Mestrado em Direito da Unifap abre seleção com 18 vagas para nova turma

Podem se inscrever no processo seletivo candidatos com graduação em direito, com diploma emitido por instituição reconhecida e curso autorizado pelo Ministério da Educação (MEC).

O Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) da Universidade Federal do Amapá (Unifap) publicou edital de seleção de 2025. Ao todo, serão ofertadas 18 vagas, distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Sistemas de Justiça e Direitos Humanos e Justiça Social e Desenvolvimento. As inscrições são gratuitas e ocorrem no período de 23 a 31 de julho, exclusivamente via internet, por meio do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), disponível no link: https://sigaa.unifap.br/sigaa/public/processo_seletivo/lista.jsf?aba=p-processo&nivel=S

Com duração de dois anos e exigência de dedicação em tempo integral, o curso poderá ter disciplinas ministradas nos turnos da manhã, tarde e/ou noite, conforme organização semestral. O processo seletivo será composto por quatro etapas: análise do pré-projeto de pesquisa, prova escrita, defesa oral com arguição e avaliação de títulos. Será desclassificado o candidato que obtiver nota inferior a 7 em qualquer uma das três primeiras fases. O resultado da seleção está previsto para o dia 21 de novembro, conforme o cronograma oficial divulgado no edital.

Seleção de novos alunos para o Mestrado em Direito
Inscrições gratuitas de 23 a 31 de julho de 2025, no link https://sigaa.unifap.br/sigaa/public/processo_seletivo/lista.jsf?aba=p-processo&nivel=S.

Governo do Amapá lança processo seletivo para estágio na Guiana Francesa voltado a professores de francês


Estão abertas as inscrições para o Estágio Amazônico de Francês Língua Estrangeira 2025, que visa a seleção de 23 professores de francês do Governo do Amapá para participarem de formação em imersão linguística, didático-pedagógica e cultural na Académie de Guyane, em Caiena, na Guiana Francesa, que acontece de 23 a 29 de novembro.SE INSCREVA AQUI

Para se inscrever, basta preencher um formulário on-line, anexando documentos pessoais e profissionais, além de uma carta de motivação. Podem participar os professores que atenderem os requisitos previstos no edital. São eles:

  • Ser brasileiro nato, naturalizado ou gozar das prerrogativas previstas no artigo 12, § 1º da Constituição Federal;
  • Ser professor de Francês, do quadro efetivo da Secretaria de Estado da Educação do Amapá (SEED/AP);
  • Possuir Licenciatura em Letras – Francês ou Letras com habilitação em Língua Francesa;
  • Estar atuando em sala de aula com o componente Língua Francesa;
  • Não estar afastado de suas atividades laborais em sala de aula desde o ato da inscrição na seleção até o final do intercâmbio e retorno para a escola;
  • Não estar em processo de aposentaria;
  • Não ter participado de edições anteriores do Estágio Amazônico FLE;
  • Possuir passaporte com data de validade mínima de 4 meses após o término do intercâmbio (29 de março de 2026) ou comprovante do protocolo de solicitação de passaporte, indicando a data de recebimento do documento.

Processo Seletivo definirá 23 professores para agenda na Guiana FrancesaO período para inscrições se estende até o dia 24 de junho, e o resultado final será divulgado pela Seed em 30 de junho. Os professores selecionados terão todos os custos com passagem, transporte, visto de circulação, hospedagem e alimentação pagos.

A iniciativa faz parte do Acordo Bilateral de Cooperação Franco-Brasileiro entre o Amapá e a Região Acadêmica da Guiana Francesa, com base no Protocolo de Acordo de 2008, e reafirmado em maio de 2024. O estágio também é voltado a professores de Português Língua Estrangeira (PLE) da Guiana, com o objetivo de favorecer a cooperação mútua para aprimorar práticas pedagógicas, formação, reflexão e imersão linguística e cultural.

Inscrições para Estágio Amazônico de Francês Língua Estrangeira 2025 seguem até 24 de junho

Caravana Rural Integrada ultrapassa 10 mil atendimentos no Amapá

Os números consolidados pelo Sebrae e parceiros beneficiam produtores rurais atendidos em 74 comunidades em 2024 e 14 comunidades em 2025, ações que resultaram em mais de 10 mil atendimentos ao produtor rural.


A Caravana de Atendimento Rural Integrada, instalada na propriedade do senhor Teófilo Colares, única residência com estrutura para a ação do Sebrae e parceiros que ocorre, na Ilha de Aruans em Vitória do Jari/AP, nos dias 23 e 24, das 9h às 16h; em Ariramba na Resex Cajari, na Assembleia de Deus, nos dias 25 e 26, das 9h às 16h; e na Comunidade  Ajuruxi, na Resex Rio Cajari, das 9h às 14h. O objetivo é oferecer melhorias aos serviços nas comunidades e oferecer atendimentos para potencializar investimentos às propriedades rurais, disponibilizar a documentação necessária para acesso à crédito do programa de fortalecimento à agricultura familiar, fundamental para elevar a produção nos assentamentos

Sebrae

“Essa grande equipe que em conjunto oferece serviços que são de direito aos produtores e assentados e que estão tendo acesso, graças a esse esforço coletivo que o Sebrae tem feito como esse forte facilitador, como esse grande mediador, que acredita na força dessas instituições e que convida o Governo do Estado junto com o Governo Federal e Municipal, a abraçar esse projeto, que é de levar garantia de direito agrário para o homem e a mulher do campo. Com esse movimento, novas caravanas virão pela frente e muitas políticas públicas chegarão a quem vive no campo e na floresta”, disse o coordenador da Caravana de Atendimento Integrada no Sebrae, Erick Dias.

A Unidade de Atendimento de Agronegócios e Indústrias UAC-Agrin apresentou os projetos desenvolvidos pela unidade, tendo sido exposto pela gestora do projeto Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Açaí Albanize Colares, que destacou a “importância dessa ação que promove a cidadania, inclusão, desenvolvimento socioeconômico e garantia de direitos, pois a distância territorial das famílias que vivem em áreas de difíceis acesso às margens dos rios, lagos, furos e florestas, uma ação nesse formato faz um grande diferencial, pois promove o acesso a direitos que muitas vezes desconhecem”

Incra

O diretor de divisão de desenvolvimento de projeto de assentamento do Instituto Nacional de Colonização Reforma Agrária (Incra), Pedro Rosa, destaca a importância da ação com o Sebrae e demais órgãos, por se tratar de uma localidade de difícil acesso e trazer políticas públicas do governo estadual, federal e municipal.

“É muito fácil atender as pessoas que estão ali no entorno da capital, próximo da superintendência, assim como os dos demais órgãos. O difícil são esses produtores chegarem a esses órgãos, pois levam de 9h e 10h de barco para chegarem à Santana e de lá à Macapá para procurarem os órgãos individualmente”, destaca o diretor, Pedro Rosa.

Atendimentos

Os produtores rurais, têm inúmeras dificuldades de acesso a informações, mas os parceiros trouxeram não somente atendimento rural, mas capacitação e orientação, o diferencial é a união de esforços, ação conjunta, emitir à documentação como o Cadastro do Agricultor Familiar (CAF), que é a identidade do produtor e garantir segurança jurídica e pertencimento.

“O produtor rural precisa desses documentos para acessar políticas públicas, e procuram informações, a exemplo: de como acessar o Bolsa Verde; muitos assentados com dúvidas sobre a sua propriedade, se está bloqueado, qual a sua situação de documentação da propriedade; tem muitos jovens que não estão na CAF, há necessidade de acesso a crédito jovem e precisam ser inseridos. O Sebrae fez um diagnóstico rural participativo, e identificou as principais necessidades do produtor nos assentamentos, que têm realidades muito próximas; a ausência de documentação fundiária, os impede de acessar crédito fundiário. Encontramos produtor com 26 anos de ocupação de propriedade, sem a documentação para poder acessar. No decorrer desse ano de 2025 ainda realizaremos outras ações semelhantes, de acordo com a necessidade, retomaremos com outras instituições para resolvermos e facilitar o acesso aos produtores rurais”, finaliza o analista do Sebrae, Erick Dias.

Parceiros

A Caravana de Atendimento Rural Integrado, é uma ação conjunta realizada pela parceria entre Sebrae, Governo do Estado, Governo Federal, e a Prefeitura Municipal de Mazagão; por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Amapá (INCRA), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR), Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap) Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado do Amapá (Diagro), Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepaq), Correspondente Bancário da CAIXA (CACTVS) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO).

A Caravana de Atendimento Rural Integrado é coordenada no Sebrae pela gerente da Unidade de Agronegócio e Indústria (UAC-Agrin), Larissa Queiroz; e pelo analista de negócios, Erick Dias; e conta com o apoio da gestora de projetos do Sebrae, Albanize Colares.

