Com lançamentos, adesões e modelagem sustentável, Secretaria de Meio Ambiente divulga balanço positivo no evento global COP 30


A COP 30, realizada em Belém do Pará, marcou avanços políticos e fortaleceu relações globais, não apenas no combate às mudanças climáticas, mas também na gestão ambiental e em modelos econômicos baseados em alternativas sustentáveis. Nesse contexto, o Governo do Amapá, apresentou ao mundo a potencialidade para o mercado da bioeconomia e protagonizou um dos momentos mais marcantes do evento internacional, ao lançar o Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (Peas). De iniciativa da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o instrumento abre caminhos para os chamados negócios verdes a partir de soluções que vêm da floresta.

O diagnóstico feito pelo Plano apresenta a rica biodiversidade que o estado possui e mostra o mapeamento de 11 cadeias produtivas com grande potencial econômico. O modelo inovador, consolida o Amapá como um importante parceiro no setor da bioeconomia e política ambiental, alinhado às tendências internacionais. Neste sentido, o Estado aproveitou a oportunidade para expandir o poder de influência sustentável no mercado mundial.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Taisa Mendonça, fez um balanço dos trabalhos realizados pela Sema. Para ela, o estado conseguiu alcançar o objetivo com avanços significativos.

“Saímos dessa COP com resultados positivos, o Amapá mostrou ao mundo que o futuro já começou ao apresentar soluções sustentáveis que respeitam o meio ambiente. Lançamos o nosso Plano de Sociobioeconomia que direciona o estado para novos mercados, mantém as nossas florestas e promove o desenvolvimento social de quem vive e cuida da natureza”, afirmou.

Protagonismo e articulação 

Para a Sema, a participação na COP 30 reforçou o papel estratégico do Amapá para o desenvolvimento da economia sustentável, utilizando os recursos naturais de forma responsável e sendo capaz de dialogar em alto nível com governos e setores produtivos.

Além do Plano de Sociobioeconomia, a Sema intermediou a adesão do Amapá à iniciativa internacional Mangrove Breakthrough, ação multisetorial que amplia a proteção e o financiamento dos ecossistemas dos manguezais.  Na área costeira ao longo dos estados do Amapá, Pará e Maranhão, está contida a maior faixa contínua de manguezais e a mais preservada do planeta.

O Mangrove Breakthrough visa garantir a proteção de 15 milhões de hectares de manguezais em todo o mundo até o ano de 2030, mobilizando governos, instituições e entidades da sociedade civil em torno de metas ambiciosas para a proteção dos ecossistemas.

Governo do Amapá adere ao Mangrove pela proteção dos manguezais do litoral amapaense
Governo do Amapá adere ao Mangrove pela proteção dos manguezais do litoral amapaense
Foto: Divulgação

A Sema também assinou um Acordo de Cooperação Técnica com a Associação Rare Brasil, para desenvolver ações e projetos voltados para as áreas de Unidades de Conservação do estado, apoio a gestão costeiro-marinha e fortalecimento da gestão sustentável de recursos, conservação da biodiversidade e a participação das populações tradicionais na gestão dos territórios da Amazônia amapaense e os ecossistemas associados.

O compromisso vai viabilizar ações conjuntas e apoio ao estado e às comunidades com a participação das populações tradicionais, por meio da gestão participativa e o fortalecimento da co-gestão das 21 Unidades de Conservação que o Amapá possui. A iniciativa também garante mais estrutura para as ações das áreas protegidas, além de financiar a reunião dos Conselhos abrangendo a Flota do Amapá, Áreas de Proteção Ambiental do Curiaú e da Fazendinha.

Com foco nas questões ambientais, a COP também ficou marcada pelo protagonismo feminino em ações de liderança e participação, como as discussões sobre justiça climática e empreendedorismo sustentável chefiado por mulheres.

A roda de conversa “Mulheres para Clima e Floresta”, que reuniu jovens, ativistas, empreendedoras e gestoras públicas, num intercâmbio de experiências e amplo debate sobre o papel feminino na defesa do meio ambiente, resultou na criação de um Grupo de Trabalho que será coordenado dentro da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e as Florestas (GCF Task-Force) e que conta com representantes do Amapá, Acre, Bahia, São Paulo, além de países como Colômbia, Equador, Bolívia, Peru, México e Indonésia

O Comitê, que será sediado no Amapá, evidencia o engajamento feminino nas questões climáticas e aposta em negócios verdes provenientes das florestas.

Oportunidades, participação, negociações e investimentos

Nos painéis de apresentação, a Sema participou ativamente de amplos debates e contribuições em resposta à transição ecológica e a emergências climáticas. O Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH/AP) e a criação do primeiro Comitê de Bacia Hidrográfica do Amapá, marco participativo na governança das águas, foi destaque na apresentação do programa “Cidades das Águas: Gestão Integrada da Água e do Território”, que orienta o planejamento urbano e ambiental com foco na resiliência, participação social e uso sustentável dos recursos naturais, servindo de modelo.

Nos avanços ambientais, o Amapá também participou dos painéis que contribuíram com a construção da Carta da Biodiversidade, que marca o compromisso dos estados brasileiros na proteção da diversidade biológica, destacando a construção do Roteiro Nacional para as Estratégias e Plano de Ação Nacional para a Biodiversidade (EPAEBs) e a experiência dos estados brasileiros.

Oficialmente lançado pelo governador Clécio Luís, o Plano de Sociobioeconomia também deu os primeiros passos nos painéis da Conferência apresentando as potencialidades do Amapá que possui mais de 90% de floresta nativa preservada. Considerado um marco relevante, o instrumento se consolida como um modelo de governança que integra instituições públicas, setor produtivo, comunidades tradicionais e parceiros internacionais, transformando o potencial socioambiental em desenvolvimento econômico de longo prazo.

Governador Clécio Luís durante o lançamento do Plano da Sociobioeconomia
Governador Clécio Luís durante o lançamento do Plano da Sociobioeconomia
Foto: Max Renê/GEA

No campo da bioeconomia, o Peas foi para o escopo das negociações em busca de investimentos iniciando tratativas promissoras para o estado que apresenta uma política estruturante que fortalece cadeias produtivas sustentáveis, amplia oportunidades e valoriza quem vive da floresta, colocando o Amapá no centro da transição ecológica brasileira.

“Demos um passo relevante e, para além da COP, iniciamos negociações de investimentos que seguem em tratativas, o acesso a financiamentos é uma premissa indispensável para o desenvolvimento sustentável e inovação verde, isso indica maturidade do estado na avaliação de oportunidades expostas na Conferência”, enfatizou Taisa.

A Sema reconhece que ao lançar um instrumento inédito como o Peas, isso influenciou e favoreceu as negociações com as startups amapaenses, garantindo segurança jurídica para os investidores. Além disso, o setor de bioeconomia fortaleceu o Amapá na posição de respeito e autoridade no que se refere a negócios verdes.

Desafios futuros

O balanço apresentado pela Sema destaca que a COP 30 consolidou os temas de sustentabilidade, bioeconomia, tecnologia, inovação e inclusão social, (gênero, lideranças femininas, povos originários, quilombolas e tradicionais) como eixos indispensáveis para agendas futuras.

O desafio agora é transformar compromissos firmados em resultados com a implementação de políticas públicas, aproveitando as oportunidades de inserção do Amapá como referência em soluções que vem da floresta, promovendo inovação nas cadeias de valor com uso responsável dos recursos naturais.

Roda de conversa “Mulheres para Clima e Floresta resultou num amplo debate sobre o papel feminino na defesa do meio ambiente
Roda de conversa “Mulheres para Clima e Floresta resultou num amplo debate sobre o papel feminino na defesa do meio ambiente

Com cidadania e inclusão, Super Fácil das Águas emociona visitantes da Zona Verde na COP30

 


A cidadania e inclusão promovida pelo Governo do Amapá com o “Super Fácil das Águas” foi um verdadeiro caso de sucesso apresentado na Zona Verde da COP30 nesta segunda-feira, 17, em Belém (PA). Além da apresentação dos dados sobre as comunidades ribeirinhas atendidas, a réplica da embarcação chamou atenção dos visitantes.

A corretora Gabriela Rodrigues prestigiou a programação e se emocionou. Ela mora em Belém há 20 anos, mas nasceu no município de Serra do Navio, no Amapá. Além de ficar contente em ver a réplica do barco, ficou emocionada com o espaço do estado na COP.

“Eu pulei de felicidade em ver o meu Amapá aqui presente. Fiquei muito emocionada em ver o estado ocupando espaço, apresentando ideias e projetos e quando vi o barco me emocionei. Essa foi a realidade que cresci e esse projeto dialoga muito com a COP30”, enfatizou a corretora.

Gabriela Rodrigues vive fora do Amapá há 20 anos e ficou emocionada com a presença do estado na COP30
Gabriela Rodrigues vive fora do Amapá há 20 anos e ficou emocionada com a presença do estado na COP30
Foto: Keum Hee/GEA

A participação do Amapá na COP30 mostrando projetos de cidadania para comunidades tradicionais fortalece o compromisso do Governo do Estado com políticas públicas de sustentabilidade, desenvolvimento social e inclusão demostrando ao mundo nossa Amazônia viva, protegida e respeitando os povos tradicionais.

Réplica da embarcação fez sucesso com o público visitante
Réplica da embarcação fez sucesso com o público visitante
Foto: Cássia Lima/GEA

O painel “Super Fácil das Águas nas comunidades ribeirinhas”, foi conduzido pela diretora-geral do Sistema Integrado de Atendimento ao Cidadão (Siac Super Fácil), Renata Apóstolo. Ela enfatizou como a embarcação adaptada se tornou um instrumento permanente de cidadania na Amazônia.

Diretora do Super Fácil, Renata Apostolo
Diretora do Super Fácil, Renata Apostolo
Foto: Márcia do Carmo/GEA

“Esse é um modelo de atendimento inovador para a Amazônia sonhado e realizado pelo Governo do Amapá pensando na melhoria do serviço público e na acessibilidade do nosso povo ribeirinho que necessita”, enfatizou a diretora.

Super Fácil das Águas

O projeto foi criado para atender populações ribeirinhas, quilombolas e indígenas que vivem em áreas de difícil acesso. A iniciativa integra serviços essenciais, como emissão de documentos, atendimentos de saúde, assistência social, ações de justiça, inclusão e orientações diversas, tudo realizado às margens dos rios, onde antes a presença do Estado era limitada.

