Em cooperação internacional, Unifap participa de ações junto a agricultores e universidades da Europa e América do Sul

Docentes da Universidade participaram de ações em projeto que objetiva desenvolver práticas pedagógicas inovadoras.


Entre os meses de fevereiro e março de 2024, docentes da Universidade Federal do Amapá (Unifap) participaram de ações do projeto “Inovações educativas, sociais e tecnológicas para o desenvolvimento agrícola sustentável e o cooperativismo nos territórios rurais da Amazônia equatoriana e brasileira (Icoopeb)”. O projeto visa desenvolver práticas pedagógicas inovadoras, promovendo a utilização de novas tecnologias digitais e a aproximação dos professores do ensino superior às necessidades das populações do campo na Amazônia.

O Icoopeb contribuirá para melhorar a formação e empregabilidade dos estudantes na economia social e solidária (SSE) e em organizações de desenvolvimento territorial sustentável nas universidades amazônicas. Ele se baseia no desenvolvimento e aprendizagem de ferramentas digitais para comunicar as necessidades das comunidades rurais e construir soluções adequadas, aproximando os estudantes das empresas cooperativas.

O projeto integra professores, estudantes, profissionais da economia social e solidária, produtores rurais e comunidades tradicionais. É financiado pela União Europeia e é coordenado pela Universidade de Le Mans (França). Tem a participação de duas universidades da Espanha (Alicante e Miguel Hernández) e envolve professores e estudantes de duas instituições equatorianas (Uniandes e UCE) e três instituições brasileiras (Instituto Federal do Pará – Campus Castanhal, Unifap e Universidade Federal Rural da Amazônia), além de parceiros associados nas comunidades rurais do Equador (províncias de Pastaza e Napo) e do Brasil (estados do Amapá e do Pará).

No período de 19 a 23 de fevereiro, o prof. Galdino Xavier (Curso de Licenciatura em Educação do Campo e Mestrado em Desenvolvimento da Amazônia Sustentável) participou, na Universidade de Le Mans, do curso de formação sobre a concepção e implementação de ferramentas digitais para comunidades rurais, além de ter participado de visitas de campo em áreas rurais e propriedades agrícolas no noroeste da França. No período de 04 a 09 de março, os docentes Jodival Costa (Curso de Arquitetura e Urbanismo; Mestrados em Geografia e em Estudos de Fronteira) e Galdino Xavier estiveram no Equador participando do Seminário Internacional do Projeto Icoopeb nas cidades de Ambato, Puyo e Tena, o qual envolveu planejamento do projeto e visita em comunidades indígenas com atividades de turismo comunitário.

Na visita de Macron ao Senado, Davi ressalta importância da parceria entre França e Amapá para concretização de projetos no estado

Parlamentar e governador Clécio participaram da comitiva que recepcionou o presidente francês, no Congresso Nacional


Membro da comitiva, liderada pelo presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que recebeu o presidente da França, Emmanuel Macron, no Senado Federal, nesta quinta-feira (28), o senador Davi Alcolumbre (União-AP) ressaltou a importância da relação do país não só com o Brasil, mas também com o Amapá. Acompanhado do governador Clécio Luís e do senador Randolfe Rodrigues (Sem Partido-AP), Alcolumbre disse, em coletiva, que seu estado tem o interesse de resolver alguns “gargalos institucionais” no que diz respeito às relações internacionais com a Guiana Francesa, região considerada um departamento ultramarino francês, portanto, um território pertencente à França.

O senador citou como exemplo de ajuste a ser feito nessa relação institucional a obrigatoriedade do visto para os amapaenses entrarem na Guiana, com quem o Amapá faz divisa, enquanto que, para entrar na França, os brasileiros não precisam do documento. “Esse problema do visto tem sido dramático para os amapaenses porque, para entrar na Guiana, pede-se o visto e, para sair de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo em direção à França, não é necessário”, frisou o senador. ”Fazemos fronteira com a Guiana Francesa e, por isso, precisamos estreitar e institucionalizar essa relação entre os irmãos brasileiros e franceses que vivem há anos desde o Oiapoque a Guiana, especialmente em São Jorge”, acrescentou.

Para o senador Davi, o princípio da reciprocidade deve ser respeitado em todas as relações internacionais do Brasil com a França e territórios, e não apenas em parte do país. “Queremos que o princípio da reciprocidade seja respeitado para que a França compreenda esse problema que enfrentamos no Amapá, enquanto estado da Federação”, afirmou. Ainda segundo Alcolumbre, outro problema a ser solucionado na relação entre Brasil e Guiana está na cobrança do seguro automotivo para veículos brasileiros que entram no território francês, quando o contrário não ocorre.

“Temos uma ponte de concreto que liga o Amapá à Guiana Francesa, estabelecendo essa relação em cima do Rio Oiapoque. Os veículos do Amapá, portanto, do Brasil, não entram na Guiana, por conta de um acordo da União Europeia sobre seguros automotivos. Isso é um problema para todos nós, porque os veículos franceses atravessam a ponte e não são cobrados no Brasil. Já os do Brasil que querem atravessar para a Guiana precisam pagar um seguro altíssimo”, criticou.

Sobre os acordos de preservação ambiental com o governo francês, o senador lembrou que o Amapá é o estado mais preservado do Brasil, com mais de 97% de sua cobertura vegetal intacta e mais de 60% de terras protegidas. “Se há uma bandeira levantada pelo presidente da França sobre preservação ambiental deve-se saber que o Brasil dá sua parcela de contribuição, mas o Amapá dá muito mais. Somos o estado com mais de 97% de sua cobertura vegetal preservada, primária e intacta, temos 63% de terras protegidas, temos o maior parque de floresta tropical do planeta. Enfim, o estado dá ao mundo o que o mundo pede ao Brasil e à humanidade”, ressaltou.

_Mobilização conjunta pelo Amapá_

Presente no encontro com o presidente francês, o governador Clécio Luís afirmou que seu encontro com Macron teve o objetivo de aprimorar a cooperação entre os povos amapaenses e guianenses. “Viemos para defender nosso ponto de vista. Hoje já existe uma cooperação entre o Amapá e a Guiana Francesa acontecendo de verdade. O que precisamos, agora, é lançar luzes da legalidade entre essa cooperação para que ela se torne em uma relação institucional”.

Já o senador Randolfe Rodrigues destacou a união entre governo estadual e bancada no Senado para resolver as dificuldades na relação entre os dois países. “Hoje, devido a nossa mobilização comum, o governador esteve à mesa junto com o presidente francês e, de igual para igual, falamos tudo que queremos para trabalhar junto com a França. Porque reconhecemos o país e seu potencial e nos orgulhamos dessa fronteira, mas os interesses em comum precisam avançar e tenho certeza de que serão”.

Amapá participa de encontro da ONU sobre a situação da mulher no mundo

O encontro reúne lideranças mundiais, organizações não governamentais, empresas e ativistas de todo o mundo

O Amapá compõe a delegação brasileira presente na 68ª Sessão da Comissão Sobre a Situação da Mulher. O encontro é coordenado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e reúne lideranças mundiais, entidades não governamentais, empresas e ativistas de todo o mundo na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, para debater sobre temas como direitos humanos da população feminina, equidade de gênero e empoderamento.

O evento acontece anualmente, no mês de março, e em 2024 tem como tema: “Acelerar a conquista de igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas, enfrentando a pobreza e fortalecendo as instituições e o financiamento com a perspectiva de gênero”.

Presente no encontro, a secretária de Estado de Políticas para Mulheres, Adrianna Ramos, detalha a importância de apresentar a realidade das mulheres da Amazônia para o mundo.

“Será um momento de troca de experiências e informações a respeito dos direitos das mulheres de todo o mundo, porque estão presentes lideranças femininas históricas, que debatem sobre a situação de mulheres em cada uma de suas regiões”, avalia Adrianna.

A delegação brasileira é coordenada pelo Ministério da Mulher, e inclui a socióloga e primeira-dama Janja Lula da Silva e a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, além de secretarias estaduais das mulheres. A vice-governadora do Ceará e secretária da mulher, Jade Romero, falou das expectativas para o encontro na ONU.

“Esse é o segundo maior evento da ONU no mundo, temos mulheres de vários países fazendo as negociações diplomáticas, trazendo essa perspectiva dos mais diversos pontos do mundo sobre a política de mulher. Será um momento muito proveitoso de muito debate e tenho certeza que vamos construir muitas pontes entre nossos estados”, pontuou a vice-governadora.

Outra representante é a secretária da Mulher do Acre, Márdhia El-Sawwa, que destacou a importância dos estados da região Norte participarem encontro.

‘O Norte tem suas peculiaridades, estamos ansiosas e empolgadas com esse encontro. Estamos aqui para mostrar mais uma vez o poder das mulheres!”, destacou Márdhia.

Conselho do Rio Oiapoque: Governo do Amapá debate gestão integrada de recursos hídricos e sólidos na fronteira com a França

Entres os acordos, está a continuidade do projeto Bio-Plateux com um observatório dos rios transfronteiriços e um plano de reciclagem sustentável.

Durante a 6ª Reunião do Conselho do Rio Oiapoque, representantes do Governo do Amapá e da Guiana Francesa debateram propostas de cooperação para diversos setores, entre eles, o meio ambiente. Entre os acordos, está a construção de um plano de reciclagem sustentável com a coleta e tratamento de resíduos sólidos.

No evento, também foi assinado o acordo que dá continuidade ao projeto Bio-Plateux. A segunda fase prevê a implementação de um observatório operacional para a gestão dos recursos hídricos dos rios Oiapoque e Maroni, que separam a Guiana Francesa, respectivamente, do Brasil e do Suriname.