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação

‘Ouvir, entender e encaminhar avanços’, destaca governador Clécio Luís na Assembleia do Conselho das Aldeias Wajãpi, em Pedra Branca


Durante a Assembleia Geral 2025 do Conselho das Aldeias Wajãpi (Apina), realizada nesta segunda-feira, 23, na Aldeia Aramirã, em Pedra Branca do Amapari, o governador Clécio Luís reafirmou o compromisso do Governo do Amapá com as pautas de interesse público dos povos originários da região. No encontro, cada liderança indígena teve a oportunidade de falar diretamente com o governante, apresentar demandas, esclarecer dúvidas e acompanhar a prestação de contas das ações da gestão realizadas na região.

“Tenho participado de reuniões com diversos segmentos como ribeirinhos, pescadores, castanheiros, agricultores, servidores públicos e autoridades, mas esta Assembleia tem um significado especial. Sinto-me honrado em estar aqui, ouvindo e compreendendo as demandas do povo Wajãpi, com o compromisso de encaminhar tudo o que for possível, com base nos documentos, pedidos, pleitos, discussões e dúvidas apresentados”, afirmou o governador Clécio Luís.

Moradores da Aldeia Kumarumã participam ativamente das discussões com o Governo do Estado
Moradores da Aldeia Kumarumã participam ativamente das discussões com o Governo do Estado
Foto: Maksuel Martins/GEA

Na ocasião, foi assinado um termo de compromisso entre o Governo do Estado e o povo Wajãpi, que prevê a conclusão do Projeto Político-Pedagógico Indígena, além da construção de novas escolas e da reforma das unidades já existentes. Também houve a entrega de 600 sacas de farinha e tapioca atendendo a solicitação do povo Wajãpi, como medida socioemergencial de combate aos efeitos de crise fitossanitária da mandiocultura.

Registro da assinatura do termo de compromisso entre o Governo do Estado e o povo Wajãpi
Registro da assinatura do termo de compromisso entre o Governo do Estado e o povo Wajãpi
Foto: Maksuel Martins/GEA

O diretor da Escola Aramirã, Edilásio Pereira, ressaltou que a mobilização em torno das demandas do povo Wajãpi tem alcançado um patamar inédito. O gestor lembrou que, após quase três décadas de trabalho na região, nunca havia presenciado um momento com tanto diálogo e atenção às necessidades locais.

Diretor da Escola Aramirã, Edilásio Pereira (camisa vermelha)
Diretor da Escola Aramirã, Edilásio Pereira (camisa vermelha)
Foto: Maksuel Martins/GEA

“As secretárias de Educação e dos Povos Indígenas, especialmente, mas também todos os outros segmentos, têm estado muito presentes aqui nos últimos tempos, e isso é muito bom. Mas claro que ainda precisamos avançar, e não de qualquer maneira. Precisamos fazer de forma específica, diferenciada, atendendo às necessidades do povo Wajãpi. Algumas coisas que hoje discutimos aqui, anos atrás pareciam insignificantes para nós. Hoje, se tornam fundamentais”, enfatizou Pereira.

Entrega das 600 sacas de farinha e tapioca como ação emergencial de segurança alimentar
Entrega das 600 sacas de farinha e tapioca como ação emergencial de segurança alimentar
Foto: Maksuel Martins/GEA

Durante a programação, a coordenadora regional da Funai no Amapá, Priscila Karipuna, destacou o esforço conjunto do Governo do Estado e de diferentes instituições federais em atender as demandas dos povos indígenas.

Coordenadora regional da Funai, Priscila Karipuna
Coordenadora regional da Funai, Priscila Karipuna
Foto: Maksuel Martins/GEA

“Eu sei do compromisso do Governo do Estado. Tenho acompanhado o trabalho das secretarias com os povos indígenas e sei que o senhor [governador] não faz promessas vazias. O governador Clécio vai, verifica as necessidades e, na medida do possível, tenta fazer o melhor pelo nosso povo. A realidade é difícil. A gente acompanha a luta dessas lideranças. Da nossa parte, na Funai, também vamos fazer o possível para atender, encaminhar e responder às solicitações do Instituto Federal e continuar caminhando junto com vocês”, afirmou Priscila.

Lideranças indígenas compartilham as principais necessidades da região durante a Assembleia
Lideranças indígenas compartilham as principais necessidades da região durante a Assembleia
Foto: Maksuel Martins/GEA

A comitiva do Governo do Amapá presente na Assembleia reúne cerca de 80 servidores de diversos órgãos, entre eles as Secretaria de Estado Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), de Educação (Seed), Meio Ambiente (Sema), Desenvolvimento Rural (SDR), Saúde (Sesa), Casa Civil, Comunicação (Secom), o Instituto de Terras do Amapá (Amapá Terras), a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Diagro), o Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), a equipe de Mobilização Governamental e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Comunidade Wajãpi reunida para acompanhar os debates e apresentar suas demandas
Comunidade Wajãpi reunida para acompanhar os debates e apresentar suas demandas

Derrubada dos mastros marca ‘Domingo do Senhor’ e encerramento do Ciclo do Marabaixo 2025, apoiado pelo Governo do Amapá

Derruba do mastro no barracão que leva o nome de Tia Biló, homenageada no Ciclo do Marabaixo 2025.

No domingo, 22, a derrubada dos mastros anunciou o encerramento do Ciclo do Marabaixo 2025, apoiado pelo Governo do Amapá. A programação aconteceu a partir das 18h, simultaneamente nos cinco barracões da área urbana de Macapá: Raízes da Favela (Dica Congó), Berço do Marabaixo, Associação Zeca e Bibi Costa (Azebic), Berço do Marabaixo, Marabaixo do Pavão e grupo Raimundo Ladislau.

Pela tradição, os mastros são derrubados no chamado ‘Domingo do Senhor’, após a celebração de Corpus Christi. Antes de derrubar um dos elementos mais fortes da tradição, famílias realizadoras e os marabaixeiros se uniram em oração ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade, para agradecer as graças alcançadas e mais um ano de programação realizada.

Este ano, Governo do Amapá realizou investimento recorde no Ciclo do Marabaixo
Este ano, Governo do Amapá realizou investimento recorde no Ciclo do Marabaixo
Foto: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo/GEA
Elísia Congó, coordenadora do grupo Raízes da Favela
Elísia Congó, coordenadora do grupo Raízes da Favela
Foto: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo/GEA

“Hoje é o encerramento do Ciclo do Marabaixo, com a derrubada do mastro da Santíssima Trindade. Para nós, é momento de muita alegria, mas principalmente de muita gratidão, por todas as bênçãos conseguidas até aqui”, diz a marabaixeira Elisia Congó, do grupo Raízes da Favela.

No barracão Azebic, a fé e a gratidão também foram evidenciadas. Mesmo com a perna quebrada, a coordenadora Priscila Silva agradeceu e reforçou a fé.

“A sensação é de dever cumprido. A palavra não pode ser outra, se não gratidão, a todos que possibilitaram a realização de mais um Ciclo do Marabaixo”, destaca.

Marabaixeira Priscila Silva, coordenadora do grupo Azebic
Marabaixeira Priscila Silva, coordenadora do grupo Azebic
Foto: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo/GEA

No grupo Raimundo Ladislau, o movimento foi em frente ao barracão que tem o nome de Benedita Guilherma Ramos, a Tia Biló, cujo centenário é homenageado no Ciclo deste ano. Os integrantes fizeram as derrubadas dos mastros, unindo gerações e ajudando a perpetuar um momento tantas vezes testemunhado pela matriarca.

“O legado de Tia Biló vive em cada gesto, cada ritual que realizamos. Hoje se encerra o Ciclo do Marabaixo, mas o compromisso em manter viva a nossa tradição continua, é permanente e sinônimo de luta e resistência”, diz a neta de Guilerma Ramos, Laura Silva, a Laura do Marabaixo.

Derruba do mastro no barracão do Mestre Pavão, reúne familiares e marabaixeiros
Derruba do mastro no barracão do Mestre Pavão, reúne familiares e marabaixeiros
Foto: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo/GEA

Após a derruba dos mastros, as caixas rufaram e as saias rodaram nas rodas de marabaixo. Momentos de união de gerações e de exaltar e celebrar nossa cultura ancestral, de perpetuar a nossa mais autêntica manifestação cultural que hoje já é patrimônio do Brasil.

Investimento recorde em 2025

Em 2025, o Ciclo do Marabaixo celebrou o centenário de Benedita Guilherma Ramos, a “Tia Biló”, matriarca do marabaixo do Laguinho, falecida em 2021, aos 96 anos. O Governo do Estado fez um investimento para o festejo, de R$ 2,5 milhões, fruto de recursos do Tesouro Estadual e de emenda destinada pelo senador Randolfe Rodrigues.

No grupo Azebic, as caixas rufaram para saudar o último dia de programação do Ciclo 2025
No grupo Azebic, as caixas rufaram para saudar o último dia de programação do Ciclo 2025
Foto: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo/GEA

A programação é realizada pelas famílias tradicionais do Amapá, é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde novembro de 2018. Essa manifestação típica reúne danças de roda, percussão, cantigas que relatam o cotidiano da população quilombola amapaense, somadas às festas do catolicismo popular, e inicia sempre no Sábado de Aleluia e se estende até o domingo seguinte a Corpus Christi, este ano, de 19 de abril a 22 de junho.

Diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, acompanhou o encerramento nos barracões
Diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, acompanhou o encerramento nos barracões
Foto: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo/GEA

“Foram quase três meses de uma programação extensa. Foi um investimento grandioso, para além do toque das caixas, para projetos e ações que seguem sendo executadas até o fim do ano. Esse é um governo que valoriza e apoia suas raízes e identidade cultural”, destaca a diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, que acompanhou o encerramento nos barracões.

Na zona rural, a derrubada dos mastros e encerramento da programação ocorreu no sábado, 21, nos barracões da Campina Grande e Santíssima Trindade da Casa Grande.

Ritmo símbolo do Amapá, Marabaixo é protagonista de projeto sobre música da Amazônia

Zek embarcou em uma jornada afetiva e política pelo Amapá – Fotos Bárbara Vale


Comandado pelo DJ Zek Picoteiro, série de podcast Afluentes investiga a diversidade de ritmos forjados na beira dos rios da região
O ritmo mais emblemático do Amapá é o protagonista do novo episódio de podcast da série Afluentes, projeto idealizado pelo DJ, produtor e pesquisador musical Zek Picoteiro. Disponível nas plataformas digitais e no site oficial do projeto, o episódio mergulha no universo do Marabaixo — manifestação afro-amazônica que resiste ao tempo com seus tambores, danças e poesias — e revela a força de uma cultura que pulsa em quilombos, barracões e memórias ancestrais.

O projeto é uma expedição sonora e cultural que percorre o rio Amazonas e seus principais afluentes, como o Tapajós e o Guamá, para mapear a diversidade musical da região que, de acordo com a catalogação de Zek, concentra mais de 40 gêneros musicais. Ao longo de seis episódios, Zek navega por comunidades ribeirinhas documentando gêneros como Carimbó, Beiradão, Boi Bumbá, Tecnobrega, Lambada e Marabaixo. Além disso, o projeto se desdobra em vídeos e um site interativo com mapa da bacia amazônica que funciona como repositório digital de saberes, artistas e movimentos culturais da região.

No novo episódio do podcast, o segundo da série, Zek embarca em uma jornada afetiva e política pelo Amapá. Em Macapá, ele reencontra suas raízes familiares e se conecta com o movimento preto organizado, vivenciando de perto a espiritualidade e a resistência do Marabaixo. “Quem quiser conhecer a história preta amazônica precisa conhecer o Marabaixo. Esse episódio revela mais que um ritmo: apresenta uma forma de viver, resistir e celebrar a negritude na Amazônia”, afirma o artista.

Gravado em comunidades como o Quilombo do Curiaú, o episódio dá voz a mestres e mestras do saber popular, como Pedro Bolão, artesão que transforma madeira em caixas de Marabaixo — os tambores que contam histórias de luta, fé e pertencimento. Os tradicionais “ladrões”, cânticos poéticos entoados nos barracões, surgem como narrativas orais vivas da resistência negra na região.
Com produção do Instituto Regatão Amazônia, o projeto foi contemplado pelo Programa Funarte Retomada 2023 – Música, com apoio da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Ministério da Cultura e Governo Federal.

Rios sonoros

Os rios são a principal forma de circulação e integração cultural, é através deles que a identidade amazônica é formada na sua mais profunda essência. É por meio deles que os povos navegam, escoam sua produção, pescam seu principal alimento, banham, constituem seus saberes, tradições e culturas.

A série busca compreender como os gêneros e movimentos musicais se organizam na Amazônia – e a relação com o rio é o ponto em comum a todos eles.

Para Zek, a música da região é criada, inspirada, ouvida e difundida pelo rio.
“Cada gênero musical é como se fosse um braço, um furo, uma fonte, um olho d’água, uma ilha… um afluente dessa enorme ‘bacia hidromusical’ que existe aqui na Amazônia. Para entender melhor essa relação, eu decidi navegar pelos nossos rios e encontrar pessoas que fazem a nossa música acontecer”, diz.

Com mais de uma década de atuação na cena cultural da Amazônia, Zek Picoteiro é reconhecido por seu trabalho na valorização da cultura ribeirinha e da música periférica da região. Como DJ, se apresentou em festivais como Rock in Rio e Boiler Room, e foi curador de iniciativas como o Edital Natura Musical e o Festival de Tecnobrega e Aparelhagem. Premiado pelo Megafone de Ativismo com a música “Brasil do Cocar”, também ministra oficinas e palestras sobre a história da música amazônica, reforçando seu compromisso com a formação e o fortalecimento da produção cultural local.

Projeto Afluentes disponível nas plataformas digitais e em: www.regatao.org/afluentes

Acelera Startups 2025 abre inscrições para capacitação gratuita no Amapá

Estão abertas as inscrições para o Acelera Startups Amapá 2025, programa gratuito de capacitação e pré-aceleração promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae) em parceria com a Aceleradora AVATI. A iniciativa busca transformar ideias e projetos em negócios sustentáveis com potencial de mercado. Os interessados devem acessar o site http://www.acelerastartupamapa2025.avati.com.br para conferir o edital e preencher o formulário de inscrição.

“Queremos estimular o surgimento e a consolidação de negócios inovadores no Amapá, oferecendo uma trilha completa de capacitação, conexão com o mercado e acesso a especialistas de alto nível”, explica o gerente da Unidade de Inovação do Sebrae, Bruno Castro.

Voltado a estudantes, acadêmicos, empreendedores e startups em diferentes estágios de desenvolvimento, o programa ocorre no período de julho a novembro, com atividades online e presenciais em Macapá. A proposta é transformar ideias e projetos em modelos de negócios viáveis e sustentáveis, por meio de uma metodologia prática e imersiva, conduzida por especialistas de todo o país.

A iniciativa busca selecionar até 100 ideias, startups criadas individualmente ou em equipe, em fases de ideação, validação ou operação. Após a etapa inicial de capacitação online, os 30 projetos mais promissores seguem para o ciclo de pré-aceleração, com mentorias especializadas e atividades presenciais. O programa encerra com o Demo Day, quando os empreendedores apresentam suas soluções a uma banca de especialistas e potenciais investidores.

O programa será conduzido pela AVATI, uma das principais aceleradoras do Brasil, com atuação nacional e histórico de mais de 3 mil startups impulsionadas em 16 estados. A instituição traz ao Amapá uma metodologia prática e personalizada, já validada em diversos ecossistemas de inovação, com foco em tração, vendas e acesso ao mercado.

A ação é realizada pelo Sebrae, por meio do Projeto Startup Amapá, com apoio de parceiros como a Aceleradora AVATI, Associação Brasileira de Startups (ABStartups), Associação Amapaense de Tecnologia (Amapatec), Governo do Estado do Amapá (GEA) e Tucuju Valley.

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação

As Guianas: a parte ‘esquecida’ da Amazônia que o mundo precisa enxergar


Por
Gutemberg de Vilhena Silva*

Este texto nasce de algo aparentemente simples: um post da Mídia NINJA anunciando a isenção de vistos entre Brasil e Guiana Francesa.

A repercussão nos comentários revelou algo maior: o desconhecimento profundo que ainda existe sobre essa parte do continente americano.

E onde há silêncio, há também invisibilização — que gera distorções, preconceitos e ausências de debates políticos consistentes!

Pouco se fala sobre a região das Guianas, um complexo territorial que envolve cinco países (ver projetoguianas.com.br). Ela raramente aparece nos mapas afetivos, nas grandes análises geopolíticas ou nos debates sobre o futuro da Amazônia enquanto uma unidade territorial. Mas essa ausência não se justifica: estamos falando de uma das regiões mais ricas, estratégicas e diversas do mundo.

Historicamente disputada por potências europeias, a região das Guianas guarda um valor geopolítico singular. Voltada para o Caribe, para o Atlântico Norte, para o continente africano e também para a América do Sul, ela ocupa uma posição estratégica entre oceanos e continentes.

Mais do que minérios, as Guianas concentram uma biodiversidade ainda pouco estudada, com paisagens que combinam florestas primárias, manguezais, savanas e zonas úmidas de altíssimo valor ecológico.

Mas o que talvez mais impressione seja sua diversidade humana: povos indígenas originários da região convivem com descendentes de africanos, asiáticos, europeus e caribenhos. É uma das mais intensas expressões de diásporas e encontros culturais do mundo.

Ali, o mundo se entrelaça em formas de vida únicas, criativas e resilientes. As Guianas não são periferia. São centro de um outro projeto de mundo. Um território onde a convivência, a pluralidade e os saberes tradicionais apontam para futuros possíveis — e mais justos.

Com a COP30 se aproximando, é hora de tirar as Guianas da penumbra, porque talvez seja justamente da margem que virão as ideias mais centrais para enfrentar nossa crise planetária.

