Procuradoria da República no Amapá manifesta apoio à procuradora regional eleitoral


A Procuradoria da República no Amapá (MPF no Amapá) vem a público manifestar apoio à Procuradora Regional Eleitoral Sarah Cavalcanti e repudiar os ataques de cunho misógino dirigidos à integrante do Ministério Público, que vem conduzindo a atuação do Ministério Público Eleitoral no Amapá com competência, comprometimento e elevado senso de responsabilidade.
Recortes e interpretações descontextualizados de manifestações institucionais são incompatíveis com o debate público responsável e não refletem a atuação técnica, independente e imparcial do Ministério Público. Ao contrário, buscam deslegitimar a atuação institucional e atingir a independência funcional assegurada constitucionalmente aos membros do Ministério Público, pressuposto indispensável para o exercício de suas atribuições em defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais.
O Ministério Público Federal no Amapá não se intimidará diante de tentativas de constrangimento ou deslegitimação de sua atuação institucional e seguirá firme no cumprimento de suas missões constitucionais.

MP Eleitoral alerta para início do período de defeso eleitoral e reforça fiscalização sobre condutas vedadas aos agentes públicos


A partir deste sábado, dia 4 de julho, entram em vigor as restrições impostas pela legislação eleitoral aos agentes públicos em razão da proximidade das Eleições Gerais de 2026. As vedações, previstas na Lei nº 9.504/1997 e no calendário eleitoral aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), têm como objetivo preservar a igualdade de oportunidades entre candidatas e candidatos e impedir o uso da máquina pública em benefício eleitoral.

As restrições exigem atenção especial dos gestores públicos e daqueles que já se apresentam como pré-candidatos aos cargos dos Poderes Executivo e Legislativo. Embora nem todas as vedações incidam indistintamente sobre os pré-candidatos, a legislação eleitoral estabelece limites destinados a impedir o uso da estrutura administrativa, de recursos públicos e da função exercida para obtenção de vantagem eleitoral, assegurando a isonomia entre os futuros concorrentes e a legitimidade do processo democrático.

Entre as principais proibições que passam a valer estão:

* a veiculação de publicidade institucional dos órgãos e entidades da administração pública, ressalvadas as hipóteses legais de grave e urgente necessidade pública, previamente reconhecidas pela Justiça Eleitoral;
* o pronunciamento em cadeia de rádio e televisão por agentes públicos, fora das exceções previstas em lei;
* a nomeação, contratação, admissão, demissão sem justa causa, remoção, transferência ou exoneração de servidores públicos, salvo nas hipóteses excepcionais previstas na legislação;
* a realização de transferências voluntárias de recursos entre entes federativos, ressalvados os casos autorizados pela legislação eleitoral;
* a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas; e
* a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos para inauguração de obras ou serviços públicos.

O Ministério Público Eleitoral destaca que as condutas vedadas alcançam agentes públicos de todas as esferas da Administração Pública, independentemente de serem candidatos, e sua inobservância pode resultar na aplicação de sanções eleitorais, administrativas e civis, sem prejuízo da responsabilização por abuso do poder político ou econômico e da apuração de eventual prática de improbidade administrativa, quando presentes os requisitos legais.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral do Ministério Público do Amapá, Hélio Furtado, enfatiza que o período exige rigorosa observância da legislação por parte dos gestores públicos e de todos aqueles que pretendem disputar as eleições de 2026, especialmente os pré-candidatos.

“O Ministério Público Eleitoral acompanhará atentamente o cumprimento das normas que regem o período de defeso eleitoral. Gestores públicos e pré-candidatos devem redobrar a atenção às condutas vedadas pela legislação, evitando práticas que possam comprometer a igualdade de oportunidades entre os concorrentes e a legitimidade do pleito. Sempre que constatadas irregularidades, serão adotadas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para assegurar o cumprimento da legislação eleitoral, inclusive nas hipóteses que possam configurar atos de improbidade administrativa, sem prejuízo da responsabilização nas esferas eleitoral, cível e administrativa”, afirmou Hélio Furtado.

O Ministério Público do Amapá orienta gestores públicos, servidores e demais agentes da Administração, bem como os pré-candidatos às eleições de 2026, a observarem rigorosamente as restrições estabelecidas para o período eleitoral. O respeito às condutas vedadas constitui medida essencial para garantir a lisura do processo eleitoral, a moralidade administrativa, a igualdade de oportunidades entre os concorrentes e a livre manifestação da vontade do eleitor.

MP Eleitoral atua para evitar uso político do festival Macapá Verão e da Expofeira em 2026 no Amapá


O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) expediu duas recomendações para impedir que os eventos Macapá Verão 2026 e Expofeira 2026 sejam utilizados para promoção pessoal ou eleitoral de agentes políticos e pré-candidatos. Assinados pela procuradora regional eleitoral no Amapá, Sarah Teresa Cavalcanti de Britto, os documentos buscam assegurar a moralidade administrativa e a igualdade de oportunidades antes do início oficial da campanha eleitoral, marcado para 16 de agosto.

As orientações são direcionadas tanto à Prefeitura de Macapá quanto ao Governo do Amapá, além de secretarias organizadoras, parlamentares e pré-candidatos. A preocupação do MP Eleitoral se deve ao tamanho e à visibilidade dos dois eventos institucionais, que contam com ampla participação popular e intensa cobertura midiática. Como o Macapá Verão ocorre entre os dias 4 e 31 de julho e a Expofeira entre 8 e 15 de agosto, a proximidade com o período eleitoral eleva o risco de uso indevido da máquina pública para promoção de pré-candidatos.

Dentre as regras estabelecidas, o MP Eleitoral recomenda que o município de Macapá e o estado do Amapá não promovam ou permitam a instalação de outdoors, faixas, telões de LED ou infláveis contendo nomes, imagens, slogans ou símbolos associados a políticos específicos. Também fica vedada a exibição de vídeos institucionais personalizados ou vinhetas com referências nominais a autoridades nos espaços dos eventos. A identidade visual dos festivais deve permanecer estritamente vinculada às instituições organizadoras.

O Ministério Público Eleitoral também orienta que as autoridades evitem discursos e pronunciamentos de enaltecimento pessoal, prestação individualizada de contas ou pedidos de apoio político. Os palcos, camarotes institucionais e áreas VIP não podem ser transformados em palanques para atos de pré-campanha. Além disso, os organizadores devem proibir a distribuição de brindes, panfletos, camisetas e bonés que configurem promoção de futuros candidatos.

O órgão eleitoral adverte que o descumprimento das diretrizes poderá levar ao ajuizamento de ações judiciais por propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político ou econômico e condutas vedadas. Os envolvidos também estarão sujeitos a responder por atos de improbidade administrativa. Os órgãos notificados devem dar ciência formal dos termos a todos os servidores e fornecedores contratados para as festividades.

Recomendação nº 19/2026 – Expofeira

Recomendação nº 21/2026 – Macapá Verão

Utilidade pública: TJAP alerta sobre golpes em nome da Justiça Estadual e orienta a população sobre como se proteger


Receber uma ligação ou mensagem com a promessa de liberação de valor judicial pode parecer uma boa notícia. No entanto, essa é uma das estratégias usadas por criminosos para aplicar golpes que causam prejuízos financeiros e emocionais às vítimas. Para evitar que mais pessoas sejam enganadas, o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) alerta a população sobre as principais formas de atuação dos estelionatários e orienta como identificar abordagens falsas.

