Embrapa Amapá elabora manual de bebida fermentada de açaí


A Embrapa Amapá está elaborando um manual de Boas Práticas de Fabricação de bebida fermentada de açaí, a partir da experiência do empreendimento Flor de Samaúma na produção do “AçaíTinto” e os requisitos da legislação para produtos seguros. O objetivo é disponibilizar conhecimentos de forma gratuita para os públicos de interesse, especialmente comunidades agroextrativistas que produzem o fruto de açaí e potenciais produtores e consumidores da bebida, agregando valor a este produto abundante na biodiversidade da Amazônia.   

Foram realizadas duas etapas do processo para a validação técnico-científica do processo artesanal de produção da bebida. Inicialmente os empreendedores João Capiberibe e Janete Capiberibe, demonstraram no Laboratório de Biologia Molecular da Embrapa Amapá, os insumos e princípios da produção artesanal de bebida fermentada de açaí. “Usamos um garrafão de 20 litros, desses que vêm com água mineral, fizemos o mosto; é assim que chamamos a mistura de polpa de açaí, água, açúcar e levedura. Em seguida, lacramos o garrafão”, recordou Capiberibe.

A pesquisadora Valeria Bezerra participou do processo, registrando e analisando parâmetros como avaliação da densidade do xarope, do mosto e da bebida finalizada, representada pelo teor de açúcar, que é expresso em  °Brix, medido pelo equipamento refratômetro e por sacarímetro. “Também fizemos avaliação da cor da bebida final, pelo equipamento colorímetro Konica Minolta”, explicou a pesquisadora, autora do manual em elaboração.

Após 23 dias de fermentação, a bebida foi finalizada pelos processos de filtração, envase em garrafa de vidro âmbar e fechamento com rolha de cortiça e lacre. A equipe conferiu a cor, aroma e sabor do fermentado de açaí.  Em seguida, como parte da atividade, foi realizada a degustação da bebida entre funcionários da Embrapa Amapá, com anotações para posterior planejamento do teste sensorial.

O trabalho é realizado sob a supervisão da pesquisadora Valeria Bezerra, doutora em Ciência dos Alimentos, e conta com atuação do supervisor de Laboratórios da Embrapa Amapá, analista Leandro Damasceno, e do assistente Raimundo Nonato Teixeira Moura. “Esta iniciativa faz parte de uma proposta mais ampla, que é uma ação de transferência de tecnologias para que comunidades agroextrativistas produtoras de açaí possam produzir a bebida para consumo próprio e também para comercialização. Nossa perspectiva é de que o manual esteja disponibilizado em nossos canais digitais no segundo semestre deste ano”, destacou Valeria Bezerra.

O AçaíTinto é a marca comercial da bebida fermentada da polpa de açaí, produzida pelo empreendimento Flor da Samaúma, localizado em Macapá (AP). De acordo com testes laboratoriais realizados pela Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza/CE), o produto apresenta características físico-químicas e sensoriais semelhantes a alguns vinhos tintos https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/82051916/fermentado-de-acai-tem-propriedades-similares-as-do-vinho-tinto). O relatório aponta que tanto os perfis físico-químicos revelam esta proximidade entre as duas bebidas, quanto a partir de análise s ensorial com 50 provadores, consumidores habituais de vinho, ficou demonstrado que há uma atitude positiva de compra do produto.

 

Dulcivânia Freitas

Jornalista – Embrapa

Embrapa destaca bioeconomia inclusiva na 1ª Conferência Estadual de C&T do Amapá


O tema da bioeconomia inclusiva na Amazônia, baseada em produção sustentável, protagonismo das populações tradicionais valorização do conhecimento e modo de vida local, e repartição equitativa de benefícios, será destacado pelo pesquisador da Embrapa Amapá, Marcelino Guedes, durante apresentação na 1ª Conferência Estadual de C&T e Inovação do Amapá, na tarde da
próxima quinta-feira, 7/3.  

