‘Mostramos a potência que é o Carnaval do Amapá’, celebra governador na abertura do desfile das escolas de samba

Governador Clécio Luís celebrou as escolas de samba na Avenida Ivaldo Veras

No Carnaval 2024 – Amapá 80 Anos, o governador Clécio Luís celebrou na pista a primeira noite de desfiles das escolas de samba do Amapá na sexta-feira, 9. Para o gestor, o investimento público reconhece e evidencia a festa por sua grandiosidade cultural, artística, econômica e histórica.

“Neste fim de semana, a Avenida Ivaldo Veras é o berço da alegria, da felicidade, de um espetáculo maravilhoso. Mostramos a potência que é o Carnaval do Amapá, que segue sendo um dos melhores do Brasil”, destacou Clécio.

O desfile no Sambódromo de Macapá é promovido pela Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá (Liesap) em parceria com Governo do Estado, senador Davi Alcolumbre e Sebrae.

Uma das maiores festas do país, o Carnaval integra a economia criativa, envolvendo setores como a gastronomia, a indústria têxtil e os artistas. A cada R$ 1 investido, a expectativa é de R$ 4 a R$ 7 de retorno para o estado, em impostos, emprego e renda.

Para as festas carnavalescas em todo o estado, o Governo mobilizou as forças de segurança, com mais de 2,4 mil agentes e equipamentos tecnológicos. Também houve reforço da assistência em saúde, com mais equipes do Hospital de Emergências (HE) de Macapá e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); além de trabalhar com ambulâncias de suporte avançado e ponto fixo de saúde.

“O Carnaval tem uma cadeia produtiva gigantesca, com muita gente empreendendo, desde a preparação do desfile até hoje, e que fomenta o comércio local. Além da felicidade, da alegria, da beleza, da geração de emprego e renda, da apoteose dessa festa, nós queremos um Carnaval de paz. Para isso nós organizamos todo um esquema de segurança, com muita tecnologia e um bom efetivo. Tudo foi preparado da melhor forma para o povo do Amapá”, pontuou o governador.

Carnaval 2024
Em 2024, o Governo do Amapá investe R$ 5,8 milhões no desfile das escolas de samba, fruto de articulação do senador Davi Alcolumbre. O investimento foi entregue diretamente às 10 agremiações em uma parcela única, por meio da Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá (Liesap). A programação também conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

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Guia do Carnaval 2024: veja escolas, enredos e serviços do Governo do Amapá no 1º dia de desfiles



Em um espetáculo de cores, brilho, criatividade e muita alegria, o Sambódromo de Macapá recebe nesta sexta-feira, 9, o desfile oficial das escolas de samba do Amapá. O primeiro dia contará com cinco agremiações: Embaixada de Samba, Império da Zona Norte, Império do Povo, Piratas Estilizados e Boêmios do Laguinho. As apresentações iniciam a partir das 22h.

A realização é da Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá (Liesap) com apoio direto do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Dez agremiações vão passar pela Avenida Ivaldo Veras nos dois dias de desfiles.

Como incentivo à cultura, ao turismo e à economia, o Governo do Amapá está investindo em toda a programação do Carnaval 2024. São mais de 12 milhões do Tesouro Estadual e de emendas articuladas pelo senador Davi Alcolumbre.

Além disso, o Estado montou um forte esquema de segurança, trânsito, atendimento de saúde e outros serviços para garantir um ambiente do jeito que os amapaenses merecem. Confira:

Segurança Pública

O governador Clécio Luís apresentou o Plano Operacional para o Carnaval 2024. São cerca de 2,4 mil agentes atuando para garantir a tranquilidade da população nos eventos carnavalescos em todo o estado. O efetivo envolve as polícias Militar, Civil, e Científica; Grupo Tático Aéreo (GTA) e Corpo de Bombeiros.

O planejamento conta com policiamentos a pé, motorizado, aéreo e de trânsito, com barreiras em locais estratégicos e atuação da Operação Lei Seca. As estratégias envolvem ainda o uso de aparatos tecnológicos, como drones, câmeras para monitoramento de pessoas usando tornozeleiras eletrônicas e videomonitoramento com reconhecimento facial.

O reforço na segurança durante a folia, não reduz os serviços ordinários de patrulhamento nos bairros da capital, que seguem normalmente.

Trânsito

Para organizar o tráfego de veículos durante os desfiles, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AP) alerta para as mudanças que serão feitas no entorno do Sambódromo, a partir das 12h desta sexta-feira, 9, até às 7h de domingo, 11.

As ações de orientação e fiscalização do trânsito serão realizadas pelos agentes do Detran, Batalhão de Trânsito (BPTran) e Batalhão de Policiamento Rodoviário do Estado (BPRE) da Polícia Militar. Haverá ações específicas também da Operação Lei Seca, com intuito de coibir condutores alcoolizados no trânsito.

Saúde

Para o desfile das escolas de samba, na sexta-feira, 9, e no sábado, 10, duas ambulâncias de suporte avançado e um ponto fixo de saúde estarão disponíveis para a atender a população, no Sambódromo de Macapá. O posto fixo será equipado com macas, medicamentos e itens para acolher quem procurar o serviço médico durante o evento.

O Governo também reforçará as ações preventivas com a distribuição de 700 mil preservativos. O aporte foi repassado pelo Ministério da Saúde.

A mobilização busca prevenir as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). A distribuição dos preservativos inicia nesta sexta-feira, 9, no Sambódromo, sob a coordenação da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS).

Proteção e acolhimento

Toques não autorizados, beijos forçados e até abusos mais graves serão combatidos durante toda a programação do Carnaval 2024, em Macapá. O período é de alegria e não de violência, por isso, o Governo do Estado reforçou medidas para garantir um ambiente seguro, especialmente para as mulheres.

Nos desfiles oficiais das escolas de samba, a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres levará orientação jurídica, atendimento psicológico e divulgação das políticas de proteção à mulher com a Carreta da Mulher. O objetivo de coibir crimes de violência, importunação sexual e oferecer acolhimento para as vítimas.

Além disso, o bloco “Medida Protetiva”, da secretaria vai abrir os dois dias de desfiles e contará com a participação da Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM), Ouvidoria da Mulher do Tribunal da Justiça do Amapá (Tjap) e Ministério Público do Amapá. A ideia é massificar a importância do instrumento que faz parte da Lei Maria da Penha, criada em 2006, para o enfrentamento à violência doméstica e punição ao agressor.

Confira a ordem, enredo e os horários do primeiro dia:

1 – Embaixada de Samba – 22h

O enredo “Macapá querida, cidade cheia de vida” é inspirado em uma obra de 1997, de João Silva e Ivo Canuti, a apresentação vai retratar a cidade de Macapá do ponto de vista da saudade. As alegorias remeterão à antiga estrutura arquitetônica de Macapá, com casarões, praças, bares, comércio, cultura e costumes. 

A escola vem com:

  • Brincantes: 1 mil
  • Alas: 11
  • Alegorias: 1 carro e 4 tripés

OUÇA E CANTE O SAMBA-ENREDO AQUI

2 – Império da Zona Norte – 23h35

A Independente Império da Zona Norte busca a vitória no Grupo de Acesso neste ano com o enredo “Bem-vindo a Tartarugalzinho: Terra do Mineiro, o Grande Pioneiro”, que contará a trajetória do empresário Altamir Rezende, o “Seu Mineiro”, um dos pioneiros no desenvolvimento econômico de Tartarugalzinho. A proposta é recriar mitos, lendas, belezas, festividades e personalidades tradicionais da região. 

A escola vem com:

  • Brincantes: 1,2 mil
  • Alas: 8
  • Alegorias: 2 carros e 2 tripés

OUÇA E CANTE O SAMBA-ENREDO AQUI

3 – Império do Povo – 1h10

Com o enredo “A Folia da Mãe de Deus da Piedade”, a Império do Povo vai celebrar a história de resistência da comunidade do Igarapé do Lago, localizada no limite do município de Santana com a capital, Macapá. Entre as novidade deste ano, estão as fantasias que foram doadas por meio do projeto social “Fabricando Carnaval”, realizado dentro do barracão da agremiação em 2023. São beneficiadas cerca de 300 pessoas.

A escola vem com:

  • Brincantes: 1,2 mil
  • Alas: 13
  • Alegorias: 2 carros e 2 tripés

OUÇA E CANTE O SAMBA-ENREDO AQUI

4 – Piratas Estilizados – 2h45

O enredo “Energia que conduz a paixão alaranjada” celebra os 50 anos da agremiação com um mergulho nas raízes da mitologia grega, explorando a conexão entre os deuses, as forças naturais e a espiritualidade. A apresentação tem como referências as histórias de Thor, deus pertencente a mitologia nórdica e associado aos trovões e às batalhas. 

A escola vem com:

  • Brincantes: 1,2 mil
  • Alas: 10
  • Alegorias: 2 carros e 2 tripés

OUÇA E CANTE O SAMBA-ENREDO AQUI 

5 – Boêmios do Laguinho – 4h20

O enredo “Lindo Igarapé: das mulheres, dos poetas, da cultura e da fé” busca destacar as influências marcantes da cultura marajoara do primeiro bairro da capital construído fora da região central. O desfile vai resgatar o pioneirismo feminino do igarapé, inspirado na composição de Osmar Júnior. A fé será representada pela devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que hoje dá nome ao bairro. 

A escola vem com:

  • Brincantes: 1,2 mil
  • Alas: 10
  • Alegorias: 2 carros e 2 tripés

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Governo do Amapá e Ministério da Integração entregam mais de R$ 23 milhões em equipamentos para desenvolver municípios

Investimentos objetivam fortalecer o desenvolvimento dos municípios do Amapá

O Governo do Estado e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) entregaram no sábado, 3, mais de R$ 23 milhões em equipamentos, articulados pelo senador Davi Alcolumbre, com o objetivo de desenvolver os municípios do Amapá. A cerimônia ocorreu na Usina de Asfalto estadual, no Distrito Industrial de Santana.