Em entrevista coletiva, concedida nesta quarta-feira (1º), na sede do Tribunal, o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ/TJAP), Ailton Vidal, explicou que o Judiciário nunca solicita depósitos, transferências ou pagamentos via PIX para liberar valores, acelerar processos ou proferir decisões.

Segundo o magistrado, os criminosos utilizam informações verdadeiras de processos judiciais para dar credibilidade ao golpe. O contato ocorre por aplicativos de mensagens, principalmente whatsApp, ou por ligações telefônicas. Nas abordagens, os estelionatários apresentam números reais de processos, usam nomes de magistrados e servidores e até documentos falsificados para convencer a vítima de que o pedido é legítimo.

“O Poder Judiciário não solicita pagamento por PIX. Não existe cobrança para receber alvará, decisão judicial ou para acelerar processo”, afirmou Ailton Vidal.

O juiz explicou que parte das informações processuais permanece pública por determinação legal, em respeito aos princípios da publicidade e da transparência. Esse acesso, porém, passou a ser explorado por criminosos, que retiram os dados do contexto e criam narrativas falsas para induzir as vítimas ao erro.

Outra preocupação apresentada pelo magistrado é o avanço do uso da inteligência artificial (IA) na prática desses crimes. Vídeos, áudios e documentos falsificados tornam as fraudes mais sofisticadas e ampliam o risco de convencimento das vítimas.

“Diante de qualquer pedido de pagamento por mensagem ou ligação, a orientação é desconfiar. As melhores formas de prevenção são manter a calma, questionar e confirmar a informação pelos canais oficiais”, destacou o juiz.

Durante a entrevista, Ailton Vidal explicou que os criminosos usam pressão psicológica para impedir que a vítima tenha tempo de refletir. Em muitos casos, informam que determinado valor foi depositado por engano, alegam necessidade de devolução imediata ou afirmam que o processo será bloqueado caso a transferência não ocorra.

O magistrado ressaltou que a tramitação processual segue critérios legais e cronológicos, além das prioridades previstas em lei, como ações que envolvem pessoas idosas, crianças, adolescentes e pessoas com doenças graves. Nenhum pagamento altera essa ordem.

O juiz também observou que muitos golpes deixam de ser investigados porque as vítimas não registram ocorrência, seja por vergonha, seja por acreditar que nada poderá ser feito. Segundo ele, comunicar o crime às autoridades fortalece as investigações, auxilia na identificação de organizações criminosas e evita que novas pessoas sejam enganadas.

Caso o cidadão receba ligação ou mensagem em nome da Justiça, a orientação é não realizar qualquer pagamento, não fornecer dados pessoais ou bancários, interromper imediatamente o contato e confirmar as informações diretamente com a unidade judicial responsável pelo processo ou pelos canais oficiais do Tribunal. Também é importante guardar mensagens, números de telefone, áudios, imagens, capturas de tela e comprovantes, além de registrar ocorrência policial.

Ailton Vidal ressaltou que o aumento da desconfiança é uma das formas mais eficazes de prevenção e orientou que toda comunicação relacionada a pagamentos seja confirmada por outro canal oficial do Tribunal. O magistrado também lembrou que familiares devem auxiliar pessoas idosas, público frequentemente escolhido pelos criminosos em razão da maior vulnerabilidade, e acrescentou que os golpes praticados em nome da Justiça costumam envolver diversos crimes, entre eles estelionato, falsidade documental e inserção de dados falsos em sistemas. Segundo ele, há casos em que criminosos utilizam até a própria estrutura do Poder Judiciário, por meio de ações fraudulentas, para tentar conferir aparência de legalidade às fraudes.

Custas processuais e taxa judiciária

O Tribunal de Justiça do Amapá esclarece que os únicos valores legalmente cobrados pelo Poder Judiciário são as custas judiciais e a taxa judiciária, ambas previstas em lei.

A taxa judiciária incide sobre o ajuizamento de ações, procedimentos administrativos contenciosos e homologação de acordos pré-processuais, conforme a legislação estadual. Já as custas judiciais correspondem aos valores cobrados pela prática de atos processuais e pelos serviços administrativos necessários à tramitação dos processos.

Esses encargos nunca são cobrados por PIX, aplicativos de mensagens, ligações telefônicas ou redes sociais. Qualquer cobrança relacionada ao Tribunal ocorre exclusivamente pelos meios oficiais e nas unidades do Poder Judiciário. Em caso de dúvida, a orientação é procurar diretamente a unidade judicial responsável pelo processo antes de realizar qualquer pagamento.

TJAP abre inscrições para o 16º Processo Seletivo para contratação de estagiários nesta sexta-feira (26)


O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) abre inscrições, nesta sexta-feira (26), para o 16º Processo Seletivo para contratação de estagiários e estagiárias de nível superior. O certame, que será realizado em parceria com o Centro de Integração Empresa Escola (Ciee), destina-se à formação de cadastro reserva para estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino superior conveniadas com o Poder Judiciário amapaense. As inscrições e prova on-line ocorrerão entre os dias 26 de junho e 6 de julho de 2026.

A seleção tem fase única, com prova objetiva on-line. O conteúdo a ser cobrando é de língua portuguesa, informática, conhecimentos gerais e conhecimentos específicos da área escolhida, conforme o Edital.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no portal do Ciee (Acesse AQUI). O candidato se inscreve e realizará a prova no mesmo período, de forma gratuita, pelo site do Centro de Integração (AQUI). Cada interessado pode concorrerá a apenas uma área e a um polo de lotação. O processo seletivo contempla cadastro reserva para diversas áreas do conhecimento. Entre os cursos contemplados estão:

Administração, Administração Pública, Gestão Pública, Arquitetura e Urbanismo, Arquivologia, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Comunicação Social, Direito, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, História, Jornalismo, Letras Libras, Letras Português, Marketing, Pedagogia, Psicologia, Publicidade e Propaganda, Secretariado Executivo, Serviço Social e diferentes áreas da Tecnologia da Informação, como Desenvolvimento de Sistemas, DevOps, Redes de Computadores, Segurança da Informação, UX Design e suporte em TI.

Podem participar estudantes de instituições conveniadas com o TJAP, entre elas: Faculdade de Macapá (Fama), o Centro de Ensino Superior do Amapá (Ceap), a Faculdade Estácio do Amapá (Estácio Famap), a Faculdade Seama (Estácio Seama), a Faculdade de Tecnologia do Amapá (Meta), a Faculdade Brasil Norte (Fabran) e o Instituto Macapaense de Ensino Superior (Immes), além da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e do Instituto Federal do Amapá (Ifap).

Para convocação, estudantes de cursos de bacharelado e licenciatura deverão estar matriculados, no mínimo, a partir do 4º semestre. Nos cursos tecnólogos, a exigência é de matrícula a partir do 2º semestre.

O secretário-geral do TJAP, Veridiano Colares, destacou que o programa de estágio do Judiciário representa uma oportunidade de formação prática para estudantes universitários e promove a integração entre o Poder Judiciário e as instituições de ensino superior do estado.

“O estágio proporciona vivência profissional, amplia conhecimentos e aproxima estudantes da realidade do serviço público. Ao mesmo tempo, contribui para o fortalecimento das atividades desenvolvidas pelo Judiciário amapaense e para a formação de futuras profissionais e futuros profissionais comprometidos com a cidadania e a prestação jurisdicional”, comentou o secretário-geral do TJAP.

A seleção contará com etapa única, composta por prova objetiva on-line. O conteúdo programático inclui Língua Portuguesa, Informática, Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos da área escolhida, conforme previsto no edital.