Na ocasião, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) apresentou as principais iniciativas de educação ambiental e comunicação a serem realizadas na região. Também foram compartilhadas informações sobre o Plano Estadual de Recursos Hídricos e o diagnóstico dos recursos hídricos do Amapá, com ênfase na bacia do Rio Oiapoque.

Além de demandas de meio ambiente, foram debatidas junto com a sociedade civil sugestões para saúde e economia, que serão submetidas à avaliação dos governos brasileiro e francês ainda em 2024, na 13ª Reunião da Comissão Mista de Cooperação Transfronteiriça (CMT), que será realizada em Macapá.  Conselho do Rio Oiapoque

Instituído pela Declaração de Intenção assinada na cidade de Paris, em 14 de dezembro de 2012, reúne 28 membros, sendo 14 do lado brasileiro e 14 do lado francês. Entre os representantes, estão os prefeitos de Saint Georges e Oiapoque. As reuniões acontecem, no mínimo, duas vezes por ano, de forma alternada entre os territórios.

O conselho visa atender às reivindicações da população, visando consolidar ações para melhorar a qualidade de vida em ambos os lados da fronteira.

Relações diplomáticas

Na fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa vivem aproximadamente 32 mil pessoas, com a maioria, cerca de 26,6 mil habitantes, residindo em Oiapoque, no extremo norte do estado, e cerca de 3 mil em Saint Georges.

A Guiana Francesa, um departamento ultramarino da França, tem uma população estimada em 294 mil pessoas. A agricultura, o turismo e a pesca são as principais atividades econômicas da região.

Para tratar as relações transfronteiriças e diplomáticas, foi estabelecida a Comissão Mista Transfronteiriça (CMT) como parte do Acordo de Cooperação Mista, assinado em maio de 1996 e ratificado juntamente com o Plano de Ação da Parceria Estratégica, registrado e divulgado em fevereiro de 2008.

Economia Sustentável: Clécio Luís recebe empresa portuguesa que vai produzir baterias de lítio no Amapá

Clécio Luís assinou como testemunha o pré-contrato firmado entre o grupo português e a empresa Minasol, que já atua no Amapá

O governador Clécio Luís recebeu, na terça-feira, 5, os representantes da empresa portuguesa MeterBooster que está se instalando no Amapá para fabricar baterias de lítio, uma alternativa moderna e sustentável utilizada em sistemas de energia solar. A instalação da fábrica vai estimular a geração de emprego e renda no estado, fomentando a economia local.

O chefe do Executivo estadual assinou como testemunha o pré-contrato firmado entre o grupo português e a empresa Minasol, que já atua no Amapá há seis anos no ramo de energia solar.

“Hoje é um dia muito especial e importante para a economia do Amapá. Eu estou tendo a honra de receber aqui o representante da Minasol e da Meterbooster, uma empresa que fabrica as baterias de lítio, um material mais moderno em termos de armazenamento de energia. É uma empresa portuguesa que está vindo para o Amapá à convite da Minasol para se somar a esses projetos de desenvolvimento econômico com parâmetros sustentáveis”, destacou Clécio Luís.Mais economia e sustentabilidade

A Meterboost é pioneira na produção de baterias de lítio que, além de mais sustentáveis, são cinco vezes mais econômicas do que as soluções tradicionais. O diretor-presidente da Minasol, Abdias Pontes, explica que a instalação de painéis solares pode garantir um ganho de 25% ao ano na fatura energética de uma família. Com a associação das baterias para assegurar o armazenamento para autoconsumo, é possível elevar essa economia no orçamento para, no mínimo, 50%, dependendo do investimento e do consumo.

“Novas tecnologias, desenvolvimento sustentável e, principalmente, geração de emprego e renda. É isso que vai fazer o estado melhorar e crescer!”, ressalta Pontes.

Parcerias Bilaterais

Com foco em parcerias de desenvolvimento sustentável, o Governo do Amapá tem ampliado os diálogos internacionais. Durante o Startup20, evento que tornou o estado amazônico a sede mundial da inovação e da tecnologia, Clécio Luís apresentou as potencialidades locais a representantes de startups e de órgãos públicos da África do Sul, Estados Unidos e Alemanha.

Startup20 no Amapá debate a diversidade de gênero no empreendedorismo e o desenvolvimento econômico na Amazônia

Especialistas das maiores potências mundiais compartilharam visões e experiências sobre o mercado de trabalho

Além de falar de ideias inovadoras e tecnologia, o Startup20, encontro que reúne as maiores potências mundiais, também debate a diversidade de gênero no empreendedorismo e o desenvolvimento econômico na Amazônia. A reunião oportuniza discussões com o objetivo de identificar soluções para promover a pluralidade.

Especialistas de vários de cinco continentes compartilharam visões e experiências, destacando a importância de promover um ambiente inclusivo e equitativo no mercado de trabalho. Uma das representantes do país árabe Omã, Ayaman Al Harasi, foi uma das anfitriãs da palestra. Para ela, ao incluir novas vozes, há o reconhecimento de cada qualidade profissional.

“A diversidade é sempre importante, porque se você bloquear um grupo, vai reduzir a capacidade que essa equipe teria, segregando ideias. Debates como esse trazem à tona o poder das sociedades marginalizadas. Isso nos lembra que cada indivíduo traz consigo uma perspectiva única, enriquecendo o diálogo e impulsionando a inovação”, afirmou a CEO da empresa de tecnologia DataBridge.

Desenvolvimento socioeconômico

Por outro lado, o mercado financeiro e o desenvolvimento econômico foram tema do encontro que reuniu pequenos e grandes empreendedores no sábado, 24. A discussão teve trocas de conhecimento e experiência, que podem acelerar a criação de novas tecnologias e soluções no setor.

Além disso, foram debatidas estratégias que visam impulsionar o investimento em empresas pequenas, o chamado de capital de risco. A professora de Engenharia Civil, Cristina Baddini, participou da plenária e afirmou que o debate proporciona uma nova visão sobre o assunto.

“É fundamental reconhecer o papel das startups e pequenas empresas no setor econômico. Isso impulsiona a inovação e a criação de empregos, além de contribuir com a sociedade. Quando um investidor olha para um empreendedor com essa visão, ele está contribuindo para o crescimento da economia”, afirmou a professora.

Inovação no Amapá

O Amapá é sede do maior evento de inovação e tecnologia do mundo, o Startup20, promovido pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em parceria com o Governo do Estado e o Sebrae. O evento internacional, inédito no Brasil, reúne autoridades e representantes de vários países para debater alternativas inovadoras para o planeta. A programação contará com painéis, palestras, debates e visitas técnicas até segunda-feira, 26.

Em 2023, durante a 52ª Expofeira do Amapá, o Governo do Estado, que desenvolve políticas públicas de incentivo à inovação, empreendedorismo e a bioeconomia, assinou uma Carta de Intenção que formalizou a realização, em solo amapaense, do encontro que abre oficialmente uma série de eventos do Startup20, que ocorrerão no país, durante o ano.

A iniciativa global, que teve sua primeira edição na Índia, faz parte das ações do Grupo de Engajamento Startup 20, criado pelo G20, organização das maiores economias do mundo, que conta também com outras nações da União Europeia e Africana.

Startup20: Governo do Amapá lança edital com R$ 250 mil em fomentos para aliar ciência e empreendedorismo

Lançamento do edital aconteceu durante o segundo dia de Startup20, maior evento internacional de inovação e tecnologia

O Governo do Estado lançou neste sábado, 24, o edital “Doutor Empreendedor”, que destina R$ 250 mil para fortalecer o desenvolvimento de negócios inovadores através da ciência. O lançamento aconteceu durante o segundo dia de Startup20, maior evento internacional de inovação e tecnologia.

A programação reúne ao menos 85% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial no estado, que estão conhecendo as potencialidades do Amapá. O Startup20 é organizado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), em parceria com o Governo do Estado e o Sebrae.

Desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeap), vinculada à Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), o ‘Doutor Empreendedor’ é voltado para pessoas com doutorado que atuam em instituições de ciência e tecnologia do Amapá. O objetivo é facilitar a transferência de conhecimentos para o setor produtivo.

“No segundo dia do Startup20, assinamos editais importantíssimos para o campo da inovação e da tecnologia no Amapá. Um deles é o Doutor Empreendedor, para pessoas que possuem doutorado, e quererm desenvolver pesquisas aplicadas ao desenvolvimento de negócios e produtos no estado. São recursos para estimular esse tipo de empreendedorismo”, destacou o governador Clécio Luís.

O secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Edivan Andrade, explica que a proposta busca incentivar que os profissionais ajudem a desenvolver ou aprimorar produtos ou serviços que tragam soluções inovadoras para o empreendedorismo amapaense.

“A intenção é que esses pesquisadores possam empreender e gerar empregos em nosso estado, fortalecendo o desenvolvimento socioeconômico”, pontuou Andrade. O edital vai estar disponível no site da Fapeap, a partir de segunda-feira, 26. Acesse aqui!

Tecnova e Hub de Inovação

Durante a abertura do Startup20, foi apresentada a prévia do edital do programa “Tecnova 3”, resultado da parceria entre o Governo do Estado e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério da Ciência e Tecnologia. O objetivo do programa é auxiliar empresas amapaenses no desenvolvimento de produtos ou processos inovadores em setores importantes da economia.

A programação também incluiu a assinatura de uma Carta de Compromisso entre o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional com o Governo do Estado, para o investimento em recursos que possam viabilizar a criação do Hub de Inovação do Amapá. Os espaços consistem em ambientes físicos ou on-line para conexão e desenvolvimento de soluções inovadoras.

