estrutura e regularização de terras
Foto: Ruan Alves/GEA

“Muitos empreendedores estão vindo para o Amapá por conta desse novo momento. Quando o governador tem esse compromisso de cumprir o papel do Estado, de dar o título, dar a licença ambiental e criar esse ambiente favorável, o setor privado vê que o Amapá está virando a chave. Porque tem hoje um governador que diz que quer desenvolver e tem técnicos comprometidos”, concluiu.

Política fundiária como modelo de desenvolvimento

A regularização fundiária do Amapá registrou crescimento expressivo desde 2023, consolidando-se como política de governo voltada ao desenvolvimento econômico. No balanço geral da gestão, já foram entregues 732 documentos, sendo 532 DRPs e 200 TDs, totalizando 108.002,25 hectares regularizados que ampliam o acesso ao crédito e garantem mais dignidade às famílias amapaenses.

Novo armazém com capacidade para 300 mil sacas impulsiona a produção agrícola e amplia competitividade
Novo armazém com capacidade para 300 mil sacas impulsiona a produção agrícola e amplia competitividade

Porto do Povo de Santana será entregue nesta sexta-feira, 30


Uma das maiores obras de infraestrutura portuária do Amapá será oficialmente entregue nesta sexta-feira (30), no município de Santana.

Orçado em cerca de R$23 milhões, o Terminal Hidroviário de Passageiros do Amapá, já conhecido como Porto do Povo, é uma das estruturas mais modernas do estado para o embarque e desembarque de passageiros. O equipamento foi erguido em uma área estratégica da cidade de Santana.

A parceria técnica e logística com a Prefeitura de Santana foi decisiva para a concretização do projeto. O prefeito Bala Rocha teve participação direta, disponibilizando os meios legais necessários, incluindo a liberação e concessão da área onde o terminal foi construído.

Desde o início das obras, em 2023, a Prefeitura de Santana atuou para agilizar etapas técnicas e burocráticas, reforçando o compromisso de oferecer à população uma infraestrutura portuária moderna, que será entregue oficialmente nesta sexta-feira, 30.

“Sabemos que investir em estruturas como este porto é investir diretamente na economia e na geração de emprego e renda”, afirmou o prefeito Bala Rocha.

A confirmação da entrega do terminal foi feita pelo senador Randolfe Rodrigues, principal articulador da obra, cuja montagem teve início em meados de 2023.

Para o senador amapaense, que acompanhou os últimos ajustes da obra no município na segunda-feira (26), o alcance do empreendimento vai além da região amazônica.

“Fizemos um porto que pertence ao povo do Amapá. Mais do que uma obra para o Norte, é uma estrutura pensada para o país, que certamente trará inúmeros benefícios sociais e econômicos para a região”, destacou Rodrigues.

Espera de 69 anos

Após uma espera de quase sete décadas, a obra foi executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com o objetivo de modernizar a infraestrutura do transporte fluvial no estado.

Erguido em uma área de aproximadamente 4 mil metros quadrados, o terminal é classificado como uma Instalação Portuária de Pequeno Porte (IP4), contribuindo para a melhoria da mobilidade urbana, do transporte de passageiros e da atividade comercial.

Assessor de Comunicação
Prefeitura de Santana

Estamos preparando o Amapá para o novo momento do Petróleo


Na abertura do Oiapoque Energy 2025, nesta terça-feira, 2, o governador Clécio Luís destacou que o encontro, que reúne os principais atores dos segmentos de petróleo e energias renováveis, representa mais uma etapa de preparação do estado para a nova realidade econômica e integrar tanto a população quanto o setor empresarial ao processo de pesquisa e exploração da Margem Equatorial.

Clécio Luís reforça que o Amapá não será surpreendido pelo petróleo e já se prepara para a nova fase econômica
Clécio Luís reforça que o Amapá não será surpreendido pelo petróleo e já se prepara para a nova fase econômica
Foto: Max Renê/GEA

“Nós precisamos preparar o Amapá para este novo momento. Não será obra de uma pessoa só, mas de uma sociedade inteira, algo geracional. E nós não vamos perder tempo, não vamos esperar o petróleo nos pegar de surpresa. Queremos mostrar como, por exemplo, a população do Oiapoque pode se integrar neste projeto, seja através de empregos, seja através de empresas fornecendo produtos, insumos, mercadorias e outras coisas”, enfatizou Clécio Luís.

O governador já havia se reunido, há um mês, com empresários e representantes do setor produtivo local para iniciar a preparação do mercado do município. Com a aproximação de grandes investimentos, Oiapoque se consolida como um dos principais polos de desenvolvimento do extremo norte do estado, abrindo um novo ciclo de oportunidades econômicas e sociais.