As pessoas aprovadas poderão ser convocadas conforme a necessidade da administração judiciária. A jornada de estágio será de cinco horas diárias, com um total de 25 horas semanais, na modalidade presencial. A bolsa auxílio corresponde a R$ 1.207,50 mensais, acrescida de auxílio-transporte de R$ 81,40. O programa terá validade de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.

O edital também assegura a reserva de vagas para grupos contemplados pela legislação vigente. Do total de vagas que vierem a ser preenchidas, 30% serão destinadas a candidatos e candidatas negros(as), 10% a pessoas com deficiência e 3% a candidatos e candidatas indígenas, conforme a Resolução nº 336/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Lei nº 11.788/2008.

As lotações abrangem Macapá e outras comarcas do estado. Áreas como Administração, Direito, Mediação e Conciliação, Pedagogia, Psicologia e Serviço Social possuem oportunidades distribuídas também em municípios do interior, entre eles Oiapoque, Laranjal do Jari, Santana, Calçoene e Mazagão.

Cronograma

24/06/2026 – Publicação do edital no DJe/TJAP nº 108/2026

26/06 a 06/07/2026 – Inscrições e prova on-line (até 12h, horário de Brasília, no último dia)

07/07/2026 – Divulgação do gabarito e do espelho de prova provisórios

08/07/2026 – Prazo para recurso contra o gabarito provisório

24/07/2026 – Divulgação da classificação provisória, gabarito definitivo e respostas aos recursos

25/07/2026 – Prazo para recurso contra a classificação provisória

31/07/2026 – Divulgação da classificação definitiva

Mais informações sobre áreas de atuação, polos de lotação e conteúdo programático podem ser consultadas diretamente no edital. Dúvidas sobre inscrições podem ser encaminhadas ao e-mail: [email protected].

TJAP participa de I Encontro Amazônico Transfronteiriço da Justiça do Trabalho: Brasil e Guiana Francesa, em Oiapoque


O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) participou, nos dias 16 e 17 de junho, do I Encontro Amazônico Transfronteiriço da Justiça do Trabalho: Brasil e Guiana Francesa, realizado no município de Oiapoque. Promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT- 8), por meio da Escola Judicial (Ejud8), em parceria com a Universidade Federal do Amapá (Unifap), o evento reuniu autoridades, integrantes do Poder Judiciário, pesquisadores e lideranças sociais do Brasil e da Guiana Francesa para discutir temas estratégicos relacionados ao desenvolvimento da região de fronteira.

O TJAP foi representado pelo titular da 1ª Vara de Competência Geral da Comarca de Oiapoque, juiz Heraldo Costa. A abertura ocorreu no Fórum da cidade, na terça-feira (16). Nesta quarta-feira (17), a programação incluiu visita guiada à terra indígena Aldeia do Manga e a roda de conversa “Territórios de Resistência: Vida, Direitos e Acesso à Justiça para os Povos Indígenas do Oiapoque”, com reflexões sobre direitos, cidadania e acesso à Justiça para os povos originários da região.

Para o juiz Heraldo Costa, o encontro fortalece o diálogo institucional em uma área marcada por desafios comuns entre os dois países. Segundo o magistrado, os debates contribuíram para ampliar a compreensão sobre temas que impactam diretamente a realidade social, econômica e trabalhista da faixa de fronteira.

“Os painéis permitiram a troca de experiências sobre cooperação internacional em matéria trabalhista sob as perspectivas brasileira e francesa, além de reflexões sobre os impactos do garimpo, da exploração de petróleo, da transição energética e seus reflexos nas relações de trabalho. O encontro também destacou a importância dos debates sobre migrações transfronteiriças, mudanças climáticas, trabalho decente na Amazônia, temas fundamentais para a construção de soluções conjuntas entre as instituições dos dois países”, observou o juiz Heraldo Costa.

Programação 

Nos dois dias, a programação abordou assuntos como cooperação judiciária internacional, migrações transfronteiriças, mineração artesanal, combate a ilícitos, exploração de petróleo, transição energética, mudanças climáticas e trabalho decente na Amazônia.

Paralelamente ao encontro, órgãos municipais, estaduais e federais realizaram ações itinerantes voltadas ao atendimento da população. A abertura das atividades contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o ministro Cláudio Brandão, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o desembargador Francisco Sergio, do TRT 8 Pará e Amapá, o juiz Heraldo Costa do TJAP, representantes do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), e o prefeito de Oiapoque, Inácio Maciel.

Ao final do encontro, os participantes apresentaram a minuta da Carta de Intenções, documento que reúne as principais contribuições e diretrizes construídas durante os debates e que servirá de base para futuras ações conjuntas entre as instituições participantes.

As ações itinerantes nas Terras Indígenas irão até sexta-feira (19).

Relação transfronteiriça

A fronteira do Brasil com a Guiana Francesa possui extensão de 730,4 quilômetros, dos quais 427,2 quilômetros são formados por rios e 303,2 quilômetros por divisor de águas. A região tem população estimada em 32 mil habitantes, sendo 26,6 mil pessoas em Oiapoque, no extremo norte do Amapá, e aproximadamente três mil em Saint Georges. Os dois municípios são separados pelo Rio Oiapoque e conectados pela Ponte Binacional.

A Guiana Francesa é um departamento ultramarino da França, com população estimada em 294 mil habitantes. Entre suas principais atividades econômicas estão a agricultura, o turismo e a pesca.

Fogos de artifícios: Recomendação orienta população sobre crime ambiental e penalidades


Em razão da utilização de fogos de artifício com estampidos, o promotor de justiça da 1ª Promotoria de Meio Ambiente, Afonso Pereira, expediu Recomendação para toda sociedade amapaense, para que se abstenha da prática, comumente usada durante festejos juninos. A Recomendação é resultado de inúmeras ocorrências nos primeiros dias do mês de junho e foi publicada nessa segunda-feira (15).

Na capital, a queima, manuseio e soltura de fogos de artifício com estampidos são proibidos por legislações municipal e estadual, para proteção da saúde de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), idosos, enfermos e animais.

O promotor considera na Recomendação os impactos deste tipo de poluição sonora à saúde humana e à fauna urbana e doméstica, o que gera pânico, desorientação e traumas. Além de configurar crime ambiental, sujeita os infratores a sanções e multas administrativas.

Afonso Pereira cita que a população pode fazer a “opção consciente” pelos chamados fogos de vista, com efeitos visuais e sem som, para eventos culturais, festivos e religiosos. Ele orienta para a colaboração ativa de cidadãos para atuação preventiva e conscientização de amigos, vizinhos, familiares e organizadores de eventos, sobre riscos e ilegalidade.

Na Recomendação, é advertido que o descumprimento das normas protetivas incide na responsabilização dos infratores nas esferas administrativas e penal, para apuração de eventual crime ambiental e perturbação de sossego alheio. A Recomendação foi encaminhada aos órgãos de segurança e ambientais de Macapá.

PlenaMente Digital60+: TJAP abre inscrições para oficina de inclusão digital destinada a pessoas com 60 anos ou mais


Aprender a utilizar ferramentas digitais, ampliar a autonomia no dia a dia e fortalecer a inclusão tecnológica são os objetivos de mais uma edição da oficina do Projeto PlenaMente Digital60+, promovida pelo Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP). A atividade será realizada de 22 a 26 de junho de 2026, das 8h às 12h, na sala de informática da Escola Judicial do Amapá (Ejap), localizada no prédio da Fecomércio, e é voltada a pessoas com 60 anos ou mais interessadas em desenvolver habilidades no ambiente digital.