O evento é coordenado pela Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Setec), nos dias 6 e 7 deste mês, com atividades no auditório da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), à avenida Presidente Vargas, 650, centro de Macapá. O objetivo é reunir agentes governamentais, cientistas, estudantes, professores, empreendedores e sociedade em geral para debater e formular estratégias voltadas ao fortalecimento do desenvolvimento científico no Amapá. A Conferência Estadual é vinculada à preparação da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, programada para os dias 4, 5 e 6 de junho de 2024, em Brasília (DF).

A sessão 3 do evento, na tarde da quinta-feira, terá como tema geral “Desafios do desenvolvimento sustentável integrado com a biodiversidade da Amazônia”, e contará com apresentação do pesquisador Marcelino Guedes na abordagem sobre “Geração de soluções inovadoras pautadas na bioeconomia”. Atuará como debatedora a pesquisadora Ana Cláudia Lira Guedes, e na função de mediadora a pesquisadora Vânia Beatriz de Oliveira. A contribuição da Embrapa inclui ainda o analista de transferência de tecnologias, Daniel Montagner, como integrante do comitê organizador da Conferência.    

“Vamos focar nos produtos da sociobiodiversidade, temas das nossas pesquisas no Amapá e na Amazônia como um todo, a exemplo da castanha-da-amazônia, do açaí e dos óleos de sementes do pracaxi, da andiroba e da copaíba, que são produtos com bastante resultados em inovações tecnológicas”, destacou Marcelino Guedes. Entre as tecnologias que agregam o conceito e práticas de bioeconomia inclusiva, ele ressalta o sistema Castanha na Roça, que consiste na expansão da produção e renovação de castanhais em áreas de agricultura itinerante; a nova prensa artesanal para extração de óleo de sementes de pracaxi e andiroba; e o manejo de mínimo impacto de açaizais nativos.

A abertura da na 1ª Conferência Estadual de C&T e Inovação do Amapá está agendada para a tarde desta quarta-feira, 6/3. É organizada por um comitê composto pela Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), Ueap, Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), Sesi/Senai, Universidade Federal do Amapá (Unifap), Instituto Federal do Amapá (Ifap), Embrapa e Associação Amapaense de Tecnologia (Amapatec).

Programação completa aqui: https://setec.portal.ap.gov.br/docs/conferencia.pdf

Núcleo de Comunicação Organizacional / Embrapa Amapá

Soluções digitais para cadeias do mel e do açaí serão apresentadas na Embrapa Amapá

Produtores de açaí, criadores de abelhas, acadêmicos, técnicos e instituições parceiras da Embrapa no estado do Amapá, vão conhecer nesta terça-feira, dia 20/11, a plataforma Infobee e o aplicativo Manejatech-açaí, soluções digitais para as cadeias produtivas do mel e do açaí. O evento será realizado no Auditório Silas Mochiutti, da Embrapa Amapá, a partir das 9 horas. Os softwares foram desenvolvidos por meio da parceria público-privada entre a Embrapa Amazônia Oriental (Pará) e a empresa Equilibrium Web.

O analista Michell Olívio Xavier da Costa vai explicar a funcionalidade, vantagens e operação do aplicativo Manejatech-açaí e da plataforma Infobee, além de tirar dúvidas na apresentação interativa com os participantes do evento. Em seguida, será realizada a Roda de Conversa com dois temas: Manejo de Açaizais Nativos, coordenada pelo pesquisador Marcelino Carneiro Guedes; e sobre Meliponicultura, conduzida pelo pesquisador Daniel  Santiago Pereira.

Plataforma Infobee. Este portal reúne serviços inéditos e informações técnico-científicas, econômicas e de mercado sobre a apicultura e a meliponicultura. Pode ser acessado por computador, smartphones e tablets. Entre os destaques desta nova plataforma estão o Calendário Apícola Digital, que disponibiliza informações sobre o local de ocorrência e a época de floração das plantas mais visitadas pelas abelhas na região amazônica; o Meliponário virtual, uma maquete em três dimensões da estrutura do ninho, das caixas de criação e da morfologia da abelha; e o Serviço “zapbee”, respostas com o uso de Inteligência Artificial para atender aos criadores a qualquer hora e lugar. Acesse em: https://www.infobeebr.com.br.

