Saiba como o açaí pode ser aliado no controle das taxas de colesterol

Tradicional fruto amazônico possui grandes benefícios para a saúde, mas é preciso ter cautela com acompanhamentos comuns na mesa do amapaense, como charque e calabresa.

Tão tradicional na mesa dos amapaenses, o açaí pode ser um aliado no controle das taxas de colesterol, que é um tipo de gordura presente em nosso organismo, sendo responsável pelo transporte das substâncias, por formar os hormônios e também desenvolver o Sistema Nervoso Central.

Para entender como o fruto amazônico pode ajudar neste controle, é importante saber que existem dois tipos de colesterol: o bom (HDL) e o ruim (LDL).

O colesterol bom é aquele que trabalha para eliminar as gorduras do organismo, sendo responsável pelo bom funcionamento do corpo. Já o colesterol ruim é assim conhecido porque apresenta riscos para a saúde, pois se acumula nas paredes dos vasos sanguíneos e pode gerar problemas cardiovasculares.

De acordo com a nutricionista do Hospital das Clínicas Alberto Lima (Hcal), Aline Bentes, o consumo do açaí aumenta as taxas de colesterol bom no organismo. Entretanto, os acompanhamentos tão tradicionais nas mesas amapaenses devem ser evitados.

“Embora o açaí seja um aliado da saúde, acompanhamentos como calabresa, mortadela ou charque, são alimentos que acabam prejudicando o organismo”, detalha Bentes.

A nutricionista explica que a população não deve abolir o colesterol da alimentação, mas sim tomar o devido cuidado para que as taxas ruins não saiam do controle. O colesterol total deve ser sempre até 200 mg/dL, sendo um colesterol bom acima de 40 mg/dL e ruim abaixo de 130 mg/dL.

“Os alimentos industrializados são os principais fatores para o aumento do colesterol ruim no organismo, por isso, devemos ter um cuidado redobrado com o consumo de carnes processadas, biscoitos de pacote e bolos industrializados”, acrescenta a servidora.

Pioneiro na oferta do Novo Ensino Médio, SESI Amapá lança turma com itinerário formativo em Jogos Digitais

Concluir a educação básica e ao mesmo tempo obter uma habilitação técnica. Esse é o principal diferencial do aluno do Novo Ensino Médio e é a realidade vivida pelos alunos da Escola SESI Amapá. Pioneiro na oferta por ter formado, em 2021, os primeiros técnicos em Redes de Computadores dentro do modelo, este ano a instituição acrescentou a formação técnica em Jogos Digitais. O conteúdo de educação profissional é ministrado pelo SENAI Amapá.

Implantado na escola desde 2019, o SESI está totalmente adaptado ao novo modelo de ensino, que se tornou obrigatório para todas as escolas da rede pública e privada, conforme alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

De acordo com a superintendente do SESI e diretora de operações do SENAI Amapá, Alyne Vieira, sair do Ensino Médio com uma profissão é o principal benefício dado ao estudante. “O Novo Ensino Médio proporciona aos adolescentes e jovens a chance de desenvolver suas competências e habilidades com foco no mundo do trabalho. Além disso, a maneira de ensinar e aprender tornou-se ainda mais integrada, e isso é essencial para o aprendizado, afinal, o aluno consegue perceber a aplicação do que estuda na vida real”, destaca a gestora.

O ensino técnico

Para garantir que, ao concluir, o estudante receba a certificação do Ensino Médio com a formação profissional, além dos conteúdos específicos da educação básica, ele deve se dedicar à parte técnica ao longo dos três anos. Para isso, há uma divisão na carga horária, focada em conhecimentos que o ajude a entrar no mercado de trabalho sem precisar de um diploma de formação superior.

No 1º ano, o aluno tem contato com o mundo do trabalho, com o objetivo de estimular o autoconhecimento. No 2º ano, cursa o módulo integrador, para que comece a ter contato com áreas do curso escolhido e trabalhe os fundamentos iniciais. Para concluir a certificação, no 3º ano, o foco é na habilitação técnica, com módulo voltado para a parte prática da ocupação profissional.

Gerência de Comunicação Corporativa SESI/SENAI – AP

Estrutura para armazenamento de cabos do Programa Norte Conectado é instalada na UNIFAP

O projeto irá beneficiar 1 milhão de pessoas nos estados do Amapá e Pará.

A Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) vai abrigar o contêiner que irá receber e armazenar as reservas técnicas de cabos da rede de comunicação do programa Norte Conectado, que irá se expandir pelas cidades de Macapá e Santana, além de outros provedores que possam integrar o projeto no futuro. Serão cinco contêineres, um em cada cidade (Macapá, Almeirim, Monte Alegre, Santarém e Alenquer).

Nesta quinta-feira, 20, será finalizada a instalação da estrutura.  O coordenador administrativo do ponto de presença da Rede Nacional de Pesquisa (RNP) no Amapá, Alípio Júnior, informou que a UNIFAP prestou todo o apoio no sentido de preparar o ambiente para abrigar o contêiner.

