Alvorada e salva de fogos marcam o início da programação da Festa de São Tiago 2026


Com tiros de festim e salva de fogos, a alvorada marcou oficialmente o início da programação da Festa de São Tiago 2026, nesta quinta-feira, 16. Realizada desde o ano de 1777, na histórica vila de Mazagão Velho, este ano a tradição completa 249 anos.

Ao som das caixas, os festeiros percorram, antes do nascer do sol, as residências dos moradores responsáveis em dar vida às figuras do menino Caldeirinha, São Jorge e São Tiago. Pontualmente às 5h da madrugada, os sinos rufaram na igreja Nossa Senhora da Assunção para saudar a chegada de mais um ano da também chamada de “Festa do Glorioso”.

Alvoradas festivas percorrem diversos pontos da vila de Mazagão Velho na madrugada de 16 de julho para saudar a chegada da Festa de São Tiago

O último ponto percorrido, foi a chamada ‘Casa dos Estandartes’, residência do saudoso Agostinho Maciel que, quando vivo, foi organizador da festa. Em todas as paradas, à exceção da igreja, foi dançado o “Vominê”, dança que no contexto da história simboliza a vitória e a fé do povo.

A chegada da Festa de São Tiago renova a fé e a ancestralidade do povo da cidade que atravessou o Atlântico

Da abertura até o dia 28 de julho, a programação segue com celebrações religiosas e noitadas com bingos e leilões. O ponto alto da programação ocorrerá nos dias 24 e 25 de julho, quando são encendas as apresentações das batalhas entre mouros e cristãos; no segundo dia, acontece a missa campal e o tradicional Círio, que percorre as ruas de Mazagão Velho.

Alexandre Queiroz de Jesus, presidente do Instituto Cultural da Festa de São Tiago

“Hoje, inicia a nossa grande festividade. É a época que a nossa vila se transforma para receber os visitantes e evidenciar toda a nossa ancestralidade e a riqueza de nossa identidade cultural. E tudo isso é feito com muito planejamento e dedicação em cada detalhe”, destaca Alexandre Queiroz de Jesus, presidente do Instituto Cultural da Festa de São Tiago (ICFST).

Pelo calendário, a programação segue até os dias 27 e 28 de julho, com a festa dedicada só para as crianças.

Tradição apoiada pelo Governo do Estado

A Festa de São Tiago mistura rituais religiosos, cavalgada e teatro à céu aberto, para rememorar as batalhas entre mouros e cristãos na África antiga e contar a aparição de São Tiago como um soldado anônimo o qual lutou bravamente ao lado dos seguidores de Jesus Cristo e garantindo-lhes a vitória.

A chegada da Festa de São Tiago renova a fé e a ancestralidade do povo da cidade que atravessou o Atlântico

A realização do evento é da comunidade de Mazagão Velho, por meio do (ICFST) e da Paróquia Nossa Senhora da Assunção. Uma das maiores manifestações da cultura popular do Amapá, recebe apoio da Prefeitura de Mazagão e do Governo do Estado.

Alvoradas festivas percorrem diversos pontos da vila de Mazagão Velho na madrugada de 16 de julho para saudar a chegada da Festa de São Tiago

Como já virou tradição, nesse período a Sede Administrativa do Estado é transferida do Palácio do Setentrião para o Palácio Rio Mutauacá e as decisões administrativas são tomadas em Mazagão Velho.

Maycon Tosh lança “Primal Rock” no Dia Mundial do Rock e apresenta repertório inédito

No embalo das comemorações do Dia Mundial do Rock, celebrado em 13 de julho, o cantor e compositor amapaense Maycon Tosh, conhecido como “o Rockeiro do Norte”, lança oficialmente o repertório de “Primal Rock”, seu mais novo projeto autoral. O trabalho reúne 5 músicas inéditas e marca uma nova fase da carreira de um dos pioneiros do rock autoral no Amapá.

As canções inéditas serão apresentadas ao público em um show especial no shopping da capital, dando início à turnê Primal Rock in Concer. Com forte influência do metal e do rock clássico, o repertório apresenta composições autorais que transitam entre riffs marcantes, guitarras pesadas e melodias que refletem a identidade musical construída por Maycon Tosh ao longo de mais de quatro décadas dedicadas ao gênero.

“Primal Rock representa a essência do que sempre acreditei. É um trabalho que valoriza o rock autoral, respeita a história do gênero e mostra que o Norte também produz música de qualidade para dialogar com qualquer cenário”, destaca o artista.

A escolha do lançamento no Dia Mundial do Rock reforça a homenagem de Maycon Tosh ao gênero que transformou sua trajetória artística. A data, celebrada em 13 de julho, faz referência ao histórico festival Live Aid, realizado em 1985, e tornou-se um símbolo da cultura rock em diversos países, especialmente no Brasil.

Reconhecido como um dos nomes que mantêm viva a cena do rock autoral amapaense, Maycon Tosh reafirma, com Primal Rock, seu compromisso com a produção independente e com a valorização da música feita na Amazônia. Com o lançamento de Primal Rock, Maycon Tosh convida o público a celebrar o Dia Mundial do Rock reconhecendo a força da produção autoral do Norte do Brasil e a permanência de um gênero que continua inspirando gerações.

A advogada de inscrição nº 001 que ajudou a garantir a sede da OAB no Amapá


A história da advocacia amapaense não pode ser contada sem mencionar um nome: Sulamir Monassa de Almeida. Primeira advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil no Amapá, ela recebeu a carteira profissional de número 001 e tornou-se uma das personagens mais influentes na consolidação das instituições jurídicas do estado.

Mas sua trajetória vai muito além de um número simbólico. Quando procurou a recém-criada OAB-Amapá para efetuar sua inscrição, a entidade ainda engatinhava. Não possuía sede própria e funcionava em uma pequena sala nas dependências do antigo Fórum de Macapá. A estrutura era precária e faltava praticamente tudo para o funcionamento da instituição.

Diante das dificuldades, Sulamir tomou uma iniciativa que se transformaria em uma das passagens mais curiosas da história da Ordem no estado: comprometeu-se pessoalmente a doar os livros necessários para a formação da primeira biblioteca jurídica da seccional. Os exemplares foram adquiridos na antiga Livraria Martins, ao lado do Mercado Central, contribuindo para que a entidade pudesse iniciar suas atividades regulares.

As dificuldades, porém, não terminavam ali. A recém-instalada OAB/AP sequer possuía carteiras profissionais para entregar aos novos inscritos. Ao tomar conhecimento de uma promessa feita pela OAB de São Paulo de doar cem carteiras à seccional amapaense, Sulamir viajou pessoalmente para buscar o material. Retornou a Macapá trazendo a caixa com os documentos que permitiriam a formalização dos primeiros registros da advocacia local.

Foi assim que, em solenidade realizada no antigo Fórum de Macapá, recebeu a histórica carteira nº 001 da OAB-Amapá. Sua atuação, contudo, não se limitou ao exercício profissional. Em 1991, Sulamir Monassa foi eleita presidente da OAB-Amapá, tornando-se, até hoje, a única mulher a ocupar o cargo. Em uma época em que os espaços de poder eram predominantemente masculinos, sua eleição representou uma ruptura de paradigmas e um marco para a advocacia do estado.

Entre os episódios mais emblemáticos de sua gestão está a mobilização para garantir que o patrimônio da Ordem tivesse proteção jurídica definitiva durante a elaboração da primeira Constituição do Estado do Amapá. Nos bastidores da Assembleia Constituinte, Sulamir articulou-se para assegurar que a cessão do prédio do antigo Fórum de Macapá à OAB-Amapá fosse preservada no texto constitucional estadual, evitando que a instituição perdesse um patrimônio considerado fundamental para sua autonomia e fortalecimento institucional.

A firmeza com que defendia as prerrogativas da advocacia tornou-se uma de suas marcas. Colegas da época recordam uma profissional que transitava com naturalidade entre tribunais, gabinetes políticos e entidades de classe, sempre disposta a enfrentar autoridades quando entendia que os interesses da advocacia ou das instituições democráticas estavam em risco.

Sua história se confunde com a própria construção do sistema de justiça no Amapá. Pioneira, dirigente de classe, articuladora institucional e defensora da autonomia da advocacia, Sulamir ajudou a erguer não apenas uma carreira de sucesso, mas parte dos alicerces jurídicos do estado.

Essas e muitas outras histórias pouco conhecidas sobre personagens que ajudaram a construir o Amapá estão reunidas no livro “As Histórias da História do Amapá”, obra que resgata episódios curiosos, personagens marcantes e acontecimentos que muitas vezes ficaram à margem da narrativa oficial.

Lançamento do livro: As Histórias da História do Amapá
Data: 26 de junho de 2026
Horário: 19h
Local: Espaço Di Vetro, bairro do Trem, em Macapá
Evento: Sessão de autógrafos e lançamento oficial da obra.

Piratas Estilizados lança projeto “Carnaval Sem Fronteiras” em Mazagão neste sábado (20)

O projeto “Carnaval Sem Fronteiras”, uma parceria entre a escola Piratas Estilizados e o Instituto Amazônia Criativa, realiza sua primeira ação neste sábado, dia 20 de junho, no município de Mazagão. O evento marca o início de uma série de atividades voltadas à formação e à integração cultural no estado, contando com o patrocínio da Vale e o apoio da Prefeitura de Mazagão.

A programação na cidade histórica do Distrito de Mazagão Velho começa às 9h, no Museu das Máscaras, com uma roda de conversa que reunirá fazedores de cultura locais e o renomado carnavalesco Cid Carvalho. O debate, mediado pelo jornalista Cláudio Rogério, busca promover um intercâmbio de experiências sobre o patrimônio cultural da região.

O principal objetivo do encontro é colher vivências e relatos da comunidade mazaganense para enriquecer a construção do enredo dos Piratas Estilizados para o Carnaval 2027: “Mar acima, mar abaixo, Mazagão Velho: a cidade que atravessou o Atlântico”. A iniciativa reforça o compromisso da escola em levar para a avenida uma narrativa autêntica e profundamente conectada com as raízes e a história do povo amapaense.

No período da tarde, a partir das 14h, na Maloca à Beira-Mar, será a vez dos mestres Renatinho e Jeferson Mendonça compartilharem seus conhecimentos na “Oficina Folia Lab”, voltada à formação de ritmistas. A dupla comanda a Orquestra de Bambas, que detém o título de Melhor Bateria do Carnaval Amapaense.

O projeto

O carnaval como ferramenta de formação, memória, inclusão e integração cultural entre diferentes territórios. Essa é a proposta do projeto “Carnaval Sem Fronteiras: Formação e Integração Cultural com os Piratas Estilizados”, iniciativa realizada pela agremiação em parceria com o Instituto Amazônia Criativa, que promoverá oficinas e vivências culturais nos municípios de Mazagão, Oiapoque e Macapá.

A programação inicia em Mazagão, no dia 20 de junho, com atividades voltadas à formação em artes carnavalescas e patrimônio cultural. Em seguida, o projeto segue para Oiapoque, promovendo o intercâmbio cultural e a troca de experiências entre artistas, brincantes e agentes culturais da região de fronteira. O encerramento acontecerá em Macapá, com atividades previstas para setembro deste ano.