O Super Fácil das Águas possui equipe integrada com representantes de vários órgãos do governo do Estado e Governo Federal. Atualmente, o Super Fácil das Águas está com atendimentos na comunidade do Bacaba, região rural de Macapá. Desde o início dos atendimentos do projeto, a direção do Super Fácil já contabilizou mais de 14 mil atendimentos.

Equipe do Super Fácil das Águas apresentou o projeto para visitantes da Zona Azul na COP30
Equipe do Super Fácil das Águas apresentou o projeto para visitantes da Zona Azul na COP30

Em plenária da ONU, governador Clécio Luís defende sistema de dados unificados entre governos para prevenção e combate às mudanças climáticas


Com voz ativa, o governador do Amapá, Clécio Luís, integrou nesta terça-feira, 11, a Sessão Plenária Central da 4ª Reunião Ministerial sobre Urbanização e Mudança Climática, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima
(COP30). Clécio Luís defendeu a integração, por meio de sistemas de informação e dados unificados, como uma estratégia efetiva em ações de mitigação e combate aos efeitos das mudanças climáticas.

Governador Clécio Luís durante a 4ª Reunião Ministerial da COP30
Governador Clécio Luís durante a 4ª Reunião Ministerial da COP30
Foto: Paulo Lisboa/GEA

“A vida acontece nas cidades e essa integração, uma espécie de diplomacia federativa, onde a União, Estados e Municípios consigam dialogar, tratar dos problemas comuns e compartilhar soluções em conjunto é fundamental. Já fui prefeito da nossa capital, Macapá, e conheço bem essa dinâmica. Nesse sentido, penso que a melhor forma de integrar é por meio sistemas de informação, capazes de nos fornecer indicadores e dados, que nos auxiliem na tomada de decisão e na implementação de políticas públicas mais eficazes, considerando o aspecto global, sem descuidar das necessidades e características locais”, evidenciou Clécio Luís.

Sessão Plenária de Alto Nível da 4ª Reunião Ministerial sobre Urbanização e Mudança Climática, na COP30
Sessão Plenária de Alto Nível da 4ª Reunião Ministerial sobre Urbanização e Mudança Climática, na COP30
Foto: Maurício Gasparini/GEA

No encontro, o governador do Amapá destacou ainda a importância da Amazônia Urbana como espaço estratégico para ação climática; da cooperação internacional e no financiamento climático local; e da valorização de boas práticas locais e regionais. Iniciativas que, conduzidas por meio de um diálogo construtivo e mais equilibrado, possibilita a construção de consensos para elevar a qualidade de vida da população, especialmente na Amazônia.

A plenária, realizada pela presidência da COP30 por meio do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), reuniu o ministro Jader Filho (Cidades); e representantes dos governos da Austrália, Itália, Japão e Alemanha, numa agenda que reforça o protagonismo dos governos subnacionais para a ação climática urbana.

Agenda reforça o protagonismo dos governos subnacionais para a ação climática urbana
Agenda reforça o protagonismo dos governos subnacionais para a ação climática urbana
Foto: Paulo Lisboa/GEA

A COP da Amazônia
A  30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) iniciou na segunda-feira, 10, e segue até 21 de novembro de 2025, em Belém, no Pará. Realizada pela primeira vez na Amazônia, a COP30 deve reunir lideranças mundiais, cientistas, representantes de governos, empresas, organizações e sociedade civil para discutir soluções concretas diante da crise climática. A presença robusta do Amapá simboliza o fortalecimento da região no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.

Com cerca de 73,5% do território sob proteção ambiental, incluindo unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas, o Governo do Estado pretende mostrar que é possível unir conservação ambiental, inovação e desenvolvimento social.

A iniciativa é resultado de um esforço conjunto de órgãos estaduais, como as fundações de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Fundação Marabaixo), o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), e as Secretarias de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec), Cultura (Secult), Meio Ambiente (Sema), Planejamento (Seplan), Povos Indígenas (Sepi), Juventude (Sejuv), Educação (Seed), de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Amapá Internacional) e a Agência de Desenvolvimento Econômico (Agência Amapá), que atuam de forma integrada na elaboração e apresentação de projetos.

Produtos amapaenses ganham destaque internacional na Loja Colaborativa do Sebrae na COP30

“Pela primeira vez eles vão ver e vão sentir o jeito de ser do povo daqui”, afirmou Josiel Alcolumbre durante visita ao espaço do Sebrae

O presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Amapá, Josiel Alcolumbre, acompanhado do presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, e da diretora técnica do Sebrae Pará, Domingas Ribeiro, visitou o estande da instituição na Zona Verde (Green Zone) da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada no Parque da Cidade, em Belém (PA), nesta segunda (10). O espaço abriga a Loja Colaborativa Sebrae, que funciona de 10 a 21 de novembro, das 8h às 17h. A loja reúne produtos de diversas regiões do Brasil, com destaque para cinco empresas amapaenses selecionadas para expor e comercializar itens autorais, inovadores e que expressam a identidade amazônica.
Em visita ao estande, o presidente do CDE/Sebrae, Josiel Alcolumbre, destacou que pela primeira vez na história, a voz dos amazônidas será ouvida no cenário global e que esse é um momento de grande felicidade e de conquista coletiva, pois a partir desse momento, o mundo irá passar a enxergá-los com outros olhos porque eles sentirão o jeito de ser do povo daqui.
“Vamos mostrar como vivemos, revelar a verdadeira realidade econômica e social da nossa região. É a terceira COP da qual participo, mas nunca senti algo tão forte quanto agora. Hoje é um dia de afirmação, de apropriação, de posicionamento firme. É o dia em que mostramos a necessidade do povo da  Amazônia”, disse o presidente Josiel Alcolumbre.
Para o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, a participação na COP30 representa uma oportunidade histórica de apresentar ao mundo o potencial transformador da bioeconomia brasileira. “Estamos aqui para mostrar ao mundo um trabalho magnífico, desenvolvido por brasileiros e brasileiras que vivem e empreendem neste bioma extraordinário. A bioeconomia é prova concreta de que é possível construir uma economia sustentável”, afirmou o presidente Décio Lima.
De acordo com a  diretora técnica do Sebrae Pará, Domingas Ribeiro, a Loja Colaborativa instalada na Zona Verde da COP30 é resultado da união e do compromisso de todo o Sistema Sebrae em promover o empreendedorismo sustentável. “Este espaço é fruto da força coletiva do Sistema Sebrae, que reuniu empreendedores de todas as regiões do Brasil em uma loja colaborativa que celebra nossa cultura, nossa diversidade e nossa sustentabilidade. Com o apoio de vocês, vamos crescer ainda mais daqui pra frente”, disse a diretora Domingas Ribeiro.
Empresas
Cinco empresas amapaenses selecionadas pelo Sebrae Amapá vão integrar a Loja Colaborativa na COP30, em Belém (PA). A Engenho Café de Açaí leva o Blend de café com açaí Engenho, Blend em cápsulas e Grão de açaí torrado e moído em cápsula; a Vitrum apresenta peças sustentáveis como porta-copos, relógio de parede, relógio de mesa e luminária cubo; a Flor de Samaúma oferece bebidas fermentadas artesanais, incluindo Meio do Mundo – Suave (750ml), Amazônia Forever – Seco, Cupuaçu – Seco e Meio Seco (750ml); a Amazonly destaca óleos amazônicos como Óleo de Patuá, Óleo de Andiroba e Óleo de Castanha-do-Pará; e a Amazon Bioprotein apresenta suplementos vegetais com a Farinha de Cariru.
COP30
Além de apoiar diretamente as cinco empresas amapaenses na Loja Colaborativa durante a COP30, o Sebrae no Amapá também participa da programação técnica do evento com o painel “Bioeconomia e Sustentabilidade: agenda do Sebrae na COP30 traz os pequenos negócios para o centro da discussão”, que conta com a presença do presidente do CDE/Sebrae, Josiel Alcolumbre.
Coordenação
As ações da Loja Colaborativa envolvendo empreendedores amapaenses foram coordenadas pela Unidade de Mercado e Internacionalização (UMI) do Sebrae no Amapá.
Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação

‘Queremos um desenvolvimento ético que cabe perfeitamente na história do Amapá’, destaca governador Clécio Luís na abertura da COP30 em Belém

COP30 reúne lideranças mundiais e sociedade civil para discutir soluções concretas diante da crise climática

Chefiando uma comitiva do Governo do Estado e convidados com mais de 300 pessoas, o governador Clécio Luís celebrou nesta segunda-feira, 10, o primeiro dia da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, capital do Pará. Na abertura oficial da programação, Clécio ressaltou a presença firme e protagonista do estado na agenda global.

“O Amapá chega grande na COP, com uma delegação que se faz grande não só pela presença física, mas pela autoridade moral que o Amapá tem de falar em meio ambiente. Esta será a COP da verdade, vamos mostrar essa insustentabilidade. Nós nos orgulhamos muito dos índices ambientais, mas nós queremos desenvolvimento, sobretudo um desenvolvimento ético que cabe perfeitamente na história do Amapá. Nós continuamos fazendo todos os deveres de casa até hoje, para poder chegar na COP30 e dizer que a Amazônia amapaense tem propostas muito claras”, evidenciou Clécio Luís.

COP30 é realizada em Belém, capital do Pará, com participação expressiva de países
COP30 é realizada em Belém, capital do Pará, com participação expressiva de países
Foto: Hermes Caruzo/COP30

Realizada pela primeira vez na Amazônia, a COP30 reúne lideranças mundiais e sociedade civil para discutir soluções concretas diante da crise climática. Organizada pelo Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a programação acontece até o dia 21 de novembro, em Belém. A abertura nesta segunda-feira marcou o início das negociações.

“Trazer a COP para o coração da Amazônia foi uma tarefa árdua, mas necessária. A Amazônia não é uma entidade abstrata. Quem só vê floresta de cima desconhece o que se passa à sua sombra. O bioma mais diverso da Terra é a casa de quase 50 milhões de pessoas, que ainda enfrentam desafios sociais e econômicos que o Brasil luta para superar com a mesma determinação com que contornou as adversidades logísticas inerentes à organização de uma conferência deste porte”, destacou o presidente Luís Inácio Lula da Silva, durante a abertura.