 

“Nós acompanhamos o projeto desde o início. O programa atualmente em fase de finalização irá ajudar a manter a conectividade de internet no Amapá mesmo que a outra rota, via linhão de Tucuruí, sofra algum problema técnico, como já ocorreu algumas vezes nos últimos anos, a exemplo do apagão que teve início em 3 de novembro de 2020 e perdurou por 22 dias.

Sobre o Programa

Expandir a infraestrutura de comunicações na Região Amazônica é a finalidade do Norte Conectado. A implantação de uma rede de fibra óptica irá contemplar políticas públicas de telecomunicações, educação, pesquisa, saúde, defesa e judiciário, e outras que, no futuro, venham a se integrar ao escopo do Programa.

O backbone* que foi lançado em ambiente subfluvial e a instalação de antenas em Instituições públicas localizadas em áreas remotas irão ampliar o acesso à Internet em toda a região, promovendo integração com os países vizinhos que compõem a Pan Amazônia: Peru, Colômbia e Guiana Francesa.

A alta capacidade, confiabilidade e disponibilidade da infraestrutura vai permitir resolver uma demanda reprimida por comunicação, incluindo a ampliação do acesso à internet, a melhoria da segurança e a redundância das redes terrestres existentes na região, permitindo o escoamento do tráfego de dados das instituições públicas de educação, saúde, segurança pública e justiça, dos poderes executivos Municipal, Estadual e Federal, bem como das Operadoras de Telecomunicações e dos provedores locais de acesso à internet em banda larga.

*Backbone: rede de transporte que contém os cabos de fibra óptica, em analogia à espinha dorsal no corpo humano

Com informações de www.norteconectado.rnp.br

http://www.unifap.br/estrutura-para-armazenamento-de-cabos-do-programa-norte-conectado-e-instalada-na-unifap/

Inscrições do Programa Centelha Amapá são prorrogadas até janeiro de 2022

 

Programa oferece capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso.
Para maior adesão de participantes, as inscrições da segunda edição do Programa Centelha Amapá, foram prorrogadas até 31/01/22. O programa oferece capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso. A iniciativa é da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em parceria com o Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap).

O Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no estado. O programa disponibiliza de R$ 800 mil para financiar 15 projetos inovadores. Ao fim da etapa de seleção, os escolhidos irão receber até R$ 53,3 mil cada, mais uma bolsa de apoio técnico durante 1 ano.

Podem participar pessoas físicas acima de 18 anos e pessoas jurídicas, com data de constituição em até 12 meses anteriores à data de publicação do edital. As inscrições seguem abertas em: www.programacentelha.com.br/ap.

Do valor total de recursos disponibilizados nesta nova edição, R$ 600 mil são da empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI) e R$ 200 mil de contrapartida do Governo do Estado. As bolsas de apoio técnico serão financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Centelha
O programa é promovido pelo MCTI e pela Finep, em parceria com o CNPq, o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e Fundação CERTI e, no Amapá, é executado pela Fapeap.

O programa conta ainda com apoio de parceiros locais como a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Amapá), universidades Estadual (Ueap) e Federal (Unifap) e os institutos Estadual (Iepa) e Federal (Ifap).

O “Brasil profundo” produz, quer paz e precisa de soma em sua defesa. A AJD esteve nesse profundo esses dias

A Associação Juízes para a Democracia – AJD, esteve esses dias no estado de Rondônia, mas precisamente na terra indígena dos Suruí, de Txai, a que denunciou as tentativas de agressão  ao seu povo e sua terra, recentemente na COP-26, e no acampamento de pequenos agricultores que precisaram recorrer a justiça em busca de PAZ para produzir, vejam só, alimentos.

A AJD foi representada pelo juiz do Trabalho do Amapá, Jônatas Andrade, que recentemente esteve na aldeia Aramirã, na terra indígena Wajãpi, no meião do estado do Amapá.

A primeira parada desse justo observatório, foi no acampamento Tiago Campin, em Nova Mutum (RO).

E por causa de quê? Lá, a  AJD entrou com um HC Coletivo, pois a polícia de Rondonia  estava fazendo despejo ilegalmente na pandemia. O STF mandou suspender o despejo. O governador  do estado, por coincidência, bolsonarista, foi intimado a prestar informações e retirou a polícia. Os camponeses retornaram para a área recomeçaram a vida e o plantio.

 

Reunião em Rondonia

A segunda “parada” foi na Terra Suruí, onde o Cacique Almir Suruí agradeceu a solidariedade e acompanhamento da AJD nesse momento em que passam por ameaças

A jovem indigena Txai Suruí,  folha do cacique Almir, discursou recentemente na abertura da COP26, Conferencia do Clima  das Nações Unidas, onde denunciou a “gerência do Brasil” pelo tratamento e ameaças aos povos indígenas do país. Txai foi criticada pelo presidente Jair Bolsonaro, ameaçada e sofreu ataques digitais.

O juiz Jônatas Andrade e o cacique Almir, com uma “bebê” Samauma, de apenas 7 anos

Todo valor que os Suruí arrecadam com compensações de carbono, aplicam no reflorestamento da terra Suruí e em projetos sustentáveis.

Podemos seguir aprendendo com eles, já que chegamos até aqui por causa da resistência secular dos indígenas.