Foram repassados 19 kits de patrulha agrícola mecanizada, contendo tratores, grades aradoras e niveladoras, e carretilhas; 13 caminhões-pipa e 18 caminhonetes – destas, uma foi para a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), uma para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o restante para órgãos do Estado.

“Somos beneficiários desses investimentos que usam recursos públicos do Brasil e que, como nunca, estão chegando ao Amapá. É uma entrega muito importante: são tratores, são caminhões-pipa, picapes, para nos ajudar a fazer um trabalho nos municípios. São grandes avanços que a gente vem tendo no estado com a Codevasf, que proporciona o acesso a equipamentos como esses. Vamos fazer um bom uso para fazer chegar os serviços do Estado em todos os 16 municípios”, ressaltou o governador Clécio Luís.

A estruturação das prefeituras e do Estado busca fortalecer os arranjos produtivos locais.

“Essa já é a 5ª rodada de entregas de máquinas e equipamentos que fazemos para os 16 municípios do Amapá. Nenhum município ficou desassistido com a nossa atuação. E deixamos claro que essa não é a última entrega. Seguimos trabalhando em Brasília para colocar o Amapá no mapa do Brasil”, afirmou o senador Davi Alcolumbre.

Durante o evento, também foi assinada a ordem de serviço para construção da sede da 11ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Macapá, cuja empresa é vinculada ao MIDR.

A obra, que terá custeio de R$ 6,1 milhões, será realizada na Rodovia Josmar Chaves Pinto, na Zona Sul de Macapá.

“Nosso trabalho está sendo feito para diminuir desigualdades e buscar o processo de desenvolvimento. O Amapá só vai crescer se todos os municípios se sentirem contemplados, como estão sendo. Os equipamentos chegam com inovação e mais tecnologia para o campo. Muitos investimentos já foram feitos e vão continuar”, discursou Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Os 19 kits de patrulha agrícola mecanizada beneficiam os municípios de Calçoene, Cutias, Ferreira Gomes, Laranjal do Jari, Mazagão, Oiapoque, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande e Tartarugalzinho.

Já o repasse de caminhões-pipas, com capacidade de 9.000 litros, atende os municípios de Amapá, Calçoene, Laranjal do Jari, Pedra Branca do Amapari, Pracuúba, Santana, Tartarugalzinho e Vitória do Jari.

“Esses equipamentos agrícolas são importantes para todos os municípios. Os prefeitos estão honrados, muito satisfeitos. Os carros-pipa são fundamentais porque nos últimos anos vivemos uma crise de falta de água potável, e a estiagem é muito forte. Então esses equipamentos chegam para salvar o nosso povo, nossa gente”, celebrou o prefeito de Santana, Bala Rocha.

266 anos: Macapá ganhará pacote com 140 obras anunciado pelo governador Clécio Luís

Entre as estruturas anunciadas com emendas do senador Davi Alcolumbre, estão o Terminal Hidroviário de Passageiros e o Centro de Convenções da Rodovia do Centenário.


Às vésperas do aniversário de 266 anos de Macapá, o governador Clécio Luís e o senador Davi Alcolumbre anunciaram, nesta sexta-feira, 2, um pacote de 140 obras para a capital. Os novos espaços irão beneficiar setores como transportes, mobilidade urbana, turismo, educação e economia, transformando a capital em uma cidade mais moderna e estruturada para as mais de 560 mil pessoas que vivem na região metropolitana.
“Entre as obras, destacamos a construção de um Terminal Hidroviário de Passageiros, a nova Escola Bosque, um viaduto na Rua Hildemar Maia, a revitalização da orla do Aturiá e a construção de um Centro de Convenções na Rodovia do Centenário. São 140 obras que vão transformar nossa capital e impulsionar o desenvolvimento do estado”, afirmou Clécio Luís.

O investimento nas estruturas a serem erguidas é de R$ 1,2 bilhão, fruto de emenda articulada pelo senador Davi Alcolumbre. O parlamentar destacou que os recursos foram assegurados nos anos de 2019 e 2023, por meio de convênios formalizados entre o Governo do Amapá e a Caixa Econômica Federal. Para o senador, a união de esforços celebra o aniversário da cidade, comemorado no domingo, 4.

“Um dia histórico de planejamento onde anunciamos obras que serão grandes presentes para Macapá e vão proporcionar mais qualidade de vida e oportunidades para a população”, pontuou Davi Alcolumbre.

Em um primeiro momento, serão priorizadas cinco grandes obras em pontos estratégicos de Macapá. Para essas estruturas, serão direcionados mais de R$ 178 milhões em um investimento que vai gerar mais de 4,6 mil empregos diretos e indiretos para profissionais como pedreiros e pintores.

Os anúncios ocorreram durante a primeira reunião do secretariado de governo de 2024 para debater sobre assuntos prioritários da gestão. Durante o encontro os gestores discutiram sobre planejamento, gestão, abertura do orçamento, ano legislativo, entre outros assuntos da administração pública.

Conheça o projeto das obras que vão impulsionar o desenvolvimento de Macapá:

Terminal Hidroviário de Macapá

Será uma estrutura para embarque e desembarque de passageiros e cargas, beneficiando mais de 500 mil pessoas, garantindo mais qualidade de vida, mobilidade e segurança.

Viaduto da Hildemar Maia com a Rodovia JK

A estrutura vai melhorar a mobilidade urbana, desafogar o trânsito na região metropolitana e garantir menor tempo no deslocamento da população.

Nova Escola Bosque

A estrutura vai garantir ambiente de ensino adequado e fortalecer a infraestrutura da educação no Arquipélago do Bailique, atendendo as particularidades da região.

Centro de Convenções da Rodovia do Centenário

Será uma obra nova, que irá beneficiar os setores de negócios e turismo com um espaço adequado para convenções na Rodovia do Centenário, a antiga Norte-Sul, inaugurada pelo Governo do Amapá em dezembro de 2023.

Orla do Aturiá

Vai garantir a urbanização da área, espaço para convívio, lazer e contemplação do Rio Amazonas, no meio do mundo. O projeto inclui a construção de um monumento que vai ressaltar a beleza da região, banhada pelo Rio Amazonas e cortada pela Linha do Equador. A obra deve impactar diretamente as pessoas dos bairros Araxá e Aturiá, que irão ganhar uma orla bonita e organizada

Governador Clécio Luís anuncia Amapá como subsede da COP 30, em 2025

Tratativas iniciadas em Brasília, garantiram o fortalecimento do desejo de Macapá, abrigar eventos relacionados a conferência do clima.

O governador Clécio Luís anunciou nesta quarta-feira, 31, no Palácio do Setentrião, durante a cerimônia de anúncio e posse dos novos secretários de Estado , que o Amapá foi confirmado como subsede da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será em Belém (PA), em 2025.

“Quando estivemos com o presidente Lula, em Brasília, ele informou para irmos ao Itamaraty para tratarmos da proposta do Amapá, que está realmente integrado na COP da Amazônia, em Belém. Estivemos lá reunidos, na sexta-feira, 26, e recebemos a informação que o Amapá, mais precisamente Macapá, foi escolhida como subsede da COP 30, em 2025”, celebrou o governador.

O desejo do Governo do Amapá em fortalecer a COP na Amazônia, também esteve na pauta do encontro do governador Clécio Luís com embaixadores de 38 países, como Sérvia, Noruega, Suíça e Japão, também na capital do país. A iniciativa foi defendida pelo embaixador da Áustria, Stefan Scholz, que destacou que pela COP 30 ser em Belém, era necessário integrar os estados da região no evento mundial.

“Queremos dar aos outros estados da Região Amazônica, como o Amapá, a oportunidade de apresentar suas próprias estratégias para uma economia verde, pois precisamos envolver todos se quisermos ter sucesso e, para que a transição energética aconteça, com parcerias nacionais e internacionais”, destacou o diplomata.

Em novembro do ano passado, a representação do Amapá teve destaque na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, (COP 38), em Dubai. O estado apresentou suas potencialidades sustentáveis verdes e na bioeconomia, para o desenvolvimento ambiental na geração de riqueza.

“Estivemos na COP 28, que foi significativo e importante, e já estamos tratando da COP 29, mas a COP 30, não poderia ser apenas de uma única cidade. Não pode ser a COP da Amazônia se não tiver Roraima, Amazonas, e os demais estados da região. Então, Belém, que está em um esforço gigantesco pela COP 30, será a sede principal, mas com todo apoio de Macapá, que também será subsede desta cidade irmã que tenho tanto carinho em nossa região”, finalizou Clécio Luís.

Sebrae premia startups com melhores ideias de negócios no Programa Inova Amazônia

AEvento Demo Day reconhece projetos de negócios com ideias inovadoras e sustentáveis que se destacaram na fase de ideação e pré-aceleração do programa


O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae) apresenta no Demo Day 2024, startups destaques da Bioeconomia Amazônica. A programação marca o encerramento da fase de ideação do Inova Amazônia, que capacitou empreendedores do setor da bioeconomia, para colocarem ideias de negócios inovadoras no mercado, de forma rápida e consistente, por meio de palestras, bootcamps, capacitações coletivas e mentorias individuais. O evento aconteceu na sede do Sebrae, no Salão de Eventos Macapá, nesta quarta (31), das 14h30 às 20h.

O presidente do Conselho do Sebrae, Josiel Alcolumbre, destaca que é uma honra receber os empreendedores da inovação e da tecnologia. “O Demo Day apresenta os resultados da inovação, da aceleração dos negócios que têm a sustentabilidade como marca prioritária, é a bioeconomia sendo tratada com o respeito que a Amazônia merece, porque tratar de negócios, tratar de inovação na Região Amazônica, no estado mais preservado da Federação, tem tudo a ver com o que o Sebrae defende como causa preferencial; gerar divisa, gerar emprego e renda, tratando com respeito e carinho a biodiversidade, a floresta e o Rio Amazonas. Estamos reunindo empreendedores que criam e inovam na Região Amazônica”, disse o presidente Josiel Alcolumbre.