As inscrições para servidoras e servidores ativos deverão ser realizadas por meio do Sistema Integrado de Gestão (SIG), pelo endereço eletrônico: https://bit.ly/inscricao-tjap. Para os participantes da comunidade externa, as inscrições estão disponíveis, por meio de formulário eletrônico, acessível ao clicar aqui. As vagas são limitadas, e as inscrições permanecerão abertas até o dia 21 de junho.

A programação contempla aulas práticas, simulações, exibição de vídeos e utilização de materiais de apoio, além de acompanhamento individualizado para auxiliar o processo de aprendizagem. Ao término da formação, os participantes receberão certificado de participação.

Coordenado pela Secretaria de Planejamento, Gestão Estratégica e Governança (Seplan/TJAP) e executado em parceria com a Ejap, o projeto alia sua atuação social às diretrizes da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e segue as Resoluções nº 230/2016, 313/2020, 368/2021 e 520/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reforçam o compromisso institucional com a promoção da inclusão digital e alinham o Poder Judiciário aos princípios de dignidade, igualdade e justiça social.

De acordo com a chefe da Seção de Métodos e Práticas Colaborativas da Seplan/TJAP, Rúbia Balieiro, o Projeto PlenaMente Digital60+ vai além do ensino de ferramentas tecnológicas.

“As oficinas do Projeto PlenaMente Digital60+ são muito mais do que momentos de aprendizado técnico: elas se tornam encontros de descoberta, acolhimento e pertencimento. Cada participante não apenas aprende a usar um celular ou um aplicativo com segurança, mas também reencontra a alegria de se comunicar com quem ama, de explorar o mundo sem sair de casa e de sentir que ainda pode acompanhar o ritmo da vida moderna”, detalhou Rúbia Balieiro.
Segundo ela, o impacto da iniciativa é significativo, pois favorece a construção de novas amizades, fortalece os laços familiares e amplia a confiança dos participantes ao demonstrar que a idade não constitui um obstáculo para o aprendizado e para o futuro. A servidora destacou ainda que “a inclusão digital ultrapassa o domínio das ferramentas tecnológicas e representa, sobretudo, uma forma de inclusão humana, capaz de promover conexão, autonomia e participação social”, concluiu a servidora.

Mais sobre o projeto

Com o objetivo de promover a inclusão digital da população idosa por meio de capacitação para o uso seguro de tecnologias portáteis, proteção no ambiente virtual e participação na sociedade conectada, o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio da Secretaria de Planejamento, Gestão Estratégica e Governança (Seplan/TJAP) e executado em parceria com a Ejap, lançou em março de 2026, o projeto PlenaMente Digital60+, iniciativa voltada à capacitação de pessoas de 60 anos ou mais.

As capacitações são desenvolvidas em oficinas presenciais com metodologia voltada ao aprendizado colaborativo e respeitando o ritmo de cada participante. De forma prática e acessível, o conteúdo aborda noções básicas sobre dispositivos digitais, navegação segura na internet, uso de redes sociais e aplicativos, proteção contra golpes virtuais, inteligência artificial no cotidiano, serviços financeiros digitais e identificação de notícias falsas.

Critério de merecimento e paridade de gênero: TJAP homologa inscrição de três juízas que concorrem ao desembargo


O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) divulga oficialmente os nomes das magistradas que concorrem à vaga de desembargadora destinada exclusivamente a mulheres da carreira da magistratura estadual. A seleção ocorre pelo critério de merecimento e segue as diretrizes da Resolução nº 106 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com as alterações promovidas pela Resolução nº 525/2023, que instituiu medidas para ampliar a participação feminina nos tribunais de segundo grau.

Conforme o Edital nº 0217/2026, assinado pelo presidente do TJAP, desembargador Jayme Henrique Ferreira, tiveram as inscrições homologadas as juízas Alaíde Maria de Paula, Eleusa da Silva Muniz e Elayne da Silva Ramos Cantuária. As três magistradas integram a primeira quinta parte da lista de antiguidade da carreira e atendem aos requisitos legais para concorrer à promoção.

A vaga é destinada exclusivamente a magistradas de carreira e observa o disposto na Constituição Federal, nas normas do CNJ e no Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Amapá. A iniciativa integra a política nacional de equidade de gênero no Poder Judiciário e busca ampliar a presença feminina nos espaços de decisão dos tribunais brasileiros.

“O Tribunal Pleno conduzirá este processo com absoluta transparência, observância aos critérios legais e respeito à trajetória das magistradas habilitadas. A escolha refletirá os princípios que orientam o Poder Judiciário e a responsabilidade institucional de fortalecer uma Justiça cada vez mais representativa e comprometida com a sociedade”, destacou o presidente do TJAP.
O processo de promoção segue cronograma previamente definido pelo Tribunal. Após o encerramento das inscrições, os autos foram encaminhados à Corregedoria Geral da Justiça (CGJ/TJAP) e à Escola Judicial do Amapá (Ejap), responsáveis pela apresentação das informações funcionais, relatórios de produtividade e registros de aperfeiçoamento técnico das candidatas.

A avaliação considera critérios estabelecidos pelo CNJ, entre eles desempenho, produtividade, presteza e aperfeiçoamento técnico acumulados nos últimos 24 meses. As magistradas também receberam ciência formal das informações constantes nos autos, com possibilidade de manifestação dentro dos prazos previstos no edital.

Concluída essa etapa, a documentação retornará ao Tribunal Pleno Administrativo para apreciação. A escolha final ocorrerá em sessão pública, com votação nominal, aberta e fundamentada pelos desembargadores integrantes do colegiado, em data ainda a ser definida. Será promovida a magistrada que alcançar a maior pontuação ou que preencher os requisitos constitucionais de promoção automática por merecimento.

A desembargadora escolhida passará a integrar a composição da Corte de Justiça do Estado do Amapá, em uma vaga reservada à promoção de magistradas de carreira, conforme a política nacional de paridade de gênero no acesso aos tribunais de segundo grau.

Mais sobre as magistradas

Alaíde Maria de Paula

Ingressou na magistratura do Tribunal de Justiça do Amapá em 1991, após aprovação no primeiro concurso para juízes de Direito do estado. Integra a turma pioneira do Judiciário amapaense e participou da consolidação da Justiça estadual após a instalação do TJAP. Ao longo da carreira, atuou em diferentes unidades judiciais e desenvolveu iniciativas voltadas ao acesso à Justiça, com destaque para projetos itinerantes e ações de cidadania.

Eleusa da Silva Muniz

Ingressou na magistratura do TJAP em 1993. Construiu trajetória marcada pela atuação em diversas unidades judiciais do estado e pelo exercício da jurisdição em diferentes áreas do Direito. Também participou de atividades administrativas do Poder Judiciário e de ações destinadas à ampliação do acesso da população aos serviços da Justiça. Sua carreira reúne experiência, conhecimento institucional e ampla vivência na magistratura estadual.

Elayne da Silva Ramos Cantuária

Ingressou na magistratura do Tribunal de Justiça do Amapá em 1993. É titular da 2ª Vara de Família, Órfãos e Sucessões de Macapá. Ao longo da carreira, destacou-se pela atuação na área de família e sucessões, além do exercício de funções de gestão e representação institucional. Presidiu a Associação dos Magistrados do Amapá e exerceu funções ligadas à cooperação judiciária, à participação feminina no Poder Judiciário e às políticas de inclusão racial.

