Ponte Cultural: Cancioneiros do Amapá iniciam turnê nacional gratuita


Três artistas amapaenses, histórias, amores e o pulsar da Amazônia traduzidos em canções que há mais trinta anos cruzam gerações. Este é o roteiro do projeto Cancioneiros do Meio do Mundo – A Ponte Cultural do Amapá, turnê que inicia pelo município de Santana, no Amapá, no dia 1º de agosto, e percorre sete cidades de cinco estados brasileiros. Amadeu Cavalcante, Osmar Júnior e Zé Miguel são os protagonistas desta aventura musical viabilizada pela Lei Rouanet, com patrocínio da Petrobrás e realizada pela Associação de Músicos e Compositores do Amapá (AMCAP).

A ponte cultural que leva os cancioneiros Amadeu, Osmar e Zé Miguel para o Brasil é feita de cantos e sons criados pelos artistas na década de 80 e que ao longo dos anos foram se refinando e reinventando. É resultado do mergulho dos artistas em suas raízes, e que, com talento e ousadia, versaram sentimentos, poetizaram o meio do mundo, e subiram nos palcos de uma Macapá ainda sede de território, fincando para sempre nos corações o orgulho de ser da Amazônia.

Cancioneiros no Meio do Mundo é mais um passo nessa estrada musical, e os ingredientes vão além dos shows. Antes de subir no palco, os artistas já criam vínculo com o público em uma roda conversa onde o assunto é arte, cultura, música e identidade regional, uma interação que antecede o espetáculo, quebrando barreiras, uma troca de experiências e contação de histórias.

Para que a música alcance mais pessoas, o projeto abraçou duas causas importantes, a solidariedade e a inclusão. A entrada é gratuita, mas que for assistir aos shows pode fazer a doação voluntária de alimentos que serão destinados para uma instituição de caráter social. O cuidado e respeito com o público começa pela escolha do palco, preferencialmente em local com acessibilidade.

O público surdo também poderá interagir com os artistas, porque em todos os shows haverá tradutor de libras, e para quem não conseguir prestigiar presencialmente, poderá assistir ao vivo no canal oficial do projeto, acompanhar os bastidores e entrevistas nas redes sociais, ou acessar a playlist com as canções assinadas e criadas e cantadas por Amadeu Cavalcante, Osmar Júnior Zé Miguel.

Depois da estreia do projeto em Santana/AP, Cancioneiros do Meio do Mundo segue em turnê para Belo Horizonte/MG (28/08); São Luis /MA (26/09); Belém/PA (16/10); Macapá/AP (31/10); Boa Vista/RR (27/11); e Brasília/DF (30/01).

Fotografias: Nani Rodrigues
Site Oficial do Projeto: @cancioneirosdomeiodomundo
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Samaúma, árvore símbolo do MP-AP é tombada pelo Governo do Estado


A Samaúma, árvore símbolo do Ministério Público do Amapá (MP-AP) e que fica localizada em frente à Procuradoria-Geral de Justiça, no Araxá, foi tombada pelo Governo do Estado do Amapá. O ato oficializa a proteção desse patrimônio histórico e ambiental e reforça o compromisso da instituição com a preservação da memória, da cultura e do meio ambiente.

Com a publicação do Decreto Estadual nº 5138, de 08 de julho de 2026, o Poder Executivo atende a uma solicitação do MP-AP e formaliza, por meio da declaração de imunidade ao corte e à exploração da Samaúma, o tombamento que tem por objetivo central garantir a proteção legal especial e a salvaguarda desse exemplar histórico da flora amazônica.

O ato administrativo e ambiental tem como propósito impedir de forma expressa a supressão, exploração, poda abusiva, transplante ou qualquer intervenção não autorizada que possa comprometer a saúde e a estrutura física da árvore. Estabelece ainda salvaguarda do patrimônio cultural e histórico, devido à sua imensa relevância ambiental, paisagística, histórica e simbólica para o Estado do Amapá. Com essa proteção, quaisquer ações na árvore passam a ser restritas a podas técnicas preventivas e monitoramentos de segurança coordenados pelo órgão ambiental competente.

A solicitação de tombamento de iniciativa da decana, procuradora de justiça Clara Banha, e encaminhada ao Governo do Estado pelo procurador-geral de justiça, Alexandre Monteiro, reafirma o compromisso da instituição com a sua missão de atuar como guardião dos direitos coletivos, da justiça social e do meio ambiente.

“Desde 2006, essa samaúma é símbolo do Ministério Público do Amapá por sua imponência, beleza e representatividade da identidade amazônica, das nossas raízes, nossa história e da missão institucional. Agradeço ao Governo do Estado por acolher a nossa solicitação e publicar o decreto que garante proteção especial à nossa Samaúma. Essa decisão representa um importante compromisso com a preservação do patrimônio ambiental, histórico e cultural do nosso Estado”, afirmou o PGJ.

Entre baluartes e xícaras: Café da Fortaleza une patrimônio amazônico e alta gastronomia em Macapá

Por: www.noticiatemperada.com

Macapá ganha, a partir desta sexta-feira (10), um novo endereço onde a história é servida em xícaras. O Café da Fortaleza, será inaugurado às 15h no Museu da Fortaleza de São José de Macapá, e propõe muito mais que uma pausa para o café: é uma imersão sensorial que entrelaça a arquitetura secular do monumento com a criatividade da culinária regional.

Instalado em um dos mais emblemáticos cartões-postais da Amazônia, o espaço foi projetado para dialogar com as pedras centenárias da fortificação, criando um ambiente acolhedor que convida ao deleite e à contemplação. A iniciativa amplia o leque de opções culturais e turísticas da capital, transformando a visita ao forte em uma experiência de múltiplos sentidos.

Sob a batuta do chef amapaense Sérgio Jucá — graduado em Gastronomia e com MBA em Cozinha Internacional —, o cardápio é uma verdadeira viagem pelos sabores da floresta. Com mais de sete variedades de cafés e receitas exclusivas que resgatam ingredientes amazônicos, o menu traz releituras da culinária local batizadas com nomes inspirados nos baluartes da própria Fortaleza, criando um fio condutor entre o paladar e a memória histórica.

“O Café da Fortaleza não nasce apenas para servir café. Foi pensado para proporcionar uma experiência completa, em que cada visitante possa apreciar a gastronomia enquanto contempla um dos mais importantes patrimônios históricos da Amazônia”, destaca o chef.

 

Mais do que uma cafeteria, o empreendimento se propõe a ser um ponto de encontro, um palco para a cultura local e um impulso à economia criativa do estado. A expectativa é que o novo espaço se consolide como referência em Macapá, atraindo turistas e moradores em busca de tradição, hospitalidade e os autênticos sabores da região.

Governador Clécio fortalece inclusão e desenvolvimento econômico na 4ª ExpoFavela Innovation Amapá: ‘projeção de quem vive a periferia de verdade’


A força criativa e empreendedora das periferias amapaenses ganha destaque na 4ª ExpoFavela Innovation Amapá, realizada em Macapá. Com patrocínio do Governo do Estado, o evento reúne mais de 200 empreendedores, artistas, lideranças comunitárias e investidores para apresentar soluções inovadoras, promover oportunidades de negócios e valorizar talentos que surgem nas comunidades urbanas, ribeirinhas e indígenas.

Governador Clécio Luis conheceu iniciativas de empreendedores na ExpoFavela
Governador Clécio Luis conheceu iniciativas de empreendedores na ExpoFavela
Foto: Max Renê/GEA

Presente na abertura nesta sexta-feira, 12, o governador Clécio Luís reforçou o compromisso da gestão estadual com políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida nas periferias. Nos últimos anos, o Governo do Amapá tem ampliado investimentos em infraestrutura, habitação, esporte, cultura, mobilidade e geração de oportunidades, promovendo inclusão social e desenvolvimento em áreas historicamente negligenciadas.

“A ExpoFavela está se consolidando como um espaço e um momento de projeção de tudo o que se produz nas nossas periferias, nas áreas de baixada, nas nossas Pontes Firmes, nas comunidades. Eu estou impressionado. São dias de projeção do que acontece nesses lugares, pelas mãos de quem vive a periferia de verdade, basta olharmos com atenção toda essa força”, evidenciou Clécio Luís.

Tia Zefa foi homenageada durante a ExpoFavela, em Macapá
Tia Zefa foi homenageada durante a ExpoFavela, em Macapá
Foto: Max Renê/GEA

Entre os expositores está a Kuia Lab, iniciativa que apresenta experiências imersivas que misturam o mundo real e o virtual. Para o empreendedor Glauber Lopes, a feira é uma oportunidade de aproximar a tecnologia da população e ampliar o alcance de negócios inovadores desenvolvidos no estado.

“Um dos nossos serviços é a demonstração imersiva da realidade virtual com a realidade aumentada. Com uso de aplicativo, geramos o acesso a um ambiente virtual através de realidade aumentada, possibilitando, por exemplo, a visita a uma sala, um museu. As realidades se integram no mesmo lugar e a ideia é demonstrar o mais próximo da realidade um objeto que é do mundo virtual. É uma tecnologia que buscamos popularizar aqui no Amapá”, explicou.

Kuia Lab apresenta tecnologia que mistura ambiente virtual e real
Kuia Lab apresenta tecnologia que mistura ambiente virtual e real
Foto: Max Renê/GEA

Realizada pela Central Única das Favelas do Amapá (CUFA-AP) e pela Favela Holding, a feira tem como foco mostrar quem está empreendendo nas periferias do Amapá. Quarenta empreendedores participam do processo que definirá os representantes do estado para a etapa nacional da ExpoFavela Innovation, prevista para dezembro, em São Paulo.

“Trouxemos para a ExpoFavela nossos produtos produzidos por artesãs de Tartarugalzinho. Nada aqui é industrial, é tudo natural, reaproveitando o que seria descartado, como palhas, sementes e fios de telefonia”, destacou a artesã Katiane Marques, da Associação de Mulheres e Artesãos de Tartarugalzinho (Amat).