E o café, pessoal? 

Seguinte. Os brancos plantaram café quando grilaram as terras dos Suruís. Após a demarcação, quando as terras voltaram aos indígenas, eles passaram a cultivar o café. E um café PREMIADO.

Hoje eles tem uma parceria com a empresa “3 Corações”. Produzem, agregam valor (e que valor) e o café “Tribos”, projeto dos próprios indígenas, está em pontos de venda, com qualidade, Brasil à fora.

Segundo o juiz Jônatas, é o melhor café que ele já tomou. (inclusive esta que vos posta, já quer também).

 

Jôntatas Andrade, disse ao blog que:

“O povo Suruí tem uma mensagem de esperança, de conservação, de recuperação da degradação, de uso da tecnologia e da ciência para preservação de sua cultura e da vida. Estão construindo uma universidade em parceria com a Unicamp, monitorando sua terra, recuperando áreas degradadas, investindo as compensações de carbono nessas atividades, fazendo parcerias para a sustentabilidade dos seus produtivos, da sua cultura e da vida!”

A frase “Tudo Indio, Tudo Parente”, da canção do amazônida Nilson Chaves, não precisa de mais nada.

Ou precisa de tudo. Porque respeito, defesa ou combate, também é tudo! E sempre necessário!

Sobre a premiação do café leia mais aqui https://g1.globo.com/google/amp/ro/rondonia/rondonia-rural/noticia/2021/12/04/indigenas-de-ro-sao-premiados-por-produzirem-os-melhores-cafes-robustas-amazonicos.ghtml

Jornalista Wedson Castro fica em segundo lugar em premiação nacional de Ciência e Tecnologia

 

O jornalista Wedson Castro, da Rede Amazônica/AP, foi o segundo colocado na categoria Profissional de Comunicação, do Prêmio CONFAP de Ciência, Tecnologia & Inovação – ‘Professor Francisco Romeu Landi’.

Wedson Castro foi o segundo colocado na categoria Profissional de Comunicação, do Prêmio CONFAP de CT&I. Cerimônia de premiação ocorreu em Foz Iguaçu/PR.

A cerimônia de entrega do prêmio ocorreu nesta quinta, 9, durante o Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), que acontece esta semana no Parque Tecnológico de Itaipu, na cidade de Foz do Iguaçu/PR.

O jornalista foi indicado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), após a seletiva estadual através do Prêmio Amapá de Ciência, Tecnologia e Inovação – Robério Nobre, ocorrida em outubro deste ano.
A reportagem televisiva em destaque foi sobre uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), que estudava a aplicação de uma tinta inseticida usada no combate ao mosquito transmissor da malária, em uma comunidade da Ilha de Santana.

“É um momento de muita felicidade. Diante de quase dois anos de pandemia, e muitas reportagens difíceis, enfim veio esse momento tão importante. Só tenho a agradecer aos amigos jornalistas da Rede Amazônica e aos pesquisadores do Amapá, especialmente do Iepa, que proporcionaram toda a produção dessa reportagem. Esse prêmio é de todos: jornalistas e pesquisadores do nosso estado. Ele vem para fortalecer e demonstrar o quanto as nossas profissões são essenciais”, destacou o jornalista Wedson Castro.

A diretora-presidente da Fapeap, Mary Guedes, que participa do evento como representante do Amapá, destacou a importância do reconhecimento de profissionais de comunicação que colaboram com a divulgação científica.

“Essa premiação é um reconhecimento aos profissionais da comunicação que por meio do jornalismo científico, contribuem para aproximação entre a ciência, tecnologia e inovação e à sociedade. A colocação do jornalista Wedson Castro no prêmio mostra a qualidade e competência dos nossos profissionais da imprensa amapaense, onde concorreu com jornalistas de todos os estados da federação”, frisou a diretora-presidente da Fapeap.

O evento reúne presidentes e representantes das 26 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), além de representantes de entidades acadêmicas e científicas, ministérios e agências federais e internacionais de fomento à CT&I.
Os agraciados do Prêmio CONFAP recebem certificados de premiação, troféus e premiação financeira. Os classificados em cada categoria/subcategoria na primeira colocação, recebem R$ 10 mil; na segunda colocação, R$ 6 mil; e na terceira colocação, R$ 3 mil.

O Prêmio

O Prêmio é um iniciativa do CONFAP, com patrocínio exclusivo da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP/MCTI), e é outorgado a pesquisadores(as) que tenham se destacado em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, cujos resultados produziram conhecimento e beneficiaram, direta ou indiretamente, o desenvolvimento e o bem-estar da população brasileira. Também foi concedido a profissionais de comunicação que, por meio do jornalismo científico, contribuíram para a aproximação entre a CT&I e a sociedade.

Professor Rafael Pontes é o primeiro amapaense no Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia

 

O professor-doutor, Rafael Pontes, secretário de estado de Ciência e Tecnologia do Amapá, é o primeiro amapaense a compor o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.

Nesta quinta-feira, 14, Rafael participa da primeira reunião do CCT, com lideranças e instituições que alinham as diretrizes para o desenvolvimento estratégico da ciência e tecnologia do Brasil.