Conciliação: TJAP e Sebrae promovem “Sábado Também é Dia de Negociar” com 71 audiências agendadas

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AP), promoveu, neste sábado (30), mais uma edição do projeto “Sábado Também é Dia de Negociar”, iniciativa conduzida pela 4ª Vara do Juizado Especial da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (EPP), que tem como titular a juíza Eleusa Muniz, e pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos Empresarial (Cejusc Empresarial).

A ação ocorreu no hall de entrada do Sebrae, das 8h às 13h, com 71 audiências de negociação agendadas entre empresas e consumidores que buscaram solucionar pendências financeiras de forma rápida e consensual.
A titular da unidade especializada, juíza Eleusa Muniz pontuou sobre a manhã de resoluções e conciliações que beneficia todas as partes envolvidas:

“Esta ação é realizada há muitos anos. Ela oferece uma oportunidade tanto para o empresário, que busca a recuperação de seus créditos e o aumento de seu fluxo de caixa, quanto para o consumidor, que tem a chance de parcelar suas dívidas. A impossibilidade de pagamento, em muitos casos, não é por falta de vontade, mas sim por dificuldades financeiras”, esclareceu a magistrada.

E acrescentou: “esta é uma chance de renegociação, com a possibilidade da regularização do nome que abre portas para compras, financiamentos e acesso a serviços bancários”, destacou a juíza Eleusa Muniz.

As audiências para o mutirão são previamente agendadas, com 30 a 60 dias de antecedência, para dar tempo de realizar as citações, intimações e publicações para os advogados. Ocorrem de forma totalmente presencial, para que ambas as partes possam dialogar e conciliar com mais êxito.

A gerente da Unidade de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do Sebrae/AP, Elisângela Ramos, enalteceu a parceria de sucesso com a Justiça.

“Nós conectamos essas pessoas com pendências financeiras e os credores e isso faz com que esses processos, às vezes de tanto tempo, tenham um acordo. Então busquem a Justiça, pois essa estratégia de limpar o nome e solucionar o problema é excelente. E o Sebrae é sempre parceiro nesses trabalhos”, parabenizou a gerente.

Como a profissional do Sebrae/AP destacou, é uma forma essencial de sair das dívidas. Na prática, tanto o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), quanto o Serasa/SA funcionam como bancos de dados de crédito.

Vale destacar também que empresas consultam essas instituições antes de conceder financiamentos, empréstimos, cartões ou vendas parceladas. Quando uma pessoa deixa de pagar determinadas dívidas, seu nome pode ser incluído nesses cadastros.

O programa oferece benefícios como parcelamento facilitado e redução de juros, o que contribui para a recuperação de créditos das empresas e possibilita aos consumidores a regularização financeira, retirada do nome dos órgãos de restrição e retomada do acesso ao crédito.

Muito preocupada com uma dívida antiga, porém de um valor razoável,  a secretária Márcia Silva não via a hora de negociar suas pendências:

“Saio daqui do Sebrae mais tranquila, pois finalmente consegui dar um ponto final nesta dívida. Fiz um acordo e posso pagar o que devo. Estou feliz e satisfeita”, finalizou a secretária.

Realizado desde 2007, o projeto é fruto da parceria entre TJAP e Sebrae/AP e tem como foco a resolução de demandas de baixa complexidade, e fortalece a cultura da conciliação e incentiva a reaproximação entre empresas e clientes.

Justiça do Trabalho mantém condenações no caso do navio Anna Karoline III, naufrágio matou 42 pessoas no AP

Decisão de segunda instância confirmou responsabilidades da empresa proprietária da embarcação e seu comandante, atendendo a pedidos do MPT PA-AP

A Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8) manteve a condenação da Empresa de Navegação Erlon Rocha Transportes Ltda – ME (Erlonav) e do comandante do navio Anna Karoline III, que naufragou em 29 de fevereiro de 2020, no rio Jari, no Amapá, matando 42 pessoas, dentre elas duas trabalhadoras não aquaviárias que prestavam serviços a bordo. A decisão confirmou integralmente a sentença de primeiro grau proferida em ação civil pública de autoria do Ministério Público do Trabalho PA-AP (MPT), além de acatar recurso do MPT para estender obrigações ao segundo réu da ação.

Na decisão, foram rejeitados os recursos apresentados pela empresa e pelo comandante, mantendo-se a condenação solidária imposta a ambos quanto ao pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo. Da mesma forma, foram fixadas diversas obrigações relacionadas à segurança e saúde no trabalho aquaviário aos dois demandados.

O caso

A ação proposta pelo MPT requereu a reparação dos danos decorrentes de violação às normas de segurança e medicina do trabalho que resultaram no naufrágio ocorrido em 29/02/2020, no rio Jari, além da cessação de condutas ilícitas contra o meio ambiente laboral. As investigações identificaram sérias irregularidades, incluindo excesso de carga – 69% superior à capacidade permitida –, má distribuição da carga, operação em rota não autorizada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e adulteração do disco de Plimsoll, dispositivo que indica o limite seguro de carga da embarcação.

Segundo a Justiça, o naufrágio ocorreu em um contexto de negligência generalizada, com falhas estruturais, ausência de treinamento adequado da tripulação e práticas operacionais inseguras, como abastecimento irregular em meio à viagem. Tal contexto configurou violação grave, justificando a condenação por dano moral coletivo.

Ao analisar os recursos, o Tribunal rejeitou alegações levantadas pelos réus, como a tese de prescrição, destacando que casos envolvendo danos ao meio ambiente do trabalho são imprescritíveis, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal. De acordo com a decisão, “o direito ao meio ambiente do trabalho ecologicamente equilibrado é um direito fundamental de natureza indisponível, cujos efeitos do dano podem se prolongar no tempo, afetando gerações presentes e futuras”.

Outro ponto confirmado da sentença em 1º grau foi a responsabilidade solidária da empresa e do comandante, mesmo sob o argumento de que a embarcação estava alugada ao comandante. Para Justiça, “é inegável que a execução da atividade econômica beneficiava os dois réus e que a relação entre as partes transcendia o simples arrendamento, tratando-se de verdadeira integração empresarial para exploração de transporte aquaviário sob a chancela e CNPJ da proprietária”. Para a 2ª Turma do TRT8, a empresa, como proprietária da embarcação, possuía dever legal de fiscalização das condições de segurança e navegabilidade, sendo responsável pelos danos decorrentes do acidente.

PROCESSO nº ROT 0000250-85.2025.5.08.0203

Ministério Público do Trabalho

TJAP alerta sobre o golpe do “falso servidor da Justiça” com pedidos de PIX


O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) alerta a população sobre tentativas de golpe praticadas por criminosos passando-se por servidores ou, de algum modo, representantes do Poder Judiciário. Os golpistas por vezes utilizam dados reais de processos judiciais para entrar em contato com cidadãos e solicitar pagamentos indevidos, geralmente via PIX, sob a falsa promessa de liberação de valores ou aceleração de decisões e julgamentos.

Com abordagens que geralmente ocorrem por mensagens ou ligações telefônicas, com destaque para aplicativos de conversa como o WhatsApp, os criminosos mencionam números de processos verdadeiros e utilizam nomes, cargos e até imagens de magistrados, magistradas, servidores e servidoras para dar aparência de legitimidade ao contato e às exigências dos pagamentos.

O que fazer em caso de tentativa de golpe?

O TJAP orienta que, ao receber uma solicitação de pagamento por alguém se dizendo juiz, juíza, servidor ou servidora (ou de qualquer ligação com a Justiça), a pessoa:

• não realize o pagamento;

• não forneça dados pessoais ou bancários;

• confirme as informações exclusivamente pelos canais oficiais do Tribunal;

• procure a unidade judicial responsável pelo processo.