Aplicativo Manejatech-açaí. Tem como principal vantagem otimizar as etapas da tecnologia de Manejo de Mínimo Impacto de Açaizais Nativos, desenvolvida pela Embrapa e utilizada por quem maneja o açaizeiro nas áreas de várzea para o aumento da produção de frutos. Essa tecnologia preconiza o equilíbrio de espécies nas florestas de várzea, buscando a sustentabilidade da atividade. O aplicativo é voltado principalmente para as populações ribeirinhas que têm na produção do açaí a fonte de renda da família. A ferramenta atua em todas as etapas do manejo, desde o inventário até a intervenção na área, e ainda faz o registro da produção e comercialização do açaí manejado. O aplicativo Manejatech-açaí dispensa o uso de internet para funcionar, e está disponível gratuitamente para o sistema android.

Programação:

9h às 9h10 – Boas-vindas do Chefe-Geral da Embrapa Amapá,  Antonio Claudio Almeida de Carvalho.

9h10 às 10h –  Apresentação dos Aplicativos Manejatec-açaí e Infobee – Michell Olivio Xavier da Costa.

10h às 10h –  Roda de conversa sobre Manejo de Açaizais Nativos  (Marcelino Carneiro Guedes) e Meliponicultura (Daniel  Santiago Pereira).

10h40 às 10h50 – Encerramento

 

Núcleo de Comunicação/EMBRAPA

Equipes da Embrapa realizam força-tarefa em roças de mandioca dos indígenas em Oiapoque

Especialistas de duas Unidades da Embrapa realizaram atividades in locodurante uma semana

Uma equipe formada por especialistas da Embrapa Amapá e da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas/Bahia) fizeram trabalhos in loco para avaliar a situação de doenças da mandioca cultivada em Terras Indígenas de Oiapoque, no extremo norte do estado. Fungos e uma bactéria agressiva dizimaram quase todas as plantações da região este ano. Integram também a força-tarefa técnicos da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), do Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO) e do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé).

Pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, a força-tarefa contou com o engenheiro agrônomo Hermínio Rocha, um dos coordenadores da Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca com qualidade genética e fitossanitária (Reniva), e o pesquisador fitopatologista Saulo Oliveira. A Embrapa Amapá designou a chefe de Pesquisa, pesquisadora Cristiane Ramos de Jesus, o pesquisador fitopatologista Adilson Lima, e o analista Jackson de Araújo dos Santos. Eles se deslocaram para Oiapoque no dia 18 de setembro e retornaram a Macapá no dia 22.

Eles estiveram nas aldeias Anawera, Kuai Kuai, Ahumã, Ariramba, Yanoaka, Lençol e Galibi, onde coletaram folhas, hastes e pecíolos de plantas com sintomas e também amostras de plantas assintomáticas, que foram levados para análise laboratorial na unidade da Embrapa em Cruz das Almas. “Na primeira localidade, por exemplo, que passamos para conhecer a doença, observamos três variedades. Vimos que a doença afeta mais as variedades de mandioca amarela, com incidência e severidade muito alta nessas duas variedades, e vimos outra variedade mais tolerante. Realmente se trata de uma doença que a gente desconhecia até então. Estamos coletando amostras para fazer análises laboratoriais para saber exatamente do que se trata e traçar as estratégias de limpeza, via termoterapia, e multiplicação de materiais tratados para devolução aos povos indígenas de uma maniva-semente com sanidade vegetal”, explicou Hermínio Rocha.

Recentemente, a Embrapa assinou Termo de Execução Descentralizada (TED) com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que destinou quase R$ 1,3 milhão para ações que visam combater o problema. Também foi assinado outro TED, cujo escopo das ações foi elaborado pelos coordenadores da Rede Reniva (Herminio Rocha e Helton Fleck), que vai liberar recursos para o Reniva atuar em nove estados do Norte e Nordeste nos próximos 36 meses, incluindo o Amapá. Durante esta viagem da Oiapoque, a chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Amapá, Cristiane Ramos de Jesus apresentou as ações previstas no convênio entre a Embrapa e o MDA, na reunião com as lideranças indígenas realizada na Aldeia do Manga.