Presidente Lula evidenciou importância da COP ser na Amazônia
Presidente Lula evidenciou importância da COP ser na Amazônia
Foto: Ueslei Marcelino/COP30

A comitiva do Amapá desembarcou na capital paraense no domingo, 9, em um ferry boat, e é composta por representantes indígenas, quilombolas, gestores públicos, pesquisadores, cientistas, jornalistas, professores, estudantes, empreendedores de bioeconomia, artes culturais e representantes da sociedade civil. Além do Pará, o Amapá é o único estado que possui estande próprio no evento internacional, apresentando potencialidades, inovação e alternativas sustentáveis.

ESTANDE DO AMAPÁ NA COP30; VEJA PROGRAMAÇÃO

“A presença de governadores e prefeitos é importantíssima, porque os entes subnacionais têm um papel absolutamente essencial na implementação das decisões das COPs. O Brasil está unido em torno da agenda que a COP30 vai tratar. Eu acho que é muito importante que o mundo veja que há, no Brasil, essa união de todas as instâncias por uma agenda que, como nós sabemos, será excepcional para o crescimento, para a criação de emprego e para a melhora da vida das pessoas”, afirmou o presidente da COP30, André Corrêa do Lago.

André Corrêa do Lago, embaixador e presidente da COP 30, na abertura do evento
André Corrêa do Lago, embaixador e presidente da COP 30, na abertura do evento
Foto: Alex Ferro/COP30

Propostas claras
Porta-voz do Amapá, o governador do Estado cumpre uma agenda estratégica durante a COP30, apresentando projetos em 5 principais eixos:

  • Eixo I – Sistema Amapá de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Sustentabilidade
  • Eixo II – Programa de Transição Energética Inclusiva
  • Eixo III – Plano de Apoio à Sociobioeconomia
  • Eixo IV – Justiça Climática e Desenvolvimento Sustentável das Comunidades Tradicionais
  • Eixo V – Cidades das Águas: Gestão Hídrica e Ordenamento Territorial

“Trouxemos 5 temas para a COP que nós precisamos de recursos para financiar estudos, negócios, equipamentos, para financiar o aprofundamento dessas cadeias produtivas. O Amapá é pauta mundial hoje. Em todos os encontros que eu participei nas duas últimas COPs, nós levamos delegações expressivas e falamos do Amapá. O reflexo disso está aí: já tem várias empresas se implantando no Amapá, tratando e fazendo os negócios, não de qualquer jeito, mas dentro desses parâmetros éticos”, disse Clécio Luís.

Amapá participa da COP30 com estande próprio
Amapá participa da COP30 com estande próprio
Foto: Max Renê/GEA

A COP da Amazônia
A  30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) iniciou nesta segunda-feira, 10, e segue até 21 de novembro de 2025, em Belém, no Pará. Realizada pela primeira vez na Amazônia, a COP30 reúne lideranças mundiais, cientistas, representantes de governos, empresas, organizações e sociedade civil para discutir soluções concretas diante da crise climática. A presença robusta do Amapá simboliza o fortalecimento da região no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.

Com cerca de 73,5% de seu território sob proteção ambiental, incluindo unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas, o Governo do Estado pretende mostrar que é possível unir conservação ambiental, inovação e desenvolvimento social.

A iniciativa é resultado de um esforço conjunto de órgãos estaduais, como as fundações de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Fundação Marabaixo), o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), e as Secretarias de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec), Cultura (Secult), Meio Ambiente (Sema), Planejamento (Seplan), Povos Indígenas (Sepi), Juventude (Sejuv), Educação (Seed), de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Amapá Internacional) e a Agência de Desenvolvimento Econômico (Agência Amapá), que atuam de forma integrada na elaboração e apresentação de projetos.

Estande do Amapá na COP30 atrai grande público com painéis temáticos sobre meio ambiente e inovação

Visitantes acompanham os painéis temáticos sobre inovação, sustentabilidade e pesquisa no estande do Amapá, um dos espaços mais movimentados da COP30.

Estado mais preservado do Brasil e o único, além do Pará, a expor na COP30, o Amapá se destaca no maior evento global sobre clima. Nesta segunda-feira, 10, o estande amapaense recebeu grande público, entre investidores, pesquisadores, empreendedores e estudantes, para acompanhar painéis temáticos que abordaram pesquisa acadêmica, negócios inovadores e os desafios e oportunidades da sustentabilidade.

As apresentações foram conduzidas por instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Amapá (Unifap), o Instituto Federal do Amapá (Ifap) e a Universidade do Estado do Amapá (Ueap), além de startups inovadoras, como Orçamais, Vitrum, Amazon Pororoca e Néctar Amazônia, que compartilharam boas práticas e soluções sustentáveis desenvolvidas no estado.

Representantes da Unifap, Ifap, Ueap, Embrapa e startups amapaenses apresentam soluções tecnológicas e sustentáveis desenvolvidas no estado
Representantes da Unifap, Ifap, Ueap, Embrapa e startups amapaenses apresentam soluções tecnológicas e sustentáveis desenvolvidas no estado
Foto: Max Renê/GEA

“Esse estande funciona como uma grande vitrine, mostrando nossas potencialidades e os projetos positivos já implementados no estado. Amanhã, na abertura oficial, apresentaremos também nosso plano de socioeconomia, que pretende potencializar essas iniciativas com a atração de novos investimentos”, afirmou Wellington Bringel, procurador de Estado do Meio Ambiente.

Procurador de Estado do Meio Ambiente, Wellington Bringel
Procurador de Estado do Meio Ambiente, Wellington Bringel
Foto: Moema Cambraia/GEA

Os agricultores florestais Luciney Marçal, de 44 anos, e Riviane Amorim, de 35 anos, do município de Santa Bárbara, na Grande Belém, vieram ao Parque da Cidade, na Zona Verde, participar da COP direto ao estande do Amapá. Luciney explicou que eles trabalham com agricultura florestal e destacaram que acharam interessante a relação dos temas abordados nos painéis com sua atividade:

“Trabalhamos com agricultura florestal. Curiosamente, os temas abordados foram relacionados a isso: a produção dos produtos da floresta, como castanha e açaí, a relação que o impacto climático está causando na queda da produção, e as estratégias que as universidades e o governo vêm desenvolvendo junto às famílias para que isso possa ser superado e mitigado. Muito interessante”, afirmou Marçal.

Os agricultores florestais Luciney Marçal e Riviane Amorim
Os agricultores florestais Luciney Marçal e Riviane Amorim
Foto: Max Renê/GEA

O professor de engenharia química da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), Antônio Pessoa da Silva, que participou como palestrante em dois painéis, explicou que a diversidade de temas abordados convergem em um só objetivo: a aplicação real de ferramentas inovadoras para promover qualidade de vida às pessoas.

“E eles se relacionam porque a gente está trazendo melhoria de vida para as pessoas. Eu acho que nossa função como instituição de pesquisa é transformar a vida da gente. As pessoas, levando tecnologia, levando dignidade, para que a gente tenha uma sociedade muito mais próspera e sustentável”, explicou Silva.

Professor da Ueap, Antônio Pessoa da Silva
Professor da Ueap, Antônio Pessoa da Silva
Foto: Max Renê/GEA

A COP da Amazônia

A  30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) inicia nesta segunda-feira, 10, e segue até 21 de novembro de 2025, em Belém, no Pará. Realizada pela primeira vez na Amazônia, a COP30 deve reunir lideranças mundiais, cientistas, representantes de governos, empresas, organizações e sociedade civil para discutir soluções concretas diante da crise climática. A presença robusta do Amapá simboliza o fortalecimento da região no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.

Com cerca de 73,5% do território sob proteção ambiental, incluindo unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas, o Governo do Estado pretende mostrar que é possível unir conservação ambiental, inovação e desenvolvimento social.

A iniciativa é resultado de um esforço conjunto de órgãos estaduais, como as fundações de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Fundação Marabaixo), o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), e as Secretarias de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec), Cultura (Secult), Meio Ambiente (Sema), Planejamento (Seplan), Povos Indígenas (Sepi), Juventude (Sejuv), Educação (Seed), de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Amapá Internacional) e a Agência de Desenvolvimento Econômico (Agência Amapá), que atuam de forma integrada na elaboração e apresentação de projetos.

Espaço reúne iniciativas do Governo do Estado, instituições de pesquisa e empreendedores locais
Espaço reúne iniciativas do Governo do Estado, instituições de pesquisa e empreendedores locais

Na abertura da COP30, Alcolumbre diz que Brasil tem contribuído de forma efetiva para a proteção do meio ambiente

O presidente do Senado citou seu estado, o Amapá, como exemplo de preservação ambiental, com mais de 97% do território conservado

De volta a Belém (PA), desta vez para a abertura da 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30), o presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou, nesta segunda-feira (10), que o Brasil tem contribuído de forma efetiva para a proteção do meio ambiente. Ele citou o caso de seu estado, o Amapá, considerado líder nacional em preservação ambiental e pioneiro em projetos que aliam desenvolvimento socioeconômico e cuidado com a natureza.

O senador esteve na capital paraense na última quinta e sexta-feira, quando participou da Cúpula de Líderes. “Sem dúvida, o Brasil é exemplo para o mundo: reduzimos em 50% o desmatamento da Amazônia nos últimos três anos, ampliamos o uso de biocombustíveis, energia solar e energia eólica, e lançamos o Fundo Florestas Tropicais para Sempre. E o Amapá tem se destacado não apenas por ter mais de 97% de seu território preservado, mas por ser pioneiro em projetos que conciliam desenvolvimento socioeconômico e preservação ambiental, como o Plano Estadual de Sociobioeconomia, o Atlas Solar e o futuro Atlas Eólico, todos voltados à geração de energia limpa, renda e emprego”, destacou.

Alcolumbre lembrou ainda que o Amapá possui 73,5% de sua área sob proteção ambiental, entre unidades de conservação, terras indígenas e comunidades quilombolas, e mantém taxa zero de desmatamento. “Temos saldo de carbono negativo: retiramos da atmosfera todo o dióxido de carbono que emitimos e ainda absorvemos mais de dez milhões de toneladas adicionais por ano. O Amapá é um dos maiores sumidouros de carbono do planeta”, afirmou.