CMT: governador Clécio Luís propõe criação de livro para marcar os 30 anos de conquistas na cooperação transfronteiriça entre Amapá e Guiana Francesa

Clécio Luís sugeriu criação de livro para celebrar os 30 anos de cooperação institucional por meio da CMT.

Na 14ª Reunião da Comissão Mista Transfronteiriça (CMT) Brasil-França, realizada em Caiena, o governador Clécio Luís sugeriu a produção de um livro que registre os avanços já conquistados nos 30 anos de cooperação institucional entre o Amapá e a Guiana Francesa, celebrados em 2026. A proposta simbólica e histórica, apresentada durante a plenária final do encontro, rendeu aplausos dos participantes e foi recebida como uma iniciativa de valorização da memória e do percurso diplomático entre os dois territórios amazônicos.

“Sugiro produzirmos um livro para contar a história da cooperação nesses últimos 30 anos, marcados pela existência da Comissão Mista Transfronteiriça. Será um exercício de autoconhecimento, que vai revelar o quanto nós já caminhamos até aqui e o futuro promissor que nos espera e que depende de todos nós que temos alguma responsabilidade nessa cooperação”, afirmou Clécio.

Clécio Luís, governador do Amapá, e Antoine Poussier, prefeito da Guiana Francesa, celebraram a cooperação entre os povos
Clécio Luís, governador do Amapá, e Antoine Poussier, prefeito da Guiana Francesa, celebraram a cooperação entre os povos
Foto: Max Renê/GEA

A proposta vem no momento em que a CMT vive uma fase de reestruturação e fortalecimento, com avanços concretos em diversas áreas, sobretudo após a retomada da constância dos encontros de cooperação em 2023. Na reunião, realizada na quarta-feira, 11, e na quinta-feira, 12, foram debatidas pautas essenciais para a integração regional, como a circulação de pessoas, que teve como grande marco a recente isenção de visto para brasileiros visitarem a Guiana Francesa, além de discussões sobre a cobrança de seguros veiculares na travessia entre os dois países.

O livro proposto pelo governador deve reunir registros históricos, fotografias, depoimentos e documentos que evidenciem as transformações promovidas pela comissão, criada oficialmente em 1996.

“É uma forma de reconhecer o esforço de servidores, líderes políticos, povos tradicionais e sociedade civil que fizeram parte dessa construção ao longo de décadas. Essa cooperação existe há muito tempo entre os povos, em diversas áreas, da cultura ao turismo, e a CMT veio jogar a luz da legalidade nessa relação, gerando ainda mais avanços”, completou Clécio.

Reunião da CMT celebrou avanços da cooperação entre instituições do Brasil e da França
Reunião da CMT celebrou avanços da cooperação entre instituições do Brasil e da França
Foto: Max Renê/GEA

A 14ª CMT tratou ainda de temas atuais e estratégicos como a cooperação cultural, que tem promovido a troca de artistas entre os dois territórios; a cooperação indígena, com ações voltadas à integração de povos da faixa de fronteira; e a cooperação educacional e universitária, com incentivo ao intercâmbio entre professores, estudantes e pesquisadores.

Outro tema central foi a infraestrutura de conectividade, abordando desde o pleno funcionamento da ponte binacional sobre o rio Oiapoque até melhorias na conectividade rodoviária, aérea, fluvial, marítima e digital. Também foram reforçados compromissos de cooperação econômica regional, com foco em dinamizar o comércio e os serviços entre os dois lados da fronteira; de cooperação em Vigilância Epidemiológica; e os esforços de combate à crise fitossanitária da mandioca.

Os debates se voltaram ainda à área de segurança e defesa, com tratativas para ampliar ações conjuntas no combate ao garimpo e à pesca ilegais, incêndios florestais e crimes ambientais. Também foi abordada a gestão de resíduos sólidos e a cooperação entre parques nacionais como estratégia de preservação ambiental.

Com a proposta do livro lançada e novas metas estabelecidas, a Comissão Mista Transfronteiriça encerrou a 14ª reunião em clima celebrativo, reafirmando seu papel como elo fundamental entre o Brasil e a França na Amazônia, sobretudo para gerar dignidade para ambos os povos. A próxima reunião será realizada em solo brasileiro, no Amapá, em 2026.

Delegação do Amapá contou com 50 integrantes, entre secretários e servidores do Governo, representantes de instituições locais e federais, e empresários
Delegação do Amapá contou com 50 integrantes, entre secretários e servidores do Governo, representantes de instituições locais e federais, e empresários

‘Templo do saber reconstruído para seguir formando gerações’, diz governador Clécio Luís ao entregar escola Coaracy Nunes, em Macapá

Estudantes recebem o governador Clécio Luís com aplausos durante a entrega da nova Escola Estadual Coaracy Nunes.

O sorriso dos estudantes e o som contagiante das palmas marcaram a recepção ao governador Clécio Luís durante a entrega da nova Escola Estadual Dr. Coaracy Nunes, em Macapá, nesta segunda-feira, 16. Reconstruída do alicerce ao telhado, a unidade agora segue o padrão de qualidade estabelecido pela atual gestão do Governo do Amapá para a educação pública.

Alunos mostram a nova escola ao governador Clécio Luís em clima de celebração
Alunos mostram a nova escola ao governador Clécio Luís em clima de celebração
Foto: Maksuel Martins/GEA

“Uma escola é como um templo da educação e do saber, um portal para o futuro. A Escola Dr. Coaracy Nunes é histórica, tem 65 anos e já formou gerações e gerações. E vai continuar sendo uma das mais importantes de Macapá, agora mais bonita e mais alegre, pronta e entregue para continuar cumprindo o papel que sempre teve: formar crianças e jovens para serem adultos, cidadãos livres e conscientes”, destacou Clécio Luís.

Esta é a 22ª escola modernizada e entregue na gestão, reforçando o compromisso com o fortalecimento de espaços que favoreçam o aprendizado e o desenvolvimento dos alunos. Desde 2023, já foram investidos mais de R$ 45 milhões na infraestrutura de escolas em todo o estado, seguindo o Plano de Governo da gestão.

FOTOS: Reinauguração da Escola Estadual Coaracy Nunes

Governador Clécio Luís discursa durante a entrega da escola, destacando o papel da educação na formação de gerações
Governador Clécio Luís discursa durante a entrega da escola, destacando o papel da educação na formação de gerações
Foto: Luhana Badinni/Agência Grito

Entre os destaques da reforma na escola, que é uma das mais tradicionais de Macapá, está a ampliação da acessibilidade, com jardim sensorial para crianças autistas, sala do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e instalação do piso tátil.

Davi Motta, aluno do 8º ano da escola
Davi Motta, aluno do 8º ano da escola
Foto: Luhana Badinni/Agência Grito

A mudança nas paredes, nas cores e nos espaços também transformou sentimentos. Davi Motta, aluno do 8º ano e com 13 anos de idade, disse estar feliz em ver de perto as melhorias na estrutura da Escola Dr. Coaracy Nunes. Segundo o estudante, a reforma trouxe um ambiente mais bonito, acolhedor e propício para o aprendizado.

“É uma grande alegria estar aqui mostrando como a escola evoluiu. Agora temos um lugar bonito, onde podemos estudar e nos sentir mais acolhidos. Estudei aqui no ano passado e vi muita coisa mudar. A escola não era tão dinâmica. Mudaram muita coisa e eu gostei muito. Eu amo essa escola”, enfatizou o aluno.

Sala de aula reformada oferece ambiente confortável, arejado e propício ao aprendizado
Sala de aula reformada oferece ambiente confortável, arejado e propício ao aprendizado
Foto: Maksuel Martins/GEA

Quem vive o dia a dia da escola percebe a diferença no olhar dos alunos. Rucilene Silva, assessora pedagógica há 30 anos na instituição, conta que os estudantes estão mais felizes, receptivos e motivados. Ela relembra que a escola já enfrentou momentos críticos, com problemas estruturais graves, que foram solucionados com a reestruturação física do espaço.

Rucilene Silva, assessora pedagógica há 30 anos na unidade
Rucilene Silva, assessora pedagógica há 30 anos na unidade
Foto: Maksuel Martins/GEA

“Nossa escola estava precisando muito dessa reforma. Já passamos por momentos bem difíceis, com goteira para todo lado. Então, hoje estamos muito agradecidos por este momento, os alunos estão maravilhados, porque viveram a fase mais difícil e agora estão vendo como tudo ficou bonito. É muito bom”, pontuou Rucilene.

Escola Dr. Coaracy Nunes

A unidade fortalecida pelo Governo do Amapá é uma Escola de Tempo Integral e atende atualmente 265 alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, e do 1º ano do ensino médio, com um total de 44 professores. A escola é dividida em três pavilhões, totalizando 12 salas de aula, quadra de esporte, biblioteca, ambientes de aprendizagem, sala de dança, sala de artes, auditório e outras dependências, todas reformadas e modernizadas.