Artesãs de Tartarugalzinho expõem peças sustentáveis na ExpoFavela
Artesãs de Tartarugalzinho expõem peças sustentáveis na ExpoFavela
Foto: Max Renê/GEA

Além do empreendedorismo, a programação também envolve a música, a gastronomia, e a literatura. A abertura contou com o lançamento do livro “Memórias de Velhas”, do autor Francisco Borges, que homenageia o Marabaixo, a trajetória de Tia Zefa e celebra a força das mulheres guardiãs da cultura tradicional amapaense.

A programação encerra neste sábado, 13, no Sebrae Amapá, com exposição de produtos e serviços, apresentações culturais, oficinas, debates, experiências gastronômicas, literatura e rodadas de conexão entre empreendedores e investidores.

Exposição evidencia o que empreendedores de periferia estão fazendo e mudando a economia do Amapá
Exposição evidencia o que empreendedores de periferia estão fazendo e mudando a economia do Amapá
Foto: Max Renê/GEA

“A ExpoFavela é a prova de que as periferias são territórios de potência, criatividade e soluções. São pessoas que transformam desafios em oportunidades e movimentam a economia local todos os dias. O evento coloca esses talentos no centro das decisões, amplia conexões e mostra ao Brasil e ao mundo que a inovação também nasce nas favelas, nas comunidades ribeirinhas, nos territórios indígenas e nas periferias da Amazônia”, enfatiza a presidente da CUFA Amapá, Alzira Nogueira, que integra a comissão organizadoras do evento.

A ExpoFavela Innovation Amapá se consolida a cada ano como um espaço de reconhecimento, fortalecimento econômico e valorização das comunidades, alinhado às ações do Governo do Estado para gerar desenvolvimento econômico e social, e ampliar oportunidades para a população amapaense.

Governador Clécio acompanha áreas atingidas pela cheia do Araguari e garante apoio às famílias: ‘trabalho em tempo real para que nada falte’


O Governo do Amapá presta assistência às 200 famílias atingidas pelas cheias da Bacia do Araguari, em Ferreira Gomes. Para reforçar o apoio integral do Estado ao município, o governador Clécio Luís, acompanhado do prefeito Alessandro Brazão, esteve pessoalmente nesta segunda-feira, 18, nas áreas alagadas para conversar com os moradores e acompanhar a situação de perto.

“Estamos aqui trabalhando em parceria, em tempo real, virando plantões para que nada do que seja necessário falte à população de Ferreira Gomes. A prefeitura e o Governo do Estado estão a postos. Embora algumas pessoas queiram distorcer os fatos, a verdade é que estivemos atentos desde o início, com toda a equipe mobilizada para atender a população e garantir que ninguém ficasse sem assistência”, afirmou Clécio.

Famílias desalojadas recebem assistência completa na Creche Municipal Sara Salomão
Famílias desalojadas recebem assistência completa na Creche Municipal Sara Salomão
Foto: Ruan Alves/GEA

Seis famílias desalojadas estão abrigadas na Creche Municipal Sara Salomão e ao menos outras 150 tiveram as casas invadidas pela água de alguma forma. No alojamento, os moradores recebem apoio com alimentação, primeiros socorros, kits de higiene pessoal, dormitórios e colchões. A ação é coordenada pelas secretarias de Assistência Social do Estado e do município, com apoio da Defesa Civil.

“A gente agradece à Defesa Civil do Estado, que esteve aqui desde o primeiro momento em que acionamos, e também ao governador, com quem mantivemos contato desde o início. Estamos acompanhando a situação junto às usinas para monitorar a vazão defluente e, por isso, conseguimos agir de forma preventiva”, agradeceu o prefeito de Ferreira Gomes, Alessandro Brazão.

Moradora Darlice agradece apoio do Governo do Estado e da Prefeitura durante atendimento às famílias atingidas
Moradora Darlice agradece apoio do Governo do Estado e da Prefeitura durante atendimento às famílias atingidas
Foto: Ruan Alves/GEA

Uma das famílias desalojadas foi a de Darlice Pantoja Barbosa, de 31 anos, mãe de três filhos – um de 13, 10 e outro de 4 anos. O marido trabalha e se desloca com frequência para outros municípios, por isso, não está presente neste momento. Lidando com a situação sozinha e tendo que transmitir segurança aos filhos, ela relata a importância do apoio recebido do Estado.

“Chegamos aqui e fomos bem acolhidos, não tenho do que reclamar. Sou muito agradecida a todas as outras secretarias que também estão envolvidas, na questão da alimentação, do atendimento médico. Muitas vezes, as pessoas frisam que o Estado não está de olho na gente, mas eles estão. A gente percebe eles fazendo o possível dentro do município, com o apoio da prefeitura”, disse Darlice.

A situação não é novidade para a doméstica e chega a representar um alívio diante do que viveu em 2015, quando perdeu tudo durante a última grande cheia registrada no município. Alojada na creche municipal, ela confessa que o corpo físico está ali, mas a cabeça permanece em casa e no desejo de retornar ao lar onde mora há mais de 12 anos, no bairro Matadouro, em Ferreira Gomes.

Foto: Ruan Alves/GEA

Cheias sob monitoramento

Pela manhã, o governador Clécio Luís esteve na sede da Defesa Civil, em Macapá, onde acompanhou em tempo real o monitoramento da situação. Os dados permitem acompanhar o aumento da intensidade das chuvas, prever níveis pluviométricos e, em conjunto com as hidrelétricas, medir a elevação dos reservatórios para ajuste da vazão. As informações apontam que os alagamentos foram provocados pela combinação de três fatores:

  1. O aumento do volume de chuvas, com registros superiores a 100 milímetros por dia nas cabeceiras dos rios;
  2. A necessidade de ampliação da vazão dos reservatórios das três hidrelétricas da região;
  3. A maré lançante da lua nova, que dificulta o escoamento da água ao represar o fluxo na parte final do rio.
Áreas de Ferreira Gomes seguem afetadas pela cheia do Rio Araguari e recebem monitoramento contínuo
Áreas de Ferreira Gomes seguem afetadas pela cheia do Rio Araguari e recebem monitoramento contínuo
Foto: Ruan Alves/GEA

A maré de maior intensidade já passou, registrada no sábado, 16 de maio, e a tendência é que a força da lua e da lançante diminuam nos próximos dias. Apesar disso, ainda há previsão de aumento das chuvas nas cabeceiras dos rios Araguari e Amapari, além do Cupixi e outros afluentes, o que mantém o cenário de atenção.

Diante das previsões, as hidrelétricas estão aumentando novamente a vazão dos reservatórios como medida preventiva. O nível já operava em situação de emergência, acima de 3.500 metros cúbicos por segundo. A vazão chegou a ser reduzida entre a segunda e terça-feira, 17 e 18, mas precisará ser elevada novamente para garantir maior controle dos reservatórios diante do volume de água esperado nas cabeceiras dos rios.

No alojamento, os moradores recebem apoio com alimentação, primeiros socorros, kits de higiene pessoal, dormitórios e colchões
No alojamento, os moradores recebem apoio com alimentação, primeiros socorros, kits de higiene pessoal, dormitórios e colchões
Foto: Ruan Alves/GEA

Mais capacidade de resposta

A Defesa Civil, antes ligada ao Corpo de Bombeiros, foi transformada em órgão autônomo pela atual gestão e elevada à condição de secretaria de Estado. Com isso, passou a contar com coordenação própria, além de orçamento e estrutura independentes. A mudança fortaleceu a atuação do órgão, tanto no trabalho preventivo quanto na pronta resposta a qualquer fenômeno que ocorra no estado do Amapá.

Jornalista Cristina Serra lança livro e participa de Fórum de Direitos Humanos em Macapá


A jornalista e escritora Cristina Serra estará em Macapá nos dias 19 e 20 de maio para participar do 3º Fórum de Direitos Humanos e lançar o livro “Cidade Rachada: como a mineração engoliu cinco bairros em Maceió e arruinou a vida de 60 mil pessoas”. O Fórum é promovido pela Defensoria Pública do Estado do Amapá (Defenap) e será realizado no dia 19 de maio. No dia 20 de maio, Cristina Serra participa do Sarau Lítero-Musical, no Restaurante Dallen, no bairro Araxá.

Com mais de 40 anos de carreira no jornalismo, Cristina Serra atuou durante 26 anos na Rede Globo, onde foi correspondente nos Estados Unidos e comentarista do Programa do Jô. Também integrou as equipes da Veja e do Jornal do Brasil. Ultimamente a jornalista passou a dedicar-se especialmente às pautas relacionadas ao meio ambiente e aos direitos humanos. É colunista do ICL Notícias e apresentadora do programa Brasil no Mundo, da TV Brasil.

Em 2018, Cristina esteve no Amapá para lançar o livro-reportagem Tragédia em Mariana: A História do Maior Acidente Ambiental do Brasil, obra sobre o desastre ambiental ocorrido em 2015, em Mariana (MG). A cobertura da tragédia para o Fantástico foi decisiva para aprofundar sua atuação no jornalismo ambiental.

No novo livro “Cidade Rachada”, a autora aborda os impactos de quatro décadas de exploração de sal-gema pela petroquímica Braskem em Maceió (AL). A obra retrata os danos ambientais, sociais e urbanos provocados pela atividade mineradora, além de apresentar relatos de famílias afetadas pela destruição de bairros inteiros na capital alagoana.

Fórum e Sarau

No 3º Fórum, voltado para profissionais de imprensa, Cristina Serra discutirá o papel do jornalismo na defesa dos direitos humanos, tema que acompanha sua trajetória desde o movimento estudantil. O evento será no auditório da Defenap, às 17h.

O Sarau Lítero-Musical será uma noite de autógrafos, poesia e música, organizado por amigos amapaenses. Estão confirmadas participações de Poetas Azuis, Tatamirô da Poesia, Deize Pinheiro, Amadeu Cavalcante, Hian Moreira, Cássio Pontes, Augusto Oliveira, Ruti Costa, Bia Nelluty, Finéias Nelluty, Paulo Bezerra e Zé Miguel, entre outros artistas amapaenses. A partir de 19h, no Restaurante Dallen, Araxá.