Presidente da Associação Comercial e Industrial de Oiapoque, Lilma Campos
Presidente da Associação Comercial e Industrial de Oiapoque, Lilma Campos
Foto: Max Renê/GEA

“Hoje estamos no olhar do mundo. No passado, muitas pessoas não nos enxergavam com o respeito e a consideração que temos conquistado agora. Sempre lembro que, quando eu viajava, éramos rotulados de forma preconceituosa, o que não representava nossa identidade. Hoje, porém, somos vistos de maneira diferente, com reconhecimento e valorização. Agradeço a presença de cada um de vocês, que contribui para ampliar nosso conhecimento e fortalecer o nosso município”, afirmou a presidente da Associação Comercial e Industrial de Oiapoque, Lilma Campos.

Posicionando Oiapoque como a nova fronteira energética do Brasil, o encontro, que segue até esta quarta-feira, 3, debate oportunidades, desafios e perspectivas da atividade petrolífera na Foz do Rio Amazonas, que tem o município como base estratégica. Promovido pelo Governo do Amapá, o evento busca ampliar a visibilidade para novos investimentos e fortalecer a integração entre poder público, empresas e a comunidade.

Presidente da Câmara de Vereadores de Oiapoque, Guido Mecânico
Presidente da Câmara de Vereadores de Oiapoque, Guido Mecânico
Foto: Max Renê/GEA

“Muitas mãos contribuíram para construir este evento, que reúne autoridades e representantes nacionais e internacionais em nosso município. Isso mostra a grandiosidade do que está acontecendo aqui. Parabenizo o senhor por apoiar uma iniciativa desse porte, que precisa se repetir com frequência. Só agora começamos a compreender a dimensão do processo em curso no nosso município”, destacou o presidente da Câmara de Vereadores, Guido Mecânico.

O “Oiapoque Energy 2025” é coordenado pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá) e atraiu autoridades e lideranças federais, estaduais e municipais, além de representações nacionais do setor de petróleo e do setor energético. Entre os convidados, estiveram presentes Eloy Casagrande, pesquisador e especialista em transição energética da Pontifícia Universidade Católica (PUC), e Natália Mourão, gerente de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).

Carlos Agenor, do Ministério de Minas e Energia, apresenta panorama da política energética nacional no Oiapoque Energy 2025
Carlos Agenor, do Ministério de Minas e Energia, apresenta panorama da política energética nacional no Oiapoque Energy 2025
Foto: Max Renê/GEA

O momento ainda contou com a palestra do diretor do Departamento de Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), Carlos Agenor, que abordou o tema “A Política Energética Nacional e a Importância da Margem Equatorial e dos Projetos Petrolíferos no Estado do Amapá”.

A ação dá continuidade ao “Welcome to Amapá: a nova fronteira do petróleo”, realizado na segunda-feira, 1º, durante a chegada do primeiro voo da rota direta entre Macapá e Rio de Janeiro. Na ocasião, uma delegação formada por 30 empresários do setor desembarcou no estado e seguiu para Oiapoque, onde participa da programação realizada no Fórum da Comarca.

Evento marca mais uma etapa de preparação do Amapá para o novo ciclo energético
Evento marca mais uma etapa de preparação do Amapá para o novo ciclo energético
Foto: Max Renê/GEA
Representantes nacionais do setor de petróleo e energias renováveis participam do evento no Fórum da Comarca do Oiapoque
Representantes nacionais do setor de petróleo e energias renováveis participam do evento no Fórum da Comarca do Oiapoque

Amapá lidera o Brasil em crescimento do emprego formal e fecha outubro com mais de 8 mil novas vagas em 2025


O Amapá reafirmou, em outubro, a posição de destaque nacional na geração de empregos formais. Dados do Novo Caged apontam que o estado alcançou o maior crescimento proporcional do Brasil em 2025, com saldo de 8.094 novas vagas entre janeiro e outubro. O resultado elevou o estoque de empregos formais para 103.553 vínculos, representando expansão de 8,48% em relação ao fim de 2024, o melhor desempenho entre todas as unidades federativas.

O avanço estadual supera de forma expressiva a média nacional, de 3,82%, e também ultrapassa a média da Região Norte, que apresentou 4,78%. Estados como Piauí, Mato Grosso, Distrito Federal, Acre, Pará e Tocantins aparecem logo atrás, mas nenhum registrou crescimento proporcional acima do alcançado pelo Amapá. Na prática, o estado adicionou cerca de um novo emprego com carteira assinada para cada 12 que existiam no fim de 2024, refletindo a maturidade das políticas de desenvolvimento econômico implementadas pelo governo.