O “Carnaval Sem Fronteiras” propõe uma imersão formativa que conecta o carnaval amapaense às experiências culturais do Rio de Janeiro, de Parintins e da Guiana Francesa, promovendo trocas entre diferentes tradições carnavalescas e fortalecendo a identidade cultural amazônica.

Todas as atividades serão gratuitas e abertas à comunidade, contando com medidas de acessibilidade física e comunicacional, incluindo intérprete de Libras, materiais acessíveis e espaços adaptados para pessoas com deficiência. A iniciativa busca fortalecer o carnaval como patrimônio cultural vivo, promovendo formação técnica, inclusão social, sustentabilidade e a interiorização das ações culturais no estado.

O “Carnaval Sem Fronteiras: Formação e Integração Cultural com os Piratas Estilizados” é realizado pela Piratas Estilizados e Instituto Amazônia Criativa com patrocínio da Vale.

 

Programação:

 

Abertura às 9h – falas oficiais

 

10h às 12h – Roda de Conversa com fazedores de cultura de Mazagão

Convidados: carnavalesco Cid Carvalho (RJ) e Cláudio Rogério (Liesap)

Local: Palácio Rio Mutuacá

 

12h – Almoço na comunidade

 

14h às 18h – Oficina para ritmistas “Folia Lab”

Oficineiros: Mestres de Bateria Renatinho (AP e Jerferson Mendonça (AP)

Local: Maloca à beira rio

 

Thiago Soeiro – Instituto Amazônia Criativa

Gilvana Santos – Piratas Etilizados

Governador Clécio fortalece inclusão e desenvolvimento econômico na 4ª ExpoFavela Innovation Amapá: ‘projeção de quem vive a periferia de verdade’


A força criativa e empreendedora das periferias amapaenses ganha destaque na 4ª ExpoFavela Innovation Amapá, realizada em Macapá. Com patrocínio do Governo do Estado, o evento reúne mais de 200 empreendedores, artistas, lideranças comunitárias e investidores para apresentar soluções inovadoras, promover oportunidades de negócios e valorizar talentos que surgem nas comunidades urbanas, ribeirinhas e indígenas.

Governador Clécio Luis conheceu iniciativas de empreendedores na ExpoFavela
Governador Clécio Luis conheceu iniciativas de empreendedores na ExpoFavela
Foto: Max Renê/GEA

Presente na abertura nesta sexta-feira, 12, o governador Clécio Luís reforçou o compromisso da gestão estadual com políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida nas periferias. Nos últimos anos, o Governo do Amapá tem ampliado investimentos em infraestrutura, habitação, esporte, cultura, mobilidade e geração de oportunidades, promovendo inclusão social e desenvolvimento em áreas historicamente negligenciadas.

“A ExpoFavela está se consolidando como um espaço e um momento de projeção de tudo o que se produz nas nossas periferias, nas áreas de baixada, nas nossas Pontes Firmes, nas comunidades. Eu estou impressionado. São dias de projeção do que acontece nesses lugares, pelas mãos de quem vive a periferia de verdade, basta olharmos com atenção toda essa força”, evidenciou Clécio Luís.

Tia Zefa foi homenageada durante a ExpoFavela, em Macapá
Tia Zefa foi homenageada durante a ExpoFavela, em Macapá
Foto: Max Renê/GEA

Entre os expositores está a Kuia Lab, iniciativa que apresenta experiências imersivas que misturam o mundo real e o virtual. Para o empreendedor Glauber Lopes, a feira é uma oportunidade de aproximar a tecnologia da população e ampliar o alcance de negócios inovadores desenvolvidos no estado.

“Um dos nossos serviços é a demonstração imersiva da realidade virtual com a realidade aumentada. Com uso de aplicativo, geramos o acesso a um ambiente virtual através de realidade aumentada, possibilitando, por exemplo, a visita a uma sala, um museu. As realidades se integram no mesmo lugar e a ideia é demonstrar o mais próximo da realidade um objeto que é do mundo virtual. É uma tecnologia que buscamos popularizar aqui no Amapá”, explicou.

Kuia Lab apresenta tecnologia que mistura ambiente virtual e real
Kuia Lab apresenta tecnologia que mistura ambiente virtual e real
Foto: Max Renê/GEA

Realizada pela Central Única das Favelas do Amapá (CUFA-AP) e pela Favela Holding, a feira tem como foco mostrar quem está empreendendo nas periferias do Amapá. Quarenta empreendedores participam do processo que definirá os representantes do estado para a etapa nacional da ExpoFavela Innovation, prevista para dezembro, em São Paulo.

“Trouxemos para a ExpoFavela nossos produtos produzidos por artesãs de Tartarugalzinho. Nada aqui é industrial, é tudo natural, reaproveitando o que seria descartado, como palhas, sementes e fios de telefonia”, destacou a artesã Katiane Marques, da Associação de Mulheres e Artesãos de Tartarugalzinho (Amat).

Artesãs de Tartarugalzinho expõem peças sustentáveis na ExpoFavela
Artesãs de Tartarugalzinho expõem peças sustentáveis na ExpoFavela
Foto: Max Renê/GEA

Além do empreendedorismo, a programação também envolve a música, a gastronomia, e a literatura. A abertura contou com o lançamento do livro “Memórias de Velhas”, do autor Francisco Borges, que homenageia o Marabaixo, a trajetória de Tia Zefa e celebra a força das mulheres guardiãs da cultura tradicional amapaense.

A programação encerra neste sábado, 13, no Sebrae Amapá, com exposição de produtos e serviços, apresentações culturais, oficinas, debates, experiências gastronômicas, literatura e rodadas de conexão entre empreendedores e investidores.

Exposição evidencia o que empreendedores de periferia estão fazendo e mudando a economia do Amapá
Exposição evidencia o que empreendedores de periferia estão fazendo e mudando a economia do Amapá
Foto: Max Renê/GEA

“A ExpoFavela é a prova de que as periferias são territórios de potência, criatividade e soluções. São pessoas que transformam desafios em oportunidades e movimentam a economia local todos os dias. O evento coloca esses talentos no centro das decisões, amplia conexões e mostra ao Brasil e ao mundo que a inovação também nasce nas favelas, nas comunidades ribeirinhas, nos territórios indígenas e nas periferias da Amazônia”, enfatiza a presidente da CUFA Amapá, Alzira Nogueira, que integra a comissão organizadoras do evento.

A ExpoFavela Innovation Amapá se consolida a cada ano como um espaço de reconhecimento, fortalecimento econômico e valorização das comunidades, alinhado às ações do Governo do Estado para gerar desenvolvimento econômico e social, e ampliar oportunidades para a população amapaense.

‘Reafirmamos nossa história’, enfatiza governador Clécio na abertura da Semana Estadual do Marabaixo com show de Alcione


O som das caixas de marabaixo ecoou neste domingo, 14, em um dos espaços mais simbólicos da história do Amapá. Ao abrir a Semana Estadual do Marabaixo no Parque Residência, antiga casa dos governadores, em Macapá, o governador Clécio Luís devolveu o protagonismo às tradições afro-amapaenses em um local que faz parte da história da população negra do estado. A noite ficou ainda mais especial com o show nacional da cantora Alcione.

“É um dia muito importante para todos nós. É como um caminho de volta para casa; uma reparação histórica. Os negros de Macapá já viviam neste lugar, às margens do Rio Amazonas. Com a ocupação da área, essas famílias foram retiradas e levadas para outras regiões, como o Laguinho e a área que hoje corresponde aos bairros Santa Rita e Centro. Ao trazer o Marabaixo para este espaço, reafirmamos a importância da nossa história, da nossa cultura e do povo negro na formação do Amapá”, enfatizou Clécio Luís.

Governador Clécio ao lado da primeira-dama Priscilla Flores e da cantora Alcione
Governador Clécio ao lado da primeira-dama Priscilla Flores e da cantora Alcione
Foto: Ruan Alves/GEA

Ancestralidade

Ao lado dos festeiros de sete barracões do Ciclo do Marabaixo, o governador acompanhou a programação com tradições da cultura afro-amapaense, como o cortejo da murta e a levantamento dos mastros da Santíssima Trindade e do Divino Espírito Santo. Para a marabaixeira Danniela Ramos, bisneta de Julião Ramos, a celebração teve um significado especial ao retornar ao espaço marcado pela memória e resistência do povo negro amapaense.

“Hoje, o governador Clécio traz os pretos de volta para o nosso lugar. Fazemos esse retorno ao Parque Residência, território dos pretos do Laguinho e da Favela. Foi daqui que nossos antepassados saíram, mas levaram consigo a tradição do Marabaixo, que segue viva e fortalecida até hoje”, destacou Danniela.

Marabaixeira Danniela Ramos
Marabaixeira Danniela Ramos
Foto: Maksuel Martins/GEA

Reparação histórica

A diretora-presidente da Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Josilana Santos, reforçou que a iniciativa valoriza a identidade afrodescendente e reconhece o povo negro como protagonista na construção da história de Macapá e do Amapá.

Josilana Santos, diretora-presidente da Fundação Marabaixo
Josilana Santos, diretora-presidente da Fundação Marabaixo
Foto: Gabriel Penha/Secom/GEA

“O dia 14 de junho fica marcado na história do povo negro deste estado. Trazer para este espaço a representação da ritualística que acontece nos barracões tradicionais é uma política de reparação histórica, que valoriza a identidade do povo do Amapá, um povo afrodescendente que sempre esteve na linha de frente da construção desta cidade e deste estado”, afirmou Josilana.

Preservação dos saberes ancestrais

Os mastros levantados carregam significados que atravessam gerações. Enfeitados com ramos de murta, eles representam proteção e espiritualidade dentro da tradição afro-amapaense. Posicionada na parte externa, a murta é vista pelos marabaixeiros como um elemento de purificação, responsável por afastar energias negativas e maus presságios, protegendo os mastros ornamentados que permanecem no interior dos barracões.

Enfeitados com ramos de murta, os mastros representam proteção, espiritualidade e a preservação dos costumes marabaixeiros
Enfeitados com ramos de murta, os mastros representam proteção, espiritualidade e a preservação dos costumes marabaixeiros
Foto: Divulgação

Já os mastros pintados simbolizam a continuidade e a resistência da cultura do Marabaixo. Para os festeiros, quanto mais tempo eles permanecem erguidos durante a festividade, maior é o simbolismo de permanência e fortalecimento da tradição, reforçando o compromisso das comunidades com a preservação de seus costumes e saberes ancestrais.

Renovados a cada ano, os mastros são retirados de áreas de mata em comunidades tradicionais, como Curiaú, Coração, Campina Grande e Casa Grande. O ritual de busca e preparação da madeira representa o ciclo permanente de renovação da cultura afro-amapaense, reafirmando a ligação entre o território, a ancestralidade e a continuidade das celebrações do Marabaixo.