A checagem pelos meios oficiais reduz significativamente o risco de prejuízo financeiro e ajuda a interromper a ação dos golpistas.

 

Residência Jurídica do TJAP: seleção para o programa em 2026 incorpora novas políticas de inclusão


Encerra nesta sexta-feira (08/05) o prazo para inscrições e pagamento da taxa para interessados(as) em concorrer a uma das 30 (trinta) vagas do Programa de Residência Jurídica do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP). A seleção também formará cadastro reserva e representa uma excelente oportunidade para bacharéis em Direito recém-formados ou que cursam especializações lato sensu (pós-graduação, MBA) ou stricto sensu (mestrado e doutorado).

Com duração inicial de 12 (doze) meses, prorrogável por até 3 (três) anos, a Residência oferece bolsa no valor de 3 (três) salários mínimos (R$ 4.863,00), jornada de 6 horas diárias e atividades de aprendizagem profissional sob supervisão de magistrados e magistradas do Tribunal.

As inscrições podem ser feitas no Portal do TJAP(menu Concursos > Residência Jurídica > Edição 2026 > Link de Inscrição) ou diretamente aqui.

Novidades

Em relação à edição de 2023, o processo seletivo de 2026 traz avanços importantes, especialmente na ampliação das políticas de inclusão, com reserva de vagas para dois novos públicos: pessoas indígenas e candidatas do gênero feminino.

Pessoas Indígenas

O TJAP mantém posição de destaque nas políticas de inclusão ao destinar 3% das vagas para pessoas indígenas. Das 30 vagas ofertadas, 1 (uma) se destina a candidatos(as) autodeclarados indígenas, conforme definição legal: pessoas de origem e ascendência pré-colombiana que se identificam e se reconhecem como integrantes de grupo étnico com características culturais próprias.

Candidatas do Gênero Feminino

Outra inovação relevante, prevista na Resolução nº 1778/2026, estabelece a reserva de 50% das vagas para candidatas do gênero feminino. Assim, 15 (quinze) das 30 vagas destinam-se exclusivamente a candidatas autodeclaradas.

A perspectiva de gênero adotada pelo Tribunal ultrapassa critérios biológicos e inclui aspectos relacionados à identidade, dignidade e personalidade da pessoa humana. Esse posicionamento reforça o compromisso institucional com políticas públicas voltadas à construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e democrática.

Para concorrer às vagas reservadas, a candidata deve declarar essa opção no ato da inscrição. Caso não tenha feito essa indicação, pode atualizar os dados no sistema até o dia 08/05/2026, sem necessidade de nova inscrição.

Até o fechamento desta matéria (05/05, às 17h), 341 candidatas se inscreveram, mas apenas 248 optaram por disputar as vagas reservadas. Outras 93 ainda não registraram essa escolha.

Estatísticas

No mesmo período, 478 pessoas se inscreveram no processo seletivo. Destas, 90 efetuaram o pagamento da taxa, 184 obtiveram isenção e 204 aguardam confirmação por meio do pagamento.

As inscrições devem ocorrer exclusivamente pelo site do TJAP, e o pagamento da taxa exige o uso do boleto gerado na própria plataforma. O Tribunal alerta para golpes: apenas pagamentos por código de barras ou QR Code/Pix presentes no boleto oficial têm validade.

O canal oficial para dúvidas é o e-mail: [email protected].

Sobre as vagas

Na seleção de 2023, o Tribunal aprovou 48 pessoas para 30 vagas, além do cadastro reserva. Atualmente, 19 residentes permanecem no programa, e 16 atingirão o prazo máximo em agosto de 2026. Muitos participantes da edição anterior avançaram na carreira, inclusive com aprovação em concursos públicos, como o XIII Concurso de Servidores do TJAP.

Com a adoção deste programa, o Tribunal de Justiça garante uma oportunidade concreta de qualificação profissional. A Residência Jurídica contribui para o desenvolvimento de carreiras jurídicas e fortalece a formação de profissionais mais preparados para atuar na promoção da justiça e na defesa de direitos.

Operação “Perdidos no Tempo” cumpre mandatos em Macapá e apura uso indevido de funções públicas


No início da tarde desta quarta-feira (6), o Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, da Probidade Administrativa e das Fundações de Macapá (1ª Prodemap), com o suporte logístico do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e do
 Núcleo de Investigação (NIMP), deflagrou a operação “Perdidos no Tempo”, quando deu cumprimento a 5 mandados de busca e apreensão expedidos nos autos de investigação ministerial que tramita sob segredo de justiça.

É importante destacar que as medidas constritivas não tinham como alvos as instituições públicas, mas sim servidores específicos, sob a omissão de que instrumentalizassem suas funções públicas para, em tese, prática de ilícitos.

Observados os ritos procedimentais de prática, a Câmara Municipal de Vereadores (CMM) e a Prefeitura de Macapá (PMM) prestaram o auxílio necessário, viabilizando o cumprimento das ordens judiciais sem quaisquer intercorrências ou óbices.

A operação ocorre dentro do horário permitido pela legislação processual penal vigente. A antecipação das diligências deu-se em virtude da veiculação de matéria jornalística na noite anterior (5 de maio), contendo informações sensíveis sobre o caso. Tal circunstância aponta para um potencial vazamento de dados sigilosos, fato que já está sendo objeto de rigorosa depuração interna no âmbito ministerial.

Por fim, o Ministério Público reafirma seu compromisso inabalável com a apuração dos fatos, agiu sempre com o rigor necessário para a preservação do patrimônio público e a garantia da probidade administrativa.

Deputada federal que pagou procedimento estético com dinheiro público é cassada em ação do MP Eleitoral


Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, nesta quinta-feira (30), a cassação do mandato da deputada federal Silvia Nobre Lopes, conhecida como Silvia Waiãpi, por utilizar recursos públicos de campanha para pagar procedimento de harmonização facial nas eleições de 2022. O pedido de cassação foi apresentado pelo Ministério Público (MP) Eleitoral à Justiça Eleitoral do Amapá, após denúncia da então coordenadora de campanha da parlamentar.

O mandato da deputada já havia sido cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE/AP), mas ela recorreu ao TSE. Segundo o MP Eleitoral, a parlamentar utilizou R$ 9 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), quando era candidata, para custear procedimento estético, o que é proibido pela legislação eleitoral. A decisão foi baseada no art. 30-A da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), que prevê a cassação do diploma em casos de irregularidades graves na arrecadação ou nos gastos de campanha.

Na sessão de hoje, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, destacou que os gastos irregulares foram comprovados por documentos e testemunhas, o que representa “grave violação à moralidade e à transparência” nas despesas de campanha. Ele ressaltou ainda que a deputada falsificou nota fiscal para burlar a fiscalização da Justiça Eleitoral. “O montante desviado não pode ser considerado irrelevante, quando estamos diante de ilegalidade qualificada e má-fé”, apontou o vice-PGE.

Julgamento – O relator do caso, ministro André Mendonça, afirmou que os fatos foram devidamente comprovados e que a conduta da parlamentar “ofende diretamente a integridade moral do processo eleitoral e compromete a legitimidade do mandato obtido nas urnas”. O caso estava em julgamento no plenário virtual, mas foi para o plenário físico após pedido do ministro Nunes Marques.

Com a decisão do TSE, os votos recebidos pela parlamentar serão anulados. Com isso haverá recálculo dos quocientes eleitoral e partidário, para que a vaga seja redistribuída. O TSE determinou a comunicação imediata ao presidente do TRE/AP para que a medida seja cumprida.