Outubro manteve o desempenho positivo, registrando 744 novas vagas e consolidando uma trajetória de crescimento contínuo ao longo do ano. Em 2025, todos os meses apresentaram saldos favoráveis. A retomada foi consistente já no primeiro bimestre e ganhou força no segundo trimestre, quando alguns meses ultrapassaram 1,4 mil vagas líquidas. No segundo semestre, a estabilidade trouxe saldos entre aproximadamente 700 e 1.000 novas contratações. A média anual chega a cerca de 810 empregos gerados por mês, evidenciando um ciclo contínuo de expansão.

Em 2025, todos os meses apresentaram saldos favoráveis
Em 2025, todos os meses apresentaram saldos favoráveis
Foto: Arquivo/GEA

Na Região Norte, o Amapá também se destaca, respondendo por cerca de 7,1% de todas as vagas líquidas criadas na região em 2025, reafirmando o protagonismo e capacidade de impulsionar o desenvolvimento regional. O ritmo de crescimento é o maior entre os sete estados nortistas.

O vice-governador Teles Júnior destacou que os números reforçam o compromisso da gestão estadual com políticas que fortalecem o ambiente de negócios, ampliam oportunidades e garantem condições para que empresas e trabalhadores avancem juntos.

“Os dados do Caged mostram que o Amapá está vivendo um ciclo de oportunidades reais. A economia local está mais dinâmica, diversificada e preparada para gerar empregos de forma contínua. Esse resultado não acontece por acaso, é fruto de planejamento, investimento público e do compromisso de criar condições para que o setor produtivo cresça e contrate. Nosso estado tem sido destaque nacional porque estamos fazendo o simples bem feito, dar segurança para quem empreende e oportunidade para quem busca trabalho”, afirmou.

Vice-governador do Amapá, Teles Junior é mestre em economia
Vice-governador do Amapá, Teles Junior é mestre em economia
Foto: Arquivo/GEA

A curva de crescimento consolidada em 2025 começou no fim de 2024, quando o estado já apresentava sinais claros de recuperação. Mesmo após o ajuste negativo de dezembro, a retomada foi imediata e vigorosa, impulsionada pela execução de obras, expansão de setores produtivos, ações de qualificação profissional e políticas que estimulam o empreendedorismo e a geração de renda. Esse conjunto de iniciativas contribui para que o Amapá mantenha uma trajetória sólida e se firme como referência nacional no fortalecimento do emprego formal.

Com as políticas do atual governo, o Amapá vive um ciclo de oportunidades reais
Com as políticas do atual governo, o Amapá vive um ciclo de oportunidades reais

Estande do Amapá na COP30 atrai grande público com painéis temáticos sobre meio ambiente e inovação

Visitantes acompanham os painéis temáticos sobre inovação, sustentabilidade e pesquisa no estande do Amapá, um dos espaços mais movimentados da COP30.

Estado mais preservado do Brasil e o único, além do Pará, a expor na COP30, o Amapá se destaca no maior evento global sobre clima. Nesta segunda-feira, 10, o estande amapaense recebeu grande público, entre investidores, pesquisadores, empreendedores e estudantes, para acompanhar painéis temáticos que abordaram pesquisa acadêmica, negócios inovadores e os desafios e oportunidades da sustentabilidade.

As apresentações foram conduzidas por instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Amapá (Unifap), o Instituto Federal do Amapá (Ifap) e a Universidade do Estado do Amapá (Ueap), além de startups inovadoras, como Orçamais, Vitrum, Amazon Pororoca e Néctar Amazônia, que compartilharam boas práticas e soluções sustentáveis desenvolvidas no estado.

Representantes da Unifap, Ifap, Ueap, Embrapa e startups amapaenses apresentam soluções tecnológicas e sustentáveis desenvolvidas no estado
Representantes da Unifap, Ifap, Ueap, Embrapa e startups amapaenses apresentam soluções tecnológicas e sustentáveis desenvolvidas no estado
Foto: Max Renê/GEA

“Esse estande funciona como uma grande vitrine, mostrando nossas potencialidades e os projetos positivos já implementados no estado. Amanhã, na abertura oficial, apresentaremos também nosso plano de socioeconomia, que pretende potencializar essas iniciativas com a atração de novos investimentos”, afirmou Wellington Bringel, procurador de Estado do Meio Ambiente.