O som das caixas de marabaixo ecoou em um dos espaços mais simbólicos da história do estado, reafirmando a força da tradição afro-amapaense
O som das caixas de marabaixo ecoou em um dos espaços mais simbólicos da história do estado, reafirmando a força da tradição afro-amapaense
Foto: Ruan Alves/GEA

Marabaixo vive!

Esse é o propósito pessoal e coletivo do presidente do Grupo Marabaixo da Juventude, Fábio Sacaca, de 28 anos. Herdeiro de uma tradição familiar que atravessa gerações desde os bisavós, ele assume a missão de manter viva a cultura marabaixeira e garantir que os ensinamentos ancestrais continuem sendo transmitidos às novas gerações.

Levantação dos mastros da Santíssima Trindade e do Divino Espírito Santo marca um dos momentos mais simbólicos da celebração
Levantação dos mastros da Santíssima Trindade e do Divino Espírito Santo marca um dos momentos mais simbólicos da celebração
Foto: Divulgação

A responsabilidade também se reflete dentro de casa. Pai de duas meninas, Fábio já vê a continuidade dessa história na própria família. A filha mais velha, de 12 anos, participa ativamente das celebrações do Marabaixo, enquanto a caçula, de apenas 2 anos, começa a dar os primeiros passos ao som das caixas e dos ladrões, acompanhando desde cedo os rituais e tradições que marcam a identidade cultural afro-amapaense.

Clécio Luís acompanha marabaixeiros e festeiros em uma noite marcada pela cultura, espiritualidade e preservação das tradições
Clécio Luís acompanha marabaixeiros e festeiros em uma noite marcada pela cultura, espiritualidade e preservação das tradições
Foto: Ruan Alves/GEA

“Com isso, a gente revive aquilo que os nossos antepassados viveram no início do século passado. Hoje, mantemos viva essa memória e celebramos esse legado, louvando e agradecendo a Deus, ao Divino Espírito Santo, à Santíssima Trindade e aos nossos santos padroeiros pela oportunidade de estarmos reunidos para viver e celebrar esse momento tão importante para a nossa cultura e para a nossa fé”, contou Fábio Sacaca.

Presidente do Grupo Marabaixo da Juventude, Fábio Sacaca dedica sua trajetória à preservação e transmissão da cultura marabaixeira às novas gerações
Presidente do Grupo Marabaixo da Juventude, Fábio Sacaca dedica sua trajetória à preservação e transmissão da cultura marabaixeira às novas gerações
Foto: Mikaela Stephani/Agência Nagib

A cultura amapaense na voz de Alcione 

Em seu show, Alcione apresentou grandes sucessos da carreira, como “A Loba”, “Não Deixe o Samba Morrer” e “Meu Ébano”, mas também abriu espaço para a cultura amapaense ao interpretar o tradicional ladrão de marabaixo “Aonde Tu Vai, Rapaz?”, acompanhada por marabaixeiros e tocadores de caixas no palco.

Alcione se apresenta na abertura da Semana Estadual do Marabaixo
Alcione se apresenta na abertura da Semana Estadual do Marabaixo
Foto: Ruan Alves/GEA

A apresentação reforça a parceria construída por meio do projeto “Marabaixo: Tradição do Amapá”, do Governo do Estado, que reuniu a voz da cantora a ladrões tradicionais como “Rosa Branca Açucena”, “Meu Sarilho é Dobrador” e “Eu Caio, Eu Caio”, em colaboração com artistas amapaenses. A iniciativa busca ampliar a visibilidade do Marabaixo e fortalecer a valorização da cultura afro-amapaense em âmbito nacional.

A apresentação da cantora reforçou a valorização da cultura afro-amapaense e a projeção nacional do Marabaixo
A apresentação da cantora reforçou a valorização da cultura afro-amapaense e a projeção nacional do Marabaixo
Foto: Ruan Alves/GEA

Patrimônio cultural imaterial

Patrimônio Cultural Imaterial do Amapá, o Marabaixo também chegou ao conhecimento da artista por meio do desfile da escola de samba Estação Primeira de Mangueira no Carnaval deste ano. Com o enredo “Amazônia Negra”, a agremiação levou para a Marquês de Sapucaí referências à ancestralidade amazônica e às tradições do Marabaixo.

Ciclo do Marabaixo faz parte de uma política de reparação histórica que valoriza a identidade do povo do Amapá
Ciclo do Marabaixo faz parte de uma política de reparação histórica que valoriza a identidade do povo do Amapá
Foto: Divulgação

A participação do Amapá no desfile contou com articulação do Governo do Estado e apoio do senador Davi Alcolumbre, fortalecendo a divulgação das manifestações culturais amapaenses em uma das maiores vitrines culturais do país.

Sebrae Amapá é parceiro da ExpoFavela Innovation 2026

Evento reunirá empreendedores, investidores, artistas, lideranças comunitárias e especialistas em inovação, com entrada gratuita nos dias 12 e 13 de junho

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amapá (Sebrae), é parceiro da Expo Favela Innovation Amapá, na edição de 2026. O evento reúne empreendedores, startups e criadores que moram ou desenvolvem projetos transformadores em favelas e periferias amapaenses, celebra a inovação, o empreendedorismo, a cultura, ancestralidade e resistência. A ação que é realizada pela Central Única das Favelas (CUFA), será aberta ao público de forma gratuita, na sede do Sebrae Amapá, no Centro de Convenções, nos dias 12 e 13 de junho (sexta-feira e sábado), das 10h às 21h.

Para a diretora-superintendente do Sebrae Amapá, Alcilene Cavalcante. O evento promove a aproximação com empresas, investidores e parceiros, gerando novas oportunidades e crescimento para os participantes.

“A parceria entre o Sebrae Amapá e a CUFA Amapá para a realização da ExpoFavela 2026 representa um importante avanço do empreendedorismo inclusivo e na valorização dos talentos que surgem nas periferias. Acreditamos que o desenvolvimento econômico acontece quando ampliamos oportunidades e criamos caminhos para que mais empreendedores possam crescer e prosperar”, destaca a diretora-superintendente do Sebrae Amapá, Alcilene Cavalcante.

A presidente da CUFA, Alzira Nogueira destaca que a Expo Favela Amapá é resultado da parceria entre Sebrae e CUFA, construída para fortalecer o empreendedorismo nas periferias por meio de visibilidade, capacitação, conexões e oportunidades de desenvolvimento econômico para comunidades historicamente pouco atendidas por políticas de fortalecimento empresarial.

“Nós temos aprendido muito com o Sebrae ao longo desses anos e, inegavelmente, essa troca entre as instituições confere à Expo Favela Amapá um selo de qualidade. É uma honra para nós ter um evento no portfólio de projetos do Sebrae Amapá. O compromisso está diretamente ligado ao fortalecimento dos empreendimentos das comunidades do Amapá, por meio da geração de espaços de visibilidade, formação, conexão e oportunidades para esses empreendedores”, informa presidente, Alzira Nogueira.

Parceria

Os resultados observados na edição anterior evidenciam convergências como estímulo ao empreendedorismo e à formalização de negócios de pequeno porte; ampliação do acesso a mercados, visibilidade comercial e redes de relacionamento; capacitação empreendedora, disseminação de conhecimentos em gestão, inovação e modelos de negócio; fortalecer a economia criativa e os negócios de impacto social, com foco em territórios periféricos.

A utilização do espaço institucional do Sebrae Amapá revela-se tecnicamente adequada, tanto do ponto de vista funcional quanto simbólico, ao consolidar o papel da instituição como agente indutor do desenvolvimento territorial e da inovação inclusiva.

Evento

A Expo Favela Innovation é uma feira de negócios cujos expositores são empreendedores das favelas. Oferece uma programação ampla e diversa, que inclui palestras, workshops, exposições, rodadas de negócios, pitches, mentorias, cursos, debates, shows, exibições de filmes, desfiles e muitas outras iniciativas criadas por moradores de favelas de todo o país. Conta com uma programação diversa e estratégica, gera um espaço de aprendizado, conexão, visibilidade e transformação, projetando o potencial das favelas e territórios tradicionais do Amapá para o cenário nacional.

Os destaques do evento são as exposições com vitrine para empreendedores locais validarem e impulsionarem suas startups e negócios; apresentações artísticas de música, dança, teatro, poesia e batalhas culturais focadas em dar visibilidade aos talentos locais, no Circuito Favela Cultural; painéis com lideranças locais e debates voltados para a geração de emprego, renda e inovação social nos talks e oficinas; praça de alimentação com expositores de alimentos.

Realização

A Expo Favela Innovation é uma iniciativa estratégica da Central Única das Favelas, alinhada à missão institucional do Sebrae, especialmente no que se refere à ampliação do empreendedorismo transformador, por meio da Unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do Sebrae no Amapá (UPPDT).

Programação

Data: 12 de junho de 2026 – Sexta-Feira

Painel – Abertura

Hora: 14h às 18h

Talk Favela: Empreendedores de destaque no Amapá – Bloco 1

Hora: 18h às 20h

Favela Ativação: Oficina 1

Hora: 18h às 20h

Data: 13 de junho de 2026 – Sábado

Painel Temático I: Educação empreendedora e os territórios de desenvolvimento

Hora: 10h às 12h

Painel Temático II: Empreendedorismo Quilombola e Economia Ancestral – A juventude na Ancestralidade

Hora: 14h às 16h

Painel Temático III: E agora, quem pode me ajudar? Caminhos para alavancar empreendimento.

Hora: 16h às 18h

Talk Favela

Bloco 2: Tecnologia e inovação: os caminhos das startups

Hora: 10h às 12h

Bloco 3: A criatividade que transforma sonhos em realidades

Hora:14h às 16h

Favela Ativação:

Oficina 2

Hora: 10h às 12h

Oficina 3

Hora: 14h às 16h

Oficina 4

Hora: 16h às 18h

Jornalista Cristina Serra lança livro e participa de Fórum de Direitos Humanos em Macapá


A jornalista e escritora Cristina Serra estará em Macapá nos dias 19 e 20 de maio para participar do 3º Fórum de Direitos Humanos e lançar o livro “Cidade Rachada: como a mineração engoliu cinco bairros em Maceió e arruinou a vida de 60 mil pessoas”. O Fórum é promovido pela Defensoria Pública do Estado do Amapá (Defenap) e será realizado no dia 19 de maio. No dia 20 de maio, Cristina Serra participa do Sarau Lítero-Musical, no Restaurante Dallen, no bairro Araxá.

Com mais de 40 anos de carreira no jornalismo, Cristina Serra atuou durante 26 anos na Rede Globo, onde foi correspondente nos Estados Unidos e comentarista do Programa do Jô. Também integrou as equipes da Veja e do Jornal do Brasil. Ultimamente a jornalista passou a dedicar-se especialmente às pautas relacionadas ao meio ambiente e aos direitos humanos. É colunista do ICL Notícias e apresentadora do programa Brasil no Mundo, da TV Brasil.

Em 2018, Cristina esteve no Amapá para lançar o livro-reportagem Tragédia em Mariana: A História do Maior Acidente Ambiental do Brasil, obra sobre o desastre ambiental ocorrido em 2015, em Mariana (MG). A cobertura da tragédia para o Fantástico foi decisiva para aprofundar sua atuação no jornalismo ambiental.

No novo livro “Cidade Rachada”, a autora aborda os impactos de quatro décadas de exploração de sal-gema pela petroquímica Braskem em Maceió (AL). A obra retrata os danos ambientais, sociais e urbanos provocados pela atividade mineradora, além de apresentar relatos de famílias afetadas pela destruição de bairros inteiros na capital alagoana.

Fórum e Sarau

No 3º Fórum, voltado para profissionais de imprensa, Cristina Serra discutirá o papel do jornalismo na defesa dos direitos humanos, tema que acompanha sua trajetória desde o movimento estudantil. O evento será no auditório da Defenap, às 17h.

O Sarau Lítero-Musical será uma noite de autógrafos, poesia e música, organizado por amigos amapaenses. Estão confirmadas participações de Poetas Azuis, Tatamirô da Poesia, Deize Pinheiro, Amadeu Cavalcante, Hian Moreira, Cássio Pontes, Augusto Oliveira, Ruti Costa, Bia Nelluty, Finéias Nelluty, Paulo Bezerra e Zé Miguel, entre outros artistas amapaenses. A partir de 19h, no Restaurante Dallen, Araxá.

Cinema, cultura e identidade negra marcam a segunda edição do Festival AfroEstima no Amapá


O Festival
AfroEstima chega à 2ª edição celebrando o cinema negro, amazônico e periférico no Amapá. Com programação gratuita entre os dias 21 e 23 de maio, o evento reúne mostras audiovisuais, oficinas, debates e apresentações culturais, fortalecendo o intercâmbio entre produções locais, nacionais e internacionais. A cerimônia oficial de abertura acontece no dia 21 de maio, a partir das 18h, no Cine Teatro Territorial, em Macapá.

Antes da abertura oficial, o AfroEstima já começa movimentando a cidade com um esquenta especial no dia 20 de maio, às 19h, no Movieland Cinemas. A sessão exibe o longa nigeriano “A Sombra do Meu Pai” (2025), dirigido por Akinola Davies Jr., produção que recebeu menção honrosa do júri da Caméra d’Or no Festival de Cannes. O filme acompanha um pai afastado dos dois filhos pequenos durante uma intensa jornada por Lagos, enquanto tensões políticas e sociais ameaçam o retorno da família para casa.

Já a programação do AfroEstima contempla três mostras principais: a Mostra Pan-Amazônica, dedicada a produções da Amazônia Legal e territórios amazônicos internacionais; a Mostra Outros Brasis, com filmes de diferentes regiões do país; e a Mostra Amapaense, voltada exclusivamente para produções locais e que contará com votação popular para escolha do melhor filme.Aprogramação também está disponível no site: www.afroestimafestival.com

Além das exibições, o festival também realiza atividades formativas e debates sobre arte, cultura e tecnologia, promovendo espaços de troca entre realizadores, artistas e o público.

Para Rodrigo Aquiles, um dos organizadores do festival, a segunda edição reforça o compromisso do AfroEstimacom a valorização das narrativas negras amazônicas.

“O AfroEstima nasce da necessidade de criar espaços onde nossas histórias possam ser vistas, discutidas e celebradas. Esta segunda edição mostra que existe uma produção potente sendo feita na Amazônia e que ela merece ocupar as telas, os debates e os espaços culturais da cidade”, destaca Rodrigo Aquiles.

Rayane Penha ressalta a importância do festival como ferramenta de formação e fortalecimento da cena cultural local.

“Mais do que um festival de cinema, o AfroEstima é um espaço de encontro, reconhecimento e construção coletiva. É muito importante proporcionar acesso a obras que dialogam com identidade, território e pertencimento, especialmente para a juventude negra e amazônida”, conclui Rayane Penha.

Confira a programação completa:

20 DE MAIO (Quarta) – Esquenta AfroEstima


19h: Exibição do longa nigeriano “A Sombra do Meu Pai”
Local: Movieland Cinemas

21 DE MAIO (Quinta)
18h: Mostra Pan-Amazônica
Local: Cine Teatro Territorial

22 DE MAIO (Sexta)
09h: Oficina de Animação
14h: Mostra Videoclipes
16h: Debate “Tecnologias de Aquilombamento
18h: Mostra Outros Brasis
Local: Cine Teatro Territorial

23 DE MAIO (Sábado)
09h: Oficina de Ballroom
14h: Mostra Amapaense (com votação popular para escolha do melhor filme)
Local: Cine Teatro Territorial
19h: Shows de Encerramento + Cerimônia de Premiação
Local: Centro de Cultura Negra (UNA)

O Festival AfroEstima é uma celebração da diversidade, da memória e da potência criativa negra amazônica, consolidando-se como um importante espaço de difusão cultural no estado do Amapá.

 

Beleza, identidade e potência: desfile de moda afro transforma o TJAP em palco de representatividade e celebração feminina


Na tarde desta sexta-feira (27), o Plenário do Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP) foi muito além de um espaço institucional: virou passarela, palco e território de afeto, identidade e representatividade. O desfile de moda afro “O Lugar Delas”, realizado em parceria com o Instituto Zwanga Impacto Social, reuniu magistradas, servidoras, colaboradoras e convidadas e convidados, em um encontro onde a emoção, beleza e propósito estiveram juntos.

Logo na abertura, o clima já indicava que não seria apenas um desfile. Era celebração. Era pertencimento. Era o reconhecimento, em cada detalhe, da força e da ancestralidade das mulheres negras.

A juíza Elayne Cantuária, que preside a Comissão de Heteroidentificação do TJAP, destacou a importância do momento como um marco de valorização e representatividade dentro do Judiciário.

“Este momento representa muito mais do que um desfile. É um ato de reconhecimento, de valorização e de afirmação da identidade das mulheres negras dentro do sistema de Justiça. O Tribunal de Justiça do Amapá se fortalece quando abre espaço para a diversidade, para a cultura e para a representatividade. Hoje, celebramos histórias, trajetórias e a potência feminina que transforma.”

O representante da Coordenadoria de Igualdade Racial do TJAP, servidor Cainã Balieiro, falou sobre a iniciativa que valoriza a diversidade dentro e fora do Judiciário.

“Essa iniciativa reforça que a pauta da igualdade racial precisa estar presente em todos os espaços, inclusive no Judiciário. Valorizar a estética, a cultura e a identidade afro é também promover respeito, pertencimento e equidade. É sobre reconhecer que a diversidade é essencial para uma sociedade mais justa.”

O secretário-geral Veridiano Colares ressaltou o papel do TJAP na promoção de uma Justiça mais inclusiva.

“O Tribunal de Justiça do Amapá tem o compromisso de ser uma instituição cada vez mais inclusiva, sensível e conectada com a sociedade. Ações como essa mostram que a Justiça também se constrói com humanidade, com escuta e com valorização das pessoas em sua pluralidade.”

A designer Rejane Soares, responsável pelo desfile, emocionou ao falar sobre a moda como instrumento de transformação social e afirmação cultural.

“A moda que apresentamos aqui carrega história, ancestralidade e resistência. Cada peça é uma forma de expressão, de afirmação cultural e de orgulho. Ver essas mulheres ocuparem esse espaço com tanta força e beleza é a prova de que a moda também transforma, empodera e dá voz.”

Após os pronunciamentos, foi na passarela que tudo ganhou ainda mais força. Uma a uma, mulheres do TJAP e do Instituto Zwanga ocuparam o espaço com elegância, personalidade e história. Não era apenas sobre roupas, era sobre narrativas, sobre raízes, sobre orgulho.

Entre aplausos e olhares atentos, cada entrada reafirmava que representatividade não é conceito abstrato: é presença real, viva e potente.

Para a servidora Eliana Santana, a experiência foi marcada por emoção e significado. “Estar aqui hoje é muito mais do que desfilar. É representar a nossa história, a nossa identidade e a nossa força. Cada passo na passarela carrega orgulho, pertencimento e a certeza de que podemos ocupar todos os espaços sendo quem somos.”

Na passarela do TJAP, Ana Júlia Pontes, Ariadne Ramos, Carla Regiane, Célia Coutinho, Creiciane Neves, Edna Melo, Eliana Santana, Elisângela Pereira, Euciane Souza, Faby Neves, Gardênia Vinagre, Jackeline Santos, Janice Divino, Kesia Nascimento, Maria Eudóxia Ramos, Marizele Lobato, Neuziane Videira, Noemia Morais, Patrícia Andrade, Patrícia Romano e Quézia Soares, mulheres que, com presença e autenticidade, transformaram o Plenário do Tribunal em um espaço de expressão, pertencimento e potência.

Ao término do desfile, aquele sentimento bom de quem viveu algo especial. Mais do que um evento, esta ação deixou uma mensagem que ecoou no plenário: moda também é voz. É identidade. E, sobretudo, é transformação.

Lona Aberta chega à 4ª edição com programação gratuita de circo e palhaçaria no Sambódromo de Macapá

Festival reúne espetáculos locais e nacionais, oficinas, cortejo artístico e atividades formativas entre os dias 24 e 28 de março

A 4ª edição do Lona Aberta, Festival de Circo e Palhaçaria Amapaense, acontece de 24 a 28 de março no Sambódromo de Macapá, com programação gratuita e classificação livre. O evento reúne espetáculos, oficinas, cortejo artístico e atividades formativas.

Realizado pela Cia. Cangapé, com apoio da Oca Produções e Umã Comunicações, e com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Governo Federal, por meio do Edital Secult/AP nº 001/2024 – Feiras, Festivais, Mostras e Rodadas de Negócio, o festival chega à sua quarta edição consolidado como um dos principais espaços de circulação e valorização das artes circenses no Amapá.

Ao longo de cinco dias, a lona da Cia. Cangapé se transforma em ponto de encontro entre artistas, estudantes e público. A programação reúne diferentes linguagens do picadeiro, como palhaçaria, teatro físico, acrobacia, malabarismo e mágica.

Circo como formação e troca de experiências

Além das apresentações, o festival também promove atividades formativas e espaços de reflexão sobre o fazer circense.

Na abertura do evento, o público poderá participar da oficina “De Cara com a Rua”, ministrada pelo coletivo nacional FusCirco, que acontece em dois períodos no dia 24 de março.

Ainda na terça-feira, a programação inclui um cortejo artístico e a roda de conversa “Os caminhos do circo dentro e fora do picadeiro”, que reúne artistas e pesquisadores para refletir sobre a trajetória, os desafios e as perspectivas da arte circense na região.


Foto: Paula Morazza

Oficinas e atividades formativas integram a programação do festival, aproximando artistas, estudantes e público da linguagem circense.

Participação de escolas públicas

A programação também contará com a participação de estudantes de mais de 17 escolas públicas, entre instituições municipais, estaduais e turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As sessões diurnas foram pensadas especialmente para o público infantil, ampliando o acesso de crianças e jovens à experiência do circo dentro de uma lona tradicional.