“Queremos incentivar rotas de integração nacional, que é a organização de toda a cadeia produtiva local. No Amapá, já está sendo estruturado o açaí, o pescado, estamos partindo para o mel e laticínio, por isso a importância do Hub de Inovação. Quero dizer que o ministério só está esperando o projeto, chegando a gente inicia os trabalhos”, declarou o ministro da Integração, Waldez Góes.

Edital Startup Indústria

Na programação, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) lançou o edital “Startup Indústria”, que vai selecionar empresas novas no setor industrial que apresentem projetos inovadores para o mercado. A iniciativa contemplará 10 startups do estado que receberão mentorias, além de concorrerem a prêmios em dinheiro para auxiliar no custeio do projeto.

Startup20 no Amapá

O Amapá é sede do maior evento de inovação e tecnologia do mundo, o Startup20, promovido pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em parceria com o Governo do Estado e o Sebrae. O evento internacional, inédito no Brasil, reúne autoridades e representantes de vários países para debater alternativas inovadoras para o planeta.

Em 2023, durante a 52ª Expofeira do Amapá, o Governo do Estado, que desenvolve políticas públicas de incentivo à inovação, empreendedorismo e a bioeconomia, assinou uma Carta de Intenção que formalizou a realização, em solo amapaense, do encontro que abre oficialmente uma série de eventos do Startup20, que ocorrerão no país, durante o ano.

A iniciativa global, que teve sua primeira edição na Índia, faz parte das ações do Grupo de Engajamento Startup 20, criado pelo G20, organização das maiores economias do mundo, que conta também com outras nações da União Europeia e Africana.

‘Viemos compartilhar tecnologias financeiras’, conta empreendedora de Omã, país árabe que participa do Startup20 no Amapá

Ayaman Al Harasi veio do oriente médio para apresentar inteligência artificial que podem ser implementadas por outras startups.


A empreendedora do país árabe Omã, Ayaman Al Harasi, faz parte de uma das 19 delegações estrangeiras que estão no Amapá para o Startup20, maior evento internacional de inovação e tecnologia. Até segunda-feira, 26, o encontro reúne 85% do Produto Interno Bruto mundial no coração da Amazônia.

O evento, que apresenta as potencialidades do Amapá para o mundo, é realizado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), em parceria com o Governo do Estado e o Sebrae-AP.

Ayaman é presidente da Data Bridge, uma empresa de tecnologia em Omã, no oriente médio, que trabalha com pesquisa, inovação e tecnologias financeira e economicamente viáveis. Neste sábado, 24, a empreendedora vai apresentar ferramentas que podem auxiliar outros empreendimentos.

“Quero compartilhar conhecimento sobre inteligência artificial, consumo de redes sociais e realidade virtual. Vamos apresentar uma ferramenta que poderá ser utilizada nas startups, inclusive do Amapá”, aponta Ayaman.

Além de Omã, também estão presentes representantes da Índia, Alemanha, Arábia Saudita, Bangladesh, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Indonésia, Portugal, Suíça, Rússia, Turquia, União Africana, Austrália, Itália, Japão e África do Sul.

O evento também conta com o Pavilhão da Bioeconomia, com 93 estandes de startups, artesãos e empreendedores. O local reúne produtos alimentícios, como biscoito, acaí, artesanato e até painéis solares. São empresas certificadas pelo “Selo Amapá”, iniciativa do Governo que identifica e fortalece a produção do estado e negócios selecionados pelo Sebrae-AP.

Destaque em inovação

O Amapá foi escolhido para sediar o evento pelo destaque na expansão das startups. Até 2022, o estado registrou 41 empreendimentos deste tipo em atividade, com geração de 500 empregos diretos e indiretos, de acordo com a pesquisa ‘Cenários das Startups no Amapá’, realizada pelo Sebrae.

O estudo mostra, ainda, que 54% das startups em atividade no estado foram iniciadas em 2022. Isso aponta para um cenário com empreendimentos novos, iniciando o processo de consolidação no mercado. De acordo com a Abstartups, Macapá é a segunda cidade com mais negócios inovadores no Norte do Brasil, atrás apenas de Manaus.

VEJA AQUI A PROGRAMAÇÃO DA STARTUP20 NO AMAPÁ

Startup20 no Amapá: dança tradicional indígena e batuque do marabaixo encantam delegações das maiores potências do mundo

Vários países puderam conhecer a riqueza da cultura amapaense

A dança e a música histórica dos povos indígenas do Parque do Tumucumaque e do marabaixo dos remanescentes quilombolas mostraram a força das raízes do Amapá ao mundo, na abertura oficial do Startup20 no estado, o único da Amazônia a receber o encontro internacional. A mistura de passado e futuro encantou e entusiasmou as delegações das maiores potências econômicas mundiais nesta sexta-feira, 23, durante as apresentações culturais.

Autoridades e representantes de várias nações puderam conhecer a riqueza da cultura amapaense com o grupo de dança Wayana Aparai e os grupos de marabaixo Raimundo Ladislau e Raízes da Favela, acompanhados pela banda Negro de Nós.

Os indígenas do Wayana Aparai encantaram o público ao entrar entre os convidados, entoando o som e fazendo os passos típicos das danças tradicionais realizadas nas aldeias. O grupo fala a língua materna de tronco linguístico Karibe.

Eles vivem na margem do Rio Paru de Leste, localizados na terra indígena do Parque do Tumucumaque, e Rio Paru d’Este, no Sul do Amapá e extremo do Norte do Pará, já na fronteira do Brasil com o Suriname.

FOTOS: confira como foi a abertura do Startup20 no Amapá, único estado da Amazônia a receber a reunião do G20

O grupo indígena apresentou as expressões e danças tradicionais respeitando seus ancestrais, mantendo a cultura de seus povos viva e sendo repassada através de gerações.

O americano e especialista em Desenvolvimento de Negócios, Arthur Martirosian, ficou encantado com os grupos indígenas e de marabaixo e planeja voltar e viajar pela Amazônia para conhecer ainda mais o Amapá, e o desenvolvimento sustentável que vem mostrando ao mundo.

“É realmente incrível como podemos alinhar a tecnologia e inovação com a cultura de diferentes países. O Brasil possui todos os tipos de pessoas, e isso é fascinante! Espero conseguir voltar aqui, e poder viajar pelo Rio Amazonas e conhecer as lindas florestas”, contou animado, Martirosian.

Os grupos de marabaixo Raimundo Ladislau e Raízes da Favela, acompanhados pela banda Negro de Nós, não deixaram ninguém ficar parado. As saias floridas e rodopiantes tomaram conta da cerimônia de abertura do Startup20 e apresentaram a expressão cultural repleta de resistência e significado ao mundo.

Músicas como “Sacode a Saia Morena” e “Rosa Branca Açucena” fizeram os estrangeiros improvisarem passos ao som das caixas de marabaixo. Além disso, delegados e convidados também puderam se afeiçoar ao ritmo contagiante.

Para o analista de Inovação que veio do estado de Rondônia, Rangel Miranda, a cultura afro-amapaense é rica demais e precisa ser preservada por gerações.

“Essa conexão que o ritmo faz com as pessoas, independentemente de qual parte do mundo é, mostra como o Amapá é rico em expressões artísticas. Hoje, este estado é o berço da inovação, e este momento singular marca a história cultural e tecnológica”, afirmou Rangel.

Confira a programação cultural do Startup20 no Amapá:

Sábado, 24

  • 10h30 – Apresentação de Cley Lunna durante o coffee break
  • 12h30 – Apresentação de Brenda Melo durante almoço
  • 15h30 – Apresentação do grupo de dança Afro Baraká e João Amorim durante o coffee break

Domingo, 25

  • 10h30 – Apresentação de Deize Pinheiro e grupo de dança Afro Baraká no coffee break
  • 12h30 – Apresentação de Ariel Moura e grupo de dança Afro Baraká no almoço
  • 15h30 – Apresentação do grupo Poetas Azuis e grupo de dança Afro Baraká e Waiana Apalai no coffee break.

Startup20 

O Amapá é sede do maior evento de inovação e tecnologia do mundo. O encontro internacional, inédito no Brasil, reúne autoridades e representantes de vários países para debater alternativas inovadoras para o planeta e é uma pré-COP30 para o estado, candidato a receber eventos da Conferência do Clima, da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), que será no Pará em 2025.

A iniciativa global, que teve sua primeira edição na Índia, faz parte das ações do Grupo de Engajamento Startup 20, criado pelo G20, organização das maiores economias do mundo, que conta também com outras nações da União Europeia e Africana.

A cerimônia de abertura recebeu a presença de várias autoridades, entre elas, o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; o senador Randolfe Rodrigues; o vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), desembargador Mário Mazurek; procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual, Paulo Celso Ramos; a deputada estadual, Edna Auzier; a presidente da Abstartup, Ingrid Barthdo; o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-AP, Josiel Alcolumbre e a diretora-superintendente do Sebrae-AP, Alcilene Cavalcanti.

Startup20: ‘É o Amapá sendo exemplo para o mundo’, exalta governador Clécio Luís sobre evento mundial de tecnologia e inovação

Na programação, o governador vai destacar o que o Amapá tem feito em prol do desenvolvimento econômico com sustentabilidade.

A realização do Startup20 no Amapá é considerada pelo governador do Estado, Clécio Luís, uma vitrine para as políticas de incentivo à bioeconomia . O evento mundial de tecnologia e inovação, que inicia nesta sexta-feira, 23, vai evidenciar as  iniciativas do Amapá em prol do desenvolvimento econômico com sustentabilidade< span style=”font-family:fregular;font-size:15px”>.