Núcleo de Comunicação Organizacional/Embrapa Amapá

Inscrições abertas para a Caravana FertBrasil em Macapá

O evento sobre boas práticas de uso de fertilizantes será realizado pela Embrapa

Estão abertas as inscrições para a Caravana Embrapa FertBrasil, evento a ser realizado em Macapá (AP), na manhã do dia 7 de junho deste ano, no auditório da Embrapa Amapá. A programação consta de cinco palestras abordando vários aspectos sobre boas práticas para aumento da eficiência do uso de fertilizantes.

O evento é gratuito e as inscrições para todos os públicos são feitas exclusivamente pelo site https://lp-cnpso.comunica.embrapa.br/caravana-embrapa-07-06-macapa-ap, até o dia 6 de junhoou quando encerrarem as vagas. Serão disponibilizadas 120 inscrições para participação presencial.

O público-alvo é formado de produtores, técnicos de extensão rural e de cooperativas, sindicatos e associações de todos os municípios do Amapá. Estudantes também poderão se inscrever, mas para participação on-line, por meio de videoconferência.

Caravana FertBrasil percorre 48 pólos agrícolas do Brasil

Durante o evento, serão apresentadas tecnologias e boas práticas de manejo de solo, água e plantas. O coordenador da comissão técnica local, pesquisador Nagib Melém, explicou que a Caravana FertBrasil é um projeto itinerante que está percorrendo 48 pólos agrícolas do país, para divulgar e debater o uso de tecnologias para potencializar a eficiência econômica e agronômica dos fertilizantes e insumos para diversas culturas. “A meta é capacitar em torno de 10 mil profissionais e lideranças rurais que atuam em 10 macrorregiões produtivas do Brasil, atingindo mais de 70 milhões de hectares de área agrícola”, destacou Melém.

A Caravana oferta também conhecimento tecnológico nas plataformas digitais, a exemplo do e-Campo, um espaço destinado a capacitações on-line, em linguagem didática e de fácil entendimento.  A Caravana Embrapa FertBrasil é uma iniciativa da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, da Presidência da República, (SAE/PR), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embrapa. O Estado do Amapá foi inserido na macrorregião 8, que abrange os pólos de Redenção e Paragominas (PA), e os pólos Santarém (PA) e Macapá (AP).

No Amapá, os parceiros são Amazon BioFert, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (Crea-AP), Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (Mútua-AP), Associação dos Engenheiros Agrônomos do Amapá (Aeata), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amapá (Faeap), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-AP), Sindicatos Rural, Sebrae Amapá, Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR) e Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) .

Programação da Caravana FertBrasil em Macapá (AP). Dia 7 de junho de 2023

Abertura. Apresentação sobre a produção agropecuária no Amapá – Professora e pesquisadora Cláudia Chelala – Universidade Federal do Amapá (Unifap) e Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural – Kelson Vaz.

Módulo 1- Aptidão agrícola, pedologia aplicada, zoneamento agroclimático – Ferramentas para o planejamento agrícola – Nagib Melém – Embrapa Amapá.

Módulo 2. Boas Práticas para o Uso Eficiente de Fertilizantes e insumos para a nutrição de Plantas. • Fabiano Daniel de Bona – Embrapa Trigo (Passo Fundo/RS).

Módulo 3- Novas tecnologias para suprimento eficiente de nutrientes às Plantas (nanofertilizantes,organominerais, remineralizadores, bioinsumos etc). Alberto Bernardi – Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos/SP).

Módulo 4- Tecnologias Digitais e Sistemas de informação para recomendação de fertilizantes. Laurimar Vendrusculo (Embrapa Agrosilvipastoril).

Módulo 5- Tecnologias e práticas de manejo para a Sustentabilidade Agroambiental (Sistemas Integrados, ILPF, Plantio Direto, Rotação de culturas) – Emerson Borghi – Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas / (MG).

Núcleo de Comunicação Organizacional/Embrapa Amapá

*Ao destinar R$ 4,5 milhões para Programa de Modernização do Cultivo da Mandioca, Davi participa de lançamento e ressalta mais inovação no campo*

Parlamentar também destinou quase R$ 1 milhão para instalação de usina solar em Macapá.


Durante o lançamento, nesta sexta-feira (20), em Macapá (AP), do “Programa de Modernização do Cultivo da Mandioca no Estado do Amapá”, promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o senador reeleito e líder do União Brasil no Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou a importância de incentivar pesquisas sobre o agronegócio e disse que iniciativas como essa são primordiais para transformar a cadeia produtiva do estado.

Em 2022, o programa recebeu, por meio do trabalho do senador, R$ 4.5 milhões para serem investidos. “Nosso objetivo é inovar em soluções tecnológicas para aumentar a produtividade da mandioca, com investimento na produção de estacas, sementes e na formação de maniveiros, com especial atenção para os nossos produtores familiares”, explicou o senador.

Incentivador de pesquisas sobre avanços tecnológicos para o campo, não é a primeira vez que Alcolumbre investe em pesquisas para o fortalecimento do agronegócio brasileiro. Em 2022, o líder do União Brasil disponibilizou mais de R$ 20 milhões para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica em prol do fortalecimento das ações da agropecuária sustentável por meio do incremento de usinas solares fotovoltaicas integradas às unidades consumidoras das áreas de pesquisa laboratorial, de produção, criação e cultivo em todo o Brasil. “É gratificante poder participar do processo de investimento socioeconômico e sustentável que visa a melhoria dos processos produtivos tanto do pequeno produtor rural quanto das indústrias e fábricas processadoras”, ressaltou.

Sobre a instalação de usinas solares ao redor do país, dados da Embrapa preveem, em 2023, mais de 20 de suas unidades atendidas com 18 usinas solares, totalizando, assim, 29 unidades desse tipo de usina no Brasil, com um parque solar capaz de gerar quase 28 kWh/ano e uma economia de R$ 8,1 milhões anuais. Entre os estados a serem contemplados com uma usina solar este ano está a unidade da Embrapa no Amapá. O projeto também recebeu apoio do senador Davi: quase R$ 1 milhão foi direcionado para a obra. Além disso, lembra o senador, o Amapá abrigará a primeira usina lacustre da Embrapa.

“Teremos, no estado, um conjunto de usinas dividido em duas partes: lacustre e terrestre, sendo que a primeira possui as mesmas características das usinas convencionais, porém será instalada em estrutura flutuante em um dos três tanques de cultivo do Campo Experimental da Fazendinha, que comporta pesquisas de reprodução de peixes e camarão-da-amazônia”, explicou o líder do União. “Essa usina irá gerar energia para as atividades do próprio campo e servirá de vitrine tecnológica para os produtores locais. Somente a Embrapa Amapá já calcula uma redução de custos de R$ 132 mil anuais”, contou.

Além de Alcolumbre, participaram do lançamento do “Programa de Modernização do Cultivo da Mandioca no Estado do Amapá” o governador do Amapá Clécio Luís e outras lideranças políticas regionais.

*Assessoria de Imprensa*
*Davi Alcolumbre*

Agricultores de Macapá foram capacitados em produção agroecológica de hortaliças

Técnicos de extensão rural da Secretaria de Agricultura de Macapá e agricultores que farão parte de uma Organização de Controle Social para agricultura orgânica e agroecológica de Macapá, foram capacitados nesta temática durante o Curso Intensivo de Produção Agroecológica de Hortaliças Tropicais. A programação constou de palestras técnicas no auditório da Embrapa Amapá e aprendizado prático de tecnologias inovadoras, no Horto Agroecológico Jardim Fazendinha, localizado no distrito de Fazendinha (Macapá-AP). Neste horto funciona uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) instalada pela Embrapa, com manutenção do produtor Walter Cunha da Silva. O objetivo do curso, que teve como instrutor o pesquisador Jorge Segovia, foi a formação de multiplicadores em inovações tecnológicas voltadas às práticas da agricultura convencional, mas associadas às tecnologias agroecológicas geradas pelas pesquisas na Embrapa. A finalidade é contribuir para a produção e oferta de alimentos saudáveis no mercado local. Durante a capacitação, foram repassadas técnicas sobre manejo agroecológico de solos tropicais – interpretação de análise físico química de solos, nutrição de plantas cultivadas, adubação orgânico-mineral; inovações no manejo integrado de pragas em horticultura agroecológica; e produção agroecológica de hortaliças tropicais. A oferta deste curso faz parte de um convênio de cooperação técnica entre a Embrapa, Sebrae e Prefeitura de Macapá. O projeto visa desenvolver ações de intervenções de base agroecológica para utilizar soluções que possibilitem o aumento da competitividade dos empreendimentos rurais de agricultores familiares que atuam em horticultura, mandiocultura, pecuária e piscicultura.

Núcleo de Comunicação Organizacional/ Embrapa Amapá

Emendas parlamentares garantem recursos para pesquisas da Embrapa Amapá


Em 2021, a Embrapa Amapá executou R$ 950 mil em recursos suplementares, incluídos na Lei Orçamentária Anual por emendas parlamentares dos deputados federais André Abdon (PP/AP) e Camilo Capiberibe (PSB/AP) para apoiar pesquisas e transferência de tecnologias. Os R$ 300 mil da emenda do deputado Abdon foram investidos no experimento de controle biológico da mosca-da-carambola, material de expediente, reagentes, equipamentos elétricos e eletrônicos, e manutenção do gerador de energia elétrica. A emenda do deputado Camilo, no valor de R$ 650 mil, viabilizou a compra de equipamentos para promover inovação tecnológica no sistema de manejo do camarão regional, produção de óleos de pracaxi e andiroba na comunidade Limão do Curuá (Bailique/AP), adaptação do espaço da Vitrine do Açaí Seguro e equipamentos para análises físico-químicas de alimentos.   

A Embrapa Amapá investe em estudos para apoiar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no combate à mosca-da-carambola. Uma delas é a pesquisa de controle biológico desta praga, por meio do parasitoide exótico Fopius arisanus, importado do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em visita aos laboratórios este ano, o deputado André Abdon destacou que “o grande objetivo deste apoio com emenda parlamentar, é sem dúvida contribuir neste importante trabalho para controlar e combater a praga mosca-da-carambola, garantindo que os produtores amapaenses continuem produzindo e comercializando frutas com qualidade e sem prejuízos econômicos. Investimentos neste sentido visam garantir novas descobertas e claro, avanços no setor”.


A emenda do deputado Camilo permitiu realizar inovação tecnológica que fortalece as atividades extrativistas da região do Bailique, especialmente a comunidade Limão do Curuá, reconhecendo a importância da economia solidária, da conservação da sociobiodiversidade e da valorização dos produtos, produtores e processos produtivos. Na produção do óleo de pracaxi, por exemplo, já se obtém um produto de melhor qualidade química (acidez reduzida), em conformidade com os parâmetros exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e conquistando novos mercados. Durante a inauguração da Vitrine do Açaí Seguro, o parlamentar ressaltou que “trabalhamos para contribuir com recursos que viabilizem iniciativas como esta, de valorização de produtos da sociobiodiversidade regional, ao mesmo tempo em que garante a qualidade sanitária do nosso saboroso e apreciado açaí, para que possamos dar cada vez mais credibilidade para este produto que é responsável por milhares de empregos na Amazônia e no Amapá”.