VII Jornada Científica da Embrapa Amapá ocorre de 13 a 15 de outubro

 

A VII Jornada Científica da Embrapa Amapá (Jorcea) traz este ano palestras sobre temas conectados com os desafios e oportunidades para pesquisa, desenvolvimento e inovação que atendam demandas regionais. O evento será totalmente on line, no período de 13 a 15 de outubro, com parte das apresentações transmitidas pelo canal da Embrapa no Youtube. A palestra master de abertura será realizada a partir das 9h30 desta quarta-feira, 13/10, com o tema “A floresta amazônica como eixo unificador de ciência, tecnologia e inovação, desenvolvimento regional e manutenção de serviços ecossistêmicos”, apresentado pelo pesquisador Marcelino Carneiro Guedes. A programação completa e outras informações estão no site do evento: http://app.cpafap.embrapa.br/jorcea2021

De forma geral, Jornada Científica tem como objetivo a divulgação e avaliação de resultados dos trabalhos da iniciação científica de alunos de graduação. No caso da modalidade realizada pela Embrapa Amapá, serão apresentadas pesquisas de graduandos que participam do Programa de Iniciação Científica que conta com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), por meio do Pibic (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica). Em 2021, a Jorcea é vinculada À 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que tem como tema central ” A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta”.

 

“A iniciação científica é importante para a trajetória dos alunos de graduação, uma oportunidade ímpar de colocar em prática os conhecimentos recebidos na universidade e os conhecimentos adquiridos no contato direto com os pesquisadores. É uma forma também de estimular a juventude a querer se tornar novos cientistas, que vão contribuir com o desenvolvimento da sociedade”, destacou Cristiane Ramos de Jesus, chefe de Pesquisa da Embrapa Amapá e presidente da comissão organizadora da VII Jornada Científica da Embrapa Amapá.

 

A carreira da maioria dos pesquisadores científicos começou por meio de estágios em projetos de Iniciação Científica desde a época da graduação. Na Embrapa, as oportunidades são oferecidas a acadêmicos em várias áreas do conhecimento. Aluna de Ciências Ambientais da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Lauane Monteiro Costa, participa da Jorcea pela terceira vez e vê neste evento uma oportunidade de amadurecimento em vários aspectos. “A gente desenvolve muito o senso de responsabilidade porque temos o dever de apresentar resultados científicos, e acabamos incorporando isso à vida acadêmica e pessoal. Ao apresentar um trabalho para pesquisadores experientes e também para outros bolsistas, com o tempo a gente se sente mais segura para este tipo de apresentação”.

A VII Jornada Científica da Embrapa Amapá vai agregar a realização do XIV Café com Ciência, um evento voltado para bate papo aproximativo entre autores de publicações técnicas e públicos de interesse. Desta vez, será lançado no Café virtual o livro “Floricultura tropical: técnicas e inovações para negócios sustentáveis na Amazônia”, de autoria do pesquisador Jorge Segovia, que estará interagindo com os participantes do chat da transmissão em tempo real. A VII Jorcea será encerrada com o anúncio dos trabalhos de IC vencedores deste ano.

Serviço:

Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional
Embrapa

Governo do Amapá oferta cursos de pós-graduação com vagas para servidores e comunidade em geral

O Governo do Amapá lançou nesta quarta-feira, 6, dois cursos de Pós-Graduação Lato Sensu(Especialização) com vagas para servidores efetivos do Estado e acadêmicos em geral. As oportunidades são para as áreas de Inovação Tecnológica e Recursos Naturais; e de Gestão Pública.

As incrições acontecem de 6 a 9 de outubro. Para se candidatar, os interessados devem acessar o site da EAP e encaminhar os documentos necessários usando o link de inscrição, conforme os editais. O resultado final do processo está previsto para o mês de novembro.

São 40 vagas para a Especialização em Gestão Pública, sendo 20 para servidores efetivos e 20 para acadêmicos em geral. Já o curso de Inovação Tecnológica e Recursos Naturais terá 30 vagas dividida em 20 para servidores do quadro efetivo e 10 para o público acadêmico geral.

 VEJA AQUI O EDITAL PARA A ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA

VEJA AQUI O EDITAL PARA A ESPECIALIZAÇÃO EM INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E RECURSOS NATURAIS

O lançamento aconteceu na Escola de Administração Pública (EAP). De acordo com o gestor do órgão, Jorielson Nascimento, o intuito é incentivar o servidor a buscar qualificação, além de garantir à comunidade em geral a oportunidade de aperfeiçoar o currículo acadêmico.

“A Administração Pública busca a formação e o desenvolvimento profissional da sua equipe de forma permanente. Queremos formar o maior número de servidores e, também, oportunizar a comunidade acadêmica a ter outras chances de participar de uma pós”, destacou.

O processo faz parte de uma ação conjunta entre EAP, Universidade do Estado do Amapá (UEAP) e Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec).

No Amapá, estudos científicos sobre o açaí são destaques na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

 

A programação conta com palestras, minicursos, oficinas, seminários e apresentações de trabalhos científicos.
Um dos produtos mais consumidos pelos amapaenses, o açaí, teve destaque na abertura da 18ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), nesta segunda, 4. No Amapá, o evento é coordenado pela Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) e tem como parceiros universidades e institutos de ciência e tecnologia.