O presidente do Senado estava acompanhado dos senadores Chico Rodrigues (PSB-RR), Daniella Ribeiro (PP-PB), Fabiano Contarato (PT-ES), Humberto Costa (PT-PE), Sergio Petecão (PSD-AC), Wellington Fagundes (PL-MT), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Alessandro Vieira (MDB-SE) e Marcelo Castro (MDB-PI).

_Margem Equatorial_

O parlamentar amapaense lembrou ainda que o Brasil descobriu recentemente o que chamou de “nova fronteira da esperança”, a Margem Equatorial — região de grande potencial de petróleo e gás, localizada no litoral Norte e Nordeste do país, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. Segundo o senador, diferentemente de outros países, o Brasil fará essa exploração de forma responsável, com base na ciência e no respeito ao meio ambiente.

“Como disse o presidente Lula, não é possível abrir mão desses recursos ainda, mas é fundamental aproveitá-los de forma sustentável. É exatamente isso que estamos fazendo. Porque a renda da Margem Equatorial é que vai manter a floresta em pé. São esses royalties que vão financiar a transição energética, reduzir desigualdades e levar desenvolvimento sustentável ao Amapá, à Amazônia e a todo o Brasil”, ressaltou o chefe do Legislativo.

Alcolumbre voltou a defender que ciência e natureza devem caminhar lado a lado, afirmando que “progresso e floresta não são opostos, são aliados”. “O Amapá não deve nada a ninguém. O Amapá mostra, com resultados concretos, que o desenvolvimento sustentável não é discurso, é prática. É a prova viva de que é possível preservar e, ao mesmo tempo, gerar riqueza, emprego e dignidade para quem vive na floresta”, concluiu.

Governo do Amapá apresentará projetos de sustentabilidade que fortalecem as potencialidades do estado durante a COP-30

Na COP-30, o Amapá vai destacar iniciativas que reforçam o potencial sustentável e inovador do estado

Durante a COP-30, o Governo do Amapá destacará iniciativas que reforçam o potencial sustentável e inovador do estado. No estande, diversas instituições e startups irão expor pesquisas, tecnologias e produtos que promovem o desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade e à preservação ambiental.

Serão apresentados três projetos estratégicos: Rastreabilidade para a Cadeia Produtiva do Açaí no Amapá, Centro de Pesquisa e Treinamento em Manejo Florestal e o Parque Tecnológico Foz do Rio Amazonas, atualmente em fase de obras.

“Os projetos foram pensados para fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento econômico do estado”, ressaltou Marcos Marques, coordenador de Políticas e Estratégias da Setec.

Segundo ele, a participação do Amapá na COP-30 é uma oportunidade de mostrar ao mundo como o estado tem investido em inovação sustentável e valorizado os recursos naturais de forma responsável.

“O Amapá possui mais de 90% do seu território coberto por florestas preservadas, e queremos transformar essa vocação em oportunidades concretas para nossa população, por meio da ciência, tecnologia e bioeconomia”, destacou.

O projeto de rastreabilidade do açaí visa modelar uma plataforma digital de rastreabilidade e autoavaliação ESG (Environmental, Social and Governance) para a cadeia produtiva do fruto no Amapá. A solução utilizará tecnologias como georreferenciamento, integração com bases públicas (como CAR e Sinaflor) e validação documental.

Já o Centro de Pesquisa e Treinamento em Manejo Florestal será dedicado ao manejo sustentável da floresta amazônica, promovendo o desenvolvimento econômico aliado à conservação ambiental. O espaço visa impulsionar o uso sustentável dos recursos florestais e fortalecer a bioeconomia amapaense.

Por fim, o Parque Tecnológico Foz do Rio Amazonas promete ser um marco para o desenvolvimento científico e tecnológico do Amapá. O complexo reunirá universidades, startups, empresas e instituições de pesquisa em um ambiente colaborativo voltado à inovação e à economia verde.

A presença do Amapá na COP-30 reforça o compromisso do estado com a sustentabilidade, a conservação ambiental e o desenvolvimento de uma economia baseada no conhecimento e na valorização dos biomas amazônicos. Com essas iniciativas, o Amapá consolida a vocação como um território que alia preservação, tecnologia e inclusão produtiva, contribuindo de forma efetiva para o debate global sobre sustentabilidade.

Os projetos estratégicos foram pensados para fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento econômico do estado
Os projetos estratégicos foram pensados para fortalecer a infraestrutura e o desenvolvimento econômico do estado

Transição energética é essencial para o futuro do Brasil e do planeta, afirma o presidente Davi, na Cúpula de Líderes

No segundo dia da Cúpula de Líderes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), destacou, nesta sexta-feira (7), que a transição energética é um dos maiores desafios e oportunidades da atualidade, não apenas para o Brasil, mas para o mundo.

Durante a sessão temática “Transição Energética”, Alcolumbre ressaltou que o Brasil exerce papel estratégico na produção de energia limpa e na preservação ambiental e citou o exemplo da Região Norte do Brasil, especialmente o Amapá, como referência em sustentabilidade.

O presidente do Senado lembrou que o Amapá é o estado mais preservado do Brasil, com cerca de 95% de sua vegetação original intacta. Além disso, é considerado carbono negativo já que sua vasta área florestal preservada absorve mais dióxido de carbono da atmosfera do que emite. “Somos, sim, um modelo de equilíbrio entre desenvolvimento e conservação ambiental”, afirmou o parlamentar amapaense.

Em relação à produção de energia limpa, Alcolumbre é um dos maiores defensores da medida para o Brasil. Inclusive, o senador tem lutado há anos pela pesquisa sobre exploração da energia eólica no Amapá. Ele tem atuado na linha de frente na busca por evolução na descoberta do potencial eólico de seu estado. Para o parlamentar, a transição energética é uma oportunidade de conciliar crescimento econômico e justiça climática, promovendo inovação, geração de empregos e autonomia energética.

“O potencial eólico e solar de nosso estado é algo real e temos trabalhado incansavelmente para darmos esse grande passo para o desenvolvimento econômico do estado e do país”, disse Davi. Durante o mesmo painel, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a criação de um fundo com recursos provenientes da exploração de combustíveis fósseis, como forma de financiar a transição para uma matriz energética mais limpa.

A COP30, que ocorre em Belém (PA) entre 10 e 21 de novembro, é o maior evento global da ONU sobre mudanças climáticas e reúne líderes mundiais em torno de um objetivo comum: encontrar caminhos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e acelerar a transição para fontes renováveis de energia.

1º Luau na Samaúma 2025 celebra a COP-30 com música, arte e ações ambientais na Praça da Samaúma; veja a programação


O Ministério Público do Amapá (MP-AP), o Governo do Estado do Amapá (GEA) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AP) realizam nesta sexta-feira (7), a primeira edição da 6ª Temporada do Luau na Samaúma, com o tema “Rumo à COP-30: Sustentabilidade e Cultura Tucuju”. O evento inicia às 17h, na Praça da Samaúma, em frente à Procuradoria-Geral de Justiça, no bairro Araxá, em Macapá.

Consolidado no calendário cultural de Macapá, o Luau na Samaúma promove o encontro entre arte, música, literatura e consciência ambiental. Nesta edição, a temática da COP-30 inspira o debate sobre sustentabilidade e o papel do Amapá na agenda climática mundial, com ações voltadas à preservação ambiental e à valorização da cultura local.

Entre as iniciativas previstas estão a instalação de ecopontos para coleta de óleo, latinhas e outros materiais recicláveis, além do uso obrigatório de embalagens biodegradáveis pelos empreendedores da área gastronômica.

O Sebrae/AP coordena o Chamamento Público para expositores nas áreas de gastronomia, moda autoral, artesanato e empresas com o Selo Amapá, além da aguardada atração para as crianças: a Oficina de Mini Chefs. A Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete) apoia os empreendedores informais, e a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) é responsável pela curadoria das atrações culturais.

Programação

17h – Exposição de artes visuais com Yermollay Caripoune
17h – Tenda literária: exposição e comercialização de livros, varal de poesia e sessão de autógrafos com a Setorial de Literatura do Amapá
18h – Contação de histórias com Cricilma Ferreira
18h – Oficina de Mini Chef (Sebrae)
18h30 – Espetáculo Ancestralidade Tucuju, com o Grupo Amigos da Toada
19h – Cortejo artístico Charanga Mágica (Oca Produções)
19h30 – Show com Roni Moraes
20h – Oficina de Mini Chef (Sebrae)
20h – DJ Larissa Prime
20h30 – Apresentação do Grupo de Marabaixo e Batuque Heranças Ancestrais do Curiaú
21h – Show com Osmar Júnior
22h – Encerramento com Brenda Melo

O Luau na Samaúma é resultado da cooperação entre o MP-AP, Sebrae/AP  e Governo do Estado, por meio da  Secult e apoio da SETE, com o objetivo de incentivar o uso criativo dos espaços públicos, valorizar a cultura local e fomentar o empreendedorismo sustentável.

A segunda edição da temporada 2025 está prevista para o dia 5 de dezembro, quando a Praça da Samaúma estará iluminada para celebrar o espírito natalino e as festas de fim de ano.

Todas as informações e atualizações sobre o evento estarão disponíveis nos canais oficiais do MP-AP, Agência Amapá de Notícias e Sebrae/AP.

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Gestores da Amazônia trocam experiências sobre clima e biodiversidade no Encontro Regional do ICLEI Brasil, em Macapá


Gestores, especialistas e representantes de organizações da sociedade civil participaram, nesta terça-feira, 7, de um dos momentos mais ricos de troca de experiências do 4º Encontro Regional Amazônico do ICLEI Brasil, realizado no Museu Sacaca, em Macapá.

O painel “Clima e Biodiversidade: Ações Integradas para o Desenvolvimento Urbano Sustentável na Amazônia” reuniu lideranças da região para debater estratégias conjuntas e fortalecer políticas ambientais em nível local.

Moderado por Hugo Salomão, Senior Fellow do ICLEI para a COP30, o encontro destacou a importância da cooperação entre os municípios amazônicos para alcançar resultados efetivos nas agendas de clima e biodiversidade.

“Essas discussões são fundamentais para que os governos subnacionais assumam protagonismo e avancem em políticas que conciliem desenvolvimento urbano e conservação ambiental”, afirmou o mediador.