Recurso Ordinário Eleitoral 0601542-45.2022.6.03.0000

Nova desembargadora: TJAP publica edital para promoção por merecimento voltado à magistrada com foco em equidade de gênero


O presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), desembargador Jayme Ferreira, tornou público, na quarta-feira (29), o Edital nº 0217/2026-GP para o preenchimento de uma vaga ao cargo de desembargadora da Corte. A seleção ocorrerá por meio de promoção pelo critério de merecimento e é de acesso exclusivo para magistradas de carreira, em conformidade com a Política de Ação Afirmativa de Gênero instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A vaga ficou em aberto com a aposentadoria voluntária do desembargador Gilberto Pinheiro.

As juízas de direito de entrância final – titulares das unidades judiciais nas comarcas de Macapá e Santana – interessadas devem realizar a habilitação no prazo de 10 dias, contados a partir da publicação no Diário da Justiça Eletrônico. A inscrição deve ser realizada por meio de protocolo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), direcionado ao Tribunal Pleno Administrativo. Podem inscrever-se as magistradas que integram a primeira quinta parte da lista de antiguidade e que atendam aos requisitos legais, como o mínimo de dois anos de efetivo exercício no cargo ou entrância.

Critérios de equidade e avaliação de merecimento

O certame segue as diretrizes da Resolução nº 106/2010 do CNJ, alterada pela Resolução nº 525/2023, que dispõe sobre a paridade de gênero no acesso aos tribunais de 2º Grau. A avaliação das candidatas considera o desempenho, a produtividade, a presteza e o aperfeiçoamento técnico acumulados nos últimos 24 meses.

 Prazos processuais e recursos administrativos

Após o encerramento das inscrições, a Secretaria do Tribunal Pleno Administrativo publicará a relação das magistradas inscritas e encaminhará os autos à Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ/TJAP) e à Escola Judicial do Amapá (Ejap). Estes órgãos dispõem de cinco dias para juntar os relatórios de produtividade e aperfeiçoamento técnico. As candidatas receberão notificação para tomar ciência das informações e podem apresentar impugnações no prazo de cinco dias.

A escolha final acontece em sessão pública, com votação nominal, aberta e fundamentada pelos desembargadores integrantes do Pleno Administrativo. Considera-se promovida a magistrada que obtiver a maior pontuação ou aquela que preencher os requisitos de promoção automática previstos na Constituição Federal de 1988, como figurar três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento.

O cronograma completo e os pré-requisitos detalhados constam nos anexos do Edital nº 0217/2026-GP.

João Pedro Becker Santos é reconduzido ao cargo de procurador-chefe do MPF no Amapá

Membro terá como substituto o procurador da República Milton Tiago Araújo de Souza Junior

O atual procurador-chefe do Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP), João Pedro Becker Santos, foi reconduzido ao cargo para o biênio 2026/2028. O membro terá como substituto o procurador da República Milton Tiago Araújo de Souza Junior, que atuou eventualmente na substituição do cargo nos últimos dois anos.

A portaria de nomeação foi publicada na quarta-feira (15) no Diário Oficial da União. O documento relaciona os titulares e substitutos no cargo para o próximo biênio em todas as unidades do MPF no Brasil. Os mandatos dos atuais ocupantes dos cargos terminam em 31 de julho de 2026.

Os nomeados para a gestão da PR/AP foram escolhidos pelo Colégio de Membros da unidade. Os nomes foram enviados ao procurador-geral da República, a quem cabe fazer as designações, conforme previsão da Lei Complementar 75/1993.

Parceiro Digital: comerciantes de Oiapoque aderem ao programa que amplia o acesso ao TJAP por meio de compartilhamento da conexão wi-fi


O Programa Parceiro Digital do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) esteve, no período de 9 e 10 de abril de 2026, na Comarca de Oiapoque, localizada a cerca de 580 km da sede do Poder Judiciário. Desta vez, mais empreendedores do município puderam participar da iniciativa ao disponibilizar a rede de conexão à internet de seus estabelecimentos comerciais para o acesso da população aos serviços do TJAP, como emissão de certidões negativas, consultas processuais ou até participar de audiência judicial ou de conciliação.

A ação foi executada pela equipe da Secretaria de Comunicação (Secom/TJAP) e tem o objetivo de expandir a rede de apoio da instituição, para que a população tenha pleno acesso aos atendimentos virtuais.

Em Oiapoque, cidade que faz fronteira internacional com a Guiana Francesa, empresários de diversos ramos aderiram à parceria. A cidade, que tem mais de 28 mil habitantes, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Amapá, recebe cada vez mais turistas e cidadãos brasileiros moradores da Guiana Francesa, o que aumenta a demanda por acesso à internet e aos serviços do Judiciário.

Mercados, lojas de roupas, lanchonetes, padarias e até distribuidoras aderiram ao programa que amplia o acesso aos serviços jurisdicionais de forma digital. O empresário Jairon Silva da Rocha, proprietário da Delta Engenharia Solar, afirmou que, por já ter tido dificuldades para acessar Wi-Fi em momentos de necessidade, é importante expandir a rede de apoio a pessoas que não têm acesso livre à internet.

“É uma excelente iniciativa, porque facilita o acesso da população aos serviços da Justiça. Quando alguém precisar de algum atendimento do TJAP, poderá acessar por aqui mesmo. Eu, inclusive, já tive dificuldade para obter esses serviços e, agora, com essa rede de parceiros, ficou tudo bem mais simples”, relatou o empreendedor.

O diretor do Fórum de Oiapoque, juiz Heraldo Costa, afirmou que, no contexto de fronteira, é importante facilitar o acesso ao Poder Judiciário, por se tratar de um local estratégico.

“É com grande satisfação que recebemos a equipe de Comunicação, responsável pela renovação do programa Parceiro Digital. Este programa é de suma importância, pois visa estabelecer um canal de comunicação dinâmico e acessível entre os cidadãos e o sistema judiciário.”

Ele complementa ao mencionar a digitalização de processos: “A crescente busca por interação com a Justiça, aliada ao avanço tecnológico e à adesão de processos eletrônicos, demonstra a necessidade de ferramentas digitais eficientes. O Parceiro Digital, nesse contexto, desempenha um papel fundamental ao promover maior interação entre a população e o Poder Judiciário. Reconhecemos a relevância de garantir o acesso à informação e aos serviços digitais para todos, inclusive para aqueles que não possuem acesso facilitado à internet”, detalhou o magistrado.

Nos dias 13 e 14 de abril, o Parceiro Digital percorrerá as ruas das Comarcas de Amapá e Calçoene em busca de novos empreendedores que possam colaborar com a iniciativa e da renovação do cadastro de empresas que já alcançaram 12 meses de parceria.

Mais sobre o Programa Parceiro Digital

Implementado pelo TJAP em 2022 e estendido em 2023, o programa Parceiro Digital tem o objetivo de ampliar a acessibilidade, via internet sem fio, aos serviços do Judiciário para quem precisa. Para identificar o programa, cada órgão parceiro deverá fixar adesivos nas instituições, em pontos estratégicos, sinalizando que o local é um ponto do Parceiro Digital. A iniciativa atende às normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A ação consiste na fixação de um adesivo que sinaliza a ação de inclusão digital em órgãos públicos e privados dos municípios onde já existe internet, com o QR Code que permite o acesso ao portal do TJAP. Assim, o cidadão poderá conseguir a emissão de uma Certidão ou participar de audiência com o magistrado, tudo de forma virtual. No ano passado, mais de 600 empreendimentos privados se tornaram parceiros.