Dentre os estudos apresentados, estão pesquisas sobre manejo, cultivo, produção e o consumo do alimento típico da região amazônica e que tem ganhado notoriedade em todo o mundo.  Neste primeiro dia, o pesquisador Nagib Melém, da Embrapa Amapá, ministrou a palestra “Açaí com ciência: produtivo e seguro”.

“Mostramos a trajetória do açaí, que era uma comida indígena e veio sofrendo uma espécie de urbanização. Hoje, o nosso açaí é exportado para o Brasil e o mundo. Mas todo esse processo precisou da ciência e da tecnologia, que trouxe novas variedades, novos sistemas de produção, melhorando a qualidade e trazendo segurança aos consumidores”, explicou o pesquisador.

Além dos pesquisadores, alunos de universidades também desenvolvem planos de trabalho de iniciação científica voltados a estudos do produto. Este é o caso do estudante de engenharia florestal da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), Gabriel Madureira.

“Durante três anos me dediquei à iniciação científica na Embrapa e lá buscamos desenvolver tecnologias voltadas ao açaí. Trabalhamos com a sociobiodiversidade, atuando diretamente com ribeirinhos produtores, e desenvolvemos um calendário adaptado que coleta dados de consumo e de venda do açaí. Essa metodologia foi muito importante, pois mapeamos a região e definimos os períodos de safra e entressafra local para esses produtores”, disse o estudante.

A SNCT é o maior evento científico-tecnológico do país, e, este ano, tem como temática A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta. O objetivo é promover ações que mobilizem a população em torno do tema, valorizando a criatividade, o desenvolvimento científico e a inovação.

O evento busca divulgar importantes resultados da pesquisa científico-tecnológica para a melhoria da qualidade de vida da sociedade, como explica o secretário de Ciência e Tecnologia do Amapá (Setec), Rafael Pontes.

“A Semana é um evento que busca fazer a difusão do saber científico e tecnológico, desenvolvidos nas universidades e centros de pesquisa, entregando à sociedade produtos, serviços e conhecimento produzido pelo setor científico amapaense”, enfatizou Pontes.

A programação conta com palestras, minicursos, oficinas, seminários e apresentações de trabalhos científicos. Podem participar alunos e professores de todas as modalidades de ensino, pesquisadores, técnicos e todos que queiram conhecer ou aprofundar conhecimento sobre o assunto. A carga horária total do evento será de 40 horas, além da certificação das atividades promovidas por cada uma das instituições participantes.

A programação e o endereço para as inscrições nas atividades das instituições podem ser acessadas em: www.snct.ap.gov.br. A SNCT é promovida nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

Premiação

No dia 8 de outubro, acontece a cerimônia de encerramento da SNCT com a entrega do Prêmio Amapá de Ciência, Tecnologia e Inovação – Robério Nobre. O evento ocorrerá às 10h30, no Palácio do Setentrião, com a presença de autoridades e os premiados nas categorias e subcategorias da premiação.

Governo do Amapá lança chamada pública do projeto Plataforma Quintais Florestais

O Governo do Amapá lança nesta quarta-feira, 29, a chamada pública do projeto Plataforma Quintais Florestais, que tem o objetivo de cadastrar a produção agrícola de produtores locais.

 

Esse cadastro é uma parte do módulo de criação do observatório do projeto, que busca aperfeiçoar o processo de compra e venda de alimentos através de um “sistema web”, possibilitando o acesso ao histórico das transações, a impulsão da economia local e a eficiência na utilização dos recursos públicos.

O projeto pretende alavancar a inclusão dos agricultores amapaenses no processo de distribuição de alimentos, tanto para o setor privado quanto para os estabelecimentos públicos, com foco especial nas escolas estaduais e municipais.

A plataforma é uma realização da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), em conjunto à Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) e ao Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap).

Inscrições abertas para a 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

 

No Amapá, um dos destaques da  18ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) serão os estudos científicos sobre o açaí. As inscrições seguem disponíveis até o dia 3 de outubro no site: www.snct.ap.gov.br.

O tema deste ano é ‘A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta’. Podem participar alunos e professores de todas as modalidades de ensino, pesquisadores, técnicos e todos que queiram conhecer ou aprofundar conhecimento sobre o assunto.

A abertura do SNCT ocorrerá no dia 4 de outubro, às 10h, no auditório do Centro de Educação Profissional de Música Walkíria Lima, no centro de Macapá. A cerimônia também será transmitida pelo site do evento. Na ocasião, o pesquisador Nagib Jorge Melém, da Embrapa Amapá, ministrará a palestra Açaí com ciência: produtivo e seguro.

Governador lança o Prêmio Amapá de Ciência, Tecnologia e Inovação Láurea ‘Robério Nobre’

O Governo do Amapá divulgou nesta terça-feira, 17, o 1º edital do “Prêmio Amapá de Ciência, Tecnologia e Inovação Láurea Robério Nobre”. A iniciativa valoriza pesquisadores, empresas de base tecnológica e profissionais de comunicação com trabalhos de destaque e inovação ao longo do ano no estado.