O painel foi Moderado por Hugo Salomão, Senior Fellow do ICLEI para a COP30
O painel foi Moderado por Hugo Salomão, Senior Fellow do ICLEI para a COP30
Foto: Ruan Alves/ Gea

Durante o painel, cada representante apresentou projetos de grande relevância ambiental desenvolvidos nas cidades onde moram, evidenciando como ações locais podem gerar impactos positivos na Amazônia.

Entre os participantes estiveram Juliana Nobre, secretária de Meio Ambiente de Belém; Isac Braz da Cunha, presidente da Fundação de Meio Ambiente de Palmas; Rafael Oliveira, secretário de Meio Ambiente de Altamira; Francine Xavier, diretora do Instituto Comida do Amanhã; e Luciano Frontelle, diretor executivo da Plant-for-the-Planet Brasil.

O Governo do Amapá, um dos principais apoiadores da COP30, vem fortalecendo a atuação em políticas voltadas ao meio ambiente e à sustentabilidade. O Estado terá participação expressiva no evento mundial, consolidando-se como referência em políticas ambientais na Amazônia.

O diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva, destacou que o apoio à agenda climática é prioridade para o Governo do Estado.

“O Amapá tem investido em ciência, inovação e sustentabilidade para garantir um futuro mais equilibrado e resiliente. Essa integração entre os estados da Amazônia Legal é essencial para que avancemos com políticas baseadas em evidências e resultados concretos”, pontuou Gutemberg.

Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva,
Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva,
Foto: Ruan Alves/ Gea

A coordenadora de Relações Institucionais e Advocacy do ICLEI América do Sul, Bianca Cantoni, agradeceu o apoio do Governo do Amapá na realização do encontro e ressaltou a importância da iniciativa para a região.

“O Amapá tem sido um parceiro fundamental do ICLEI, abrindo espaço para que o debate sobre sustentabilidade e clima ganhe força na Amazônia. Esse evento é uma prova de que a cooperação entre governos locais pode transformar realidades”, afirmou Bianca.

coordenadora de Relações Institucionais e Advocacy do ICLEI América do Sul, Bianca Cantoni,
coordenadora de Relações Institucionais e Advocacy do ICLEI América do Sul, Bianca Cantoni,
Foto: Ruan Alves/ Gea

O diretor executivo da Plant-for-the-Planet Brasil, Luciano Frontelle, também reforçou o papel do diálogo entre gestores para acelerar as transformações sustentáveis na Amazônia.

“A troca de experiências entre os estados e municípios é essencial para que possamos construir soluções integradas. O futuro da Amazônia depende dessa união de esforços em prol do meio ambiente e das pessoas que vivem nele”, destacou.

Diretor executivo da Plant-for-the-Planet Brasil, Luciano Frontelle
Diretor executivo da Plant-for-the-Planet Brasil, Luciano Frontelle
Foto: Ruan Alves/ Gea

O evento segue até esta quarta-feira, 8, no Museu Sacaca, quando serão consolidados os compromissos e perspectivas para o fortalecimento da agenda sustentável na região.

‘Para debater com profundidade e voz ativa o que precisamos na COP’, diz governador Clécio Luís em evento do Conselho Nacional do Ministério Público

Governador Clécio Luís durante palestra sobre desenvolvimento sustentável no evento preparatório para a COP 30, em Macapá.

À frente da pauta do desenvolvimento sustentável no Amapá, o governador Clécio Luís apresentou, nesta terça-feira, 12, as estratégias do Estado para equilibrar preservação ambiental e crescimento econômico em evento preparatório para a COP30, promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que reuniu, em Macapá, membros do MP de vários estados, representantes do Judiciário e especialistas em meio ambiente e direitos humanos.

Clécio Luís destacou que a realização antecipada de debates sobre questões ambientais demonstra responsabilidade e comprometimento com os temas que serão discutidos em Belém. Para o gestor, eventos prévios são fundamentais para construir massa crítica e preparar os agentes que atuam na Amazônia, e outras autoridades para chegarem à conferência com propostas e discussões consolidadas.

Governador Clécio Luís
Governador Clécio Luís
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

“Se formos para a COP30 apenas como espectadores, ou deixarmos para discutir lá temas tão importantes, não teremos a profundidade nem os resultados de que precisamos. É fundamental colher resultados concretos dessa conferência. O grande debate não será feito lá, e sim em eventos como este, que preparam as pessoas para participar com voz ativa na COP de Belém, a COP da Amazônia. Defendo que haja uma discussão técnica acompanhada de um posicionamento político firme”, afirmou Clécio Luís.

Clécio Luís lidera a agenda de sustentabilidade do Amapá em encontro preparatório para a COP 30
Clécio Luís lidera a agenda de sustentabilidade do Amapá em encontro preparatório para a COP 30
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

Com o tema “Construindo caminhos para a COP30: o papel do Ministério Público brasileiro na sustentabilidade climática”, o evento, que se estende até quarta-feira, 13, inclui seis painéis temáticos e promove o debate interinstitucional sobre justiça climática, transição energética justa, combate ao desmatamento e a incêndios florestais, além de desastres socioambientais, especialmente no interior e em comunidades tradicionais.

Procurador-geral de Justiça do MP-AP, Alexandre Monteiro
Procurador-geral de Justiça do MP-AP, Alexandre Monteiro
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

“Nós, do Ministério Público do Amapá, ao longo da nossa curta história, temos buscado relevância nos debates ambientais, com destaque para temas como resíduos sólidos, matadouros e a instalação de empreendimentos hidrelétricos, entre outras iniciativas inovadoras. A presença de todos aqui, no Norte do Brasil, na região Amazônica e no estado do Amapá, certamente engrandece essa pauta, que levaremos em novembro para a COP30, em Belém”, afirmou o procurador-geral de Justiça do MP-AP, Alexandre Monteiro.

Evento reúne representantes de vários estados para alinhar propostas para a COP 30
Evento reúne representantes de vários estados para alinhar propostas para a COP 30
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

Ivana Lúcia Franco Cei, procuradora de Justiça do Amapá e conselheira do CNMP, destacou a importância da região transfronteiriça da Amazônia Negra, tema que será levado pela delegação do Amapá à COP30, como espaço estratégico para a construção de ações conjuntas entre Brasil e França na preservação ambiental e na promoção de um futuro mais justo.

Ivana Lúcia Franco Cei, procuradora de Justiça e conselheira do CNMP
Ivana Lúcia Franco Cei, procuradora de Justiça e conselheira do CNMP
Foto: Luhana Baddini/Agência Grito

“O governador Clécio Luís tem sido incansável em prol da coletividade do Ministério Público. Recentemente, graças ao seu apoio, estivemos na Guiana Francesa – eu, o ouvidor Marcelo e a colega Tarsila – para conhecer de perto as demandas das nossas fronteiras em segurança pública e meio ambiente. São problemas muito semelhantes que exigem uma atuação conjunta”, contou Ivana.

Mesa de autoridades composta por representantes do Ministério Público, Judiciário e especialistas em meio ambiente
Mesa de autoridades composta por representantes do Ministério Público, Judiciário e especialistas em meio ambiente

Economia verde e desenvolvimento social: Amapá avança na finalização do Plano de Sociobioeconomia que será apresentado na COP30

2ª Oficina do Plano de Sociobioeconomia encerra em Laranjal do Jari.

Na reta final de elaboração do Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (Peas), o Governo do Amapá promoveu nesta terça-feira, 5, na Câmara de Vereadores no município de Laranjal do Jari, a segunda Oficina de Trabalho para a construção do projeto. O instrumento de gestão é uma política ambiental que fortalece o desenvolvimento sustentável da chamada economia verde, aliada a transformação dos indicadores sociais promovendo melhor qualidade de vida para às pessoas.

A programação, organizada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), reuniu consultores especialistas, representantes das comunidades locais e de vários segmentos, cooperativas, extrativistas, empreendedores, povos tradicionais, ribeirinhos e quilombolas que divididos em grupos debateram a construção dos projetos com foco no uso responsável dos recursos naturais.

Encontro reuniu consultores especialistas, representantes das comunidades locais e de vários segmentos
Encontro reuniu consultores especialistas, representantes das comunidades locais e de vários segmentos
Foto: Aog Rocha/GEA

A extrativista Luziane Freitas, de 39 anos, presidente da comunidade Quilombo de Taperera da Reserva Extrativista do Rio Cajari, sustenta a família com a produção de frutas, legumes e hortaliças, além da criação de aves. Para ela, o Plano de Sociobioeconomia vai garantir novas oportunidades e ampliação de negócios para as famílias da região.

Luziane Freitas, presidente da Associação Extrativista da Comunidade do Quilombo Taperera do Rio Cajari
Luziane Freitas, presidente da Associação Extrativista da Comunidade do Quilombo Taperera do Rio Cajari
Foto: Aog Rocha/GEA

“O sustento da minha família vem da produção de plantio e criação. O Plano será uma virada de chave na nossa realidade, pois a nossa reserva é rica em biodiversidade, nós temos uma grande variedade de produtos que tendo uma solução de projeto para que possamos escoar a produção em grande escala e ter um selo é muito importante para todas as comunidades e nós ribeirinhos que vivemos na reserva extrativista”, declarou Luziane.

A expansão da bioeconomia no Amapá representa a inserção na economia do futuro que alia sustentabilidade com desenvolvimento social, permitindo que a riqueza da floresta seja usada de forma responsável e inovadora.

A diretora da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force), Collen Lyons, evidencia o potencial das riquezas da amazônia amapaense para o equilíbrio social a partir do mercado de exportação e instalação de indústrias sustentáveis.

Collen Lyons, diretora da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force)
Collen Lyons, diretora da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force)
Foto: Aog Rocha/GEA

“O Plano de Sociobioeconomia envolve um tipo de desenvolvimento que as pessoas daqui estão fazendo há séculos, então o plano define como a gente pode usar os produtos da floresta que podem agregar valor, promovendo o equilíbrio entre preservação e o desenvolvimento econômico e social. Nosso objetivo final é trazer benefícios para às pessoas e para quem vive na floresta que sempre preservou, que preserva e que precisa ser beneficiada”, enfatizou Collen.

Participação na COP30

Com o mapeamento de 11 cadeias produtivas com grande potencial econômico partir de seus ativos ambientais, sendo um valioso atrativo para investidores interessados no chamado negócios verdes, o Peas fará parte das apresentações do Amapá na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), a “COP da Amazônia”, que será realizada em novembro.