De acordo com a diretora técnica, Suelem Amoras, o Sebrae finaliza o Módulo de Ideação do Projeto Inova Amazônia com grande diversidade de ideias de negócios inovadores e sustentáveis que concorreram as premiações de R$ 30 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil reais. “O programa Inova Amazônia é fundamental para o desenvolvimento econômico e social de toda a região”, declarou a diretora Suelem Amoras.

Premiação

O Demo Day do Programa Inova Amazônia, concede reconhecimento e premiação para as três melhores ideias do programa. Os destaques receberão um prêmio em dinheiro, de acordo com as colocações; R$ 30 mil para o primeiro lugar; R$ 20 mil para o segundo lugar; e R$ 10 mil para o terceiro lugar. Os valores visam ser um impulso financeiro essencial para alavancar a implementação e o crescimento das startups e empresas de destaque.

Vencedores

Em 1º Lugar – Bactolac, é uma empresa de biotecnologia focada no isolamento e prospecção de microrganismos (bactérias) com potencial probiótico;  2º Lugar – Ecopesticide e em 3º Lugar – Carvão de Açaí.

Segundo a gestora do Projeto Startup no Sebrae, Josseli Pantoja, o Demo Day apresenta o resultado de um programa que iniciou em julho, com a abertura do primeiro edital do Inova Amazônia.

“Tivemos 30 ideias selecionadas para serem aceleradas durante quatro meses em um ambiente de aprendizado e crescimento. Esses selecionados participaram de uma jornada de capacitação com diversos especialistas renomados no mercado nacional e internacional, então é uma satisfação muito grande apresentar para o nosso estado, modelos de startups totalmente amapaenses, sólidas e sustentáveis”, mencionou a gestora Josseli Pantoja.

Jurados

A banca de avaliadores foi composta por profissionais experientes nas áreas de negócios e bioeconomia, com competência para analisar e julgar as três melhores ideias. O evento contou com a presença do coordenador nacional do Programa Inova Amazônia no Sistema Sebrae, Thyago Gatto; diretor executivo do Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Raphael Medeiros; e da presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartup), Ingrid Barth.

Defesa

O Demo Day ou Dia de Demonstração, é um evento onde empreendedores de startups, têm a oportunidade de apresentar o projeto de negócio para investidores de diferentes modalidades.

Para o gerente da Unic, Bruno Castro, o Demo Day é uma oportunidade de apresentar os empreendedores que promovem inovação no Amapá. “É um ambiente de demonstração sobre como os negócios e ideias iniciaram; além da premiação, consideramos o evento uma grande oportunidade de se conectar com pessoas influentes no empreendedorismo sustentável do Amapá e de outros estados”, explica Bruno Castro.

Programa

O Inova Amazônia é um programa focado em estratégias para fomentar, apoiar e desenvolver pequenos negócios, startups, empreendimentos e ideias inovadoras alinhadas à bioeconomia, que tenham como premissa a atuação direta ou indireta para preservação ou uso sustentável dos recursos da biodiversidade da Amazônia. O Programa tem como objetivo gerar novos negócios, agregar valor às empresas existentes e fortalecer o ecossistema de bioeconomia amazônico, por meio da inovação, da sustentabilidade e da conexão entre empreendedores da região e empreendedores de outras localidades.

Para o gestor nacional do Inova Amazônia, Thyago Gatto, o foco no encerramento do módulo de ideação, é gerar ideias de negócios da bioeconomia do Amapá. “O evento é muito interessante, 30 ideias foram desenvolvidas por quatro meses, vamos fazer um concurso de pitch (uma apresentação verbal concisa de uma ideia) e as três melhores ideias serão premiadas em dinheiro para aplicar no desenvolvimento da ideia”, reiterou Thyago Gatto.

O gerente da Unidade de Soluções Inovadoras e Competitivas do Sebrae no Amapá (Unic), Bruno Castro, destaca que essa, é mais uma etapa da estratégia do Sebrae que fomenta o desenvolvimento de startups de bioeconomia no estado. “Por meio de editais de seleção pública, esses empreendedores, com acompanhamento técnico, têm condições de desenvolver, validar e levar para o mercado, produtos e soluções, focados em vocações da Amazônia, que são negócios da bioeconomia”, finalizou Bruno Castro.

Coordenação

 O Demo Day do Programa Inova Amazônia é coordenado pelo gerente da Unic/Sebrae/AP, Bruno Castro e pela gestora do Projeto Startup, Josseli Pantoja.

O encerramento do Programa Inova Amazônia 2024, contou com as presenças da presidente da Associação Brasileira de Startups (ABStartups),  Ingrid Barth; secretário de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Edivan Barros; presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), Gutemberg Vilhena; presidente da Associação Amapaense de Tecnologia (Amapatec), Lindomar Ferreira, que são parceiros das ações de Inovação e Bioecononia realizadas pelo Sebrae no Amapá.

Sebrae/Unidade de Marketing e Comunicação

Porto de Santana alcança movimentação recorde impulsionado por Commodities Agrícolas

 


O Porto Organizado de Santana (AP),
administrado pela Companhia Docas de Santana, fechou o ano de 2023 com movimentação recorde, a maior dos últimos 9 anos, com crescimento de 48,1% em relação ao ano de 2022.

Ao todo, o porto movimentou 3,623 milhões de toneladas de cargas, sendo 2,627 milhões de toneladas embarcadas e 996 mil toneladas desembarcadas.

O maior destaque entre as cargas movimentadas foram os granéis sólidos, especialmente os de origem vegetal, que incluem cargas como soja, milho, farelo de soja e cavaco de madeira (eucalipto), que cresceram 49,7% em 2023 em relação a 2022, sendo responsáveis por 82,2% do total movimentado no período.

*Commodities agrícolas ocupam lugar de destaque*

Dentre os destaques para o elevado crescimento registrado em 2023, estão as commodities agrícolas, milho, soja e farelo de soja, que aumentaram sua movimentação em 77,6% em 2023, em relação a 2022. Um total de 2,018 milhões de toneladas movimentadas, entre embarques e desembarques, contra 1,136 milhões de toneladas no ano anterior.

Cargas como milho e soja em grãos, impulsionadas pela evolução das exportações de grãos pelos portos do Arco Amazônico, registraram novos recordes históricos, superando a movimentação do ano anterior em 135,4% e 72,2%, respectivamente.

*Movimentação de Longo Curso*

No ano de 2023, 71 navios atracaram no Porto de Santana para embarque de cargas, movimentando um total de 2,627 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 42,2% em relação a 2022. As principais cargas exportadas foram: cavaco de madeira (958.510 t), milho em grãos (514.303 t), soja em grãos (408.227 t), manganês (386.342 t), minério de ferro (194.646 t) e farelo de soja (111.820 t).

*Navegação Interior*

Em 2023, o Porto de Santana realizou 463 operações com barcaças para desembarque e transbordo de cargas, movimentando um total de 995,801 mil toneladas, um crescimento de 66,3% em relação a 2022. As principais cargas recebidas foram: milho em grãos (489.689 t), soja em grãos (382.236 t) e farelo de soja (111.513 t).

Os dados históricos de movimentação evidenciam, além da movimentação recorde, uma diversificação e mudança no perfil de cargas movimentadas pelo Porto de Santana, que passa a consolidar operações com granéis agrícolas, agregando-as às operações já consolidadas de cavaco de madeira, garantindo ainda espaço para outras operações como de granéis minerais e carga geral.

Iniciativa inovadora do Governo do Amapá garante parceria com conselhos de arquitetura e engenharia na criação de projetos

Cooperação aquece a economia e valoriza profissionais do mercado amapaense; até 500 empresas poderão se credenciar.

Em uma iniciativa inovadora, o Governo do Amapá firmou parceria com os conselhos de Arquitetura e Urbanismo (CAU-AP) e de Engenharia e Agronomia (Crea) para credenciar empresas interessadas em participar da elaboração de projetos em futuras obras públicas no estado. A ideia é lançar um edital ainda este ano.

Para estarem aptas a realizar os serviços, os empreendimentos passarão por processo de avaliação da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), com análise da capacidade de elaboração de projetos e excelência no serviço prestado.

“A parceria com os conselhos assegura um acompanhamento junto aos profissionais da área. O Governo pretende executar muitas obras e temos um prazo muito curto para apresentar os projetos e submetê-los à aprovação, porque a maioria dos recursos que são aplicados são federais. Quanto mais empresas estiverem elaborando esses projetos, mais celeridade teremos na aprovação deles e, consequentemente, mais obras poderão dar andamento”, destacou o secretário de Infraestrutura, David Covre.

 

De acordo com a Seinf, o processo de credenciamento poderá contemplar até 500 empresas locais, que poderão ser contratadas para elaborar projetos de acordo com a demanda do Governo do Estado.

Para a presidente do CAU-AP, Ana Corina Palheta, a parceria também contribui para a geração de emprego e renda, estimulando as empresas do setor e envolvendo os profissionais amapaenses em obras que serão legados para a população.

“A cooperação também fortalece o mercado da construção civil no Amapá, gerando novos postos de trabalho. Além disso, mostra à população como os processos de contratação das empresas ocorrem na gestão pública”, afirmou a presidente.

 

O diretor do Crea-AP, Amarildo Magalhães, destacou que a parceria assegura investimentos em mão de obra qualificada e promove o desenvolvimento dos empreendimentos amapaenses.

“Quando fomos procurados, não pensamos duas vezes em valorizar nossos profissionais. O quadro técnico de cada empresa conta com trabalhadores qualificados, o que também gera oportunidades importantes para estimular a indústria da construção civil”, afirmou Magalhães.

Investimentos em infraestrutura

Desde 2023, o Governo do Amapá investiu mais de R$ 41 milhões em obras de infraestrutura em Macapá, com a entrega de prédios públicos reformados nas áreas da segurança, saúde e educação.

E segue com novos trabalhos como a reforma da Maternidade Mãe Luzia, Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), Centro de Artes Visuais Cândido Portinari, entre outros prédios.