Parceiro Digital: comerciantes de Oiapoque aderem ao programa que amplia o acesso ao TJAP por meio de compartilhamento da conexão wi-fi

TJAP declara vacância no desembargo: nova vaga será ocupada por juíza de carreira após aposentadoria do decano Gilberto Pinheiro

A 975ª Sessão Ordinária do Pleno Administrativo do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), realizada nesta quarta-feira (8), declarou a vacância de cargo de desembargador em razão da aposentadoria voluntária do decano Gilberto Pinheiro. Com a decisão, o colegiado decidiu que será dado início ao trâmite para publicação de edital de promoção por merecimento, com direcionamento às juízas de carreira, em consonância com a política de incentivo à participação feminina nos tribunais de 2º grau.

Transmitida ao vivo no Canal do TJAP do YouTube, a sessão pode ser conferida aqui.

Conduzida pelo desembargador-presidente Jayme Ferreira, a Sessão definiu que a vaga será preenchida conforme os critérios estabelecidos pela Resolução nº 106/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que disciplina a promoção por merecimento, e pela Resolução nº 525/2023, voltada à promoção da paridade de gênero no Judiciário.

A vacância decorre da Portaria nº 78.545/2026, publicada no Diário de Justiça Eletrônico nº 58, de 6 de abril de 2026, que concedeu aposentadoria voluntária ao desembargador Gilberto de Paula Pinheiro, último integrante da formação pioneira do TJAP ainda em atividade. Sua trajetória no Judiciário amapaense foi marcada por atuação decisiva na consolidação institucional da Corte, além de julgamentos pautados pela observância rigorosa da Constituição Federal, da Constituição Estadual e da legislação vigente.

Durante a sessão, por iniciativa do desembargador Mário Mazurek, foi proposta a realização de uma Sessão Solene em homenagem ao desembargador aposentado Gilberto Pinheiro. Aprovada por unanimidade, a data da Cerimônia será divulgada posteriormente.

Ao destacar sua carreira, o presidente Jayme Ferreira ressaltou o compromisso do desembargador Gilberto Pinheiro com o desenvolvimento do Estado do Amapá e sua contribuição para o fortalecimento do Judiciário local.

Como medida administrativa decorrente, o Pleno também deliberou pela prorrogação da convocação do juiz de Direito da entrância final Marconi Pimenta, que permanecerá com jurisdição plena no Gabinete 1 — agora vago – até a posse da nova titular.

A sessão contou com a participação dos desembargadores Carmo Antônio de Souza, Agostino Silvério Junior, Carlos Tork, João Lages, Adão Carvalho e Mário Mazurek.

Na mesma manhã, também foi realizada a 925ª Sessão Ordinária do Tribunal do Pleno Judicial, com a participação do procurador de Justiça Nicolau Crispino como representante de Ministério Público do Amapá (MP-AP).

Corregedoria-Geral de Justiça do TJAP constata que protesto de títulos viabiliza recuperação de quase R$ 1,5 bilhão no Amapá


O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio da Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ/TJAP), constatou, a partir de inspeções e levantamentos iniciados em 2025, que o protesto de títulos se consolidou como mecanismo eficaz de recuperação de créditos no Estado. A apuração, feita por meio de fiscalização das atividades extrajudiciais, analisou as prestações de contas, com base comparativa de um período de cinco anos. O resultado aponta a recuperação de quase R$ 1,5 bilhão, conforme dados sistematizados pela Coordenadoria de Gestão Extrajudicial (Cogex/CGJ), e evidencia o fortalecimento da economia e a redução da judicialização.

O cenário nacional reforça a relevância do tema. O Brasil soma mais de 81 milhões de consumidores inadimplentes e valores superiores a R$ 500 bilhões, segundo a Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg). A inadimplência impacta o fluxo de caixa das empresas, encarece o crédito, dificulta investimentos e reduz a arrecadação pública. Ao mesmo tempo, estudos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam limitações da via judicial para cobranças em larga escala, em razão do custo elevado e do tempo de tramitação.

Nesse contexto, o protesto de títulos, instituído pela Lei nº 9.492/1997, apresenta-se como alternativa eficiente. O procedimento comprova a inadimplência e o descumprimento de obrigações por meio de etapas simples, prazos curtos e custos reduzidos. Além da função de cobrança, atua na prevenção de conflitos. Dados da 7ª edição do relatório Cartórios em Números indicam que mais de 60% dos títulos são solucionados em até três dias úteis, o que demonstra elevada capacidade de resposta do mecanismo.

No setor público, o protesto também se destaca. Entre abril de 2023 e setembro de 2025, mais de 7,2 milhões de títulos públicos foram recuperados no país. Em 2023, foram mais de 2,6 milhões de títulos, com cerca de R$ 27,4 bilhões. Em 2024, aproximadamente 2,4 milhões de títulos, com valores superiores a R$ 47,6 bilhões. Em 2025, até setembro, já são 2,7 milhões de títulos, com mais de R$ 44,2 bilhões recuperados.

No Amapá, dados encaminhados pelo Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB) à CGJ/TJAP confirmam o desempenho. No segmento privado, em 2024, foram recuperados 31.894 títulos, o equivalente a 37,32% do total encaminhado a protesto. Em 2025, o desempenho se mantém, com milhares de títulos quitados ainda na fase inicial. Nos créditos públicos, em 2023, foram recuperados 31.531 títulos, com índice de 63,17%.

No consolidado de 2021 a 2025, os títulos privados somam mais de R$ 2,13 bilhões encaminhados a protesto, com recuperação aproximada de R$ 830 milhões, enquanto os créditos públicos ultrapassam R$ 5,47 bilhões, com mais de R$ 656 milhões recuperados. Somados, os valores superam R$ 1,48 bilhão.

A juíza auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça, Liége Gomes, enfatizou o papel institucional da atuação orientadora junto às serventias extrajudiciais e a importância do acompanhamento realizado pela Corregedoria no alcance dos resultados.

 “O protesto de títulos representa hoje uma ferramenta essencial de eficiência institucional, capaz de transformar inadimplência em liquidez, fortalecer a arrecadação pública e promover soluções céleres e seguras, alinhadas à política de desjudicialização e ao desenvolvimento econômico do Estado. Ficamos satisfeitos com essa constatação, pois contribuímos com esse trabalho por meio de orientações realizadas nas inspeções da Corregedoria-Geral de Justiça”, pontuou a juíza Liége Gomes.

A utilização do protesto está alinhada às diretrizes do CNJ, que incentiva políticas de desjudicialização e racionalização do sistema de justiça. Normas recentes reforçam o uso de mecanismos extrajudiciais como etapa prévia ao ajuizamento de demandas, com impacto direto na redução do acervo processual e na melhoria da eficiência jurisdicional. A combinação de celeridade, baixo custo, segurança jurídica e alta taxa de recuperação consolida o protesto como instrumento essencial para o equilíbrio econômico e jurídico.

Mais sobre as inspeções e reconhecimento do Judiciário ao trabalho dos Cartórios

Com o objetivo de aprimorar as atividades judiciais e extrajudiciais, a CGJ/TJAP, sob a condução do desembargador João Lages, executa ao longo do ano um cronograma de inspeções nas serventias das comarcas. As ações incluem orientação técnica e acompanhamento das atividades cartorárias, com caráter pedagógico e foco na melhoria contínua dos serviços.

Fontes e referências

•           ANOREG/BR – Cartórios em Números – 7ª edição

•           Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – Ofício IEPTB nº 002/2026

•           ANOREG/BR