Já as sessões noturnas são abertas a todas as idades, convidando crianças, jovens e adultos a viverem juntos o encantamento do picadeiro.

Companhias nacionais convidadas

Foto: Samuel

Diretamente do Ceará, o Coletivo FusCirco é uma das atrações nacionais convidadas para a 4ª edição do Lona Aberta.

Nesta edição, o festival amplia sua programação com três espetáculos nacionais, além da participação de mais de dezessete companhias e artistas locais selecionados por meio de chamamento público.

Do Ceará, o Coletivo FusCirco apresenta dois espetáculos. “O Gran Circo Malabar” traz o malabarismo a partir do olhar do palhaço popular, com o Palhaço Pitchula conduzindo o público por uma jornada cheia de humor e habilidade.

Encerrando a participação do coletivo, “A Risita” é um solo da palhaça Rupi, que combina música, malabares e palhaçaria em uma apresentação dinâmica e interativa, marcada por desafios, improvisos e muito humor.

Representando a região Norte, o Grupo Folhas de Papel, do Pará, apresenta “Magya e Mystério”, espetáculo que mistura palhaçaria, mágica e ilusionismo. Em cena, a dupla dá vida a uma assistente atrapalhada e a um mágico glamoroso em uma experiência divertida e interativa para todas as idades.

Atuando desde 2017, o grupo desenvolve criações que atravessam o circo e o teatro, já tendo circulado por festivais e projetos culturais em diferentes estados do país.

Foto: Arquivo pessoal

O Grupo Folhas de Papel, do Pará, integra a programação nacional da 4ª edição do Lona Aberta com o espetáculo “Magya e Mystério”.

Programação

Terça-feira – 24/03
9h às 11h — Oficina “De Cara com a Rua” – Coletivo FusCirco (CE)
14h às 17h — Oficina “De Cara com a Rua” – Coletivo FusCirco (CE)
19h — Cortejo artístico (Charanga dos Trecos + Movimento de Circo do AP)
19h30 — Roda de conversa “Os caminhos do circo dentro e fora do picadeiro”

Jones Barsou; Ajota Takashi; Amanda Santos; Henrique Rosa; mediação: Alice Araújo

Quarta-feira – 25/03
9h às 11h — Oficina de mágica e improviso – Grupo Folhas de Papel (PA)
14h30 às 17h — Loukart; Cia O Ninho; Pato e Laranjinha; Turma do Tio Pingo; Casa Circo (Palhaço Mutuca); Cia Cangapé
19h às 21h — Pato e Laranjinha; Cia Cangapé (Virtuose)

Quinta-feira – 26/03
9h às 11h — Pato e Laranjinha; Palhaça Biscoito; Palhaça Xéxéua; Cia Cangapé
15h às 17h — Pato e Laranjinha; Bibica Oliver; Tio Káh; Palhaça Tonton; Cia Cangapé
19h às 21h — Pato e Laranjinha; Cia Cangapé; Grupo Folhas de Papel (PA) – “Magya e Mystério”

Sexta-feira – 27/03
9h às 11h — Pato e Laranjinha; Sandro Brito; Cia O Ninho; Cia Cangapé
15h às 17h — Pato e Laranjinha; Palhaço Vavá; Pato e Laranjinha; Cia Cangapé
19h às 21h — Pato e Laranjinha; Cia Cangapé; Coletivo FusCirco (CE) – “O Gran Circo Malabar”

Sábado – 28/03
19h às 21h — Pato e Laranjinha; Cia Cangapé (As Encantadas); Julio Barbosa (Flying High); Coletivo FusCirco (CE) – “A Risita”

 

Links dos releases dos espetáculos nacionais

🔗 A Risita — Coletivo FusCirco
https://drive.google.com/drive/folders/1752u6PbKNUSiFgLcxoviMD_h45WbBmaa

🔗 O Gran Circo Malabar – Coletivo FusCirco
https://drive.google.com/drive/folders/1WgV_T45QYUpJgBZjzkZQT-974dU8Lh-5

🔗 Magya e Mystério — Grupo Folhas de Papel
https://drive.google.com/drive/folders/1vF9d9n7fzX3u_S5qRF47a8u8gMD9S7FY

Sobre o festival

A arte circense é um dos mais antigos e potentes instrumentos de formação cultural, promovendo imaginação, ludicidade e expressão artística.

O Lona Aberta nasce desse princípio e é realizado pela Cia Cangapé, grupo com trajetória desde 2009 e reconhecido como Ponto de Cultura por sua atuação na democratização do acesso à arte na periferia de Macapá.

O festival reafirma esse compromisso ao criar um espaço de celebração, aprendizado e fortalecimento do circo no Amapá, reunindo artistas locais e nacionais em uma programação gratuita e acessível para todos os públicos.

Para mais informações e atualizações sobre a programação, acompanhe as redes sociais da Cia Cangapé.

Sesc Centro terá programação cultural em homenagem ao Mês da Mulher


O Sesc Amapá promove, no dia 17 de março, a partir das 19h, no Sesc Centro, o evento “Mulheres em Cena”, uma programação cultural em comemoração ao Mês da Mulher. A noite traz a vernissage da exposição da artista Débora Almeida e apresentação musical de Nara Lima.

A ação, aberta para todos os públicos, integra dois grandes projetos do Sesc Amapá: o Música da Gente, que busca valorizar a produção musical, promovendo artistas locais, e o Entre Artes, que apoia e incentiva a produção artística, aproximando o público das artes visuais.

A exposição “Amazônia Viva – Pelos Olhos de Quem Conhece e Cuida”, de autoria da artista Débora Almeida, reúne quadros e objetos artísticos, como o cocar indígena, voltados à temática da valorização da Amazônia, da cultura indígena e animais em perigo de extinção no Brasil. A exposição estará disponível no espaço bem-estar da Unidade Sesc Centro, até 26 de abril, no horário de 8h às 20h.

Para encerrar a noite de celebração ao Mês da Mulher, no dia 17, a apresentação musical da cantora e compositora amapaense Nara Lima traz um repertório eclético, passando por diversos estilos como: MPB, MPA, pop, rock e sertanejo. O show está marcado para às 20h no espaço do restaurante Sesc Centro com venda de petiscos e bebidas.

ALCIONE: “Marabaixo: Tradição do Amapá”


Convidada pelo Governo do Amapá para lançar um single em parceria com artistas amapaenses, Alcione gravou “Marabaixo: Tradição do Amapá”: um medley com algumas das canções mais representativas da cultura afro-amapaense.

A escolha da “Marrom” deu-se por sua intensa ligação e intimidade com os estilos musicais do Norte e Nordeste, sempre presentes em sua discografia. A artista já registrou forró, xote, baião, maracatu e inúmeras toadas de bumba meu boi, entre tantos outros ritmos das diversas regiões do país.

Somado a isso, a escola de samba Mangueira já anunciou que, em 2026, homenageará o Amapá com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju: o Guardião da Amazônia Negra”, que destaca esse curandeiro popular e símbolo da sabedoria ancestral amazônica. Assim, a “negra voz do amanhã” tornou-se a escolha ideal para difundir a cultura amapaense.

O Marabaixo: Resistência e Identidade

O Marabaixo é uma manifestação cultural afro-brasileira do Amapá, reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. É uma celebração que funde conhecimentos tradicionais, dança, música, ritos do catolicismo popular e herança africana.

Trazida para a Amazônia por negros escravizados, sua origem remonta ao tempo dos porões, surgindo entre o lamento e a resistência.

Segundo as narrativas, o nome deriva de “mar acima, mar abaixo”, expressão que evoca o balanço dos navios negreiros na diáspora dos africanos.

Nos barracões do Amapá, é dançado em rodas que giram no sentido anti-horário, com passos arrastados que interpretam a memória dos pés outrora acorrentados.

Hoje, essa herança é uma força cultural e artística que se renova a cada “Ciclo do Marabaixo” — evento que une o sagrado ao comunitário. Recentemente, a manifestação ganhou as telas nos canais Bis e GloboNews com o documentário “Amazônia Negra: Expedição Amapá”, disponível no Globoplay, com a participação de Carlinhos Brown e artistas locais.

O single “Marabaixo: Tradição do Amapá”

O pot-pourri reúne obras de compositores renomados e canções de domínio público. Entre os destaques está Joãozinho Gomes (consagrado compositor do Amapá e um dos autores do samba-enredo da Mangueira para 2026).

Faixas que compõem o single:

* Música incidental: “A beleza da arte que emana” (Enrico Di Miceli/Joãozinho Gomes);
* “Mão de Couro” (Val Milhomem/Joãozinho Gomes);
* Ladrões de marabaixo**: “Aonde tu vai, rapaz?” (Raimundo Ladislau – domínio público);
* “Rosa Branca Açucena” (Tradicional – domínio público);
* “Meu Sarilho é dobrador” (Tradicional – domínio público);
* “Vaca Malhada” (Tradicional – domínio público);
* “No Marabaixo é Assim” (Wendel Uchôa/Marcus Paes);
* “O Meu Quilombo” (Adelson Preto);
* “Eu Caio, Eu Caio” (Tradicional – domínio público).

*Ficha Técnica e Produção*

Com produção musical e arranjos do músico amapaense Alan Gomes, o single traz a percussão autêntica da caixa de marabaixo* de Nena Silva, representante do quilombo do Curiaú.

A obra foi gravada no estúdio Play Record (RJ), com direção musical de Alexandre Menezes e Alan Gomes. A mixagem e masterização ficaram a cargo de Vanios Marques. O coro conta com Silmara Lobato e a participação de herdeiros da tradição: Cleane Ramos, Danniela Ramos, Julião do Laguinho e Lorrany Mendes.

*Um Tributo à Amazônia Negra*

Ancestralidade, religiosidade e uma conexão profunda com a arte do Norte brasileiro guiaram este projeto. Ao aceitar o convite, Alcione reafirma seu amor pela pluralidade de um país miscigenado, ajudando a mostrar que o Amapá é uma referência fundamental da nossa Amazônia Negra — um território de riqueza cultural inesgotável que merece ser reverenciado e celebrado por todos os brasileiros.

**Ladrões de marabaixo:* Como são denominados os versos do marabaixo. Possui o formato em pergunta e resposta, o versador “rouba” um tema do cotidiano e passa a cantá-lo.

***Caixa de marabaixo:* Esse ritmo afro-amapaense é tocado em tambores artesanais, chamadas de caixas de Marabaixo.

Praça da Bandeira será palco de uma programação inédita, gratuita e dedicada às famílias, com apresentações culturais e experiências natalinas entre os dias 17 e 21 de dezembro

Festival Natal Encantado Equatorial ocorre também em cidades do Pará. (Foto: Divulgação/ Grupo Equatorial)

O Festival Natal Encantado Equatorial tem início nesta quarta-feira, 17 de dezembro, e segue até o domingo, 21, na Praça da Bandeira, em Macapá. Com programação gratuita e aberta ao público, o evento ocorre diariamente a partir das 18h30 e reúne atrações culturais, espetáculos infantis, shows musicais e experiências natalinas voltadas à toda família.