Nos demais municípios, entregas importantes como o Complexo Hospitalar de Santana, nova Delegacia da PracuúbaCampus Tecnológico da Região dos Lagos da Ueap, reestruturação de escolas em Laranjal do Jari, e inúmeras outras, fortaleceram o serviço público prestado à população com garantia de dignidade.

Governador Clécio Luís visita empresa com modelo inovador de manejo florestal sustentável, em Mazagão

O Projeto Agroextrativista Maracá é constituído por base comunitária, beneficiando cerca de 1,2 mil famílias da região.


O governador, Clécio Luís, visitou as instalações da empresa TW Forest/Ecoforte Bioenergia, que executa o maior plano de manejo florestal sustentável do Brasil, com o “Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Maracá”, no município de Mazagão, para ouvir as experiências dos moradores e dialogar futuras ações de fortalecimento a bioeconomia, como a produção da castanha.

Há 4 meses, o projeto ganhou a Autorização de Exploração Florestal (Autex), emitida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) após tratativas com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O manejo é totalmente diferente do desmatamento. É a seleção, de forma inteligente e organizada, do uso da floresta dentro da legalidade. No Maracá são beneficiadas 1,2 mil famílias que usam a mata para a própria sobrevivência.

São 162 mil hectares para manejo sustentável com a preservação de várias espécies, entre elas, um angelim-vermelho de 83 metros de altura e 8 metros de circunferência. A árvore, com aproximadamente 600 anos, é considerada a 4ª maior do Brasil e está inventariada com outros 150 tipos presentes na floresta do Amapá.

Acompanharam a visita na segunda-feira, 22, o senador Davi Alcolumbre, um dos articuladores do projeto, e o CEO da Rede Amazônica, Phellipe Daou. Na ocasião, o diretor da empresa, Welinton Conci, apresentou a estrutura do assentamento. O método eficaz foi exemplo durante a participação do Amapá na COP 28, a conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para o governador do Amapá, Clécio Luís, o modelo representa a possibilidade de olhar a Amazônia não só a partir do seu ativo florestal, mas, principalmente, das pessoas que moram na floresta.

“Não podemos ver a Amazônia apenas pela copa das suas árvores, mas sabendo que aqui moram pessoas, que querem e desejam viver bem e ver o horizonte no futuro. Podemos replicar esse modelo, tanto no setor florestal quanto em outras áreas dessa bioeconomia. Nós podemos incentivar atividades sustentáveis com base comunitária, garantindo a permanência das famílias nas suas áreas e gerando riqueza, emprego, renda e desenvolvimento”, destacou o governador.

Amapá como referência no manejo florestal

O modelo inovador, onde a maior porcentagem do valor da madeira retirada é revertida em benefícios para a comunidade chama a atenção por ser único no mundo. Como medida compensatória, 98% são destinados ao pagamento do Bolsa Floresta no valor de R$ 1,013, permitindo renda para as famílias do assentamento.

Para o senador Davi Alcolumbre, o projeto está mudando efetivamente a vida das pessoas na comunidade do Maracá, apresentando um caminho econômico e sustentável que serve de exemplo para o Brasil e outros países.

“Nós estamos também dando exemplo para o mundo que fala em sustentabilidade, fala em preservação, mas fala também de desenvolvimento econômico, justiça social e de diminuição das desigualdades. Isso tudo está sintetizado nesse projeto do PAE Maracá, atendendo mais de mil famílias com essa receita mensal, fora os mais de 600 empregos diretos, fora os empregos indiretos que essa engrenagem está gerando na vida das pessoas”, afirmou o senador.

O CEO da Rede Amazônica, Phelippe Daou, ressaltou a importância do diálogo entre a iniciativa privada e o Governo do Estado para a efetivação de projetos que mostrem resultados à população e tragam oportunidade de desenvolvimento, que em muitos casos não ocorre por falta de apoio.

“A nossa empresa acredita no desenvolvimento da Amazônia a partir das pessoas, a partir de um olhar sobre as pessoas. É isso que está acontecendo aqui. E os resultados, dentro da nossa visão, são os melhores possíveis e com potencial grande de outros bons resultados virem, porque aí um projeto atrás do outro, como é o caso do asfaltamento da rodovia, dos novos empreendimentos na comunidade, enfim, as pessoas se animam”, pontuou o empresário.

Mudando vidas

O Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Maracá tem a previsão de ser executado por mais 14 anos. A cada final de mês, é injetado cerca R$ 1 milhão na economia de Mazagão, com o pagamento da Bolsa Floresta, que tem previsão de aumentar o valor este ano para R$ 1,4 mil, além de mais empregos diretos e indiretos para a comunidade.

Morador do Maracá há 14 anos, Wekcson Arruda, que trabalha como atendente de restaurante, conta que o plano de manejo foi um marco para a comunidade e abriu portas para outras matrizes econômicas além do extrativismo. Para ele, existe um Maracá antes e depois do plano de manejo.

“Antes desse projeto, a gente não tinha expectativa de economia, tirando o extrativismo que a gente ganhava muito pouco, com muito trabalho. Hoje a comunidade tem uma base mais que sustentável, não é desmatar, mas sim crescer a economia, trazer melhorias de vidas para mim, para os nossos pais, filhos e netos. Então, eu vejo as pessoas comprando aqui na nossa comunidade, coisa que não acontecia há um bom tempo. Foi uma melhora muito grande pra gente”, conta o morador de 29 anos.

Unifap lança processo seletivo 2024 nesta sexta-feira


A Universidade Federal do Amapá (Unifap) não aderiu ao Sistema de Seleção Unificado (Sisu), edição 2024, e por meio de seleção própria, ofertará 1.545 vagas distribuídas em 34 cursos de graduação dos campi Marco Zero do Equador, em Macapá (AP), e Santana. As inscrições para o Processo Seletivo 2024 poderão ser feitas no período de 25 de janeiro a 17 de fevereiro de 2024, no site do Depsec:

https://depsec.unifap.br/concursos/

As vagas serão divididas entre 31 cursos em Macapá e 3 cursos em Santana. Os demais Campus contam com processo seletivo próprio e divulgaremos mais informações posteriormente.  As inscrições serão gratuitas para estudantes da rede pública de ensino e para quem cursou em rede privada, o valor será de R$ 70,00. A seleção é feita a partir da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Segundo o Pró-reitor de Graduação e reitor em exercício Christiano Ricardo dos Santos  “A distribuição de vagas obedecerá a lei 12.711 de 2012 e a Resolução nº21/2022 do CONSU/UNIFAP e contará, além de vagas por ampla concorrência, com vagas em políticas de cota para escola pública, renda, quilombolas e indígenas, totalizando 9 tipos de cotas, cujo os números dependerão da quantidades de vagas todas de cada curso”, explica Christiano.

O edital com todas as informações será lançado amanhã, 19 de janeiro, às 10hs da manhã, no site do Departamento de Processos Seletivos e Concursos.


ASCOM/Unifap

 

 

Governo do Amapá contabiliza mais de 1,7 mil novas empresas abertas em 2023

Para 2024, a expectativa é manter o crescimento, a partir das novas ferramentas, que facilitam a abertura de negócios.

O Amapá registrou a abertura de 1.772 novos empreendimentos de janeiro a dezembro de 2023. Só no setor de serviços, foram 898 novas empresas contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do estado.

Os dados são da Junta Comercial do Amapá (Jucap). Para 2024, a expectativa é manter o crescimento, a partir de novas parcerias e de ferramentas inovadoras. Uma dessas iniciativas é a Rede Simples, lançada em outubro de 2023 pelo Governo do Estado com o objetivo de simplificar os procedimentos para abertura de empresas.

ACESSE AQUI A REDE SIMPLES

“O Governo do Estado atua para que a Jucap seja esse órgão cada vez mais integrador e, para isso, estamos buscando parcerias. Já firmamos cooperação com oito das 16 prefeituras e, em breve, teremos com todas. Isso tudo para facilitar a vida do empreendedor, para melhorar cada vez mais os índices econômicos do estado e gerar mais empregos”, detalha o presidente da Jucap, Alberto Alcolumbre.

O gestor destaca que os números são resultado de incentivos e apoio do Governo do Amapá para estimular a criação e a expansão de empreendimentos, gerando mais emprego e renda.

“Em 2022, o tempo médio para abertura de uma empresa era de 6h13. Agora, em 4h49 é possível realizar o processo. Hoje, nós oportunizamos às pessoas dos municípios mais distantes a facilidade de registrar os seus empreendimentos, sem ter que deslocar-se até a capital, pois é possível fazer tudo pela internet”, concluiu o presidente.

Mais alcance

Em 2023, dezembro foi o mês com maior abertura de empresas, foram 118 novos empreendimentos, sendo 54 do setor de serviços, 54 do setor de comércio e 10 da indústria. Entre os segmentos de maior crescimento, se destaca o comércio varejista, com abertura de 10 novos negócios, como minimercados, mercearias e armazéns.

Em segundo lugar, está o varejo de roupas e acessórios, com sete novas empresas, seguido pelo ramo odontológico, que abriu 3 postos de atendimento.

A capital amapaense desponta como líder no número de novos negócios, registrando um total de 80 empreendimentos no último mês do ano passado, seguida por Santana com 23 e Oiapoque com cinco. Os municípios de Laranjal do Jari e Porto Grande registraram quatro empresas cada.

Os dados apresentados não englobam a abertura de Microempreendedores Individuais (MEIs), indicando um potencial ainda maior no cenário empreendedor do estado.

A Junta Comercial do Amapá funciona na Avenida FAB, nº 1610, no Centro de Macapá, das 8h às 13h.

Amapá sem Fome: governador Clécio Luís institui programa para combater a insegurança alimentar em todo estado

Pedra Branca do Amapari foi o primeiro município a aderir ao programa, que irá atender todo estado

O governador, Clécio Luís, lançou nesta quarta-feira, 17, o programa ‘Amapá Sem Fome’, que terá duração permanente e possui o objetivo de tirar o estado do mapa da fome. Serão destinados R$ 24 milhões para a estratégia, que inclui políticas públicas idealizadas para atender, prioritariamente, os 13% da população amapaense que possuem uma ou nenhuma refeição diária.

