Bioparque terá aquário para exposição de espécies da região norte

 

Nesta quarta-feira (25), o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, assinou a ordem de serviço para construção do primeiro aquário para exposição e contemplação de espécies aquáticas nativas da região norte. A estrutura ficará no Bioparque da Amazônia e terá 139m² de área construída e 1,80 metros de altura.
O projeto foi desenvolvido pela equipe da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura Urbana (Semob) e possui elementos arquitetônicos que irão proporcionar maior ambientação dos animais em exposição. O designer foi escolhido para favorecer uma boa observação de todas as espécies pelo maior número de visitantes.


O valor da obra é de R$ 520 mil e será construída com recursos do tesouro municipal, mais emenda do senador Lucas Barreto (PSD). O parque, que tem como foco a contemplação da natureza, o encontro de ecossistemas, a fauna e a flora amazônica e possui uma área de 107 hectares de florestas.
Imagem reprodução PMM

Maestro Fineias Nelluty tem música em parceria com Joelma que estará na sua nova turnê “Isso é Calypso”

 

No dia 8 de abril, Joelma estreia sua nova turnê, “Isso é Calypso”, em São Paulo. Durante um ano, a cantora vai rodar o país com 100 shows, interpretando seus maiores sucessos em 28 anos de carreira. Em uma apresentação exclusiva para o Fantástico, a artista deu uma prévia do que os fãs irão curtir em breve. E divulgou uma composição em parceria com o maestro Finéias Nelluty e mais quatro compositores.

 

A música se chama “Gigantes do Norte”, e fala da cultura nortista, da Amazônia, em especial, de Belém do Pará, ela terá um clipe também, e foi cantada pela cantora no Fantástico.

“Joelma em convidou para escrever a letra, fiz a letra, e o um dos compositores pediu para fazer algumas alterações e claro que permiti. Fazia tempo que a Joelma me pedia para fazer uma música, mas nunca imaginei que faríamos uma música juntos. Essa canção estará na sua nova turnê. Joelma é uma amiga querida e grande profissional que trata a sua carreira com muita seriedade, respeitando os compositores. Estou muito feliz com resultado, retrata a nossa cultura”, celebrou Finéias.

Confira a Música:

Compositores da música Gigantes do Norte

Joelma Mendes, Fineias Nelluty, Diego Ramos, Chystin Lima e Jonny Guerra.

Cabo Orange: Clécio Luis estava em imersão nos ecossistemas e belezas cênicas da Unidade de Conservação

E seguindo seu projeto “Pelo Amapá Inteiro”, o ex-prefeito de Macapá, Clécio Luís, que segundo os analistas políticos é um forte candidato ao governo do estado,  fez essas dias uma imersão no Parque Nacional do Cabo Orange, que fica na foz do rio Oiapoque.
Por lá, Clécio aproveitou para mais conhecimentos sobre biodiversidade riquíssima da região, que concentra ecossistemas de grande relevância ecológica e beleza cênicas.
O parque Nacional do Cabo Orange foi a primeira unidade de conservação federal criada no Amapá.

O encontro do rio Cassiporé com o oceano Atlântico, no cabo Orange, é o ponto de partida da expedição “Parque das Pororocas”

*Expedição Parque das Pororocas chega ao Rio Cassiporé em busca de novas ondas*

O encontro do Rio Cassiporé com o Oceano Atlântico, no Cabo Orange, extremo norte do Estado é o ponto de partida da Expedição Parque das Pororocas, organizada pela Associação de Velejadores do Amapá – Avap e Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais de Turismo, seccional Amapá – ABBTUR-AP. A equipe de exploradores chegou a região nesta segunda-feira, 17, para iniciar o mapeamento de uma área de 600 quilômetros de extensão da costa do Amapá, em missão de reconhecimento das potenciais pororocas que irão compor o projeto.