Durante os cinco dias de festival, o público poderá aproveitar roda-gigante gratuita, que funciona das 18h30 às 22h, além de apresentações de grupos de dança, espetáculos com personagens infantis, show de neve, sorteio de brinquedos e uma decoração natalina especial que transforma a Praça da Bandeira em um grande cenário temático.

Todas as apresentações ocorrerão no grande castelo-palco montado no centro da praça e que tem sido o grande diferencial deste evento.

Confira a programação completa:

Quarta-feira (17 de dezembro)

  • 18h30 – Grupo de Dança Luzes da Amazônia
  • 19h – Abertura oficial do festival com autoridades
  • 19h30 – Espetáculo infantil com personagens da Disney
  • 20h – Espetáculo Natal Encantado Equatorial, com show de neve e fogos silenciosos
  • 21h30 – Show Olemax Show

Quinta-feira (18 de dezembro)

  • 18h30 – Grupo de Dança Um Canto Azul de Natal19h – Espetáculo infantil com personagens da Disney
  • 20h – Espetáculo Natal Encantado Equatorial, com show de neve e fogos silenciosos
  • 21h30 – Show Mírian Negrão e Banda

Sexta-feira (19 de dezembro)

  • 18h30 – Show infantil Tio Nescau e Banda
  • 19h – Espetáculo infantil com personagens da Disney
  • 20h – Espetáculo Natal Encantado Equatorial, com show de neve e fogos silenciosos
  • 21h30 – Show Banda Pick

Sábado (20 de dezembro)

  • 18h30 – Show infantil Mundo Kids com Personagens
  • 19h – Espetáculo infantil com personagens da Disney
  • 20h – Espetáculo Natal Encantado Equatorial, com show de neve e fogos silenciosos
  • 21h30 – Show Tom Nanini

Domingo (21 de dezembro)

  • 18h30 – Show infantil Trupe do Pato
  • 19h – Espetáculo infantil com personagens da Disney
  • 20h – Espetáculo Natal Encantado Equatorial, com show de neve e fogos silenciosos
  • 21h30 – Show Nana e Alex

Comunicação Grupo Equatorial Amapá

25ª Cantata Natalina do TJAP: Coral afina últimos detalhes para espetáculo que acontece neste sábado (6/12)


Coral do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) tem ensaiado intensamente para a 25ª Cantata Natalina “Acender das Luzes”, espetáculo musical que reúne famílias de todo o Amapá, pessoas de todas as idades, para celebrar a união, o amor e este período de gratidão e renovação. A tradicional apresentação está programada para o sábado (6), a partir das 19 horas, na esquina da Avenida FAB com Rua General Rondon, ao lado da sede do TJAP, no centro de Macapá.

A estrutura do espetáculo apresentará dez músicas do coral adulto (40 integrantes) e quatro do coro infantojuvenil (40 integrantes), com duração prevista de 1 hora 40 minutos, em um repertório que busca iluminar corações e despertar lembranças natalinas – emoção e arte em uma experiência inesquecível.

O espetáculo será dividido em três blocos: o primeiro com cinco músicas cantadas pelo coral adulto (“Ó vem Emanuel”, “Maria tu sabias”, “Glória ao rei que vos nasceu”, “Agnus Dei” e “Aleluia de Handel”); o segundo com o coro infantojuvenil na execução de quatro canções (“Fam, fam, fam”, “Maria e o Anjo”, “Feliz Navidad” e “Natal ao som do rock”); e o terceiro com o retorno do coral adulto com mais cinco números (“Esperança”, “Venham seguir a estrela”, “Então é natal”, “O Homem de Nazaré” e “Natal, momento especial”).

 Convites e testemunhos

 O presidente do Coral do TJAP e servidor do tribunal, Paulo de Tarso, convidou a comunidade para acompanhar o espetáculo.

“Gostaria de convidar a todos a participarem de nossa 25ª Cantata Natalina, que ocorrerá no dia 6 de dezembro, aqui na Avenida FAB com Rua General Rondon, ao lado da sede do TJAP. Desde 2000 trazemos essa alegria à sociedade em geral que é uma das missões do Coral do TJAP no seu ato de criação, em 1995 – completamos 30 anos em 30 de junho último –, e sábado comemoramos esse aniversário com todos vocês“, destacou Paulo de Tarso.

O maestro convidado para reger a edição de 2025, Carmelo Marino, destacou a qualidade do coral e a dedicação do grupo durante a preparação.

Para mim é uma grande honra receber o convite e participar da Cantata Natalina, que é um marco cultural e musical no Amapá. Fiquei muito satisfeito ao encontrar um grupo tão bom e tão estudioso, que se esforçou diariamente ao longo do mês de novembro com os ensaios preparatórios para o evento de 6 de dezembro. São músicas que vão mexer com o público, despertar sentimentos de alegria e lágrimas nos presentes, tenho certeza“, afirmou Carmelo Marino.

 A servidora aposentada do TJAP, Socorro Marinho, ressaltou a importância cultural do grupo para sua família ao longo dos anos.

O Coral do TJAP é uma tradição tão linda e maravilhosa que entrou na minha família, pois além de mim, como integrante fundadora, já tive filhas e hoje tenho netos também fazendo parte desse espetáculo. Três gerações da minha família já abraçaram este grande projeto do TJAP“, relatou Socorro Marinho.

A contralto estreante no coral amapaense, Maria Cristina Comesanha, chega ao grupo com experiência musical de cinco anos no Coral do Banco do Brasil de Belém.

“Fui convidada pela minha filha, que é servidora do TJAP lotada no Fórum de Macapá. Tenho essa experiência como coralista já há cinco anos no Coral do Banco do Brasil. Ouvi dizer que o Coral do TJAP é um dos melhores do Amapá e espero poder fazer parte desta tradição por muitos anos“, comentou Maria Cristina Comesanha.

 Três Décadas de Música e Compromisso Artístico

 O Coral do TJAP foi criado em 30 de junho de 1995 e realizou sua primeira apresentação ainda naquele ano, no Fórum Desembargador Leal de Mira, sob a regência do maestro Gilberto Antônio de Oliveira. Desde o início, a diversidade do repertório e o compromisso com a música transformaram o grupo em presença constante nos eventos do Tribunal e nos espaços culturais de Macapá.

Nascido com o propósito de incentivar o canto coral e levar música a diferentes ambientes, como igrejas, escolas, praças e teatros, o coral expandiu sua atuação ao incluir voluntários, crianças e adolescentes, o que amplia sua riqueza artística. Ao longo de três décadas, o grupo participou de eventos dentro e fora do estado, representou o Amapá em festivais nacionais e internacionais e protagonizou espetáculos marcantes, como o Recital Folcloreano.

A Cantata Natalina “Acender das Luzes” transformou-se no principal símbolo cultural do grupo. Todos os anos, a fachada do Palácio da Justiça se converte em palco para um espetáculo que emociona o público com músicas natalinas e mensagens de fé e esperança. Atualmente, a Cantata é um dos eventos culturais mais aguardados de Macapá, consolidando o Coral do TJAP como tradição viva na comunidade amapaense.

A história do coral permanece marcada pela dedicação de seus regentes, servidoras, servidores, colaboradoras, colaboradores, voluntárias e voluntários que, ano após ano, mantêm viva essa tradição musical no Judiciário amapaense.

Serviço:

Cantata Natalina do Coral do TJAP – O acender da luzes

Data: 6 de dezembro de 2025

Horário: 19h

Local: ao lado da Sede do TJAP (Avenida FAB com Rua General Rondon)

Secretaria de Comunicação do TJAP

“Amazônia Negra: Expedição Amapá’: documentário retrata a resistência da cultura afro-brasileira na região e contagia com a cultura do Marabaixo


A obra, que estará disponível no Globoplay no dia 12 de dezembro, acompanha Carlinhos Brown em uma jornada ancestral de descobertas e reencontros na Amazônia amapaense

No Amapá, estado onde a floresta amazônica predomina, uma forte ancestralidade africana e os ritmos afro-amapenses ecoam pela região. Reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como bem cultural imaterial do Brasil, o Marabaixo é a principal expressão cultural amapaense. O documentário “Amazônia Negra: Expedição Amapá” (Globoplay) é a comprovação dessa riqueza. Realizada em 2025, a obra foi dirigida por Marcel Lapa e é dedicada à necessidade de reconhecer a história da população negra do estado, e levar suas danças, cantos, conhecimentos tradicionais e todos os elementos que compõem essa manifestação cultural para todo o país.

Com a participação especial de Carlinhos Brown, cantor brasileiro e amplo conhecedor da cultura afrodescendente, o telespectador é guiado pelos territórios culturais e pelos rios, estradas e ruas de Macapá, Oiapoque e Mazagão, entre outras localidades, como o quilombo do Curiaú e bairros que mantêm essas tradições afro-amapaenses. Imerso nas vozes e ritos característicos dos marabaixeiros, e entre saias rodadas e ladrões – como são chamados os versos cantados durante os festejos –, Brown entrelaça sua cultura baiana com a cultura amapaense, um encontro de brasilidade proporcionado pela presença marcante do tambor. A obra promove um intercâmbio cultural enriquecedor, que só foi possível graças à ancestralidade africana compartilhada entre eles.

“aspas de Carlinhos Brown”. Em um grande evento em Macapá, capital do estado, o documentário também mostra o cantor sendo reconhecido como embaixador do Marabaixo pela comunidade marabaixeira e oficializado pelo Governo do Estado do Amapá.

Produzido pela Join Entretenimento e Tha House Company, as cores vivas das vestimentas tradicionais ganham destaque ao longo dos 42 minutos da produção. Segundo o diretor Marcel Lapa, a experiência de gravar uma cultura tão vibrante em um estado onde a Amazônia e a cultura brasileira são tão latentes, foi transformadora. “Sou carioca e nunca tinha visto nada igual. Estar lá me inspirou a tornar a história dessas pessoas conhecida em todo o país, e busquei passar esse sentimento ao dirigir a obra. Quero que o documentário transmita pelo menos um pouco do que o Marabaixo significa para essas pessoas. União, felicidade e pertencimento”, complementa o diretor.

Macapá: Capital do Meio do Mundo

Na latitude zero, passado e presente se fundem. Em Macapá, cidade cruzada pela linha do Equador, os festeiros realizam o tradicional Ciclo do Marabaixo. Em cortejos de rua, os marabaixeiros percorrem seus locais de festejo — os “Barracões” —, que sediam as celebrações e mantêm viva essa tradição secular. A origem do Marabaixo remonta ao período da escravidão, e seus passos arrastados são frequentemente interpretados na dança como uma memória dos pés acorrentados e do sofrimento dos negros africanos trazidos até a Amazônia.

Dançadeira dos ritmos tradicionais, Samanda Carvalho, uma das entrevistadas pelo documentário, explica com base na oralidade o acontecimento histórico que deu origem ao nome dessa tradição. Segundo as narrativas, quando negros trazidos morriam em navios negreiros, eram jogados “mar abaixo”.