Com recursos destinados por emendas articuladas pelo senador Davi Alcolumbre e pela então deputada federal Aline Gurgel, o maior programa de segurança alimentar da região Norte será executado ainda em 2024. O projeto prevê a implementação de ações como Vale Gás Social, Restaurante Popular e kits nutricionais para crianças.

Clécio Luís detalhou que o Amapá é o segundo estado do Brasil com maior índice de pessoas que enfrentam insegurança alimentar, por isso a necessidade de implementar um programa amplo.

“Não é um favor, é política pública. O Amapá Sem Fome foi um programa maturado por um ano, sendo pensado, estudado e escrito com políticas assertivas. Não vamos dar só cestas básicas, vamos gerar dignidade e aumentar os índices de desenvolvimento econômico, social e pessoal. Os recursos garantidos pelo senador Davi vão garantir que o programa seja executado e as entidades civis atuarão como um braço dessa política para alcançar as comunidades e famílias necessitadas”, reforça Clécio Luís.

O programa é coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social, junto com o Conselho de Segurança Alimentar e a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional. Pedra Branca do Amapari foi o primeiro município a aderir ao programa, que irá atender todo estado.Próximas ações

Cada política descrita no plano será regulamentada por meio de editais. As igrejas, entidades socioassistenciais, organizações da sociedade civil e líderes comunitários que comprovem o trabalho destinado à segurança alimentar, serão chamadas e fomentadas pelo Governo do Estado para continuar e ampliar as atividades.

A secretária de Estado da Assistência Social, Aline Gurgel, detalha que será feito um grande banco de dados com quem já coopera e trabalha com projetos sociais para facilitar a integração ao programa.

“É um dia histórico para o Amapá. Não é uma política só do Estado, mas de toda sociedade. A execução do programa será feita tanto pelos entes públicos como aqueles que fazem trabalhos nos bairros e nas comunidades, para que a gente consiga vencer a fome no estado e emancipar as pessoas socialmente e economicamente”, destaca a gestora. Parceria

O pastor Adriano Vasconcelos, da igreja Reino da Justiça, em Santana, trabalha há cinco anos com a distribuição de alimentos para pessoas em vulnerabilidade social. As ações são feitas pelos fiéis, que doam os alimentos para as cestas básicas. Com apoio do Governo do Estado, ele pretende aumentar a quantidade de famílias e a frequência das doações.

“Nós não temos muitos recursos, então a parceria com o Governo é muito bem-vinda e vai favorecer muitas pessoas. Eu vejo esse projeto de uma forma muito positiva para todos. E queremos abençoar mais vezes. Realizar esse trabalho enche o nosso coração de alegria, porque eu tenho certeza de que é isso que Jesus faria hoje. Esse projeto vai nos ajudar, com certeza, a alcançar muito mais famílias”, descreve Vasconcelos.

Os alimentos que serão disponibilizados serão regionalizados, assim, favorecendo a agricultura familiar e garantindo nutrição e segurança alimentar. Entenda como funciona cada uma das sete políticas do programa Amapá sem Fome: 

Restaurante Popular e Unidades Sociais Produtoras de Refeições  

A iniciativa busca oferecer locais que disponibilizem alimentação saudável e com preço acessível, a partir de processos seguros.

Os Restaurantes Populares ficarão a cargo do poder público e, por terem a limitação de atender municípios com até 100 mil habitantes, funcionarão apenas em Macapá e Santana.

As Unidades Sociais Produtoras de Refeições atenderão os outros municípios, por meio do trabalho da sociedade civil.

Vale Gás Social  

A ação consiste no fornecimento de gás de cozinha a famílias em situação de pobreza, extrema pobreza ou socialmente vulneráveis. A inclusão das famílias no benefício obedecerá ao critério de avaliação social, com parecer técnico expedido pela Secretaria de Estado Assistência Social.

Kits de Alimentação  

Outra política adotada dentro do Amapá Sem Fome é a distribuição de kits de alimentação diretamente para entidades que, por sua vez, entregarão os itens às famílias que necessitam.

A medida oferece, ainda, kits específicos para crianças de até 6 anos, garantindo a nutrição desde a gestação até a primeira infância.

Banco de Alimentos

Faz parte da política contra a fome a criação do primeiro banco de alimentos do Norte do Brasil. Trata-se de um espaço para receber doações pela iniciativa privada e itens como peixes apreendidos pela Polícia Militar. O objetivo é destinar esses alimentos a quem precisa, evitando que eles sejam descartados ou estraguem.

Cartão Alimentação  

É um auxílio financeiro temporário destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social, com objetivo de adquirir alimentos ricos em proteínas, como carne e ovo, opções não incluídas nas cestas básicas. Brasil sem Fome 

Os esforços para tirar o Amapá do mapa da fome estão entre as prioridades da gestão do Governo do Estado. Em 2023, iniciativas como distribuição de kits de alimentos e água alcançaram comunidades atingidas pela estiagem e salinização dos rios. O Amapá também foi o primeiro estado a aderir ao programa federal ‘Brasil sem Fome’, em maio de 2023.

Na ocasião, o representante do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Luiz Farias, ressaltou a preocupação do Governo do Estado em implementar políticas de redução da segurança alimentar.

“O programa dialoga perfeitamente e diretamente com as estratégias do ‘Brasil sem Fome’. É preciso a integração de todos os atores envolvidos, o Governo Estadual, Governo Federal e a sociedade civil. Com este conjunto de ações previstas, eu não tenho dúvidas que o Amapá será o primeiro estado a sair do mapa da fome”, ressaltou Farias.

Governo do Amapá entrega novo pronto atendimento adulto e infantil, enfermarias e UTI da maternidade em Santana

Somente em 2023 foram investidos R$ 10 milhões para a conclusão das obras

“Eu não tenho palavras para descrever o sentimento que essa entrega está me causando. Estou aqui há muito tempo, vi colegas e pacientes chegando e indo embora, sempre com muitas histórias e muitas lutas”, destacou a enfermeira, Nadja Monteiro, nesta quinta-feira, 21, durante a inauguração do novo Complexo Hospitalar de Santana, entregue pelo Governo do Amapá, com pronto atendimento adulto e infantil, enfermarias e UTI da maternidade.

Atuando há 38 anos na unidade, a enfermaria conta com a satisfação de estar presenciando um novo tempo para a saúde da cidade, que passa a contar com novos 164 leitos clínicos, cirúrgicos e intensivos. “Todos os profissionais que já passaram por aqui e os que ainda estão, são guerreiros que superaram diariamente várias dificuldades pela falta de estrutura que tínhamos, mas a partir de hoje será diferente”, celebra Nadja.No pronto atendimento os 103 leitos estão distribuídos nas salas de medicação e observação do paciente, de decisão clínica pediátrica, de traumatologia, clínica médica, clínica cirúrgica, farmácia, centro cirúrgico e UTI, além de ambulatórios, consultórios médicos e sala de gesso.

“É uma melhora significativa, em equipamentos, diagnóstico, estrutura, cuidado e atenção à população de Santana. Isso resulta em um ambiente de trabalho mais digno aos profissionais, que se dedicam a salvar outras vidas. Esse hospital foi muito sonhado pelos santanenses e agora é realidade, isso é histórico. A saúde segue sendo nossa prioridade, absoluta e inegociável”, garantiu o governador Clécio Luís.
A maternidade, que estava em obras há mais de 18 anos, passa a ter capacidade para 61 leitos, sendo 8 na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) e o restante na Unidade de Cuidado Intermediário (Ucinco), sala vermelha, enfermarias e sala de decisão clínica.

“Estamos entregando hoje um hospital moderno, equipado e bem estruturado para atender nossos pacientes e profissionais. Com muito esforço e trabalho coletivo, a gestão está mudando a realidade da saúde pública de Santana. Cada servidor que fez parte desse processo merece todo o reconhecimento, estamos deixando um legado. E que as novas unidades de saúde sejam sinônimo de cura e vida”, enfatizou a secretária de Estado da Saúde, Silvana Vedovelli.

Homenagem

O Hospital de Santana recebe o nome de Raimundo Cordeiro da Rocha, em homenagem a um dos empreendedores pioneiros da região. Um cidadão reconhecido e respeitado entre os santanenses.

Mais obras

O Complexo Hospitalar de Santana ainda contará com um Centro Obstétrico, ligado à maternidade, que será construído, após as obras de reforma e ampliação nos espaços do antigo hospital, que terá início ainda este mês.

Investimentos

As obras foram executadas com recursos do tesouro estadual, orçadas em mais de R$ 41 milhões. Desses, R$ 10 milhões foram investidos só este ano, pela atual gestão do Governo do Estado.

Com áreas de lazer e acessibilidade, estrutura do Conjunto Miracema oferece qualidade de vida aos moradores

Habitacional também conta com campo de futebol, academias ao ar livre, playground e linha de ônibus gratuitas.

Com a entrega das mil moradias das etapas 3 e 4 do Conjunto Miracema, na Zona Norte de Macapá, o habitacional passa a abrigar cerca de cinco mil pessoas. Ao abrir as janelas dos apartamentos, os moradores têm acesso a uma vista de espaços como áreas de lazer, parque infantil e academias ao ar livre. Uma estrutura erguida para garantir qualidade de vida à comunidade.

O espaço também conta com escola, drenagem pluvial, pavimentação asfáltica, saneamento básico, rede de abastecimento de água, campo de futebol, linha de ônibus gratuita e urbanização da área. Além disso, as calçadas possuem acessibilidade, com instalação de pisos táteis.

As casas e apartamentos contam com sala, cozinha, área de serviços, banheiro, dois quartos, janelas com vistas privilegiadas pela iluminação do dia, rede elétrica, pintura, caixas de correspondências, impermeabilização de paredes, estrutura de forro em PVC, cobertura, calhas e tubulações de águas pluviais das chuvas.

Os moradores vivem em uma área de localização geográfica privilegiada, próximo às rodovias do Centenário (Norte-Sul) e Duca Serra, que interligam a Região Metropolitana de Macapá.

“Essa entrega representa a realização de sonhos da moradia própria com dignidade na vida das famílias. O Governo do Amapá segue trabalhando para realizar outras entregas, como essa no desenvolvimento da infraestrutura”, destacou o secretário de Estado da Infraestrutura, David Covre.

As mil famílias beneficiadas nessas duas etapas finais fazem parte de uma demanda dirigida à Justiça Federal. São pessoas que ocupam área de intervenção, em alguns pontos, próximo à Rodovia do Centenário.

Entre os beneficiários, também estão pessoas que dependiam do aluguel social da Prefeitura de Macapá. A medida deve gerar uma economia de R$ 735 mil à gestão municipal.

O habitacional conta com investimentos do Fundo de Arrendamento Familiar (FAR), articulados pelos senadores Davi Alcolumbre e Lucas Barreto, e do Governo do Estado, que, desde janeiro, investiu cerca de 40% dos recursos totais da obra para a entrega das duas últimas etapas do conjunto.

Inauguração

A cerimônia de entrega das fases 3 e 4 do Conjunto Miracema contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, ao lado do governador, Clécio Luís, entregou as chaves das casas aos novos moradores.

Também estiveram presentes os ministros da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; das Cidades, Jader Filho, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além dos senadores Randolfe Rodrigues e Davi Alcolumbre.

Governo do Amapá disponibiliza rotas de ônibus com tarifa zero para moradores do Conjunto Habitacional Miracema

As rotas de ônibus vão atender toda a população do residencial, localizado na Zona Norte de Macapá

Para garantir a mobilidade das mais de mil famílias do Conjunto Habitacional Miracema, na Zona Norte de Macapá, o Governo do Amapá vai disponibilizar a partir desta segunda-feira, 18, rotas de ônibus, com tarifa zero, para contemplar os moradores do habitacional, que receberá mais de 5 mil pessoas, com a entrega das casas e apartamentos das fases 3 e 4.

De acordo com o secretário de Transportes, Valdinei Amanajás, as linhas exclusivas contarão com veículos para atender uma antiga solicitação dos moradores da região, que passa a ter uma população ainda maior.

“Estamos atendendo essa demanda reprimida do transporte urbano de Macapá, as linhas deverão atender as famílias no habitacional, são pessoas que em sua grande maioria precisam de transporte público urbano, essa foi uma determinação do governador Clécio, as rotas exclusivas são totalmente gratuitas e irão circular das 6h às 23h”, explicou o secretário.Outra medida que será adotada pelo Governo do Estado é a construção de um abrigo para que a população possa se proteger e aguardar os ônibus que farão a rota. De acordo com a secretária de Habitação, Mônica Dias, a ação garante às famílias o direito a mobilidade e surge como uma alternativa de transporte público.

“A ideia é uma alternativa para que às famílias tenham mais mobilidade, já que no habitacional hoje, conta apenas com uma rota disponibilizada pela capital, com apenas um veículo que não atende de forma integral e regular todos que precisam”, destacou a secretária.

Ainda segundo a secretária, dados coletados pelo Plantão Social do Conjunto Miracema mostram que muitas famílias perderam o emprego pela falta do transporte público e que vivem hoje apenas com a renda do programa Bolsa Família.

TRANSPORTE GRATUITO DO CONJUNTO MIRACEMA

Horário de circulação:

Das 6h às 23h, de segunda-feira a domingo

Itinerários

As linhas têm saídas e desembarques pela rua professor Glauco Rafael, principal via do Conjunto Habitacional Miracema.

  • Linha Norte/Sul – BR 210

A primeira linha segue a rota do Conjunto Miracema com sentido BR 210, com retorno próximo ao Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE) e volta para o Conjunto Miracema.

  • Linha Norte/Sul – Duca Serra

A segunda linha segue com saída do Conjunto Miracema sentido Rodovia do Centenário (Norte/Sul) com retorno às proximidades da Lagoa dos Índios, volta para Rodovia do Centenário (Norte/Sul) até chegar no Conjunto Miracema.

‘Amapá marcou presença protagonista na COP 28’, afirma governador Clécio Luís após integrar discussões na ONU

Comitiva integrada por Executivo, Judiciário, Legislativo e setor privado liderou discussões que evidenciaram o estado mais preservado do Brasil.


Foi ao longo de uma semana de compromissos na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), que o governador Clécio Luís liderou a comitiva do Amapá para mostrar mais sobre o estado mais preservado do Brasil.

A participação em debates e os encontros com autoridades de diferentes países indicou que o Amapá é exemplo em manejo florestal e bioeconomia, atua com responsabilidade sustentável e proteção da Amazônia, e merece viver um novo momento socioeconômico. Esse cenário tem sido traçado também em preparação à edição da COP 30, a COP da Amazônia, que será realizada em Belém, em 2025.

A comitiva do Amapá, liderada pelo governador, foi integrada por representantes das secretarias de Meio Ambiente, Povos Indígenas, Relações Internacionais e Comércio Exterior, Ciência e Tecnologia, Cultura e Comunicação, que demonstraram as estratégias de conservação da floresta em pé como indutor de desenvolvimento econômico, assim como projetos abertos à cooperação.

“Demonstramos que todo debate realizado sobre a Amazônia vai passar pelo nosso estado também, porque não aceitamos mais as discussões sobre nós, sem a nossa participação. Nós queremos, sim, medidas compensatórias por manter a floresta em pé, mas não só, queremos também ter o direito a nos desenvolver e gerar emprego, gerar renda e divisas para o nosso estado”, avaliou o governador Clécio Luís.

 

Ao longo dos diálogos, o Governo consolidou que o Amapá vai ser importante na COP 30, de Belém, porque pode sediar na Região Metropolitana de Macapá eventos antes e durante a Conferência de 2025.

Também integraram o grupo amapaense, o presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), desembargador Adão Carvalho; o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Josiel Alcolumbre; os deputados estaduais Rodolfo Vale e Edna Auzier; e empresários.

A participação do Judiciário, do Legislativo e do setor privado enriqueceu as tratativas e evidenciou o comprometimento conjunto com um futuro com mais sustentabilidade e dignidade.

“Com a COP da Amazônia, nós queremos dois legados. Um deles é o desenvolvimento econômico, porque fizemos o dever de casa, temos os melhores indicadores ambientais, e queremos os melhores indicadores sociais e econômicos para o nosso povo. O outro legado é que, a exemplo de Belém, nós pedimos recursos para infraestrutura urbana, hoteleira e turística para preparar o Amapá para também receber participantes. Mostrando uma coesão grande com a Justiça, o Legislativo e o Sebrae, o Amapá marcou presença importante nessa COP dos Emirados Árabes e segue em preparação para a COP da Amazônia”, pontuou Clécio.

A comitiva se encontrou com representantes de países como Noruega, Finlândia e China, num diálogo por cooperações; e também tratou de investimentos com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

Nos compromissos, o Amapá apresentou iniciativas de preservação baseadas na bioeconomia sustentável, que alia a floresta em pé e o desenvolvimento da economia e renda para a comunidade, com práticas ambientais responsáveis e inovadoras. O público conheceu projetos de sucesso como o “Selo Amapá” e o manejo florestal sustentável, método eficaz na gestão de florestas.

Foram tratados aspectos da bioeconomia no desenvolvimento econômico da região amazônica, o enfrentamento do aquecimento global, a redução no uso de combustíveis fósseis e sistemas agroalimentares.

A conferência, que é uma reunião anual entre os países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, acontece até terça-feira, 12, nos Emirados Árabes Unidos. A comitiva do Amapá segue acompanhando os debates na COP 28, com o objetivo de obter apoio internacional para novos modelos de desenvolvimento econômico para a Amazônia, assim como contribuir com soluções para conter o aquecimento global.

A COP 28 acontece após o sexto ciclo de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que reforçou o senso de urgência e a gravidade da mudança do clima, bem como consequências perturbadoras para sistemas ecológicos e socioeconômicos.

Carbono Negativo: governador do Amapá defende na COP 28 compensações justas por florestas protegidas

Governador Clécio Luís defendeu compensações justas pelas florestas protegidas na Amazônia

Estado mais preservado do Brasil e considerado “Carbono Negativo”, pois captura mais CO2 do que emite para a atmosfera, o Amapá foi representado pelo governador Clécio Luís no debate do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Ao discursar na COP 28, o gestor defendeu compensações mais expressivas pelas contribuições que a Amazônia Legal têm proporcionado por ser o maior reservatório de carbono florestal do mundo.

“Estados como o Amapá e outros, que desmatam pouco, também precisam de incentivos para continuar conservando suas florestas e promover o desenvolvimento e a harmonia com o ambiente natural. Manter as áreas florestais e cumprir os padrões de carbono florestal requer investimentos contínuos, capacidade técnica e uma articulação política alinhada com a visão do desenvolvimento sustentável. Vemos nos mercados de carbono de alta integridade social e ambiental uma possibilidade real de financiar nossas políticas de conservação”, destacou Clécio Luís.

O governador do Amapá, juntamente com o chefe de Estado do Pará, Helder Barbalho, representaram os governadores da Amazônia Legal no debate sobre o “Mercado de Carbono e os desafios da Amazônia brasileira para obter financiamentos no PNUD”, que contou com a presença de ministros e do administrador global do PNUD, Achim Steiner.

É consenso entre os cientistas que o mundo precisa reduzir e eliminar as fontes que emitem gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2). Nesse contexto, os créditos de carbono surgiram como uma forma de compensar as emissões, por meio da transferência de recursos que visam promover ações para enfrentar o aquecimento global e atingir as metas de redução de emissões.

Os projetos voltados especificamente para florestas são conhecidos pela sigla REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), sendo os mais comuns no Brasil. Mas, para o governador do Amapá, o mecanismo de REDD não tem beneficiado estados com alta cobertura florestal e baixa taxa de desmatamento, pois se concentra na redução das emissões de desmatamento.

“Temos sido penalizados por termos feito o dever de casa, que é preservar. E a pena é a mais dura para o povo que o preservou: a pobreza geracional. Apenas os estados que desmataram muito tem o potencial de receber esse financiamento, enquanto que estados que conseguiram manter as suas florestas em pé com esforços próprios não conseguem acessar o recurso do REDD, para implementar suas políticas e melhorar a qualidade de vida dos povos das florestas, ribeirinhos, indígenas, quilombolas ou da Amazônia Rural. A população do Amapá precisa de desenvolvimento, segurança alimentar, oportunidades econômicas e sociais”, pontuou o governador Clécio Luís.

Para manter a floresta em pé e protegê-la, a mensagem levada é a de que é necessário o apoio técnico e financeiro de todos aqueles que se beneficiam com a manutenção dela. Os mercados de carbono possuem alta integridade social e ambiental e são uma possibilidade real de financiar as políticas de conservação da Amazônia.

Confira a íntegra do discurso do governador Clécio Luís na COP 28:

Falarei aqui em nome do meu estado e, com a licença do presidente do Consórcio, em nome dos demais estados da Amazônia que desenvolvem e implementam seus planos estaduais para a ações de preservação e controle do desmatamento legal. As ações de fiscalização ambiental não são suficientes para garantir a conservação da região. Com cerca de 30 milhões de pessoas vivendo na Amazônia brasileira, é necessário promover atividades produtivas sustentáveis com a bioeconomia.

O mecanismo de REDD tradicionalmente não tem beneficiado estados com alta cobertura florestal e baixa taxa de desmatamento, já que esse mecanismo se concentra na redução das emissões de desmatamento. Temos sido penalizados por termos feito o dever de casa, que é preservar. E a pena é a mais dura para o povo que o preservou: a condenação tem sido a pobreza geracional.

Nas metodologias atuais, apenas os estados que desmataram muito tem o potencial de receber esse financiamento, enquanto que estados que conseguiram manter as suas florestas em pé com esforços próprios não conseguem acessar o recurso do REDD, para implementar suas políticas e melhorar a qualidade de vida da população, sejam os povos das florestas, ribeirinhos, indígenas, quilombolas ou da Amazônia Rural. Importante dizer a vocês que a nossa alta cobertura florestal não nos exime dos riscos e pressões sobre a floresta e seus serviços ecossistêmicos. A população do Amapá precisa de desenvolvimento, segurança alimentar, oportunidades econômicas e sociais. Além disso, existem ilícitos ambientais e questões fundiárias que aumentam as pressões sobre a floresta.

Portanto, os estados como o Amapá e outros, que desmatam pouco, também precisam de incentivos para continuar conservando suas florestas e promover o desenvolvimento e a harmonia com o ambiente natural. O projeto financiado pelo Governo da Noruega e com o apoio do PNUD e outros participantes têm apoiado essa iniciativa, trazendo a possibilidade de participação do Amapá em mecanismos internacionais de financiamento climático. Manter as áreas florestais e cumprir os padrões de carbono florestal requer investimentos contínuos, capacidade técnica e uma articulação política alinhada com a visão do desenvolvimento sustentável. Mesmo com o apoio internacional e multilateral, é necessário priorizar recursos financeiros e humanos em atividades que tenham perspectiva de sustentabilidade às ações do Estado.

Manter as florestas em pé é a melhor maneira de evitar que o carbono florestal seja liberado na atmosfera. E é uma necessidade urgente para as comunidades florestais e os ecossistemas que dependem das florestas intactas. Portanto, assim eu me despeço e quero agradecer a oportunidade de representar o estado do Amapá, assim como falar pelos estados da Amazônia Brasileira. Vemos nos mercados de carbono de alta integridade social e ambiental uma possibilidade real de financiar nossas políticas de conservação e esperamos continuar contando com toda essa colaboração. Muito obrigado!

COP 28: Amapá apresenta manejo florestal sustentável como modelo de bioeconomia e geração de empregos na Amazônia

Governador Clécio Luís mostra na COP 28 modelo de exploração sustentável que mantém a floresta em pé

Nesta segunda-feira, 4, o Amapá apresentou durante a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28) o modelo aplicado no estado de manejo florestal sustentável, que une iniciativa privada e comunidades como uma ferramenta de fomento da bioeconomia.

A palestra foi liderada pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema), e teve a participação da empresa TW Forest, que aplica o modelo no Amapá desde 2018. A iniciativa gera os chamados empregos verdes na Amazônia, que são aqueles postos de trabalhos que contribuem de forma considerável para preservar ou restaurar a qualidade do meio ambiente, minimizando os impactos.

“O que nós estamos propondo é uma alternativa sustentável para manter a floresta em pé, com dignidade para aqueles e aquelas que moram sob essas florestas, que têm o direito a sonhar e gerar sua renda. Além das compensações justas, mantendo o santuário preservado, nós queremos também promover atividades econômicas que gerem ascensão social. Nós temos segurança técnica de que esse é um modelo de manejo sustentável com base comunitária para o mundo, como um serviço para o planeta e para a humanidade”, afirmou o governador Clécio Luís.

A apresentação contou com as contribuições do senador Randolfe Rodrigues, e ainda de representantes da Nature Conservancy, do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) e do ICLEI  Colômbia, que é uma associação mundial de governos locais e subnacionais dedicada ao desenvolvimento sustentável.

A experiência amapaense é uma demonstração clara de que é possível gerar a preservação da Amazônia, mantendo os indicadores ambientais, e, ao mesmo tempo, gerar desenvolvimento social e econômico para quem mora dentro da floresta.

Manejo florestal que dá certo

A primeira concessão florestal foi assinada em 2016, proporcionando a atividade à TW Forest, na região do município de Mazagão (Projeto Agroextrativista Maracá). A produção de madeira legal gera 300 empregos diretos, arrecadando mais de R$ 3 milhões por ano, numa área sob constante monitoramento remoto (satélite), fiscalizações e rigor na rastreabilidade.

A previsão é que, até 2025, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sejam lançados editais que ampliem a área de concessões florestais do Amapá dos atuais 67 mil hectares para 670 mil hectares. Esse salto prevê gerar aproximadamente 3 mil empregos diretos, produzir mais de 550 mil metros cúbicos de madeira legal, aumentando as áreas a serem negociadas dentro do mercado de carbono.

“Essas características demonstram que o Estado do Amapá possui as florestas mais produtivas do Brasil, onde há uma estratégia de desenvolvimento econômico pensando também na divisão de bens com que vive nas florestas. Os novos editais virão dentro de uma nova modelagem, com mais segurança jurídica e técnica, onde o Banco traz toda a sua expertise para o novo modelo de negócio no Estado. O manejo florestal sustentável no Amapá é um grande indutor de geração de empregos, de renovação para a própria floresta que já é muito antiga e que precisa ser manejada com responsabilidade social”, declarou Marcos Almeida, diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema.

O painel foi acompanhado por representantes de diferentes países, assim como da comitiva do Amapá, integrada por secretários de Estado, de representantes dos poderes Legislativo e Judiciário, e do Sebrae, atentos às agendas de desenvolvimento sustentável e que buscam inserir os amazônidas nos debates.

“Viemos mostrar na COP que é possível preservar, rejuvenescendo a floresta, gerando riqueza e fazendo o social na Amazônia Brasileira. Esse projeto está fundado em um tripé, onde nós temos o cuidado com a sustentabilidade, o social e o econômico. Temos o apoio do Governo, da comunidade local em um modelo para tantos outros a serem copiados nas florestas da América do Sul”, ressaltou o empresário Wellington Rogério Conci, da TW Forest.

Os convidados do painel citaram a possibilidade de melhorar o modelo a partir da adesão de iniciativas que já existem na região, como no caso do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), ampliando o beneficiamento e gerando produtos para o mercado externo.

“Eu acho que o estado do Amapá traz pra nós um exemplo concreto de como associar soluções baseadas na natureza, com bioeconomia e manejo sustentável, contribui pra manter a floresta em pé e ao mesmo tempo gerar emprego e renda. Essa é a diferença que nós precisamos nos modelos de desenvolvimento na Amazônia, que nos permita justamente trazer esse diferencial”, opinou Karen Oliveira, da Nature Conservancy.

No debate, o senador Randolfe Rodrigues citou que o manejo já é realizado na Amazônia como uma atividade comum, no entanto, ressaltou que o modelo precisa ser considerado na construção das políticas públicas.

“O manejo precisa ser economicamente viável, ecologicamente correto e socialmente justo. As instituições públicas, com o apoio do Congresso Nacional, têm que se voltar para isso, porque viabiliza uma sociedade justa, geração de renda e de riquezas para comunidades como a do Maracá. É este o modelo que nós temos que apresentar como alternativa concreta de desenvolvimento”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues.

Para fortalecer a imagem do Amapá como referência em práticas ambientais responsáveis e inovadoras, o Governo do Estado destaca a mais de 190 países, na COP 28, iniciativas de uso sustentável das riquezas naturais do meio ambiente.

COP 28: governador Clécio Luís defende que a COP da Amazônia deixe legado ao Amapá

Primeira agenda do governador Clécio Luís destacou os caminhos para a COP da Amazônia

O governador do Amapá, Clécio Luís, iniciou neste domingo, 3, uma série de debates na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O primeiro compromisso foi apresentar o que o Amapá está construindo para a versão do evento que será realizada em 2025, na cidade de Belém (PA).

Clécio Luís integrou o painel “Caminhos para a COP30: desenvolvimento socioeconômico sustentável para a Amazônia integrada e competitiva”, realizado no HUB da Amazônia Legal, espaço do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal no encontro.

No discurso, o governador do Amapá pontuou os elevados níveis de conservação ambiental dos recursos naturais e os desafios socioeconômicos que indicam a necessidade permanente de abordagens inovadoras e inclusivas.