Confira o edital completo em fapeap.ap.gov.br

“Esse prêmio imortaliza a passagem brilhante de Robério Nobre, que tanto contribuiu para o desenvolvimento sustentável, científico e tecnológico no nosso estado”, destacou o governador Waldez Góes.

Na solenidade de lançamento, o governador também ressaltou a importância do incentivo e disseminação do conhecimento científico no estado

“O prêmio Robério Nobre reflete o quanto a ciência, a tecnologia e a inovação são prioridade. É com investimento em ciência que fortalecemos a economia, salvamos vidas – como se vê no decorrer da pandemia -, e desenvolvemos como um todo a sociedade”, arrematou.

O edital foi elaborado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia (Setec). O titular da Setec, Rafael Pontes, enfatizou a função múltipla da premiação.

“Os principais objetivos do prêmio são o reconhecimento e a valorização dos pesquisadores que atuam no Amapá, a disseminação do conhecimento científico, e, consequentemente, o estímulo à inovação no nosso estado; é um estímulo ao desenvolvimento social em todas as esferas”, disse.

As inscrições ficam abertas de 17 de agosto a 10 de setembro de 2021, e deverão ser realizadas pelo site fapeap.portal.ap.gov.br.

Os candidatos deverão se inscrever somente em uma das seis categorias do certame: pesquisador destaque; pesquisador inovador; profissional de comunicação; empresa destaque em comunicação; startup destaque; e projeto científico e inovador.

Os classificados em 1º lugar em cada categoria receberão troféus, certificados, e premiação no valor de R$ 5 mil.

Homenagem

O prêmio de incentivo à ciência e inovação leva o nome de Robério Aleixo Nobre, falecido em abril de 2021, aos 62 anos, vítima da Covid-19.

Robério Nobre foi meteorologista, bacharel em direito e servidor de carreira da Embrapa, com longo histórico de contribuição, incentivo e implementação de modelos de desenvolvimento sustentável e inovação científica no Amapá.

Ao longo de sua extensa trajetória pública, foi também diretor da Companhia de Gás do Amapá, secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, de Desenvolvimento Rural e diretor da Agência de Desenvolvimento do Amapá (Adap), hoje Agência Amapá, e sempre um ávido defensor do fortalecimento científico e tecnológico no estado.

Estava no cargo de secretário de Estado do Meio Ambiente quando faleceu.

LMTE recebe o primeiro dos dois transformadores de alta voltagem adquiridos da ABB

Nesta terça-feira, 17 de agosto, as instalações da subestação Macapá, operada pela Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), recebe um dos dois transformadores novos que foram adquiridos pela companhia. A locomoção do transformador, fabricado pela ABB e que pesa cerca de 200 toneladas, envolveu uma grande ação de logística coordenada por rodovia – sempre em horários que não afetavam o trânsito – movimentação pelo Porto de Belém e travessia por balsa até Macapá.

Logística de transporte do equipamento de 200 toneladas envolveu ação coordenada por rodovias, movimentação no Porto de Belém e travessia por balsa.

Atualmente, a subestação Macapá da LMTE opera com quatro transformadores sendo que dois deles são usados como backup. No contrato de concessão está previsto apenas um equipamento reserva. A decisão de implementar um adicional, em coordenação com os órgãos de planejamento e controle do setor, busca aumentar a segurança operativa na região.

Com objetivo de manter a excelência operacional, a LMTE não mede esforços para aprimorar suas instalações. O contínuo investimento da companhia visa qualificar ainda mais a operação das linhas de transmissão e da subestação. Vale ressaltar que o suprimento de energia ao estado do Amapá depende do adequado planejamento sistêmico, bem como do funcionamento da geração e distribuição de energia, cabendo à LMTE apenas o transporte de uma parte da demanda da distribuidora local, que também tem uma conexão direta com a geradora de Coaracy Nunes.

Informações para imprensa:
Keila Góes 96 8131-2521
Elaine Silva, 21 97961-1005
[email protected]

Embrapa Amapá completa 40 anos nesta sexta-feira, 13/8

 

A Embrapa Amapá, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), completa 40 anos nesta sexta-feira, 13/08, gerando tecnologias para atender vários públicos do setor agropecuário do Amapá e Estuário Amazônico. Nesta data, os gestores e parte da equipe técnica estão em atividades de campo com agricultores em localidades da Colônia do Matapi, município de Porto Grande. Na tarde do próximo dia 30/8, será realizada uma live comemorativa, com o chat da transmissão aberto ao público em geral. A empresa está em teletrabalho desde março de 2020, d evido a pandemia do novo coronavírus e funcionando presencial nas atividades essenciais com equipes em revezamento.

Sediada em Macapá (AP), a Embrapa Amapá atua em aquicultura e pesca, recursos florestais, proteção de plantas e agricultura sustentável. O portfólio de pesquisa inclui espécies como tambaqui, pirarucu, tracajás, camarão-da-amazônia, bubalinos, cipó-titica, pau-mulato, castanha, açaí, banana, mosca-da-carambola, soja, milho, feijão, mandioca, café, entre outros.