Governador Clécio acompanha monitoramento das cheias na Bacia do Araguari e reforça atuação da Defesa Civil


O governador do Amapá, Clécio Luís, acompanhou, na manhã desta segunda-feira, 18, o monitoramento realizado pela Defesa Civil Estadual sobre as cheias na Bacia do Rio Araguari, provocadas pelas fortes chuvas e pela influência das marés de lançante.

Nesta tarde, o governador seguiu para o município de Ferreira Gomes, que concentra a maior atenção das equipes de monitoramento. Lá, Clécio acompanha pessoalmente a situação e reforça o apoio do Estado às famílias afetadas.

“Estamos realizando todo o monitoramento, por meio de imagens, informações e dados, avaliando toda a situação. É um cenário mais tranquilo do que em outros anos. Ferreira Gomes exige maior atenção neste momento, embora o quadro esteja sob controle”, enfatizou Clécio Luís.

Governador reafirma que situação está sob controle e reforça apoio integral do Estado às áreas afetadas
Governador reafirma que situação está sob controle e reforça apoio integral do Estado às áreas afetadas
Foto: Ruan Alves/GEA

As ocorrências começaram a se intensificar há cerca de três ou quatro dias, inicialmente em Tartarugalzinho, e avançaram para outros municípios da região. Além de Ferreira Gomes, Pracuúba, Porto Grande e Pedra Branca do Amapari também recebem apoio imediato do Governo do Estado e das prefeituras.

As secretarias estaduais e municipais de assistência social prestam atendimento às famílias desalojadas e desabrigadas, garantindo suporte e segurança diretamente nas comunidades afetadas.

Apesar de o cenário exigir atenção, a situação é considerada controlada e menos grave em comparação aos anos anteriores, explicou o secretário de Estado da Defesa Civil, coronel Medeiros.

“Estamos presentes juntamente com todas as defesas civis municipais, atendendo a população e garantindo segurança aos cidadãos nos locais afetados”, afirmou o secretário.

Segundo Medeiros, o volume intenso de chuvas é esperado para este período do ano na região. No entanto, as marés de lançante no Rio Araguari contribuem para a elevação do nível das águas e agravam as cheias em áreas ribeirinhas e urbanas próximas.

Desde o início da gestão, o Governo do Estado atua com resposta imediata em situações de emergência climática e reforçou a Defesa Civil Estadual, que passou a ter status de secretaria, ampliando sua estrutura e capacidade de atendimento no Amapá.

Cinema, cultura e identidade negra marcam a segunda edição do Festival AfroEstima no Amapá


O Festival
AfroEstima chega à 2ª edição celebrando o cinema negro, amazônico e periférico no Amapá. Com programação gratuita entre os dias 21 e 23 de maio, o evento reúne mostras audiovisuais, oficinas, debates e apresentações culturais, fortalecendo o intercâmbio entre produções locais, nacionais e internacionais. A cerimônia oficial de abertura acontece no dia 21 de maio, a partir das 18h, no Cine Teatro Territorial, em Macapá.

Antes da abertura oficial, o AfroEstima já começa movimentando a cidade com um esquenta especial no dia 20 de maio, às 19h, no Movieland Cinemas. A sessão exibe o longa nigeriano “A Sombra do Meu Pai” (2025), dirigido por Akinola Davies Jr., produção que recebeu menção honrosa do júri da Caméra d’Or no Festival de Cannes. O filme acompanha um pai afastado dos dois filhos pequenos durante uma intensa jornada por Lagos, enquanto tensões políticas e sociais ameaçam o retorno da família para casa.

Já a programação do AfroEstima contempla três mostras principais: a Mostra Pan-Amazônica, dedicada a produções da Amazônia Legal e territórios amazônicos internacionais; a Mostra Outros Brasis, com filmes de diferentes regiões do país; e a Mostra Amapaense, voltada exclusivamente para produções locais e que contará com votação popular para escolha do melhor filme.Aprogramação também está disponível no site: www.afroestimafestival.com

Além das exibições, o festival também realiza atividades formativas e debates sobre arte, cultura e tecnologia, promovendo espaços de troca entre realizadores, artistas e o público.

Para Rodrigo Aquiles, um dos organizadores do festival, a segunda edição reforça o compromisso do AfroEstimacom a valorização das narrativas negras amazônicas.

“O AfroEstima nasce da necessidade de criar espaços onde nossas histórias possam ser vistas, discutidas e celebradas. Esta segunda edição mostra que existe uma produção potente sendo feita na Amazônia e que ela merece ocupar as telas, os debates e os espaços culturais da cidade”, destaca Rodrigo Aquiles.

Rayane Penha ressalta a importância do festival como ferramenta de formação e fortalecimento da cena cultural local.

“Mais do que um festival de cinema, o AfroEstima é um espaço de encontro, reconhecimento e construção coletiva. É muito importante proporcionar acesso a obras que dialogam com identidade, território e pertencimento, especialmente para a juventude negra e amazônida”, conclui Rayane Penha.

Confira a programação completa:

20 DE MAIO (Quarta) – Esquenta AfroEstima


19h: Exibição do longa nigeriano “A Sombra do Meu Pai”
Local: Movieland Cinemas

21 DE MAIO (Quinta)
18h: Mostra Pan-Amazônica
Local: Cine Teatro Territorial

22 DE MAIO (Sexta)
09h: Oficina de Animação
14h: Mostra Videoclipes
16h: Debate “Tecnologias de Aquilombamento
18h: Mostra Outros Brasis
Local: Cine Teatro Territorial

23 DE MAIO (Sábado)
09h: Oficina de Ballroom
14h: Mostra Amapaense (com votação popular para escolha do melhor filme)
Local: Cine Teatro Territorial
19h: Shows de Encerramento + Cerimônia de Premiação
Local: Centro de Cultura Negra (UNA)

O Festival AfroEstima é uma celebração da diversidade, da memória e da potência criativa negra amazônica, consolidando-se como um importante espaço de difusão cultural no estado do Amapá.

 

OTC 2026: Governo do Amapá intensifica articulação por investimentos em evento global de petróleo nos EUA


O Governo do Amapá, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, participa da Offshore Technology Conference (OTC) 2026, considerada o maior e mais relevante evento global dos setores de petróleo, gás, energia offshore e inovação tecnológica. A conferência será realizada entre os dias 4 e 7 de maio, em Houston, no Texas, principal hub energético dos Estados Unidos.

Representam o governador Clécio Luís na missão institucional o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, e o diretor de Atração de Investimentos, Antônio Batista. A agenda tem como foco apresentar o potencial econômico do estado, ampliar conexões estratégicas e buscar oportunidades de negócios voltadas ao desenvolvimento do Amapá.

Comitiva amapaense, liderada pelo governador Clécio Luís, na OTC 2025, no ano passado, marcou a primeira participação do Amapá no evento.
Comitiva amapaense, liderada pelo governador Clécio Luís, na OTC 2025, no ano passado, marcou a primeira participação do Amapá no evento.
Foto: Divulgação

O movimento integra a estratégia do Governo do Estado de atrair a iniciativa privada para colaborar na estruturação da cadeia de infraestrutura e serviços do Amapá, impulsionando novos investimentos, geração de empregos e circulação de renda na economia local.

Além da presença na OTC, Wandenberg Pitaluga participará do tradicional Brazil Energy Breakfast, promovido pela Brazil-Texas Chamber of Commerce (BRATECC), evento que chega à sua 16ª edição, consolidado como um dos principais fóruns sobre o setor energético brasileiro realizados nos Estados Unidos. O encontro reúne anualmente mais de 300 executivos, investidores, representantes de governos, especialistas e lideranças empresariais durante a semana da OTC.

Neste ano, a programação contará com debates sobre investimentos em exploração offshore no Brasil, desafios da cadeia de fornecedores, segurança energética, inovação tecnológica e perspectivas regulatórias. Entre os participantes confirmados estão representantes da Petrobras, bp, NOV, SLB, OceanPact, Departamento de Energia dos Estados Unidos, Agência Nacional do Petróleo (ANP), Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) e autoridades diplomáticas brasileiras.

Wandenberg Pitaluga participa oficialmente da programação como representante institucional do Estado do Amapá, em espaço reservado a autoridades e agentes estratégicos ligados ao desenvolvimento energético brasileiro. A presença de Wandenberg reforça o protagonismo do estado nas discussões sobre energia, logística, infraestrutura e atração de investimentos, especialmente diante das oportunidades ligadas à Margem Equatorial.

“Vamos participar de uma das principais agendas da OTC. O Amapá terá destaque em um ambiente onde tradicionalmente se reúnem grandes presidentes e executivos da indústria do petróleo. Será a oportunidade de apresentar as ações do governador Clécio Luís, mostrar o trabalho da Agência de Desenvolvimento Econômico e atrair empresários e empreendedores para investir em nosso estado”, destacou Pitaluga.

O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga, participa da programação ao lado de executivos do setor global
O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga, participa da programação ao lado de executivos do setor global
Foto: Divulgação

Durante a programação em Houston, a comitiva amapaense também cumprirá agendas institucionais com representantes do setor privado, fundos de investimento, fornecedores da cadeia energética e entidades empresariais interessadas no mercado brasileiro.

A participação do Amapá em eventos internacionais integra a política estadual de fortalecimento do ambiente de negócios, ampliação da competitividade e inserção do estado em mercados globais estratégicos.

O AMAPÁ NA OTC

A Offshore Technology Conference (OTC), realizada anualmente em Houston, no Texas, é um dos principais eventos globais da indústria de petróleo e gás, reunindo, há mais de 60 anos, líderes executivos, empresas e instituições de toda a cadeia produtiva. Com cerca de mil expositores e participação de países de todos os continentes, a conferência concentra debates sobre tendências, investimentos e novas fronteiras do setor. O Brasil costuma ter uma das maiores delegações do evento, com ampla presença de representantes da indústria.

Pela primeira vez, o Governo do Amapá participa da OTC por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico, integrando o pavilhão brasileiro organizado pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo. A presença ocorre em um momento de avanço das atividades petrolíferas no estado, que já atrai grandes empresas do setor, e tem como objetivo posicionar o Amapá no cenário internacional, atrair investimentos e fortalecer conexões estratégicas para o desenvolvimento da cadeia de óleo e gás.