As informações detalhadas estão no Relatório de Execução de Emendas Parlamentares  da Embrapa 2021: (https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1147863/1/RELATORIO-EMENDA-PARLAMENTAR-2021.pdf ).  De acordo com a chefe da Assessoria de Relações Institucionais e Governamentais (Arig), Cynthia Cury, o relatório é um instrumento que a Embrapa utiliza para ampliar a transparência com que trata a aplicação dos recursos públicos destinados às Unidades da Embrapa.

lNúcleo de Comunicação Organizacional/EMBRAPA-AP

VIII Jornada Científica da Embrapa Amapá apresenta palestras, trabalhos de Iniciação Científica e Café com Ciência


Tudo pronto para a VIII Jornada Científica da Embrapa Amapá (Jorcea), a ser realizada no período de 18 a 20 de outubro, com uma programação em formato híbrido (presencial e videoconferência pelo link
https://meet.google.com/hrt-cdtq-bzw). O evento inclui palestras técnicas de temas relacionados às demandas regionais; apresentação de trabalhos de bolsistas e estagiários de Iniciação Científica; e o XV Café com Ciência, um ambiente de bate papo entre autores de publicações técnico-científicas e o público em geral.   

A abertura oficial da Jorcea será às 9 horas da terça-feira, 18/10, no auditório Silas Mochiutti, sede da Embrapa Amapá, em Macapá. Em seguida, estão programadas duas palestras: “Reflexões para o desenvolvimento tecnológico da agricultura”, a ser conduzida pelo pesquisador Geraldo Bueno Martha Júnior, da Embrapa Agricultura Digital, localizada em Campinas (SP); e “Fossa séptica biodigestora” (tecnologia social que beneficia comunidades ribeirinhas), a ser apresentada pelo pesquisador Marcelino Guedes, do Núcleo de Pesquisas em Recursos Florestais da Embrapa Amapá.

Este ano, as apresentações dos bolsistas vinculados ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC / CNPq / Embrapa) serão realizadas nos dias 18, 19 e 20 de outubro, como parte da programação do XI Congresso Amapaense de Iniciação Científica (XI CONAIC), realizado na Universidade do Estado do Amapá (Ueap), campus Macapá.

Na quinta-feira, 20/10, o XV Café com Ciência reunirá autores e público na Biblioteca da Embrapa Amapá, em formato presencial, a partir das 15 horas. Inicialmente haverá apresentação dos trabalhos de estagiários, pesquisadores e demais interessados; e em seguida serão conduzidas as apresentações de duas novas publicações técnico-científicas. O pesquisador Gilberto Yokomizo vai apresentar a pesquisa “Palmito de pupunheira”, e a pesquisadora Ana Elisa Montagner vai apresentar a pesquisa “Efeito de sistemas de manejo alimentar no desempenho de bubalinos na bacia do Rio Araguari no estado do Amapá”. Os dois autores ficarão à disposição do público presente para um bate papo sobre os respectivos estudos. O evento será encerrado com um lanche de congraçamento. A VIII Jornada Científica da Embrapa Amapá está vinculada ao XI Congresso Amapaense de Iniciação Científica (XI CONAIC), no escopo da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Núcleo de Comunicação Organizacional Embrapa Amapá

Extratoras de óleo de pracaxi participam de oficina de gestão em negócios da sociobiodiversidade

O guia de comercialização é custeado com recursos de emenda do deputado Camilo Capiberibe

Mulheres agroextrativistas da comunidade Limão do Curuá do arquipélago do Bailique (Macapá/AP) participaram de uma oficina de gestão em negócios de óleos vegetais e da validação do guia de comercialização do óleo de pracaxi produzido nesta comunidade. A capacitação foi realizada na Embrapa Amapá, nos dias 27 e 28 deste mês, como parte do projeto Manejo Florestal-Extrativismo (MFE) vinculado ao Fundo Amazônia, e teve como facilitadores os consultores administradores Carlos Eduardo Dias e Silva e Geovana Cabral. Também atuaram na moderação as pesquisadoras Ana Euler (por videoconferência) e Ana Cláudia Lira Guedes, da Embrapa Amapá.    

O guia de comercialização do óleo de pracaxi é uma das demandas da comunidade para viabilizar a sustentabilidade deste negócio baseado nos princípios da bioeconomia, e toda a consultoria e atividades de produção do guia são custeadas com recursos de emenda do deputado federal Camilo Capiberibe, assim como a aquisição de vários equipamentos de boas práticas de extração do óleo, repassados às agroextrativistas.

O conteúdo do guia foi elaborado a partir do levantamento das informações das safras de pracaxi dos últimos três anos 2019/2020/2021), e elaboração de parâmetros para definir preço mínimo tendo como referência a metodologia da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); do levantamento de dados para formação do preço do óleo de pracaxi produzido pelas extratoras da comunidade Limão do Curuá,  tendo como referência a metodologia do Mercado Justo (Fair Trade); e do levantamento das informações legais e tributárias considerando Política Fiscal e Tributária Municipal e Estadual, Política de Exportação, Zona Franca Verde, Zona de Livre Comércio, Política de Exportação e Importação dos principais países compradores de óleos vegetais.

Óleo de pracaxi

O óleo de pracaxi é extraído das sementes da árvore Pentaclethra macroloba (Willd.) Kuntze, conhecida popularmente como pracaxizeiro. É uma espécie típica da Amazônia que pode alcançar 14 metros de altura, o equivalente a um prédio de quatro andares, e seu tronco atinge um DAP (Diâmetro na Altura do Peito) até 59 cm. Este óleo é muito usado, in natura na pele, como anti-inflamatório e cicatrizante pela população da Amazônia. E o que é extraído na comunidade do Limão do Curuá já conquistou mercado de indústrias de fármacos e cosméticos, após adotar inovações na produção com apoio técnico da Embrapa e da ONG Instituto Internacional de Educação no Brasil. As extratoras inovaram no processo, unindo conhecimento tradicional e boas práticas para um produto seguro, desde as práticas de coleta das sementes, passando pela eliminação do cozimento que geralmente causa fermentação e proliferação de fungos; e passaram a usar prensas artesanais adaptadas que evitam a contaminação do óleo e diminuiu o tempo de extração do óleo.

Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB Núcleo de Comunicação Organizacional/EMBRAPA-AP

 

Projeto de bioeconomia da Embrapa Amapá recebe financiamento do Banco da Amazônia

 

O projeto intitulado “Óleo de andiroba e pracaxi para azeitar o protagonismo feminino e movimentar a bioeconomia de comunidades ribeirinhas no estuário do rio Amazonas, liderada pela pesquisadora engenheira agrônoma da Embrapa Amapá, Ana Cláudia Lira Guedes, foi aprovado pelo edital de seleção pública do Banco da Amazônia (Basa) para receber financiamento de custeio das atividades de campo e de laboratório.

De acordo com Ana Cláudia, o objetivo da proposta aprovada é implementar e validar práticas de manejo relacionadas à intensidade de coleta de sementes (para extração de óleo) de andirobeiras e pracaxizeiros, a fim de manter a conservação das duas espécies em floresta de várzea estuarina. “Além disso, tem o objetivo de auxiliar no desenvolvimento comunitário, por meio do fortalecimento do protagonismo feminino e agregação de valor na extração e comercialização dos óleos de andiroba e de pracaxi”, acrescentou a pesquisadora.

O estudo será realizado na comunidade São José do Rio Maniva, representada pela Associação de Desenvolvimento Intercomunitário do Rios Corredor, Furo dos Chagas, Maniva e Cutias, situada em uma ilha do Estuário Amazônico (ponto de encontro entre o rio e o mar, nos estados do Amapá e Pará). O acesso à comunidade é feito pelo rio Matapi, com um tempo aproximado de 30 minutos em embarcação voadeira, saindo do município de Santana (AP).  

Além de Ana Cláudia Lira Guedes, compõem a equipe do projeto Aline Furtado, analista da Embrapa e mestranda Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação; Dulcivânia Freitas, analista de comunicação da Embrapa; Marcelino Guedes, pesquisador engenheiro florestal da Embrapa; Paulo Cardoso da Silva, acadêmico de engenharia florestal e bolsista de IC do CNPq na Embrapa; e Adjalma Souza, assistente da Embrapa. O edital selecionou projetos para receber apoio financeiro ao desenvolvimento de pesquisas e de transferência tecnológica, conduzidos por pesquisadores de instituições de ensino superior, ciência, tecnologia e inovação da região amazônica.

Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional

Embrapa Amapá