Boa parte destes estudos geram ativos tecnológicos para subsidiar ações de agricultura sem queima e combate ao desmatamento no Amapá, em alinhamento às diretrizes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Também contribui com tecnologias sociais, a exemplo das fossas sépticas biodigestoras instaladas em comunidades ribeirinhas do Estuário Amazônico.

A Embrapa Amapá tem em seu quadro quase 100 empregados, entre assistentes, técnicos, analistas e pesquisadores, e conta com a colaboração técnica de bolsistas e estagiários.

 

Apoio do Território Federal

Os primeiros trabalhos de pesquisa geraram e adaptaram tecnologias de baixo custo para culturas alimentares, culturas permanentes, pecuária e indicações a respeito da utilização racional dos recursos naturais disponíveis no estado. Foi importante o apoio do Governo do Território Federal do Amapá, ao proporcionar as condições que permitiram que os objetivos fossem alcançados de forma satisfatória.

 

O êxito no trabalho serviu de incentivo para a diretoria da Embrapa desvincular o Núcleo da Embrapa do Pará e dar autonomia à equipe do Amapá criando a Unidade de Execução de Pesquisa de Âmbito Territorial de Macapá (UEPAT de Macapá). Com a transformação do Território em Estado do Amapá, em 13 de agosto de 1991, passou a ser chamado de Centro de Pesquisa Agroflorestal do Amapá (Embrapa Amapá), atendendo as necessidades de pesquisa, inovação e tecnologias do recém-criado estado do Amapá, incluindo as relações de fronteiras na bac ia Amazônica do País.

 

Pioneiros

Entre os pioneiros da Embrapa Amapá ainda na ativa, há profissionais com uma história de vida entrelaçada na evolução deste centro de pesquisa. É o caso da analista Maria das Graças Figueiredo Pimentel, lotada no Setor de Gestão de Pessoas (antigo RH), que veio transferida da Embrapa do Pará para compor a equipe do então núcleo de apoio ao centro de pesquisa; o analista Antônio Carlos Pereira Góes e o pesquisador Emanuel Cavalcante, que em janeiro deste ano fizeram 41 anos de ingresso na Embrapa.

 

A equipe pioneira abraçou a missão de instalar o Núcleo de Pesquisa Agropecuária do Amapá (vinculado à atual Embrapa Amazônia Oriental/ Pará) e contava ainda com os técnicos agrícolas Sinval Rola e Janer Gazel, este último o atual Secretário Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). Eles compartilharam das dificuldades de testar tecnologias para agricultura em áreas desprovidas de estrada asfaltada, transporte regular e tantas outras.

No campo experimental de Matapi, por exemplo, fizeram a avaliação de um experimento de sistema de produção de mandioca, milho e feijão instalado por uma equipe precursora da Embrapa.  O atual chefe-geral da Embrapa Amapá, Antonio Claudio Almeida de Carvalho, também faz parte de uma geração que desbravou os primeiros anos do centro de pesquisa. Ele ingressou na Embrapa Amapá em 1987 recém-graduado em Agronomia, no primeiro concurso público deste centro de pesquisa.

 

Parceiros    

Os parceiros da Embrapa, como governos federais, estaduais e prefeituras, são reconhecidos como co-protagonistas dos esforços visando o desenvolvimento sustentável. Os avanços são comemorados pelos assistentes, técnicos, analistas, pesquisadores, bolsistas, estagiários e terceirizados. Conquistas obtidas em parceria com diversos parceiros e públicos, como agricultores em geral, extrativistas, quilombolas, indígenas, instituições de pesquisa, entidades de classe, instituições de ensino, financiadores, gestores e técnicos federais, estaduais e municipais, imprensa, extensão rural e parlamentares. A bancada federal do Amapá também tem uma história de colaboração com diversos projetos ao longo dos anos, por meio de emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União: Aline Gurgel, André Abdon, Cabuçu Borges, Camilo Capiberibe, Davi Alcolumbre, Fátima Pelaes, Janete Capiberibe, João Alberto Capiberibe, Jurandil Juarez, Luiz Carlos, Marcos Reátegui, Papaléo Paes (in memoriam), Professora Marcivânia e Roberto Góes.

Embrapa participa do projeto de polos produtivos industriais no Amapá

 

A Embrapa participa de uma iniciativa da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural do Amapá (SDR) para implantar polos de produção de cacau, café, pimenta do reino e fruticultura no centro-oeste do Amapá, região que abrange os municípios de Ferreira Gomes, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande e Serra do Navio.

As bases do programa estadual de produção serão definidas durante um Fórum nos dias 12 e 13 de agosto.

As bases para o modelo de funcionamento serão definidas durante o 1º Fórum de Inovação para o desenvolvimento rural do Estado do Amapá, nos dias 12 e 13 de agosto, reunindo autoridades, gestores e técnicos de várias instituições do setor agropecuário, e produtores de base familiar dos municípios envolvidos. Na quinta-feira, 12, a programação acontecerá pela manhã, no auditório Silas Mochiutti, da Embrapa Amapá; e na sexta-feira, 13, em localidades rurais de Porto Grande.

O chefe-geral da Embrapa Amapá, Antonio Claudio Almeida de Carvalho explica que a intenção é implantar polos produtivos estruturados em um modelo de produção inclusiva, no formato em que os agricultores de base familiar consigam participar, e ao mesmo tempo possibilita consolidar a produção em escala comercial. “O cacau, o café e a pimenta do reino são consideradas culturas agrícolas industriais. Ou seja, são produtos commodities, e para estruturar polos produtivos de culturas agrícolas industriais é preciso uma especialidade técnica, por isso a Embrapa Amapá está trazendo para este Fórum pesquisadores que são referências e têm experiência nesta abordagem”, ressaltou Antonio Claudio.

 

De acordo com os organizadores, o objetivo do Fórum é promover o debate ampliado entre pesquisa, extensão e produtor, para subsidiar a formulação de políticas públicas de desenvolvimento do agronegócio de base familiar no estado do Amapá.

 

Programação

A programação será composta de painéis de apresentações. Na quinta-feira, 12/8, o primeiro painel, a partir das 9h15 será apresentado pelo pesquisador da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Fernando Antônio Teixeira Mendes, sobre “Cacauicultura no estado do Amapá: Potencialidades e limites”. Em seguida será a vez do pesquisador da Embrapa Rondônia, João Maria Diocleciano, que vai apresentar o painel sobre “Cafeicultura no estado do Amapá: Potencialidades e limites”. O último painel será apresentado pelo analista de transferência de tecnologias da Embrapa Amapá, Jackson Araújo dos Santos, sobre o tema “Fruticultura na região Centro-Oeste do estado do Amapá”. 

 

Na manhã da sexta-feira, 13/8, será realizada uma visita técnica a duas propriedades rurais localizadas na linha C da Colônia Agrícola do Matapi, município de Porto Grande (AP), tendo como anfitriões Sérgio Irineu Claudino (Retiro Matagal); e Francinete (Sítio Meu Xodó). Esta programação será iniciada com o encontro entre os realizadores e participantes do evento, na sede da Cooperativa dos Agricultores Rurais do Matapi (COAMP2).

O 1º Fórum de Inovação para o desenvolvimento rural do Estado do Amapá é realizado pela SDR e Embrapa Amapá, com apoio do Instituto Estadual de Desenvolvimento Rural (Rurap), Senar Amapá, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amapá (Faeap) e Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa). 

Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional

Embrapa Amapá

Mercado para frutas da Amazônia é apresentado por pesquisadora da Embrapa Amapá na pré-cúpula dos Sistemas Alimentares

A Embrapa Amapá participa de evento internacional preparatório à Cúpula dos Sistemas Alimentares, que será realizada em setembro deste ano durante a semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque (EUA). A pesquisadora engenheira florestal Ana Euler palestra, nesta terça-feira, 27/7, às 14h30 (horário de Brasília), sobre o tema “Produtos alimentares da floresta que oferecem oportunidades de mercado e meios de subsistência”.

Link de acesso: https://www.cifor-icraf.org/event/pre-summit-of-the-un-food-systems-summit/4897/tomorrows-food-systems-need-forests-and-trees.

Não haverá tradução para português

Este evento pré-cúpula é realizado em videoconferência, organizado pelo Centro Internacional de Investigação Florestal (Cifor) e Faculdade de Silvicultura da Universidade de Columbia. A programação completa é composta dos seguintes painéis: “Florestas e árvores transformando sistemas alimentares” (Terry Sunderland – Universidade Columbia Britânica); “Os papéis das florestas e das árvores nos sistemas alimentares indígenas e tradicionais” (Phrang Roy – Parceria Indígena para a Agrobiodiversidade e Soberania Alimentar); “Produtos de árvores alimentícias que fornecem oportunidades de mercado e meios de subsistência” (Ana Euler – Embrapa Amapá); e “Restaurando terras degradadas com árvores de alimentos para nutriç&ati lde;o” (Alain Touta Traoré – ong belga Solidagro em Burkina Faso).

Ana Euler, única participante da América Latina neste evento, enfatiza produtos alimentares da região amazônica, como açaí, bacaba, tucumã, guaraná, pupunha, uxi, entre outros que fazem parte dos portffólios de pesquisas e transferência de tecnologias das unidades da Embrapa na região, sendo uma das iniciativas o projeto Manejo Florestal e Extrativismo (MFE), financiado pelo Fundo Amazônia.

A pesquisadora também apresenta dados referentes à dinâmica produtiva das populações locais, com destaque para o açaí, a qual está diretamente associada à diversidade sociocultural. “Contamos com um milhão de hectares de florestas nativas sob uso na região amazônica, onde cerca de 200 mil famílias são agroextrativistas e produzem em torno de 1,5 milhão de toneladas de frutos por safra anual. Deste total, 85% da produção são consumidos pela população da região, gerando uma estimativa de renda de 900 milh&ot ilde;es de dólares para produtores e mercado local. Os demais 15% da produção de frutos são comercializados nas demais regiões do Brasil e em alguns países”, detalhou Ana Euler.

 

 

Imagens: Isaque Pinheiro e Ronaldo Rosa.