A OTC reúne, em Houston, os principais nomes da indústria global de petróleo e gás, conectando países, empresas e lideranças em torno das tendências e dos novos investimentos do setor
A OTC reúne, em Houston, os principais nomes da indústria global de petróleo e gás, conectando países, empresas e lideranças em torno das tendências e dos novos investimentos do setor
Foto: Divulgação

Os avanços da exploração de petróleo na Margem Equatorial

O Amapá vive atualmente a fase mais decisiva do processo petrolífero: a de comprovar o potencial de produção em escala comercial e, paralelamente, preparar o estado para receber investimentos em portos, serviços especializados, qualificação profissional e infraestrutura logística.

Em abril de 2026, a exploração na costa amapaense encontra-se na etapa inicial de pesquisa exploratória. Nos bastidores, o Governo do Estado já atua para que, confirmada a viabilidade comercial, o Amapá esteja preparado para transformar a nova fronteira energética em desenvolvimento real para a população.

A 650 quilômetros da foz do Rio Amazonas, na costa do Amapá, o navio-sonda NS-42, da Petrobras, atua na pesquisa de petróleo
A 650 quilômetros da foz do Rio Amazonas, na costa do Amapá, o navio-sonda NS-42, da Petrobras, atua na pesquisa de petróleo

‘Entregamos um palco do esporte amapaense preservando sua história e memória’, diz o governador Clécio na entrega do novo Ginásio Paulo Conrado

Governador Clécio Luís na inauguração do Ginásio Paulo Conrado reunido com a comunidade em evento festivo

O silêncio de oito anos finalmente dá lugar ao som do apito, ao bater da bola e ao grito da torcida. Na quinta-feira, 30, o governador Clécio Luís devolveu à população não apenas um prédio, mas um pedaço vivo da história do Amapá: o novo Centro Didático e Ginásio Paulo Conrado Bezerra.

“Entregamos um palco do esporte amapaense preservando sua história e memória. Esse ginásio tem 77 anos de criação. Gerações de atletas de quadra passaram por aqui e muitos retornaram hoje porque possuem uma trajetória neste espaço”, destacou o governador Clécio Luís.

Com investimento do Tesouro Estadual, entrega do novo complexo poliesportivo honra a memória de Paulo Conrado
Com investimento do Tesouro Estadual, entrega do novo complexo poliesportivo honra a memória de Paulo Conrado
Foto: Max Renê/GEA

Mais do que uma inauguração, a cerimônia marcou o fim de uma espera de quase 3 mil dias. Os portões fechados por quase uma década ameaçaram apagar a glória de um dos palcos mais simbólicos do esporte local, construído ainda no período em que o Amapá era Território Federal. Hoje, a reconstrução total transforma o antigo abandono em esperança.

A reativação do ginásio garante aos atletas locais um ambiente de treinamento adequado, reforçando o esporte como ferramenta de transformação social e qualidade de vida.

“A reconstrução total do Paulo Conrado garante aos nossos talentos uma estrutura de ponta para o voleibol, futsal e tantas outras modalidades. É um espaço pensado para a inclusão real, reafirmando o compromisso do Governo com o esporte”, enfatizou a secretária de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), Cibele Peixoto.

O espaço foi totalmente reconstruído pelo Governo do Amapá para fomentar o esporte de base
O espaço foi totalmente reconstruído pelo Governo do Amapá para fomentar o esporte de base
Foto: Max Renê/GEA

Homenagem e Modernidade

O nome estampado na fachada carrega o peso de uma vida dedicada às quadras. Paulo Bezerra Conrado foi mestre e inspiração; agora, seu legado ganha uma casa à altura de sua história. A estrutura moderna foi preparada para modalidades como voleibol, basquete, futsal, badminton e paradesporto, além de artes marciais. O ambiente é totalmente acessível, garantindo que todos possam usufruir do espaço.

A filha, Andreia Conrado, e a mãe, Júlia Conrado, presentes na entrega do novo ginásio
A filha, Andreia Conrado, e a mãe, Júlia Conrado, presentes na entrega do novo ginásio
Foto: Max Renê/GEA

“Ver essas portas abertas novamente é emocionante. Cada canto deste ginásio tem a dedicação do meu pai. O nome dele na fachada não é apenas uma homenagem, é a prova de que sua paixão pelas quadras inspirará muitas outras gerações”, disse, emocionada, Andreia Sampaio Conrado, filha do homenageado.

Realizada integralmente com recursos do Tesouro Estadual, a obra entrega o primeiro ginásio público totalmente climatizado do Amapá, um marco pioneiro de conforto. Assim, o Estado retoma seu lugar de destaque, honrando o passado e investindo no futuro de jovens que buscam vencer através do esporte.

A cerimônia reuniu autoridades e a comunidade esportiva. Estiveram presentes os deputados estaduais Jesus Pontes e Júnior Favacho; o presidente da Associação dos Municípios do Amapá (Ameap), Carlos Sampaio; além de vereadores, atletas e ex-atletas locais.

Governador Clécio Luís discursa durante a entrega do novo Centro Didático e Ginásio Paulo Conrado Bezerra, em Macapá
Governador Clécio Luís discursa durante a entrega do novo Centro Didático e Ginásio Paulo Conrado Bezerra, em Macapá
Foto: Max Renê/GEA
Autorizado o início do jogo! O governador Clécio Luís deu o apito inicial no novo Ginásio Paulo Conrado
Autorizado o início do jogo! O governador Clécio Luís deu o apito inicial no novo Ginásio Paulo Conrado
Foto: Max Renê/GEA
Totalmente reconstruído pelo Governo do Amapá, o espaço foi reaberto para fortalecer o esporte local e a inclusão social
Totalmente reconstruído pelo Governo do Amapá, o espaço foi reaberto para fortalecer o esporte local e a inclusão social

No Dia dos Povos Originários, governador Clécio entrega quatro escolas indígenas nas Terras Wajãpi de Pedra Branca do Amapari


Em um momento histórico no Dia dos Povos Originários, dentro da programação do Abril da Resistência, o governador Clécio Luís entregou, neste domingo, 19, quatro escolas reconstruídas nas terras Wajãpi, em Pedra Branca do Amapari. A entrega cumpre compromisso assumido durante a Assembleia Geral do Conselho das Aldeias Wajãpi (Apina), realizada no ano passado, e foi marcada por uma cerimônia única na Aldeia Manilha com autoridades e lideranças comunitárias.

Entrega das escolas indígenas reúne lideranças, autoridades e comunidade na Aldeia Manilha, em Pedra Branca do Amapari
Entrega das escolas indígenas reúne lideranças, autoridades e comunidade na Aldeia Manilha, em Pedra Branca do Amapari
Foto: Ruan Alves/GEA

“Os povos originários transformaram o mês de abril em um período de resistência, um tempo de luta, reflexão e afirmação. Para nós, além desse significado, é também um momento de entregas concretas. Essa era uma das principais demandas desse povo, e o que entregamos hoje é resultado direto do diálogo e do compromisso que construímos com o povo Wajãpi. É um investimento sério na educação indígena com ensino especializado e de qualidade dentro das próprias comunidades”, destacou Clécio Luís.

Ato marca o Dia dos Povos Originários com entregas voltadas à educação nas Terras Wajãpi
Ato marca o Dia dos Povos Originários com entregas voltadas à educação nas Terras Wajãpi
Foto: Ruan Alves/GEA

Além da Manilha, as escolas Ytuwasu, Taitetuwa e Mariry também foram entregues, com o descerramento das placas realizado na mesma cerimônia. Com essas novas entregas, a gestão estadual alcança a marca de 42 escolas reconstruídas e reformadas em todo o Amapá. Na educação indígena, o total chega a 28 escolas, sendo oito delas nas aldeias Wajãpi, que serão construídas do zero, sem qualquer tipo de reforma, respeitando as localidades e preservando a identidade e o nome das unidades já existentes.

Secretária de Educação, Francisca Oliveira
Secretária de Educação, Francisca Oliveira
Foto: Ruan Alves/GEA

“Esse avanço é resultado direto da articulação do Governo do Estado, que também garantiu outras 17 escolas indígenas pactuadas durante agenda com o Ministério da Educação, no dia 21 de março. Somam-se a essas iniciativas as 11 escolas viabilizadas por meio do novo PAC 2, que já contam com projetos prontos e processos licitatórios em fase final de organização”, explicou a secretária de Estado da Educação, Francisca Oliveira.

Desenvolvimento educacional

A escola da Aldeia Manilha foi construída em modelo misto, com madeira e alvenaria, respeitando a identidade indígena, e conta com duas salas de aula e alojamento para professores. O investimento foi de R$ 473.024,59, incluindo 134 kits pedagógicos (92 dos anos finais e 42 dos anos iniciais) e um carrinho tecnológico do programa Edutech Amapá, com 36 notebooks para apoio às atividades pedagógicas.

Indígena Karijapane Wajãpi
Indígena Karijapane Wajãpi
Foto: Divulgação

“Isso é uma novidade que o governador está entregando para os alunos. A gente fica muito feliz, todos os estudantes aqui da aldeia Manilha. Isso vai melhorar o nosso ensino e a aprendizagem dentro da nossa terra indígena”, enfatizou Karijapane Wajãpi, de 20 anos.

Dedicando três décadas ao ensino indígena, o professor Evilásio Ribas Pereira destacou que a realidade vivida hoje nas comunidades representa uma mudança profunda em relação ao passado, marcado por dificuldades e incertezas quanto à continuidade das escolas. Segundo ele, a presença mais efetiva da Secretaria de Estado da Educação (Seed) tem sido decisiva para fortalecer a educação escolar Wajãpi e garantir avanços concretos nas aldeias.

Com três décadas de atuação, professor Evilásio destaca transformação na educação escolar indígena no Amapá
Com três décadas de atuação, professor Evilásio destaca transformação na educação escolar indígena no Amapá
Foto: Ruan Alves/GEA

“Nós vivemos momentos muito difíceis antes, um período desesperador, em que chegamos a pensar que essas escolas, que hoje estão sendo construídas e reformadas, poderiam acabar. A gente não via uma luz no fim do túnel. Por isso, nos enchemos de gratidão com essa ação republicana que o senhor está fazendo em todos os cantos do Amapá. Nós nos sentimos privilegiados de receber isso aqui. A Seed é um ponto forte no seu governo para toda a educação escolar Wajãpi”, afirmou o professor.