Nesta etapa será realizada análise técnica da onda localizada no município de Oiapoque, entre a Vila Velha e a foz, num trajeto de 50 km de rio. O estudo vai avaliar as condições para a prática de surf na pororoca, canoagem, stand up paddle e kitsurf, visando como produto final ações de fomento ao turismo de aventura que integre o circuito do Parque. Esse, de acordo com os idealizadores é o principal objetivo da expedição que reúne mais dez pontos onde ocorrem o fenômeno na costa amapaense. O radar inclui uma pororoca nas terras indígenas de Uaça, também no Cabo norte, mais duas no Rio Flexal, no município de Amapá e mais uma no arquipélago do Bailique.

“A expedição no Caissiporé é o marco inicial do projeto. Hoje temos conhecimento de pelo menos dez pontos na costa do Estado do Amapá, onde a pororoca acontece, e nossa intenção é organizar essas informações para criarmos, em parceria com a iniciativa privada e poder público, o Parque das Pororocas. Assim, poderemos usufruir da pororoca o ano inteiro.”, Jim Daves, presidente da Avap.

Os profissionais de turismo que integram o grupo farão aproveitamento dos dados do mapeamento para elaborar proposta de roteirização de viagens para turistas nacionais e internacionais, com vivências na comunidade da Vila Velha e visitações em locais estratégicos ao longo do leito rio.

O explorador e guia de turismo da secretaria de Estado do Turismo – Setur, Sandro Borges, aponta que entre as possibilidades de desenvolvimento do ecoturismo estão previstas a aplicação do turismo de base comunitária, com treinamento de receptivo para moradores locais, turismo de experiência e turismo de aventura.

“No mínimo já idenficamos quatro atividades promissoras para trabalhar a geração de emprego e renda através do ecoturismo na região, que são ações de políticas públicas previstas no plano estratégico da Setur. Ganha a comunidade, os turistas e profissionais envolvidos”, afirma o técnico.

*Aventura*

A experiência da imersão na floresta em busca de trilhas de aventura já faz parte da vida do explorador, Helder Lima. Viajante mochileiro, Helder só conhecia a pororoca pelas mídias e acreditava que o fenômeno tivesse terminado no Amapá.

“Não dá para viver na Amazônia e não aproveitar o melhor que há nela, que é essa diversidade de vida pulsante. Conhecer novas comunidades e está imerso na floresta já vale muito, imagina praticando esportes e nos conectando com esse universo de corpo e alma. A pororoca não acabou, e essa caçada em busca da onda é uma experiência única”, declarou.

Para a presidente da AABBTU-Ap, Alessandra Nunes, a expedição acontece num momento propício para alavancar o ecoturismo e desmitificar a ideia de que a pororoca no Amapá terminou.

“A AVAP trouxe essa informação sobre uma possível nova rota da pororoca, por isso estamos dando continuidade as visitas técnicas na região, buscando oportunidades e experiências para estimular as atividades turísticas identificadas na expedição. Assim podemos mapear, classificar e aplicar as atividades ecoturistica de forma sustentável e segura “, relatou.

A proposta da expedição também chamou atenção de empresários aventureiros que investem no setor do ecoturismo. Franco Montoril e Francisco Pytter fizeram questão de participar da construção do projeto desde a etapa embrionária.

“Já estamos no circuito de ecoturismo e aventura há alguns anos no estado, dentre as experiências radicais que tivemos, o surf na pororoca é algo impressionante e com um grande potencial econômico e social, pois envolve muita gente no processo de visitação”, afirmaram.


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Texto: Cintia Souza

Amapá é o estado que menos desmatou na Amazônia Legal em 2021, diz Imazon

O boletim do Imazon, divulgado nesta segunda-feira (17), aponta ainda que dos nove estados que compõem a Amazônia Legal, apenas o Amapá não apresentou aumento do desmatamento em relação a 2020.

 

Além de superarem a devastação registrada no ano anterior, os estados do Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins também tiveram as maiores áreas de floresta destruídas em 10 anos.

O Pará segue na liderança entre os estados que mais desmatam na Amazônia Legal. Foram 4.037 km² devastados, o que representa 39% de todo o desmatamento na região amazônica em 2021 – veja abaixo índices nos últimos 10 anos.