Jardim sensorial, pensado para atender crianças autistas, integra o novo projeto arquitetônico da escola
Jardim sensorial, pensado para atender crianças autistas, integra o novo projeto arquitetônico da escola
Foto: Maksuel Martins/GEA
Biblioteca escolar ganha novo mobiliário e mais espaço para leitura e pesquisa
Biblioteca escolar ganha novo mobiliário e mais espaço para leitura e pesquisa
Foto: Maksuel Martins/GEA
Alunos demonstram entusiasmo com a reforma e o novo ambiente escolar
Alunos demonstram entusiasmo com a reforma e o novo ambiente escolar
Foto: Luhana Badinni/Agência Grito
Investimento em infraestrutura é feito para fortalecer a educação
Investimento em infraestrutura é feito para fortalecer a educação
Foto: Maksuel Martins/GEA
Novos espaços foram pensados para melhorar a aprendizagem dos estudantes
Novos espaços foram pensados para melhorar a aprendizagem dos estudantes
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Amapá: uma oportunidade histórica de transformação e justiça ambiental

Por Josiel Alcolumbre – Presidente do Sebrae Amapá e Suplente de Senador

Embora o debate sobre a exploração petrolífera na Margem Equatorial se concentre nos riscos ambientais, uma perspectiva estratégica revela uma oportunidade única de reposicionamento do Amapá no cenário nacional e internacional. Em vez de repetir o padrão de dependência dos combustíveis fósseis, o estado pode usar os royalties como alavanca para uma transformação sem precedentes rumo a uma economia verdadeiramente sustentável, aproveitando o fato de que já é um dos territórios que mais contribuem para a sustentabilidade global e merece ser reconhecido e compensado por isso.

O Amapá possui um conjunto de ativos naturais excepcionais que o diferenciam de qualquer outra região brasileira: 73,5% do território preservado, 95% de cobertura florestal primária protegida, vasto potencial para energia renovável e um litoral estratégico de mais de 600 quilômetros. Mais importante: o estado já é carbono negativo — meta que o mundo busca alcançar até 2050.

Com áreas indígenas demarcadas e protegidas e um plano de governança consolidado, o Amapá já fez seu dever de casa ambiental. Enquanto outras regiões ainda discutem como implementar políticas de sustentabilidade, nós as praticamos há décadas, construindo um modelo de desenvolvimento que respeita os limites ecológicos e os direitos das comunidades tradicionais.

Essa condição exemplar nos confere autoridade moral e técnica para propor uma nova abordagem para o aproveitamento dos recursos energéticos da Margem Equatorial. Não se trata de abandonar nossos princípios ambientais, mas de utilizá-los como base para uma estratégia de desenvolvimento que sirva de modelo para o mundo.

A bioeconomia não é apenas uma possibilidade futura para o Amapá. O estado possui experiência acumulada em aproveitamento sustentável da biodiversidade, desde a produção de açaí orgânico certificado até o desenvolvimento de fármacos e cosméticos derivados de plantas amazônicas. Nossa cadeia produtiva do açaí movimenta milhões de reais anualmente, empregando milhares de famílias em práticas sustentáveis que mantêm a floresta em pé.

Temos também pioneirismo em aquicultura sustentável, com projetos de criação de peixes nativos que respeitam os ciclos naturais e geram renda para comunidades ribeirinhas. Nossa experiência em manejo florestal comunitário é reconhecida internacionalmente, com certificações que atestam a qualidade ambiental e social de nossos produtos madeireiros.

Os recursos do petróleo poderiam acelerar e expandir essa base existente, financiando a criação de um ecossistema integrado de economia verde que combine bioeconomia amazônica, com produtos de alto valor da biodiversidade já em produção; economia azul no litoral, aproveitando nosso potencial pesqueiro e marítimo; e um robusto parque de energia limpa, explorando nosso potencial eólico, solar e de biomassa.

Seguindo o modelo norueguês de gestão de recursos petrolíferos, o Amapá poderia estabelecer fundos específicos para pesquisa e desenvolvimento em tecnologias verdes, criando centros de excelência em biotecnologia tropical, hidrogênio verde e aquicultura sustentável.

Essa estratégia transformaria recursos finitos em capacidades permanentes de inovação, aproveitando o conhecimento tradicional das comunidades locais — um patrimônio imaterial de valor incalculável — e a infraestrutura institucional já estabelecida para a gestão territorial sustentável. Nossas universidades e institutos de pesquisa já desenvolvem trabalhos de ponta em biotecnologia amazônica. Com recursos adequados, poderiam tornar-se referências mundiais.

Imagine centros de pesquisa que combinem o conhecimento milenar dos povos da floresta com tecnologia de ponta, desenvolvendo medicamentos, alimentos funcionais e materiais inovadores derivados da biodiversidade amazônica. Visualize laboratórios de hidrogênio verde aproveitando nossa abundante energia solar e hídrica, criando uma indústria limpa que pode abastecer não apenas o Brasil, mas toda a América do Sul.

Estados como o Amapá são sistematicamente prejudicados pelos vieses dos fundos ambientais de doadores internacionais, que privilegiam projetos de recuperação em regiões que devastaram seus biomas. Esses fundos operam com uma lógica perversa que recompensa quem destruiu e agora quer restaurar, ignorando aqueles que sempre preservaram. Por ter mantido 95% de suas florestas primárias intactas, o Amapá frequentemente não se enquadra nos critérios desses fundos, que buscam projetos de ‘impacto’ medido pela recuperação de áreas degradadas.

A exploração responsável da Margem Equatorial, com royalties direcionados para consolidar nossa vocação sustentável, representa uma forma legítima e necessária de compensação pelos serviços ambientais que prestamos ao planeta há décadas. A proposta não é apenas econômica. Representa uma questão de justiça ambiental e geopolítica.

Em uma década, o estado poderia saltar de uma economia periférica para a liderança regional em sustentabilidade, exportando não apenas produtos verdes, mas conhecimento e soluções inovadoras para toda a região Amazônica. Nesse contexto, o aproveitamento das reservas energéticas da Margem Equatorial não representa uma contradição com nossos valores ambientais. Ao contrário. É a oportunidade histórica de financiar e acelerar nossa consolidação como referência mundial em sustentabilidade. Com projeção de arrecadação de royalties na casa das centenas de milhões de reais anuais, teríamos recursos suficientes para investimentos em escala que poderiam transformar radicalmente nossa economia.

Assim, o petróleo da Margem Equatorial deixaria de ser apenas uma commodity extrativa para se tornar o combustível de uma revolução verde amapaense, consolidando nossa posição como o primeiro estado verdadeiramente sustentável do Brasil e modelo de desenvolvimento responsável para o mundo. Esta é nossa oportunidade histórica de liderar pelo exemplo, demonstrando que o futuro da humanidade passa por aprender a viver em harmonia com a natureza — algo que nós, no Amapá, já sabemos fazer.

‘Fizemos muito em dois anos, imaginem o que seremos capazes de realizar ainda’, destaca governador Clécio Luís na 14ª Comissão Mista Transfronteiriça

Governador Clécio Luís avanços já obtidos com a retomada da cooperação.

Liderando uma delegação do Amapá com 50 integrantes, o governador Clécio Luís co-preside nesta quinta-feira, 12, em Caiena, capital da Guiana Francesa, a 14ª Reunião da Comissão Mista Transfronteiriça (CMT), que reúne autoridades do Brasil e da França para tratar de avanços para ambos os povos. O evento iniciou na quarta-feira, 11, e ao lado do diretor do Departamento de Europa do Itamaraty, Flavio Goldman, o chefe do Executivo do Amapá exaltou os avanços já obtidos com a retomada da cooperação, desde 2023.

“Esta CMT vive um momento muito produtivo para os dois lados. Tudo aqui nos une, e as barreiras que existiam e que eventualmente ainda existem vão sendo superadas uma a uma, para a felicidade dos nossos povos. Fizemos muito em apenas dois anos, saindo da estagnação para a esperança e do silêncio para o diálogo. Se conseguimos tanto em tão pouco tempo, imagine o que seremos capazes de realizar ainda nos próximos anos, sendo fiéis à escuta e ao respeito mútuo. A fronteira não é um fim em nada, a nossa fronteira é o começo de tudo”, afirmou o governador.

O Brasil e a França possuem uma fronteira em comum, por meio do rio Oiapoque, que divide os territórios do estado do Amapá, no Norte do Brasil, com a Guiana Francesa. A proximidade entre os povos, os desafios que se impõem e as soluções vivenciadas na região geraram a criação da CMT, um diálogo diplomático em prol da paz, da dignidade e, sobretudo, do desenvolvimento de ambas as populações.

Em Caiena, 14ª Reunião da CMT celebra isenção da obrigatoriedade do visto para brasileiros entrarem na Guiana Francesa
Em Caiena, 14ª Reunião da CMT celebra isenção da obrigatoriedade do visto para brasileiros entrarem na Guiana Francesa
Foto: Max Renê/GEA

Participam da 14ª CMT secretários do Governo do Amapá, lideranças políticas, lideranças regionais e representantes da sociedade civil para debater e alinhar ações conjuntas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico da faixa de fronteira. Do lado brasileiro, a mesa é copresidida pelo governador Clécio Luís e pelo diretor do Departamento de Europa do Itamaraty, embaixador Flavio Goldman. Do francês, a mesa é copresidida pelo diretor adjunto das Américas e do Caribe no Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jèrôme Audin, e pelo prefeito da Guiana, Antoine Poussier.