O momento também marcou a posse da nova titular da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), Janina Forte, e contou com a presença do deputado federal Paulo Lemos e do prefeito de Pedra Branca do Amapari, Marcelo Pantoja, entre outras autoridades.

Alunos recebem kits pedagógicos e acesso a notebooks do programa Edutech Amapá
Alunos recebem kits pedagógicos e acesso a notebooks do programa Edutech Amapá
Foto: Ruan Alves/GEA
Clécio Luís destaca compromisso com a educação indígena e reforça investimentos construídos a partir do diálogo com o povo Wajãpi
Clécio Luís destaca compromisso com a educação indígena e reforça investimentos construídos a partir do diálogo com o povo Wajãpi
Foto: Ruan Alves/GEA
Estudantes da Aldeia Manilha celebram chegada de novos materiais e melhorias no ensino indígena
Estudantes da Aldeia Manilha celebram chegada de novos materiais e melhorias no ensino indígena
Foto: Ruan Alves/GEA
Evento também marcou a posse de Janina Forte na Sepi e reuniu autoridades estaduais e municipais em Pedra Branca do Amapari
Evento também marcou a posse de Janina Forte na Sepi e reuniu autoridades estaduais e municipais em Pedra Branca do Amapari

Governo do Amapá lança estratégia de inovação para impulsionar desenvolvimento econômico no estado


O Governo do Amapá, em uma parceria com o Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), realizaram um encontro que iniciou o Plano de Estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação de governo, com foco na organização da atuação entre os atores envolvidos, na estruturação de governança e na definição de projetos prioritários de negócios.

A iniciativa busca mobilizar as diferentes hélices do ecossistema: governo, empresas, academia e sociedade para construir uma visão de futuro compartilhada e um plano de ação concreto para o território. Trata-se de um processo de mobilização e construção coletiva, que culminará em uma aliança estratégica para impulsionar o desenvolvimento econômico e inovador do estado.

Edivan Andrade, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Edivan Andrade, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Foto: Jorge Júnior/GEA

“É um documento nunca antes elaborado. Então, pela primeira vez, nós teremos um plano inovador com a perspectiva de elaborar estratégias e projetos para o nosso estado na área da ciência, tecnologia e inovação. Todo ecossistema da inovação vai definir projetos em cima desses sete grandes eixos. E, a partir desses projetos, claro, esse ecossistema vai trabalhar conjuntamente para captar recursos e fazer esses projetos realidades para gerar mais emprego, mais riqueza e desenvolvimento no Estado”  destacou Edivan Andrade, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação.

O documento de estratégias de tecnologia e inovação é uma iniciativa com o objetivo de melhorias para todo o Amapá, com perspectiva de duração até o ano de 2050.

Presidente da Associação Brasileira de Startups, Lindomar Góes
Presidente da Associação Brasileira de Startups, Lindomar Góes
Foto: Jorge Júnior/GEA

De acordo com o Presidente da Associação Brasileira de Startups, Lindomar Góes, o plano de estratégia oferece uma garantia e segurança para o crescimento de mais startups com ideias inovadoras.

“A gente chegou na marca de 220 startups no Amapá, sendo o estado que mais cresce em inovação. É o segundo estado mais inovador da amazônia pelos indicadores, e esse documento dará mais impulso para a inovação”, frisou.

Primeira mulher a chefiar a Embrapa Amapá, Cristiane Ramos toma posse dia 13 de abril


A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, dará posse à pesquisadora Cristiane Ramos de Jesus  no cargo de chefe-geral da Embrapa Amapá, durante cerimônia na manhã do próximo dia 13 de abril, no auditório da instituição de pesquisa, em Macapá (AP).  

Também participarão do evento, a diretora-executiva de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, Ana Euler, empregados da Embrapa Amapá, autoridades, representantes do setor produtivo agrícola, comunidades agroextrativistas, empreendedores da bioeconomia, técnicos de extensão rural, parceiros institucionais, e dirigentes de instituições de ensino e de pesquisa.

A programação terá início com uma visita técnica ao laboratório de Proteção de Plantas (defesa fitossanitária), encontro com os empregados, seguido de uma apresentação da Banda de música e dança do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (IFAP), café da manhã de acolhimento e integração entre convidados, e o ato solene de posse.

A presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, reforça a importância estratégica da Embrapa Amapá no contexto da pesquisa agropecuária brasileira, especialmente em temas relacionados à sustentabilidade, bioeconomia, segurança alimentar e adaptação da produção às condições da Amazônia.

Trajetória na pesquisa agropecuária  

A pesquisadora Cristiane Ramos de Jesus possui trajetória consolidada na pesquisa agropecuária, com atuação voltada ao desenvolvimento sustentável da Amazônia e estudos científicos de temas estratégicos para o Amapá e Estuário Amazônico.

Graduada em Ciências Biológicas, possui mestrado em Biologia Animal e doutorado em Agronomia (Fitotecnia), a nova chefe-geral da Embrapa Amapá foi aprovada em processo interno de seleção. O mandato é de dois anos, renovável por igual período. A gestora sucede a Jô de Farias Lima, que ocupou a função interinamente de  julho a dezembro de 2025. Anteriormente, Antonio Claudio Almeida de Carvalho esteve à frente da Embrapa Amapá no período de 2021 a 2025.

Nas chefias adjuntas da nova gestão da Embrapa Amapá estão a pesquisadora Valeria Saldanha Bezerra que assumiu a chefia de Pesquisa e Desenvolvimento; o zootecnista Daniel Montagner nomeado para a chefia de Transferência de Tecnologia; e o Bacharel em Direito Adalberto Azevedo Barbosa na chefia adjunta de Administração.

Cristiane Ramos ingressou na Embrapa como bolsista

Pela primeira vez uma mulher ocupa o cargo máximo da Embrapa Amapá. Gaúcha de Porto Alegre, Cristiane tem 52 anos, é divorciada e mãe de duas filhas. Graduada em Ciências Biológicas, a pesquisadora possui mestrado em Biologia Animal e doutorado em Agronomia (Fitotecnia), sempre pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Vivemos um momento histórico. A Embrapa Amapá é formada por um mosaico de profissionais de várias regiões do país, e queremos fortalecer esse capital humano com diálogo e colaboração”, afirmou a nova chefe-geral.

A pesquisadora ingressou na pesquisa da Embrapa Amapá em 2005 como bolsista custeada pelo CNPq e pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Amapá (Setec). Na época, ela fez parte da equipe pioneira em pesquisas com mosca-da-carambola, praga quarentenária presente no extremo norte do país.

Encerrado o período como bolsista, Cristiane já adaptada ao Amapá e otimista com as perspectivas de desenvolvimento do estado, ingressou no quadro de professores dos cursos de Engenheira Florestal e Engenharia de Pesca da Universidade do Estado do Amapá (UEAP). Dois anos depois, em novembro de 2010 Cristiane retornou à Embrapa Amapá, como pesquisadora concursada. Exerceu o cargo de chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento de fevereiro de 2021 a julho 2025, quando se desincompatibilizou para concorrer ao cargo de chefe-geral.

Foco de atuação e prioridades

Os novos gestores têm como foco consolidar a Embrapa Amapá como centro de pesquisa referência em defesa fitossanitária do país no enfrentamento à mosca-da-carambola e à vassoura-de-bruxa da mandioca; dinamizar cadeias de produtos da sociobiodiversidade; e investir em tecnologias para agricultura sustentável.

O objetivo é contribuir para a geração de renda e saúde única da população do estado do Amapá e do estuário amazônico. A defesa sanitária é estratégica, tanto para proteger nossa biodiversidade quanto para garantir os mercados agropecuários brasileiros”, diz Cristiane.

Classificado como um centro ecorregional de pesquisa, a Embrapa Amapá desempenha papel importante na geração de conhecimentos e tecnologias adaptadas aos diferentes ecossistemas do estado, como cerrados, florestas de terra firme e de várzea, campos naturais, zona costeira e manguezais do estuário do rio Amazonas.

No plano de prioridades da nova gestão está posicionar a Embrapa Amapá como sentinela em defesa fitossanitária no país, e desenvolver tecnologias para atender cadeias produtivas como a do açaí, com ênfase em manejo de mínimo impacto, variedades mais produtivas e de entressafra e agregação de valor; os produtos florestais madeireiros e não madeireiros, como castanha-da-amazônia, óleos vegetais amazônicos (andiroba e pracaxi) e cipó titica; além da produção de grãos e frutíferas, a exemplo de feijão-caupi, milho, cupuaçu, banana, citros e mangaba.

A atuação da Embrapa Amapá também inclui soluções tecnológicas para a aquicultura, com destaque para o camarão-da-amazônia, integrando sistemas produtivos e sanidade; e uso de ingrediente regionais para alimentação de peixes, por exemplo, além de ampliar as ações de transferência de tecnologias para essa cadeia produtiva.

Embrapa Amapá

A Embrapa Amapá é uma Unidade Descentralizada da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária. Tem sede em Macapá (AP) e atua na geração e adaptação de tecnologias, serviços e recomendações em aquicultura e pesca, recursos florestais, proteção de plantas e agricultura sustentável. O portfólio de pesquisa inclui espécies como tambaqui, pirarucu, tracajás, camarão-da-amazônia, cipó-titica, pau-mulato, castanha-da-amazônia, açaí, banana, mosca-da-carambola, vassoura-de-bruxa da mandioca, soja, milho, feijão, mangaba, citrus, mandioca, café, entre outros.

A Embrapa no Amapá atua em todo o território do estado do Amapá e estuário amazônico (ponto de encontro entre o Amapá e Pará), com uma equipe formada por 81 empregados, entre pesquisadores, analistas, técnicos e assistentes.

A infraestrutura é composta pela sede, em Macapá, e três campos experimentais em áreas representativas dos ecossistemas do estado do Amapá: Cerrado (Km 43 da BR-210), Fazendinha (perímetro urbano de Macapá) e Mazagão (áreas de terra firme, e um açaizal em área de várzea).