Cássio Lemos, secretário adjunto da Sema e Eliá Conrado, Vice-Prefeito de Laranjal do Jari
Cássio Lemos, secretário adjunto da Sema e Eliá Conrado, Vice-Prefeito de Laranjal do Jari
Foto: Aog Rocha/GEA

“Desenvolver o Amapá com sustentabilidade e alavancar os índices socioeconômicos que são muito baixos, é uma determinação do governador Clécio Luís. O Plano de Sociobioeconomia é justamente o reconhecimento da preservação e da sustentabilidade dos potenciais amapaenses com respeito ao meio ambiente, por isso nos reunimos nas oficinas participativas para buscar soluções conforme a realidade da região”, enfatizou o secretário adjunto da Sema, Cássio Lemos.

Durante a 2ª Oficina de Trabalho, consultores e coordenadores técnicos e representantes de associações e comunidades se dividiram em cinco grupos para expor a realidade das principais atividades econômicas da região, tais como, pesca, extrativismo, turismo, agricultura e artesanato. A iniciativa delineou estratégias a partir do desenvolvimento de projetos com soluções para os desafios apresentados.

Secretário adjunto da Sema, Cássio Lemos
Secretário adjunto da Sema, Cássio Lemos
Foto: Aog Rocha/GEA

“Para além da sustentabilidade, o projeto traz geração de emprego e renda para melhor qualidade de vida das pessoas. Essa é uma marca da gestão do governador Clécio comprometida com o desenvolvimento social e econômico, trabalhando de norte a sul do estado de Laranjal do Jari ao Oiapoque se posicionando como a nova fronteira para o desenvolvimento”, complementou Cássio.

Próximos passos

Nesta quarta-feira, 6, as equipes da Sema e de consultores do Plano de Sociobioeconomia seguem em campo com visita técnica na Comunidade Quilombola de São José, Parazinho e na Cachoeira de Santo Antônio, este último é um local de grande potencial turístico no extremo Sul do Amapá.

A última oficina desta etapa será realizada no município de Oiapoque. Em seguida, com os projetos definidos, o Plano será consolidado para apresentação final.

O Plano de Sociobioeconomia

O Plano já passou pela fase de diagnóstico, escuta ativa da população de forma geral, identificação e mapeamento das cadeias produtivas e o potencial econômico desses produtos locais, agora entra na última etapa com a realização de oficinas de trabalho participativas. O projeto conta com a participação de 10 órgãos estaduais, e o apoio da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force) e do Instituto do Clima e Sociedade (ICS).

A proposta do projeto, busca fortalecer as atividades que transformam matéria-prima em produtos, incluindo a abertura de mercado consumidor. A partir das pesquisas realizadas, os indicadores apontam fortes potenciais na cadeia produtiva do açaí, madeira, cacau, pescado, mandioca, óleos fármacos, castanha, plantas medicinais e turismo.

O projeto está alicerçado em uma gestão participativa, que envolve instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil e atores sociais diversos, fortalecendo a democracia ambiental com práticas sustentáveis aliadas ao desenvolvimento econômico e social do Amapá, além de preparar o estado para a transição ecológica mundial.

Governo do Amapá busca certificação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru em programa de conservação internacional


O Governo do Amapá avança na proteção ambiental de seu território aliado ao desenvolvimento sustentável que mantém a floresta em pé. Nesta perspectiva, entre os dias 19 e 23 de agosto, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, no sul do estado, recebe a visita do Grupo de Especialistas em Avaliação da Lista Verde (EAGL-Brasil), uma importante etapa do processo de certificação da Unidade de Conservação no padrão da Lista Verde de Áreas Protegidas e Conservadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

A visita do EAGL-Brasil reúne especialistas independentes que vão analisar, in loco, evidências sobre a efetividade da gestão da RDS e dialogar com representantes das comunidades, gestores públicos e parceiros institucionais. A sociedade civil, instituições públicas e demais partes interessadas podem participar e contribuir com o processo de avaliação, enviando comentários e informações sobre a gestão dessa área protegida.

PARTICIPE AQUI

Criada em 1997 e gerida pelo Governo do Amapá, sob a coordenação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a RDS do Rio Iratapuru abrange áreas dos municípios de Laranjal do Jari, Mazagão e Pedra Branca do Amapari. Com cerca de 806.184 hectares de extensão, é uma Unidade de Conservação estadual de uso sustentável, que abriga uma floresta densa de terra firme com alta biodiversidade e comunidades tradicionais extrativistas organizadas com foco principal para o extrativismo da castanha-do-brasil.

Unidade de Conservação localizada no sul do estado é rica em biodiversidade
Unidade de Conservação localizada no sul do estado é rica em biodiversidade
Foto: Mauricio Paiva/Sema

A candidatura da RDS do Rio Iratapuru à Lista Verde é resultado de mais de duas décadas de esforços contínuos para fortalecer a gestão territorial e ambiental da Unidade, valorizar os modos de vida locais, conservar a biodiversidade e promover o uso sustentável dos recursos naturais da floresta, especialmente os derivados do beneficiamento da castanha-do-brasil, principal produto da cadeia socioprodutiva local.

A Lista Verde da UICN é uma certificação internacional que reconhece áreas protegidas que alcançaram elevados padrões de efetividade de manejo, governança participativa, conservação da biodiversidade e justiça social. A adesão da RDS a esse processo visa consolidar conquistas, identificar pontos de melhoria e promover maior reconhecimento nacional e internacional à experiência amazônica desta importante Unidade de Conservação estadual.

A experiência do RDS do Rio Iratapuru reforça o papel estratégico das Unidades de Conservação no desenvolvimento sustentável do Amapá e demonstra a importância da aliança entre comunidades tradicionais, Estado e parceiros pela floresta em pé e conservada.

As atividades extrativistas são de uso sustentável com beneficiamento da castanha do Brasil
As atividades extrativistas são de uso sustentável com beneficiamento da castanha do Brasil
Foto: Maurício Paiva/Sema

Sobre a RDS do Rio Iratapuru

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru é uma Unidade de Conservação estadual de uso sustentável criada em 1997, com aproximadamente 806 mil hectares, abrangendo os municípios de Laranjal do Jari, Pedra Branca do Amapari e Mazagão.

Gerida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá, com apoio de um Conselho Gestor paritário e deliberativo, a RDS do Rio Iratapuru tem como objetivo promover a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais. Reconhecida como área prioritária para a conservação da Amazônia, conta com Plano de Manejo aprovado, que orienta ações de proteção, pesquisa, educação ambiental e desenvolvimento sustentável.

A RDS do Rio Iratapuru faz fronteira com outras áreas protegidas como a Floresta Estadual (FLOTA) do Amapá, a Estação Ecológica (ESEC) do Jari e a Terra Indígena Wajãpi, compondo um importante mosaico na região amazônica. É utilizada por comunidades do entorno para atividades extrativistas, como coleta de castanha-do-Brasil e breu branco, este último envolvido em contrato pioneiro de repartição de benefícios com a empresa Natura.

RDS do Rio Iratapuru abriga um santuário de árvores gigantes
RDS do Rio Iratapuru abriga um santuário de árvores gigantes
Foto: Israel Cardoso/GEA

Desde 2012, a RDS do Rio Iratapuru integra o Programa Áreas Protegidas da Amazônia – ARPA, recebendo apoio para gestão e consolidação dos objetivos da reserva, apoiando, desse modo, a implementação de seu Plano de Manejo.

Esta Unidade de Conservação realiza o monitoramento da biodiversidade, abrangendo fauna e flora, por meio da implementação dos protocolos do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Programa Monitora), especificamente no componente florestal.

Desde 2019, são acompanhados grupos como borboletas frugívoras, mamíferos terrestres de médio e grande porte, aves cinegéticas e plantas arbóreas e arborescentes. Essa iniciativa promove a conservação baseada em evidências científicas e na participação ativa da comunidade.

100 dias para a COP30: com 97% de sua floresta nativa preservada, Amapá se prepara para atrair investidores no mercado de bioeconomia

O Amapá participará da COP30 engajado em atrair investimentos sustentáveis e integrar os debates sobre mudanças climáticas e proteção dos povos tradicionais.

A COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, está chegando. Faltam apenas 100 dias para o evento acontecer entre 10 e 21 de novembro, em Belém, no Pará. O Amapá, estado mais preservado do Brasil com 97% de floresta nativa preservada e 73,5% do território com áreas protegidas, que investe em um modelo econômico sustentável alinhado à preservação ambiental, com esse grande potencial no mercado da bioeconomia e na economia de baixo carbono busca atrair investidores no espaço de negociações que reúne líderes globais.

O encontro, que vai reunir cerca de 50 mil participantes de quase 200 países em Belém, marca um momento histórico: é a primeira vez que o maior evento climático do planeta acontece na Amazônia, onde os protagonistas são os estados que possuem o bioma fundamental para o equilíbrio climático global. O Amapá participará da COP30 engajado em atrair investimentos sustentáveis e integrar os debates sobre mudanças climáticas e proteção dos povos tradicionais. Em parceria com a Guiana Francesa, apresentará a “Amazônia Internacional na Fronteira” e a “Amazônia Negra”, que inclui Suriname e República da Guiana.

Para atuação na Conferência o estado criou o Decreto nº. 4608, de 10 de abril, que institui o Conselho Político, tendo o governador Clécio Luís como presidente; o Comitê Executivo presidido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap); e o Comitê Técnico, que juntos criaram o “Plano Amapá na COP”, que vai ser apresentado dia 8 de agosto com a presença do embaixador e presidente da COP30 no Brasil, André Correia do Lago.

“Fizemos o dever de casa e estamos dispostos a fazer o melhor e dar o maior retorno para o Brasil, para a COP, para o governo brasileiro e para o mundo. Nosso objetivo é associar esse grande ativo ambiental do Amapá a projetos de desenvolvimento sustentável. Precisamos promover negócios verdes e éticos na Amazônia, pelo povo da Amazônia. Essa é a nossa proposta, nosso carro-chefe”, enfatiza Clécio Luís.

Governador do Amapá, Clécio Luís
Governador do Amapá, Clécio Luís
Foto: Maksuek Martins/GEA

O diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva, reforça que o Amapá está trabalhando com três momentos, a Pré-COP; a COP que é o momento da criação de laços, ocasião em que ocorre o evento em si nos dias estabelecidos, e o pós-COP, quando o Comitê planeja colher o resultado das articulações geradas pelos negócios estabelecidos antes e durante a COP30 com o setor público e privado.