No Amapá, a história é contada com orgulho no peito dos descendentes de uma história que ressignificou o sofrimento como uma marca identitária de um povo. Esse triste capítulo da história transformou-se em uma referência cultural com força ancestral e potência de produção da arte contemporânea. Em trecho do longa, Carlinhos Brown destaca a importância dessas tradições e manifesta sua gratidão às suas raízes africanas.  “O que eu tenho é a consciência de que vim da África. Eu não vim da escravidão, porque se eu viesse da escravidão, eu não poderia chegar ao que cheguei. E chegar ao que cheguei, digo, o tempo inteiro, não é mérito meu, mas é mérito das tradições”, finaliza.

O documentário revela outras festividades populares e uma rica culinária, marcada pela originalidade dos modos de vida de quem vive na floresta e as margens dos rios amazônicos. Por fim, o compositor também promove um encontro com artistas da cena musical, ampliando a sua vivência.

O documentário irá ao ar no dia 11 de dezembro no Canal Bis, da TV Globo, às 0h. Após a primeira exibição, ficará disponível para assinantes da Globoplay a partir do dia 12 de dezembro

Sebrae lança Polo de Referência em Gastronomia da Amazônia


A culinária amazônica traduz a força da floresta em sabores que carregam identidade, tradição e biodiversidade. Para reforçar esse potencial, o Sebrae lançou, nesta quarta (26), o Polo de Referência em Gastronomia da Amazônia, com sede no Sebrae Amapá. O evento de lançamento foi realizado na sede nacional da instituição, em Brasília (DF), e reuniu convidados para uma degustação de pratos típicos da região.

A iniciativa nasce com o objetivo de posicionar a gastronomia amazônica como indutor estratégico de desenvolvimento econômico, social e ambiental, valorizando a biodiversidade, os saberes tradicionais e impulsionando oportunidades para pequenos negócios ligados à cadeia produtiva de alimentos.

O Sebrae no Amapá coordenará as ações com foco na valorização da biodiversidade amazônica. “Esse polo será uma referência para a gastronomia do Brasil e do mundo, e tenho certeza de que irá gerar empregos e renda para o povo da nossa Amazônia, esse grande bioma tão fundamental para o país”, disse o presidente nacional do Sebrae, Décio Lima.

Para o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae (CDE), Josiel Alcolumbre, gratidão, é a palavra que define este momento. “Quero agradecer ao Sebrae Nacional por confiar a nós a missão de coordenar o Polo de Gastronomia da Amazônia no Amapá. Para nós, é uma honra receber essa confiança, porque sabemos que ter ao nosso lado a força da quarta marca mais valiosa do Brasil será uma grande alavanca para o desenvolvimento do nosso estado por meio da gastronomia”, disse, Josiel Alcolumbre.

A superintendente do Sebrae no Amapá, Alcilene Cavalcante, destacou que, após a COP30, a gastronomia da Amazônia foi amplamente experimentada, elogiada e apreciada, e que essa culinária carrega história e identidade: é ancestral, indígena, negra e, ao mesmo tempo, inovadora.

“Hoje, apresentamos uma gastronomia que nasce da base, mas que também alcança um nível de sofisticação capaz de surpreender qualquer paladar”, afirmou a superintendente, Alcilene Cavalcante.

Na avaliação do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a gastronomia amazônica é ancestral e futurista, e sinônimo de inclusão e de desenvolvimento para o Amapá e toda região amazônica. “A experiência de hoje nos mostrou, na prática, como os sabores da Amazônia carregam identidade, memória e potencial econômico, reforçando a culinária regional como um patrimônio vivo e estratégico para o desenvolvimento sustentável”, destacou o ministro, Waldez Góes.

Já o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, destacou o lançamento do Polo como uma estratégia nacional para fortalecer a economia a partir da culinária regional e que a iniciativa nasce no Amapá, mas integra uma rede articulada em todo o país, com protagonismo do Norte.

“A culinária é estratégica porque movimenta turismo, produção local e mais de 50 setores da economia. O Peru, por exemplo, mostrou ao mundo como transformar a gastronomia em marca, e nós vamos ter restaurantes amazônicos espalhados pelo mundo”, afirmou
O diretor, Bruno Quick, e destacou ainda que a proposta é transformar a cultura alimentar amazônica em vetor de desenvolvimento sustentável, conectar comunidades, empreendedores e cadeias produtivas em torno de uma economia baseada na floresta em pé.

Conheça a Amazônia pelo Prato

O lançamento do Polo contou com uma experiência sensorial e gastronômica que convidou os participantes a vivenciar a Amazônia por meio dos sentidos, aroma, textura, cores e sabores que traduzem a biodiversidade e a ancestralidade da região. O cardápio, assinado pelos chefs amapaenses, Alessandra Bitencourt, Flora Dias, Socorro Azevedo, Manoel Maciel e Jucicley Gomes, apresentou uma curadoria de ingredientes nativos e técnicas contemporâneas, transformando o almoço em uma verdadeira imersão cultural.

O menu incluiu entradas como ceviche de gurijuba e casquinha de caranguejo, seguidas de pratos com filhote ao tucupi e jambu, pescados e camarões regionais, além de sobremesas que valorizam insumos amazônicos, como cupuaçu, tapioca e açaí.

Lançamento

Estiveram presentes no lançamento, para a concretização do projeto, o presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, José Zeferino Pedrozo; a diretora de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Margarete Coelho; a diretora técnica do Sebrae no Amapá, Suelem Amoras; o diretor de Administração e Finanças do Sebrae no Amapá, Marcell Harb, a gestora do Polo de Referência em Gastronomia da Amazônia, Elisangela Ramos e representantes do Sebrae de todos os estados. A cerimônia foi prestigiada pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban; pelo presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Jorge Bittar e secretária de Estado do Turismo do Amapá, Syntia Lamarão.

Fonte: ASN

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação

Circuito Brocados mobiliza 19 restaurantes de Macapá com combos a R$ 40


Para celebrar o Norte e sua gastronomia, ocorrerá em Macapá, de 20 a 30 novembro de 2025, o Circuito Brocados. 19 restaurantes estão participando do evento com combos com o preço único de R$ 40.

Com o formato de circuito, o evento acontece em cada um dos restaurantes participantes. Na última edição, em 2024, foram vendidos mais de 4 mil combos, garantindo o principal objetivo do evento, que é levar o consumidor para o espaço físico do empreendimento, para que ele tenha a experiência completa do atendimento.

Entre as opções de comidas disponíveis têm hambúrguer, churrasco, comida japonesa, pizza, açaí, peixe, camarão, comida mexicana, pratos regionais e sobremesa. Segundo a organização, todos os pratos serão servidos nos tamanhos originais dos restaurantes e os combos*, necessariamente com mais de um item,* estão com descontos que podem chegar a 35% do valor regular do cardápio.

“Desde que criamos o Circuito Brocados temos o objetivo de levar as pessoas a conhecerem os restaurantes, sair da zona de conforto e experimentar novos sabores. Com isso, valorizamos a gastronomia amapaense e, principalmente, é uma oportunidade de conhecer grandes restaurantes e pagar um valor promocional”, explicou Cintía Peixe, organizadora do evento.

Essa também é uma grande oportunidade para que os empreendimentos apresentem sua estrutura, as outras opções do cardápio e conquistem novos clientes.

Brocado, na gíria nortista, significa “com muita fome, esfomeado”. Esse também é o bordão do perfil no Instagram “O Que Comer Amapá?”, que organiza o Circuito para comemorar os nove anos dedicados à gastronomia e a cultura amapaense.

*Brocados*

Brocados é como é chamada a comunidade que segue a plataforma digital de gastronomia que organiza o evento, além de uma gíria nortista pra nomear quem está com fome.

No ar desde 2016, a principal rede social do Brocados é o perfil no Instagram @oquecomerap, que hoje conta mais de 40 mil seguidores.

O propósito é divulgar a gastronomia e tudo que envolve este universo de maneira leve e descontraída. Produzindo conteúdo principalmente sobre restaurantes, cobertura de eventos, receitas, dicas gastronômicas e cultura amazônica.

O trabalho desenvolvido já os levou a trabalhar com marcas nacionais e a participar do júri dos principais concursos gastronômicos do Amapá, como a eleição do Melhor Chef de Cozinha, Melhor Comida de Bar, Melhor Chef Confeiteiro e Melhores do Ano da Gastronomia.

Circuito Brocados – Especial 9 anos OQC
Realização: Brocados e instablog food O Que Comer Amapá?
Data: de 20 a 30 de novembro de 2025
Local: nos estabelecimentos participantes
Valor: Combos servidos nos tamanhos originais por R$ 40

*Conheça os restaurantes participantes:*

Ana Maia Gastronomia
Bar do Urso
Carnívoros
Churrasco do Rei
Delícias da Juh
Delicias da Oci
Forneria Bella Ciao
Guarnição Açaí
Homemade
Premium Burguer e Espetaria
Sabor Perfeito
Cê Qué Sushi
Primoroso Gourmet
Pizzaria Donna Linda
Delivery Chaparral
BK Burguer
Mr. Charlie Doces e Café
Pão da Vida Café
Hermanito Mexican Food

Seminário de Economia Criativa com foco no mercado amapaense vai fortalecer empreendedores e redes culturais

Para impulsionar o segmento de negócios criativos, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae) promove o ‘Seminário de Economia Criativa – Mercado Criativo Amapaense’. O evento ocorre na sede da instituição, nesta sexta (21), das 8h às 13h, com programação voltada à aproximação de empreendedores, instituições e agentes culturais para discutir as oportunidades e desafios do setor.

A economia criativa é um dos vetores mais promissores para o desenvolvimento da nossa região. Nosso objetivo é ampliar o conhecimento dos empreendedores sobre os eixos criativos, estimular conexões e inspirar novas práticas de negócios baseadas na cultura, inovação, sustentabilidade. Queremos incentivar o fortalecimento do setor local de forma que esse desenvolvimento também seja sustentável, destaca o gerente da Unidade de Mercado e Internacionalização do Sebrae (UMI), Rômulo Brasão.

Palestra

O Polo de Economia Criativa do Sebrae São Paulo/SP abre a programação com a Palestra ‘Potenciais de Negócios com a Economia Criativa’, que apresenta um panorama sobre o valor econômico da criatividade e as oportunidades de mercado nos setores culturais. O ministrante é o analista de programas e projetos em economia criativa no Sebrae/SP e especialista em gestão de negócios e inovação, Diogo Tirbutino; o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Comunicação do Amapá (Secom), Patrick Lima, falará sobre Inovação e oportunidades da Economia Criativa para atender o setor público, oferecendo soluções modernas em cultura, tecnologia e design para melhorar serviços, aumentar a participação social e gerar pertencimento para os territórios.

Música

Entre os painéis, ‘Do Som ao Sucesso: Transformando Arte em Negócios’ abordará estratégias de profissionalização no campo musical, com Tomaz Miranda (músico, cantor e compositor carioca); Joãozinho Gomes (poeta e compositor, referência da música amazônica) e Zé Miguel (cantor e compositor, ícone da Música Popular Amapaense), sob mediação da secretária de Estado da Cultura do Amapá, Clícia Di Miceli.