Procurador de Estado do Meio Ambiente, Wellington Bringel
Procurador de Estado do Meio Ambiente, Wellington Bringel
Foto: Moema Cambraia/GEA

Os agricultores florestais Luciney Marçal, de 44 anos, e Riviane Amorim, de 35 anos, do município de Santa Bárbara, na Grande Belém, vieram ao Parque da Cidade, na Zona Verde, participar da COP direto ao estande do Amapá. Luciney explicou que eles trabalham com agricultura florestal e destacaram que acharam interessante a relação dos temas abordados nos painéis com sua atividade:

“Trabalhamos com agricultura florestal. Curiosamente, os temas abordados foram relacionados a isso: a produção dos produtos da floresta, como castanha e açaí, a relação que o impacto climático está causando na queda da produção, e as estratégias que as universidades e o governo vêm desenvolvendo junto às famílias para que isso possa ser superado e mitigado. Muito interessante”, afirmou Marçal.

Os agricultores florestais Luciney Marçal e Riviane Amorim
Os agricultores florestais Luciney Marçal e Riviane Amorim
Foto: Max Renê/GEA

O professor de engenharia química da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), Antônio Pessoa da Silva, que participou como palestrante em dois painéis, explicou que a diversidade de temas abordados convergem em um só objetivo: a aplicação real de ferramentas inovadoras para promover qualidade de vida às pessoas.

“E eles se relacionam porque a gente está trazendo melhoria de vida para as pessoas. Eu acho que nossa função como instituição de pesquisa é transformar a vida da gente. As pessoas, levando tecnologia, levando dignidade, para que a gente tenha uma sociedade muito mais próspera e sustentável”, explicou Silva.

Professor da Ueap, Antônio Pessoa da Silva
Professor da Ueap, Antônio Pessoa da Silva
Foto: Max Renê/GEA

A COP da Amazônia

A  30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) inicia nesta segunda-feira, 10, e segue até 21 de novembro de 2025, em Belém, no Pará. Realizada pela primeira vez na Amazônia, a COP30 deve reunir lideranças mundiais, cientistas, representantes de governos, empresas, organizações e sociedade civil para discutir soluções concretas diante da crise climática. A presença robusta do Amapá simboliza o fortalecimento da região no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.

Com cerca de 73,5% do território sob proteção ambiental, incluindo unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas, o Governo do Estado pretende mostrar que é possível unir conservação ambiental, inovação e desenvolvimento social.

A iniciativa é resultado de um esforço conjunto de órgãos estaduais, como as fundações de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Fundação Marabaixo), o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), e as Secretarias de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec), Cultura (Secult), Meio Ambiente (Sema), Planejamento (Seplan), Povos Indígenas (Sepi), Juventude (Sejuv), Educação (Seed), de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Amapá Internacional) e a Agência de Desenvolvimento Econômico (Agência Amapá), que atuam de forma integrada na elaboração e apresentação de projetos.

Espaço reúne iniciativas do Governo do Estado, instituições de pesquisa e empreendedores locais
Espaço reúne iniciativas do Governo do Estado, instituições de pesquisa e empreendedores locais

Governo do Amapá apresentará projetos de sustentabilidade que fortalecem as potencialidades do estado durante a COP-30

Na COP-30, o Amapá vai destacar iniciativas que reforçam o potencial sustentável e inovador do estado

Durante a COP-30, o Governo do Amapá destacará iniciativas que reforçam o potencial sustentável e inovador do estado. No estande, diversas instituições e startups irão expor pesquisas, tecnologias e produtos que promovem o desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade e à preservação ambiental.

Serão apresentados três projetos estratégicos: Rastreabilidade para a Cadeia Produtiva do Açaí no Amapá, Centro de Pesquisa e Treinamento em Manejo Florestal e o Parque Tecnológico Foz do Rio Amazonas, atualmente em fase de obras.

“Os projetos foram pensados para fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento econômico do estado”, ressaltou Marcos Marques, coordenador de Políticas e Estratégias da Setec.

Segundo ele, a participação do Amapá na COP-30 é uma oportunidade de mostrar ao mundo como o estado tem investido em inovação sustentável e valorizado os recursos naturais de forma responsável.

“O Amapá possui mais de 90% do seu território coberto por florestas preservadas, e queremos transformar essa vocação em oportunidades concretas para nossa população, por meio da ciência, tecnologia e bioeconomia”, destacou.

O projeto de rastreabilidade do açaí visa modelar uma plataforma digital de rastreabilidade e autoavaliação ESG (Environmental, Social and Governance) para a cadeia produtiva do fruto no Amapá. A solução utilizará tecnologias como georreferenciamento, integração com bases públicas (como CAR e Sinaflor) e validação documental.