Três pilares definidores norteiam os elementos do “Plano Amapá na COP”, que será  apresentado no dia 8 de agosto:

  • O primeiro pilar apresenta, Florestas, que trata da biodiversidade, bioeconomia e recursos naturais da amazônia amapaense;
  • O segundo trata da Energia, o campo das matrizes energéticas e transição;
  • O terceiro trata das áreas de Mineração e Petróleo, fontes legítimas de financiamento para projetos sustentáveis e potencialização da bioeconomia.
Diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva
Diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva
Foto: Nayana Magalhães/GEA

“Nós temos um planejamento estratégico que também tem um segundo momento após o dia 8 de agosto, que é durante a 54ª Expofeira, que ocorrerá de 30 de agosto a 7 de setembro, o momento no qual estaremos encabeçando a Expo-Amazônia, que é o momento em que a gente planeja fazer estabelecimentos de ações voltadas para COP30”, destaca o diretor-presidente da Fapeap, Gutemberg Silva.

O Amapá é o estado mais preservado do Brasil com 97% de floresta nativa preservada e 73,5% do território com áreas protegidas
O Amapá é o estado mais preservado do Brasil com 97% de floresta nativa preservada e 73,5% do território com áreas protegidas
Foto: Marcia do Carmo/GEA

#AmazôniaNaCOP30

O estado do Pará se prepara para receber a COP30, a ser realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA). O encontro global reúne representantes de países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), e tem como objetivo discutir questões relacionadas ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

O evento abordará assuntos de grande relevância, como o financiamento climático, a justiça climática e a transição energética. Além de jogar luz aos principais problemas enfrentados hoje no combate à crise climática, a conferência este ano consolida o papel do Brasil nas discussões ambientais internacionais.

Governo do Amapá inicia campanha ‘Junho Verde’ com foco na COP30 e transição climática; confira a programação

Governo do Amapá lança a campanha ″Junho verde 2025″ nesta segunda-feira, 2

O Governo do Amapá lança nesta segunda-feira, 2, a campanha “Junho Verde 2025”, que este ano traz como tema central “COP30 e o Amapá: Clima, Floresta e Sociobioeconomia em um Cenário de Transformações”. A abertura oficial ocorre às 9h, na sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em Macapá, com uma programação voltada aos secretários municipais e especialistas da área ambiental.

Durante o evento, serão apresentadas as novas diretrizes do Novo Código de Governança Socioambiental e a Resolução nº 062/2024, reforçando o compromisso do estado com a transparência, descentralização e inovação na gestão ambiental. Às 17h, o governador Clécio Luís fará o anúncio histórico da sanção do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da Sema, uma conquista aguardada há 14 anos pelos servidores e que simboliza um novo ciclo de valorização do serviço público ambiental.

A campanha Junho Verde, coordenada pela Sema, se estende ao longo do mês com uma série de atividades que incluem oficinas, palestras, ações educativas, entregas estratégicas e eventos em todos os municípios do estado. Entre os principais marcos da programação estão os lançamentos do Plano Estadual de Recursos Hídricos e do Plano de Bacia Hidrográfica do Araguari, ambos construídos de forma participativa, envolvendo comunidades tradicionais, técnicos e órgãos governamentais.

Guará mascote oficial do ″Junho Verde 2025″
Guará mascote oficial do ″Junho Verde 2025″
Foto: Divulgação/Sema

O foco da edição 2025 está em evidenciar o protagonismo do Amapá diante da COP30, abordando questões como mudanças climáticas, conservação da biodiversidade, valorização dos saberes tradicionais e bioeconomia como caminho para uma transição justa e sustentável. O debate também alcança as novas fronteiras econômicas da Amazônia, com destaque para a necessidade de compatibilizar desenvolvimento e responsabilidade socioambiental frente à possível exploração de petróleo na Margem Equatorial.

Lançamento do Plano Estadual de Recursos Hídricos faz parte da programação ″Junho Verde″
Lançamento do Plano Estadual de Recursos Hídricos faz parte da programação ″Junho Verde″
Foto: Divulgação/Sema

Lançamento do Plano Estadual de Recursos Hídricos

O ponto alto da campanha acontece na quinta-feira, 5, Dia Mundial do Meio Ambiente, com o lançamento oficial do Plano Estadual de Recursos Hídricos do Amapá, no Trapiche Santa Inês, às margens do rio Amazonas. O governador Clécio Luís apresentará o plano como um instrumento estratégico para a gestão integrada e democrática das águas, consolidando a autonomia do Estado na governança hídrica.

Confira a programação do Junho Verde 2025:

  • Segunda-feira, 2 de junho
    Local: Auditório da Sema
  • 8h – Boas-vindas e café da manhã
  • 9h – Palestra: Novo Código de Governança Socioambiental
    Palestrante: Taisa Mendonça, Secretária de Meio Ambiente
  • 10h – Palestra: Resolução nº 062/2024 – Conselho Estadual de Meio Ambiente
    Palestrante: Cleane Pinheiro, Diretora de Controle Ambiental da Sema
    Público-alvo: secretários Municipais de Meio Ambiente
  • Terça-feira, 3 de junho
    Local: Auditório do Senac
  • Workshop de Educação Ambiental
    8h – Credenciamento, exposição de projetos e coffee break
  • 9h – Abertura oficial e Palestra Magna:
    Palestrante: Isabela Kojin Peres – Fundo Brasileiro de Educação Ambiental
  • 10h – Roda de conversa: “Saberes da Floresta e Educação Ambiental: Construindo Alternativas Sociobioeconômicas frente às Mudanças Climáticas”
  • 11h – Relatos de experiências
    Público-alvo: Comunidade acadêmica e profissionais da área ambiental
  • Quarta-feira, 4 de junho
    Local: Auditório da Sema
  • Seminário: Cadastro Ambiental Rural (CAR) e Licenciamento Ambiental
    9h – Painel com Pedro Américo, Pedro Neto, Alan Maciel e Érica Vasconcelos
    Público-alvo: Técnicos ambientais e consultores
  • Quinta-feira, 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente
    Local: Trapiche do Santa Inês
  • 9h – Lançamento do Plano Estadual de Recursos Hídricos do Amapá (PERH/AP)
    Apresentação: governador Clécio Luís
  • 11h – Encerramento, feijoada e atração cultural
    Público-alvo: Sociedade em geral

Inova Amazônia Summit lança vitrine exclusiva para valorizar Indicações Geográficas (IGs)

O espaço mostrará toda riqueza cultural e produtiva dos territórios amazônicos.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Governo do Estado do Amapá (GEA), promovem um espaço exclusivo no Inova Amazônia Summit, dedicado às Indicações Geográficas (IGs). Produtores, associações, empreendedores e instituições se reúnem para mostrar ao público a importância das IGs na geração de valor, na preservação ambiental e na economia local. O evento acontece na sede do Sebrae no Amapá, no período de 21 a 23 de maio, das 14h às 21h.

Para a gerente do Agronegócio e Indústria do Sebrae no Amapá, Larissa Queiroz, a exposição dedicada às Indicações Geográficas (IGs) na Amazônia Legal, demonstra a crescente relevância desses reconhecimentos no Brasil. Com uma atuação integrada e em parceria com outras instituições, como universidades, órgãos de pesquisa e governos locais, o Sebrae tem sido um agente-chave na transformação das Indicações Geográficas em ferramentas efetivas de desenvolvimento territorial.

“Ao reconhecer e potencializar os saberes, sabores e tradições regionais, o Sebrae contribui não apenas para a proteção legal das IGs, mas para a geração de renda, inclusão produtiva e valorização do patrimônio cultural brasileiro,” afirma a gerente, Larissa Queiroz.

INPI

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), entregará formalmente aos produtores, o Certificado de Registro de Indicação Geográfica, às IGs do Amapá, Abacaxi de Porto Grande e Açaí do Bailique, na abertura oficial do Inova Amazônia Summit, na próxima quarta (21), às 14h.

IGS

As indicações Geográficas (IGs) são instrumentos de valorização de produtos ou serviços que têm uma origem geográfica específica e cujas qualidades, reputação ou características estão essencialmente ligadas a essa origem. No Brasil, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) regula essas identificações, que destacam a economia local, protegem os saberes tradicionais e incentivam o desenvolvimento territorial.

O Inova Amazônia Summit marca a estreia das primeiras IGs do Amapá – Abacaxi de Porto Grande e Açaí do Bailique. A inclusão dessas certificações reforça o compromisso de incentivar a inovação, a partir da biodiversidade, da cultura e das práticas tradicionais, evidenciando que desenvolvimento sustentável também significa preservar identidade, território e colaboração.

Estarão presentes com exposição exclusiva das Indicações Geográficas (IGs), 16 produtos reconhecidos, entre eles, o Abacaxi de Porto Grande (Amapá/AP), Açaí do Bailique (Amapá/AP) a Farinha de Cruzeiro do Sul (Acre/AC), Açaí de Feijó (Acre/AC), Guaraná de Maués (Amazonas/AM), Queijo de Autazes (Amazonas/AM), Farinha de Uarini (Amazonas/AM), Açaí de Codajás (Amazonas/AM), Pirarucu de Mamirauá (Amazonas/AM), Café Matas de Rondônia (Rondônia/RO), Tambaqui do Vale do Jamari (Rondônia/RO), Cacau de Rondônia (Rondônia/RO), Panelas de Barro da Raposa (Roraima/RR), Balas de Antonina (Paraná/PR), Mel do Pantanal (Mato Grosso/MT) e o Mel de Melato da Bracatinga (Planalto Sul /SC).

Coordenação

O evento é coordenado pelo gerente da Unidade de Inovação do Sebrae no Amapá, Bruno Castro, equipes local e nacional do Sebrae.

Parceiros

O Inova Amazônia Summit é realizado pelo Sebrae e o Governo do Estado do Amapá (GEA), com apoio dos parceiros Conselho Nacional das Fundações de Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Grupo Cea Equatorial, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Grupo Rede Amazônica e Fundação Rede Amazônica, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Serviço Social da Indústria e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Sesi e Senai Amapá), Associação Brasileira de Startups (ABStartups), Sebrae Play, Mariza Alimentos, Lan Telecom, Associação Amapaense de Tecnologia (Amapatec), Comunidade Tucuju Valley e Instituto Amazônia +21.