A Embrapa Amapá atua em parceria com os governos, instituições de pesquisas científicas e tecnológicas, instituições representativas de agricultores, de extrativistas, comunidades indígenas, escolas famílias rurais agrícolas e agroextrativistas, e instituições de ensino públicas e privadas, além de projetos em parceria com outras Unidades da Embrapa no país.

Esta Unidade da Embrapa também atua em projetos vinculados ao conceito da bioeconomia https://www.embrapa.br/tema-bioeconomia/sobre-o-tema), um modelo de produção industrial baseado no uso de recursos biológicos. Está alinhada ao esforço de gerar dados para contribuir com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que é a Agenda 2030 compactuada pela Organização das Nações Unidas (ONU) voltada para a erradicação da pobreza e proteção do planeta.

No centro das discussões nacionais sobre empreendedorismo, Amapá sedia 1ª Reunião Ordinária do Fórum Permanente das Microempresas em 2026

O evento iniciou nesta quarta-feira, 25, fortalecendo o diálogo institucional e a incorporação das particularidades da Amazônia Legal à agenda de políticas públicas nacionais.

O Amapá é sede da 1ª Reunião Ordinária do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FPMPE) de 2026, que iniciou nesta quarta-feira, 25, e segue até o dia 27 de março, na sede do Sebrae Amapá. O evento, iniciativa do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp), em parceria com o Governo do Estado, coloca o Amapá no centro das discussões nacionais.

Os debates estratégicos do fórum nacional, pela primeira vez neste ano, acontecem na região Norte. A proposta é promover a interiorização do diálogo institucional, garantindo que as particularidades da Amazônia Legal, como a bioeconomia, os desafios logísticos e o empreendedorismo sustentável, sejam incorporadas à agenda de políticas públicas nacionais.

“É um evento em que buscamos também envolver a população. Por isso, uma iniciativa dessa amplitude, mais robusta, inclusive trazendo uma feira própria do Selo Amapá, para que possamos fortalecer e dar continuidade a essa política pública que o governador Clécio Luís vem implementando. Sabemos que a atração de investimentos é importante, mas a pujança, o que movimenta a economia no dia a dia, são os microempreendedores. Então, nosso papel é estimular essa cadeia, fortalecer essa política pública e incentivar a população a empreender”, destacou o presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga.

Presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), Wandenberg Pitaluga
Presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), Wandenberg Pitaluga
Foto: Sal Lima/GEA

O fórum conta com a atuação de nove Comitês Temáticos (CTs), que deliberarão sobre pautas fundamentais para o fortalecimento dos pequenos negócios, como a racionalização legal e burocrática, a fim de simplificar processos para empresas, além do acesso a mercados, crédito e investimento, incluindo estratégias para financiamento e expansão comercial.

“Nesses dois dias de discussão, vamos tratar de política de crédito, comercialização, exportação, inovação e políticas específicas para o microempreendedor individual. Todas essas experiências exitosas do Brasil estão sendo trazidas para cá, para que o Amapá possa participar desse debate e também implementá-las em nível local”, ressaltou o diretor de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Agência Amapá, Joselito Abrantes.

Diretor de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Agência Amapá, Joselito Abrantes
Diretor de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Agência Amapá, Joselito Abrantes
Foto: Sal Lima/GEA
Em paralelo do Fórum, na área externa do Sebrae, durante os dois dias de evento, ocorre a Feira da Biodiversidade Amapaense
Em paralelo do Fórum, na área externa do Sebrae, durante os dois dias de evento, ocorre a Feira da Biodiversidade Amapaense
Foto: Sal Lima/GEA

Paralelamente ao fórum, na área externa do Sebrae, durante os dois dias de evento, ocorre a Feira da Biodiversidade Amapaense, espaço para exposição e venda de produtos genuinamente regionais certificados com o Selo Amapá. A iniciativa, além de valorizar, incentiva o surgimento de novos negócios e oportuniza a participação de empreendedores vinculados ao programa Minha Primeira Empresa.

Empreendedora há cinco anos, a amapaense Débora Almeida não perdeu a oportunidade de participar da feira. Ela trabalha com peças artesanais feitas de palha de açaí, coqueiro e sementes de açaí, a maioria em formato de cocar, como forma de homenagear a cultura indígena. Débora, que já buscou a certificação do Selo Amapá, relata que, após um período morando fora do estado, ao retornar encontrou um novo cenário, com amplo apoio à arte e ao empreendedorismo.

Empreendedora há cinco anos, a amapaense Débora Almeida, não perdeu a oportunidade de participar da feira
Empreendedora há cinco anos, a amapaense Débora Almeida, não perdeu a oportunidade de participar da feira
Foto: Sal Lima/GEA

“Estou muito feliz de estar aqui, porque é a minha primeira exposição. Sinto-me realizada, pois o Governo do Amapá tem dado muito incentivo aos artistas. Percebi isso desde que retornei à minha cidade, e esse apoio é fundamental. Estou focando no meu trabalho para resgatar ainda mais a nossa identidade e nosso pertencimento, e levar nossos produtos e matéria-prima para fora”, declarou a empreendedora.

A programação inclui explanações sobre temas como Tecnologia e Inovação, com foco na modernização dos pequenos negócios; Microempreendedor Individual (MEI), com políticas específicas para seu fortalecimento; e Mulheres e Diversidade, voltado à promoção da inclusão e do empreendedorismo feminino.

A feira é um espaço para a exposição e venda de produtos genuinamente regionais, certificados com o Selo Amapá
A feira é um espaço para a exposição e venda de produtos genuinamente regionais, certificados com o Selo Amapá

Governo do Amapá apresenta avanços e prioridades da gestão das Unidades de Conservação e biodiversidade em workshop


Governo do Amapá realizou, nesta terça-feira, 10, um workshop para apresentar os resultados da gestão das Unidades de Conservação (UCs) e da Floresta Estadual Flota do Amapá, referentes a 2025, além do planejamento estratégico para 2026. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), reuniu gestores, técnicos e parceiros institucionais.

Durante o encontro, foram apresentados os principais avanços na gestão ambiental. A secretária de Estado do Meio Ambiente, Taisa Mendonça, destacou que o fortalecimento das UCs é resultado de uma política integrada, baseada em planejamento, diálogo e valorização dos territórios protegidos com participação ativa dos moradores.

“O Governo do Amapá tem trabalhado para fortalecer a gestão das Unidades de Conservação com foco na participação social, na ciência e na valorização da biodiversidade. Este workshop é um espaço fundamental para avaliar os avanços, alinhar prioridades e planejar ações que garantam a proteção ambiental aliada ao desenvolvimento sustentável”, afirmou a secretária.

Taisa Mendonça, secretária de Estado de Meio Ambiente
Taisa Mendonça, secretária de Estado de Meio Ambiente
Foto: Gabriel Penha/GEA

O coordenador das Unidades de Conservação, Euryandro Costa, ressaltou o fortalecimento da governança e a consolidação de instrumentos essenciais à gestão participativa.

“Nos últimos anos, avançamos significativamente na gestão das unidades. Atualmente, gerenciamos cinco UCs, com conselhos gestores reativados e atuantes, além da implementação de políticas públicas na Floresta Estadual do Amapá e a RDS do Rio Iratapuru, que recebeu certificação no ‘Lista Verde’, que reforça a eficácia das políticas públicas ambientais e a participação ativa das comunidades locais”, destacou.

Euryandro Costa, coordenador de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade da Sema
Euryandro Costa, coordenador de Gestão de Unidades de Conservação e Biodiversidade da Sema
Foto: Gabriel Penha/GEA

Outro destaque foi o avanço no monitoramento da Reserva Biológica do Parazinho, a única UC de Proteção Integral sob a gestão estadual. As ações contam com parcerias do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e da Universidade Estadual do Amapá (Ueap), fortalecendo o monitoramento físico e biológico e contribuindo para o aprimoramento contínuo da gestão da área, considerada de grande relevância ambiental por estar localizada na foz do Rio Amazonas.

Avanços e Perspectivas para 2026
Entre os resultados positivos em 2025, a Flota do Amapá ressalta o fortalecimento da gestão participativa com a continuidade do Conselho Gestor, reativado em 2024, e o engajamento dos conselheiros, especialmente nas discussões relacionadas ao desenvolvimento econômico sustentável da área florestal no estado.

“A intensificação da participação do Conselho Gestor tem sido fundamental para avançarmos na gestão da Flota, sobretudo no fortalecimento das ações econômicas sustentáveis que beneficiam diretamente as comunidades e o estado. A regularização fundiária com a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), aguardada desde a criação da Flota, em 2006, reflete um salto gigantesco. A Sema em parceria com o Amapá Terras formalizou um Instrumento Normativo, realizou a coleta documental e atualmente executa vistorias nos lotes, etapa que antecede o encaminhamento do processo à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para finalização e entrega das CDRUs às comunidades”, declarou a chefe da Flota, Regina Carvalho.

Regina Carvalho, Chefe da Flota do Amapá
Regina Carvalho, Chefe da Flota do Amapá
Foto: Gabriel Penha/GEA

Outro ponto destacado foram as audiências públicas sobre a concessão florestal, consideradas estratégicas para impulsionar o desenvolvimento econômico, atrair investimentos, valorizar as comunidades locais e garantir a execução do plano de manejo da unidade. Além disso, foi implementado um projeto-piloto de manejo comunitário, em parceria com o município de Pedra Branca do Amapari, em área prevista no plano de manejo, promovendo a inclusão das comunidades no uso sustentável da floresta e na geração de renda.

Para 2026, o Governo do Amapá dará continuidade às ações prioritárias, como a manutenção dos conselhos gestores, a implementação de políticas públicas que beneficiem as áreas protegidas em consonância com a realidade dos moradores, especialmente as Áreas de Proteção Ambiental (APAs), incluindo a APA do Rio Curiaú.

Também estão entre as prioridades a estruturação física das unidades e o fortalecimento das ações voltadas à biodiversidade, com a elaboração da Estratégia e Plano de Ação Estadual para a Biodiversidade do Amapá – EPAEB, alinhado à Estratégia e Plano de Ação Nacional para a Biodiversidade – EPANB, aprovada em 2025, pelo Governo Federal. Com essas iniciativas, o Governo do Amapá reafirma o compromisso com a conservação ambiental, o uso sustentável dos recursos naturais e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção da biodiversidade amazônica.