Já o Centro de Pesquisa e Treinamento em Manejo Florestal será dedicado ao manejo sustentável da floresta amazônica, promovendo o desenvolvimento econômico aliado à conservação ambiental. O espaço visa impulsionar o uso sustentável dos recursos florestais e fortalecer a bioeconomia amapaense.

Por fim, o Parque Tecnológico Foz do Rio Amazonas promete ser um marco para o desenvolvimento científico e tecnológico do Amapá. O complexo reunirá universidades, startups, empresas e instituições de pesquisa em um ambiente colaborativo voltado à inovação e à economia verde.

A presença do Amapá na COP-30 reforça o compromisso do estado com a sustentabilidade, a conservação ambiental e o desenvolvimento de uma economia baseada no conhecimento e na valorização dos biomas amazônicos. Com essas iniciativas, o Amapá consolida a vocação como um território que alia preservação, tecnologia e inclusão produtiva, contribuindo de forma efetiva para o debate global sobre sustentabilidade.

Os projetos estratégicos foram pensados para fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento econômico do estado
Os projetos estratégicos foram pensados para fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento econômico do estado

Amapá se firma como polo logístico da Margem Equatorial com anúncio de estudo da Petrobras e Transpetro


O Amapá deu mais um passo rumo à consolidação como nova fronteira do petróleo na Margem Equatorial. Durante a realização da Offshore Technology Conference (OTC Brasil 2025) no Rio de Janeiro, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou o início dos estudos para definir o local onde será instalada a infraestrutura logística da empresa no estado, voltada a apoiar as futuras operações de produção de petróleo em águas profundas na costa do Amapá.

Segundo Magda Chambriard, os estudos avaliarão as condições técnicas e ambientais para a implantação de um terminal marítimo e outras estruturas de apoio às operações offshore.

Presidente da Petrobras, Magda Chambriard
Presidente da Petrobras, Magda Chambriard
Foto: Max Renê/GEA

“Se confirmada a presença de petróleo em escala comercial, nós vamos poder instalar um terminal marítimo no estado do Amapá, destinado a receber a produção de petróleo e a apoiar toda essa atividade que se dá em alto-mar. Estamos também estudando a instalação de píeres para embarcações e infraestruturas de armazenagem. Enxergamos alto potencial para essas atividades e acreditamos que, em março, teremos notícias promissoras a esse respeito”, afirmou a presidente, em encontro com o governador Clecio Luís, na quarta-feira, 29.

O anúncio da Petrobras foi acompanhado pela sinalização da Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), que também estuda a construção de uma base logística no Amapá para dar suporte às operações de transporte e logística de petróleo, derivados, gás e biocombustíveis. A medida reforça o protagonismo do estado na cadeia produtiva de óleo e gás e representa um marco para o desenvolvimento econômico sustentável da região.

“É mais uma grande vitória que conquistamos juntos para o Amapá. Esse anúncio indica a possibilidade de termos ainda outra base no estado, que vai agregar empresas de infraestrutura e logística para o aproveitamento da produção offshore. No ecossistema de óleo e gás ninguém vai sozinho, as empresas caminham juntas para garantir funcionalidade e resultados. Estamos animados e agradecidos pelo que está acontecendo”, afirmou o governador.

Governador Clécio Luís com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard
Governador Clécio Luís com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard
Foto: Max Renê/GEA

A Petrobras já realiza investimentos expressivos no Amapá em função das atividades de exploração na Margem Equatorial, iniciadas em 20 de outubro. Entre as ações, estão a revitalização do aeródromo de Oiapoque, que recebeu R$ 20 milhões em investimentos e emprega 38 profissionais, e o aporte de R$ 150 milhões em projetos de apoio ambiental à fauna e à flora, incluindo a construção de um hospital voltado ao atendimento de animais. As operações também têm impulsionado a economia local, especialmente nos setores de hotelaria e gastronomia do município.

Amapá na OTC

O Governo do Amapá está presente com estande na OTC Brasil 2025, o maior evento de tecnologia offshore. O espaço atraiu expressivas visitações nos primeiros dois dias, destacando as potencialidades do estado e seu papel estratégico na Margem Equatorial.

Estande do Amapá na Offshore Technology Conference 2025
Estande do Amapá na Offshore Technology Conference 2025
Foto: Max Renê/GEA

Organizada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), em parceria com a OTC Global, a conferência acontece até quinta-feira, 30, no ExpoRio Cidade Nova, no Rio de Janeiro, reunindo cerca de 20 mil inscritos de 20 países.