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação

Inova Amazônia Summit: Governo do Amapá e Sebrae preparam maior evento de bioeconomia e tecnologia da Amazônia Legal

O Governo do Amapá e o Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Amapá (Sebrae) apresentam no período de  21 a 23 de maio a maior vitrine de startups de bioeconomia e tecnologia da Amazônia Legal no “Inova Amazônia Summit”, evento pré-COP30. A iniciativa reunirá mais de 110 startups com soluções inovadoras e sustentáveis, destacando modelos de negócios escaláveis e voltados para atender demandas do mercado regional com impacto social e ambiental no estado do Amapá.

INSCRIÇÕES AQUI

Com foco no fortalecimento da bioeconomia e tecnologia, a exposição contará com representantes dos nove estados da Amazônia Legal, incluindo Mato Grosso do Sul, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, com foco em ampliar a diversidade regional e reforçando o papel do evento como ponto de conexão entre empreendedores de diferentes regiões do país.

O grande evento promete impulsionar parcerias, fomentar investimentos e consolidar o Amapá como protagonista no cenário da bioeconomia. O ambiente de negócios em expansão no estado contribui para a atração de novas oportunidades e o fortalecimento do ecossistema empreendedor.

Para facilitar a visitação, os startups estarão organizados em setores temáticos, como:

  • Biocosméticos
  • Bioalimentos
  • Serviços ambientais
  • Bioindústria
  • Logística reversa
  • Aquicultura
  • Pecuária
  • Tecnologia

A sinalização por segmento visa aproximar o público dos temas com os quais mais se identifica.

As soluções apresentadas durante o evento evidenciam o potencial da biodiversidade amazônica e o compromisso com a sustentabilidade. As startups participantes desenvolvem produtos e serviços que aliam inovação à preservação ambiental, promovendo o uso responsável dos recursos naturais e gerando valor econômico para a região.

Foto: Divulgação/Sebrae

A estrutura da exposição contará com estandes duplos e triplos, com 3 metros quadrados cada, compostos por madeira, balcão, prateleiras, instalações elétricas e acesso à internet. O evento será realizado na sede do Sebrae Amapá, localizada na Avenida Ernestino Borges, nº 740, bairro Laguinho, em Macapá.

Parceiros

O Inova Amazônia Summit é realizado pelo Sebrae e o Governo do Amapá (GEA), com apoio dos parceiros: Conselho Nacional das Fundações de Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Grupo CEA Equatorial, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Grupo Rede Amazônica e Fundação Rede Amazônica, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Serviço Social da Indústria e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Sesi e Senai Amapá), Associação Brasileira de Startups (ABStartups), Sebrae Play, Mariza Alimentos, Lan Telecom, Associação Amapaense de Tecnologia (Amapatec), Comunidade Tucuju Valley e Instituto Amazônia +21.

Pré-COP30: objetivando protagonismo nas discussões, Governo do Amapá traça estratégias para participação na Conferência do Clima

Em busca de protagonismo para o estado, Governo do Amapá traça estratégias para participação na COP30, a COP da Amazônia.

Com foco na participação do Amapá na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), o Governo do Estado traça estratégias para mostrar no encontro mundial as ações que geram impactos positivos na região mais preservada do Brasil.

Secretários e equipe técnica dos órgãos estaduais se reuniram no Palácio do Setentrião, em Macapá, para alinhar expectativas e soluções para o encontro, na quinta-feira, 17. O decreto 4608, de 10 de abril, institui o Conselho Político para a COP30, tendo o governador Clécio Luís como presidente; o Comitê Executivo, presidido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap); e o Comitê Técnico.

Gutemberg Vilhena, diretor-presidente da Fapeap, que compõe o Comitê Executivo do Amapá para a COP30
Gutemberg Vilhena, diretor-presidente da Fapeap, que compõe o Comitê Executivo do Amapá para a COP30
Foto: Maksuel Martins/GEA

“O Governo do Amapá está se preparando para a COP da Amazônia. Queremos ser protagonistas das discussões, porque somos bons exemplos na preservação das nossas florestas, do clima e das pessoas que vivem aqui. Vamos buscar ter visibilidade, trazer investidores, mostrando que estamos preparados para o desenvolvimento”, afirmou Gutemberg Vilhena, diretor-presidente da Fapeap.

O Amapá participará da COP30 com o objetivo de atrair investimentos sustentáveis e integrar os debates sobre mudanças climáticas e proteção dos povos tradicionais. Em parceria com a Guiana Francesa, apresentará a “Amazônia Internacional na Fronteira” e a “Amazônia Negra”, que inclui Suriname e República da Guiana.

Consultor do ICLEI América do Sul, Hugo Salomão citou a importância da participação do Amapá nas COPs
Consultor do ICLEI América do Sul, Hugo Salomão citou a importância da participação do Amapá nas COPs
Foto: Maksuel Martins/GEA

Consultor do Iclei América do Sul na área de Internacionalização, Hugo Salomão explicou aos servidores do Estado a importância da participação do Amapá nas COPs e tirou dúvidas sobre a organização do encontro.

“É o momento do Amapá aproveitar as oportunidades e os investidores para se posicionar, posicionar suas pautas e ser protagonista, uma posição que lhe é de direito. Espero que o Governo do Amapá possa se mobilizar para uma participação bem robusta. A Amazônia tem muitas realidades e o Governo do Amapá, sem dúvida, é um dos principais atores nesse contexto”, pontuou Salomão.

O Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade é a principal associação mundial de suporte a governos subnacionais dedicados ao desenvolvimento sustentável. A organização estimula a participação de governos nas conferências climáticas, para que apresentem as vozes de suas populações e conquistem investimentos. O envolvimento também conecta parceiros estratégicos, organismos internacionais e governos locais para implantar projetos que gerem impactos positivos.

Sergio Moreira, representante da Força Tarefa de Governadores pelo Clima (GCF)
Sergio Moreira, representante da Força Tarefa de Governadores pelo Clima (GCF)
Foto: Maksuel Martins/GEA

Sergio Moreira, representante da Força Tarefa de Governadores pelo Clima (GCF), destacou o Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia do Amapá (Peas) como um dos mais ambiciosos do mundo e, por isso, a atração de investimentos é mais que adequada. Segundo o especialista, a previsão é que, daqui a 10 anos, a bioeconomia seja o motor principal da renda do estado.

“É preciso construir estratégias e o Amapá está construindo, como por meio do fortalecimento da bioeconomia, num contexto social. O que precisamos é reunir essas estratégias e apresentar da melhor forma na COP30”, citou Moreira.

Rumo à COP30

O estado do Pará se prepara para receber a COP30, a ser realizada de 6 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA). O encontro global reúne representantes de países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), e tem como objetivo discutir questões relacionadas ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

O evento abordará assuntos de grande relevância, como o financiamento climático, a justiça climática e a transição energética. Além de jogar luz aos principais problemas enfrentados hoje no combate à crise climática, a conferência este ano consolida o papel do Brasil nas discussões ambientais internacionais.

De acordo com estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é esperado um fluxo de mais de 40 mil participantes durante os principais dias da Conferência. Deste total, aproximadamente 7 mil compõem a chamada “família COP”, formada pelas equipes da ONU e delegações de países membros.

Como estado mais preservado do Brasil, Alcolumbre defende que Amapá participe das discussões na COP 30

Em reunião com presidente da COP, chefe do Congresso trabalha ainda para que Macapá funcione como uma subsede do evento.

Em reunião com o presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), o embaixador André Corrêa do Lago, nesta quinta-feira (3), em Brasília (DF), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha para que o Amapá, como o estado mais preservado do Brasil, participe das discussões da COP 30, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA). Alcolumbre defendeu ainda que Macapá funcione como uma “subsede da conferência”, recebendo as delegações internacionais e compartilhando seu plano de sucesso já que o Amapá tem 97% de sua cobertura vegetal primária intacta e 73% do território protegido.

“O que nós queremos, como o estado que mais preserva o meio ambiente do país, é participar diretamente das discussões, sugerir propostas e mostrar ao mundo nossas peculiaridades e nossa responsabilidade com o meio ambiente”, afirmou o presidente do Senado. Durante o encontro, Alcolumbre lembrou que a distância entre as duas capitais, Macapá (AP) e Belém (PA), é de apenas 55 minutos de avião, sendo assim totalmente viável a participação da capital amapaense.

“Somos um exemplo de cuidado com o meio ambiente. Quase 100% da nossa cobertura vegetal está intacta. Portanto, não há dúvidas de que nós já oferecemos à humanidade uma das maiores contribuições ambientais do que qualquer estado da nossa Federação e, por isso, temos voz ativa para participar de um evento sobre mudanças climáticas”, afirmou o presidente do Senado. Além de Alcolumbre, participaram do encontro com o embaixador a equipe de Corrêa Lago; o embaixador Nilo Barroso; e, de forma remota, o governador Clécio Luís e os secretários de Estado.

_Compromisso com o desenvolvimento sustentável_

O governador Clécio Luis afirmou que sua gestão quer proteger a Amazônia e, ao mesmo tempo, dar melhores condições para as pessoas que vivem nela. “Não pode ser a COP da Amazônia se não tiver os estados da Amazônia. Então, Belém, que está em um esforço gigantesco pela COP 30, será a sede principal, mas com todo apoio de Macapá, que também poderá ser subsede desta cidade irmã que tenho tanto carinho em nossa região”, finalizou Clécio Luís.

O embaixador André Corrêa reconheceu o compromisso do Amapá com a preservação ambiental e acrescentou que é essencial que o estado explique suas estratégias ao mundo. “O estado tem segmento sólido e pode, sim, mostrar ao mundo o que é ser o estado mais preservado do Brasil”, ressaltou.

Davi Alcolumbre é um dos maiores defensores pelo reconhecimento do esforço do Amapá no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável. Inclusive, após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, frisou a importância de inserir o estado na conferência.

Sobre a atuação do Congresso Nacional na pauta ambiental, Alcolumbre também trabalha para que o Congresso Nacional, Câmara e Senado, tenham um espaço, dentro da COP 30, para apresentar suas demandas e debater estratégias. “É uma ocasião histórica de mostrar a verdadeira Amazônia e o que é ser um amazônida para o mundo”.