Governo do Amapá intensifica limpeza do Canal do Beirol, em Macapá, para evitar alagamentos


Em uma ação conjunta voltada ao enfrentamento de alagamentos devido ao início da temporada de chuvas, o Governo do Estado atua na desobstrução de trechos do Canal do Beirol. Os trabalhos, iniciados na terça-feira, 17, seguem de forma contínua em diferentes pontos.

As atividades são conduzidas pela Secretaria de Estado do Transporte (Setrap), em parceria com a Defesa Civil, que realiza o monitoramento e, com base na previsão do tempo, identifica os pontos críticos da região. Dessa forma, os serviços são organizados e executados de maneira estratégica.

O trabalho conta com o apoio da Defesa Civil
O trabalho conta com o apoio da Defesa Civil
Foto: Adriano Monteiro/GEA

“Nós estamos atuando junto a outros órgãos estaduais na retirada de mato, entulho e lixo. Já conseguimos remover uma grande quantidade de resíduos daqui. Todo esse trabalho contribui para o fluxo natural da água e ajuda a evitar alagamentos, o nosso principal objetivo”, declarou o secretário adjunto de Gestão Técnica da Setrap, Benedito de Souza.

A Secretaria de Estado do Transporte já removeu cerca de 50 toneladas de lixo
A Secretaria de Estado do Transporte já removeu cerca de 50 toneladas de lixo
Foto: Divulgação/ Setrap

As equipes da Setrap contam com seis caçambas basculantes, uma escavadeira hidráulica, uma retroescavadeira e uma pá carregadeira, formando a chamada patrulha mecanizada. O maquinário permite a remoção e o descarte do material, facilitando o escoamento da água de forma natural e livre.

Já foram retiradas aproximadamente 50 toneladas de lixo do local em dois dias. As frentes de trabalho seguem na área, com planejamento adaptado de acordo com a identificação, pela Defesa Civil, de novos pontos com risco de precipitação intensa.

Antes das intervenções, o local estava cheio de mato
Antes das intervenções, o local estava cheio de mato
Foto: Divulgação/ Setrap
Os serviços continuaram nesta quinta-feira, 18
Os serviços continuaram nesta quinta-feira, 18
Foto: Adriano Monteiro/GEA

O Governo do Amapá orienta que, durante chuvas fortes, a população busque locais seguros. Caso haja situação de risco ou necessidade de socorro, o cidadão deve acionar imediatamente os números de emergência 190 ou 193 para atendimento das equipes de salvamento.

Os trabalhos, iniciados na terça-feira, 17, seguem de forma ininterrupta em diferentes pontos
Os trabalhos, iniciados na terça-feira, 17, seguem de forma ininterrupta em diferentes pontos

Governo do Amapá apresenta avanços e prioridades da gestão das Unidades de Conservação e biodiversidade em workshop


Governo do Amapá realizou, nesta terça-feira, 10, um workshop para apresentar os resultados da gestão das Unidades de Conservação (UCs) e da Floresta Estadual Flota do Amapá, referentes a 2025, além do planejamento estratégico para 2026. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), reuniu gestores, técnicos e parceiros institucionais.

Durante o encontro, foram apresentados os principais avanços na gestão ambiental. A secretária de Estado do Meio Ambiente, Taisa Mendonça, destacou que o fortalecimento das UCs é resultado de uma política integrada, baseada em planejamento, diálogo e valorização dos territórios protegidos com participação ativa dos moradores.

“O Governo do Amapá tem trabalhado para fortalecer a gestão das Unidades de Conservação com foco na participação social, na ciência e na valorização da biodiversidade. Este workshop é um espaço fundamental para avaliar os avanços, alinhar prioridades e planejar ações que garantam a proteção ambiental aliada ao desenvolvimento sustentável”, afirmou a secretária.

Taisa Mendonça, secretária de Estado de Meio Ambiente
Taisa Mendonça, secretária de Estado de Meio Ambiente
Foto: Gabriel Penha/GEA

O coordenador das Unidades de Conservação, Euryandro Costa, ressaltou o fortalecimento da governança e a consolidação de instrumentos essenciais à gestão participativa.

“Nos últimos anos, avançamos significativamente na gestão das unidades. Atualmente, gerenciamos cinco UCs, com conselhos gestores reativados e atuantes, além da implementação de políticas públicas na Floresta Estadual do Amapá e a RDS do Rio Iratapuru, que recebeu certificação no ‘Lista Verde’, que reforça a eficácia das políticas públicas ambientais e a participação ativa das comunidades locais”, destacou.

Euryandro Costa, coordenador de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade da Sema
Euryandro Costa, coordenador de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade da Sema
Foto: Gabriel Penha/GEA

Outro destaque foi o avanço no monitoramento da Reserva Biológica do Parazinho, a única UC de Proteção Integral sob a gestão estadual. As ações contam com parcerias do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e da Universidade Estadual do Amapá (Ueap), fortalecendo o monitoramento físico e biológico e contribuindo para o aprimoramento contínuo da gestão da área, considerada de grande relevância ambiental por estar localizada na foz do Rio Amazonas.

Avanços e Perspectivas para 2026
Entre os resultados positivos em 2025, a Flota do Amapá ressalta o fortalecimento da gestão participativa com a continuidade do Conselho Gestor, reativado em 2024, e o engajamento dos conselheiros, especialmente nas discussões relacionadas ao desenvolvimento econômico sustentável da área florestal no estado.

“A intensificação da participação do Conselho Gestor tem sido fundamental para avançarmos na gestão da Flota, sobretudo no fortalecimento das ações econômicas sustentáveis que beneficiam diretamente as comunidades e o estado. A regularização fundiária com a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), aguardada desde a criação da Flota, em 2006, reflete um salto gigantesco. A Sema em parceria com o Amapá Terras formalizou um Instrumento Normativo, realizou a coleta documental e atualmente executa vistorias nos lotes, etapa que antecede o encaminhamento do processo à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para finalização e entrega das CDRUs às comunidades”, declarou a chefe da Flota, Regina Carvalho.

Regina Carvalho, Chefe da Flota do Amapá
Regina Carvalho, Chefe da Flota do Amapá
Foto: Gabriel Penha/GEA

Outro ponto destacado foram as audiências públicas sobre a concessão florestal, consideradas estratégicas para impulsionar o desenvolvimento econômico, atrair investimentos, valorizar as comunidades locais e garantir a execução do plano de manejo da unidade. Além disso, foi implementado um projeto-piloto de manejo comunitário, em parceria com o município de Pedra Branca do Amapari, em área prevista no plano de manejo, promovendo a inclusão das comunidades no uso sustentável da floresta e na geração de renda.

Para 2026, o Governo do Amapá dará continuidade às ações prioritárias, como a manutenção dos conselhos gestores, a implementação de políticas públicas que beneficiem as áreas protegidas em consonância com a realidade dos moradores, especialmente as Áreas de Proteção Ambiental (APAs), incluindo a APA do Rio Curiaú.

Também estão entre as prioridades a estruturação física das unidades e o fortalecimento das ações voltadas à biodiversidade, com a elaboração da Estratégia e Plano de Ação Estadual para a Biodiversidade do Amapá – EPAEB, alinhado à Estratégia e Plano de Ação Nacional para a Biodiversidade – EPANB, aprovada em 2025, pelo Governo Federal. Com essas iniciativas, o Governo do Amapá reafirma o compromisso com a conservação ambiental, o uso sustentável dos recursos naturais e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção da biodiversidade amazônica.

Amapá registra primeira Unidade de Conservação subnacional do Brasil na Lista Verde Internacional


A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, localizada no município de Laranjal do Jari, no Sul do Amapá, conquistou um marco inédito para o estado e para o país ao ser certificada no Programa Lista Verde da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O Governo do Estado destaca que esta é a primeira unidade de conservação de gestão estadual do Brasil a integrar a lista internacional, reconhecida por elevados padrões de qualidade socioambiental e governança participativa.

O reconhecimento celebra a excelência da gestão da RDS, que alia conservação da biodiversidade, transparência, participação comunitária e geração de benefícios socioeconômicos. Para receber a certificação, a unidade passou por uma rigorosa avaliação de indicadores, análise de evidências e validação por um grupo independente de especialistas.

No Amapá, o processo foi conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), por meio da Coordenadoria de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade (CGUCBio), em parceria com comunidades locais, organizações sociais, como a Comaru e a Bio-Rio e instituições públicas e privadas. O percurso envolveu sistematização de documentos, visitas técnicas e diálogo permanente com o Grupo de Especialistas EAGL Brasil e com a UICN.

Fonte de água mineral na RDS do Rio Iratapuru
Fonte de água mineral na RDS do Rio Iratapuru
Foto: Israel Cardoso/GEA

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Taisa Mendonça, destaca que a certificação é um reconhecimento valoroso que enaltece o potencial do estado em sustentabilidade.

“Este reconhecimento nos coloca num patamar de alto nível, o Amapá está na vitrine global de modelo econômico sustentável, que alia desenvolvimento e proteção ambiental com uso responsável dos recursos naturais. Encerramos o ano de 2025 com mais uma grande conquista para o nosso estado”, comemorou Taisa.

Reconhecimento internacional

A conquista posiciona o Amapá como referência internacional em conservação da Amazônia, destacando o modelo estadual que combina proteção da floresta, uso sustentável dos recursos naturais e valorização da sociobiodiversidade. Também amplia o potencial de atrair investimentos, parcerias e cooperações técnicas, além de orientar outras áreas protegidas do país a buscar a certificação.

Equipe de profissionais técnicos da Sema
Equipe de profissionais técnicos da Sema
Foto: Divulgação/Sema

Reconhecida pela forte integração entre conservação ambiental e economia local, a RDS tem no manejo da castanha-do-Brasil sua principal atividade produtiva e um exemplo de desenvolvimento sustentável. A certificação reforça essa trajetória, ao valorizar o protagonismo das comunidades, fortalecer a governança interna e ampliar a capacidade de enfrentar desafios como mudanças climáticas, pressões territoriais e necessidades de infraestrutura.

Para o coordenador de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade da Sema, Euryandro Costa, o processo de certificação foi também um momento de aprimoramento técnico e político.

Euryandro Costa, coordenador de Gestão e Unidades de Conservação e Biodiversidade da Sema (à direita, camisa cinza)
Euryandro Costa, coordenador de Gestão e Unidades de Conservação e Biodiversidade da Sema (à direita, camisa cinza)
Foto: Divulgação/Sema

“O processo da Lista Verde foi uma oportunidade de olhar com mais profundidade para a gestão da RDS, reconhecendo fortalezas e organizando melhor desafios. O principal ganho é o fortalecimento da governança com as comunidades, valorizando o protagonismo local na proteção de um território que é referência em manejo da castanha-do-Brasil e em resistência da sociobiodiversidade amazônica”, destacou Costa.

A certificação inaugura uma nova etapa para a RDS do Rio Iratapuru, marcada pelo compromisso de manter e avançar nos padrões reconhecidos. Para o Amapá, reafirma a liderança ambiental do Estado; para a Amazônia, demonstra que é possível conciliar conservação, justiça social e desenvolvimento sustentável.

Equipe técnica da Sema em campo na RDS
Equipe técnica da Sema em campo na RDS
Foto: Divulgação/Sema

RDS do Rio Iratapuru

Criada em 1997, a RDS do Rio Iratapuru possui cerca de 806 mil hectares e abrange os municípios de Laranjal do Jari, Pedra Branca do Amapari e Mazagão. Gerida pela Sema e por um conselho gestor paritário, a unidade tem como missão conservar a biodiversidade e promover o uso sustentável dos recursos naturais, com orientação de seu Plano de Manejo.

Localizada no sudoeste do Amapá, integra um mosaico de áreas protegidas que inclui a FLOTA do Amapá, a ESEC do Jari e a Terra Indígena Wajãpi. É uma área de forte tradição extrativista, com destaque para a castanha-do-Brasil e o breu-branco, este último, envolvido em um contrato pioneiro de repartição de benefícios com a empresa Natura.

Desde 2012, faz parte do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) e, desde 2019, realiza monitoramento da fauna e da flora por meio do Programa Monitora, acompanhando borboletas frugívoras, mamíferos de médio e grande porte, aves cinegéticas e espécies arbóreas, integrando ciência e participação comunitária na gestão da biodiversidade.

Moradores, pesquisadores e equipe do Programa Monitora
Moradores, pesquisadores e equipe do Programa Monitora

Estamos preparando o Amapá para o novo momento do Petróleo


Na abertura do Oiapoque Energy 2025, nesta terça-feira, 2, o governador Clécio Luís destacou que o encontro, que reúne os principais atores dos segmentos de petróleo e energias renováveis, representa mais uma etapa de preparação do estado para a nova realidade econômica e integrar tanto a população quanto o setor empresarial ao processo de pesquisa e exploração da Margem Equatorial.

Clécio Luís reforça que o Amapá não será surpreendido pelo petróleo e já se prepara para a nova fase econômica
Clécio Luís reforça que o Amapá não será surpreendido pelo petróleo e já se prepara para a nova fase econômica
Foto: Max Renê/GEA

“Nós precisamos preparar o Amapá para este novo momento. Não será obra de uma pessoa só, mas de uma sociedade inteira, algo geracional. E nós não vamos perder tempo, não vamos esperar o petróleo nos pegar de surpresa. Queremos mostrar como, por exemplo, a população do Oiapoque pode se integrar neste projeto, seja através de empregos, seja através de empresas fornecendo produtos, insumos, mercadorias e outras coisas”, enfatizou Clécio Luís.

O governador já havia se reunido, há um mês, com empresários e representantes do setor produtivo local para iniciar a preparação do mercado do município. Com a aproximação de grandes investimentos, Oiapoque se consolida como um dos principais polos de desenvolvimento do extremo norte do estado, abrindo um novo ciclo de oportunidades econômicas e sociais.

Presidente da Associação Comercial e Industrial de Oiapoque, Lilma Campos
Presidente da Associação Comercial e Industrial de Oiapoque, Lilma Campos
Foto: Max Renê/GEA

“Hoje estamos no olhar do mundo. No passado, muitas pessoas não nos enxergavam com o respeito e a consideração que temos conquistado agora. Sempre lembro que, quando eu viajava, éramos rotulados de forma preconceituosa, o que não representava nossa identidade. Hoje, porém, somos vistos de maneira diferente, com reconhecimento e valorização. Agradeço a presença de cada um de vocês, que contribui para ampliar nosso conhecimento e fortalecer o nosso município”, afirmou a presidente da Associação Comercial e Industrial de Oiapoque, Lilma Campos.

Posicionando Oiapoque como a nova fronteira energética do Brasil, o encontro, que segue até esta quarta-feira, 3, debate oportunidades, desafios e perspectivas da atividade petrolífera na Foz do Rio Amazonas, que tem o município como base estratégica. Promovido pelo Governo do Amapá, o evento busca ampliar a visibilidade para novos investimentos e fortalecer a integração entre poder público, empresas e a comunidade.

Presidente da Câmara de Vereadores de Oiapoque, Guido Mecânico
Presidente da Câmara de Vereadores de Oiapoque, Guido Mecânico
Foto: Max Renê/GEA

“Muitas mãos contribuíram para construir este evento, que reúne autoridades e representantes nacionais e internacionais em nosso município. Isso mostra a grandiosidade do que está acontecendo aqui. Parabenizo o senhor por apoiar uma iniciativa desse porte, que precisa se repetir com frequência. Só agora começamos a compreender a dimensão do processo em curso no nosso município”, destacou o presidente da Câmara de Vereadores, Guido Mecânico.

O “Oiapoque Energy 2025” é coordenado pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá) e atraiu autoridades e lideranças federais, estaduais e municipais, além de representações nacionais do setor de petróleo e do setor energético. Entre os convidados, estiveram presentes Eloy Casagrande, pesquisador e especialista em transição energética da Pontifícia Universidade Católica (PUC), e Natália Mourão, gerente de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).

Carlos Agenor, do Ministério de Minas e Energia, apresenta panorama da política energética nacional no Oiapoque Energy 2025
Carlos Agenor, do Ministério de Minas e Energia, apresenta panorama da política energética nacional no Oiapoque Energy 2025
Foto: Max Renê/GEA

O momento ainda contou com a palestra do diretor do Departamento de Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), Carlos Agenor, que abordou o tema “A Política Energética Nacional e a Importância da Margem Equatorial e dos Projetos Petrolíferos no Estado do Amapá”.

A ação dá continuidade ao “Welcome to Amapá: a nova fronteira do petróleo”, realizado na segunda-feira, 1º, durante a chegada do primeiro voo da rota direta entre Macapá e Rio de Janeiro. Na ocasião, uma delegação formada por 30 empresários do setor desembarcou no estado e seguiu para Oiapoque, onde participa da programação realizada no Fórum da Comarca.

Evento marca mais uma etapa de preparação do Amapá para o novo ciclo energético
Evento marca mais uma etapa de preparação do Amapá para o novo ciclo energético
Foto: Max Renê/GEA
Representantes nacionais do setor de petróleo e energias renováveis participam do evento no Fórum da Comarca do Oiapoque
Representantes nacionais do setor de petróleo e energias renováveis participam do evento no Fórum da Comarca do Oiapoque

Estande do Amapá na COP30 atrai grande público com painéis temáticos sobre meio ambiente e inovação

Visitantes acompanham os painéis temáticos sobre inovação, sustentabilidade e pesquisa no estande do Amapá, um dos espaços mais movimentados da COP30.

Estado mais preservado do Brasil e o único, além do Pará, a expor na COP30, o Amapá se destaca no maior evento global sobre clima. Nesta segunda-feira, 10, o estande amapaense recebeu grande público, entre investidores, pesquisadores, empreendedores e estudantes, para acompanhar painéis temáticos que abordaram pesquisa acadêmica, negócios inovadores e os desafios e oportunidades da sustentabilidade.

As apresentações foram conduzidas por instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Amapá (Unifap), o Instituto Federal do Amapá (Ifap) e a Universidade do Estado do Amapá (Ueap), além de startups inovadoras, como Orçamais, Vitrum, Amazon Pororoca e Néctar Amazônia, que compartilharam boas práticas e soluções sustentáveis desenvolvidas no estado.

Representantes da Unifap, Ifap, Ueap, Embrapa e startups amapaenses apresentam soluções tecnológicas e sustentáveis desenvolvidas no estado
Representantes da Unifap, Ifap, Ueap, Embrapa e startups amapaenses apresentam soluções tecnológicas e sustentáveis desenvolvidas no estado
Foto: Max Renê/GEA

“Esse estande funciona como uma grande vitrine, mostrando nossas potencialidades e os projetos positivos já implementados no estado. Amanhã, na abertura oficial, apresentaremos também nosso plano de socioeconomia, que pretende potencializar essas iniciativas com a atração de novos investimentos”, afirmou Wellington Bringel, procurador de Estado do Meio Ambiente.

Procurador de Estado do Meio Ambiente, Wellington Bringel
Procurador de Estado do Meio Ambiente, Wellington Bringel
Foto: Moema Cambraia/GEA

Os agricultores florestais Luciney Marçal, de 44 anos, e Riviane Amorim, de 35 anos, do município de Santa Bárbara, na Grande Belém, vieram ao Parque da Cidade, na Zona Verde, participar da COP direto ao estande do Amapá. Luciney explicou que eles trabalham com agricultura florestal e destacaram que acharam interessante a relação dos temas abordados nos painéis com sua atividade:

“Trabalhamos com agricultura florestal. Curiosamente, os temas abordados foram relacionados a isso: a produção dos produtos da floresta, como castanha e açaí, a relação que o impacto climático está causando na queda da produção, e as estratégias que as universidades e o governo vêm desenvolvendo junto às famílias para que isso possa ser superado e mitigado. Muito interessante”, afirmou Marçal.

Os agricultores florestais Luciney Marçal e Riviane Amorim
Os agricultores florestais Luciney Marçal e Riviane Amorim
Foto: Max Renê/GEA

O professor de engenharia química da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), Antônio Pessoa da Silva, que participou como palestrante em dois painéis, explicou que a diversidade de temas abordados convergem em um só objetivo: a aplicação real de ferramentas inovadoras para promover qualidade de vida às pessoas.

“E eles se relacionam porque a gente está trazendo melhoria de vida para as pessoas. Eu acho que nossa função como instituição de pesquisa é transformar a vida da gente. As pessoas, levando tecnologia, levando dignidade, para que a gente tenha uma sociedade muito mais próspera e sustentável”, explicou Silva.

Professor da Ueap, Antônio Pessoa da Silva
Professor da Ueap, Antônio Pessoa da Silva
Foto: Max Renê/GEA

A COP da Amazônia

A  30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) inicia nesta segunda-feira, 10, e segue até 21 de novembro de 2025, em Belém, no Pará. Realizada pela primeira vez na Amazônia, a COP30 deve reunir lideranças mundiais, cientistas, representantes de governos, empresas, organizações e sociedade civil para discutir soluções concretas diante da crise climática. A presença robusta do Amapá simboliza o fortalecimento da região no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.

Com cerca de 73,5% do território sob proteção ambiental, incluindo unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas, o Governo do Estado pretende mostrar que é possível unir conservação ambiental, inovação e desenvolvimento social.

A iniciativa é resultado de um esforço conjunto de órgãos estaduais, como as fundações de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Fundação Marabaixo), o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), e as Secretarias de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec), Cultura (Secult), Meio Ambiente (Sema), Planejamento (Seplan), Povos Indígenas (Sepi), Juventude (Sejuv), Educação (Seed), de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Amapá Internacional) e a Agência de Desenvolvimento Econômico (Agência Amapá), que atuam de forma integrada na elaboração e apresentação de projetos.

Espaço reúne iniciativas do Governo do Estado, instituições de pesquisa e empreendedores locais
Espaço reúne iniciativas do Governo do Estado, instituições de pesquisa e empreendedores locais

Na abertura da COP30, Alcolumbre diz que Brasil tem contribuído de forma efetiva para a proteção do meio ambiente

O presidente do Senado citou seu estado, o Amapá, como exemplo de preservação ambiental, com mais de 97% do território conservado

De volta a Belém (PA), desta vez para a abertura da 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30), o presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou, nesta segunda-feira (10), que o Brasil tem contribuído de forma efetiva para a proteção do meio ambiente. Ele citou o caso de seu estado, o Amapá, considerado líder nacional em preservação ambiental e pioneiro em projetos que aliam desenvolvimento socioeconômico e cuidado com a natureza.

O senador esteve na capital paraense na última quinta e sexta-feira, quando participou da Cúpula de Líderes. “Sem dúvida, o Brasil é exemplo para o mundo: reduzimos em 50% o desmatamento da Amazônia nos últimos três anos, ampliamos o uso de biocombustíveis, energia solar e energia eólica, e lançamos o Fundo Florestas Tropicais para Sempre. E o Amapá tem se destacado não apenas por ter mais de 97% de seu território preservado, mas por ser pioneiro em projetos que conciliam desenvolvimento socioeconômico e preservação ambiental, como o Plano Estadual de Sociobioeconomia, o Atlas Solar e o futuro Atlas Eólico, todos voltados à geração de energia limpa, renda e emprego”, destacou.

Alcolumbre lembrou ainda que o Amapá possui 73,5% de sua área sob proteção ambiental, entre unidades de conservação, terras indígenas e comunidades quilombolas, e mantém taxa zero de desmatamento. “Temos saldo de carbono negativo: retiramos da atmosfera todo o dióxido de carbono que emitimos e ainda absorvemos mais de dez milhões de toneladas adicionais por ano. O Amapá é um dos maiores sumidouros de carbono do planeta”, afirmou.

O presidente do Senado estava acompanhado dos senadores Chico Rodrigues (PSB-RR), Daniella Ribeiro (PP-PB), Fabiano Contarato (PT-ES), Humberto Costa (PT-PE), Sergio Petecão (PSD-AC), Wellington Fagundes (PL-MT), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alessandro Vieira (MDB-SE) e Marcelo Castro (MDB-PI).

_Margem Equatorial_

O parlamentar amapaense lembrou ainda que o Brasil descobriu recentemente o que chamou de “nova fronteira da esperança”, a Margem Equatorial — região de grande potencial de petróleo e gás, localizada no litoral Norte e Nordeste do país, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. Segundo o senador, diferentemente de outros países, o Brasil fará essa exploração de forma responsável, com base na ciência e no respeito ao meio ambiente.

“Como disse o presidente Lula, não é possível abrir mão desses recursos ainda, mas é fundamental aproveitá-los de forma sustentável. É exatamente isso que estamos fazendo. Porque a renda da Margem Equatorial é que vai manter a floresta em pé. São esses royalties que vão financiar a transição energética, reduzir desigualdades e levar desenvolvimento sustentável ao Amapá, à Amazônia e a todo o Brasil”, ressaltou o chefe do Legislativo.

Alcolumbre voltou a defender que ciência e natureza devem caminhar lado a lado, afirmando que “progresso e floresta não são opostos, são aliados”. “O Amapá não deve nada a ninguém. O Amapá mostra, com resultados concretos, que o desenvolvimento sustentável não é discurso, é prática. É a prova viva de que é possível preservar e, ao mesmo tempo, gerar riqueza, emprego e dignidade para quem vive na floresta”, concluiu.

Governo do Amapá apresentará projetos de sustentabilidade que fortalecem as potencialidades do estado durante a COP-30

Na COP-30, o Amapá vai destacar iniciativas que reforçam o potencial sustentável e inovador do estado

Durante a COP-30, o Governo do Amapá destacará iniciativas que reforçam o potencial sustentável e inovador do estado. No estande, diversas instituições e startups irão expor pesquisas, tecnologias e produtos que promovem o desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade e à preservação ambiental.

Serão apresentados três projetos estratégicos: Rastreabilidade para a Cadeia Produtiva do Açaí no Amapá, Centro de Pesquisa e Treinamento em Manejo Florestal e o Parque Tecnológico Foz do Rio Amazonas, atualmente em fase de obras.

“Os projetos foram pensados para fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento econômico do estado”, ressaltou Marcos Marques, coordenador de Políticas e Estratégias da Setec.

Segundo ele, a participação do Amapá na COP-30 é uma oportunidade de mostrar ao mundo como o estado tem investido em inovação sustentável e valorizado os recursos naturais de forma responsável.

“O Amapá possui mais de 90% do seu território coberto por florestas preservadas, e queremos transformar essa vocação em oportunidades concretas para nossa população, por meio da ciência, tecnologia e bioeconomia”, destacou.

O projeto de rastreabilidade do açaí visa modelar uma plataforma digital de rastreabilidade e autoavaliação ESG (Environmental, Social and Governance) para a cadeia produtiva do fruto no Amapá. A solução utilizará tecnologias como georreferenciamento, integração com bases públicas (como CAR e Sinaflor) e validação documental.

Já o Centro de Pesquisa e Treinamento em Manejo Florestal será dedicado ao manejo sustentável da floresta amazônica, promovendo o desenvolvimento econômico aliado à conservação ambiental. O espaço visa impulsionar o uso sustentável dos recursos florestais e fortalecer a bioeconomia amapaense.

Por fim, o Parque Tecnológico Foz do Rio Amazonas promete ser um marco para o desenvolvimento científico e tecnológico do Amapá. O complexo reunirá universidades, startups, empresas e instituições de pesquisa em um ambiente colaborativo voltado à inovação e à economia verde.

A presença do Amapá na COP-30 reforça o compromisso do estado com a sustentabilidade, a conservação ambiental e o desenvolvimento de uma economia baseada no conhecimento e na valorização dos biomas amazônicos. Com essas iniciativas, o Amapá consolida a vocação como um território que alia preservação, tecnologia e inclusão produtiva, contribuindo de forma efetiva para o debate global sobre sustentabilidade.

Os projetos estratégicos foram pensados para fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento econômico do estado
Os projetos estratégicos foram pensados para fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento econômico do estado

Cristiane Ramos é nomeada para a chefia-geral da Embrapa Amapá

A pesquisadora assume o cargo no dia 1º de janeiro de 2026

A pesquisadora Cristiane Ramos de Jesus assume, a partir de 1º de janeiro, a chefia-geral da Embrapa Amapá. Pela primeira vez, uma mulher ocupará o cargo máximo do centro de pesquisa, inaugurando uma fase de gestão com foco na territorialidade amazônica. “Vivemos um momento histórico. A Embrapa Amapá é formada por um mosaico de profissionais de várias regiões do país, e queremos fortalecer esse capital humano com diálogo e colaboração”, afirma Cristiane. Ela foi aprovada em processo interno de seleção. A nomeação foi publicada no Boletim de Comunicações Administrativas (BCA) da Embrapa, publicado no dia 3 de novembro. O mandato é de dois anos, renovável por igual período.

Gaúcha de Porto Alegre, Cristiane é graduada em Ciências Biológicas, possui mestrado em Biologia Animal e doutorado em Agronomia (Fitotecnia). A pesquisadora ingressou na pesquisa da Embrapa Amapá em 2005 na condição de bolsista custeada pelo CNPq e Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Setec). Na época, ela fez parte da equipe pioneira em pesquisas com mosca-da-carambola, praga quarentenária presente no extremo norte do país.

Encerrado o período como bolsista, Cristiane já adaptada ao Amapá e otimista com as perspectivas de desenvolvimento do estado, ingressou no quadro de professores do curso de Engenheira Florestal e Engenharia de Pesca da Universidade do Estado do Amapá (UEAP). Dois anos depois, em novembro de 2010 Cristiane retornou à Embrapa Amapá, agora como pesquisadora concursada. Exerceu o cargo de chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento de fevereiro 2021 a julho 2025, quando se desincompatibilizou para concorrer ao cargo de chefe-geral.

Defesa fitossanitária, bioeconomia e agricultura familiar

Entre os principais eixos estratégicos de sua gestão, ela anuncia o fortalecimento do protagonismo da Embrapa Amapá em defesa fitossanitária, com foco no enfrentamento de pragas quarentenárias presentes como a vassoura-de-bruxa da mandioca e a mosca-da-carambola, em articulação com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); inovação social e tecnológica associada à bioeconomia de produtos da sociobiodiversidade, e desenvolvimento da agricultura familiar.  “A defesa sanitária é estratégica, tanto para proteger nossa biodiversidade quanto para garantir os mercados agropecuários brasileiros”, diz Cristiane.

A nova gestora pretende ampliar o impacto das pesquisas e transferência de tecnologias da Embrapa no desenvolvimento sustentável do Amapá e do estuário amazônico. “Nosso desafio é desenvolver inovações para uma agricultura de baixo impacto ambiental, resiliente às mudanças climáticas, que gere inclusão produtiva e promova o desenvolvimento regional”, destaca.

Cristiane propõe uma reorganização dos núcleos temáticos da Unidade, com foco em tecnologias sustentáveis para terras inundáveis, como manejo de açaizais nativos, boas práticas na extração de óleos e pesca do camarão-da-Amazônia; tecnologias para terra firme; e para o ambiente de cerrado amapaense.

A pesquisadora pretende criar um Centro de Inteligência e Apoio a Negócios, ampliando a inserção da Unidade no ecossistema de inovação do estado do Amapá. Entre as metas estão formalizar parcerias com instituições de pesquisa, ensino e desenvolvimento. “O Amapá pode se tornar um modelo de desenvolvimento rural sustentável, combinando empreendedorismo com justiça social”, afirma Cristiane.


Núcleo de Comunicação Organizacional/
Embrapa Amapá

Transição energética é essencial para o futuro do Brasil e do planeta, afirma o presidente Davi, na Cúpula de Líderes

No segundo dia da Cúpula de Líderes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), destacou, nesta sexta-feira (7), que a transição energética é um dos maiores desafios e oportunidades da atualidade, não apenas para o Brasil, mas para o mundo.

Durante a sessão temática “Transição Energética”, Alcolumbre ressaltou que o Brasil exerce papel estratégico na produção de energia limpa e na preservação ambiental e citou o exemplo da Região Norte do Brasil, especialmente o Amapá, como referência em sustentabilidade.

O presidente do Senado lembrou que o Amapá é o estado mais preservado do Brasil, com cerca de 95% de sua vegetação original intacta. Além disso, é considerado carbono negativo já que sua vasta área florestal preservada absorve mais dióxido de carbono da atmosfera do que emite. “Somos, sim, um modelo de equilíbrio entre desenvolvimento e conservação ambiental”, afirmou o parlamentar amapaense.

Em relação à produção de energia limpa, Alcolumbre é um dos maiores defensores da medida para o Brasil. Inclusive, o senador tem lutado há anos pela pesquisa sobre exploração da energia eólica no Amapá. Ele tem atuado na linha de frente na busca por evolução na descoberta do potencial eólico de seu estado. Para o parlamentar, a transição energética é uma oportunidade de conciliar crescimento econômico e justiça climática, promovendo inovação, geração de empregos e autonomia energética.

“O potencial eólico e solar de nosso estado é algo real e temos trabalhado incansavelmente para darmos esse grande passo para o desenvolvimento econômico do estado e do país”, disse Davi. Durante o mesmo painel, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a criação de um fundo com recursos provenientes da exploração de combustíveis fósseis, como forma de financiar a transição para uma matriz energética mais limpa.

A COP30, que ocorre em Belém (PA) entre 10 e 21 de novembro, é o maior evento global da ONU sobre mudanças climáticas e reúne líderes mundiais em torno de um objetivo comum: encontrar caminhos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e acelerar a transição para fontes renováveis de energia.

Redução histórica de focos de queimadas em 2025 reforça eficácia das ações preventivas do Governo do Amapá

As ações integradas de combate e prevenção às queimadas no Amapá resultaram em uma expressiva redução no número de focos de incêndios registrados em 2025. De acordo com levantamento realizado pelo Corpo de Bombeiros (CBM-AP), com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram contabilizados 387 focos até o dia 29 de outubro de 2025. Em 2024 o ano fechou com 2.014 focos e, em 2023, foram 2.552 registros.

Para o Governo do Amapá, os resultados de 2025 refletem o comprometimento das forças de segurança e dos órgãos ambientais com a preservação do patrimônio natural do estado. resultando no fortalecimento das estratégias de monitoramento, fiscalização e sensibilização realizadas em todo o estado.

“Esse avanço é fruto do trabalho conjunto entre nossas equipes de campo. Estamos mostrando que investir em prevenção, tecnologia e conscientização gera resultados concretos e protege vidas, comunidades e o meio ambiente”, afirmou Cézar Vieira, gestor da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Ainda segundo os dados de 2025, foram registradas 265 ocorrências de combate direto a incêndios florestais e 1.214 ações preventivas, como palestras, instruções e atividades educativas. As iniciativas alcançaram um público estimado em 21.365 pessoas, ante 13.990 no ano passado.

Foram contabilizados 387 focos até o dia 29 de outubro de 2025. Número é considerado baixo comparado com os dados de 2023 e 2024
Foram contabilizados 387 focos até o dia 29 de outubro de 2025. Número é considerado baixo comparado com os dados de 2023 e 2024
Foto: Divulgação/CBM-AP

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Pelsondré Martins, a ampliação das atividades de educação ambiental, investimentos e a atuação da Operação Amapá Verde têm sido os principais fatores para a redução dos focos, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade.

“O Governo do Amapá tem trabalhado de forma integrada e permanente para proteger o meio ambiente e garantir a segurança da população. Os resultados alcançados são fruto de investimentos contínuos, do fortalecimento das ações educativas e da presença constante das equipes da Operação Amapá Verde em todo o estado. Essa atuação conjunta tem sido essencial para reduzir os focos de queimadas, principalmente nas áreas mais vulneráveis”, destacou o comandante do CBM-AP.

Trabalho preventivo da ’Amapá Verde’ visita moradores levando instruções sobre o perigo das queimadas durante a estiagem
Trabalho preventivo da ’Amapá Verde’ visita moradores levando instruções sobre o perigo das queimadas durante a estiagem
Foto: Divulgação/CBM-AP

Operação Amapá Verde 

A “Amapá Verde”, que iniciou em 21 de agosto e segue até dezembro deste ano, ou até o fim do período de estiagem, objetiva fortalecer a presença dos militares em campo, reforçando tanto o combate quanto a conscientização das pessoas das localidades, de forma a proteger vidas, propriedades e o meio ambiente. Ao todo, a operação será composta por 12 ciclos, com trocas de equipes a cada 10 dias.

A operação conta com bases instaladas em Laranjal do Jari, Mazagão, Ferreira Gomes, Pedra Branca, Tartarugalzinho, Amapá e Itaubal, cobrindo áreas estratégicas onde há maior incidência de queimadas.

″Amapá Verde″ deve acontecer até dezembro, quando geralmente ameniza o período de estiagem
″Amapá Verde″ deve acontecer até dezembro, quando geralmente ameniza o período de estiagem
Foto: Divulgação/CBM-AP

Cuidados no período da estiagem

O período de estiagem e o calor do verão amazônico aumentam o risco de queimadas e incêndios florestais, além de intensificar problemas respiratórios causados pela fumaça. Para proteger a saúde das pessoas, o meio ambiente e a segurança das comunidades, o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá orienta:

  • Evite atear fogo em lixo, terrenos baldios ou áreas de vegetação;
  • Em propriedade urbana ou rual, não faça queimadas para limpeza de terrenos. A prática é proibida e pode gerar multas e responsabilização criminal;
  • Procure meios seguros e legais para descarte de resíduos. Evite jogar vidro e metal em vias públicas, pois com o calor intenso, esses materiais podem concentrar a luz solar e iniciar focos de fogo;
  • Não jogue bitucas de cigarro às margens de rodovias e terrenos;
  • Hidrate-se bastante e mantenha os ambientes arejados;
  • Proteja crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, pois são os mais afetados pela fumaça;
  • Em caso de fogo ou fumaça suspeita, ligue imediatamente para o 193.

Gestores da Amazônia trocam experiências sobre clima e biodiversidade no Encontro Regional do ICLEI Brasil, em Macapá


Gestores, especialistas e representantes de organizações da sociedade civil participaram, nesta terça-feira, 7, de um dos momentos mais ricos de troca de experiências do 4º Encontro Regional Amazônico do ICLEI Brasil, realizado no Museu Sacaca, em Macapá.

O painel “Clima e Biodiversidade: Ações Integradas para o Desenvolvimento Urbano Sustentável na Amazônia” reuniu lideranças da região para debater estratégias conjuntas e fortalecer políticas ambientais em nível local.

Moderado por Hugo Salomão, Senior Fellow do ICLEI para a COP30, o encontro destacou a importância da cooperação entre os municípios amazônicos para alcançar resultados efetivos nas agendas de clima e biodiversidade.

“Essas discussões são fundamentais para que os governos subnacionais assumam protagonismo e avancem em políticas que conciliem desenvolvimento urbano e conservação ambiental”, afirmou o mediador.

O painel foi Moderado por Hugo Salomão, Senior Fellow do ICLEI para a COP30
O painel foi Moderado por Hugo Salomão, Senior Fellow do ICLEI para a COP30
Foto: Ruan Alves/ Gea

Durante o painel, cada representante apresentou projetos de grande relevância ambiental desenvolvidos nas cidades onde moram, evidenciando como ações locais podem gerar impactos positivos na Amazônia.

Entre os participantes estiveram Juliana Nobre, secretária de Meio Ambiente de Belém; Isac Braz da Cunha, presidente da Fundação de Meio Ambiente de Palmas; Rafael Oliveira, secretário de Meio Ambiente de Altamira; Francine Xavier, diretora do Instituto Comida do Amanhã; e Luciano Frontelle, diretor executivo da Plant-for-the-Planet Brasil.

O Governo do Amapá, um dos principais apoiadores da COP30, vem fortalecendo a atuação em políticas voltadas ao meio ambiente e à sustentabilidade. O Estado terá participação expressiva no evento mundial, consolidando-se como referência em políticas ambientais na Amazônia.

O diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva, destacou que o apoio à agenda climática é prioridade para o Governo do Estado.

“O Amapá tem investido em ciência, inovação e sustentabilidade para garantir um futuro mais equilibrado e resiliente. Essa integração entre os estados da Amazônia Legal é essencial para que avancemos com políticas baseadas em evidências e resultados concretos”, pontuou Gutemberg.

Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva,
Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva,
Foto: Ruan Alves/ Gea

A coordenadora de Relações Institucionais e Advocacy do ICLEI América do Sul, Bianca Cantoni, agradeceu o apoio do Governo do Amapá na realização do encontro e ressaltou a importância da iniciativa para a região.

“O Amapá tem sido um parceiro fundamental do ICLEI, abrindo espaço para que o debate sobre sustentabilidade e clima ganhe força na Amazônia. Esse evento é uma prova de que a cooperação entre governos locais pode transformar realidades”, afirmou Bianca.

coordenadora de Relações Institucionais e Advocacy do ICLEI América do Sul, Bianca Cantoni,
coordenadora de Relações Institucionais e Advocacy do ICLEI América do Sul, Bianca Cantoni,
Foto: Ruan Alves/ Gea

O diretor executivo da Plant-for-the-Planet Brasil, Luciano Frontelle, também reforçou o papel do diálogo entre gestores para acelerar as transformações sustentáveis na Amazônia.

“A troca de experiências entre os estados e municípios é essencial para que possamos construir soluções integradas. O futuro da Amazônia depende dessa união de esforços em prol do meio ambiente e das pessoas que vivem nele”, destacou.

Diretor executivo da Plant-for-the-Planet Brasil, Luciano Frontelle
Diretor executivo da Plant-for-the-Planet Brasil, Luciano Frontelle
Foto: Ruan Alves/ Gea

O evento segue até esta quarta-feira, 8, no Museu Sacaca, quando serão consolidados os compromissos e perspectivas para o fortalecimento da agenda sustentável na região.

Seminário Economia do Mar reúne especialistas do setor de petróleo no Sebrae


O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae), o Governo do Estado do Amapá (GEA) e a Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (Abeemar) realizam a 4ª edição nacional do Seminário Economia do Mar (SEM). A abertura do evento ocorreu no Salão de Eventos Macapá, na sede do Sebrae, , nesta terça, 30 de setembro e encerra programação nessa quarta, 1º de outubro, das 8h às 12h e das 14h às 18h. O seminário discute estratégias sustentáveis voltadas ao desenvolvimento das regiões costeiras, com temas relacionados à construção naval, geração de energia, pesca, turismo, cultura, infraestrutura portuária, marinas e saneamento. 

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Amapá (CDE), Josiel Alcolumbre, ressaltou a relevância histórica da participação do estado na 4ª edição nacional do Seminário Economia do Mar. Pela primeira vez, o Amapá integra oficialmente o calendário nacional da chamada “Economia Azul”, que também contempla a “Economia Verde” voltada à gestão sustentável dos rios, lagos e igarapés.

Ele, destacou que grande parte da população amapaense ainda desconhece o vasto potencial econômico desses recursos hídricos, e que o evento representa um marco para ampliar essa compreensão. “Enquanto se fala muito de petróleo, mineração e manejo florestal, esquecemos que há um setor gigantesco e promissor que pode gerar novos CNPJs, fomentar negócios e ampliar a geração de empregos”, afirmou o presidente, Josiel Alcolumbre.

O governador do Amapá, Clécio Luís, enfatizou a importância da parceria entre o Governo e Sebrae, na articulação política e técnica que tem sido fundamental para inserir o Amapá em discussões nacionais sobre o potencial econômico do mar e das águas interiores; também evidenciou que o estado possui uma localização estratégica, com dois grandes domínios, o amazônico, marcado pela presença do Rio Amazonas e influência até a região das Guianas e o oceânico, banhado pelo Oceano Atlântico.

“Essa geografia singular oferece uma série de oportunidades econômicas ligadas à fauna, flora, manguezais, captura de carbono, liberação de oxigênio e ao banco pesqueiro considerado um dos maiores do Brasil”, explicou o governador, Clécio Luís.

De acordo com o presidente da Transpetro, subsidiária de transporte e logística da Petrobras, Sérgio Bacci, a iniciativa é fundamental diante da iminente exploração da Margem Equatorial. Para ele, embora a indústria do petróleo envolva grandes players como Petrobras e Transpetro, o papel das micro e pequenas empresas é igualmente essencial para dar suporte às etapas de exploração, prospecção e produção.

“Organizar e preparar esses empreendedores locais é estratégico. A indústria do petróleo é de longo prazo, não traz resultados imediatos, mas exige planejamento e estrutura. As empresas precisam estar capacitadas para atender à demanda e participar efetivamente dessa cadeia produtiva”, disse Sérgio Bacci.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Rio de Janeiro, Robson Carneiro, relatou que o Sebrae tem um papel essencial no fomento às micro e pequenas empresas, que serão protagonistas nesse novo ciclo de desenvolvimento e que o Seminário da Economia do Mar está totalmente alinhado com esse momento, especialmente no Amapá, onde existe um grande potencial de geração de emprego e prosperidade.

“Com a liderança do presidente Josiel Alcolumbre, o Sebrae fortalece ainda mais essa agenda. Tenho certeza de que este evento trará debates e aprendizados valiosos, contribuindo para que a população compreenda e participe ativamente dessa fase de crescimento, impulsionada por setores como petróleo, gás e economia azul”, disse, Robson Carneiro.

Para o presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (Abeemar), João Azeredo, o Amapá foi pensado como sede estratégica para o evento pela relevância da Margem Equatorial na matriz energética brasileira e pelo potencial que a região representa para a geração de emprego, renda e desenvolvimento social; e que o seminário é uma oportunidade de discutir como o estado pode avançar na exploração de petróleo e ampliar a capacidade energética sem abrir mão da sustentabilidade e da preservação da biodiversidade.

“É possível, sim, conciliar desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental. Podemos explorar nossos recursos de forma consciente, garantindo que a geração de riqueza venha acompanhada de inclusão social e proteção dos nossos ecossistemas”, afirmou o presidente da Abeemar, João Azeredo.

Painéis

A programação foi estruturada em painéis temáticos ao longo do dia. Pela manhã, o primeiro painel abordou “O papel da Margem Equatorial para adição e segurança energética na soberania nacional”, com apresentações do presidente do CDE/Sebrae, Josiel Alcolumbre; do diretor executivo de exploração e produção do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Cláudio Nunes; do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci; e do presidente da Companhia Docas de Santana, Edival Cabral Tork. A moderação ficou a cargo do presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), Wanderberg Pitaluga.

Na sequência, o segundo painel da manhã teve como tema “Oportunidades da Economia Azul: Desenvolvimento Econômico e Empregos”. A moderação foi conduzida pelo vice-governador do Estado do Amapá, Antônio Teles Júnior, e contou com a participação do subsecretário de Energia da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, Sérgio Coelho; do diretor de atração de investimentos da Agência Amapá, Antônio Batista; e do professor da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e vice-líder do grupo de pesquisa Petrofoz, Charles Chelala.

Durante a tarde, o painel “Inovação e Sustentabilidade: Boas Práticas Aplicadas aos Ecossistemas Marítimos e Fluviais” foi conduzido pelo presidente da Abeemar, João Azeredo. Participaram como painelistas a CEO da Amazon Pororoca, Vanda Maria Nunes; o presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e da Associação Amapaense de Tecnologia (Amapatec), Lindomar Góes; o CEO da startup Unit Carbon, Weverton Nelluty; o presidente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTM), Claudio Gimenez; e o conselheiro do Sebrae, Geraldo Pimenta.

Encerrando a programação, o último painel da tarde teve como tema “Políticas Públicas para os Municípios Costeiros: Planejamento, Royalties e Certificação Selo Azul Cidades Costeiras”. Os painelistas foram o superintendente de portos, terminais e assuntos nucleares da Secretaria de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, João Leal; o chefe de gabinete da presidência do Sebrae no Rio de Janeiro, Renato Regazzi; o ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá, José Orlando; o subsecretário de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro/RJ, Sérgio Coelho; e novamente o presidente do ICTM , Cláudio Gimenez.

Lançamento

Durante o evento, foi realizado o lançamento da obra Economia Azul e Cidades: Uma Introdução, organizada por Tomas Alvim e Rinaldo Gama. Este livro pioneiro e de caráter multidisciplinar reúne renomados especialistas que exploram reflexões e estratégias sobre como a economia azul pode impulsionar a transformação de cidades costeiras e ribeirinhas, tornando-as mais sustentáveis, resilientes e inovadoras. Os autores Robson Carneiro e Renato Regazzi, estiveram presentes e autografaram exemplares, marcando o momento com grande entusiasmo e prestígio.

Especialistas

Estiveram presentes na abertura da 4ª edição nacional do Seminário Economia do Mar (SEM), o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae CDE/Sebrae, Josiel Alcolumbre; o superintendente em exercício do Sebrae no Amapá, Marcell Harb; a diretora técnica do Sebrae no Amapá, Suelem Amoras; o vice-presidente do CDE/Sebrae, Jurandil Juarez; o governador do Estado do Amapá/AP, Clécio Luís; o vice-governador, Antônio Teles Júnior; o presidente da Companhia Docas de Santana, Edival Cabral Tork; o diretor-presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga; o superintendente de Portos, Terminais e Assuntos Nucleares da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro, João Leal; o diretor executivo do IBP, Claudio Nunes; o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Rio de Janeiro/RJ, Robson Carneiro; e o presidente da Transpetro, Sérgio Baccio; o presidente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá – RJ (ICTIM), Cláudio Gimenez;; o presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Economia do Mar (Abeemar), João Azeredo; a gerente da Unidade de Petróleo, Gás e Energia do Sebrae no Amapá, Isana Alencar.

Também participaram membros do CDE/Sebrae, como Anderson Farias, pela Federação das Entidades de Micro e Pequenas Empresas do Amapá (Femicro); Maynardy do Carmo, pela Federação das Indústrias do Estado do Amapá (Fieap); Robson Materko, pela Universidade Federal do Amapá (Unifap); Kindolle Viana pela Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado do Amapá (Fepap); o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), José Arimatéa; membro do CDE do Sebrae Nacional, Geraldo Pimenta; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amapá(OAB-AP), Israel da Graça; o conselheiro federal da OAB, José Luiz Wagner; o vereadora da Câmara Municipal de Calçoene, Carleno Sarmento; o deputado estadual, Inácio Maciel; a reitora da Universidade Estadual do Amapá (Ueap), Kátia Paulino; o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Glauco Cei; a diretora de Operações do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Aline Vieira; o presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e da Associação Amapaense de Tecnologia (Amapatec), Lindomar Ferreira; além dos representantes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcos Almeida e Taína Mendonça e o  secretário de Estado da Pesca e Aquicultura, Paulo Nogueira.

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação

Governo do Amapá promove encontro inédito sobre cooperação científica com pesquisadores da Guiana Francesa


Em preparação à 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), o Amapá sedia na segunda-feira, 29, o 1º Seminário do Centro Franco-Brasileiro da Biodiversidade Amazônica, em Macapá. A programação promovida pelos Governos do Estado e Federal reunirá pesquisadores do Brasil e da Guiana Francesa para discutir saúde fronteiriça e conservação.

O encontro, coordenado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapeap), acontece no auditório da Biblioteca Central da Universidade Federal do Amapá (Unifap), no bairro Universidade, das 8h às 18h. A iniciativa é binacional e tem como objetivo fortalecer a cooperação científica entre Brasil e França, por meio do intercâmbio entre instituições de ensino superior e pesquisa da Amazônia brasileira e da Guiana Francesa.

“Nossa fronteira com o território ultramarino francês faz da nossa região uma confluência de culturas e desafios comuns, que exigem soluções construídas de forma conjunta. A interação entre pesquisadores dos dois países demonstra um interesse real na construção de pautas que beneficiem ambos os lados”, explica o diretor-presidente da Fapeap, Gutemberg Silva.

Gutemberg Silva, diretor-presidente da Fapeap

O seminário terá como eixo central a discussão de temas estratégicos para a região amazônica, com ênfase em saúde nas zonas de fronteira entre a Guiana Francesa e o Amapá, e na biodiversidade, abordando seus múltiplos aspectos relacionados a florestas, rios, águas interiores e zonas costeiras.

“Estaremos fortalecendo os laços de cooperação entre as duas nações e construindo pautas estratégicas que poderão ser levadas para o cenário internacional, como a COP30. Aproveitaremos essa oportunidade para apresentar ao mundo a produção científica gerada em nossa região”, completa Silva.

O evento visa valorizar as cooperações científicas já existentes e estimular novas parcerias entre o Brasil e a França, com foco especial na região das Guianas. A programação inclui palestras, mesas-redondas e apresentações de pôsteres científicos, voltados à pesquisa e à conservação da Amazônia.

19ª Primavera dos Museus discute as Mudanças Climáticas na Amazônia nesta segunda no Museu Sacaca

O Governo do Amapá promove nesta segunda-feira, 22, a 19ª Primavera dos Museus, que esse ano traz o tema “Museus e Mudanças Climáticas”. O evento nacional acontece no Museu Sacaca, em Macapá, e tem como finalidade promover uma reflexão sobre o papel das instituições culturais em “documentar, pesquisar, educar e intervir” nas ações que afetam o meio ambiente.

A Primavera dos Museus reúne pesquisadores, estudantes, líderes comunitários e gestores para debater e refletir sobre ações e temas relacionados a Amazônia. A programação traz um ciclo de palestras que englobam assuntos acerca das mudanças climáticas na Amazônia com riscos e perspectivas, os estudos desenvolvidos na Amazônia, além de uma palestra sobre incêndios florestais.

O encontro acontece de forma simultânea em todo o Brasil, no período de 22 a 28 de setembro sob coordenação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e Ministério da Cultura (MinC). No Amapá, o evento conta com a parceria do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) e Fundação Univitas.

PROGRAMAÇÃO
8h30: Credenciamento;
– 9h: Abertura do evento com apresentação cultural de voz e violão;
9h30 às 10h: Palestra “Mudanças Climáticas na Amazônia: riscos e perspectivas” com o meteorologista, Dr. Jefferson Vilhena;
– 10h às 10h30: Palestra “Educação, Ciência e Amazônia frente à Crise Climática” com o diretor-executivo da Fundação Univitas, Dr. Elias Moraes;
10h30 às 11h: Palestra “Como as mudanças climáticas intensificam desastres naturais” com Engenheiro Ambiental e Mestre em Desenvolvimento Regional, o soldado do Corpo de Bombeiros Militar- Ap, Gabriel Picanço;
– 9h às 13h: Exposição “Mudanças Climáticas e a zona costeira do Amapá”, conduzida pelo pesquisador do Iepa, Dr. Orleno Marques.

Sebrae e GEA ampliam oportunidades para empresas amapaenses com Rodada de Negócios na 54ª Expofeira Agropecuária

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae) realiza Rodada de Negócios, durante a 54ª Expofeira Agropecuária do Estado do Amapá, voltada para aproximar empreendedores locais de grandes fornecedores dos setores de construção civil, agronegócios, supermercados, logística, petróleo, gás e energia elétrica. A ação ocorre de 3 e 5 de setembro, das 14h às 18h, e promove conexões estratégicas e oportunidades para empresas do estado.

O presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae (CDE), Josiel Alcolumbre, destacou o impacto da iniciativa no fortalecimento da economia regional. “A rodada cria um ambiente onde pequenos negócios podem apresentar seus produtos e serviços diretamente a grandes empresas. É uma forma de estimular parcerias, abrir novos mercados e garantir que o Amapá avance em competitividade e desenvolvimento”, disse o presidente, Josiel Alcolumbre.

Oportunidades

Para o gerente da Unidade de Mercado e Internacionalização do Sebrae (UMI), Rômulo Brasão, a rodada também funciona como vitrine para apresentar soluções locais, fortalecendo a visibilidade das empresas amapaenses em cadeias de valor estratégicas e demonstra a capacidade do estado de dialogar com setores estratégicos e expandir negócios locais.

“Estamos reunidos com mais de 40 empresas fornecedoras do setor petroleiro, de gás e energético. É um momento muito importante para as empresas amapaenses porque estamos oferecendo oportunidades de negócios, networking, entre outros serviços. Muitas parcerias estão sendo geradas aqui dentro da Expofeira, justamente por trazermos isso até o empreendedor”, afirmou o gerente, Rômulo Brasão.

Metodologia

Nas Rodadas, cada empresa fornecedora participa de reuniões individuais e presenciais, com duração de até 15 minutos, gerando conexões estratégicas e chances reais de fechar negócios. Além do contato direto com grandes fornecedores, os empreendedores participantes têm acesso a orientações técnicas, serviços de análise de mercado e apoio para estruturar propostas comerciais mais competitivas.

Parceiros

A ação conta com a parceria do Governo do Estado do Amapá (GEA), Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), grandes empresas âncoras e entidades setoriais. A rodada integra a programação de atividades do Sebrae na 54ª Expofeira, que reforça o papel da instituição em conectar empreendedores a novos mercados e fomentar o desenvolvimento sustentável no estado.

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação

‘Evento pré-COP30 que mostra a força da nossa bioeconomia’, diz cofundador de startup sobre a 1ª ExpoAmazônia, na 54ª Expofeira do Amapá

Lázaro Gonçalves, cofundador e diretor de operações da startup.

O Governo do Estado dá um passo importante em direção ao fomento e divulgação de soluções sustentáveis com a 1ª ExpoAmazônia, uma das grandes novidades da 54ª Expofeira do Amapá. Com o tema “Abrindo as Fronteiras do Futuro”, a iniciativa reforça o papel estratégico do Amapá na preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em novembro, em Belém.

O pavilhão de 6 mil metros quadrados será um espaço dedicado ao empreendedorismo verde e à bioeconomia, reunindo oito quarteirões com programação variada de 30 de agosto a 7 de setembro, no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá. Para muitos expositores, como o cofundador da startup Engenho Café de Açaí, Lázaro Gonçalves, de 39 anos, o pavilhão representa uma oportunidade de expandir lucros e atrair clientes.

“Na Expofeira passada, lançamos dois novos produtos e foi um sucesso. Os números de vendas subiram bastante e, mesmo depois do evento, tivemos muitos lucros no pós-feira. Esse ano, no contexto da COP30, a Expofeira se encaixa como um evento pré-COP30 com a ExpoAmazônia, que mostra a força da nossa bioeconomia amapaense. Temos a expectativa de atrair pessoas de fora, com muito mais clientes. A meta é maior do que no ano passado, tanto em termos de lucro quanto de produção”, afirma Lázaro.

Produtos da bioeconomia amapaense que serão expostos na 1ª ExpoAmazônia
Produtos da bioeconomia amapaense que serão expostos na 1ª ExpoAmazônia
Foto: Maria Clara Prudêncio

Em 2024, durante a 53ª Expofeira do Amapá, a startup conseguiu superar em 120% o valor investido para participar da feira, transformando um investimento inicial de R$ 5 mil em mais de R$ 12 mil em vendas. A empresa, que produz café a partir do resíduo dos caroços de açaí, apresentou três variedades de produtos durante o evento promovido pelo Governo do Estado.

A 1ª ExpoAmazônia amplia as expectativas dos expositores da bioeconomia, que enxergam no evento uma vitrine estratégica para alcançar novos públicos e mercados, considerando o fluxo de turistas e investidores. Além disso, celebra um marco importante: em apenas dois anos e meio, o Amapá multiplicou o número de startups no estado, que passaram de 41 para 192, muitas empresas com faturamento anual superior a R$ 1 milhão. Ao valorizar os recursos naturais da região e a criatividade das soluções locais, o Amapá avança para se consolidar como a nova fronteira do desenvolvimento econômico sustentável na Amazônia.

Café de açaí certificado com o Selo Amapá
Café de açaí certificado com o Selo Amapá
Foto: Maria Clara Prudêncio

Selo Amapá: certificação de rastreabilidade e qualidade

A combinação entre sustentabilidade e geração de negócios vem trazendo resultados concretos. O catálogo do Selo Amapá reúne mais de 200 empreendimentos e mais de mil produtos certificados, todos feitos com matéria-prima natural da floresta. Essas iniciativas, que unem conservação ambiental ao desenvolvimento econômico, começam a conquistar espaço no mercado nacional e internacional.

Incentivados pelas políticas de valorização da bioeconomia, a startup Engenho Café de Açaí vem alcançando novas oportunidades com a certificação do Selo Amapá. No ano passado, a empresa deu um passo importante rumo à internacionalização ao fechar um acordo comercial para exportar 2,5 toneladas de café de açaí para um empreendimento dos Estados Unidos.

O crescimento da startup em 2025 também despontou. Este ano, a Engenho levará seus produtos certificados para exposições internacionais no Chile e no Panamá, ampliando presença no mercado exterior e reforçando o potencial do Amapá como referência em sustentabilidade, bioeconomia e inovação tecnológica a partir da biodiversidade amazônica.

“Esse foi o primeiro selo que adquirimos para a empresa. É um selo de origem e de rastreabilidade, que atuou como um divisor de águas para nós, que somos 100% amapaenses. Isso foi essencial para conseguirmos colocar os produtos nos mercados do Amapá e também para exportar”, contou Valda Gonçalves, fundadora e CEO da Engenho.

Valda Gonçalves, fundadora e diretora executiva da startup
Valda Gonçalves, fundadora e diretora executiva da startup
Foto: Maria Clara Prudêncio

Valda também destaca que todos os eventos internacionais em que vão participar neste ano exigiram uma certificação para comprovar a origem do produto, e o Selo Amapá foi o que permitiu a participação nas feiras e exposições.

A 1ª Expo Amazônia é a grande vitrine de negócios sustentáveis da 54ª Expofeira do Amapá. Possui um pavilhão de 6 mil metros quadrados, divididos em 8 quarteirões, com empresas, empreendedores, institucionais, comerciais, salão de negócios e uma vasta programação em debates. Possui foco estratégico de alcançar novos públicos e mercados elevando ainda mais a geração de emprego e renda promovido pelo Governo do Amapá.

A maior Expofeira de todos os tempos. Pra movimentar o Amapá! 

Com o tema “Amazônia Sustentável e Desenvolvida”, a 54ª Expofeira do Amapá acontece de 30 de agosto a 7 de setembro. Realizado pelo Governo do Estado e a Associação dos Músicos e Compositores (AMCAP), o evento é a maior edição da história, ocupando uma área 46% maior que no ano passado. Com cerca de 482 empresas expositoras, a maior vitrine de negócios e oportunidades da Amazônia deve gerar entre 12 mil e 14 mil empregos e superar o índice de 100 mil trabalhos formais no estado, com movimentação de R$ 594 milhões a R$ 625 milhões em negócios, impulsionando setores como agronegócio, energia limpa e empreendedorismo popular.

A programação é diversa, com mais de 500 atrações culturais, incluindo um Espaço Gastronômico, um Parque de Diversões e eventos esportivos. Para garantir a segurança dos visitantes, o efetivo foi reforçado em 35%. Além disso, estratégias de atendimento de urgência e emergência também são ampliadas. A feira sedia ainda a 1ª ExpoAmazônia, preparando o Amapá para a COP30 e destacando o potencial do estado em desenvolvimento sustentável e economia verde.

Com apoio cultural do presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre, e da Cervejaria Império, a programação também recebe shows nacionais gratuitos ao público. No line-up, foram confirmados artistas como Ivete Sangalo; Alexandre Pires; as duplas sertaneja Henrique & Juliano e Jorge & Mateus; Xand Avião, Manu Bahtidão; Léo Foguete; Cassiane e Maria Marçal. Além das bandas de forró Calcinha Preta e Limão com Mel; a banda de rock cristão Rosa de Saron; e o “Festival das Aparelhagens” com nove grupos do Amapá na Arena das Rainhas.

Operação da Segurança Pública reforça monitoramento durante Avaliação Pré-Operacional da Petrobras em Oiapoque


O Governo do Amapá realiza até a próxima sexta-feira, 29, uma operação especial no município de Oiapoque, durante a realização da Avaliação Pré-Operacional (APO) da Petrobras. A ação da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) tem o objetivo de garantir a segurança, preservar a ordem pública e assegurar que a atividade transcorra da forma planejada.

O governador Clécio Luís está empenhado, desde o início da gestão, em avançar com a exploração de petróleo no extremo Norte do estado para o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável.

“Desde que assumi o Governo do Amapá, venho me posicionando fortemente a favor do petróleo, da produção responsável, da liberação das licenças com responsabilidade”, disse o gestor.

A operação mobiliza diferentes unidades policiais do estado, em integração com o Ibama, a Petrobrás e empresas terceirizadas. Entre as missões, estão a proteção da integridade física de colaboradores e da comunidade; a intensificação do policiamento ostensivo; além do reforço da circulação segura de pessoas e veículos na área de operação.

Ação da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) tem o objetivo de garantir a segurança
Ação da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) tem o objetivo de garantir a segurança
Foto: Divulgação/Sejusp

Estrutura da operação

Participam da ação, o 12° Batalhão da PM em Oiapoque, Companhia Fluvial do Batalhão Ambiental, a Companhia de Operações Especiais (COE/Bope) e o Batalhão de Força Tática. O reforço conta com cinco viaturas por dia, além de duas embarcações de patrulha que realizam monitoramento terrestre e fluvial.

Efetivo

Ao todo, 23 policiais militares são empregados diariamente, distribuídos entre policiamento ordinário e serviço extra, além de equipes da Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.

A Sejusp destaca que a operação reforça o compromisso de atuação integrada e coordenada das forças de segurança, assegurando tranquilidade à população e aos trabalhadores envolvidos na APO.

“A iniciativa reforça o compromisso da Segurança Pública e do Governo do Estado em garantir presença e eficiência em todas as regiões do Amapá”, declarou Daniel Marsili, secretário de Segurança Pública.

Operação mobiliza diferentes unidades policiais do estado, em integração com o Ibama, a Petrobrás e empresas terceirizadas
Operação mobiliza diferentes unidades policiais do estado, em integração com o Ibama, a Petrobrás e empresas terceirizadas
Foto: Divulgação/Sejusp

A APO

A Avaliação Pré-Operacional (APO), etapa que verifica na prática a efetividade do Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada (PPAF), apresentado pela Petrobras para atuar na realização de vistorias e simulação de resgate de animais na Margem Equatorial do Amapá. Essa etapa funciona como um simulado de emergência, sendo uma exigência ambiental fundamental antes da emissão da licença para perfuração exploratória na região.

O bloco marítimo FZA-M-59, da Petrobras, está localizado a mais de 540 quilômetros da Foz do Rio Amazonas, na chamada Margem Equatorial em águas profundas da Costa do Amapá, é considerada a fronteira petrolífera e de gás natural mais promissora do país, com potencial gigantesco para a produção de bilhões de barris, de acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

‘Para debater com profundidade e voz ativa o que precisamos na COP’, diz governador Clécio Luís em evento do Conselho Nacional do Ministério Público

Governador Clécio Luís durante palestra sobre desenvolvimento sustentável no evento preparatório para a COP 30, em Macapá.

À frente da pauta do desenvolvimento sustentável no Amapá, o governador Clécio Luís apresentou, nesta terça-feira, 12, as estratégias do Estado para equilibrar preservação ambiental e crescimento econômico em evento preparatório para a COP30, promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que reuniu, em Macapá, membros do MP de vários estados, representantes do Judiciário e especialistas em meio ambiente e direitos humanos.

Clécio Luís destacou que a realização antecipada de debates sobre questões ambientais demonstra responsabilidade e comprometimento com os temas que serão discutidos em Belém. Para o gestor, eventos prévios são fundamentais para construir massa crítica e preparar os agentes que atuam na Amazônia, e outras autoridades para chegarem à conferência com propostas e discussões consolidadas.

Governador Clécio Luís
Governador Clécio Luís
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

“Se formos para a COP30 apenas como espectadores, ou deixarmos para discutir lá temas tão importantes, não teremos a profundidade nem os resultados de que precisamos. É fundamental colher resultados concretos dessa conferência. O grande debate não será feito lá, e sim em eventos como este, que preparam as pessoas para participar com voz ativa na COP de Belém, a COP da Amazônia. Defendo que haja uma discussão técnica acompanhada de um posicionamento político firme”, afirmou Clécio Luís.

Clécio Luís lidera a agenda de sustentabilidade do Amapá em encontro preparatório para a COP 30
Clécio Luís lidera a agenda de sustentabilidade do Amapá em encontro preparatório para a COP 30
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

Com o tema “Construindo caminhos para a COP30: o papel do Ministério Público brasileiro na sustentabilidade climática”, o evento, que se estende até quarta-feira, 13, inclui seis painéis temáticos e promove o debate interinstitucional sobre justiça climática, transição energética justa, combate ao desmatamento e a incêndios florestais, além de desastres socioambientais, especialmente no interior e em comunidades tradicionais.

Procurador-geral de Justiça do MP-AP, Alexandre Monteiro
Procurador-geral de Justiça do MP-AP, Alexandre Monteiro
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

“Nós, do Ministério Público do Amapá, ao longo da nossa curta história, temos buscado relevância nos debates ambientais, com destaque para temas como resíduos sólidos, matadouros e a instalação de empreendimentos hidrelétricos, entre outras iniciativas inovadoras. A presença de todos aqui, no Norte do Brasil, na região Amazônica e no estado do Amapá, certamente engrandece essa pauta, que levaremos em novembro para a COP30, em Belém”, afirmou o procurador-geral de Justiça do MP-AP, Alexandre Monteiro.

Evento reúne representantes de vários estados para alinhar propostas para a COP 30
Evento reúne representantes de vários estados para alinhar propostas para a COP 30
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

Ivana Lúcia Franco Cei, procuradora de Justiça do Amapá e conselheira do CNMP, destacou a importância da região transfronteiriça da Amazônia Negra, tema que será levado pela delegação do Amapá à COP30, como espaço estratégico para a construção de ações conjuntas entre Brasil e França na preservação ambiental e na promoção de um futuro mais justo.

Ivana Lúcia Franco Cei, procuradora de Justiça e conselheira do CNMP
Ivana Lúcia Franco Cei, procuradora de Justiça e conselheira do CNMP
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

“O governador Clécio Luís tem sido incansável em prol da coletividade do Ministério Público. Recentemente, graças ao seu apoio, estivemos na Guiana Francesa – eu, o ouvidor Marcelo e a colega Tarsila – para conhecer de perto as demandas das nossas fronteiras em segurança pública e meio ambiente. São problemas muito semelhantes que exigem uma atuação conjunta”, contou Ivana.

Mesa de autoridades composta por representantes do Ministério Público, Judiciário e especialistas em meio ambiente
Mesa de autoridades composta por representantes do Ministério Público, Judiciário e especialistas em meio ambiente

Manejo Sustentável: Governo do Amapá inicia série de audiências públicas para o projeto de novas concessões florestais


O Governo do Amapá inicia nesta terça-feira, 12, a segunda etapa do projeto de novas concessões florestais estaduais com a realização da 1ª audiência pública participativa, que será realizada no Plenário II da Assembleia Legislativa (Alap), em Macapá. O evento coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), reúne a participação ativa da sociedade civil e de representantes dos segmentos público e privado.

A iniciativa contempla 607.363 hectares de floresta, organizados em 11 Unidades de Manejo Florestal (UMFs), distribuídas nos municípios de Porto Grande, Oiapoque, Tartarugalzinho, Ferreira Gomes e Pedra Branca do Amapari.

Em 10 de julho foi lançado no portal da Sema, uma consulta pública onde estão disponíveis os documentos técnicos – como o inventário florestal amostral, a caracterização das UMFs e a parametrização dos indicadores ambientais e sociais. A sociedade civil, empresas, povos tradicionais, setor produtivo, pesquisadores e demais interessados poderão enviar sugestões e contribuições até 25 de agosto preenchendo o formulário eletrônico no site da Sema.  O engajamento participativo fortalece a transparência e a governança ambiental do projeto.

O diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema, Marcos Almeida, destaca o cenário otimista com as expectativas econômicas e sociais do projeto previstas para o estado, que pode gerar cerca de 1.500 a 2 mil empregos diretos.

“Para cada vaga direta, estimamos mais duas indiretas. Além disso, a arrecadação anual deve ultrapassar R$ 30 milhões para o Estado, valor que será distribuído com os municípios onde as áreas estão localizadas. Esta é uma política de desenvolvimento econômico e social que une proteção das florestas com geração de renda para o nosso povo”, destacou Marcos Almeida.

O projeto visa promover desenvolvimento sustentável e equilíbrio dos indicadores sociais
O projeto visa promover desenvolvimento sustentável e equilíbrio dos indicadores sociais
Foto: Nayana Magalhães/GEA

Projeto de Concessão Florestal

O projeto é resultado de uma parceria estratégica entre o Governo do Estado e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e representa a maior reestruturação das concessões florestais no país, com foco no uso sustentável da floresta e com atenção especial aos povos tradicionais. Os contratos terão duração de 30 anos, período em que as empresas concessionárias deverão adotar práticas sustentáveis de manejo, aliando conservação ambiental à geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.

Confira o cronograma das próximas audiências públicas:

  • Terça-feira, 12 – Audiência Pública em Macapá
    Local: Assembleia Legislativa do Amapá
  • Quarta-feira, 13 – Audiência Pública em Porto Grande
    Local: Instituto Federal do Amapá (Ifap)
  • Quinta-feira, 15 – Audiência Pública em Tartarugalzinho
    Local: Câmara de Vereadores

Economia verde e desenvolvimento social: Amapá avança na finalização do Plano de Sociobioeconomia que será apresentado na COP30

2ª Oficina do Plano de Sociobioeconomia encerra em Laranjal do Jari.

Na reta final de elaboração do Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (Peas), o Governo do Amapá promoveu nesta terça-feira, 5, na Câmara de Vereadores no município de Laranjal do Jari, a segunda Oficina de Trabalho para a construção do projeto. O instrumento de gestão é uma política ambiental que fortalece o desenvolvimento sustentável da chamada economia verde, aliada a transformação dos indicadores sociais promovendo melhor qualidade de vida para às pessoas.

A programação, organizada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), reuniu consultores especialistas, representantes das comunidades locais e de vários segmentos, cooperativas, extrativistas, empreendedores, povos tradicionais, ribeirinhos e quilombolas que divididos em grupos debateram a construção dos projetos com foco no uso responsável dos recursos naturais.

Encontro reuniu consultores especialistas, representantes das comunidades locais e de vários segmentos
Encontro reuniu consultores especialistas, representantes das comunidades locais e de vários segmentos
Foto: Aog Rocha/GEA

A extrativista Luziane Freitas, de 39 anos, presidente da comunidade Quilombo de Taperera da Reserva Extrativista do Rio Cajari, sustenta a família com a produção de frutas, legumes e hortaliças, além da criação de aves. Para ela, o Plano de Sociobioeconomia vai garantir novas oportunidades e ampliação de negócios para as famílias da região.

Luziane Freitas, presidente da Associação Extrativista da Comunidade do Quilombo Taperera do Rio Cajari
Luziane Freitas, presidente da Associação Extrativista da Comunidade do Quilombo Taperera do Rio Cajari
Foto: Aog Rocha/GEA

“O sustento da minha família vem da produção de plantio e criação. O Plano será uma virada de chave na nossa realidade, pois a nossa reserva é rica em biodiversidade, nós temos uma grande variedade de produtos que tendo uma solução de projeto para que possamos escoar a produção em grande escala e ter um selo é muito importante para todas as comunidades e nós ribeirinhos que vivemos na reserva extrativista”, declarou Luziane.

A expansão da bioeconomia no Amapá representa a inserção na economia do futuro que alia sustentabilidade com desenvolvimento social, permitindo que a riqueza da floresta seja usada de forma responsável e inovadora.

A diretora da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force), Collen Lyons, evidencia o potencial das riquezas da amazônia amapaense para o equilíbrio social a partir do mercado de exportação e instalação de indústrias sustentáveis.

Collen Lyons, diretora da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force)
Collen Lyons, diretora da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force)
Foto: Aog Rocha/GEA

“O Plano de Sociobioeconomia envolve um tipo de desenvolvimento que as pessoas daqui estão fazendo há séculos, então o plano define como a gente pode usar os produtos da floresta que podem agregar valor, promovendo o equilíbrio entre preservação e o desenvolvimento econômico e social. Nosso objetivo final é trazer benefícios para às pessoas e para quem vive na floresta que sempre preservou, que preserva e que precisa ser beneficiada”, enfatizou Collen.

Participação na COP30

Com o mapeamento de 11 cadeias produtivas com grande potencial econômico partir de seus ativos ambientais, sendo um valioso atrativo para investidores interessados no chamado negócios verdes, o Peas fará parte das apresentações do Amapá na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), a “COP da Amazônia”, que será realizada em novembro.

Cássio Lemos, secretário adjunto da Sema e Eliá Conrado, Vice-Prefeito de Laranjal do Jari
Cássio Lemos, secretário adjunto da Sema e Eliá Conrado, Vice-Prefeito de Laranjal do Jari
Foto: Aog Rocha/GEA

“Desenvolver o Amapá com sustentabilidade e alavancar os índices socioeconômicos que são muito baixos, é uma determinação do governador Clécio Luís. O Plano de Sociobioeconomia é justamente o reconhecimento da preservação e da sustentabilidade dos potenciais amapaenses com respeito ao meio ambiente, por isso nos reunimos nas oficinas participativas para buscar soluções conforme a realidade da região”, enfatizou o secretário adjunto da Sema, Cássio Lemos.

Durante a 2ª Oficina de Trabalho, consultores e coordenadores técnicos e representantes de associações e comunidades se dividiram em cinco grupos para expor a realidade das principais atividades econômicas da região, tais como, pesca, extrativismo, turismo, agricultura e artesanato. A iniciativa delineou estratégias a partir do desenvolvimento de projetos com soluções para os desafios apresentados.

Secretário adjunto da Sema, Cássio Lemos
Secretário adjunto da Sema, Cássio Lemos
Foto: Aog Rocha/GEA

“Para além da sustentabilidade, o projeto traz geração de emprego e renda para melhor qualidade de vida das pessoas. Essa é uma marca da gestão do governador Clécio comprometida com o desenvolvimento social e econômico, trabalhando de norte a sul do estado de Laranjal do Jari ao Oiapoque se posicionando como a nova fronteira para o desenvolvimento”, complementou Cássio.

Próximos passos

Nesta quarta-feira, 6, as equipes da Sema e de consultores do Plano de Sociobioeconomia seguem em campo com visita técnica na Comunidade Quilombola de São José, Parazinho e na Cachoeira de Santo Antônio, este último é um local de grande potencial turístico no extremo Sul do Amapá.

A última oficina desta etapa será realizada no município de Oiapoque. Em seguida, com os projetos definidos, o Plano será consolidado para apresentação final.

O Plano de Sociobioeconomia

O Plano já passou pela fase de diagnóstico, escuta ativa da população de forma geral, identificação e mapeamento das cadeias produtivas e o potencial econômico desses produtos locais, agora entra na última etapa com a realização de oficinas de trabalho participativas. O projeto conta com a participação de 10 órgãos estaduais, e o apoio da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force) e do Instituto do Clima e Sociedade (ICS).

A proposta do projeto, busca fortalecer as atividades que transformam matéria-prima em produtos, incluindo a abertura de mercado consumidor. A partir das pesquisas realizadas, os indicadores apontam fortes potenciais na cadeia produtiva do açaí, madeira, cacau, pescado, mandioca, óleos fármacos, castanha, plantas medicinais e turismo.

O projeto está alicerçado em uma gestão participativa, que envolve instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e atores sociais diversos, fortalecendo a democracia ambiental com práticas sustentáveis aliadas ao desenvolvimento econômico e social do Amapá, além de preparar o estado para a transição ecológica mundial.