Com os novos estudos e articulações, o Amapá reforça seu papel como território estratégico para a transição energética e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Na OTC, Clécio Luís apresenta incentivos fiscais e convida empresários para a nova fronteira do petróleo: ‘façam do Amapá o melhor caso de sucesso’

Governador Clécio Luís conversou com empresários do setor, na OTC Brasil 2025

O Governo do Amapá é uma das atrações do Offshore Technology Conference (OTC Brasil 2025), a maior conferência mundial da indústria de óleo e gás em águas profundas, realizada no Rio de Janeiro. Na terça-feira, 28, o governador Clécio Luís palestrou no estande institucional da gestão, reunindo empresários e representantes de instituições públicas e privadas interessados em conhecer mais sobre a nova fronteira do petróleo no Brasil.

Com a palestra “Amapá: potencial energético e posição estratégica na Margem Equatorial Brasileira”, Clécio Luís apresentou incentivos fiscais, as potencialidades do estado e convidou as empresas a investirem na região. O Amapá se prepara para receber a cadeia de petróleo, em função da recente atividade de exploração na costa amapaense.

“A gente está preparando o Amapá para este momento. Um dos exemplos disso e o Repetro, onde o estado abre mão de recursos neste momento, para atrair investimentos. Quem quiser ir para o Amapá produzir e transformar, faça do Amapá o melhor caso de sucesso ambiental, econômico, e social. No Brasil hoje, o Amapá é o estado que oferece as melhores condições para quem quer produzir com segurança ambiental, jurídica e com desenvolvimento na prática. Conheçam e invistam no Amapá”, afirmou Clécio Luís.

Em palestra na OTC Brasil 2025, governador Clécio Luís elencou potências do Amapá para o mercado
Em palestra na OTC Brasil 2025, governador Clécio Luís elencou potências do Amapá para o mercado
Foto: Max Renê/GEA

Condições fiscais
Concedido à Petrobras nas operações no Amapá, o Regime Aduaneiro Especial de Exportação e Importação de Bens Destinados às Atividades de Pesquisa e de Lavra das Jazidas de Petróleo e Gás Natural (Repetro) oferece benefícios fiscais para o mercado, como a isenção de ICMS em operações internas com bens destinados à pesquisa e lavra de petróleo e gás; e a isenção na importação de equipamentos especializados.

A Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, com isenção tributária nas aquisições feitas em outras UFs, e o benefício tributário para as indústrias que querem se instalar no estado do Amapá também se destacam entre as facilidades para o mercado.

Estande do Governo do Amapá ficou lotado neste primeiro dia de OTC Brasil 2025
Estande do Governo do Amapá ficou lotado neste primeiro dia de OTC Brasil 2025
Foto: Max Renê/GEA

Organizada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), em parceria com a OTC Global, a OTC Brasil 2025 acontece até quinta-feira, 30, no ExpoRio Cidade Nova, com cerca de 20 mil inscritos de 20 países.

Durante o evento, a Petrobras Transporte S.A. (Transpetro) anunciou ao governador e à Petrobras que negocia a construção de uma base logística no Amapá, para dar suporte as operações de transporte e logística de petróleo, derivados, gás e biocombustíveis, simbolizando um marco para o futuro da exploração na Margem Equatorial e para o desenvolvimento econômico sustentável da região.

A participação expressiva do público e visitas ao estande do Governo na OTC neste primeiro dia evidenciam o protagonismo do Amapá. Ao apresentar as potencialidades sustentáveis, o governador reforça o posicionamento estratégico do estado e apresenta o potencial do Amapá para atrair investimentos na cadeia de óleo e gás.

Roberto Ardenghy, presidente do IBP, destacou preparação do Amapá para o futuro de petróleo na costa amapaense
Roberto Ardenghy, presidente do IBP, destacou preparação do Amapá para o futuro de petróleo na costa amapaense
Foto: Max Renê/GEA

“O Amapá está se preparando muito bem para esse desafio, está se organizando internamente, e mobilizando lideranças para que essa riqueza seja utilizada para o progresso do estado. Que se façam bons negócios para o Amapá“, disse o presidente do IBP, Roberto Ardenghy, que acompanhou a palestra do governador no estande.

O Amapá vê na cadeia produtiva do óleo e gás a oportunidade para consolidar uma nova matriz econômica e energética, capaz de transformar a realidade do estado e enfrentar o desequilíbrio entre ser a unidade federativa mais preservada do Brasil e, ao mesmo tempo, a que abriga uma das populações mais pobres do país.