“Vão ser quatro dias para apontar os rumos da tecnologia e da inovação, aliados à conservação ambiental, mostrando iniciativas amapaenses que fazem a diferença. O nosso estado foi escolhido exatamente por seu potencial bioeconômico. Queremos elevar os nossos indicadores econômicos e sociais, equiparando-se aos nossos excelentes indicadores ambientais. É o Amapá sendo exemplo para o mundo”, destacou Clécio Luís.

Promovido pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em parceria com o Governo do Estado e o Sebrae, o maior evento de inovação e tecnologia do mundo acontece pela primeira vez no Brasil, e reúne autoridades, representantes e empresários de vários países para debater alternativas para o planeta.

Os temas a serem tratados no encontro ressaltam, sobretudo, um compromisso com a preservação do planeta. O evento mundial faz parte das ações do Grupo de Engajamento criado pelo G20, organização que reúne as maiores economias do planeta, mais outras nações da União Européia e Africana. As discussões da Startup20, que serão levadas à cúpula do G20, também são consideradas preparatórias para a Conferência da ONU pelas Mudanças Climáticas, a COP30.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO STARTUP20 NO AMAPÁ

Amapá: sede da inovação e tecnologia

Em 2023, durante a 52ª Expofeira do Amapá, o Governo do Estado, que desenvolve políticas públicas de incentivo à inovação, empreendedorismo e a bioeconomia, assinou uma Carta de Intenção que formalizou a realização em solo amapaense do encontro, que abre oficialmente uma série de eventos do Startup20, que ocorrerão no país ao longo do ano.

destaque do Amapá no desenvolvimento das startups aliado à preservação ambiental foi um dos fatores decisivos para que o estado amazônico se tornasse sede do Startup20. De acordo com a Associação Brasileira de Startups, Macapá é a segunda cidade com mais negócios inovadores no Norte do Brasil, atrás apenas de Manaus.

O Governo do Amapá é um dos principais parceiros no fomento do setor no estado, com destaque ao fortalecimento de políticas públicas de ampliação da transformação digital dentro da gestão, assim como à iniciação científica, programa de premiações e bolsas de estudo. O apoio na realização de grandes eventos integra esse processo de transformação no Amapá.

Esta será a única edição de 2024 da Startup20 na região, diretamente da capital do Meio do Mundo, no estado mais preservado do Brasil, uma oportunidade de diminuir a desigualdade regional por meio da economia verde e da tecnologia.

“O Amapá foi escolhido pelo G20 para sediar o primeiro evento internacional de startups no Brasil, começando as discussões pela Amazônia. Isso é muito importante. Esse é mais um evento com investimentos que geram emprego e renda por meio do turismo de eventos, além de criar um futuro para o nosso estado”, pontuou o governador.

A programação terá plenárias com discussões temáticas para abordar ecossistemas de startups com palestras de especialistas, painéis de discussão e workshops interativos.

A primeira edição do Startup20 no Brasil promete ser um marco histórico na geração de oportunidades e de divulgação das riquezas inigualáveis da Amazônia. As delegações dos 5 continentes, além de tratar de assuntos sobre o desenvolvimento verde e sustentável, também irão debater sobre transições energéticas de acordo com a compreensão do potencial revolucionário da bioeconomia.

Startup20: no Amapá, delegação dos Estados Unidos busca colaboração internacional para incentivar negócios inovadores

Norte-americanos estão entre os 19 grupos de estrangeiros que irão participar do encontro, a partir de sexta-feira, 23, em Macapá.


Os Estados Unidos estão entre as 19 delegações estrangeiras que se reúnem no Amapá, a partir de sexta-feira, 23, no Startup20, maior evento internacional sobre inovação, sustentabilidade e tecnologia. Já em solo amapaense, a equipe norte-americana busca compartilhar informações que fortaleçam a expansão de negócios inovadores. O encontro é realizado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), em parceria com o Governo do Estado e o Sebrae.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO STARTUP 20 NO AMAPÁ

A delegação norte-americana é composta por funcionários do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, setor voltado ao desenvolvimento de empresas para aumentar a competitividade global dos empreendimentos. O órgão é equivalente ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do governo brasileiro.

O diplomata Chris Rachel atua no desenvolvimento de negócios e já participou de outros encontros do Grupo dos 20 (que reúne as maiores economias do planeta). Ele conta que estar em um dos estados mais preservados do Brasil representa a realização de um sonho e que pretende compartilhar o conhecimento adquirido ao longo da carreira com os demais participantes.

“Eu sempre tive vontade de conhecer a Amazônia, desde que eu era pequeno. Estar aqui representa a realização de um sonho e, agora, quero ver o Rio Amazonas. Esse evento nos permite trabalhar em colaboração com os 20 países, com economias diversas, para entender os pontos fortes e fracos de cada um e, assim, poder contribuir com a área econômica a partir do aprendizado adquirido. Nós estamos nos juntando para ajudar uma ao outro”, pontuou Rachel.O  norte-americano também pontua que vê no Brasil uma alta capacidade de engajar ideias de sucesso, um fator importante para a expansão das startups, como são chamados os negócios inovadores e criados para solucionar problemas. O Amapá é uma referência no desenvolvimento deste tipo de empresa.

“Nós sabemos o potencial do Brasil e que esse país tem muito a oferecer como contribuição para o surgimento de empresas que impulsionem o segmento econômico”, finalizou o diplomata.

A relações públicas da Abstartups, Bárbara Furiati, afirma que o compartilhamento de experiências entre economias diferentes permite a compreensão e o surgimento de alternativas para avançar na cooperação entre os países.

“Seguindo recomendação da cúpula do G20, a gente quer entender também como é que a gente pode promover esse intercâmbio entre o Brasil, com características únicas, como as que ocorrem, especialmente na Amazônia e no Amapá, e Estados Unidos. É uma grande oportunidade de buscar a valorização da nossa moeda”, ressaltou Bárbara.

Desenvolvimento sustentável

A integração entre o empreendedorismo tecnológico e a bioeconomia são frentes de atuação que geram riqueza, emprego e renda com garantia de floresta em pé. O desenvolvimento sustentável alinhado à pauta ambiental é um dos pilares das discussões a serem desenvolvidas no Startup20 nos próximos dias, sendo um momento de diálogo importante com a reunião de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em solo amapaense para construção de um futuro atrelado à economia verde.

Startup20 no Amapá

O Amapá é sede do maior evento de inovação e tecnologia do mundo, o Startup20, promovido pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em parceria com o Governo do Estado e o Sebrae. O evento internacional, inédito no Brasil, reúne autoridades e representantes de vários países para debater alternativas inovadoras para o planeta. A programação contará com painéis, palestras, debates e visitas técnicas até segunda-feira, 26.

Em 2023, durante a 52ª Expofeira do Amapá, o Governo do Estado, que desenvolve políticas públicas de incentivo à inovação, empreendedorismo e a bioeconomia, assinou uma Carta de Intenção que formalizou a realização, em solo amapaense, do encontro que abre oficialmente uma série de eventos do Startup20, que ocorrerão no país, durante o ano.

A iniciativa global, que teve sua primeira edição na Índia, faz parte das ações do Grupo de Engajamento Startup 20, criado pelo G20, organização das maiores economias do mundo, que conta também com outras nações da União Europeia e Africana.

Startup20 no Amapá vai debater novas tecnologias para promoção da sustentabilidade mundial

Startup20 vai reunir representantes de vários países em debates sobre o futuro do planeta, com foco nas perspectivas, ambiental, social e governança

Com objetivo de impulsionar novas práticas de sustentabilidade e empreendedorismo bioeconômico, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em parceria com o Governo do Amapá e o Sebrae, promove a partir desta sexta-feira, 23, o evento mundial de tecnologia e inovação, Startup20, que vai reunir representantes de vários países em debates sobre o futuro do planeta, com foco nas perspectivas, ambiental, social e governança.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO STARTUP20 NO AMAPÁ

Para o secretário de Ciência e Tecnologia do Amapá, Edivan Andrade, a primeira edição do Startup20 no Brasil, tendo como porta de entrada o Amapá, estado mais preservado do país, promete ser um marco histórico na geração de oportunidades e de divulgação das riquezas inigualáveis da Amazônia.

“O Startup20 é uma oportunidade para mostrar ao mundo os grandes potenciais que temos, que vai desde negócios inovadores até um setor turístico único. Mas, além disso, o evento fortalece a política do Governo do Amapá de  consolidar os grandes eventos como ação estratégica para desenvolvimento do Estado”, pontuou o secretário.

As delegações dos 5 continentes, além de tratar de assuntos sobre o desenvolvimento verde e sustentável, também irão debater sobre transições energéticas de acordo com a compreensão do potencial revolucionário da bioeconomia.

A presidente da Abstartup, Ingrid Barth, destaca que o Startup20 é uma oportunidade muito próspera para as startups do Brasil, especialmente do Amapá, que apresentam soluções inovadoras e sustentáveis.

“A gente está recebendo todas estas delegações e, a ideia é, aprender com todas elas, mas também mostrar o trabalho que a gente vem fazendo com relação à tecnologia, inovação e criação de startups. O Amapá é um estado muito promissor onde muita gente vem fazendo coisas com tecnologia. E neste grande evento é isso que a gente espera, frutos muito prósperos”, ressaltou Barth.

Os temas a serem tratados no encontro, também evidenciam um compromisso com a preservação do planeta. O evento mundial faz parte das ações do Grupo de Engajamento Startup, criado pelo G20, organização que reúne as maiores economias do planeta, mais outras nações da União Europeia e Africana.

O Startup20 terá plenárias com discussões temáticas que irão abordar ecossistemas de startups com palestras de especialistas, painéis de discussão e workshops interativos.

Startup20 no Amapá

O Amapá é sede do maior evento de inovação e tecnologia do mundo, o Startup20, promovido pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em parceria com o Governo do Estado e o Sebrae. O evento internacional, inédito no Brasil, reúne autoridades e representantes de vários países para debater alternativas inovadoras para o planeta.