 

Segundo os  dados do  Imazon, o segundo estado que mais desmatou foi o Amazonas, com 2.071 km² destruídos.

Segundo o instituto, no Pará houve aumento da derrubada da floresta em áreas federais e estaduais. O Imazon informouque estão no Pará mais da metade das 10 terras indígenas e das 10 unidades de conservação que mais foram desmatadas.

O “Brasil profundo” produz, quer paz e precisa de soma em sua defesa. A AJD esteve nesse profundo esses dias

A Associação Juízes para a Democracia – AJD, esteve esses dias no estado de Rondônia, mas precisamente na terra indígena dos Suruí, de Txai, a que denunciou as tentativas de agressão  ao seu povo e sua terra, recentemente na COP-26, e no acampamento de pequenos agricultores que precisaram recorrer a justiça em busca de PAZ para produzir, vejam só, alimentos.

A AJD foi representada pelo juiz do Trabalho do Amapá, Jônatas Andrade, que recentemente esteve na aldeia Aramirã, na terra indígena Wajãpi, no meião do estado do Amapá.

A primeira parada desse justo observatório, foi no acampamento Tiago Campin, em Nova Mutum (RO).

E por causa de quê? Lá, a  AJD entrou com um HC Coletivo, pois a polícia de Rondonia  estava fazendo despejo ilegalmente na pandemia. O STF mandou suspender o despejo. O governador  do estado, por coincidência, bolsonarista, foi intimado a prestar informações e retirou a polícia. Os camponeses retornaram para a área recomeçaram a vida e o plantio.

 

Reunião em Rondonia

A segunda “parada” foi na Terra Suruí, onde o Cacique Almir Suruí agradeceu a solidariedade e acompanhamento da AJD nesse momento em que passam por ameaças

A jovem indigena Txai Suruí,  folha do cacique Almir, discursou recentemente na abertura da COP26, Conferencia do Clima  das Nações Unidas, onde denunciou a “gerência do Brasil” pelo tratamento e ameaças aos povos indígenas do país. Txai foi criticada pelo presidente Jair Bolsonaro, ameaçada e sofreu ataques digitais.

O juiz Jônatas Andrade e o cacique Almir, com uma “bebê” Samauma, de apenas 7 anos

Todo valor que os Suruí arrecadam com compensações de carbono, aplicam no reflorestamento da terra Suruí e em projetos sustentáveis.

Podemos seguir aprendendo com eles, já que chegamos até aqui por causa da resistência secular dos indígenas.

E o café, pessoal? 

Seguinte. Os brancos plantaram café quando grilaram as terras dos Suruís. Após a demarcação, quando as terras voltaram aos indígenas, eles passaram a cultivar o café. E um café PREMIADO.

Hoje eles tem uma parceria com a empresa “3 Corações”. Produzem, agregam valor (e que valor) e o café “Tribos”, projeto dos próprios indígenas, está em pontos de venda, com qualidade, Brasil à fora.

Segundo o juiz Jônatas, é o melhor café que ele já tomou. (inclusive esta que vos posta, já quer também).

 

Jôntatas Andrade, disse ao blog que:

“O povo Suruí tem uma mensagem de esperança, de conservação, de recuperação da degradação, de uso da tecnologia e da ciência para preservação de sua cultura e da vida. Estão construindo uma universidade em parceria com a Unicamp, monitorando sua terra, recuperando áreas degradadas, investindo as compensações de carbono nessas atividades, fazendo parcerias para a sustentabilidade dos seus produtivos, da sua cultura e da vida!”

A frase “Tudo Indio, Tudo Parente”, da canção do amazônida Nilson Chaves, não precisa de mais nada.

Ou precisa de tudo. Porque respeito, defesa ou combate, também é tudo! E sempre necessário!

Sobre a premiação do café leia mais aqui https://g1.globo.com/google/amp/ro/rondonia/rondonia-rural/noticia/2021/12/04/indigenas-de-ro-sao-premiados-por-produzirem-os-melhores-cafes-robustas-amazonicos.ghtml