Seminário Economia do Mar reúne especialistas do setor de petróleo no Sebrae


O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae), o Governo do Estado do Amapá (GEA) e a Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (Abeemar) realizam a 4ª edição nacional do Seminário Economia do Mar (SEM). A abertura do evento ocorreu no Salão de Eventos Macapá, na sede do Sebrae, , nesta terça, 30 de setembro e encerra programação nessa quarta, 1º de outubro, das 8h às 12h e das 14h às 18h. O seminário discute estratégias sustentáveis voltadas ao desenvolvimento das regiões costeiras, com temas relacionados à construção naval, geração de energia, pesca, turismo, cultura, infraestrutura portuária, marinas e saneamento. 

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Amapá (CDE), Josiel Alcolumbre, ressaltou a relevância histórica da participação do estado na 4ª edição nacional do Seminário Economia do Mar. Pela primeira vez, o Amapá integra oficialmente o calendário nacional da chamada “Economia Azul”, que também contempla a “Economia Verde” voltada à gestão sustentável dos rios, lagos e igarapés.

Ele, destacou que grande parte da população amapaense ainda desconhece o vasto potencial econômico desses recursos hídricos, e que o evento representa um marco para ampliar essa compreensão. “Enquanto se fala muito de petróleo, mineração e manejo florestal, esquecemos que há um setor gigantesco e promissor que pode gerar novos CNPJs, fomentar negócios e ampliar a geração de empregos”, afirmou o presidente, Josiel Alcolumbre.

O governador do Amapá, Clécio Luís, enfatizou a importância da parceria entre o Governo e Sebrae, na articulação política e técnica que tem sido fundamental para inserir o Amapá em discussões nacionais sobre o potencial econômico do mar e das águas interiores; também evidenciou que o estado possui uma localização estratégica, com dois grandes domínios, o amazônico, marcado pela presença do Rio Amazonas e influência até a região das Guianas e o oceânico, banhado pelo Oceano Atlântico.

“Essa geografia singular oferece uma série de oportunidades econômicas ligadas à fauna, flora, manguezais, captura de carbono, liberação de oxigênio e ao banco pesqueiro considerado um dos maiores do Brasil”, explicou o governador, Clécio Luís.

De acordo com o presidente da Transpetro, subsidiária de transporte e logística da Petrobras, Sérgio Bacci, a iniciativa é fundamental diante da iminente exploração da Margem Equatorial. Para ele, embora a indústria do petróleo envolva grandes players como Petrobras e Transpetro, o papel das micro e pequenas empresas é igualmente essencial para dar suporte às etapas de exploração, prospecção e produção.

“Organizar e preparar esses empreendedores locais é estratégico. A indústria do petróleo é de longo prazo, não traz resultados imediatos, mas exige planejamento e estrutura. As empresas precisam estar capacitadas para atender à demanda e participar efetivamente dessa cadeia produtiva”, disse Sérgio Bacci.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Rio de Janeiro, Robson Carneiro, relatou que o Sebrae tem um papel essencial no fomento às micro e pequenas empresas, que serão protagonistas nesse novo ciclo de desenvolvimento e que o Seminário da Economia do Mar está totalmente alinhado com esse momento, especialmente no Amapá, onde existe um grande potencial de geração de emprego e prosperidade.

“Com a liderança do presidente Josiel Alcolumbre, o Sebrae fortalece ainda mais essa agenda. Tenho certeza de que este evento trará debates e aprendizados valiosos, contribuindo para que a população compreenda e participe ativamente dessa fase de crescimento, impulsionada por setores como petróleo, gás e economia azul”, disse, Robson Carneiro.

Para o presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (Abeemar), João Azeredo, o Amapá foi pensado como sede estratégica para o evento pela relevância da Margem Equatorial na matriz energética brasileira e pelo potencial que a região representa para a geração de emprego, renda e desenvolvimento social; e que o seminário é uma oportunidade de discutir como o estado pode avançar na exploração de petróleo e ampliar a capacidade energética sem abrir mão da sustentabilidade e da preservação da biodiversidade.

“É possível, sim, conciliar desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental. Podemos explorar nossos recursos de forma consciente, garantindo que a geração de riqueza venha acompanhada de inclusão social e proteção dos nossos ecossistemas”, afirmou o presidente da Abeemar, João Azeredo.

Painéis

A programação foi estruturada em painéis temáticos ao longo do dia. Pela manhã, o primeiro painel abordou “O papel da Margem Equatorial para adição e segurança energética na soberania nacional”, com apresentações do presidente do CDE/Sebrae, Josiel Alcolumbre; do diretor executivo de exploração e produção do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Cláudio Nunes; do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci; e do presidente da Companhia Docas de Santana, Edival Cabral Tork. A moderação ficou a cargo do presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), Wanderberg Pitaluga.