Em 2023, durante a 52ª Expofeira do Amapá, o Governo do Estado, que desenvolve políticas públicas de incentivo à inovação, empreendedorismo e a bioeconomia, assinou uma Carta de Intenção que formalizou a realização, em solo amapaense, do encontro que abre oficialmente uma série de eventos do Startup20, que ocorrerão no país, durante o ano.

Sebrae e Governo apresentam Pavilhão de Bioeconomia do Startup20

Expositores conhecem estrutura física e as oportunidades de negócios do Pavilhão da Bioeconomia do maior evento de inovação e tecnologia do mundo

A superintendente do Sebrae, Alcilene Cavalcante, a diretora técnica, Suelem Amoras, e equipe da Unidade de Soluções Inovadoras (Unic), acompanhados da equipe do Governo do Estado (GEA) e da Associação Brasileira de Startups (ABStartup) apresentaram, na sede do Sebrae, nesta terça-feira (20), às 16h, o Pavilhão da Bioeconomia, aos expositores de produtos, serviços e startups do Amapá que participarão do Startup20. O evento acontece no período de 23 a 26 de fevereiro, na sede do Sebrae, com a presença de delegações de 19 países dos cinco continentes.

“A partir de sexta-feira, o Amapá irá sediar o encontro de Startups do G20. Vamos receber aproximadamente 400 representantes de diversos cantos do mundo, empresas nacionais, internacionais, autoridades com influência global e nacional, que estarão participando de debates sobre startup, inteligência artificial, ecossistemas e tecnologia”, declarou a superintendente Alcilene Cavalcante.

Pavilhão

Os expositores receberam informações sobre o evento e tiveram acesso a orientações para uso dos espaços. No Pavilhão, haverá 93 estandes para startups, empresas certificadas pelo Selo Amapá, empreendedores do ramo de artesanatos, empresas de manejo florestal e batedeiras de açaí.

Na ocasião, os expositores realizaram visita técnica à estrutura do Pavilhão de Bioeconomia instalada na sede do Sebrae. Entre os expositores, está Mapige Gemaque, grupo que reúne 18 artesãos que vão apresentar produções indígenas e quilombolas dos municípios de Oiapoque, Macapá e Mazagão.

BactoLac

A empresa BactoLac será uma das expositoras no evento, o empreendimento surgiu com a proposta de isolar e desenvolver probióticos a partir de microrganismos autóctones que promovem a melhoria da imunidade, da resistência contra patógenos, melhor absorção de nutrientes e redução da taxa de conversão alimentar na produção de peixes nativos como o tambaqui. O CEO da BactoLac, Antônio Carlos Freitas, relata as expectativas sobre o evento.

“Esse evento traz uma grande visibilidade para o estado do Amapá, para a Amazônia e principalmente para as startups amapaenses. A BactoLac vai estar com um estande em parceria com o Sebrae e a ABStartup. Nosso objetivo é demonstrar o que estamos produzindo de tecnologia para novos investidores, e destacar a tecnologia de ponta desenvolvida na região norte do Brasil”, contou o CEO Antônio Carlos Freitas.

AmazTrace

A AmazTrace é uma AgTech que fornece todo o espectro de ferramentas e soluções para permitir que cadeias de suprimentos completas rastreiem produtos, com o objetivo de agregar valor nas produções da Amazônia, por meio da garantia de certificação de origem rastreável. O CEO da AmazTrace, Victor Monteiro, destaca o evento como uma grande oportunidade para a empresa e para o setor de inovação sustentável no Amapá.

“É um evento de grande importância pois oportuniza visibilidade a todas as empresas do norte e mostra que conseguimos fazer tecnologia de forma sustentável, com bioeconomia e com valor agregado. A nossa expectativa é alavancar a empresa, através das oportunidades de investimento internacional e tornar a AmazTrace uma startup referência tanto no estado do Amapá quanto no aspecto global”, contou o CEO Victor Monteiro.

Sebrae no Amapá
Unidade de Marketing e Comunicação:

Startup20: Amapá vai receber delegações dos 5 continentes para o maior evento de inovação, sustentabilidade e tecnologia do mundo

O encontro internacional inédito no país tem apoio do Governo do Estado e segue até segunda-feira, 26, no Sebrae

A partir de sexta-feira, 23, os representantes de países dos cinco continentes vão se reunir no Amapá, um dos estados mais preservados do Brasil, para o maior evento de inovação, sustentabilidade e tecnologia do mundo: o Startup20. O encontro internacional inédito no país tem apoio do Governo do Estado e segue até segunda-feira, 26, no Sebrae.

A iniciativa global teve sua primeira edição na Índia, em 2023, como parte das ações do Grupo de Engajamento Startup 20, que integra o G20, organização internacional das maiores economias do mundo.

Até o momento, 19 delegações já confirmaram presença no Amapá: Índia, Alemanha, Arábia Saudita, Bangladesh, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Indonésia, Omã, Portugal, Suíça, Rússia, Turquia, União Africana, Austrália, Itália, Japão e África do Sul. Entre os estrangeiros, estão empreendedores e agentes públicos.

Para o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Edivan Barros, o momento é de compartilhar informações e de mostrar para o mundo as potencialidades do Amapá, com incentivo de políticas sustentáveis e localização geográfica privilegiada, devido à fronteira entre Brasil e França.

“Temos certeza que tanto as delegações estrangeiras trarão experiências e conhecimento para compartilhar conosco, como os representantes da Amazônia, e muito especialmente do Amapá, poderão trocar experiências sobre ciência, tecnologia e inovação”, pontuou Barros.

O gestor também acrescentou que, hoje em dia, diante das mudanças climáticas, torna-se ainda mais necessária a cooperação entre as nações.

“Vamos ter debates sobre um mundo mais sustentável, sobre financiamentos para incentivar o surgimento de mais startups inovadoras e soluções para o serviço público”, avaliou Barros.

O Startup20 também vai possibilitar que as delegações estrangeiras conheçam negócios inovadores do Amapá, desde empresas dedicadas ao melhoramento do açaí e empreendimentos de criação de softwares educacionais.

Representação do Startup20 no Amapá

A Abstartups estará representada pela presidente, Ingrid Barth, pela CEO, Mariane Takahashi, pelo vice-presidente Felipe Matos, pelo CFO, Fabrício de Paula, pelas diretoras de Políticas Públicas, Barbara Furiati, de Programas Especiais, Cláudia Schulz, e pelo diretor de Marketing e Vendas, Paulo Buso.

Entre as autoridades governamentais e regionais, estão o governador do Amapá, Clécio Luís, o secretário de estado da Ciência e Tecnologia, Edivan Barros, o secretário executivo do Ministério do Empreendedorismo da Micro e Pequena Empresa (MEMP), Renato Ferreira, e o presidente do Sebrae Amapá, Josiel Alcolumbre. Após o Amapá, o Startup20 ainda terá agenda em Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Startup20 no Amapá

O Amapá é sede do maior evento de inovação e tecnologia do mundo, o Startup20, promovido pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em parceria com o Governo do Estado e o Sebrae. O evento internacional, inédito no Brasil, reúne autoridades e representantes de vários países para debater alternativas inovadoras para o planeta.

Em 2023, durante a 52ª Expofeira do Amapá, o Governo do Estado, que desenvolve políticas públicas de incentivo à inovação, empreendedorismo e a bioeconomia, assinou uma Carta de Intenção que formalizou a realização, em solo amapaense,, do encontro que abre oficialmente uma série de eventos do Startup20, que ocorrerão no país, durante o ano.

A iniciativa global, que teve sua primeira edição na Índia, faz parte das ações do Grupo de Engajamento Startup 20, criado pelo G20, organização das maiores economias do mundo, que conta também com outras nações da União Europeia e Africana.

‘Amapá marcou presença protagonista na COP 28’, afirma governador Clécio Luís após integrar discussões na ONU

Comitiva integrada por Executivo, Judiciário, Legislativo e setor privado liderou discussões que evidenciaram o estado mais preservado do Brasil.


Foi ao longo de uma semana de compromissos na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), que o governador Clécio Luís liderou a comitiva do Amapá para mostrar mais sobre o estado mais preservado do Brasil.

A participação em debates e os encontros com autoridades de diferentes países indicou que o Amapá é exemplo em manejo florestal e bioeconomia, atua com responsabilidade sustentável e proteção da Amazônia, e merece viver um novo momento socioeconômico. Esse cenário tem sido traçado também em preparação à edição da COP 30, a COP da Amazônia, que será realizada em Belém, em 2025.

A comitiva do Amapá, liderada pelo governador, foi integrada por representantes das secretarias de Meio Ambiente, Povos Indígenas, Relações Internacionais e Comércio Exterior, Ciência e Tecnologia, Cultura e Comunicação, que demonstraram as estratégias de conservação da floresta em pé como indutor de desenvolvimento econômico, assim como projetos abertos à cooperação.

“Demonstramos que todo debate realizado sobre a Amazônia vai passar pelo nosso estado também, porque não aceitamos mais as discussões sobre nós, sem a nossa participação. Nós queremos, sim, medidas compensatórias por manter a floresta em pé, mas não só, queremos também ter o direito a nos desenvolver e gerar emprego, gerar renda e divisas para o nosso estado”, avaliou o governador Clécio Luís.

 

Ao longo dos diálogos, o Governo consolidou que o Amapá vai ser importante na COP 30, de Belém, porque pode sediar na Região Metropolitana de Macapá eventos antes e durante a Conferência de 2025.

Também integraram o grupo amapaense, o presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), desembargador Adão Carvalho; o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Josiel Alcolumbre; os deputados estaduais Rodolfo Vale e Edna Auzier; e empresários.