“As visitas recíprocas dos presidentes Macron e Lula, em 2024 e 2025, empreenderam um novo dinamismo à nossa parceria estratégica, que reforçaram a excelência de nossa cooperação bilateral, cujo reflexo mais tangível e humano se dá exatamente aqui na Guiana Francesa e no nosso Amapá. Temos plena convicção de que esta edição da CMT estará à altura do êxito da visita presidencial, e de que a regularidade dos nossos encontros será chave para avanços concretos e duradouros”, citou o embaixador Goldman.

Comissão Mista Transfronteiriça (CMT) trata de avanços para o Brasil e França
Comissão Mista Transfronteiriça (CMT) trata de avanços para o Brasil e França
Foto: Max Renê/GEA

Para os amapaenses, o encontro ocorre em momento de grande celebração pelo mais relevante avanço da cooperação, anunciado no dia 5 de junho pelo presidente francês, Emmanuel Macron: a isenção da obrigatoriedade do visto para brasileiros entrarem no território da Guiana Francesa.

“Com emoção, celebramos a decisão histórica da isenção do visto, gesto que eu gostaria de nominar como ‘a ponte definitiva’. Agora, sim, a ponte que liga a Guiana Francesa e o Amapá foi concluída definitivamente, não só na sua estrutura física, mas na sua estrutura humana. Como diz um empresário de Oiapoque, a queda da exigência do visto equivale à queda do Muro de Berlim, na Alemanha, que separava dois povos irmãos. Para nós tem essa relevância”, evidenciou Clécio Luís.

Em 2024, a 13ª reunião da CMT foi realizada em Macapá e durante três dias de atividades debateu e encaminhou mais de 20 medidas de cooperação, como a ampliação das permissões de trânsito na Ponte Binacional, em Oiapoque, a criação de escolas bilíngues e a implementação de um Centro de Cooperação Policial entre as fronteiras.

Comissão Mista Transfronteiriça

Criada a partir do Acordo de Cooperação Brasil-França de 1996, a CMT é o principal mecanismo bilateral para tratar temas de interesse mútuo nas áreas de saúde, educação, meio ambiente, segurança, cultura e relações comerciais. A iniciativa reconhece e estimula a atuação paradiplomática, conforme previsto no Artigo 2º do protocolo adicional ao Acordo-Quadro de Cooperação sobre Cooperação Descentralizada, firmado em 2008 e promulgado pelo Decreto nº 9.139, de 2017.

Representante da CTG, Thibault Lechat-Vega elogiou empenho do Amapá para a cooperação
Representante da CTG, Thibault Lechat-Vega elogiou empenho do Amapá para a cooperação
Foto: Max Renê/GEA

“Nossa missão é clara: fazer da fronteira uma ponte, não uma linha de divisão, promover o que temos em comum, respeitando nossas diferenças, e construir um relacionamento forte e duradouro, que sirva o nosso povo. Na Guiana Francesa, acreditamos nesta cooperação. Temos muito a construir juntos”, disse, em português, o representante da Coletividade Territorial da Guiana (CTG), Thibault Lechat-Vega.

Após um intervalo de quatro anos sem reuniões, a CMT foi retomada em 2023 na cidade de Caiena, na Guiana Francesa, com a presença do governador Clécio Luís. O encontro ocorre alternadamente entre o Brasil e a França, e em 2024, o estado brasileiro voltou a ser sede da comissão, demonstrando seu protagonismo na agenda internacional e o compromisso com a integração regional.

Sebrae e GEA articulam parcerias comerciais na Ilha de Guadalupe

Representantes do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae) e do Governo do Estado do Amapá (GEA), participam de missão institucional na Ilha de Guadalupe, território francês ultramarino localizado no Caribe. O objetivo é ampliar conexões internacionais e promover a inserção de pequenos negócios do estado no mercado exterior. A ação foi realizada em parceria com a Secretaria de Relações Internacionais e Comércio Exterior do Estado do Amapá (Amapá Internacional).

A comitiva foi recebida pelo diretor-geral Omer Baboulal e pela gerente de internacionalização Jenna Bogat, ambos da Câmara de Comércio e Indústria da Ilha de Guadalupe (CCI IG), entidade responsável por apoiar o setor produtivo local. A reunião teve como foco o fortalecimento de relações institucionais e o avanço em estratégias de cooperação econômica com o Amapá.

Durante o encontro, a superintendente do Sebrae, Alcilene Cavalcante, apresentou os resultados da última edição da Feira Binacional de Oiapoque, que movimentou R$ 5 milhões em negócios com a Guiana Francesa; além de formalizar o convite para que empresas guadalupenses participem da próxima edição.

“Essa é uma agenda estratégica que amplia a presença do Amapá no cenário internacional, ao mesmo tempo em que oferece novas oportunidades para as nossas pequenas empresas. Estamos falando de cooperação, de troca de experiências e de abertura de mercados”, disse a superintendente, Alcilene Cavalcante.

Consulado

A visita institucional também contou com o apoio da Consulesa Honorária do Brasil em Pointe-à-Pitre, Maria Luiza Vitalis. “Estou muito feliz com esta visita da comissão do Sebrae e do Governo do Estado do Amapá, que está abrindo novas oportunidades de aproximação entre Guadalupe e o estado. O projeto me parece bastante interessante e vai criar várias oportunidades de trocas, tanto comerciais como culturais”, destacou a Consulesa, Maria Luiza Vitalis.

GEA

A coordenadora de Comércio Exterior do Governo do Estado do Amapá, Larissa Diniz, reforçou a importância da agenda para o fortalecimento da integração regional. “Temos essa missão de prospectar negócios, promover a Feira Internacional de Oiapoque e retomar relações comerciais que já foram iniciadas. Guadalupe está se tornando um hub logístico importante, o que favorece a conexão entre o Amapá, as ilhas do Caribe e a Guiana Francesa”, afirmou Larissa Diniz.

Para o diretor de administração e finanças do Sebrae, Marcell Harb, a aproximação com Guadalupe representa uma oportunidade estratégica. “Estabelecer uma conexão sólida com esse território é abrir novas fronteiras para os negócios amapaenses. Guadalupe é um elo direto com o sistema europeu e tem uma economia dinâmica, especialmente nos setores de serviços, turismo, agricultura e indústrias leves”, explicou o diretor Marcell Harb.

O encontro permitiu o compartilhamento de boas práticas sobre desenvolvimento local, bioeconomia, inovação e qualificação empreendedora. A expectativa é que a missão resulte em futuras parcerias técnicas e comerciais com foco na internacionalização de Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP).

A missão também contou com a participação do gerente de Mercados e Internacionalização do Sebrae, Rômulo Brasão; e da técnica da Amapá Internacional, Bianca Soares.

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação

Governo do Amapá nomeia especialista para fortalecer políticas da nova matriz econômica de petróleo e gás

Antônio Batista Ribeiro Neto é o novo diretor de Atração de Investimento da Agência Amapá.

Entre as iniciativas contínuas em preparação ao novo cenário da indústria do petróleo e gás no Amapá, o governador do Estado, Clécio Luís, anunciou nesta sexta-feira, 6, a nomeação de Antônio Batista Ribeiro Neto para o cargo de diretor de Atração de Investimento da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá). A medida reforça as estratégias da gestão para impulsionar o avanço da economia local alinhado à preservação ambiental.

A nomeação foi incentivada pelo presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, considerando a vasta experiência do servidor, com atuação em diferentes cidades e funções, para contribuir diretamente com o fortalecimento do Amapá para receber a nova matriz econômica, que é o petróleo da Margem Equatorial.

Perfil do nomeado

Antônio Batista, de 52 anos, é professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com especialização em projetos de desenvolvimento e com a certificação global em Gestão de Projetos (Project Management Professional). O executivo é referência no mercado, sendo um dos principais consultores do Brasil na área do petróleo e gás. O profissional também já atuou como gerente de Petróleo e Gás do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio de Janeiro (Sebrae/RJ).

Edital de seleção para doutorado em Estudo de Fronteiras é publicado

Programa de Pós-Graduação em Estudos de Fronteira (PPGEF), da Universidade Federal do Amapá (Unifap), abriu inscrições para a seleção da primeira turma do seu doutorado profissional, com ingresso previsto ainda para este ano.

O edital, publicado no site oficial do programa (www2.unifap.br/ppgef), oferece 12 vagas, com reserva para candidatos que se enquadrem nas políticas de ações afirmativas. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente on-line, até o dia 22 de junho. A área de concentração do PPGEF é Fronteira e Sociedade, estruturada em duas linhas de pesquisa: Estado, Fronteira e Políticas Públicas; e Cultura, Sociedade e Fronteira.