Manejo experimental de combate à praga da mandioca garante Prêmio Samuel Benchimol à Embrapa Amapá


Uma proposta inovadora de manejo agrícola para enfrentar a vassoura-de-bruxa da mandioca, baseada em conhecimento científico e saberes indígenas, rendeu ao analista de transferência de tecnologia da Embrapa Amapá Jackson de Araújo dos Santos, o Prêmio Samuel Benchimol 2025 na categoria Iniciativa de Desenvolvimento Local (IDL).

Entre as práticas propostas está o uso do tucupi, como é chamado o líquido manipueira na região Norte, que será testado como fungicida natural. O tucupi é um subproduto da mandioca ralada que possui grande concentração de ácido cianídrico. O manejo inclui ainda podas fitossanitárias. O projeto será desenvolvido por meio da instalação de cinco Unidades de Referência Técnica Indígena (URTIs) nas Terras Indígenas de Oiapoque, município do extremo norte do País onde foi registrado em 2024, pela primeira vez na América do Sul, o fungo Rhizoctonia theobromae,causador da vassoura-de-bruxa da mandioca.

Em janeiro de 2025, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) declarou estado de emergência fitossanitária referente ao risco de surto da praga quarentenária presente R. theobromae nos estados do Amapá e Pará, e em março de 2025 instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Vassoura-de-Bruxa-da-Mandioca (PVBM), além do Centro de Operações de Emergência Agropecuária (COE-Mapa). Desde então, diversas frentes de combate vêm sendo executadas, a exemplo das pesquisas custeadas com recursos do Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

De acordo com a proposta premiada, o trabalho será realizado com base no Protocolo dos Indígenas de Oiapoque, e conta com a atuação conjunta do Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas de Oiapoque (CCPIO), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap). A metodologia adotada no manejo é a pesquisa-ação, aplicada em sistemas tradicionais de roça de toco (roçagem, derruba, queima e coivara), integrando método científico e saberes tradicionais.

A proposta de autoria do agrônomo Jackson de Araújo dos Santos tem como coautores Adilson Lopes Lima e Cristiane Ramos de Jesus, da Embrapa Amapá; Hermínio Sousa Rocha, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas,TO); Saulo Alves Santos de Oliveira e Helton Fleck da Silveira, da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA).

Variedades nativas de mandioca

O contexto que fundamenta o projeto é desafiador. As Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminá, no município de Oiapoque, formam uma área contínua de mais de 518 mil hectares, com 68 aldeias e cerca de 8 mil indígenas das etnias Galibi Kali’na, Palikur, Galibi Marworno e Karipuna.

Historicamente, a mandioca sustenta a alimentação e a economia local, tendo colocado Oiapoque como o maior produtor do tubérculo no Amapá. No entanto, a disseminação da vassoura-de-bruxa da mandioca provoca perdas significativas, redução de área colhida e queda de produtividade.

As condições da floresta tropical úmida, associadas ao regime chuvoso, favorecem a dispersão do fungo por vento, água, solo, ferramentas agrícolas e materiais vegetativos. Atualmente, a praga está oficialmente presente em 10 dos 16 municípios do Amapá e em áreas do norte do Pará.

O projeto da Embrapa busca manejar variedades nativas de mandioca para garantir a segurança alimentar e a soberania cultural, social e econômica dos povos indígenas de Oiapoque. Entre os objetivos estão a substituição de roças antigas por áreas com material vegetal de melhor qualidade fitossanitária, a redução da pressão da praga nas lavouras, o aumento da longevidade das roças e a validação das URTIs como espaços de aprendizagem, socialização e adoção das práticas de manejo pelas comunidades indígenas.

Prêmio Samuel Benchimol

O Prêmio Samuel Benchimol e Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente, instituído em 2003, reconhece propostas e trajetórias que fortalecem a economia da região amazônica por meio de soluções inovadoras e sustentáveis. Trata-se da premiação de maior valor em dinheiro para a comunidade científica e empreendedores com atuação na região Amazônica. Em 2025, a entrega dos prêmios aconteceu em Palmas (Tocantins) durante cerimônia promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia.

Nesta 21ª edição do Prêmio, o valor total da premiação na categoria Iniciativa de Desenvolvimento Local (IDL) foi de R$ 90 mil, divididos em partes iguais (R$ 30 mil) para três propostas agraciadas.

As edições do Prêmio são organizadas anualmente de forma itinerante pelos estados da Amazônia Legal, com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federações das Indústrias da Amazônia Legal, Banco da Amazônia e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Ibict (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).

O Prêmio Professor Samuel Benchimol faz uma homenagem ao pesquisador que nasceu em Manaus (AM) em 1923, e faleceu em 2002. Benchimol dedicou-se a pesquisas na área de formação econômica da Amazônia, com destaque para o período do ciclo da borracha. Também discorreu sobre os polos de crescimento, a Zona Franca de Manaus, a política florestal e as estratégias de integração. Samuel Benchimol foi escritor, acadêmico, pesquisador, líder associativo e empresário (co-fundador do grupo Bemol-Fogás).

Núcleo de Comunicação Organizacional/Embrapa Amapá

Arte amazônica ganha destaque em mural de subestação da CEA Equatorial em Santana

A arte que nasce da vivência amazônica volta a ocupar espaço de destaque na paisagem urbana do Amapá. O artista plástico Jeriel Luz assina, pela segunda vez, um mural em uma subestação de energia da CEA Equatorial, desta vez na Subestação Forte Cumaú, em Santana. A obra reforça a valorização da produção artística nortista em grandes espaços públicos, transformando o muro da subestação em uma verdadeira tela a céu aberto.

Intitulado “O Encanto de Cumaú: Natureza e Cultura”, o mural possui 144 metros quadrados e é a segunda maior obra realizada pelo artista para o Grupo Equatorial, além de ser a terceira maior de toda a sua carreira. Executada no estilo Pop Art Tucuju, a pintura reúne elementos da cultura, da natureza e do cotidiano amazônico, marca registrada do trabalho de Jeriel, reconhecido por retratar o Amapá por meio de cores vibrantes e traços contemporâneos. Pare este trabalho, Jeriel uniu pontos turísticos, cultura, história e religião da cidade de Santana, retratando nos muros imagens representativas aos santanenses.

Muro da SE Forte Cumaú já pode ser contemplada por moradores de Santana. (Foto: Divulgação/ Grupo Equatorial)

Natural de Macapá, Jeriel Luz atua no mercado das artes visuais há mais de 30 anos. Suas pinturas são vivencias e a demonstração das histórias que ouvia enquanto criança, contadas pela mãe. O artista é formado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e criador do movimento Pop Art Tucuju, uma linguagem artística autoral que dialoga com a identidade cultural do povo amazônida, mesclando referências da Pop Art com símbolos regionais, como o ribeirinho, os rios, a fauna, a flora e manifestações culturais tradicionais do estado.

Ao longo da carreira, o artista já participou de exposições nacionais e internacionais, levando a arte amapaense para países como França e Portugal. Para Jeriel, levar sua arte para espaços públicos de grande circulação é uma forma de democratizar o acesso à cultura e fortalecer o sentimento de pertencimento.

“Quando a arte ocupa esses lugares, ela passa a dialogar diretamente com as pessoas, com a cidade e com a história daquele espaço. É uma forma de valorizar a cultura amazônica e mostrar que ela pode estar presente em todos os ambientes”, destaca o artista.

Jeriel Luz é artista plástico, desenhista, fotógrafo, pintor, professor, entre outras funções que trazem riqueza para a arte amapaense. (Foto: Divulgação/ Grupo Equatorial)

A nova obra está no muro da Subestação Forte Cumaú, localizada na zona portuária de Santana, na Rua Cláudio Lúcio Monteiro, bairro Hospitalidade. O empreendimento é considerado estratégico para o município e marca um novo patamar de modernização da infraestrutura elétrica local.

Com a entrada em operação da Forte Cumaú, Santana passa a ter um aumento de 32% na capacidade de distribuição de energia, beneficiando diretamente mais de 108 mil moradores, com maior estabilidade, confiabilidade e segurança no fornecimento. A subestação é a primeira construída do zero no município, seguindo os padrões técnicos e operacionais do Grupo Equatorial, com investimento superior a R$ 24 milhões.

A Igreja Matriz, imagem de Santa Ana, o porto, cobra Sofia, o Forte Cumaú, entre outros, fazem parte da pintura do artista. (Foto: Divulgação/ Grupo Equatorial)

Ao unir arte e infraestrutura, a CEA Equatorial reforça seu compromisso não apenas com a qualidade do serviço prestado, mas também com a valorização da cultura local, dando visibilidade a artistas da região.

A inauguração da Subestação Forte Cumaú e a entrega oficial do mural “O Encanto de Cumaú: Natureza e Cultura” ocorrem nesta quarta-feira, dia 21, em Santana.

Assessoria de Imprensa do Grupo

ALCIONE: “Marabaixo: Tradição do Amapá”


Convidada pelo Governo do Amapá para lançar um single em parceria com artistas amapaenses, Alcione gravou “Marabaixo: Tradição do Amapá”: um medley com algumas das canções mais representativas da cultura afro-amapaense.

A escolha da “Marrom” deu-se por sua intensa ligação e intimidade com os estilos musicais do Norte e Nordeste, sempre presentes em sua discografia. A artista já registrou forró, xote, baião, maracatu e inúmeras toadas de bumba meu boi, entre tantos outros ritmos das diversas regiões do país.

Somado a isso, a escola de samba Mangueira já anunciou que, em 2026, homenageará o Amapá com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju: o Guardião da Amazônia Negra”, que destaca esse curandeiro popular e símbolo da sabedoria ancestral amazônica. Assim, a “negra voz do amanhã” tornou-se a escolha ideal para difundir a cultura amapaense.

O Marabaixo: Resistência e Identidade

O Marabaixo é uma manifestação cultural afro-brasileira do Amapá, reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. É uma celebração que funde conhecimentos tradicionais, dança, música, ritos do catolicismo popular e herança africana.