A participação do Judiciário, do Legislativo e do setor privado enriqueceu as tratativas e evidenciou o comprometimento conjunto com um futuro com mais sustentabilidade e dignidade.

“Com a COP da Amazônia, nós queremos dois legados. Um deles é o desenvolvimento econômico, porque fizemos o dever de casa, temos os melhores indicadores ambientais, e queremos os melhores indicadores sociais e econômicos para o nosso povo. O outro legado é que, a exemplo de Belém, nós pedimos recursos para infraestrutura urbana, hoteleira e turística para preparar o Amapá para também receber participantes. Mostrando uma coesão grande com a Justiça, o Legislativo e o Sebrae, o Amapá marcou presença importante nessa COP dos Emirados Árabes e segue em preparação para a COP da Amazônia”, pontuou Clécio.

A comitiva se encontrou com representantes de países como Noruega, Finlândia e China, num diálogo por cooperações; e também tratou de investimentos com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

Nos compromissos, o Amapá apresentou iniciativas de preservação baseadas na bioeconomia sustentável, que alia a floresta em pé e o desenvolvimento da economia e renda para a comunidade, com práticas ambientais responsáveis e inovadoras. O público conheceu projetos de sucesso como o “Selo Amapá” e o manejo florestal sustentável, método eficaz na gestão de florestas.

Foram tratados aspectos da bioeconomia no desenvolvimento econômico da região amazônica, o enfrentamento do aquecimento global, a redução no uso de combustíveis fósseis e sistemas agroalimentares.

A conferência, que é uma reunião anual entre os países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, acontece até terça-feira, 12, nos Emirados Árabes Unidos. A comitiva do Amapá segue acompanhando os debates na COP 28, com o objetivo de obter apoio internacional para novos modelos de desenvolvimento econômico para a Amazônia, assim como contribuir com soluções para conter o aquecimento global.

A COP 28 acontece após o sexto ciclo de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que reforçou o senso de urgência e a gravidade da mudança do clima, bem como consequências perturbadoras para sistemas ecológicos e socioeconômicos.

Carbono Negativo: governador do Amapá defende na COP 28 compensações justas por florestas protegidas

Governador Clécio Luís defendeu compensações justas pelas florestas protegidas na Amazônia

Estado mais preservado do Brasil e considerado “Carbono Negativo”, pois captura mais CO2 do que emite para a atmosfera, o Amapá foi representado pelo governador Clécio Luís no debate do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Ao discursar na COP 28, o gestor defendeu compensações mais expressivas pelas contribuições que a Amazônia Legal têm proporcionado por ser o maior reservatório de carbono florestal do mundo.

“Estados como o Amapá e outros, que desmatam pouco, também precisam de incentivos para continuar conservando suas florestas e promover o desenvolvimento e a harmonia com o ambiente natural. Manter as áreas florestais e cumprir os padrões de carbono florestal requer investimentos contínuos, capacidade técnica e uma articulação política alinhada com a visão do desenvolvimento sustentável. Vemos nos mercados de carbono de alta integridade social e ambiental uma possibilidade real de financiar nossas políticas de conservação”, destacou Clécio Luís.

O governador do Amapá, juntamente com o chefe de Estado do Pará, Helder Barbalho, representaram os governadores da Amazônia Legal no debate sobre o “Mercado de Carbono e os desafios da Amazônia brasileira para obter financiamentos no PNUD”, que contou com a presença de ministros e do administrador global do PNUD, Achim Steiner.

É consenso entre os cientistas que o mundo precisa reduzir e eliminar as fontes que emitem gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2). Nesse contexto, os créditos de carbono surgiram como uma forma de compensar as emissões, por meio da transferência de recursos que visam promover ações para enfrentar o aquecimento global e atingir as metas de redução de emissões.

Os projetos voltados especificamente para florestas são conhecidos pela sigla REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), sendo os mais comuns no Brasil. Mas, para o governador do Amapá, o mecanismo de REDD não tem beneficiado estados com alta cobertura florestal e baixa taxa de desmatamento, pois se concentra na redução das emissões de desmatamento.

“Temos sido penalizados por termos feito o dever de casa, que é preservar. E a pena é a mais dura para o povo que o preservou: a pobreza geracional. Apenas os estados que desmataram muito tem o potencial de receber esse financiamento, enquanto que estados que conseguiram manter as suas florestas em pé com esforços próprios não conseguem acessar o recurso do REDD, para implementar suas políticas e melhorar a qualidade de vida dos povos das florestas, ribeirinhos, indígenas, quilombolas ou da Amazônia Rural. A população do Amapá precisa de desenvolvimento, segurança alimentar, oportunidades econômicas e sociais”, pontuou o governador Clécio Luís.

Para manter a floresta em pé e protegê-la, a mensagem levada é a de que é necessário o apoio técnico e financeiro de todos aqueles que se beneficiam com a manutenção dela. Os mercados de carbono possuem alta integridade social e ambiental e são uma possibilidade real de financiar as políticas de conservação da Amazônia.

Confira a íntegra do discurso do governador Clécio Luís na COP 28:

Falarei aqui em nome do meu estado e, com a licença do presidente do Consórcio, em nome dos demais estados da Amazônia que desenvolvem e implementam seus planos estaduais para a ações de preservação e controle do desmatamento legal. As ações de fiscalização ambiental não são suficientes para garantir a conservação da região. Com cerca de 30 milhões de pessoas vivendo na Amazônia brasileira, é necessário promover atividades produtivas sustentáveis com a bioeconomia.

O mecanismo de REDD tradicionalmente não tem beneficiado estados com alta cobertura florestal e baixa taxa de desmatamento, já que esse mecanismo se concentra na redução das emissões de desmatamento. Temos sido penalizados por termos feito o dever de casa, que é preservar. E a pena é a mais dura para o povo que o preservou: a condenação tem sido a pobreza geracional.

Nas metodologias atuais, apenas os estados que desmataram muito tem o potencial de receber esse financiamento, enquanto que estados que conseguiram manter as suas florestas em pé com esforços próprios não conseguem acessar o recurso do REDD, para implementar suas políticas e melhorar a qualidade de vida da população, sejam os povos das florestas, ribeirinhos, indígenas, quilombolas ou da Amazônia Rural. Importante dizer a vocês que a nossa alta cobertura florestal não nos exime dos riscos e pressões sobre a floresta e seus serviços ecossistêmicos. A população do Amapá precisa de desenvolvimento, segurança alimentar, oportunidades econômicas e sociais. Além disso, existem ilícitos ambientais e questões fundiárias que aumentam as pressões sobre a floresta.

Portanto, os estados como o Amapá e outros, que desmatam pouco, também precisam de incentivos para continuar conservando suas florestas e promover o desenvolvimento e a harmonia com o ambiente natural. O projeto financiado pelo Governo da Noruega e com o apoio do PNUD e outros participantes têm apoiado essa iniciativa, trazendo a possibilidade de participação do Amapá em mecanismos internacionais de financiamento climático. Manter as áreas florestais e cumprir os padrões de carbono florestal requer investimentos contínuos, capacidade técnica e uma articulação política alinhada com a visão do desenvolvimento sustentável. Mesmo com o apoio internacional e multilateral, é necessário priorizar recursos financeiros e humanos em atividades que tenham perspectiva de sustentabilidade às ações do Estado.

Manter as florestas em pé é a melhor maneira de evitar que o carbono florestal seja liberado na atmosfera. E é uma necessidade urgente para as comunidades florestais e os ecossistemas que dependem das florestas intactas. Portanto, assim eu me despeço e quero agradecer a oportunidade de representar o estado do Amapá, assim como falar pelos estados da Amazônia Brasileira. Vemos nos mercados de carbono de alta integridade social e ambiental uma possibilidade real de financiar nossas políticas de conservação e esperamos continuar contando com toda essa colaboração. Muito obrigado!

COP 28: Amapá apresenta manejo florestal sustentável como modelo de bioeconomia e geração de empregos na Amazônia

Governador Clécio Luís mostra na COP 28 modelo de exploração sustentável que mantém a floresta em pé

Nesta segunda-feira, 4, o Amapá apresentou durante a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28) o modelo aplicado no estado de manejo florestal sustentável, que une iniciativa privada e comunidades como uma ferramenta de fomento da bioeconomia.

A palestra foi liderada pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema), e teve a participação da empresa TW Forest, que aplica o modelo no Amapá desde 2018. A iniciativa gera os chamados empregos verdes na Amazônia, que são aqueles postos de trabalhos que contribuem de forma considerável para preservar ou restaurar a qualidade do meio ambiente, minimizando os impactos.

“O que nós estamos propondo é uma alternativa sustentável para manter a floresta em pé, com dignidade para aqueles e aquelas que moram sob essas florestas, que têm o direito a sonhar e gerar sua renda. Além das compensações justas, mantendo o santuário preservado, nós queremos também promover atividades econômicas que gerem ascensão social. Nós temos segurança técnica de que esse é um modelo de manejo sustentável com base comunitária para o mundo, como um serviço para o planeta e para a humanidade”, afirmou o governador Clécio Luís.

A apresentação contou com as contribuições do senador Randolfe Rodrigues, e ainda de representantes da Nature Conservancy, do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) e do ICLEI  Colômbia, que é uma associação mundial de governos locais e subnacionais dedicada ao desenvolvimento sustentável.

A experiência amapaense é uma demonstração clara de que é possível gerar a preservação da Amazônia, mantendo os indicadores ambientais, e, ao mesmo tempo, gerar desenvolvimento social e econômico para quem mora dentro da floresta.