Confira o edital de seleção

Link para inscrição

Cada candidato(a) concorre às vagas ofertadas por orientadores previamente definidos no edital. O processo seletivo será realizado em três etapas, todas de caráter eliminatório e classificatório: análise do projeto de pesquisa, entrevista e avaliação do currículo. Podem participar da seleção brasileiros e estrangeiros com diploma de mestrado reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 18 de julho de 2025. Outras informações, incluindo o cronograma completo e detalhes sobre documentação exigida, estão disponíveis no edital publicado no site do PPGEF.

Processo Seletivo do Doutorado Profissional em Estudos de Fronteira
Inscrições até 22 de junho de 2025, por meio do link de inscrição. Sem taxa de inscrição. Público-alvo: brasileiros e estrangeiros com diploma de mestrado.

Governo do Amapá realiza mais de 600 atendimentos no primeiro dia de atividade itinerante do Super Fácil das Águas, em Mazagão

Serviços de cidadania e inclusão estão disponíveis para as comunidades no Super Fácil das Águas.

O Governo do Amapá iniciou os serviços itinerantes do Super Fácil das Águas após o lançamento realizado pelo governador Clécio Luís. Neste domingo, 8, a unidade fluvial realizou mais de 600 atendimentos na comunidade de Açaituba, no município de Mazagão, e a previsão é que a embarcação até o próximo sábado, 14, beneficie 1,5 mil famílias em mais quatro localidades.

As atividades são coordenadas pelo Sistema Integrado de Atendimento ao Cidadão (Siac/Super Fácil). Entre os serviços ofertados, estão emissões das carteiras de Identidade Nacional (CIN), do Sistema Único de Saúde (SUS), de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), de Deficiências Ocultas e também do Cordão de Girassol.

Atendimento realizado pela Secretaria de Estado da Juventude no Super Fácil das Águas

Entre os beneficiados está Carla Farias, que estava acompanhada do pai, Carlos Farias. A mãe registrou o filho Tiago, de 7 meses, pelas mãos da Defensoria do Estado (DPE).

“Fiquei feliz de poder registrar meu bebê, pois se não fosse dessa forma, teria que ir à capital e existem custos. Consegui fazer tudo por aqui e fomos super bem atendidos diretamente pela defensora pública do Estado, doutora Camila Freire”, afirmou Carla.

Carla e Carlos registraram Tiago na Defensoria Pública do Estado

No serviço itinerante, também estão sendo ofertados atendimentos das secretarias de Estado da Assistência Social (Seas), de Políticas para Mulheres (SEPM), da Educação (Seed), da Juventude (Sejuv), da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) e da Prefeitura Municipal de Mazagão (PMMZ), além das defensorias públicas do Estado (DPE) e da União (DPU) com o apoio do Centro de Gestão da Tecnologia da Informação (Prodap), da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), da Polícia Militar do Amapá (PM-AP) e do Corpo de Bombeiros do Amapá (CBM-AP).

Comunidades próximas a Açaituba, como Rio Bispo, Capitão, Salmo 23, Irapi, Adonai, Santana e Deus Proverá, também foram beneficiadas. A diretora-geral do Super Fácil, Renata Apostolo, falou do início do projeto que será apresentado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), em novembro.

“Nesta semana, estamos levando cidadania para Açaituba e diversas outras comunidades mais distantes. Nossa unidade fluvial está pertinho da população, levando atendimento humanizado e serviços essenciais. Esse é o Super Fácil das Águas”, finalizou Renata.

Atendimento médico humanizado para a comunidade de Açaituba durante o Super Fácil das Águas

O projeto itinerante está entre os programas prioritários da gestão do governador Clécio Luís, e foi validado durante a construção do Planejamento Estratégico Estadual do Governo do Amapá, realizado em 2023.

O Super Fácil das Águas leva ação, emoção e esperança para povos originários da Amazônia. Líder comunitário, o pastor Ailton Pereira, da Igreja Assembleia de Deus – Congregação Vau de Jaboque, frisou a importância da chegada da unidade de atendimento fluvial.

“Estou aqui na comunidade desde 2019, mas sei que se for para outros lugares, deixei um legado nesses rios, e assim funciona com o Super Fácil das Águas. Então, para minha família e toda Açaituba, é um momento de agradecer”, disse Pereira.

Espaço TEAcolho alegra crianças da comunidade durante atendimento

Nesta segunda-feira, 9, a unidade móvel fluvial chega na comunidade de Ariramba. Confira o cronograma de atendimento da primeira semana do Super Fácil das Águas:

  • Segunda-feira, 9 e terça-feira, 10
    – Atendimentos na comunidade de Ariramba e comunidades adjacentes de Ajuruxi, Rio Arraia, Rio Mulato, Rio Carneiro, Rio Capitão, Rio Arapi e Rio Tambaqui;
  • Quarta-feira, 11, e quinta-feira, 12
    – Atendimentos na comunidade de Vila Maranata e comunidades adjacentes de Ajuruxi, Maracá, Curuçá, Braço do Ajuruxi, Furo do Maracá, Escadinha, Ilhas do Pará, Afuá e Gurupa;
  • Sexta-feira, 13
    – Atendimentos na comunidade de Rio Navio e comunidades adjacentes de Baixo Maracá, Rio Urubu, Maracá Mirim, Rio Três Irmãos e das Ilhas do Pará;
  • Sábado, 14
    – Atendimentos na Foz de Mazagão Velho e nas comunidades adjacentes de Rio Preto, Urubuena, Rio Mutuacá, Igarapé Grande e Espírito Santo.

Moda autoral amazônica impulsiona economia criativa na 9ª edição do Modamazon

Evento ocorre de 13 a 15 de junho, na sede do Sebrae no Amapá com entrada gratuita e programação aberta ao público


O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae) recebe no período de 13 a 15 de junho, a 9ª edição do Modamazon, com o tema ‘Amazônia, Terra da Diversidade e dos Saberes’. Criado em 2018, o evento conecta estilistas, designers de acessórios e artesãos em um movimento de valorização da identidade amazônica por meio do vestuário. O Modamazon, ocorrerá na sede da instituição, com entrada gratuita e programação aberta ao público.

Segundo a gestora de projetos do Sebrae, Thaís Viero, para a edição 2025, os criadores e modelos participantes passaram por um período de preparação, com capacitações para fortalecimento técnico e criativo, que abordaram desde metodologia e gestão em design aplicado à moda até expressão corporal e fotografia de moda.

“Outra novidade é a parceria estratégica com a Universidade Estadual do Amapá (Ueap), onde acadêmicos do curso de Design atuaram diretamente na cocriação de produtos, promovendo a integração entre a formação acadêmica e a prática empreendedora”, disse Thaís Viero.

O Line-up (desfile) deste ano reúne 21 marcas autorais que representam diversos estilos e segmentos da cadeia fashion, como moda festa, casual, afro, praia, sustentável, artesanal e acessórios. Entre os destaques, participam criadores de estados da Amazônia Legal e da Guiana Francesa, para consolidar o evento como polo de intercâmbio criativo transfronteiriço.

O Modamazon é uma realização do Sebrae no Amapá e do Coletivo Modamazon.

Programação

Abertura/Painel – A importância de se desenvolver moda na Amazônia

Data: 13.6.2025 – Sexta-Feira

Horário: 19h30

Local: Sede do Sebrae – Auditório Campos do Laguinho

Evento fechado para convidados

Exposição e Comercialização

Data: 14 e 15.6.2025 – Sábado e Domingo

Horário: 17h às 23h

Local: Sede do Sebrae – Estacionamento

Aberto ao público

Line-up – Desfiles

Data: 14.6.2025 – Sábado

Luz do Oriente

Driko Peixoto Underwear

Naza Artesanato

Stylo Afro

Irene Gama

Alcimara Braga (Belém)

Crochê da Amazônia

Leilane Isacksson & Art’s Marias

Mamzelles Sampson (Guiana Francesa)

Rony Alencar

Desfiles

Data: 14 e 15.6.2025 – Sábado e Domingo

Horário: 19h30

Local: Sede do Sebrae – Salão de Eventos Macapá

Aberto ao público

Data: 15.6.2025 – Domingo

Alika Brand

Stanley Fortuné

Carmen Luz

Patricinha

Floresta em Fios & Edna Carvalho Biojóias

Evershine (Guiana Francesa)

Crochê de Crioulla

Manos e Manas Marajoara (Marajó)

Sol Artes & Instituto Iana’ka

Artes Paxiúba

ST Amazon & Coletivo Calçoene.

 

Sebrae no Amapá / Unidade de Marketing e Comunicação

Governo do Amapá avança na gestão da saúde pública com implantação do Centro de Inteligência do SUS

O evento aconteceu em um cinema de um shopping no Centro de Macapá.