Na sequência, o segundo painel da manhã teve como tema “Oportunidades da Economia Azul: Desenvolvimento Econômico e Empregos”. A moderação foi conduzida pelo vice-governador do Estado do Amapá, Antônio Teles Júnior, e contou com a participação do subsecretário de Energia da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, Sérgio Coelho; do diretor de atração de investimentos da Agência Amapá, Antônio Batista; e do professor da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e vice-líder do grupo de pesquisa Petrofoz, Charles Chelala.

Durante a tarde, o painel “Inovação e Sustentabilidade: Boas Práticas Aplicadas aos Ecossistemas Marítimos e Fluviais” foi conduzido pelo presidente da Abeemar, João Azeredo. Participaram como painelistas a CEO da Amazon Pororoca, Vanda Maria Nunes; o presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e da Associação Amapaense de Tecnologia (Amapatec), Lindomar Góes; o CEO da startup Unit Carbon, Weverton Nelluty; o presidente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTM), Claudio Gimenez; e o conselheiro do Sebrae, Geraldo Pimenta.

Encerrando a programação, o último painel da tarde teve como tema “Políticas Públicas para os Municípios Costeiros: Planejamento, Royalties e Certificação Selo Azul Cidades Costeiras”. Os painelistas foram o superintendente de portos, terminais e assuntos nucleares da Secretaria de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, João Leal; o chefe de gabinete da presidência do Sebrae no Rio de Janeiro, Renato Regazzi; o ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá, José Orlando; o subsecretário de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro/RJ, Sérgio Coelho; e novamente o presidente do ICTM , Cláudio Gimenez.

Lançamento

Durante o evento, foi realizado o lançamento da obra Economia Azul e Cidades: Uma Introdução, organizada por Tomas Alvim e Rinaldo Gama. Este livro pioneiro e de caráter multidisciplinar reúne renomados especialistas que exploram reflexões e estratégias sobre como a economia azul pode impulsionar a transformação de cidades costeiras e ribeirinhas, tornando-as mais sustentáveis, resilientes e inovadoras. Os autores Robson Carneiro e Renato Regazzi, estiveram presentes e autografaram exemplares, marcando o momento com grande entusiasmo e prestígio.

Especialistas

Estiveram presentes na abertura da 4ª edição nacional do Seminário Economia do Mar (SEM), o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae CDE/Sebrae, Josiel Alcolumbre; o superintendente em exercício do Sebrae no Amapá, Marcell Harb; a diretora técnica do Sebrae no Amapá, Suelem Amoras; o vice-presidente do CDE/Sebrae, Jurandil Juarez; o governador do Estado do Amapá/AP, Clécio Luís; o vice-governador, Antônio Teles Júnior; o presidente da Companhia Docas de Santana, Edival Cabral Tork; o diretor-presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga; o superintendente de Portos, Terminais e Assuntos Nucleares da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, João Leal; o diretor executivo do IBP, Claudio Nunes; o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Rio de Janeiro/RJ, Robson Carneiro; e o presidente da Transpetro, Sérgio Baccio; o presidente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá – RJ (ICTIM), Cláudio Gimenez;; o presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Economia do Mar (Abeemar), João Azeredo; a gerente da Unidade de Petróleo, Gás e Energia do Sebrae no Amapá, Isana Alencar.

Também participaram membros do CDE/Sebrae, como Anderson Farias, pela Federação das Entidades de Micro e Pequenas Empresas do Amapá (Femicro); Maynardy do Carmo, pela Federação das Indústrias do Estado do Amapá (Fieap); Robson Materko, pela Universidade Federal do Amapá (Unifap); Kindolle Viana pela Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado do Amapá (Fepap); o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), José Arimatéa; membro do CDE do Sebrae Nacional, Geraldo Pimenta; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amapá(OAB-AP), Israel da Graça; o conselheiro federal da OAB, José Luiz Wagner; o vereadora da Câmara Municipal de Calçoene, Carleno Sarmento; o deputado estadual, Inácio Maciel; a reitora da Universidade Estadual do Amapá (Ueap), Kátia Paulino; o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Glauco Cei; a diretora de Operações do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Aline Vieira; o presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e da Associação Amapaense de Tecnologia (Amapatec), Lindomar Ferreira; além dos representantes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcos Almeida e Taína Mendonça e o  secretário de Estado da Pesca e Aquicultura, Paulo Nogueira.

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação