Alvorada e salva de fogos marcam o início da programação da Festa de São Tiago 2026


Com tiros de festim e salva de fogos, a alvorada marcou oficialmente o início da programação da Festa de São Tiago 2026, nesta quinta-feira, 16. Realizada desde o ano de 1777, na histórica vila de Mazagão Velho, este ano a tradição completa 249 anos.

Ao som das caixas, os festeiros percorram, antes do nascer do sol, as residências dos moradores responsáveis em dar vida às figuras do menino Caldeirinha, São Jorge e São Tiago. Pontualmente às 5h da madrugada, os sinos rufaram na igreja Nossa Senhora da Assunção para saudar a chegada de mais um ano da também chamada de “Festa do Glorioso”.

Alvoradas festivas percorrem diversos pontos da vila de Mazagão Velho na madrugada de 16 de julho para saudar a chegada da Festa de São Tiago

O último ponto percorrido, foi a chamada ‘Casa dos Estandartes’, residência do saudoso Agostinho Maciel que, quando vivo, foi organizador da festa. Em todas as paradas, à exceção da igreja, foi dançado o “Vominê”, dança que no contexto da história simboliza a vitória e a fé do povo.

A chegada da Festa de São Tiago renova a fé e a ancestralidade do povo da cidade que atravessou o Atlântico

Da abertura até o dia 28 de julho, a programação segue com celebrações religiosas e noitadas com bingos e leilões. O ponto alto da programação ocorrerá nos dias 24 e 25 de julho, quando são encendas as apresentações das batalhas entre mouros e cristãos; no segundo dia, acontece a missa campal e o tradicional Círio, que percorre as ruas de Mazagão Velho.

Alexandre Queiroz de Jesus, presidente do Instituto Cultural da Festa de São Tiago

“Hoje, inicia a nossa grande festividade. É a época que a nossa vila se transforma para receber os visitantes e evidenciar toda a nossa ancestralidade e a riqueza de nossa identidade cultural. E tudo isso é feito com muito planejamento e dedicação em cada detalhe”, destaca Alexandre Queiroz de Jesus, presidente do Instituto Cultural da Festa de São Tiago (ICFST).

Pelo calendário, a programação segue até os dias 27 e 28 de julho, com a festa dedicada só para as crianças.

Tradição apoiada pelo Governo do Estado

A Festa de São Tiago mistura rituais religiosos, cavalgada e teatro à céu aberto, para rememorar as batalhas entre mouros e cristãos na África antiga e contar a aparição de São Tiago como um soldado anônimo o qual lutou bravamente ao lado dos seguidores de Jesus Cristo e garantindo-lhes a vitória.

A chegada da Festa de São Tiago renova a fé e a ancestralidade do povo da cidade que atravessou o Atlântico

A realização do evento é da comunidade de Mazagão Velho, por meio do (ICFST) e da Paróquia Nossa Senhora da Assunção. Uma das maiores manifestações da cultura popular do Amapá, recebe apoio da Prefeitura de Mazagão e do Governo do Estado.

Alvoradas festivas percorrem diversos pontos da vila de Mazagão Velho na madrugada de 16 de julho para saudar a chegada da Festa de São Tiago

Como já virou tradição, nesse período a Sede Administrativa do Estado é transferida do Palácio do Setentrião para o Palácio Rio Mutauacá e as decisões administrativas são tomadas em Mazagão Velho.

Ponte Cultural: Cancioneiros do Amapá iniciam turnê nacional gratuita


Três artistas amapaenses, histórias, amores e o pulsar da Amazônia traduzidos em canções que há mais trinta anos cruzam gerações. Este é o roteiro do projeto Cancioneiros do Meio do Mundo – A Ponte Cultural do Amapá, turnê que inicia pelo município de Santana, no Amapá, no dia 1º de agosto, e percorre sete cidades de cinco estados brasileiros. Amadeu Cavalcante, Osmar Júnior e Zé Miguel são os protagonistas desta aventura musical viabilizada pela Lei Rouanet, com patrocínio da Petrobrás e realizada pela Associação de Músicos e Compositores do Amapá (AMCAP).

A ponte cultural que leva os cancioneiros Amadeu, Osmar e Zé Miguel para o Brasil é feita de cantos e sons criados pelos artistas na década de 80 e que ao longo dos anos foram se refinando e reinventando. É resultado do mergulho dos artistas em suas raízes, e que, com talento e ousadia, versaram sentimentos, poetizaram o meio do mundo, e subiram nos palcos de uma Macapá ainda sede de território, fincando para sempre nos corações o orgulho de ser da Amazônia.

Cancioneiros no Meio do Mundo é mais um passo nessa estrada musical, e os ingredientes vão além dos shows. Antes de subir no palco, os artistas já criam vínculo com o público em uma roda conversa onde o assunto é arte, cultura, música e identidade regional, uma interação que antecede o espetáculo, quebrando barreiras, uma troca de experiências e contação de histórias.

Para que a música alcance mais pessoas, o projeto abraçou duas causas importantes, a solidariedade e a inclusão. A entrada é gratuita, mas que for assistir aos shows pode fazer a doação voluntária de alimentos que serão destinados para uma instituição de caráter social. O cuidado e respeito com o público começa pela escolha do palco, preferencialmente em local com acessibilidade.

O público surdo também poderá interagir com os artistas, porque em todos os shows haverá tradutor de libras, e para quem não conseguir prestigiar presencialmente, poderá assistir ao vivo no canal oficial do projeto, acompanhar os bastidores e entrevistas nas redes sociais, ou acessar a playlist com as canções assinadas e criadas e cantadas por Amadeu Cavalcante, Osmar Júnior Zé Miguel.

Depois da estreia do projeto em Santana/AP, Cancioneiros do Meio do Mundo segue em turnê para Belo Horizonte/MG (28/08); São Luis /MA (26/09); Belém/PA (16/10); Macapá/AP (31/10); Boa Vista/RR (27/11); e Brasília/DF (30/01).

Fotografias: Nani Rodrigues
Site Oficial do Projeto: @cancioneirosdomeiodomundo
Redes Sociais:
Instagram: @cancioneirosdomeiodomundo
Facebook: cancioneirosdomeiodomundo
Spotify: Cancioneiros do Meio do Mundo

Governo do Amapá abre inscrições para a segunda edição do ELAS

ABERTURA – 1º DIA PALESTRA MAGNA: Deborah Secco Atriz e empresaria TEMA: Como ter uma marca de sucesso na mídia

Estão abertas as inscrições para o público participar da segunda edição do projeto ELAS, iniciativa promovida pelo Governo do Amapá, em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa) e o Coletivo de Mulheres do estado. O evento será realizado no Sebrae Amapá, de 23 a 25 de junho, e reunirá mulheres empreendedoras e especialistas para debater temas relacionados ao empreendedorismo feminino, liderança e histórias de superação.

As inscrições para os três dias de evento são gratuitas, com vagas limitadas, e podem ser realizadas por meio deste link

A programação conta com a participação de palestrantes locais e nacionais, como a atriz e empresária Deborah Secco; a professora, jornalista, escritora e pesquisadora Rosane Borges; e a empresária, investidora e referência em empreendedorismo e inovação Carol Paiffer.

PALESTRA 2º DIA: Rosane Borges, jornalista, escritora e pesquisadora. Uma das maiores referências nacionais quando o assunto é comunicação, diversidade e construção de narrativas. Participação especial: Poliana Brilhante
PALESTRA 2º DIA: Rosane Borges, jornalista, escritora e pesquisadora. Uma das maiores referências nacionais quando o assunto é comunicação, diversidade e construção de narrativas. Participação especial: Poliana Brilhante
Foto: Divulgação
PALESTRA 3º DIA: Carol Paiffer, empresária, investidora TEMA: Mulheres Empreendedoras: Superando desafios e conquistando o mercado, finanças, autonomia económica e independência
PALESTRA 3º DIA: Carol Paiffer, empresária, investidora TEMA: Mulheres Empreendedoras: Superando desafios e conquistando o mercado, finanças, autonomia económica e independência
Foto: Divulgação

Além das palestrantes nacionais, o evento contará com a participação de personalidades locais, como Clarisse Lindanor, que atua na 4ª Promotoria de Defesa da Mulher, desenvolvendo um trabalho integral de assistência às mulheres vítimas de violência em todas as esferas, e da estilista e empreendedora criativa amapaense ABrilhante, cuja trajetória é reconhecida nacionalmente pela participação em eventos como a São Paulo Fashion Week, assinatura de peças para grandes editoriais de moda e colaboração em figurinos utilizados pela cantora Anitta em produções audiovisuais.

Clarisse Lindanor atua na 4ª Promotoria de Defesa da Mulher e desenvolve um trabalho integral de assistência à mulher vítima de violência em todas as esferas
Clarisse Lindanor atua na 4ª Promotoria de Defesa da Mulher e desenvolve um trabalho integral de assistência à mulher vítima de violência em todas as esferas
Foto: Divulgação

A programação fortalece o protagonismo feminino por meio da troca de experiências, capacitação e incentivo à geração de renda. Durante o evento, o público terá acesso a palestras, painéis e atividades voltadas ao desenvolvimento pessoal e profissional, ampliando oportunidades para mulheres que desejam empreender ou expandir seus negócios.

A segunda edição do ELAS reforça o compromisso das instituições parceiras com a valorização das mulheres amapaenses e com a construção de uma rede de apoio voltada ao crescimento econômico e social. O encontro também pretende inspirar novas trajetórias de sucesso, destacando exemplos de liderança e transformação.

A estilista e empreendedora criativa amapaense ABrilhante, com trajetória reconhecida nacionalmente, participa de eventos como a São Paulo Fashion Week, assina peças para grandes editoriais de moda e colabora na criação de figurinos utilizados pela cantora Anitta em produções audiovisuais
A estilista e empreendedora criativa amapaense ABrilhante, com trajetória reconhecida nacionalmente, participa de eventos como a São Paulo Fashion Week, assina peças para grandes editoriais de moda e colabora na criação de figurinos utilizados pela cantora Anitta em produções audiovisuais

Piratas Estilizados lança projeto “Carnaval Sem Fronteiras” em Mazagão neste sábado (20)

O projeto “Carnaval Sem Fronteiras”, uma parceria entre a escola Piratas Estilizados e o Instituto Amazônia Criativa, realiza sua primeira ação neste sábado, dia 20 de junho, no município de Mazagão. O evento marca o início de uma série de atividades voltadas à formação e à integração cultural no estado, contando com o patrocínio da Vale e o apoio da Prefeitura de Mazagão.

A programação na cidade histórica do Distrito de Mazagão Velho começa às 9h, no Museu das Máscaras, com uma roda de conversa que reunirá fazedores de cultura locais e o renomado carnavalesco Cid Carvalho. O debate, mediado pelo jornalista Cláudio Rogério, busca promover um intercâmbio de experiências sobre o patrimônio cultural da região.

O principal objetivo do encontro é colher vivências e relatos da comunidade mazaganense para enriquecer a construção do enredo dos Piratas Estilizados para o Carnaval 2027: “Mar acima, mar abaixo, Mazagão Velho: a cidade que atravessou o Atlântico”. A iniciativa reforça o compromisso da escola em levar para a avenida uma narrativa autêntica e profundamente conectada com as raízes e a história do povo amapaense.

No período da tarde, a partir das 14h, na Maloca à Beira-Mar, será a vez dos mestres Renatinho e Jeferson Mendonça compartilharem seus conhecimentos na “Oficina Folia Lab”, voltada à formação de ritmistas. A dupla comanda a Orquestra de Bambas, que detém o título de Melhor Bateria do Carnaval Amapaense.

O projeto

O carnaval como ferramenta de formação, memória, inclusão e integração cultural entre diferentes territórios. Essa é a proposta do projeto “Carnaval Sem Fronteiras: Formação e Integração Cultural com os Piratas Estilizados”, iniciativa realizada pela agremiação em parceria com o Instituto Amazônia Criativa, que promoverá oficinas e vivências culturais nos municípios de Mazagão, Oiapoque e Macapá.

A programação inicia em Mazagão, no dia 20 de junho, com atividades voltadas à formação em artes carnavalescas e patrimônio cultural. Em seguida, o projeto segue para Oiapoque, promovendo o intercâmbio cultural e a troca de experiências entre artistas, brincantes e agentes culturais da região de fronteira. O encerramento acontecerá em Macapá, com atividades previstas para setembro deste ano.

O “Carnaval Sem Fronteiras” propõe uma imersão formativa que conecta o carnaval amapaense às experiências culturais do Rio de Janeiro, de Parintins e da Guiana Francesa, promovendo trocas entre diferentes tradições carnavalescas e fortalecendo a identidade cultural amazônica.

Todas as atividades serão gratuitas e abertas à comunidade, contando com medidas de acessibilidade física e comunicacional, incluindo intérprete de Libras, materiais acessíveis e espaços adaptados para pessoas com deficiência. A iniciativa busca fortalecer o carnaval como patrimônio cultural vivo, promovendo formação técnica, inclusão social, sustentabilidade e a interiorização das ações culturais no estado.

O “Carnaval Sem Fronteiras: Formação e Integração Cultural com os Piratas Estilizados” é realizado pela Piratas Estilizados e Instituto Amazônia Criativa com patrocínio da Vale.

 

Programação:

 

Abertura às 9h – falas oficiais

 

10h às 12h – Roda de Conversa com fazedores de cultura de Mazagão

Convidados: carnavalesco Cid Carvalho (RJ) e Cláudio Rogério (Liesap)

Local: Palácio Rio Mutuacá

 

12h – Almoço na comunidade

 

14h às 18h – Oficina para ritmistas “Folia Lab”

Oficineiros: Mestres de Bateria Renatinho (AP e Jerferson Mendonça (AP)

Local: Maloca à beira rio

 

Thiago Soeiro – Instituto Amazônia Criativa

Gilvana Santos – Piratas Etilizados

A valsa “Amapá”: quando Chiquinha Gonzaga transformou Cabralzinho em música


A história do Amapá guarda episódios pouco conhecidos que ajudam a compreender a construção da identidade regional. Um deles envolve dois personagens de grande relevância nacional: a compositora Chiquinha Gonzaga e o líder amapaense Francisco Xavier da Veiga Cabral, o Cabralzinho.

Reconhecida como uma das maiores compositoras da história do Brasil, pioneira da música popular brasileira, maestrina, republicana, abolicionista e defensora de diversas causas sociais, Chiquinha Gonzaga compôs, em 1896, a valsa “Amapá”, uma homenagem à resistência brasileira no então Contestado Franco-Brasileiro.

A inspiração da artista remonta aos acontecimentos de maio de 1895, quando Cabralzinho liderou a reação brasileira contra tropas francesas que tentavam avançar sobre a região do atual Amapá, motivadas pela descoberta de ouro e pela indefinição das fronteiras entre Brasil e Guiana Francesa. O episódio tornou-se um dos momentos mais importantes da história amapaense e ajudou a consolidar a imagem de Cabralzinho como símbolo da defesa da soberania nacional.

No ano da composição da valsa, Cabralzinho já era uma figura celebrada em diversas partes do país. Em solenidade realizada no Rio de Janeiro, chegou a receber do presidente Prudente de Moraes o título de general honorário do Exército, reconhecimento que ampliou ainda mais sua projeção nacional.

Foi nesse contexto que surgiu a valsa “Amapá”, transformando em música um dos capítulos mais marcantes da história da região. A composição tornou-se um sucesso em sua época e permanece como um raro exemplo da presença do Amapá na produção cultural brasileira do século XIX.

Mais de um século depois, a obra continua sendo um testemunho de como os acontecimentos da fronteira amazônica repercutiram nos grandes centros políticos e culturais do país. Ao homenagear Cabralzinho, Chiquinha Gonzaga eternizou em partitura a luta que contribuiu para assegurar a integridade territorial brasileira na região.

Essa e muitas outras histórias pouco conhecidas sobre personagens, fatos curiosos e episódios marcantes da formação do Amapá estão reunidas no livro “As histórias da História do Amapá”, do jornalista e escritor Renivaldo Costa, obra que busca resgatar memórias frequentemente esquecidas pela historiografia tradicional.

Lançamento do livro: As histórias da História do Amapá
Data: 26 de junho de 2026
Horário: 19h
Local: Espaço Di Vetro, bairro do Trem, Macapá
Evento: Sessão de autógrafos e lançamento oficial da obra publicada pelas Edições do Senado Federal.

Exposição ‘Memórias Oficiais do Amapá’ leva história e inovação ao Parque Residência


A exposição “Memórias Oficiais do Amapá” está aberta ao público no espaço de museu do Parque Residência, em Macapá, unindo cultura, lazer e história em uma experiência imersiva sobre a trajetória política e institucional do estado. A mostra apresenta materiais históricos relacionados aos governadores do Amapá e à evolução da Imprensa Oficial, reunindo peças originais, publicações raras e recursos tecnológicos interativos.

Coordenada pela Secretaria de Estado da Administração (Sead), por meio do Núcleo de Imprensa Oficial (NIO) e da Coordenadoria de Gestão Patrimonial e Logística (CGPL), a exposição reúne exemplares históricos dos jornais Amapá(1945–1968), Novo Amapá (1968–1974) e do Diário Oficial do Estado, criado em 1964 e responsável, até os dias atuais, pela publicidade legal dos atos públicos estaduais.

A secretária de Estado da Administração, Cinthya Mendes, destacou a importância da iniciativa para a preservação da memória institucional e cultural do estado.

Cinthya Mendes, secretária de Administração do Estado
Cinthya Mendes, secretária de Administração do Estado
Foto: Kit Nascimento/ Ascom Sead

“A história do Amapá e da Imprensa Oficial caminham lado a lado. Cabe às publicações legais o dever de registrar os atos oficiais da Administração Pública e torná-los válidos. Esse rico acervo revela detalhes dessa trajetória, permitindo conhecer o passado tucuju, as raízes do povo e sua memória social. Além disso, apresentamos tudo isso em formato multimídia, alcançando novos públicos”, ressaltou a secretária.

Esta é a terceira edição da exposição, que já passou pelo Monumento Marco Zero do Equador, em 2024, e pela Expofeira Agropecuária do Amapá.

Processo de transformação digital da Imprensa
Processo de transformação digital da Imprensa
Foto: Kit Nascimento/ Ascom Sead

Acervo histórico e experiência multimídia

Logo na entrada do espaço, os visitantes são recepcionados por máquinas que fizeram parte da história da produção gráfica da Imprensa Oficial, como uma grampeadeira elétrica utilizada para grandes volumes de papel e uma mesa de retoque, empregada na identificação de manchas e imperfeições em chapas de impressão.

O público também pode conhecer um estojo com tipos de chumbo utilizados na tipografia — método de impressão adotado até meados da década de 1970, no qual os textos eram montados manualmente, letra por letra.

Ao longo da mostra, placas temáticas apresentam recortes históricos organizados por assuntos como Desenvolvimento Econômico, Cultura e Transformação Digital, proporcionando uma viagem pela construção administrativa e social do Amapá.

Painéis digitais exibem vídeos especiais
Painéis digitais exibem vídeos especiais
Foto: Kit Nascimento/ Ascom Sead

No centro da sala, dois painéis digitais exibem vídeos especiais. O primeiro apresenta uma linha do tempo com fatos históricos do estado e registros da atuação dos governadores e da Imprensa Oficial. Já o segundo mostra o processo de transformação digital do setor e o projeto de modernização predial do Núcleo.

Segundo o gerente do NIO, Caio Semblano, a exposição reforça o compromisso da instituição com a preservação da memória pública e a modernização do acesso à informação.

Caio Semblano, gerente do Núcleo de Imprensa Oficial
Caio Semblano, gerente do Núcleo de Imprensa Oficial
Foto: Kit Nascimento/ Ascom Sead

“Essa exposição é uma forma de aproximar a população da história institucional do Amapá e mostrar a importância da Imprensa Oficial na preservação da memória pública. Cada documento, equipamento e publicação ajuda a contar a evolução do estado e das formas de comunicação oficial ao longo das décadas. Além de preservar esse patrimônio, também buscamos demonstrar o avanço tecnológico e a modernização vivida pela Imprensa Oficial nos últimos anos”, destacou Semblano.

A exposição é composta por:

  • 13 placas suspensas com recortes históricos de publicações marcantes da Imprensa Oficial;
  • 2 vídeos exibidos em painéis digitais centrais;
  • Livros originais dos jornais Amapá, Novo Amapá e do Diário Oficial do Estado;
  • 3 telas interativas;
  • Máquinas antigas que integravam o parque gráfico da Imprensa Oficial, utilizado até 2016.

Governo do Estado inaugura Parque Residência, novo espaço cultural que celebra a história e a identidade dos amapaenses


O governador do Amapá, Clécio Luís, entregou nesta sexta-feira, 29, o mais novo ponto turístico da capital: o Parque Residência. O espaço revitalizado e modernizado passa a reunir cultura, memória e turismo em Macapá.

Mais do que a requalificação de um espaço histórico, o projeto representa um investimento estratégico da gestão estadual na preservação da memória coletiva e no fortalecimento do sentimento de pertencimento da população.

“Hoje o Amapá vive um momento histórico. O Parque Residência simboliza como a inovação também pode caminhar ao lado da cultura e da preservação da memória. Este espaço une tecnologia, turismo, empreendedorismo criativo e valorização da identidade amazônica em um só lugar. É um investimento que fortalece nossa economia criativa e projeta o estado para o futuro sem esquecer suas raízes”, destacou o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Edivan Andrade.

Edivan Andrade, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação
Edivan Andrade, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação
Foto: Aog Rocha/GEA

A antiga residência oficial dos governadores foi transformada em um ambiente aberto à população, com exposições inéditas, por meio do Projeto de Salvaguarda da Memória, experiências interativas, espaços gastronômicos e áreas de convivência integradas e acessíveis na orla da capital.

Com a revitalização realizada com recursos do Tesouro Estadual, o Parque Residência passa a integrar a rota turística e cultural do Amapá, ampliando os espaços públicos voltados à arte, memória, lazer e identidade amazônica. Novo cartão-postal da cidade, o local será referência para moradores e visitantes interessados na história, na criatividade e nas experiências culturais do estado.

O avião Bandeirante é uma das atrações em exposição no Parque Residência, integrando o acervo histórico que valoriza a memória e a identidade do povo amapaense
O avião Bandeirante é uma das atrações em exposição no Parque Residência, integrando o acervo histórico que valoriza a memória e a identidade do povo amapaense
Foto: Maksuel Martins

Elke Rocha, professora da Unifap e historiadora responsável pela coordenação do Projeto de Salvaguarda da Memória da antiga residência oficial, destacou que o espaço representa um reencontro dos amapaenses com a própria história.

“O espaço representa muito mais do que a recuperação de um patrimônio físico. Ele simboliza o reencontro da população amapaense com sua história, memória e identidade cultural. Cada ambiente, exposição e elemento histórico presente aqui ajuda a contar a trajetória do nosso estado, desde sua formação política até as expressões culturais que constroem a identidade amazônica do povo amapaense. É um espaço que preserva o passado, valoriza o presente e inspira as futuras gerações a reconhecerem a importância da nossa cultura e do nosso patrimônio histórico”, ressaltou a historiadora.

Elke Rocha, professora da Unifap e historiadora responsável pela coordenação do Projeto de Salvaguarda da Memória da antiga residência oficial
Elke Rocha, professora da Unifap e historiadora responsável pela coordenação do Projeto de Salvaguarda da Memória da antiga residência oficial
Foto: Flávio Sousa/Setec

Previsto no Plano de Governo, o Parque Residência representa a retomada de um espaço que permaneceu fechado por aproximadamente dez anos e que é considerado um símbolo da história amapaense.

A antiga casa do governador possui cerca de 9 mil metros quadrados e está localizada na Rua Cândido Mendes, no Centro de Macapá, próxima à orla da cidade.

Maria Rodrigues, de 47 anos, ressaltou que conhecer o Parque Residência era um sonho antigo. Ela conta que, desde criança, passava em frente ao local e imaginava como era o espaço por dentro. Na época, visitar o ambiente era motivo de orgulho para muitos amapaenses.

Maria Rodrigues, de 47 anos, realizou o sonho de conhecer o Parque Residência durante a inauguração do novo espaço cultural
Maria Rodrigues, de 47 anos, realizou o sonho de conhecer o Parque Residência durante a inauguração do novo espaço cultural
Foto: Flávio Sousa/Setec

“Eu estou emocionada de verdade. Caminhar por esse espaço é como revisitar a história do nosso estado e enxergar o quanto o Amapá é rico culturalmente. Ver tudo isso revitalizado, bonito, acessível e cheio da nossa identidade dá orgulho de ser amapaense. É um lugar que faz a gente se sentir parte dessa história”, afirmou.

Maria estava acompanhada da neta, Sara Fernanda, de 10 anos, e destacou que o Parque Residência é um ambiente adequado para que as novas gerações possam conhecer e se conectar com a história do Amapá.

Sara Fernanda, de 10 anos, ficou encantada com o acervo histórico em exposição no Parque Residência e destacou o interesse em conhecer mais sobre a história do Amapá
Sara Fernanda, de 10 anos, ficou encantada com o acervo histórico em exposição no Parque Residência e destacou o interesse em conhecer mais sobre a história do Amapá
Foto: Flávio Sousa/Setec

Com a inauguração, o estado dá um passo importante na valorização de sua história e na construção de um futuro que reconhece e preserva suas raízes. O Parque Residência surge, assim, como um convite aberto para que todos conheçam, vivenciem e se reconectem com a essência do povo amapaense. O espaço funcionará durante o dia e à noite, com entrada principal pela Rua Binga Uchôa.

O Parque Residência tem 9 mil metros quadrados e está localizada na Rua Cândido Mendes, no Centro de Macapá, próximo à orla da cidade
O Parque Residência tem 9 mil metros quadrados e está localizada na Rua Cândido Mendes, no Centro de Macapá, próximo à orla da cidade

Parque da Residência reúne esculturas que valorizam a história e a identidade cultural do Amapá

O Governo do Amapá entrega nesta sexta-feira, 29, o novo Parque da Residência, em Macapá, consolidando o espaço como um importante centro de cultura, lazer e turismo. Além da revitalização estrutural, o ambiente passa a contar com um conjunto de 11 esculturas que homenageiam personagens históricos e símbolos da identidade cultural amapaense.

As obras foram produzidas por artistas locais e integram o conceito do parque de aproximar a população da história e das tradições do estado por meio da arte pública. Entre os destaques estão esculturas de figuras históricas, como Janary Nunes e o operário da Icomi, além de representantes do Marabaixo, manifestação cultural reconhecida como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

O artista visual Marcone Silva, que possui mais de duas décadas de atuação nas artes visuais, participou da execução das peças e destacou a importância do projeto para a valorização da cultura amapaense.

“É um trabalho muito importante para a minha trajetória como artista, principalmente por representar personalidades que fazem parte da história do Amapá. É gratificante contribuir para um espaço que vai aproximar a população da nossa cultura e da nossa memória”, ressaltou o artista.

O artista Marcone Silva durante o trabalho de produção da escultura em homenagem ao operário da Icomi
O artista Marcone Silva durante o trabalho de produção da escultura em homenagem ao operário da Icomi
Foto: Lucas Mota/GEA

As esculturas homenageiam mestres e mestras do Marabaixo, como Julião Ramos, Mestre Ladislau, Dona Gertrudes e Dona Raimunda, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a preservação das manifestações culturais tradicionais.

Para a secretária de Estado da Cultura, Clicia Di Miceli, o Parque da Residência representa um novo momento para a democratização do acesso à arte e à cultura no estado.

“O parque foi pensado para ser um espaço de convivência, turismo e valorização da nossa identidade cultural. Essas esculturas ajudam a contar a história do Amapá e aproximam a população dos nossos patrimônios culturais”, enfatizou a secretária.

Com o novo acervo artístico, o Parque da Residência passa a funcionar também como um museu a céu aberto, fortalecendo o turismo cultural e oferecendo à população um espaço de contemplação, conhecimento e valorização da história amapaense.

Esculturas de personalidades históricas do Marabaixo homenageiam Tia Gertrudes, Dona Raimunda, Julião Ramos e Raimundo Ladislau
Esculturas de personalidades históricas do Marabaixo homenageiam Tia Gertrudes, Dona Raimunda, Julião Ramos e Raimundo Ladislau

Governo do Estado entrega Parque Residência com história viva e experiências únicas sobre o Amapá


O Governo do Amapá se prepara para entregar à população um novo e emblemático espaço de cultura, lazer e memória. O Parque Residência será inaugurado na próxima sexta-feira, 29, em Macapá, consolidando-se como um dos principais pontos turísticos e culturais do estado e um marco na valorização da identidade amapaense.

Mais do que a requalificação de um espaço histórico, o projeto representa um investimento estratégico da gestão estadual na preservação da memória coletiva e no fortalecimento do sentimento de pertencimento da população.

“É algo tão importante que já se tornou um fato histórico. É isso que nós queremos: aguçar a criatividade, a imaginação e o sentimento de pertencimento e amor pelo Amapá. Tudo isso será contado por cada elemento desse espaço, reunindo histórias desde a década de 1940 até os dias atuais”, afirmou o governador Clécio Luís.

O governador Clécio Luís reforçou que o espaço foi pensado para despertar a criatividade, a imaginação e o sentimento de pertencimento ao Amapá
O governador Clécio Luís reforçou que o espaço foi pensado para despertar a criatividade, a imaginação e o sentimento de pertencimento ao Amapá
Foto: Max Renê

Um espaço para viver a história do Amapá

O Parque Residência foi concebido para proporcionar uma experiência imersiva ao público. Ao todo, o local contará com seis salas de exposições, que irão apresentar desde os primeiros registros da formação do estado até acontecimentos mais recentes, conectando gerações por meio da história.

O espaço conta com seis salas de exposições, que apresentarão desde os primeiros registros da formação do estado até acontecimentos mais recentes
O espaço conta com seis salas de exposições, que apresentarão desde os primeiros registros da formação do estado até acontecimentos mais recentes
Foto: Arthur Alves

Um dos grandes atrativos do parque será o conjunto de peças históricas em exposição aberta ao público. O destaque vai para o avião Embraer EMB 110 Bandeirante, que marcou uma época no desenvolvimento do estado ao realizar mais de 200 missões governamentais entre as décadas de 1980 e 1990.

A aeronave, que recentemente percorreu as ruas de Macapá em um translado histórico acompanhado por estudantes e moradores, agora passa a integrar o acervo permanente do parque. Ao lado dela, estarão também uma locomotiva, vagões de passageiros e de minério, compondo um cenário que resgata diferentes ciclos econômicos e sociais do estado.

O avião Embraer EMB 110 Bandeirante, que faz parte conjunto de peças históricas em exposição aberta, é uma das grandes atrações
O avião Embraer EMB 110 Bandeirante, que faz parte conjunto de peças históricas em exposição aberta, é uma das grandes atrações
Foto: Arthur Alves

O espaço também valoriza o conhecimento tradicional. Uma das exposições será dedicada aos “Mestres dos Saberes”, com destaque para a carpintaria naval do Elesbão, prática ancestral que representa o modo de vida das comunidades ribeirinhas.

Outra ala será voltada à história da comunicação pública, reunindo documentos e registros da Imprensa Oficial, evidenciando a evolução institucional do estado ao longo das décadas.

Novo cartão-postal do Amapá

Previsto no Plano de Governo, o Parque Residência é a retomada de um espaço que estava fechado há aproximadamente 10 anos, considerado um símbolo da história amapaense.

A antiga casa do governador tem 9 mil metros quadrados e está localizado na Rua Cândido Mendes, no Centro de Macapá, próximo à orla da cidade. O projeto conta com galeria de arte, praça de alimentação, espaços de exposições, áreas de empreendedorismo, anfiteatro e outros equipamentos culturais.

Com a inauguração, o estado dá um passo importante na valorização de sua história e na construção de um futuro que reconhece e preserva suas raízes. O Parque Residência surge, assim, como um convite aberto para que todos conheçam, vivenciem e se reconectem com a essência do povo amapaense.

O Parque Residência representa a retomada de um espaço que estava fechado há aproximadamente 10 anos e é considerado um símbolo da história amapaense
O Parque Residência representa a retomada de um espaço que estava fechado há aproximadamente 10 anos e é considerado um símbolo da história amapaense

Jornalista Cristina Serra lança livro e participa de Fórum de Direitos Humanos em Macapá


A jornalista e escritora Cristina Serra estará em Macapá nos dias 19 e 20 de maio para participar do 3º Fórum de Direitos Humanos e lançar o livro “Cidade Rachada: como a mineração engoliu cinco bairros em Maceió e arruinou a vida de 60 mil pessoas”. O Fórum é promovido pela Defensoria Pública do Estado do Amapá (Defenap) e será realizado no dia 19 de maio. No dia 20 de maio, Cristina Serra participa do Sarau Lítero-Musical, no Restaurante Dallen, no bairro Araxá.

Com mais de 40 anos de carreira no jornalismo, Cristina Serra atuou durante 26 anos na Rede Globo, onde foi correspondente nos Estados Unidos e comentarista do Programa do Jô. Também integrou as equipes da Veja e do Jornal do Brasil. Ultimamente a jornalista passou a dedicar-se especialmente às pautas relacionadas ao meio ambiente e aos direitos humanos. É colunista do ICL Notícias e apresentadora do programa Brasil no Mundo, da TV Brasil.

Em 2018, Cristina esteve no Amapá para lançar o livro-reportagem Tragédia em Mariana: A História do Maior Acidente Ambiental do Brasil, obra sobre o desastre ambiental ocorrido em 2015, em Mariana (MG). A cobertura da tragédia para o Fantástico foi decisiva para aprofundar sua atuação no jornalismo ambiental.

No novo livro “Cidade Rachada”, a autora aborda os impactos de quatro décadas de exploração de sal-gema pela petroquímica Braskem em Maceió (AL). A obra retrata os danos ambientais, sociais e urbanos provocados pela atividade mineradora, além de apresentar relatos de famílias afetadas pela destruição de bairros inteiros na capital alagoana.

Fórum e Sarau

No 3º Fórum, voltado para profissionais de imprensa, Cristina Serra discutirá o papel do jornalismo na defesa dos direitos humanos, tema que acompanha sua trajetória desde o movimento estudantil. O evento será no auditório da Defenap, às 17h.

O Sarau Lítero-Musical será uma noite de autógrafos, poesia e música, organizado por amigos amapaenses. Estão confirmadas participações de Poetas Azuis, Tatamirô da Poesia, Deize Pinheiro, Amadeu Cavalcante, Hian Moreira, Cássio Pontes, Augusto Oliveira, Ruti Costa, Bia Nelluty, Finéias Nelluty, Paulo Bezerra e Zé Miguel, entre outros artistas amapaenses. A partir de 19h, no Restaurante Dallen, Araxá.

Cinema, cultura e identidade negra marcam a segunda edição do Festival AfroEstima no Amapá


O Festival
AfroEstima chega à 2ª edição celebrando o cinema negro, amazônico e periférico no Amapá. Com programação gratuita entre os dias 21 e 23 de maio, o evento reúne mostras audiovisuais, oficinas, debates e apresentações culturais, fortalecendo o intercâmbio entre produções locais, nacionais e internacionais. A cerimônia oficial de abertura acontece no dia 21 de maio, a partir das 18h, no Cine Teatro Territorial, em Macapá.

Antes da abertura oficial, o AfroEstima já começa movimentando a cidade com um esquenta especial no dia 20 de maio, às 19h, no Movieland Cinemas. A sessão exibe o longa nigeriano “A Sombra do Meu Pai” (2025), dirigido por Akinola Davies Jr., produção que recebeu menção honrosa do júri da Caméra d’Or no Festival de Cannes. O filme acompanha um pai afastado dos dois filhos pequenos durante uma intensa jornada por Lagos, enquanto tensões políticas e sociais ameaçam o retorno da família para casa.

Já a programação do AfroEstima contempla três mostras principais: a Mostra Pan-Amazônica, dedicada a produções da Amazônia Legal e territórios amazônicos internacionais; a Mostra Outros Brasis, com filmes de diferentes regiões do país; e a Mostra Amapaense, voltada exclusivamente para produções locais e que contará com votação popular para escolha do melhor filme.Aprogramação também está disponível no site: www.afroestimafestival.com

Além das exibições, o festival também realiza atividades formativas e debates sobre arte, cultura e tecnologia, promovendo espaços de troca entre realizadores, artistas e o público.

Para Rodrigo Aquiles, um dos organizadores do festival, a segunda edição reforça o compromisso do AfroEstimacom a valorização das narrativas negras amazônicas.

“O AfroEstima nasce da necessidade de criar espaços onde nossas histórias possam ser vistas, discutidas e celebradas. Esta segunda edição mostra que existe uma produção potente sendo feita na Amazônia e que ela merece ocupar as telas, os debates e os espaços culturais da cidade”, destaca Rodrigo Aquiles.

Rayane Penha ressalta a importância do festival como ferramenta de formação e fortalecimento da cena cultural local.

“Mais do que um festival de cinema, o AfroEstima é um espaço de encontro, reconhecimento e construção coletiva. É muito importante proporcionar acesso a obras que dialogam com identidade, território e pertencimento, especialmente para a juventude negra e amazônida”, conclui Rayane Penha.

Confira a programação completa:

20 DE MAIO (Quarta) – Esquenta AfroEstima


19h: Exibição do longa nigeriano “A Sombra do Meu Pai”
Local: Movieland Cinemas

21 DE MAIO (Quinta)
18h: Mostra Pan-Amazônica
Local: Cine Teatro Territorial

22 DE MAIO (Sexta)
09h: Oficina de Animação
14h: Mostra Videoclipes
16h: Debate “Tecnologias de Aquilombamento
18h: Mostra Outros Brasis
Local: Cine Teatro Territorial

23 DE MAIO (Sábado)
09h: Oficina de Ballroom
14h: Mostra Amapaense (com votação popular para escolha do melhor filme)
Local: Cine Teatro Territorial
19h: Shows de Encerramento + Cerimônia de Premiação
Local: Centro de Cultura Negra (UNA)

O Festival AfroEstima é uma celebração da diversidade, da memória e da potência criativa negra amazônica, consolidando-se como um importante espaço de difusão cultural no estado do Amapá.

 

Governo do Amapá lança edital de R$ 10 milhões para fomentar projetos culturais em todo o estado


O Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), lançou o Edital de Chamamento Público nº 001/2026 – FEC/AP, voltado à seleção de projetos culturais com financiamento do Fundo Estadual de Cultura (FEC). A iniciativa disponibiliza um total de R$ 10 milhões para apoiar propostas em diferentes segmentos artísticos e culturais.

O edital segue o modelo de demanda espontânea, permitindo que agentes culturais de todo o estado apresentem projetos em áreas como teatro, música, dança, audiovisual, literatura, cultura popular, hip-hop, patrimônio, entre outras manifestações. A proposta é incentivar a produção cultural, promover a descentralização de recursos e ampliar o acesso às políticas públicas culturais no Amapá.

As inscrições estarão abertas de 1º a 30 de junho de 2026, exclusivamente pela internet, por meio do portal oficial da Secult. Os projetos devem ser enviados em formato digital, com documentação completa e plano de trabalho detalhado.

O edital também prevê políticas afirmativas, com reserva de vagas para pessoas negras, indígenas, pessoas com deficiência e novos talentos, fortalecendo a inclusão e a diversidade no cenário cultural amapaense. Além disso, os projetos selecionados deverão ter execução mínima de quatro meses e duração de até um ano.

A seleção será feita com base em critérios técnicos e de mérito cultural, avaliando aspectos como relevância artística, clareza da proposta, trajetória dos proponentes e impacto na formação de público.

Com a iniciativa, o Governo do Estado reforça o compromisso com o fortalecimento da cadeia produtiva da cultura, estimulando a criação, circulação e valorização das expressões culturais locais.
Acesse o edital completo

Beleza, identidade e potência: desfile de moda afro transforma o TJAP em palco de representatividade e celebração feminina


Na tarde desta sexta-feira (27), o Plenário do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP) foi muito além de um espaço institucional: virou passarela, palco e território de afeto, identidade e representatividade. O desfile de moda afro “O Lugar Delas”, realizado em parceria com o Instituto Zwanga Impacto Social, reuniu magistradas, servidoras, colaboradoras e convidadas e convidados, em um encontro onde a emoção, beleza e propósito estiveram juntos.

Logo na abertura, o clima já indicava que não seria apenas um desfile. Era celebração. Era pertencimento. Era o reconhecimento, em cada detalhe, da força e da ancestralidade das mulheres negras.

A juíza Elayne Cantuária, que preside a Comissão de Heteroidentificação do TJAP, destacou a importância do momento como um marco de valorização e representatividade dentro do Judiciário.

“Este momento representa muito mais do que um desfile. É um ato de reconhecimento, de valorização e de afirmação da identidade das mulheres negras dentro do sistema de Justiça. O Tribunal de Justiça do Amapá se fortalece quando abre espaço para a diversidade, para a cultura e para a representatividade. Hoje, celebramos histórias, trajetórias e a potência feminina que transforma.”

O representante da Coordenadoria de Igualdade Racial do TJAP, servidor Cainã Balieiro, falou sobre a iniciativa que valoriza a diversidade dentro e fora do Judiciário.

“Essa iniciativa reforça que a pauta da igualdade racial precisa estar presente em todos os espaços, inclusive no Judiciário. Valorizar a estética, a cultura e a identidade afro é também promover respeito, pertencimento e equidade. É sobre reconhecer que a diversidade é essencial para uma sociedade mais justa.”

O secretário-geral Veridiano Colares ressaltou o papel do TJAP na promoção de uma Justiça mais inclusiva.

“O Tribunal de Justiça do Amapá tem o compromisso de ser uma instituição cada vez mais inclusiva, sensível e conectada com a sociedade. Ações como essa mostram que a Justiça também se constrói com humanidade, com escuta e com valorização das pessoas em sua pluralidade.”

A designer Rejane Soares, responsável pelo desfile, emocionou ao falar sobre a moda como instrumento de transformação social e afirmação cultural.

“A moda que apresentamos aqui carrega história, ancestralidade e resistência. Cada peça é uma forma de expressão, de afirmação cultural e de orgulho. Ver essas mulheres ocuparem esse espaço com tanta força e beleza é a prova de que a moda também transforma, empodera e dá voz.”

Após os pronunciamentos, foi na passarela que tudo ganhou ainda mais força. Uma a uma, mulheres do TJAP e do Instituto Zwanga ocuparam o espaço com elegância, personalidade e história. Não era apenas sobre roupas, era sobre narrativas, sobre raízes, sobre orgulho.

Entre aplausos e olhares atentos, cada entrada reafirmava que representatividade não é conceito abstrato: é presença real, viva e potente.

Para a servidora Eliana Santana, a experiência foi marcada por emoção e significado. “Estar aqui hoje é muito mais do que desfilar. É representar a nossa história, a nossa identidade e a nossa força. Cada passo na passarela carrega orgulho, pertencimento e a certeza de que podemos ocupar todos os espaços sendo quem somos.”

Na passarela do TJAP, Ana Júlia Pontes, Ariadne Ramos, Carla Regiane, Célia Coutinho, Creiciane Neves, Edna Melo, Eliana Santana, Elisângela Pereira, Euciane Souza, Faby Neves, Gardênia Vinagre, Jackeline Santos, Janice Divino, Kesia Nascimento, Maria Eudóxia Ramos, Marizele Lobato, Neuziane Videira, Noemia Morais, Patrícia Andrade, Patrícia Romano e Quézia Soares, mulheres que, com presença e autenticidade, transformaram o Plenário do Tribunal em um espaço de expressão, pertencimento e potência.

Ao término do desfile, aquele sentimento bom de quem viveu algo especial. Mais do que um evento, esta ação deixou uma mensagem que ecoou no plenário: moda também é voz. É identidade. E, sobretudo, é transformação.

Lona Aberta chega à 4ª edição com programação gratuita de circo e palhaçaria no Sambódromo de Macapá

Festival reúne espetáculos locais e nacionais, oficinas, cortejo artístico e atividades formativas entre os dias 24 e 28 de março

A 4ª edição do Lona Aberta, Festival de Circo e Palhaçaria Amapaense, acontece de 24 a 28 de março no Sambódromo de Macapá, com programação gratuita e classificação livre. O evento reúne espetáculos, oficinas, cortejo artístico e atividades formativas.

Realizado pela Cia. Cangapé, com apoio da Oca Produções e Umã Comunicações, e com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Governo Federal, por meio do Edital Secult/AP nº 001/2024 – Feiras, Festivais, Mostras e Rodadas de Negócio, o festival chega à sua quarta edição consolidado como um dos principais espaços de circulação e valorização das artes circenses no Amapá.

Ao longo de cinco dias, a lona da Cia. Cangapé se transforma em ponto de encontro entre artistas, estudantes e público. A programação reúne diferentes linguagens do picadeiro, como palhaçaria, teatro físico, acrobacia, malabarismo e mágica.

Circo como formação e troca de experiências

Além das apresentações, o festival também promove atividades formativas e espaços de reflexão sobre o fazer circense.

Na abertura do evento, o público poderá participar da oficina “De Cara com a Rua”, ministrada pelo coletivo nacional FusCirco, que acontece em dois períodos no dia 24 de março.

Ainda na terça-feira, a programação inclui um cortejo artístico e a roda de conversa “Os caminhos do circo dentro e fora do picadeiro”, que reúne artistas e pesquisadores para refletir sobre a trajetória, os desafios e as perspectivas da arte circense na região.


Foto: Paula Morazza

Oficinas e atividades formativas integram a programação do festival, aproximando artistas, estudantes e público da linguagem circense.

Participação de escolas públicas

A programação também contará com a participação de estudantes de mais de 17 escolas públicas, entre instituições municipais, estaduais e turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As sessões diurnas foram pensadas especialmente para o público infantil, ampliando o acesso de crianças e jovens à experiência do circo dentro de uma lona tradicional.

Já as sessões noturnas são abertas a todas as idades, convidando crianças, jovens e adultos a viverem juntos o encantamento do picadeiro.

Companhias nacionais convidadas

Foto: Samuel

Diretamente do Ceará, o Coletivo FusCirco é uma das atrações nacionais convidadas para a 4ª edição do Lona Aberta.

Nesta edição, o festival amplia sua programação com três espetáculos nacionais, além da participação de mais de dezessete companhias e artistas locais selecionados por meio de chamamento público.

Do Ceará, o Coletivo FusCirco apresenta dois espetáculos. “O Gran Circo Malabar” traz o malabarismo a partir do olhar do palhaço popular, com o Palhaço Pitchula conduzindo o público por uma jornada cheia de humor e habilidade.

Encerrando a participação do coletivo, “A Risita” é um solo da palhaça Rupi, que combina música, malabares e palhaçaria em uma apresentação dinâmica e interativa, marcada por desafios, improvisos e muito humor.

Representando a região Norte, o Grupo Folhas de Papel, do Pará, apresenta “Magya e Mystério”, espetáculo que mistura palhaçaria, mágica e ilusionismo. Em cena, a dupla dá vida a uma assistente atrapalhada e a um mágico glamoroso em uma experiência divertida e interativa para todas as idades.

Atuando desde 2017, o grupo desenvolve criações que atravessam o circo e o teatro, já tendo circulado por festivais e projetos culturais em diferentes estados do país.

Foto: Arquivo pessoal

O Grupo Folhas de Papel, do Pará, integra a programação nacional da 4ª edição do Lona Aberta com o espetáculo “Magya e Mystério”.

Programação

Terça-feira – 24/03
9h às 11h — Oficina “De Cara com a Rua” – Coletivo FusCirco (CE)
14h às 17h — Oficina “De Cara com a Rua” – Coletivo FusCirco (CE)
19h — Cortejo artístico (Charanga dos Trecos + Movimento de Circo do AP)
19h30 — Roda de conversa “Os caminhos do circo dentro e fora do picadeiro”

Jones Barsou; Ajota Takashi; Amanda Santos; Henrique Rosa; mediação: Alice Araújo

Quarta-feira – 25/03
9h às 11h — Oficina de mágica e improviso – Grupo Folhas de Papel (PA)
14h30 às 17h — Loukart; Cia O Ninho; Pato e Laranjinha; Turma do Tio Pingo; Casa Circo (Palhaço Mutuca); Cia Cangapé
19h às 21h — Pato e Laranjinha; Cia Cangapé (Virtuose)

Quinta-feira – 26/03
9h às 11h — Pato e Laranjinha; Palhaça Biscoito; Palhaça Xéxéua; Cia Cangapé
15h às 17h — Pato e Laranjinha; Bibica Oliver; Tio Káh; Palhaça Tonton; Cia Cangapé
19h às 21h — Pato e Laranjinha; Cia Cangapé; Grupo Folhas de Papel (PA) – “Magya e Mystério”

Sexta-feira – 27/03
9h às 11h — Pato e Laranjinha; Sandro Brito; Cia O Ninho; Cia Cangapé
15h às 17h — Pato e Laranjinha; Palhaço Vavá; Pato e Laranjinha; Cia Cangapé
19h às 21h — Pato e Laranjinha; Cia Cangapé; Coletivo FusCirco (CE) – “O Gran Circo Malabar”

Sábado – 28/03
19h às 21h — Pato e Laranjinha; Cia Cangapé (As Encantadas); Julio Barbosa (Flying High); Coletivo FusCirco (CE) – “A Risita”

 

Links dos releases dos espetáculos nacionais

🔗 A Risita — Coletivo FusCirco
https://drive.google.com/drive/folders/1752u6PbKNUSiFgLcxoviMD_h45WbBmaa

🔗 O Gran Circo Malabar – Coletivo FusCirco
https://drive.google.com/drive/folders/1WgV_T45QYUpJgBZjzkZQT-974dU8Lh-5

🔗 Magya e Mystério — Grupo Folhas de Papel
https://drive.google.com/drive/folders/1vF9d9n7fzX3u_S5qRF47a8u8gMD9S7FY

Sobre o festival

A arte circense é um dos mais antigos e potentes instrumentos de formação cultural, promovendo imaginação, ludicidade e expressão artística.

O Lona Aberta nasce desse princípio e é realizado pela Cia Cangapé, grupo com trajetória desde 2009 e reconhecido como Ponto de Cultura por sua atuação na democratização do acesso à arte na periferia de Macapá.

O festival reafirma esse compromisso ao criar um espaço de celebração, aprendizado e fortalecimento do circo no Amapá, reunindo artistas locais e nacionais em uma programação gratuita e acessível para todos os públicos.

Para mais informações e atualizações sobre a programação, acompanhe as redes sociais da Cia Cangapé.

Arte amazônica ganha destaque em mural de subestação da CEA Equatorial em Santana

A arte que nasce da vivência amazônica volta a ocupar espaço de destaque na paisagem urbana do Amapá. O artista plástico Jeriel Luz assina, pela segunda vez, um mural em uma subestação de energia da CEA Equatorial, desta vez na Subestação Forte Cumaú, em Santana. A obra reforça a valorização da produção artística nortista em grandes espaços públicos, transformando o muro da subestação em uma verdadeira tela a céu aberto.

Intitulado “O Encanto de Cumaú: Natureza e Cultura”, o mural possui 144 metros quadrados e é a segunda maior obra realizada pelo artista para o Grupo Equatorial, além de ser a terceira maior de toda a sua carreira. Executada no estilo Pop Art Tucuju, a pintura reúne elementos da cultura, da natureza e do cotidiano amazônico, marca registrada do trabalho de Jeriel, reconhecido por retratar o Amapá por meio de cores vibrantes e traços contemporâneos. Pare este trabalho, Jeriel uniu pontos turísticos, cultura, história e religião da cidade de Santana, retratando nos muros imagens representativas aos santanenses.

Muro da SE Forte Cumaú já pode ser contemplada por moradores de Santana. (Foto: Divulgação/ Grupo Equatorial)

Natural de Macapá, Jeriel Luz atua no mercado das artes visuais há mais de 30 anos. Suas pinturas são vivencias e a demonstração das histórias que ouvia enquanto criança, contadas pela mãe. O artista é formado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e criador do movimento Pop Art Tucuju, uma linguagem artística autoral que dialoga com a identidade cultural do povo amazônida, mesclando referências da Pop Art com símbolos regionais, como o ribeirinho, os rios, a fauna, a flora e manifestações culturais tradicionais do estado.

Ao longo da carreira, o artista já participou de exposições nacionais e internacionais, levando a arte amapaense para países como França e Portugal. Para Jeriel, levar sua arte para espaços públicos de grande circulação é uma forma de democratizar o acesso à cultura e fortalecer o sentimento de pertencimento.

“Quando a arte ocupa esses lugares, ela passa a dialogar diretamente com as pessoas, com a cidade e com a história daquele espaço. É uma forma de valorizar a cultura amazônica e mostrar que ela pode estar presente em todos os ambientes”, destaca o artista.

Jeriel Luz é artista plástico, desenhista, fotógrafo, pintor, professor, entre outras funções que trazem riqueza para a arte amapaense. (Foto: Divulgação/ Grupo Equatorial)

A nova obra está no muro da Subestação Forte Cumaú, localizada na zona portuária de Santana, na Rua Cláudio Lúcio Monteiro, bairro Hospitalidade. O empreendimento é considerado estratégico para o município e marca um novo patamar de modernização da infraestrutura elétrica local.

Com a entrada em operação da Forte Cumaú, Santana passa a ter um aumento de 32% na capacidade de distribuição de energia, beneficiando diretamente mais de 108 mil moradores, com maior estabilidade, confiabilidade e segurança no fornecimento. A subestação é a primeira construída do zero no município, seguindo os padrões técnicos e operacionais do Grupo Equatorial, com investimento superior a R$ 24 milhões.

A Igreja Matriz, imagem de Santa Ana, o porto, cobra Sofia, o Forte Cumaú, entre outros, fazem parte da pintura do artista. (Foto: Divulgação/ Grupo Equatorial)

Ao unir arte e infraestrutura, a CEA Equatorial reforça seu compromisso não apenas com a qualidade do serviço prestado, mas também com a valorização da cultura local, dando visibilidade a artistas da região.

A inauguração da Subestação Forte Cumaú e a entrega oficial do mural “O Encanto de Cumaú: Natureza e Cultura” ocorrem nesta quarta-feira, dia 21, em Santana.

Assessoria de Imprensa do Grupo

ALCIONE: “Marabaixo: Tradição do Amapá”


Convidada pelo Governo do Amapá para lançar um single em parceria com artistas amapaenses, Alcione gravou “Marabaixo: Tradição do Amapá”: um medley com algumas das canções mais representativas da cultura afro-amapaense.

A escolha da “Marrom” deu-se por sua intensa ligação e intimidade com os estilos musicais do Norte e Nordeste, sempre presentes em sua discografia. A artista já registrou forró, xote, baião, maracatu e inúmeras toadas de bumba meu boi, entre tantos outros ritmos das diversas regiões do país.

Somado a isso, a escola de samba Mangueira já anunciou que, em 2026, homenageará o Amapá com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju: o Guardião da Amazônia Negra”, que destaca esse curandeiro popular e símbolo da sabedoria ancestral amazônica. Assim, a “negra voz do amanhã” tornou-se a escolha ideal para difundir a cultura amapaense.

O Marabaixo: Resistência e Identidade

O Marabaixo é uma manifestação cultural afro-brasileira do Amapá, reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. É uma celebração que funde conhecimentos tradicionais, dança, música, ritos do catolicismo popular e herança africana.

Trazida para a Amazônia por negros escravizados, sua origem remonta ao tempo dos porões, surgindo entre o lamento e a resistência.

Segundo as narrativas, o nome deriva de “mar acima, mar abaixo”, expressão que evoca o balanço dos navios negreiros na diáspora dos africanos.

Nos barracões do Amapá, é dançado em rodas que giram no sentido anti-horário, com passos arrastados que interpretam a memória dos pés outrora acorrentados.

Hoje, essa herança é uma força cultural e artística que se renova a cada “Ciclo do Marabaixo” — evento que une o sagrado ao comunitário. Recentemente, a manifestação ganhou as telas nos canais Bis e GloboNews com o documentário “Amazônia Negra: Expedição Amapá”, disponível no Globoplay, com a participação de Carlinhos Brown e artistas locais.

O single “Marabaixo: Tradição do Amapá”

O pot-pourri reúne obras de compositores renomados e canções de domínio público. Entre os destaques está Joãozinho Gomes (consagrado compositor do Amapá e um dos autores do samba-enredo da Mangueira para 2026).

Faixas que compõem o single:

* Música incidental: “A beleza da arte que emana” (Enrico Di Miceli/Joãozinho Gomes);
* “Mão de Couro” (Val Milhomem/Joãozinho Gomes);
* Ladrões de marabaixo**: “Aonde tu vai, rapaz?” (Raimundo Ladislau – domínio público);
* “Rosa Branca Açucena” (Tradicional – domínio público);
* “Meu Sarilho é dobrador” (Tradicional – domínio público);
* “Vaca Malhada” (Tradicional – domínio público);
* “No Marabaixo é Assim” (Wendel Uchôa/Marcus Paes);
* “O Meu Quilombo” (Adelson Preto);
* “Eu Caio, Eu Caio” (Tradicional – domínio público).

*Ficha Técnica e Produção*

Com produção musical e arranjos do músico amapaense Alan Gomes, o single traz a percussão autêntica da caixa de marabaixo* de Nena Silva, representante do quilombo do Curiaú.

A obra foi gravada no estúdio Play Record (RJ), com direção musical de Alexandre Menezes e Alan Gomes. A mixagem e masterização ficaram a cargo de Vanios Marques. O coro conta com Silmara Lobato e a participação de herdeiros da tradição: Cleane Ramos, Danniela Ramos, Julião do Laguinho e Lorrany Mendes.

*Um Tributo à Amazônia Negra*

Ancestralidade, religiosidade e uma conexão profunda com a arte do Norte brasileiro guiaram este projeto. Ao aceitar o convite, Alcione reafirma seu amor pela pluralidade de um país miscigenado, ajudando a mostrar que o Amapá é uma referência fundamental da nossa Amazônia Negra — um território de riqueza cultural inesgotável que merece ser reverenciado e celebrado por todos os brasileiros.

**Ladrões de marabaixo:* Como são denominados os versos do marabaixo. Possui o formato em pergunta e resposta, o versador “rouba” um tema do cotidiano e passa a cantá-lo.

***Caixa de marabaixo:* Esse ritmo afro-amapaense é tocado em tambores artesanais, chamadas de caixas de Marabaixo.

Festival Povos da Floresta chega à Macapá com música, performances, artes visuais, audiovisual e economia criativa



Macapá é a 3° capital a receber o Festival Povos da Floresta, o circuito itinerante que fomenta a cultura da Amazônia, ponto de partida dessa aventura artística, em que a diversidade dos povos tradicionais e arte contemporânea conectam-se e ganham destaque no cenário nacional. A partir do dia 18 de dezembro o potencial das comunidades quilombolas, ribeirinhas, indígenas e urbanas serão apresentados em forma de música, artes plásticas, artes visuais, e fomentadas nas oficinas, rodas de conversa e feira de empreendedores, que irão acontecer no Centro de Educação Profissional em Artes Visuais Cândido Portinari e no Trapiche Santa Inês

O festival é uma iniciativa do Centro de Inovação da Amazônia Rioterra e apresentado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Cultural, com apoio da Lei Rouanet, de Incentivo à Cultura, e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal. No Amapá o evento tem o apoio do Governo do Estado do Amapá por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). A proposta do Festival Povos da Floresta é fazer o intercâmbio de expressões, saberes, tradições e cultura, e dar visibilidade à todas as formas de talento, criações e mestres da cultura popular.

No CEP Cândido Portinari a exposição de artes visuais, audiovisual e economia criativa ficará disponível a partir de 18 de dezembro até 18 de janeiro, um celeiro em que a identidade e linguagens amazônicas dialogam com o público. Durante um mês o público pode visitar a exposição que apresenta a Amazônia sob olhares diferentes. O curador da etapa Amapá é o indígena Caripune Yermollay, e Mônica Carnieto coordena a exposição, que expressa o protagonismo e riqueza dos povos originários.

Nos dias 20 e 21, os sons e vozes do Amapá, Pará, Roraima, Rondônia e Rio Grande do Norte, dominam a cena e levam para a beira do rio Amazonas no Trapiche Santa Inês, a Amazônia em canto e performance. No sábado tem show do grupo Raízes do Bolão, Afro Criaú, Oneide Bastos, Senzalas, Nilson Chaves, Brenda Melo, Alan Gomes e dona Onete. No domingo a DJ Carol Tucuju, Povo Arara, Zé Miguel e Euterpe, Fineias Nelluty, Pretogonista, Patrícia Bastos, Marrecos Land, Aíla, Gabriê, e Juliana Linhares.

O Festival Povos da Floresta passou por Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR). De Macapá, segue para Belém (PA) e Brasília (DF), onde encerra a temporada itinerante do projeto.

Programação:

18 de dezembro
Local: CEP Cândido Portinari

18h30 — Abertura da Exposição de Artes Visuais, Mostra de Curtas-metragens e da Feira de Economia Criativa.

20 de dezembro
Local: Trapiche Santa Inês

A partir de 18h:

– DJ Aucki
– Grupo Raízes do Bolão, Afro Criaú e Oneide Bastos
– Senzalas
– Nilson Chaves e Brenda Melo convidam Allan Gomes e Dona Onete

21 de dezembro
Local: Trapiche Santa Inês

A partir de 18h:

– DJ Carol Tucuju
– Povo Arara
– Zé Miguel e Euterpe
– Fineias Nelluty e Pretogonista
– Patrícia Bastos e Marrecos Land convidam Aíla e Gabriê
– Juliana Linhares

⁠Assessoria de Comunicação Povos da Floresta

Com embaixador do Marabaixo Carlinhos Brown, documentário ‘Amazônia Negra: Expedição Amapá’ chega à plataforma Globoplay na sexta-feira, 12


A força da ancestralidade africana presente no Amapá ganha destaque nacional a partir desta sexta-feira, 12, com a estreia de “Amazônia Negra: Expedição Amapá” na plataforma de streaming Globoplay. O documentário, dirigido por Marcel Lapa e produzido pela Join Entretenimento e Tha House Company, registra a intensidade do Marabaixo, bem cultural imaterial do Brasil reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e apresenta a potência das tradições afro-amapaenses ao lado de um dos principais artistas da música brasileira, Carlinhos Brown.

Gravado em 2025, o filme acompanha Carlinhos Brown em uma jornada de reencontros e descobertas pela Amazônia amapaense. Ao percorrer rios, estradas e centros culturais de Macapá, Oiapoque, Mazagão, além de áreas quilombolas como o Curiaú, o artista se conecta às vozes, ritos, tambores e simbologias que moldam a identidade local. O encontro entre a musicalidade baiana e o legado afro-amapaense constrói um intercâmbio único, conduzido pelo ritmo marcante do tambor e pela ancestralidade comum que une essas culturas.

Amazônia Negra” estreia no dia 12 de dezembro
Amazônia Negra” estreia no dia 12 de dezembro
Foto: Veve Milk

Durante a passagem por Macapá, em um grande evento aberto ao público, Carlinhos Brown é homenageado pela comunidade marabaixeira e oficializado pelo Governo do Estado como embaixador do Marabaixo, reforçando a importância simbólica dessa troca cultural.

Com 42 minutos de duração, o documentário destaca o colorido das vestimentas tradicionais e a força das narrativas orais. Para o diretor Marcel Lapa, registrar essa expressão cultural foi uma experiência transformadora.

“Sou carioca e nunca tinha visto nada igual. Estar no Amapá me inspirou a tornar essa história conhecida em todo o país. Quis transmitir o que o Marabaixo representa para esse povo, união, felicidade e pertencimento”, afirma.

A produção também se aprofunda na origem histórica do Marabaixo, que remonta ao período da escravidão. Em Macapá, onde o presente e o passado se encontram sob a linha do Equador, o tradicional Ciclo do Marabaixo mantém viva a memória dos antepassados nos barracões e cortejos que atravessam a cidade. Dentre os entrevistados, a dançadeira Samanda Carvalho ajuda a reconstruir a história preservada pela oralidade, explicando o significado do nome da manifestação, associado às tragédias dos navios negreiros, aqueles que morriam eram lançados “mar abaixo”.

Em uma das falas mais marcantes, Carlinhos Brown reforça a relevância das tradições afro-brasileiras em sua própria trajetória.

“O que eu tenho é a consciência de que vim da África. Eu não vim da escravidão, porque se eu viesse da escravidão, eu não poderia chegar ao que cheguei. E chegar ao que cheguei, digo o tempo inteiro, não é mérito meu, mas das tradições”, afirma o cantor.

Na obra, o presente e o passado se encontram sob a linha do Equador
Na obra, o presente e o passado se encontram sob a linha do Equador
Foto: Veve Milk

A secretária de Cultura do Amapá, Clicia Vieira Di Miceli, ressalta a importância do documentário para o fortalecimento da identidade cultural brasileira.

“A obra reafirma a riqueza cultural do Amapá no cenário nacional. O Marabaixo é a alma do nosso povo, é memória, é fé e é resistência” declarou a secretária.

Gravado em 2025, o filme acompanha Carlinhos Brown em uma jornada de reencontros
Gravado em 2025, o filme acompanha Carlinhos Brown em uma jornada de reencontros
Foto: Veve Milk

Além de revelar celebrações e rituais, “Amazônia Negra: Expedição Amapá” também apresenta a culinária amazônica e promove encontros de Brown com artistas locais, ampliando a troca cultural proposta pela obra.

“Ter a nossa história e tradição em uma plataforma tão ampla, por meio de um olhar sensível e respeitoso, é motivo de orgulho para todos nós.‘Amazônia Negra: Expedição Amapá’ mostra ao Brasil a grandeza da cultura afro-brasileira e reforça nosso compromisso de valorizar quem mantém essa herança viva”, ressalta a diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Ramos.

“Amazônia Negra” estreia no dia 12 de dezembro, no Canal Bis às 00h (de quinta para sexta-feira). Depois disso, ficará disponível para assinantes do Globoplay ainda no dia 12. A produção também será exibida na GloboNews em 20 de dezembro, às 23h.