Moda

O painel ‘Criar, Vestir e Pertencer’, mediado pela designer e pesquisadora Andreia França, trará Rejane Soares (designer de Moda, CEO da Zwanga Impacto Social e Zwanga Moda Afroamazonida); Driko Peixoto (criador do Modamazon e da primeira marca de moda praia masculina do estado); Lucius Vilar (designer têxtil e diretor criativo do Atelier Lucius Vilar) e Igor Leal (criador da marca D’Samba) para discutir moda autoral e sustentabilidade.

Durante a tarde, o evento segue com os produtores de moda no ‘Workshop Moda, Design e Merchandising’, com foco em identidade local, design e posicionamento de mercado. Será ministrado pela D’Samba, uma marca de roupas que combina o universo da moda com a cultura do samba, cria peças com elementos e cores vibrantes das agremiações e referências à história do samba.

Dança

O tema da dança ganha destaque em ‘Corpos em Movimento’ com Letícia Paixão (bailarina e coreógrafa, diretora do Grupo Âmago); Cleide Façanha (coordenadora do Curso Técnico em Dança do Amapá e CEO da Casa Dança) e Tatiane Negrão (professora e coreógrafa de Dança de Salão), sob moderação da professora de dança e coreógrafa Samanda Nobre (Sesc).

Audiovisual

No auditório paralelo, o Painel ‘Cenas que Geram Valor’, traz experiências de produtores e gestores do audiovisual, com Josimar Sales (coordenador do Instituto Amazônia Criativa e idealizador do Simpósio Amazônia Criativa e Sustentável), Rayane Penha (representante do Ministério da Cultura no Amapá e participante de laboratórios internacionais), Jack Silva (editor e diretor de imagens, referência no audiovisual brasileiro); e Rodrigo Souza (diretor do Festival Imagem-Movimento e produtor executivo do Festival AfroEstima), mediado pelo gerente de Educação Empreendedora do Sebrae e CEO da 7g7Market, Maikon Richardson.

Jogos

O segmento de games será representado pelo painel ‘Game Business: Criatividade, Tecnologia e Lucro’, sob moderação do jornalista cultural e diretor do Coletivo Gamedev Amapaense, Gabriel Morais, trará Leonardo Ferreira (professor de jogos digitais e diretor do Coletivo Gamedev Amapaense) e Cristiano Max (representante da PUC, Doutor em Comunicação Social e referência nacional em Economia Criativa), que discutirão tendências da indústria e o potencial do mercado amapaense. Durante o painel, haverá sorteio de ingressos para o Rio2C 2026, considerado o maior encontro de criatividade e inovação da América Latina.

Projeto

O Projeto Economia Criativa integra a estratégia do Sebrae no Amapá em impulsionar empreendimentos criativos, para conectar talentos locais a oportunidades de mercado e valorizar a identidade cultural amapaense. A iniciativa atua no fortalecimento de negócios ligados à cultura, arte, design, moda, gastronomia e inovação, com foco em capacitação, acesso a mercado e posicionamento das marcas no setor.

Realização

O Seminário de Economia Criativa – Mercado Criativo Amapaense, é uma realização do Sebrae, com apoio do Polo de Economia Criativa do Sebrae de São Paulo/SP; Associação dos Músicos e Compositores do Amapá (Amcap); Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Secretaria de Comunicação do Estado do Amapá (Secom); Grupo de Lideranças da Região dos Lagos, coletivos Modamazon; Zwanga Fashion; e Afro, Serviço Social do Comércio (Sesc); Coletivo Gamedev Amapaense e Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria Nacional de Economia Criativa.

Coordenação

O Seminário de Economia Criativa – Mercado Criativo Amapaense é coordenado pelo gerente da Unidade de Mercado e Internacionalização (UMI), Rômulo Brasão; pelas analistas Thaís Tabosa e Kátia Sarmento e pela assessora técnica, Clara Vieira.

Programação

Data: 21.11.2025 – Sexta-Feira

Local: Sede do Sebrae

Hora: 8h – Credenciamento

Hora: 8h30 – Café da manhã

Hora: 9h – Abertura com Hino Nacional, Canção do Amapá (Orquestra de Pedra Branca do Amapari); e Grupo de Dança Amago: Raízes do Amapá

Palestra: Potenciais de Negócios com a Economia Criativa

Palestrante: Diogo Tirbutino – Polo de Economia Criativa do Sebrae SP

Hora: 9h30 às 9h45

Local: Sede do Sebrae – Salão de Eventos Macapá

Palestra: Inovação e oportunidades da Economia Criativa para atender o setor público

Palestrante: Patrique Lima – Secretaria de Comunicação do Estado do Amapá

Hora: 9h50 às 10h05

Local: Sede do Sebrae – Salão de Eventos Macapá

Painel 1: Do Som ao Sucesso: Transformando Arte em Negócios (música)

Painelistas: Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes e Zé Miguel

Moderadora: Clícia Di Miceli

Hora: 10h10 às 10h45

Local: Sede do Sebrae – Salão de Eventos Macapá

Painel 2: Criar, Vestir e Pertencer (moda autoral)

Painelistas: Rejane Soares; Driko Peixoto; Lucius Vilar e Igor Leal

Moderadora: Andreia França (Ueap)

Hora:10h50 às 11h30

Local: Sede do Sebrae – Salão de Eventos Macapá

Painel 3: Corpos em Movimento (Dança)

Painelistas: Letícia Paixão; Cleide Façanha e Tatiane Negrão

Moderação: Samanda Nobre (Sesc)

Hora: 11h35 às 12h35

Local: Sede do Sebrae – Salão de Eventos Macapá

Painel 4: Cenas que Geram Valor (Audiovisual)

Painelistas: Josimar Sales; Rayane Penha; Jack Silva e Rodrigo Souza

Moderador: Maikon Richardson (Sebrae)

Hora: 10h50 às 11h30

Local: Sede do Sebrae – Auditório Campos do Laguinho

Painel 5: Game Business: Criatividade, Tecnologia e Lucro (games)

Painelistas: Leonardo Ferreira e Cristiano Max Pereira Pinheiro

Moderador: Gabriel Morais (Coletivo Gamedev)

Hora: 11h35 às 12h35

Local: Sede do Sebrae – Auditório Campos do Laguinho

Hora: 12h50 – Sorteio para o Rio2C 2026

Hora: 13h – Encerramento da manhã – almoço

Workshop Moda, Design e Merchandising – (D’Samba)

Local: Sede do Sebrae – Auditório Campos do Laguinho

Hora: 15h às 17h.

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação

Governo do Amapá celebra 30 anos da Semana do Músico e homenageia o maestro Nonato Leal

O momento mais esperado da cerimônia foi a homenagem a ex-diretores e ao maestro Nonato Leal, primeiro professor de violão do então Conservatório de Música de Macapá.

A noite desta segunda-feira, 17, marcou um momento histórico para a educação musical do Amapá. No auditório Oscar Santos, o Centro de Educação Profissional de Música Walkíria Lima celebrou as três décadas da Semana do Músico, um dos projetos mais tradicionais da instituição, reunindo artistas, professores e estudantes em uma programação gratuita e aberta ao público.

O momento mais esperado da cerimônia foi a homenagem a ex-diretores e ao maestro Nonato Leal, primeiro professor de violão do então Conservatório de Música de Macapá e reconhecido como Patrono da Educação de 2025. Aos 98 anos, o músico foi celebrado por quase um século de contribuições à cultura amazônica.

Homenagem ao mestre das cordas

Ao subir ao palco para receber a homenagem, o maestro Nonato Leal se emocionou ao recordar da sua história e o apoio recebido ao longo da vida. “A minha homenagem é muito especial nesse momento. Estou recebendo graças àquelas pessoas que contribuíram para que este evento se realizasse”, declarou o mestre.

O Patrono da Educação de 2025 e homenageado da noite, Mestre Nonato Leal
O Patrono da Educação de 2025 e homenageado da noite, Mestre Nonato Leal
Foto: Kelson Balieiro/Seed

Nascido no Pará em 1927, Nonato chegou a Macapá em 1952, dedicando-se ao ensino do violão e consolidando uma carreira marcada por 22 composições autorais. É considerado um dos grandes violonistas da música popular brasileira, tendo inspirado a criação da Orquestra de Violões Nonato Leal, em 2014, a única do tipo no estado.

Durante a solenidade, suas obras ganharam vida em novas interpretações. Aron Miranda apresentou “Lamento Beduíno” e “Maresias Amazônicas”, o diretor Bruno George executou “Valsa para Maitê” e Ewerton Lages interpretou “Chorinho para Luana”.

Nonato chegou a Macapá em 1952, dedicando-se ao ensino do violão e consolidando uma carreira marcada por 22 composições autorais
Nonato chegou a Macapá em 1952, dedicando-se ao ensino do violão e consolidando uma carreira marcada por 22 composições autorais
Foto: Max Renê/GEA

Celebração de três décadas

O diretor do CEP Walkíria Lima, Bruno George, destacou o significado da edição histórica da Semana do Músico, reforçando o papel do evento na formação das novas gerações.

O Diretor do Centro de Educação Profissional de Música Walkíria Lima, Bruno George
O Diretor do Centro de Educação Profissional de Música Walkíria Lima, Bruno George
Foto: Breno Pantoja/Seed

“A 30ª edição da Semana do Músico é um dos projetos mais longínquos do Walkíria Lima. Este ano é ainda mais marcante porque todos os ex-diretores serão homenageados, e o nosso patrono da educação, Nonato Leal, grande violonista e compositor do nosso estado, também será celebrado neste palco”, afirmou Bruno.

A Semana do Músico é organizada anualmente para marcar o Dia do Músico, comemorado em 22 de novembro. A programação inclui oficinas, workshops, palestras, rodas de conversa e apresentações, todas gratuitas.

Bruno explicou que o objetivo é democratizar o acesso.

“O evento acontece nos dias 17, 18 e 19, com oferta de oficinas e palestras gratuitas à população amapaense, não somente aos alunos da escola”, finalizou o diretor.

Nonato Leal em apresentação na Expofeira
Nonato Leal em apresentação na Expofeira
Foto: Divulgação/GEA

Lançamento do videoclipe “Floração”

A programação deste ano conta também com o lançamento do videoclipe “Floração”, obra contemplada pela Lei Paulo Gustavo. O clipe reúne os artistas São Batuques, Helder Brandão e Beto Oscar, e foi gravado no espaço de ecoturismo Flor de Sumaúma.

A produção destaca a riqueza natural da região e carrega uma mensagem universal de paz. O lançamento oficial acontece no dia 21, ao meio-dia, no canal do YouTube do São Batuques. A realização é da Duas Telas Produções e Amazônia Criativa.

Tradição, reconhecimento e futuro

Com 30 anos de história, a Semana do Músico reafirma o compromisso do Governo do Amapá e do CEP Walkíria Lima com a valorização da formação artística no estado. A edição de 2025 reforça esse legado ao homenagear personalidades que dedicaram suas vidas à música e à educação, inspirando novas gerações de músicos amapaenses.