“Estamos juntando os estados da região para traçar o que nós queremos para a COP da Amazônia. A meu ver, a COP 30 deve deixar para o Amapá dois grandes legados: a simetria entre os bons indicadores ambientais e os indicadores sociais e econômicos; e também deve trazer os investimentos para a infraestrutura urbana e, assim, melhorar a vida de quem está lá”, declarou Clécio Luís.

Com a iminência da COP 30 no estado vizinho, o Amapá vai direcionar esforços para se preparar e contribuir de maneira significativa para o evento, com uma abordagem colaborativa entre os estados da Amazônia Legal brasileira.

A realização de eventos pré-COP 30 no Amapá deve dinamizar a economia local e discutir estratégias sustentáveis, posicionando o estado como um protagonista na busca por soluções para os desafios enfrentados pela região amazônica.

“Estamos aqui construindo esses caminhos para que, daqui a dois anos, a gente possa colher esses frutos e realmente fazer uma discussão, além de mostrar a exuberância da Amazônia e de toda a nossa natureza viva, mas também de falar dos nossos problemas. A gente está num nível de pobreza que é incompatível com os nossos indicadores ambientais. Para a COP da Amazônia, temos que juntar todos os esforços, todo mundo tem que participar desse grande encontro que não pode, de maneira nenhuma, se transformar num festival, mas deve ser um encontro com conteúdo, de forma compatível com o que a Amazônia já oferece para o mundo”, acrescentou Clécio Luís.

Também participaram da agenda representantes dos demais estados da Amazônia Legal: a vice-governadora do Pará, Hana Ghassan Tuma; os governadores do Amazonas, Wilson Lima; de Roraima, Antônio Denarium; de Rondônia, Marcos Rocha; do Tocantins, Wanderlei Barbosa; e o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues.

Amapá na COP 28

Para fortalecer a imagem do Amapá como referência em práticas ambientais responsáveis e inovadoras, o Governo do Estado vai destacar a mais de 190 países, na COP 28, iniciativas de uso sustentável das riquezas naturais do meio ambiente.

Com mais de 90% das florestas preservadas e 72% do território dedicado a unidades de conservação e povos originários, o Amapá possui um modelo global e exemplar de preservação baseado na bioeconomia sustentável, que alia a floresta em pé e o desenvolvimento da economia e renda para a comunidade.

O governador vai debater o papel da bioeconomia no desenvolvimento econômico da região amazônica, o enfrentamento do aquecimento global, a redução no uso de combustíveis fósseis e sistemas agroalimentares.

Ao longo da conferência, o Estado apresentará, ainda, projetos de sucesso como o Selo Amapá e o manejo florestal sustentável, método eficaz na gestão de florestas. Com isso, um dos objetivos é obter apoio internacional para desenvolver programas sustentáveis e modelos de referência no desenvolvimento econômico.

A delegação amapaense é composta ainda por representantes do Tribunal de Justiça do Amapá, Assembleia Legislativa e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AP).

COP 28

A COP é uma reunião anual entre os países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. Nele, chefes de estados e outras autoridades governamentais debatem soluções para conter o aquecimento global e criar alternativas sustentáveis para a vida no planeta. A 28ª edição da conferência ocorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, até o dia 12 de dezembro. Mais de 138 chefes de Estado e Governo são esperados para a conferência.

O encontro acontece após o sexto ciclo de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que reforçou o senso de urgência e a gravidade da mudança do clima, bem como consequências perturbadoras para sistemas ecológicos e socioeconômicos.

COP 28: Amapá apresenta método eficaz na gestão de florestas; entenda como funciona o manejo florestal sustentável

Com impactos mínimos ao meio ambiente, o modelo adotado pelo Governo do Estado fomenta a economia comunitária, fortalece a biodiversidade e regula o clima.


A 28ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 28, que iniciou na quinta-feira, 30 de novembro, em Dubai, é uma oportunidade para o Governo do Estado demonstrar ao mundo políticas eficazes voltadas ao meio ambiente. O Amapá, considerado uma referência em gestão de florestas, vai apresentar no encontro um painel sobre o manejo florestal sustentável, modelo que garante o mínimo impacto ao meio ambiente e fomenta a economia das regiões manejadas.
Para ser sustentável, o manejo precisa ter viabilidade econômica, ser ambientalmente correto, e principalmente, ter o envolvimento da sociedade, seja dentro das áreas manejadas ou em torno delas. Neste modelo, apenas as árvores previamente selecionadas e autorizadas são retiradas sem que ocorram impactos significativos ao meio ambiente.

Em um único hectare de floresta tropical, que equivale ao tamanho de um campo de futebol oficial, existem em média 400 árvores. Dessas, durante os ciclos do manejo – que podem ser de 10 a 35 anos – apenas 4 árvores são retiradas, no máximo. Em casos de espécies com mais volume, como o angelim vermelho, é retirada apenas uma árvore.

Respeito ao ciclo de recuperação da floresta

O manejo florestal sustentável obedece ao ciclo de recuperação da floresta. Não é permitido cortar um número de árvores maior do que foi permitido e nem obter mais volume daquilo que foi autorizado.

Quanto maior o ciclo, maior o tempo de recuperação da floresta. A intensidade de corte depende da quantidade de árvores que podem ser retiradas por m³. No manejo industrial, que utiliza maquinário, o ciclo ocorre da seguinte forma:

25 anos – intensidade de 21,5 m³ por hectare
30 anos – intensidade de 28,5 m³ por hectare
35 anos – intensidade de 30 m³ por hectare
A área de manejo florestal é dívida pelo ciclo. Se o ciclo for de 30 anos, então serão 30 unidades de produção anual, com técnicas e boas práticas para reduzir ainda mais os impactos na floresta.

“A floresta bem manejada consegue se manter produtiva para a eternidade. O produto madeira é infinito”, explica o diretor de Desenvolvimento Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcos Almeida.

Incentivo florestal

Uma árvore, quando é manejada, gera clareiras, áreas expostas à luz solar. Nessa área existe um banco de sementes que são dispersadas pelas árvores adultas e férteis. Com a incidência solar, essas sementes germinam e dão início a novas árvores. Primeiro as pioneiras, depois as tardias, depois as clímax. Em 30 anos, ciclo mais longo, a cobertura vegetal já está totalmente completa.

“Quando você maneja a floresta, você induz a dinâmica florestal, tirando uma árvore adulta e mais velha, onde nascerá uma nova, estimulando a regeneração natural”, ressalta Almeida.

Regulação climática

As florestas do Amapá são datadas entre 300 e 500 anos. Uma floresta madura não consegue absorver tanto carbono da atmosfera como uma floresta jovem, que tem maior poder de absorção. A estrutura da madeira é composta quase que totalmente por carbono, por isso o manejo também ajuda na regulação climática.

“A floresta nova requer mais absorção de CO². Para uma árvore se formar, ela precisa de carbono, então ela tira esse gás poluente da atmosfera, além de outros gases do efeito estufa e do monóxido de carbono, incorporando na sua estrutura”, detalha o diretor da Sema.

As áreas manejadas ajudam a dissipar o gás carbônico na atmosfera e funcionam como reguladoras climáticas, do ciclo do carbono, do ciclo hídrico e do ciclo hidrológico. Realizam a evapotranspiração, onde emitem água para atmosfera, fortalecendo a biodiversidade.

Manejo florestal não é desmatamento

Desmatamento é a rotação total da área de floresta, onde todas as árvores são retiradas. No manejo, o corte é seletivo e a vegetação não é retirada por completo, sem nenhum dano à fauna.

“Quando você volta em uma área do manejo anos depois é visível os pássaros cantando, as onças andando. Agora se for desmatamento, você não terá animal nenhum mais lá, pois a floresta foi retirada, e ela é sinônimo de vida”, ressalta o diretor.

Manejo comunitário

Além do manejo industrial, ocorre também o comunitário. Nele, a governança quem faz é a comunidade, a qual deve ter participação em todas as etapas do manejo florestal como pré-exploratória, exploratória, pós-exploratória e na gestão administrativa. No Amapá, atualmente, não existe nenhum plano de manejo nesses moldes.

Para o diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema, esta é uma agenda muito forte no estado, onde várias cooperativas têm buscado o Governo para fazer com que aconteça a implementação deste modelo de gestão florestal.

“Nós acreditamos muito nesse modelo de gestão da floresta. A participação social é do início ao fim do processo. Não há obrigação das cooperativas pagarem para o estado. O Estado cria condições, capacitação, treinamento e a organização social desses entes, para que ao longo dos anos possam adquirir seu próprio maquinário e fornecer madeira legal para o estado e outros mercados”, explica Almeida.

No manejo comunitário, que é feito sem a presença de maquinário, a cada 10 anos, a intensidade é 10m³ por hectare.

Projeto Amaparque

Com foco na biodiversidade e preservação de áreas úmidas urbanas da Amazônia, o Amaparque é um importante projeto socioambiental e urbano desenvolvido pelo Governo do Estado ainda na gestão passada para a Região Metropolitana, abrangendo os municípios de Macapá, Santana e Mazagão.

Com a continuidade na atual gestão, o projeto vai trazer bem-estar às comunidades, gerar oportunidade de emprego, melhorar a saúde, segurança e renda da população, além de atrair turismo para a região de forma sustentável ao meio ambiente.

São 6,5 mil hectares para a criação de Unidade de Conservação e Sítio Ramsar, com intervenções urbanas para proteção das áreas úmidas. O objetivo é conciliar as necessidades da população local com o processo de reversão da degradação ambiental das áreas de Ressaca da Bacia Hidrográfica do Igarapé da Fortaleza.

COP 28

A COP (Conferência das Partes) é uma reunião entre os países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. Nele, chefes de estados, outras autoridades governamentais e organizações da sociedade civil debatem soluções para conter o aquecimento global e criar alternativas sustentáveis para a vida no planeta.

Em 2023, a 28ª edição da COP ocorrerá em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O evento vai tratar das ações de cada país acerca da preservação do meio ambiente e do combate aos gases do efeito estufa na atmosfera do planeta.