Trazida para a Amazônia por negros escravizados, sua origem remonta ao tempo dos porões, surgindo entre o lamento e a resistência.

Segundo as narrativas, o nome deriva de “mar acima, mar abaixo”, expressão que evoca o balanço dos navios negreiros na diáspora dos africanos.

Nos barracões do Amapá, é dançado em rodas que giram no sentido anti-horário, com passos arrastados que interpretam a memória dos pés outrora acorrentados.

Hoje, essa herança é uma força cultural e artística que se renova a cada “Ciclo do Marabaixo” — evento que une o sagrado ao comunitário. Recentemente, a manifestação ganhou as telas nos canais Bis e GloboNews com o documentário “Amazônia Negra: Expedição Amapá”, disponível no Globoplay, com a participação de Carlinhos Brown e artistas locais.

O single “Marabaixo: Tradição do Amapá”

O pot-pourri reúne obras de compositores renomados e canções de domínio público. Entre os destaques está Joãozinho Gomes (consagrado compositor do Amapá e um dos autores do samba-enredo da Mangueira para 2026).

Faixas que compõem o single:

* Música incidental: “A beleza da arte que emana” (Enrico Di Miceli/Joãozinho Gomes);
* “Mão de Couro” (Val Milhomem/Joãozinho Gomes);
* Ladrões de marabaixo**: “Aonde tu vai, rapaz?” (Raimundo Ladislau – domínio público);
* “Rosa Branca Açucena” (Tradicional – domínio público);
* “Meu Sarilho é dobrador” (Tradicional – domínio público);
* “Vaca Malhada” (Tradicional – domínio público);
* “No Marabaixo é Assim” (Wendel Uchôa/Marcus Paes);
* “O Meu Quilombo” (Adelson Preto);
* “Eu Caio, Eu Caio” (Tradicional – domínio público).

*Ficha Técnica e Produção*

Com produção musical e arranjos do músico amapaense Alan Gomes, o single traz a percussão autêntica da caixa de marabaixo* de Nena Silva, representante do quilombo do Curiaú.

A obra foi gravada no estúdio Play Record (RJ), com direção musical de Alexandre Menezes e Alan Gomes. A mixagem e masterização ficaram a cargo de Vanios Marques. O coro conta com Silmara Lobato e a participação de herdeiros da tradição: Cleane Ramos, Danniela Ramos, Julião do Laguinho e Lorrany Mendes.

*Um Tributo à Amazônia Negra*

Ancestralidade, religiosidade e uma conexão profunda com a arte do Norte brasileiro guiaram este projeto. Ao aceitar o convite, Alcione reafirma seu amor pela pluralidade de um país miscigenado, ajudando a mostrar que o Amapá é uma referência fundamental da nossa Amazônia Negra — um território de riqueza cultural inesgotável que merece ser reverenciado e celebrado por todos os brasileiros.

**Ladrões de marabaixo:* Como são denominados os versos do marabaixo. Possui o formato em pergunta e resposta, o versador “rouba” um tema do cotidiano e passa a cantá-lo.

***Caixa de marabaixo:* Esse ritmo afro-amapaense é tocado em tambores artesanais, chamadas de caixas de Marabaixo.

Sebrae, prefeitura de Santana e Governo do Estado lançam o 1º Plano Municipal de Turismo


O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae), em parceria com a Prefeitura de Santana, realizou a entrega oficial do 1º Plano Municipal de Turismo de Santana (PMT) e do Calendário Turístico e Cultural do município. Este é o primeiro plano de turismo do Estado lançado em 2026. A solenidade aconteceu na última segunda-feira (12), às 10h, no Teatro Silvio Romero e reuniu autoridades, representantes do trade turístico e a comunidade em geral.

Na ocasião, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Amapá (CDE), Josiel Alcolumbre, parabenizou o prefeito de Santana, Bala Rocha, e destacou que, desde o início da gestão, houve a percepção de que o município poderia se desenvolver pela via empreendedora. Segundo ele, investir em empreendedorismo é reconhecer e valorizar homens e mulheres que diariamente garantem seu sustento por meio do próprio trabalho.

“O Sebrae teve a oportunidade de realizar um trabalho técnico baseado na escuta ativa de quem empreende e da sociedade civil de Santana. A partir desse diálogo, foi possível contribuir para a construção de políticas públicas de desenvolvimento por meio do turismo, pensando a Santana dos próximos anos e das próximas décadas”, afirmou o presidente Josiel Alcolumbre.

Para a superintendente do Sebrae no Amapá, Alcilene Cavalcante, o lançamento do plano representa o resultado de um esforço coletivo e participativo. Segundo ela, o momento é de celebração, após um trabalho extenso e cuidadoso.

“O Plano Municipal de Turismo de Santana é muito especial porque foi construído de forma participativa. Acreditamos no desenvolvimento do município pela via do empreendedorismo e do turismo, e é visível o quanto Santana avançou nos últimos anos nessa área. Isso nos deixa muito felizes. Agradeço ao prefeito pela confiança no trabalho do Sebrae”, destacou a superintendente.

Em discurso, o prefeito de Santana, Bala Rocha, ressaltou a importância da parceria com o Sebrae para o fortalecimento do turismo no município. De acordo com o gestor, sem a participação da instituição, Santana não teria alcançado o patamar atual, sendo o primeiro município a receber do Sebrae o Plano Municipal de Turismo.

“O Sebrae vai nos ajudar a consolidar todas essas estratégias por meio do turismo. Sozinha, a Prefeitura de Santana teria muita dificuldade para desenvolver um plano como esse, que é um requisito essencial para ingressarmos na Rota Nacional do Turismo. Por isso, buscamos a instituição e recebemos total apoio. Agradeço ao presidente Josiel Alcolumbre e à superintendente Alcilene Cavalcante”, afirmou o prefeito.

Plano

O Plano Municipal de Turismo é um documento estratégico que estabelece as diretrizes para o desenvolvimento do setor em Santana pelos próximos oito anos. O plano prevê ações voltadas à estruturação do calendário turístico e cultural, à valorização dos atrativos naturais e ao fortalecimento do trade turístico local, com foco na geração de emprego, renda e no desenvolvimento sustentável do município.

Autoridades

A cerimônia contou com a participação de dirigentes e equipe técnica do Sebrae no Amapá, entre eles o presidente do Conselho Deliberativo, Josiel Alcolumbre; a superintendente, Alcilene Cavalcante; a diretora técnica, Suelem Amoras; a gestora do Projeto de Turismo do Sebrae, Rejane Reis; a analista da Unidade Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial (UPPDT) Vanusa Collares e assessora técnica Clara Vieira. Também estiveram presentes o prefeito de Santana, Bala Rocha; a secretária de Estado do Turismo, Cíntia Lamarão; a secretária municipal de Turismo de Santana, Diana Castelo; além de representantes de órgãos públicos municipais.

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação

Sebrae e Transpetro promovem encontro para apresentar oportunidades no setor de energia nesta sexta (16)

1ª edição do Café com Energia reúne especialistas para detalhar a política de compras da Transpetro e da Petrobras e os investimentos previstos para a região Norte.


O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae) e a Transpetro, subsidiária da Petrobras, realizam a primeira edição do evento Café com Energia . A programação ocorre na sede do Sebrae, no Auditório Campos do Laguinho, nesta sexta (16), das 9h às 13h. O evento gratuito reúne lideranças locais e nacionais para conectar empreendedores, compartilhar conhecimento e discutir tendências nos setores de energia, óleo e gás. As inscrições serão realizadas de forma online, por meio de link:
https://forms.gle/qEp2hy4CTRKxexp98.

 

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Amapá (CDE), Josiel Alcolumbre, destacou que a exploração de petróleo na Margem Equatorial é uma nova fronteira energética e econômica para o Brasil. Ele explica que diante desse cenário a atuação do Sebrae é preparar o ecossistema de negócios do Amapá para as oportunidades diretas e indiretas geradas pelo avanço das atividades de óleo e gás da Petrobras, conectando empresas locais às grandes cadeias produtivas industriais e energéticas.

“O encontro vai ajudar a orientar micro e pequenas empresas e talentos locais sobre como integrar a cadeia de valor do petróleo e gás, com acesso às soluções do Sebrae para apoiar a inserção dos empreendedores nesse mercado”, disse o presidente Josiel Alcolumbre.

Transpetro

Na primeira edição do evento, a empresa âncora será a Transpetro, companhia brasileira provedora de soluções logísticas para a indústria de óleo, gás e biocombustíveis, com atuação em 17 estados e no Distrito Federal. Subsidiária integral da Petrobras, a empresa opera de forma integrada terminais, oleodutos, gasodutos e navios, sendo responsável pelo transporte e armazenamento de petróleo, derivados e biocombustíveis em todo o país.

Na ocasião, o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, retorna ao Amapá para participar do encontro.

PetroSupply

Ao final do evento, será apresentado o Catálogo de Fornecedores da plataforma PetroSupply, iniciativa do Polo Sebrae Onshore, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP). A ferramenta tem como objetivo aproximar empresas compradoras e fornecedoras, de todos os portes, da cadeia de óleo e gás onshore, além de facilitar o acesso a informações estratégicas e tendências do mercado.

Inscrições

O seminário é gratuito, os interessados em participar devem efetuar inscrição via formulário eletrônico através do link: https://forms.gle/qEp2hy4CTRKxexp98

 

Programação

 

Data: 16.01.2026 – Sexta-Feira

Local: Sede do Sebrae – Auditório Campos do Laguinho

 

8h30 às 9h – Credenciamento e boas-vindas

 

9h às 9h30 – Abertura Oficial

9h30 às 10h30 – Panorama Econômico do Estado do Amapá

Antônio Teles Júnior, vice-governador do Estado do Amapá

 

10h30 às 11h30 – Oportunidades de negócios e como se tornar fornecedor da Transpetro

Cleuber Wudson Torres Queiroz, gerente de Suprimentos da Transpetro

11h30 às 12h – Espaço para perguntas

12h às 12h30 – Apresentação da Plataforma PetroSupply

Isana Alencar, gerente da Unidade de Petróleo, Gás e Energia do Sebrae

12h30 – Encerramento.

 

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação