Inverno no Amapá deve ser o mais rigoroso, alerta meteorologista do Iepa

 

 

A chuva intensa, acompanhada de raios e trovões, que predominou nas áreas central e sul de Macapá no último sábado (20), alerta para um inverno mais rigoroso que dos últimos anos. É o que alerta, o Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (NHMET/IEPA).

O meteorologista do IEPA, Jefferson Vilhena disse que a previsão teria chuvas moderadas para o sábado, mas devido aos sistemas, a chuva forte intensa predominou no bairro central e sul da cidade de Macapá.

“Na realidade, fizemos uma previsão na última sexta-feira (19), de chuvas moderadas nos municípios e não na capital. O sistema que estava voltado para o Marajó, Laranjal do Jari e Vitória do Jari, se desenvolveu, ficou mais forte e através dos ventos que vieram do oceano e do Nordeste, houve essa forte chuva. Os dois sistemas se encontraram e acabou concentrando a chuva fortíssima para capital macapaense, na Zona Sul e Centro de Macapá. No sábado, havia uma previsão de acumulados de chuva para o interior de 11mm a 32 mm. Os pluviômetros marcaram no Zerão um total de  250, 6 mm de chuva, Jardim Felicidade 46, 8 mm, Novo Horizonte 32,4 mm, Santa Inês 125, 4mm , Igarapé da Fortaleza, 69, 4 mm, Centro de Santana, 24, 8 mm”, explicou.

Segundo ele, a previsão para esta semana é chuva para todo estado, com período chuvoso já chegando, com tempo nublado. “Nosso período chuvoso está vindo com força, muitos pensam que vamos passar por períodos de estiagem, mas, nosso temor real é que essas chuvas de inverno aumentem em quantidade e intensidade”, concluiu Vilhena.

Sobre a quantidade de raios e trovões no sábado o meteorologista do IEPA afirmou que, foi em decorrência dos choques dos dois sistemas que provocaram atrito entre as nuvens, o vento, e toda sistemática dos materiais que forma essas tempestades.

Bioparque ficará fechado para visitação durante semana de manutenção e cuidados com os animais

O Bioparque da Amazônia ficará fechado durante uma semana para visitação do público em geral. De 22 a 29 de novembro, o espaço passará por adequações operacionais e técnicas. Em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), os animais que habitam o parque receberão cuidados de saúde. O funcionamento retornará na quarta-feira (1º), com meia-entrada para todos os visitantes.

De 22 a 29 de novembro o espaço receberá serviços técnicos e de limpeza, além de avaliação de saúde dos animais

O intuito do manejo será realizar procedimentos clínicos, hematológicos e parasitários dos animais do Bioparque. Todas as ações serão coordenadas por uma equipe de medicina veterinária da UFPA, com orientações da doutora em Ciências Veterinárias, Alessandra Scofield. A equipe técnica de fauna do parque ajudará em todo suporte necessário. De acordo com o diretor-presidente do Bioparque, José Aranha Neto, estarão no parque nos próximos dias 10 profissionais do colegiado de medicina veterinária da universidade.

“Através dessa parceria teremos inúmeros benefícios aos animais soltos e também dos que vivem nos logradouros. Durante o manejo serão coletadas amostras biológicas dos macacos-aranhas e pregos, da guarida, da onça-pintada, do jacaré, das antas, das aves e dos quatis. Além da coleta de carrapatos em áreas próximas aos recintos dos animais”, explica o diretor-presidente do Bioparque, José Aranha Neto.

Manutenção

No campo das necessidades operacionais e técnicas, o parque receberá: manutenção nos logradouros e tanques; poda das árvores nas proximidades das trilhas terrestres; e serviços de limpeza em geral.

Cuidados com os animais

A Fundação Bioparque da Amazônia cuida de animais que não possuem condições de ressocialização ao seu habitat natural, oferecendo uma vida digna e confortável. A maioria das espécies são da classe de aves, mamíferos e répteis, oriundas de apreensões do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

COP26: Pesquisadora da Embrapa Amapá é palestrante de debate sobre desigualdades sociais na Amazônia

A pesquisadora engenheira florestal Ana Euler, da Embrapa Amapá, será palestrante do painel de debates organizados pela Pipe Factory, um centro cultural localizado em Glasgow (Escócia), nesta sexta-feira, 12/11. O evento, em formato de videoconferência, é uma programação paralela à 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26), que acontece de 1º até o dia 12 de novembro de 2021. As desigualdades sociais na Amazônia é o tema geral do debate. Ana Euler vai falar sobre o desafio dos jovens da região do Marajó para vencerem o isolamento e a ausência de políticas públicas e prosperarem como empreendedores da cadeia produtiva do açaí, um estudo que resultou em Nota Técnica.

O evento contará ainda com as palestrantes indigenista Neidinha Suruí; a cacique dos Akrântikatêjê – Gavião da Montanha, Katia Akratikatejê; e a jornalista Katia Brazil, do site de notícias Amazônia Real. O objetivo deste evento é discutir o complexo panorama político e econômico que acompanha as discussões sobre a preservação da floresta amazônica, a partir do olhar de quem vive nas fronteiras desse espaço.

Ana Euler é doutora em Ciências Florestais e Ambientais pela Universidade Nacional de Yokohama (Japão), acumula 20 anos de experiência na Amazônia, com vivências em localidades de populações tradicionais do Acre, Rondônia e Amapá. Pesquisadora da Embrapa Amapá desde 2008, atuou como Coordenadora do Programa WWF Sudoeste da Amazônia (2003-2008), Diretora-Presidente do Instituto Florestal do Amapá (2011-2014), onde implementou políticas públicas relacionadas a concessões florestais, mudanças climáticas, áreas protegidas e assistência técnica.

Suas áreas de pesquisas são manejo florestal comunitário, desenvolvimento rural, cadeias de valor da sociobiodiversidade e serviços ecossistêmicos. Governança, Comunicação, gênero e juventude são temas transversais enfatizados nos projetos que Ana Euler lidera, além de ser membro da Rede Mulher Florestal, da Columbia Women’s Leadership Nerwork no Brasil, do Amazon Forest Forum e do podcast Fala, Amazônia!.

Atualmente, a pesquisadora está dedicada a atividades de intercâmbio na França, país onde estão localizadas as instituições parceiras do plano de trabalho. Ao aprovar o projeto “Indicação Geográfica (IG) e Sistema Agrícola Tradicional (SAT) como instrumentos para a sustentabilidade da produção e valorização dos saberes locais na Amazônia: Estudo de caso do açaí no Território do Bailique (Amapá, Brasil)”, a pesquisadora foi selecionada pelo Programa de Capacitação Pesquisador Visitante da Embrapa.

Durante a COP-26, a Pipe Factory está realizando eventos liderados por ativistas, artistas e outros profissionais de vários lugares do mundo que acreditam que as discussões sobre as mudanças climáticas devem contemplar diversas perspectivas. De acordo com a moderadora do debate, Vanessa Gabriel, a programação paralela está inserida em uma atitude de questionamento. “Você não pode salvar a floresta se não há soluções efetivas para tantas desigualdades que existem na nossa região, da questão dos conflitos de terra até a falta de políticas públicas efetivas que melhorem a educação e a saúde de quem mora na região, principalmente nas comunidades mais isoladas”, explica Vanessa, amapaense residente no Reino Unido, atualmente gerente de projetos da Prefeitura de Londres.

Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional

Embrapa Amapá
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Macapá/AP

COP-26: Estado apresenta ações estratégicas para enfrentamento às mudanças climáticas

O Governo do Amapá apresentou para a comunidade internacional as ações estratégicas implementadas no estado para o enfrentamento às mudanças climáticas. São ações dedicadas ao fornecimento de energia descarbonizada, eficiência energética, energia de uso final em veículos e controle de emissões de gases de efeito estufa.


A participação da delegação amapaense aconteceu nesta terça-feira, 9, em um encontro promovido pelo Euroclima+, uma iniciativa estratégica que reúne a União Europeia e 18 países da América Latina e Caribe para o enfrentamento dos desafios ambientais e climáticos do planeta, em conjunto com Centro Brasil no Clima (CBC), entidade especializada na promoção e mobilização coletiva pelo combate às mudanças climáticas.
A reunião ocorreu durante a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26) em Glasgow, na Escócia, onde representantes dos estados brasileiros apresentaram as estratégias e desafios no combate às mudanças climáticas.

De acordo com a secretária de Meio Ambiente (Sema), Josiane Ferreira, o propósito do Amapá é ampliar o Desenvolvimento Humano, preservando os índices de excelência climática que o estado detém. “O foco do Amapá está no fortalecimento da bioeconomia enquanto modelo sustentável de produção e na ampliação do uso de energias sustentáveis para mantermos nossos indicadores climáticos positivos enquanto levamos desenvolvimento e qualidade de vida para a nossa população”, afirmou Ferreira.

Race to Zero: Amapá integra acordo global para redução de gases do efeito estufa

 

O governador do Amapá, Waldez Góes, assinou o decreto de adesão à campanha ‘Race to Zero’, ou ‘Corrida ao Zero’ , iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que reúne líderes globais para zerar emissões de gases do efeito estufa até 2050 e combater as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.

A adesão do estado à campanha será implementada sob coordenação da Sema pelos próximos 12 meses.

Na campanha, o Amapá unirá esforços ao lado de Estados subnacionais de países como Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Reino Unido e Suécia. No Brasil, participam também os estados de Pernambuco, Pará e São Paulo. A pactuação foi firmada na última segunda-feira, 2,
Para a secretária de Meio Ambiente (Sema), Josiane Ferreira, o Amapá é estratégico para as iniciativas globais de combate às mudanças climáticas.

“Incentivamos atividades produtivas e desenvolvimento humano que mantém os nossos biomas preservados, com índices de cobertura nativa da vegetação superiores a 96%. Isso nos possibilita atrair mais investimentos e ampliar nossa capacidade de produção sustentável”, explicou.
A adesão do estado à campanha será implementada sob coordenação da Sema pelos próximos 12 meses, por meio da aprovação do Plano de Ação Climática 2050 e do Plano Estadual de REDD, que estabelecerão os planos de redução escalonada das emissões até 2050 e os modelos de desenvolvimento baseados em economia de baixo carbono.

 

Desde 2019 o Amapá faz parte da ‘Coalizão Under 2’, uma conceituada iniciativa global que investe e auxilia os estados e outros entes subnacionais na descarbonização da economia, captação de recursos técnicos e financeiros para a manutenção de florestas e alcance das metas climáticas estipuladas pelo Acordo de Paris, ratificado na COP-21, em 2015.

Outra importante coalizão internacional pela captação de investimentos e implementação de políticas bioeconômicas que o Amapá integra, desde 01 de outubro de 2021, é a ‘Coalizão Leaf’, iniciativa formada pelos governos dos Estados Unidos, Reino Unido e Noruega que oferece financiamento às ações de combate ao desmatamento e preservação das florestas tropicais e subtropicais.

“As adesões são possíveis somente por meio de projetos consistentes para a preservação aliada ao desenvolvimento. O Amapá é destaque quando se trata de cadeias produtivas sustentáveis”, destacou o secretário de Planejamento (Seplan), Eduardo Tavares.

COP-26

O Governo do Estado participa da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-26, em Glasgow, na Escócia. Governança, desenvolvimento bioeconômico e enfrentamento aos efeitos do aquecimento global são alguns dos assuntos discutidos por mais de 190 países e outras entidades, como o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal – formado, além do Amapá, pelos governos do Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

A delegação do Amapá, formada pelos titulares das secretarias de Meio Ambiente, Planejamento, entre outras pastas, participa de painéis do Consórcio, do Ministério do Meio Ambiente, além de encontros bilaterais com governos e entidades internacionais sobre mercado de carbono, potenciais produtivos de baixo impacto ambiental do estado e investimentos tecnológicos e financeiros para a preservação de biomas nativos.

Sebrae Amapá leva missão técnica ao Centro Sebrae de Sustentabilidade, em Mato Grosso, para conhecer práticas ambientais sustentáveis

 

Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae), e o Ministério Público Estadual (MPE) visitam o Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), em Cuiabá, no Mato Grosso. A visita teve como objetivo  conhecer as práticas de sustentabilidade para que se possa implantar esses conceitos através de um projeto que está sendo desenvolvido em Macapá, na Comunidade Baixada Pará, para reciclagem e reaproveitamento de resíduos sólidos.

A visita ao Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS) surgiu após algumas reuniões entre o Sebrae/AP e o MP/AP, através da Promotoria do Meio Ambiente.

Além do Sebrae/AP e do MP/AP, também fazem parte dessa comitiva outros órgãos públicos do Amapá, como Assembleia Legislativa (ALAP), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal de Justiça (TJAP), o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e também cinco pessoas da Comunidade da Baixada Pará.  Essa ação é para que todos possam conhecer e vivenciar práticas e  experiências sustentáveis de sucesso e que sirvam de referência para a construção do projeto da primeira Cooperativa de Reciclagem do Amapá, que deverá ser desenvolvida pela comunidade da Baixada Pará, com o apoio das entidades.

Para o Diretor-superintendente, Waldeir Ribeiro, a participação do Sebrae/AP na parceria com o Ministério Público para atendimento e apoio à comunidade Baixada Pará, poderá agregar algumas facilidades ao projeto, uma vez que a entidade já trabalha com gestão, inovação e a sustentabilidade, respeitando sempre o tripé ambiental, social e econômico.

“Uma experiência riquíssima conhecer o Centro Sebrae de Sustentabilidade para absorver novos conhecimentos e trabalhar junto com a comunidade aplicando na prática todo aprendizado. Sobre o tripé da sustentabilidade, a questão econômica é responsável em garantir a viabilidade de projetos, desde que eles sejam viáveis economicamente. Esse é um tema que perpassa por toda comunidade, mas é necessário que toda sociedade se envolva e também possa fazer a sua parte, somando com o poder público, conscientizando o cidadão e os micro e pequenos empresários. Conhecemos todo o conceito de sustentabilidade e gestão sustentável aplicadas nestes locais. Os Centros visitados são referências em construção sustentável reconhecida nacional e internacionalmente, com diversas certificações e prêmios importantes. O Sebrae adota uma gestão com práticas de sustentabilidade que merece ser conhecida e implantada em outras instituições”, explica o Diretor.

 

O Promotor do Meio Ambiente, Marcelo Moreira que integra a visita técnica assegura que a experiência tem sido exitosa.

“Conhecer na prática métodos sustentáveis, é sem dúvida muito interessante e vemos que o “Projeto Colorindo o Futuro – Baixada Pará”, que começamos lá atrás, ele está crescendo, progredindo. Na verdade, já existem várias pessoas tentando se organizar como cooperativa, já temos associações de catadores. Aqui vimos a realidade diferente no Centro Sebrae de Sustentabilidade, histórias de sucesso que trabalham com reciclagem, de logística reversa, de coleta seletiva de resíduos. Vamos voltar cheios de ideias e projetos. Queremos que esse nosso sonho se transforme em realidade e que nós possamos separar nosso resíduos e possamos transformá-lo em geração de emprego e renda”, ressalta o promotor.

Comitiva do Amapá em Mato Grosso

Representantes do Tjap, TCE, Alap, CAU e lideranças da comunidade Baixada Pará, integram  a  comitiva.  A morada da comunidade, Baixada Pará, Ivaneide Lobato disse que é fundamental todo esse conhecimento e que traz novas perspectivas de esperanças a uma população que convive com muito lixo. “Somos de uma região carente, onde se tem muito lixo, mas podemos todos juntos e unidos transformar essa realidade, através do cooperativismo e sustentabilidade para ajudar famílias e também o meio ambiente”, a moradora agradece a oportunidade.

Recepção

A delegação amapaense é  recepcionada pelo Diretor-Superintendente do Sebrae Mato Grosso, José Guilherme Barbosa Ribeiro  e a Gerente do Centro Sebrae de Sustentabilidade , Helen Camargo. Eles apresentam todo o espaço e  sobre todo funcionamento do Centro. Durante a visita, a comitiva conhece  temas como gestão sustentável e práticas adotadas pelo Sebrae-MT.

Centro Sebrae de Sustentabilidade

Localizado em Cuiabá, capital de Mato Grosso, o prédio do Centro Sebrae de Sustentabilidade foi projetado com base no conceito de arquitetura sustentável e com resgate das culturas indígenas brasileiras. O local foi inaugurado em 2010, e desde então vem atuando na geração e na disseminação de conhecimentos em sustentabilidade aplicada aos pequenos negócios.  O Centro  hoje é reconhecido como centro de referência em sustentabilidade. Seu papel é mapear inovações, técnicas e práticas sustentáveis no Brasil e no mundo, formular conteúdos exclusivos e mostrar aos empresários e gestores que é possível ser mais rentável, reduzindo impactos no meio ambiente e contribuindo para um desenvolvimento social mais justo e igualitário. Devido as suas peculiaridades ambientais e conceito arquitetônico do lugar, o CSS conquistou prêmios e certificações internacionais importantes desde a sua implantação, como por exemplo, a Certificação BREEAM In-use, classificação “Excelente” do Building Establishment Environmental Assessment Method (BREEAM).

Programação

A delegação faz  um tour pelo Centro, onde conhece todos os espaços, como usina fotovoltaica, área  de compostagem, captação de água da chuva, energia solar, reaproveitamento de materiais, coleta seletiva e reciclagem e a biodiversidade. A visita finaliza no Ecoponto da Teoria Verde. Empreendimento de Cuiabá especializado em ações de educação ambiental, mobilização social e de voluntários e campanhas de coleta de resíduos que se convertem em recursos financeiros para serem doados a instituições filantrópicas, escolas, causas, entre outros. Atualmente a Teoria Verde é parceira do Instituto Lixo Zero, que promove campanhas de limpeza urbana nacionais e locais e faz mobilizações em parceria com empresas do setor de reciclagem, cujas arrecadações de materiais descartados são transformadas em recursos financeiros doados ao Hospital do Câncer de Cuiabá, escolas de ensino público e outras causas socioambientais.

Capacitação

As ações do Sebrae em parceria com o Ministério Público para atender a comunidade, são coordenadas pela Unidade de Soluções Inovadoras e Competitivas (Unic), através  da gestora do Projeto de Sustentabilidade Aplicada aos Pequenos Negócios, Vanusa Collares. As ações ofertam cursos, palestras, diagnósticos e monitoramento, com a participação de especialistas na temática sustentabilidade e com o foco em gerar negócios e fomentar o empreendedorismo na comunidade atendida.

Período da visita técnica

A comitiva do Amapá segue em visitas técnicas e conhece o Centro Sebrae de Sustentabilidade, empresas  de reciclagem, cooperativas,  no período de 19 a  20 , de terça a quarta-feira de Outubro.

Waldez pactua cooperação para incentivar bioeconomia na Amazônia

O governador do Amapá, Waldez Góes, assinou nesta segunda-feira, 18, um Acordo de Cooperação para incentivar a bioeconomia amazônica por meio da destinação de recursos para as cadeias produtivas ligadas ao modelo de produção que busca usar novas tecnologias para criar produtos e serviços sustentáveis.
A assinatura aconteceu durante o 24 Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que ocorre em Belém do Pará, e reúne líderes de nove estados.

Também conhecida como economia sustentável, a bioeconomia tem como foco o consumo consciente e em equilíbrio com os recursos naturais. Ela está presente na produção de vacinas, biocombustíveis, alimentos, entre outros produtos.

No encontro, Waldez frisou que a bioeconomia já é uma realidade no Amapá, estado mais preservado do país.
“Pactuar a cooperação para incentivo da bioeconomia é mais um gesto que demonstra o compromisso do Governo do Amapá com o uso sustentável das nossas riquezas ambientais”, disse Góes.

Outro passo importante para a consolidação da economia verde, lembrou o governador, foi o início da concessão florestal do Amapá, ainda em setembro de 2021, com foco em empreender de forma sustentável, mantendo as áreas verdes de pé.

Mais cooperações
Ao fim do evento, os governadores assinaram, a Carta com pautas para o desenvolvimento sustentável regional.
Outro documento assinado pelos líderes da Amazônia Legal foi o memorando de Entendimento à Cooperação Alemã-GIZ e Emergente/LEAF Coalition, coalizão que reúne Estados Unidos, Reino Unido e Noruega com foco em oferecer financiamentos para projetos de combate ao desmatamento e conservação ambiental.

A assinatura da cooperação com as instituições deve ocorrer durante a Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP-26), que acontece em novembro, na Escócia.

Quarta-feira é dia de meia-entrada no Bioparque da Amazônia

Toda quarta-feira é liberada aos visitantes o pagamento de meia- entrada no Bioparque da Amazônia. Com o benefício, toda a população pagará apenas R$ 5,00 pelo ingresso, sem precisar apresentar documentos comprobatórios para usufruto do benefício oferecido para públicos específicos. O Bioparque da Amazônia funciona de 9h às 17h. Nos outros dias a entrada custa R$ 10.

Serviços:

Circuito aventura
Arborismo: 10,00
Parede de escalada: 15,00
Tirolesa: 15,00
Trilha suspensa: 20,00
Trilha aquática
Canoagem: 10,00
Caiaque: 70,00
Stand up padlle: 70,00

Meliponário do Bioparque conta com aproximadamente 200 mil abelhas

Neste domingo (03) se comemora o Dia Nacional das Abelhas, espécies presentes no Bioparque, que mantém uma fauna de insetos carismáticos, que são as abelhas sem ferrão sob manejo, fundamentais para a biodiversidade do local.

As abelhas são elementos naturais imprescindíveis para a reprodução da vida, isso porque elas ajudam na manutenção do equilíbrio do planeta. O Bioparque da Amazônia possui em seu meliponário aproximadamente 200 mil abelhas sem ferrão, fundamentais na polinização das plantas cultivadas e na preservação da biodiversidade no local.

“As abelhas nativas sem ferrão têm ocorrência na região neotropical, com alta biodiversidade de espécies no bioma amazônico, mas ocorrem em outras regiões da terra. Elas têm um papel importante para as florestas tropicais e impactam na natureza. Os catálogos apontam mais 300 espécies na Amazônia, todavia no Amapá temos 143 espécies, destas pelo menos 50 sem ferrão’’, explica o biólogo e gerente do meliponário do Bioparque, Richardson Frazão.

No Bioparque são manejadas 3 espécies de abelhas sem ferrão, sendo elas Melipona compressipes, M. fulva e M. paraensis, distribuídas em 130 colmeias no meliponário. Elas estão adaptadas aos ecossistemas presentes no local, vivendo livres na natureza.

Meliponário

O meliponário é um ecoatrativo dentro do Bioparque que promove o manejo da fauna desses insetos, que não possuem ferrão. O espaço trabalha com educação ambiental, destacando a importância dos animais para o mundo, no viés da conscientização e preservação do meio ambiente.

Além da explanação das diversidades de riquezas amazônicas, permitindo o contato da sociedade com as espécies, difundindo o conhecimento sustentável sobre o cultivo de abelhas.

O meliponário está localizado dentro da Trilha Sacaca e é aberto para visitas escolares e de grupos em geral, desde que agendados previamente. O agendamento pode ser realizado por meio do número de telefone (96) 99970-2084.

“Os guardas parques fecham os grupos e fazem o guiamento. Os visitantes conhecem um pouco do básico da biologia, da biodiversidade e da ecologia, além da educação ambiental, com a parte de incentivo ao manejo nos sistemas de meliponários, que são colmeias aglutinadas, que podem ser manejados e multiplicadas’’, comenta o biólogo Richardson.

Segundo o diretor-presidente do Bioparque, José Aranha Neto, o este espaço contribui com o repovoamento das abelhas na natureza, cumprindo o papel socioecológico da unidade.

“As abelhas estão em declínio, por isso o meliponário contribui com o meio ambiente, ajudando a manter esses insetos na natureza. Elas têm uma função ecológica importantíssima, que é a polinização. O Bioparque é um local de conhecimento, que visa o bem da sociedade, através de noções de sustentabilidade’’, afirma.

Bioparque

O Bioparque agrega três biomas presentes no Amapá. O espaço funciona de quarta a domingo, das 9h às 17h, com atividades voltadas para educação ambiental, contemplação da natureza e prática de esportes de aventura.

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Prefeitura Municipal de Macapá

http://www.macapa.ap.gov.br/

Produtores de hortaliças e frutas do município de Itaubal aguardam certificação orgânica da OCS

Onze produtores de hortaliças e frutas do Município de Itaubal estão com suas produções a um passo de conseguirem a almejada certificação orgânica via Organização de Controle Social (OCS).

O Sebrae apresenta aos produtores de Macapá e Itaubal uma linha do tempo com os avanços e desafios que ainda precisam ser enfrentados para que o Amapá, único estado que ainda não tem uma OCS, consiga ter produtos orgânicos, chancelados através de uma regulamentação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com diretora técnica do Sebrae no Amapá, Marciane santo, essa certifica é de uma importância singular para a produção orgânica amapaense. “Depois de muitos esforços, muito trabalho, não só das instituições, mas sobretudo dos produtores rurais. Nós estamos há um passo da cerificação dos primeiros produtos oficialmente orgânicos no estado do Amapá. É uma luta de anos, mas que já está na parte de finalização de análise para 11 produtores consigam a certificação e doa ajustes no trato da produção da propriedade, é possível, termos essa produção orgânica disponível para a população, pois há um mercado consumidor crescente”, explica a diretora.

OCS

A OCS garante ao consumidor, uma produção orgânica, e para isso, emite um certificado impresso, que indica o nome da propriedade, número de cadastro para consulta no site da organização, e o nome relacionado com o que ele produz. Com o certificado, o produtor rural pode tanto comercializar os produtos em feiras livres, quanto por meio de programas do governo e de alimentação escolar, pois a certificação agrega valor ao produto.

O produtor de Inajás, Mário Sérgio de Almeida, 54 anos, trabalha há 30 anos com agricultura familiar, ele é dos produtores de Itaubal que está em processo de certificação, através da OCS. Todo trâmite está sendo assistido pelo Sebrae, Rurap e Embrapa. “Melhorou bastante, estamos prestes a conseguir a certificação, a orientação técnica do Sebrae, Rurap e Embrapa foi fundamental para esse resultado. Nossos produtos também estão saudáveis e mais bonitos, uma conquista coletiva”, celebra o produtor.

Agroecologia no Brasil

A agricultura orgânica e a agroecologia ganham um espaço crescente no Brasil. Segundo levantamento feito pela Coordenação de Agroecologia (Coagre) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a área de produção orgânica no país pode ultrapassar, em 2017, os 750 mil hectares registrados em 2016. Um crescimento impulsionado, principalmente, pela agricultura familiar.

Junto com a agricultura orgânica, cresce o interesse pela agroecologia, um sistema de produção que se utiliza de técnicas que respeitam o meio ambiente, as pessoas, principalmente o homem no campo, e o alimento, usando recursos locais sem a dependência de insumos externos à propriedade e valorizando o conhecimento científico e popular e a troca de saberes, além de buscar a transformação social no campo. Agroecologia e agricultura orgânica caminham, cada vez mais, de mãos dadas.

Coldplay tenta falar com governadores brasileiros sobre mudanças climáticas

Fonte: UOL


Uma postagem inusitada chamou a atenção dos fãs brasileiros do Coldplay hoje: o perfil oficial da banda citou no Twitter os governadores Waldez Góes (PDT, Amapá), Helder Barbalho (MDB, Pará), Mauro Mendes (Democratas, Mato Grosso), coronel Marcos Rocha (sem partido, Rondônia), João Azevêdo (Cidadania, Paraíba) e Wellington Dias (PT, Piauí).

Na publicação, a banda afirma: “Olá, os estados que vocês representam têm uma ótima oportunidade para fazer história no combate às mudanças climáticas. Vocês vão se juntar a nós no Global Citizen Live com compromissos de conservação e adaptação?”.

O Coldplay marcou também Jesús Galdino Cedeño, governador do Amazonas colombiano — o governador do Amazonas brasileiro, Wilson Miranda Lima (PSC), ficou de fora. Será que foi uma confusão da banda?

Depois, também marcaram Wilson Lima, que respondeu em inglês: “Olá, Coldplay. Estamos trabalhando para reduzir o desmatamento ilegal em 15% até o fim de 2022, em comparação com 2019. Fico feliz com o convite e estou aberto a discutir alternativas para proteger nossas florestas e as pessoas que vivem nelas”.

O Global Citizen Live é um festival que pretende combater a pobreza, defender o planeta e exigir igualdade social. No dia 25 de setembro, a organização vai transmitir shows de artistas como Coldplay, Lorde, Billie Eilish, Green Day, Demi Lovato e The Weeknd. Também acontecerão eventos presenciais em Lagos (Nigéria), Nova York (EUA) e Paris (França).

Helder Barbalho, do Pará, compartilhou a postagem e respondeu, também em inglês: “Oi, Coldplay! Eu e minha família estaremos assistindo no dia 25 de setembro. Obrigado pelo compromisso com nossas florestas, biodiversidade e povo. O Plano Amazônia Agora, do estado do Pará pela conservação ambiental e desenvolvimento local, é o nosso compromisso para mover o mundo”.

Cooperativa de Reciclagem Baixada Pará: caroço de açaí será a matéria-prima para a produção de cobogó

Na segunda etapa da capacitação para os futuros empreendedores da Cooperativa de Reciclagem da Baixada Pará, houve a apresentação do Plano de Ação até dezembro de 2021, com o cronograma de atividades de formação dos empreendedores e estruturação da entidade. Os participantes da comunidade validaram o documento, sinalizando que até 2022 a cooperativa será realidade e cumprirá sua finalidade de gerar emprego e renda com a reciclagem de resíduos descartados em grande quantidade e ainda sem reutilização definida, contribuído para a redução da poluição ambiental. A reciclagem do caroço de açaí foi definida como meta de negócio pelos consultores e participantes.

A consultora em sustentabilidade, Catharina Macedo, o promotor de Meio Ambiente, Marcelo Moreira, a gerente da Unidade de Inovação do Sebrae/AP, Bruno Castro, e a gestora de projetos, Vanusa Collares, dialogaram com a comunidade sobre as ações próximas e perspectivas reais do empreendimento. As estratégias do Plano de Ação são embasadas na realidade da comunidade Baixada Pará, na análise sobre negócios promissores e inovadores, nas conversas com os moradores sobre todos os resíduos descartados na área de ressaca, no conceito de lixo e resíduo que é desperdiçado, e pode movimentar a economia e mudar a realidade de muitas famílias.

Catharina Macedo fez um relato a respeito das diferenças culturais, econômicas e sociais da comunidade Baixada Pará, observadas durante a visita, em junho deste ano, enfatizando os resíduos despejados na área alagada com destaque para a semente de açaí, fonte de renda para muitas famílias do local. Durante a visitação, a partir de uma experiência com caroço de açaí na estruturação de uma calçada, a consultora e técnicos do Sebrae despertaram os moradores para a possibilidade de trabalhar estes resíduos, abundantes na área. Alguns moradores apostaram na ideia e criaram um protótipo de cobogó, usando como modelo caixas de papelão.

Esta ousadia e disposição dos moradores direcionou a pesquisa para a possibilidade de negócio rentável a partir da produção de cobogó de resíduo de caroço de açaí, considerando o experimento feito artesanalmente pelos moradores, o excesso da matéria-prima na região e a solução de um grave problema ambiental, que é o descarte desses caroços. A proposta foi aprovada pelo grupo, que aguarda a análise técnica e comercial.

As próximas etapas favorecem diretamente a comunidade, sendo a mobilização para que o número de cooperados seja multiplicado. Até outubro eles passarão por oficinas de empreendedorismo, cooperativismo, liderança empreendedora, planejamento estratégico, planos de negócio e gestão financeira. E no decorrer do prazo da consultoria, serão realizadas ações sociais na comunidade, visitas técnicas, definição de espaços físicos para a cooperativa e constituição da entidade.

Baixada Pará

Localizada na área central de Macapá, é formada por centenas de casas e pequenos empreendimentos comerciais, a maioria em cima de uma área alagada que foi ocupada há mais de 40 anos. A comunidade foi escolhida pela Promotoria de Meio Ambiente, em 2019, para execução do projeto-piloto de educação ambiental Colorindo o Futuro, pensado pela equipe técnica da Promotoria e moradores, que ajudaram a definir as prioridades e possibilidades. Ações de saúde, lazer, capacitações, oficinas de audiovisual e reciclagem, e pintura de casas foram levadas através de parcerias. Como legado, o Ministério Público do Amapá (MP-AP) está contribuindo com a realização do sonho dos moradores, despertado após as oficinas de reciclagem, que é a criação da Cooperativa, em parceria com o Sebrae/AP.

Serviço:
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Belezas do Amapá: Cachoeira da dona Antônia e Lagoa Azul no município de Serra do Navio

 

O Amapá têm muitos encantos e belezas naturais espalhados pelos 16 municípios. São pequenos paraísos no estado. A Serra do Navio, apesar da ainda pouca estrutura como destino turístico, os locais fazem valer a pena. Suas paisagens de extrema beleza em plena Floresta Amazônica, fazem do lugar uma experiência de lazer apaixonante.

Cachoeira da Dona Antônia, localizada na Vila do Cachaço na Serra do Navio. Foto: Lilian Monteiro

Entre as cachoeiras e lagoas, não deixe de conhecer a cachoeira da Dona Antônia, localizada na Vila do Cachaço. Fica dentro da comunidade, encanta pelo cenário mesmo sem ter uma queda grande, é cercada de pedras, árvores e com água transparente e gelada.

Já a Lagoa Azul, com profundidade de até 80 metros, é perfeita para um mergulho. De carro ou com uma pequena caminhada, é possível chegar a uma grande lagoa, que chama atenção por sua coloração. A Lagoa Azul é uma das atrações mais visitadas na Serra do Navio. A cor azul anil é dada por conta dos minérios da região, segundo os entendidos.

A Lagoa Azul é uma das atrações mais visitadas na Serra do Navio. Foto: Lilian Monteiro

Serra do Navio

A Serra do Navio, no estado do Amapá, foi fundada em 1950 para abrigar os engenheiros, administradores e operários da grande mineradora Icomi que trabalhava na extração de manganês que firmou contrato de exploração do manganês amapaense por 50 anos, e ficou no município até 2003. Em 2010, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou a cidade como Patrimônio Cultural. Entretanto, como esgotou a reserva antes do tempo previsto, a empresa deixou o local. Enquanto a sede estava sendo administrada pela Icomi, a vila era modelo de organização e eficiência em todos os setores. Representava a rede de maior projeto privado do estado do Amapá.

Curiosidade sobre o nome do município

Uma curiosidade que pode explicar o nome da cidade é, segundo os moradores, que o rio Amapari que passa em frente à cidade, se observado via área, possui a forma de um navio.

Como chegar

A Serra está localizada a 210 quilômetros da capital e o acesso é pela BR-210 (Perimetral Norte), são cerca de quatro horas de viagem, parte da estrada é de difícil acesso.

Embrapa Amapá completa 40 anos nesta sexta-feira, 13/8

 

A Embrapa Amapá, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), completa 40 anos nesta sexta-feira, 13/08, gerando tecnologias para atender vários públicos do setor agropecuário do Amapá e Estuário Amazônico. Nesta data, os gestores e parte da equipe técnica estão em atividades de campo com agricultores em localidades da Colônia do Matapi, município de Porto Grande. Na tarde do próximo dia 30/8, será realizada uma live comemorativa, com o chat da transmissão aberto ao público em geral. A empresa está em teletrabalho desde março de 2020, d evido a pandemia do novo coronavírus e funcionando presencial nas atividades essenciais com equipes em revezamento.

Sediada em Macapá (AP), a Embrapa Amapá atua em aquicultura e pesca, recursos florestais, proteção de plantas e agricultura sustentável. O portfólio de pesquisa inclui espécies como tambaqui, pirarucu, tracajás, camarão-da-amazônia, bubalinos, cipó-titica, pau-mulato, castanha, açaí, banana, mosca-da-carambola, soja, milho, feijão, mandioca, café, entre outros.

Boa parte destes estudos geram ativos tecnológicos para subsidiar ações de agricultura sem queima e combate ao desmatamento no Amapá, em alinhamento às diretrizes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Também contribui com tecnologias sociais, a exemplo das fossas sépticas biodigestoras instaladas em comunidades ribeirinhas do Estuário Amazônico.

A Embrapa Amapá tem em seu quadro quase 100 empregados, entre assistentes, técnicos, analistas e pesquisadores, e conta com a colaboração técnica de bolsistas e estagiários.

 

Apoio do Território Federal

Os primeiros trabalhos de pesquisa geraram e adaptaram tecnologias de baixo custo para culturas alimentares, culturas permanentes, pecuária e indicações a respeito da utilização racional dos recursos naturais disponíveis no estado. Foi importante o apoio do Governo do Território Federal do Amapá, ao proporcionar as condições que permitiram que os objetivos fossem alcançados de forma satisfatória.

 

O êxito no trabalho serviu de incentivo para a diretoria da Embrapa desvincular o Núcleo da Embrapa do Pará e dar autonomia à equipe do Amapá criando a Unidade de Execução de Pesquisa de Âmbito Territorial de Macapá (UEPAT de Macapá). Com a transformação do Território em Estado do Amapá, em 13 de agosto de 1991, passou a ser chamado de Centro de Pesquisa Agroflorestal do Amapá (Embrapa Amapá), atendendo as necessidades de pesquisa, inovação e tecnologias do recém-criado estado do Amapá, incluindo as relações de fronteiras na bac ia Amazônica do País.

 

Pioneiros

Entre os pioneiros da Embrapa Amapá ainda na ativa, há profissionais com uma história de vida entrelaçada na evolução deste centro de pesquisa. É o caso da analista Maria das Graças Figueiredo Pimentel, lotada no Setor de Gestão de Pessoas (antigo RH), que veio transferida da Embrapa do Pará para compor a equipe do então núcleo de apoio ao centro de pesquisa; o analista Antônio Carlos Pereira Góes e o pesquisador Emanuel Cavalcante, que em janeiro deste ano fizeram 41 anos de ingresso na Embrapa.

 

A equipe pioneira abraçou a missão de instalar o Núcleo de Pesquisa Agropecuária do Amapá (vinculado à atual Embrapa Amazônia Oriental/ Pará) e contava ainda com os técnicos agrícolas Sinval Rola e Janer Gazel, este último o atual Secretário Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). Eles compartilharam das dificuldades de testar tecnologias para agricultura em áreas desprovidas de estrada asfaltada, transporte regular e tantas outras.

No campo experimental de Matapi, por exemplo, fizeram a avaliação de um experimento de sistema de produção de mandioca, milho e feijão instalado por uma equipe precursora da Embrapa.  O atual chefe-geral da Embrapa Amapá, Antonio Claudio Almeida de Carvalho, também faz parte de uma geração que desbravou os primeiros anos do centro de pesquisa. Ele ingressou na Embrapa Amapá em 1987 recém-graduado em Agronomia, no primeiro concurso público deste centro de pesquisa.

 

Parceiros    

Os parceiros da Embrapa, como governos federais, estaduais e prefeituras, são reconhecidos como co-protagonistas dos esforços visando o desenvolvimento sustentável. Os avanços são comemorados pelos assistentes, técnicos, analistas, pesquisadores, bolsistas, estagiários e terceirizados. Conquistas obtidas em parceria com diversos parceiros e públicos, como agricultores em geral, extrativistas, quilombolas, indígenas, instituições de pesquisa, entidades de classe, instituições de ensino, financiadores, gestores e técnicos federais, estaduais e municipais, imprensa, extensão rural e parlamentares. A bancada federal do Amapá também tem uma história de colaboração com diversos projetos ao longo dos anos, por meio de emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União: Aline Gurgel, André Abdon, Cabuçu Borges, Camilo Capiberibe, Davi Alcolumbre, Fátima Pelaes, Janete Capiberibe, João Alberto Capiberibe, Jurandil Juarez, Luiz Carlos, Marcos Reátegui, Papaléo Paes (in memoriam), Professora Marcivânia e Roberto Góes.

TAC da Lagoa dos Índios: MP-AP atua para que seja criada a maior Unidade de Conservação urbana de área úmida do mundo

 

O Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio da Promotoria de Meio Ambiente e Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAO-AMB), acompanha desde o início a obra de duplicação da Rodovia Duca Serra e intervenção na via da Linha E do Km 9. Prosseguindo com o acompanhamento, na última semana aconteceu uma audiência de conciliação, e na terça-feira (10), o promotor de justiça do Meio Ambiente, Marcelo Moreira, reuniu com o coordenador de Geoprocessamento e Ordenamento Territorial da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), Patrick Farias, e a assessora técnica Débora Thomas, para diálogo a respeito dos cumprimentos do Termo de Ajustamento de Conduta Ambiental (TAC).

Esta área abrange 17,43 km e deverá ser contemplada com aparelhos de proteção como ciclovias, área para caminhadas e apreciação da natureza e outros acessórios sociais.

A Promotoria Ambiental atua neste projeto, na complementação de estudos ambientais e formulação de medidas compensatórias para os impactos ambientais das obras, que resultou no TAC, pactuado em 2017, que implicou em uma série de compromissos por parte dos envolvidos. A última audiência pública foi presidida pelo juiz Diogo Sobral, e participação do promotor Marcelo Moreira, representantes da SEMA, Defensoria Pública do Estado e Prefeitura de Macapá. Na reunião com o promotor Marcelo Moreira, a equipe da SEMA explanou a respeito do georreferenciamento relacionado à delimitação da futura Unidade de Conservação (UC) da Lagoa dos Índios.

Promotor de justiça do Meio Ambiente, Marcelo Moreira, reuniu com o coordenador de Geoprocessamento e Ordenamento Territorial da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), Patrick Farias, e a assessora técnica Débora Thomas.

No decorrer da reunião, os técnicos do Meio Ambiente Estadual garantiram que o georreferenciamento será anexado ao procedimento, confirmando cumprimento de compromissos do chamado TAC da Lagoa, com a proteção de nascentes, e a empresa responsável pela obra irá apresentar o projeto do parque da UC. Esta área abrange 17,43 km e deverá ser contemplada com aparelhos de proteção como ciclovias, área para caminhadas e apreciação da natureza e outros acessórios sociais. Com a criação da UC da Lagoa dos Índios, aumenta para 20 o número de áreas sob proteção no Amapá. Será a 6ª sob responsabilidade do GEA. Atualmente, o Estado do Amapá mantém 62% de seu território sob proteção Federal, Estadual e Municipal, 8 de Proteção Integral e 11 de Uso Sustentável.

A regulamentação da Lei Estadual nº 835/2004 também é compromisso previsto no TAC que o Governo do Estado garante cumprimento. A partir da regulamentação, os municípios de Macapá e Santana também passam a assumir suas responsabilidades, como a de anuência à UC e apresentação do plano de ordenamento territorial das áreas de ressaca com ocupação consolidada no prazo de 60 dias, incluindo a desocupação de áreas de canal.

Para dar suporte ao ordenamento e ocupação dessas áreas úmidas, em 2011, através de TAC Ambiental, o MP-AP, em parceria técnica com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (IEPA), viabilizou o Zoneamento Ecológico-Econômico Urbano (ZEEU) das áreas de ressaca de Macapá e Santana, um importante instrumento científico que identifica a quantidade de áreas de ressaca dos dois municípios, suas condições ambientais, número de habitantes, e realidade social e econômica em que vivem.

“Estamos atuando para que, no cumprimento do TAC, tenhamos uma proteção mais efetiva da Lagoa dos Índios. Permanecemos confiantes que a Lei de Proteção das áreas de ressaca seja regulamentada. O MP-AP continuará a contribuir para que o ZEEU e a delimitação desta nova área protegida sejam implementadas. Esta Unidade de Conservação será a maior em área urbana do planeta e vai preservar o ecossistema da Lagoa dos Índios, com proteção das comunidades tradicionais e ganho ambiental para todos os seres vivos”, afirma o promotor Marcelo Moreira.

Serviço:
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Embrapa participa do projeto de polos produtivos industriais no Amapá

 

A Embrapa participa de uma iniciativa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural do Amapá (SDR) para implantar polos de produção de cacau, café, pimenta do reino e fruticultura no centro-oeste do Amapá, região que abrange os municípios de Ferreira Gomes, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande e Serra do Navio.

As bases do programa estadual de produção serão definidas durante um Fórum nos dias 12 e 13 de agosto.

As bases para o modelo de funcionamento serão definidas durante o 1º Fórum de Inovação para o desenvolvimento rural do Estado do Amapá, nos dias 12 e 13 de agosto, reunindo autoridades, gestores e técnicos de várias instituições do setor agropecuário, e produtores de base familiar dos municípios envolvidos. Na quinta-feira, 12, a programação acontecerá pela manhã, no auditório Silas Mochiutti, da Embrapa Amapá; e na sexta-feira, 13, em localidades rurais de Porto Grande.

O chefe-geral da Embrapa Amapá, Antonio Claudio Almeida de Carvalho explica que a intenção é implantar polos produtivos estruturados em um modelo de produção inclusiva, no formato em que os agricultores de base familiar consigam participar, e ao mesmo tempo possibilita consolidar a produção em escala comercial. “O cacau, o café e a pimenta do reino são consideradas culturas agrícolas industriais. Ou seja, são produtos commodities, e para estruturar polos produtivos de culturas agrícolas industriais é preciso uma especialidade técnica, por isso a Embrapa Amapá está trazendo para este Fórum pesquisadores que são referências e têm experiência nesta abordagem”, ressaltou Antonio Claudio.

 

De acordo com os organizadores, o objetivo do Fórum é promover o debate ampliado entre pesquisa, extensão e produtor, para subsidiar a formulação de políticas públicas de desenvolvimento do agronegócio de base familiar no estado do Amapá.

 

Programação

A programação será composta de painéis de apresentações. Na quinta-feira, 12/8, o primeiro painel, a partir das 9h15 será apresentado pelo pesquisador da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Fernando Antônio Teixeira Mendes, sobre “Cacauicultura no estado do Amapá: Potencialidades e limites”. Em seguida será a vez do pesquisador da Embrapa Rondônia, João Maria Diocleciano, que vai apresentar o painel sobre “Cafeicultura no estado do Amapá: Potencialidades e limites”. O último painel será apresentado pelo analista de transferência de tecnologias da Embrapa Amapá, Jackson Araújo dos Santos, sobre o tema “Fruticultura na região Centro-Oeste do estado do Amapá”. 

 

Na manhã da sexta-feira, 13/8, será realizada uma visita técnica a duas propriedades rurais localizadas na linha C da Colônia Agrícola do Matapi, município de Porto Grande (AP), tendo como anfitriões Sérgio Irineu Claudino (Retiro Matagal); e Francinete (Sítio Meu Xodó). Esta programação será iniciada com o encontro entre os realizadores e participantes do evento, na sede da Cooperativa dos Agricultores Rurais do Matapi (COAMP2).

O 1º Fórum de Inovação para o desenvolvimento rural do Estado do Amapá é realizado pela SDR e Embrapa Amapá, com apoio do Instituto Estadual de Desenvolvimento Rural (Rurap), Senar Amapá, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amapá (Faeap) e Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). 

Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional

Embrapa Amapá

Erosão nas ilhas do Bailique será debatida na Câmara dos Deputados, nesta sexta (13)

A Comissão de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados vai debater as causas da intensificação da erosão nas ilhas do Arquipélago do Bailique, na foz do Rio Amazonas, no estado do Amapá, e compensações socioambientais às comunidades.

A audiência pública acontece na próxima sexta-feira, 13, foi pedida pelo deputado federal Camilo Capiberibe (PSB/AP) e terá transmissão pelas redes sociais da Comissão e do parlamentar (https://www.facebook.com/camilocapiberibe).

Em viagem recente ao Arquipélago, dias 23 e 24 passados, o deputado Camilo, a vereadora Janete Capiberibe e o ex-senador João Capiberibe, do PSB, constataram o abandono da comunidade e, mais uma vez, a erosão que já levou as casas, atracadouros, comércios de cerca de 700 pessoas. Segundo os moradores, as “Terras Caídas” são um fenômeno natural que se intensificou após a implantação das hidrelétricas no Rio Araguary e da bubalinocultura.

*Bailique* – O Arquipélago do Bailique é um distrito do município de Macapá, formado por oito ilhas (Bailique, Brigue, Curuá, Faustino, Franco, Igarapé do Meio, Marinheiro e Parazinho) situadas a cerca de 180 quilômetros da capital do Amapá. Cerca de 8 mil pessoas moram no distrito. Para chegar lá são mais ou menos 12 horas de viagem de barco. De lancha é mais rápido.

Debatedores– A comunidade do Bailique será representada na audiência pelo Presidente do Conselho Comunitário do Bailique, Paulo Mota Rocha. Também participam da reunião o Diretor Presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica, André Pepitone; a Diretora-Presidenta da ANA- Agência Nacional de Águas, Christianne Dias; o Procurador Chefe da República no Estado do Amapá, Pablo Luz De Beltrand; o Gerente do Departamento de Obras do Programa Luz Para Todos no Amapá – Eletronorte; os representantes das Usinas Hidrelétricas Ferreira Gomes e Cachoeira Energia; os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA), Admilson Moreira Torres e Valdenira Ferreira Dos Santos; e o professor da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Alan Cavalcanti Da Cunha.