25ª Cantata Natalina do Tribunal de Justiça do Amapá celebra os 30 anos de seu Coral e emociona multidão

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) realizou, neste sábado (6), a 25ª Cantata Natalina “Acender das Luzes”, ao lado da sede do Judiciário Estadual, no Centro de Macapá. A iniciativa reuniu famílias de várias regiões do estado e celebrou união, amor, gratidão e renovação por meio de um espetáculo musical que oficializa a chegada do período natalino.

O presidente do TJAP, desembargador Jayme Ferreira, iniciou a celebração e saudou o público com votos de boas festas. O chefe do Poder Judiciário destacou que a Cantata Natalina simboliza a união da família judiciária com a comunidade e celebra a força da arte no período da chegada do Natal. Ele ressaltou o orgulho pelos 30 anos do Coral do Tribunal, formado por adultos e crianças que representam três décadas de história musical e compromisso cultural.

“A Cantata abre nosso coração para a beleza da fraternidade e da fé. O acender das luzes inspira esperança, alegria e prosperidade neste mês especial em que celebramos o nascimento de Cristo. Nosso coral completa 30 anos com renovação, união e novos talentos. E isso fortalece o espírito da família do Judiciário e da nossa comunidade”, pontuou o desembargador Jayme Ferreira.

O espetáculo de luz e som
A noite ganhou significado especial por coincidir com a celebração dos 30 anos do Coral do TJAP, trajetória marcada pela dedicação de todas e todos que mantêm viva a força da música no Tribunal. Assim, o palco montado na fachada da sede da Justiça serviu mais uma vez como ponto de encontro para quem buscou renovar esperanças e compartilhar a emoção de um espetáculo que ultrapassou o canto e tocou vidas com arte, sensibilidade e espírito comunitário.

A apresentação trouxe dez músicas interpretadas pelo coral adulto, composto por 40 integrantes, e quatro canções executadas pelo coro infantojuvenil, também com 40 vozes. Com duração de 1h40, o repertório despertou lembranças e emocionou o público ao longo de três blocos.

No primeiro momento, o coral adulto interpretou “Ó vem Emanuel”, “Maria tu sabias”, “Glória ao rei que vos nasceu”, “Agnus Dei” e “Aleluia de Handel”.

Na sequencia, a Cantata Natalina abriu espaço para as crianças e adolescentes com “Fam, fam, fam”, “Maria e o Anjo”, “Feliz Navidad” e “Natal ao som do rock”.

No terceiro momento, o coral adulto retornou ao palco com “Esperança”, “Venham seguir a estrela”, “Então é Natal”, “O Homem de Nazaré” e “Natal, momento especial”.

Depoimentos do público
A publicitária Clayse Silva (43) acompanhou a Cantata por três edições e ressaltou o crescimento do evento, que para ela carrega forte significado emocional. Como mãe, afirmou que valoriza iniciativas que aproximam as crianças da arte e reforçam memórias afetivas ligadas ao período natalino.

“O Natal desperta emoção e sensibilidade. Participar deste evento me enche de gratidão. Quero que minha filha cresça com esse sentimento de beleza, união e respeito. O Tribunal, como instituição de credibilidade, contribui muito para construir lembranças que permanecem na vida das famílias”, ressaltou Clayse Silva.

A geóloga aposentada Ana Sofia Souza – que é amapaense, mas viveu décadas fora do estado – celebrou a oportunidade de retornar e acompanhar a Cantata em frente ao Palácio da Justiça. Para ela, o evento simboliza a dedicação do Tribunal à cultura e à comunidade, que marca um reencontro afetivo com sua cidade e com a tradição natalina.

“O Natal fala de família, espiritualidade e bondade. Voltar à minha terra e assistir a esta Cantata me emociona profundamente. O Tribunal oferece algo lindo para a população, um gesto de justiça, arte e união que valoriza nossa cidade e sua história”, comentou Ana Sofia Souza.

Frequentador antigo da Cantata, o empreendedor Joanildo Santana (58), afirmou que o evento virou tradição familiar e, depois, transformou-se em oportunidade de trabalho. Ele assiste ao espetáculo com filhos e netos e aproveita para comercializar bebidas, o que une memória afetiva, convivência comunitária e renda.

“Acompanho a Cantata há muitos anos e sempre trago minha família. Quero que meu neto cresça e lembre sempre deste espetáculo, que já faz parte da história da cidade. Além disso, aproveito para trabalhar, vender minhas bebidas e participar desse momento que junta fé, alegria e comunidade”, destacou Joanildo Santana.

Coral do TJAP: três décadas de música e compromisso artístico
Criado em 30 de junho de 1995, o Coral do TJAP estreou no Fórum Desembargador Leal de Mira sob a regência do maestro Gilberto Antônio de Oliveira. Ao longo de três décadas, consolidou-se como presença constante em eventos do Tribunal e nos espaços culturais de Macapá, sempre com repertório diverso e participação de servidoras, servidores, colaboradores, voluntários, crianças e adolescentes.
O grupo representou o Amapá em festivais nacionais e internacionais, realizou apresentações em igrejas, escolas, praças e teatros e transformou a Cantata Natalina “Acender das Luzes” em um dos eventos culturais mais aguardados da cidade, símbolo vivo da tradição musical do Judiciário amapaense.

Secretaria de Comunicação do TJAP

“Amazônia Negra: Expedição Amapá’: documentário retrata a resistência da cultura afro-brasileira na região e contagia com a cultura do Marabaixo


A obra, que estará disponível no Globoplay no dia 12 de dezembro, acompanha Carlinhos Brown em uma jornada ancestral de descobertas e reencontros na Amazônia amapaense

No Amapá, estado onde a floresta amazônica predomina, uma forte ancestralidade africana e os ritmos afro-amapenses ecoam pela região. Reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como bem cultural imaterial do Brasil, o Marabaixo é a principal expressão cultural amapaense. O documentário “Amazônia Negra: Expedição Amapá” (Globoplay) é a comprovação dessa riqueza. Realizada em 2025, a obra foi dirigida por Marcel Lapa e é dedicada à necessidade de reconhecer a história da população negra do estado, e levar suas danças, cantos, conhecimentos tradicionais e todos os elementos que compõem essa manifestação cultural para todo o país.

Com a participação especial de Carlinhos Brown, cantor brasileiro e amplo conhecedor da cultura afrodescendente, o telespectador é guiado pelos territórios culturais e pelos rios, estradas e ruas de Macapá, Oiapoque e Mazagão, entre outras localidades, como o quilombo do Curiaú e bairros que mantêm essas tradições afro-amapaenses. Imerso nas vozes e ritos característicos dos marabaixeiros, e entre saias rodadas e ladrões – como são chamados os versos cantados durante os festejos –, Brown entrelaça sua cultura baiana com a cultura amapaense, um encontro de brasilidade proporcionado pela presença marcante do tambor. A obra promove um intercâmbio cultural enriquecedor, que só foi possível graças à ancestralidade africana compartilhada entre eles.

“aspas de Carlinhos Brown”. Em um grande evento em Macapá, capital do estado, o documentário também mostra o cantor sendo reconhecido como embaixador do Marabaixo pela comunidade marabaixeira e oficializado pelo Governo do Estado do Amapá.

Produzido pela Join Entretenimento e Tha House Company, as cores vivas das vestimentas tradicionais ganham destaque ao longo dos 42 minutos da produção. Segundo o diretor Marcel Lapa, a experiência de gravar uma cultura tão vibrante em um estado onde a Amazônia e a cultura brasileira são tão latentes, foi transformadora. “Sou carioca e nunca tinha visto nada igual. Estar lá me inspirou a tornar a história dessas pessoas conhecida em todo o país, e busquei passar esse sentimento ao dirigir a obra. Quero que o documentário transmita pelo menos um pouco do que o Marabaixo significa para essas pessoas. União, felicidade e pertencimento”, complementa o diretor.

Macapá: Capital do Meio do Mundo

Na latitude zero, passado e presente se fundem. Em Macapá, cidade cruzada pela linha do Equador, os festeiros realizam o tradicional Ciclo do Marabaixo. Em cortejos de rua, os marabaixeiros percorrem seus locais de festejo — os “Barracões” —, que sediam as celebrações e mantêm viva essa tradição secular. A origem do Marabaixo remonta ao período da escravidão, e seus passos arrastados são frequentemente interpretados na dança como uma memória dos pés acorrentados e do sofrimento dos negros africanos trazidos até a Amazônia.

Dançadeira dos ritmos tradicionais, Samanda Carvalho, uma das entrevistadas pelo documentário, explica com base na oralidade o acontecimento histórico que deu origem ao nome dessa tradição. Segundo as narrativas, quando negros trazidos morriam em navios negreiros, eram jogados “mar abaixo”.

No Amapá, a história é contada com orgulho no peito dos descendentes de uma história que ressignificou o sofrimento como uma marca identitária de um povo. Esse triste capítulo da história transformou-se em uma referência cultural com força ancestral e potência de produção da arte contemporânea. Em trecho do longa, Carlinhos Brown destaca a importância dessas tradições e manifesta sua gratidão às suas raízes africanas.  “O que eu tenho é a consciência de que vim da África. Eu não vim da escravidão, porque se eu viesse da escravidão, eu não poderia chegar ao que cheguei. E chegar ao que cheguei, digo, o tempo inteiro, não é mérito meu, mas é mérito das tradições”, finaliza.

O documentário revela outras festividades populares e uma rica culinária, marcada pela originalidade dos modos de vida de quem vive na floresta e as margens dos rios amazônicos. Por fim, o compositor também promove um encontro com artistas da cena musical, ampliando a sua vivência.

O documentário irá ao ar no dia 11 de dezembro no Canal Bis, da TV Globo, às 0h. Após a primeira exibição, ficará disponível para assinantes da Globoplay a partir do dia 12 de dezembro