Manejo florestal que dá certo

A primeira concessão florestal foi assinada em 2016, proporcionando a atividade à TW Forest, na região do município de Mazagão (Projeto Agroextrativista Maracá). A produção de madeira legal gera 300 empregos diretos, arrecadando mais de R$ 3 milhões por ano, numa área sob constante monitoramento remoto (satélite), fiscalizações e rigor na rastreabilidade.

A previsão é que, até 2025, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sejam lançados editais que ampliem a área de concessões florestais do Amapá dos atuais 67 mil hectares para 670 mil hectares. Esse salto prevê gerar aproximadamente 3 mil empregos diretos, produzir mais de 550 mil metros cúbicos de madeira legal, aumentando as áreas a serem negociadas dentro do mercado de carbono.

“Essas características demonstram que o Estado do Amapá possui as florestas mais produtivas do Brasil, onde há uma estratégia de desenvolvimento econômico pensando também na divisão de bens com que vive nas florestas. Os novos editais virão dentro de uma nova modelagem, com mais segurança jurídica e técnica, onde o Banco traz toda a sua expertise para o novo modelo de negócio no Estado. O manejo florestal sustentável no Amapá é um grande indutor de geração de empregos, de renovação para a própria floresta que já é muito antiga e que precisa ser manejada com responsabilidade social”, declarou Marcos Almeida, diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema.

O painel foi acompanhado por representantes de diferentes países, assim como da comitiva do Amapá, integrada por secretários de Estado, de representantes dos poderes Legislativo e Judiciário, e do Sebrae, atentos às agendas de desenvolvimento sustentável e que buscam inserir os amazônidas nos debates.

“Viemos mostrar na COP que é possível preservar, rejuvenescendo a floresta, gerando riqueza e fazendo o social na Amazônia Brasileira. Esse projeto está fundado em um tripé, onde nós temos o cuidado com a sustentabilidade, o social e o econômico. Temos o apoio do Governo, da comunidade local em um modelo para tantos outros a serem copiados nas florestas da América do Sul”, ressaltou o empresário Wellington Rogério Conci, da TW Forest.

Os convidados do painel citaram a possibilidade de melhorar o modelo a partir da adesão de iniciativas que já existem na região, como no caso do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), ampliando o beneficiamento e gerando produtos para o mercado externo.

“Eu acho que o estado do Amapá traz pra nós um exemplo concreto de como associar soluções baseadas na natureza, com bioeconomia e manejo sustentável, contribui pra manter a floresta em pé e ao mesmo tempo gerar emprego e renda. Essa é a diferença que nós precisamos nos modelos de desenvolvimento na Amazônia, que nos permita justamente trazer esse diferencial”, opinou Karen Oliveira, da Nature Conservancy.

No debate, o senador Randolfe Rodrigues citou que o manejo já é realizado na Amazônia como uma atividade comum, no entanto, ressaltou que o modelo precisa ser considerado na construção das políticas públicas.

“O manejo precisa ser economicamente viável, ecologicamente correto e socialmente justo. As instituições públicas, com o apoio do Congresso Nacional, têm que se voltar para isso, porque viabiliza uma sociedade justa, geração de renda e de riquezas para comunidades como a do Maracá. É este o modelo que nós temos que apresentar como alternativa concreta de desenvolvimento”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues.

Para fortalecer a imagem do Amapá como referência em práticas ambientais responsáveis e inovadoras, o Governo do Estado destaca a mais de 190 países, na COP 28, iniciativas de uso sustentável das riquezas naturais do meio ambiente.

COP 28: governador Clécio Luís defende que a COP da Amazônia deixe legado ao Amapá

Primeira agenda do governador Clécio Luís destacou os caminhos para a COP da Amazônia

O governador do Amapá, Clécio Luís, iniciou neste domingo, 3, uma série de debates na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O primeiro compromisso foi apresentar o que o Amapá está construindo para a versão do evento que será realizada em 2025, na cidade de Belém (PA).

Clécio Luís integrou o painel “Caminhos para a COP30: desenvolvimento socioeconômico sustentável para a Amazônia integrada e competitiva”, realizado no HUB da Amazônia Legal, espaço do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal no encontro.

No discurso, o governador do Amapá pontuou os elevados níveis de conservação ambiental dos recursos naturais e os desafios socioeconômicos que indicam a necessidade permanente de abordagens inovadoras e inclusivas.

“Estamos juntando os estados da região para traçar o que nós queremos para a COP da Amazônia. A meu ver, a COP 30 deve deixar para o Amapá dois grandes legados: a simetria entre os bons indicadores ambientais e os indicadores sociais e econômicos; e também deve trazer os investimentos para a infraestrutura urbana e, assim, melhorar a vida de quem está lá”, declarou Clécio Luís.

Com a iminência da COP 30 no estado vizinho, o Amapá vai direcionar esforços para se preparar e contribuir de maneira significativa para o evento, com uma abordagem colaborativa entre os estados da Amazônia Legal brasileira.

A realização de eventos pré-COP 30 no Amapá deve dinamizar a economia local e discutir estratégias sustentáveis, posicionando o estado como um protagonista na busca por soluções para os desafios enfrentados pela região amazônica.

“Estamos aqui construindo esses caminhos para que, daqui a dois anos, a gente possa colher esses frutos e realmente fazer uma discussão, além de mostrar a exuberância da Amazônia e de toda a nossa natureza viva, mas também de falar dos nossos problemas. A gente está num nível de pobreza que é incompatível com os nossos indicadores ambientais. Para a COP da Amazônia, temos que juntar todos os esforços, todo mundo tem que participar desse grande encontro que não pode, de maneira nenhuma, se transformar num festival, mas deve ser um encontro com conteúdo, de forma compatível com o que a Amazônia já oferece para o mundo”, acrescentou Clécio Luís.

Também participaram da agenda representantes dos demais estados da Amazônia Legal: a vice-governadora do Pará, Hana Ghassan Tuma; os governadores do Amazonas, Wilson Lima; de Roraima, Antônio Denarium; de Rondônia, Marcos Rocha; do Tocantins, Wanderlei Barbosa; e o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues.

Amapá na COP 28

Para fortalecer a imagem do Amapá como referência em práticas ambientais responsáveis e inovadoras, o Governo do Estado vai destacar a mais de 190 países, na COP 28, iniciativas de uso sustentável das riquezas naturais do meio ambiente.

Com mais de 90% das florestas preservadas e 72% do território dedicado a unidades de conservação e povos originários, o Amapá possui um modelo global e exemplar de preservação baseado na bioeconomia sustentável, que alia a floresta em pé e o desenvolvimento da economia e renda para a comunidade.

O governador vai debater o papel da bioeconomia no desenvolvimento econômico da região amazônica, o enfrentamento do aquecimento global, a redução no uso de combustíveis fósseis e sistemas agroalimentares.

Ao longo da conferência, o Estado apresentará, ainda, projetos de sucesso como o Selo Amapá e o manejo florestal sustentável, método eficaz na gestão de florestas. Com isso, um dos objetivos é obter apoio internacional para desenvolver programas sustentáveis e modelos de referência no desenvolvimento econômico.

A delegação amapaense é composta ainda por representantes do Tribunal de Justiça do Amapá, Assembleia Legislativa e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AP).

COP 28

A COP é uma reunião anual entre os países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. Nele, chefes de estados e outras autoridades governamentais debatem soluções para conter o aquecimento global e criar alternativas sustentáveis para a vida no planeta. A 28ª edição da conferência ocorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, até o dia 12 de dezembro. Mais de 138 chefes de Estado e Governo são esperados para a conferência.

O encontro acontece após o sexto ciclo de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que reforçou o senso de urgência e a gravidade da mudança do clima, bem como consequências perturbadoras para sistemas ecológicos e socioeconômicos.

COP 28: Amapá apresenta método eficaz na gestão de florestas; entenda como funciona o manejo florestal sustentável

Com impactos mínimos ao meio ambiente, o modelo adotado pelo Governo do Estado fomenta a economia comunitária, fortalece a biodiversidade e regula o clima.


A 28ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 28, que iniciou na quinta-feira, 30 de novembro, em Dubai, é uma oportunidade para o Governo do Estado demonstrar ao mundo políticas eficazes voltadas ao meio ambiente. O Amapá, considerado uma referência em gestão de florestas, vai apresentar no encontro um painel sobre o manejo florestal sustentável, modelo que garante o mínimo impacto ao meio ambiente e fomenta a economia das regiões manejadas.
Para ser sustentável, o manejo precisa ter viabilidade econômica, ser ambientalmente correto, e principalmente, ter o envolvimento da sociedade, seja dentro das áreas manejadas ou em torno delas. Neste modelo, apenas as árvores previamente selecionadas e autorizadas são retiradas sem que ocorram impactos significativos ao meio ambiente.

Em um único hectare de floresta tropical, que equivale ao tamanho de um campo de futebol oficial, existem em média 400 árvores. Dessas, durante os ciclos do manejo – que podem ser de 10 a 35 anos – apenas 4 árvores são retiradas, no máximo. Em casos de espécies com mais volume, como o angelim vermelho, é retirada apenas uma árvore.

Respeito ao ciclo de recuperação da floresta

O manejo florestal sustentável obedece ao ciclo de recuperação da floresta. Não é permitido cortar um número de árvores maior do que foi permitido e nem obter mais volume daquilo que foi autorizado.

Quanto maior o ciclo, maior o tempo de recuperação da floresta. A intensidade de corte depende da quantidade de árvores que podem ser retiradas por m³. No manejo industrial, que utiliza maquinário, o ciclo ocorre da seguinte forma:

25 anos – intensidade de 21,5 m³ por hectare
30 anos – intensidade de 28,5 m³ por hectare
35 anos – intensidade de 30 m³ por hectare
A área de manejo florestal é dívida pelo ciclo. Se o ciclo for de 30 anos, então serão 30 unidades de produção anual, com técnicas e boas práticas para reduzir ainda mais os impactos na floresta.