Providências – Além da audiência, o deputado Camilo solicitou a criação de um grupo de estudos do Ministério da Ciência e Tecnologia para estudar o problema e arquivos de fotografias da região feitas por satélite, ilustrando uma linha do tempo com o avanço da erosão; requereu à Prefeitura de Macapá e ao Governo do Estado que forneçam água potável aos moradores das ilhas – já que está ocorrendo a salinização dos igarapés – e energia elétrica.

*Emendas* – O deputado Camilo Capiberibe destinou emenda de R$ 650 mil no orçamento deste ano para modernizar a cadeia produtiva do açaí, camarão e produção do óleo de pracaxi, a partir da atuação conjunta da EMBRAPA-AP com as moradoras da comunidade Limão do Curuá; e R$ 400 mil para reformar, reativar e aumentar a produção da fábrica de gelo – implantada no governo Camilo – de 2,5 toneladas para 10 toneladas diárias. Camilo se comprometeu de colocar, no próximo orçamento, recursos para construir uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou passarelas na comunidade de Itamatatuba, e para instalar geradores de energia em 7 comunidades do Arquipélago. O deputado pretende sensibilizar a Bancada Federal para ampliar o número de comunidades atendidas.

Comunidades com processo de certificação auxiliado pelo Governo do Amapá integrarão o maior território quilombola do estado

Comunidades dos municípios de Laranjal do Jari e Vitória do Jari, no extremo sul do Estado, deverão integrar o maior território quilombola do Amapá. Durante o mês de julho, o técnico Josemir Paixão, do setor de Comunidades Tradicionais da Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro) percorreu 20 comunidades na região, para auxiliar os moradores para o início do processo de certificação junto à Fundação Cultural Palmares (FCP).

Comunidades ficam em regiões remotas nos municípios de Laranjal e Vitória do Jari. Foto: Gabriel Penha.

Um total de 19 comunidades, cinco em Laranjal e 14 em Vitória do Jari, já fizeram o auto reconhecimento como remanescente, primeiro passo para a certificação. Toda a documentação, como atas de reuniões e relatórios fotográficos, será encaminhada à Fundação Palmares, órgão federal encarregado de emitir a Certidão de Autodefinição de Comunidade Remanescente de Quilombo e, desta forma, passa a reconhecer legalmente que aquela comunidade e o território que ocupa.

Políticas específicas

Com a certidão a comunidade quilombola passa a ter direitos e amparos legais assegurados pelos artigos 215 e 216 da Constituição Federal, que se referem à defesa e à valorização do patrimônio cultural brasileiro e afro-brasileiro e à obrigação do poder público em promover e proteger estes patrimônios culturais. Além destes normativos legais, também o artigo 68 do Ato das disposições constitucionais transitórias garante a propriedade definitiva de seu território aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras, além de políticas públicas específicas.
Fortalecimento

Para o secretário da Seafro, Joel Borges, com a certificação as comunidades terão um fortalecimento, tanto em termos de organização social quanto para o desenvolvimento através de políticas públicas, projetos e outras ações.

“A certificação é a legitimação. Estamos dialogando com a Fundação Palmares no sentido de agilizar esses processos no sentido e consolidar a criação do que será o nosso maior território quilombola”, argumenta o gestor.
Atualmente, o maior território quilombola do Amapá fica no município de Mazagão é composto pelas comunidades de Conceição do Maracá, Mari, Joaquina, Fortaleza e Laranjal do Maracá. Uma vez reconhecidas, as 19 comunidades da região sul se juntarão à comunidade de Tapeireira (Vitória do Jari), que já é certificada.

Pedro Ramos de Sousa: um doutor de verdade

*Por Marco Antônio Chagas – Professor da Unifap 

 

 

O genial Ariano Suassuna sempre ironizou o conhecimento dos ricos. Quem quiser entender um pouco mais o significado desse conceito procure o vídeo “Você já foi à Disney?, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=S4zTj2N9ns8.

Pois bem, Suassuna nos faz pensar sobre a “Elite do Atraso”, que em meu entender corresponde ao grupo de pessoas que já foram à Disney, incluindo a categoria que se autointitula “doutor”.

Não vou usar aqui o clichê de que doutor é quem defende tese, pois muitas delas, talvez a grande maioria, estejaempoeirada em uma biblioteca qualquer. Doutor é Ariano Suassuna, mas também são muitos anônimos que estão a nos ensinar os valores da vida e o que realmente importa para além da arrogância do conhecimento dos ricos, por vezes também acadêmico.

Dia 05 de agosto de 2021 a Universidade Estadual do Amapá fez história. Concedeu a Pedro Ramos de Sousa o primeiro título de Doutor Honoris Causa do Amapá. Pedro nunca foi à Disney, nem escreveu uma tese. Pedro simplesmente vez sua vida valer a pena. Pedro dedicou-se a organização dos trabalhadores rurais e extrativistas da Amazônia. Pedro, aos 80 anos, com saúde debilitada e sem assistência do Estado, continua na resistência ao lado dos movimentos socioambientais e fazendo as perguntas que nos faltam.

Em “Olhos d’água”, a escritora e doutora Conceição Evaristo nos aproxima do significado das perguntas que nos faltam ou do que realmente importa… “De que cor eram os olhos de minha mãe?”

Ariano Suassuna, Conceição Evaristo, Pedro Ramos de Sousa são personagens de um Brasil solidário, um Brasil do cuidado, um Brasil que nos afastamos pelo tempo das coisas fúteis e das certezas que nos isolam cada vez mais num mundo de saudades. E por falar em saudades, quem são seusdoutores?

Parabéns UEAP! Parabéns Doutor Pedro Ramos de Sousa!

*Marco Antônio Chagas é professor-doutor do programa de pós-graduação da Unifap e colaborador do blog 

 

 

Plano Estadual de Recursos Hídricos. Amapá lança edital para estudos técnicos das 39 bacias hidrográficas

 

O Governo do Amapá já disponibilizou o edital para contratação de empresa especializada para elaborar os estudos técnicos e o documento consolidado do Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH). O certame está sendo conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pela Procuradoria-Geral do Estado do Amapá (PGE).

No Amapá existem 39 bacias hidrográficas, sendo a maior delas a do rio Araguari, ainda a serem ajustadas com a nova base cartográfica homologada em 2019.

A elaboração do plano tem como base os conceitos tratados atualmente em dispositivos legais, planos e programas gerais de desenvolvimento ou específicos de recursos hídricos. O estudo a ser realizado também definirá os limites de cada bacia e as diretrizes para uso legal dos recursos hídricos em diversas atividades, principalmente, na área da agricultura.

No Amapá existem 39 bacias hidrográficas – sendo a maior delas a do rio Araguari -, ainda a serem ajustadas com a nova base cartográfica homologada em 2019. Neste processo existe também a expectativa para ampliar o envolvimento das comunidades na gestão racional e sustentável dos recursos hídricos, atendendo a demandas sociais crescentes, em razão dos conflitos de uso da água já existentes.

O processo licitatório ocorrerá no mês de setembro e a execução dos trabalhos se estenderá durante 12 meses.