“A floresta bem manejada consegue se manter produtiva para a eternidade. O produto madeira é infinito”, explica o diretor de Desenvolvimento Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcos Almeida.

Incentivo florestal

Uma árvore, quando é manejada, gera clareiras, áreas expostas à luz solar. Nessa área existe um banco de sementes que são dispersadas pelas árvores adultas e férteis. Com a incidência solar, essas sementes germinam e dão início a novas árvores. Primeiro as pioneiras, depois as tardias, depois as clímax. Em 30 anos, ciclo mais longo, a cobertura vegetal já está totalmente completa.

“Quando você maneja a floresta, você induz a dinâmica florestal, tirando uma árvore adulta e mais velha, onde nascerá uma nova, estimulando a regeneração natural”, ressalta Almeida.

Regulação climática

As florestas do Amapá são datadas entre 300 e 500 anos. Uma floresta madura não consegue absorver tanto carbono da atmosfera como uma floresta jovem, que tem maior poder de absorção. A estrutura da madeira é composta quase que totalmente por carbono, por isso o manejo também ajuda na regulação climática.

“A floresta nova requer mais absorção de CO². Para uma árvore se formar, ela precisa de carbono, então ela tira esse gás poluente da atmosfera, além de outros gases do efeito estufa e do monóxido de carbono, incorporando na sua estrutura”, detalha o diretor da Sema.

As áreas manejadas ajudam a dissipar o gás carbônico na atmosfera e funcionam como reguladoras climáticas, do ciclo do carbono, do ciclo hídrico e do ciclo hidrológico. Realizam a evapotranspiração, onde emitem água para atmosfera, fortalecendo a biodiversidade.

Manejo florestal não é desmatamento

Desmatamento é a rotação total da área de floresta, onde todas as árvores são retiradas. No manejo, o corte é seletivo e a vegetação não é retirada por completo, sem nenhum dano à fauna.

“Quando você volta em uma área do manejo anos depois é visível os pássaros cantando, as onças andando. Agora se for desmatamento, você não terá animal nenhum mais lá, pois a floresta foi retirada, e ela é sinônimo de vida”, ressalta o diretor.

Manejo comunitário

Além do manejo industrial, ocorre também o comunitário. Nele, a governança quem faz é a comunidade, a qual deve ter participação em todas as etapas do manejo florestal como pré-exploratória, exploratória, pós-exploratória e na gestão administrativa. No Amapá, atualmente, não existe nenhum plano de manejo nesses moldes.

Para o diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema, esta é uma agenda muito forte no estado, onde várias cooperativas têm buscado o Governo para fazer com que aconteça a implementação deste modelo de gestão florestal.

“Nós acreditamos muito nesse modelo de gestão da floresta. A participação social é do início ao fim do processo. Não há obrigação das cooperativas pagarem para o estado. O Estado cria condições, capacitação, treinamento e a organização social desses entes, para que ao longo dos anos possam adquirir seu próprio maquinário e fornecer madeira legal para o estado e outros mercados”, explica Almeida.

No manejo comunitário, que é feito sem a presença de maquinário, a cada 10 anos, a intensidade é 10m³ por hectare.

Projeto Amaparque

Com foco na biodiversidade e preservação de áreas úmidas urbanas da Amazônia, o Amaparque é um importante projeto socioambiental e urbano desenvolvido pelo Governo do Estado ainda na gestão passada para a Região Metropolitana, abrangendo os municípios de Macapá, Santana e Mazagão.

Com a continuidade na atual gestão, o projeto vai trazer bem-estar às comunidades, gerar oportunidade de emprego, melhorar a saúde, segurança e renda da população, além de atrair turismo para a região de forma sustentável ao meio ambiente.

São 6,5 mil hectares para a criação de Unidade de Conservação e Sítio Ramsar, com intervenções urbanas para proteção das áreas úmidas. O objetivo é conciliar as necessidades da população local com o processo de reversão da degradação ambiental das áreas de Ressaca da Bacia Hidrográfica do Igarapé da Fortaleza.

COP 28

A COP (Conferência das Partes) é uma reunião entre os países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. Nele, chefes de estados, outras autoridades governamentais e organizações da sociedade civil debatem soluções para conter o aquecimento global e criar alternativas sustentáveis para a vida no planeta.

Em 2023, a 28ª edição da COP ocorrerá em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O evento vai tratar das ações de cada país acerca da preservação do meio ambiente e do combate aos gases do efeito estufa na atmosfera do planeta.

COP 28: Amapá vai apresentar a mais de 190 países os avanços na bioeconomia e o uso sustentável dos produtos da floresta

Programas como o Selo Amapá, do Governo do Estado, incentivam o uso de matérias-primas regionais na criação de produtos amapaenses.


O Governo do Amapá vai apresentar a mais de 190 países, durante a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 28) que inicia na quinta-feira, 30, o potencial bioeconômico do estado, com foco nas iniciativas de uso sustentável das riquezas naturais e seu papel fundamental no cenário ambiental global.

Em um ano marcado pelas altas temperaturas em diferentes partes do mundo, a conferência vai tratar das ações de cada país sobre a preservação do meio ambiente e do combate aos gases do efeito estufa na atmosfera. Outros temas, como a segurança alimentar e a preservação dos ecossistemas, também fazem parte das discussões.

Nesse cenário, o Governo do Amapá vai mostrar como o estado amazônico vem se tornando uma referência na fabricação de produtos bioeconômicos. Programas já existentes, como o Selo Amapá, certificam a origem dos bens produzidos e comercializados no estado. O projeto agrega valor aos produtos genuinamente amapaenses, levando o nome do estado para o mercado nacional e internacional.

“A fabricação desses produtos é feita de maneira consciente e sustentável, gerando impactos positivos na nossa economia. Mais de 900 produtos são reconhecidos pelo Selo Amapá e estão sendo comercializados no mercado. Essa marca simboliza nosso estado, que representa a área florestal mais preservada do país. É a principal frente de apresentação dos produtos amapaenses para o Brasil e o mundo”, ressalta o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Jurandil Juarez.

Bioeconomia no Amapá

Também conhecida como economia sustentável, a bioeconomia tem como foco o consumo consciente e equilíbrio com os recursos naturais. Ela está presente na produção de alimentos, artesanatos, cosméticos, vacinas, biocombustíveis, entre outros itens. O Amapá é um dos estados mais preservados do país, o que contribui para a fabricação de produtos e serviços inovadores, alinhando sustentabilidade e economia.

Esse tipo de mercado desempenha um papel fundamental no desenvolvimento econômico, pois busca utilizar de forma sustentável os recursos naturais, unindo as atividades econômicas essenciais à conservação ambiental. Isso inclui a agricultura sustentável, desenvolvimento de produtos biodegradáveis e a valorização da cultura local.

Oportunidades

Durante a pandemia de coronavírus, o casal Kátia Sarmento e Max Góes fundaram um pequeno empreendimento: o Chocolates Cunani. A empresa nasceu dentro de casa, com vendas sob encomenda. Com toque regional, os doces possuem sabores que passam pela castanha, cumaru e o açaí, valorizando o cultivo amapaense.

A empresária conta que, há pouco mais de um ano, soube do Selo Amapá e ficou empolgada com a oportunidade de expandir seu negócio.

“Quando eu fiquei por dentro do que se tratava, eu fiquei animada. Foi uma oportunidade enorme de divulgar o nosso trabalho não só pelo estado, mas pelo Brasil e o mundo”, afirmou a empreendedora.

Com o selo de origem, Kátia pôde levar seu empreendimento para o festival Salon du Chocolat, em Paris, na França. A oportunidade lhe trouxe inúmeras propostas para exportar seu produto.

Selo Amapá

O Selo Amapá é uma das estratégias do Governo do Estado para promover o uso de matérias-primas da Amazônia na criação de produtos fabricados em terras tucujus, um fator que gera reconhecimento no mercado.

É um certificado que atesta a origem e unifica o valor econômico e ambiental aos produtos amapaenses de origem animal, vegetal e mineral, além de possibilitar a comercialização de bens produzidos por empreendedores locais, tornando-os mais competitivos no mercado.

Desde a implantação do programa, em 2017, já são mais de 150 empresas amapaenses com itens certificados, que, no total, somam mais 900 produtos com o selo.

Amapá na COP 30

O governador do Amapá, Clécio Luís, se reuniu no dia 23 de novembro, com o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, para tratar de pautas prioritárias, como a participação do estado nas discussões do clima durante a COP 30, que será realizada em 2025 no Brasil. O encontro foi articulado pelo senador Davi Alcolumbre.

Antes da cúpula, representantes dos países signatários reúnem-se em diversos eventos para discutir posicionamentos, e aproximam representantes da sociedade civil, empresas e os tomadores de decisão, dando uma ideia do que esperar do evento.

O governador pleiteia que esses pré-eventos também aconteçam no Amapá, que fica a apenas 40 minutos de Belém, tomando como exemplo o município paraense Santarém, que também vai sediar esses encontros, e fica a 2h da capital paraense.

COP 28

A COP é uma reunião anual entre os países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. Nele, chefes de estados e outras autoridades governamentais debatem soluções para conter o aquecimento global e criar alternativas sustentáveis para a vida no planeta.

O encontro ocorre após o sexto ciclo de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que reforçou o senso de urgência e a gravidade da mudança do clima, bem como consequências perturbadoras para sistemas ecológicos e socioeconômicos.

A partir de 30 de novembro, a 28ª edição da COP ocorrerá em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Mais de 138 chefes de Estado e Governo são esperados para a conferência.