Como parte das iniciativas que priorizam a saúde pública como imediata e inegociável, o Governo do Amapá deu mais um passo importante para aprimorar a gestão e a tomada de decisões por meio da coleta, análise e interpretação de dados. Na segunda-feira, 9, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) realizaram a “Oficina de Construção do Centro de Inteligência de Gestão Estadual do SUS (Cieges)”. O evento aconteceu em um cinema de um shopping no Centro de Macapá.

O Cieges é uma plataforma virtual desenvolvida e disponibilizada pelo Conass, que reúne informações e painéis interativos com o objetivo de facilitar o acesso a dados que subsidiam a tomada de decisões na gestão do SUS. A plataforma conta com painéis de acesso público e painéis restritos. Os públicos podem ser consultados livremente, enquanto os restritos exigem o preenchimento de um breve formulário com a justificativa do uso e o painel desejado.

Nair Mota, secretária de saúde do Estado”Essa iniciativa do Conass chega ao nosso estado como um avanço na nossa gestão. Com ela, podemos monitorar melhor nossa rede de atendimento e oferecer devolutivas mais rápidas, com decisões mais ágeis”, afirmou Nair Mota, secretária de Estado da Saúde.

A oficina promoveu a construção coletiva de estratégias para fortalecer o uso de informações epidemiológicas, estatísticas e estudos sobre a saúde pública. Por meio de painéis dinâmicos, de acesso ágil e eficiente, será possível facilitar o monitoramento e a avaliação de dados específicos, aumentando a efetividade das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS) no Amapá.

Sandro Terabe, representante do Conass”O Conass já vem desenvolvendo esse trabalho, apoiando os estados na organização de seus dados. Assim, conseguimos ter uma visão geral do que está acontecendo em cada unidade da federação, subsidiando a tomada de decisões. Atualmente, 10 estados já utilizam o sistema, e agora o Amapá está se preparando para sua implementação”, destacou Sandro Terabe, representante do Conass.

Cadastro dos participantes da oficinaA plataforma foi apresentada pelo setor de tecnologia da Sesa em conjunto com representantes do Conass. Foram demonstrados o funcionamento do sistema, os tipos de dados que devem constar na plataforma e a dinâmica de uso. Estiveram presentes gestores e técnicos da Sesa, Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), Centro de Gestão da Tecnologia da Informação (Prodap), Fundação de Saúde Amapaense, Instituto de Hematologia e Hemoterapia (Hemoap), Centro de Reabilitação (Creap), Hospital Universitário da Unifap (HU-Unifap) e equipes da rede hospitalar estadual.

João Bosco, coordenador de tecnologia da Sesa”Trabalhamos por um ano para entender como o sistema funciona, visitamos outros estados e agora chegou o momento de apresentar esse avanço tecnológico aos participantes. Com ele, teremos acesso ágil aos dados da saúde, centralizando informações em uma única plataforma”, explicou João Bosco, coordenador de tecnologia da Sesa.

A implantação do Cieges contará com a participação ativa de gestores e técnicos dos principais órgãos da rede estadual de saúde.

Cassia Klein, secretária adjunta de Atenção à Saúde da Sesa”Com esse novo passo, estamos criando um painel único, com todas as informações da nossa rede de assistência em saúde. Isso nos permitirá mapear todos os pontos de atenção e obter respostas mais rápidas”, finalizou Cassia Klein, secretária adjunta de Atenção à Saúde da Sesa.

‘Descentralizar e construir consensos’, diz governador do Amapá em encontro que orienta escolhas estratégicas do país até 2050

Governador Clécio Luís com o ″Atlas Solar″, um dos estudos que mostra o potencial produtivo do Amapá.

O Amapá foi sede do seminário “Diálogos para a Construção da Estratégia Brasil 2025-2050”, parte da série de encontros regionais que visam formular um plano nacional de desenvolvimento para os próximos 25 anos. A programação aconteceu na segunda-feira, 9, no Teatro Senai, em Macapá.

Na abertura do evento, o governador Clécio Luís destacou que a iniciativa reconhece o papel do estado mais preservado do país como referência para o futuro. O seminário reuniu propostas e visões voltadas a orientar as escolhas do Brasil diante dos desafios e oportunidades na Amazônia.

Governador Clécio Luís destaca o papel do Amapá como referência para o futuro durante a abertura do seminário
Governador Clécio Luís destaca o papel do Amapá como referência para o futuro durante a abertura do seminário
Foto: Max Renê/GEA

“Estamos à disposição para integrar todas as informações necessárias para um bom planejamento e para que o Amapá faça parte desse desenvolvimento. A ideia é planejar de forma descentralizada, mas, ao mesmo tempo, construir um centro de decisões aqui, de forma compartilhada. Quando conseguimos construir consensos, avançamos em uma estratégia eficaz para o futuro”, afirmou Clécio Luís.

Promovido pelo Governo do Amapá e o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), o encontro debateu temas como superação das desigualdades, transição demográfica, crescimento sustentável, competitividade produtiva e mudanças climáticas. Participam representantes dos governos, do setor produtivo e da sociedade civil.

Evento reúne representantes de governos, setor produtivo e sociedade civil
Evento reúne representantes de governos, setor produtivo e sociedade civil
Foto: Max Renê/GEA

A secretária nacional de Planejamento, Virgínia de Ângelis, reforçou que a estratégia não busca oferecer respostas prontas, mas sim um processo coletivo, construído com integração entre os entes federativos para enfrentar desafios e aproveitar oportunidades.

Secretária nacional de Planejamento, Virgínia de Ângelis
Secretária nacional de Planejamento, Virgínia de Ângelis
Foto: Max Renê/GEA

“Cada região, cada estado, cada cidadão e cidadã precisa se enxergar nessas respostas para que a estratégia tenha legitimidade, continuidade e sustentabilidade nos próximos anos. Estamos cansados de planos que não geram efeitos. Esta estratégia não é uma panaceia, mas sim um processo. Estamos mudando a forma de pensar e planejar o país, resgatando o planejamento estratégico como ferramenta real para construir o futuro que queremos”, concluiu.

De acordo com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, o planejamento a longo prazo permite seguir um caminho definido, que pode e deve ser ajustado com base em avaliações, medições e correções, principalmente ao tratar da realidade amazônica, que geralmente não tem suas peculiaridades inseridas nos processos de planejamento nacional.

Ministro Waldez Góes
Ministro Waldez Góes
Foto: Max Renê/GEA

“Para a gente da Amazônia, se nós não brigarmos por isso, se nós não participarmos, se nós não nos incluirmos, vamos viver mais um século como uma região à mercê de uma estratégia que às vezes é concentrada muito em um, dois, três estados. Vamos aproveitar a visão do presidente Lula, vamos aproveitar a liderança da ministra Simone Tebet, que está ouvindo o Amapá, todos os governos, todas as bancadas, todos os estados, todos os segmentos da sociedade civil”, enfatizou Góes.

Público presente acompanha atentamente as discussões sobre crescimento sustentável e competitividade produtiva na Região Norte
Público presente acompanha atentamente as discussões sobre crescimento sustentável e competitividade produtiva na Região Norte

Sebrae e Petrobras realizam parceria para impulsionar micro e pequenas empresas no setor de petróleo e gás

O acordo facilita o acesso de empreendedores às oportunidades de fornecimento da companhia e impulsiona inovação, desenvolvimento regional e geração de empregos em todo o país.


O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), firmou um protocolo de intenções com a Petrobras para fortalecer as cadeias de suprimentos regionais e ampliar oportunidades para pequenos negócios. A iniciativa facilita o ingresso de fornecedores locais ao processo de contratação da estatal, por meio de ações de qualificação, inovação, acesso a crédito e práticas sustentáveis. O acordo foi realizado em 9 de junho, em Brasília, na capital do país. No Amapá, essa parceria reforça as ações do Sebrae no estado, que amplia sua atuação para inserir empreendedores locais na cadeia produtiva de petróleo e gás.

O presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Amapá (CDE), Josiel Alcolumbre, destacou que por meio da nova parceria com a Petrobras, os negócios amapaenses terão ainda mais oportunidades de crescimento e integração ao mercado energético.

“Com profissionais preparados para atender a indústria de petróleo e gás, mais empregos são gerados, a renda circula dentro do estado e a economia se fortalece. Isso beneficia pequenos negócios, empreendedores e toda a sociedade, impulsionando o desenvolvimento regional”, afirmou o presidente Josiel Alcolumbre.

Capacitação

O Sebrae está desenvolvendo um projeto para capacitar empresas interessadas em atuar como fornecedoras na cadeia produtiva de petróleo e gás. A iniciativa ainda está em construção, mas a ideia inicial é preparar os negócios para o mercado B2B (Business to Business), um modelo de negócio em que o cliente final é outra empresa, e não uma pessoa física. Esse modelo exige qualificações específicas para atender aos padrões de grandes fornecedores, incluindo requisitos de segurança, saúde, meio ambiente e normas técnicas e legais.

Pequenos negócios ligados à fase inicial da exploração, como hospedagem, alimentação, locação de máquinas e mão de obras serão os primeiros impactados, e à medida que o projeto avançar, a demanda por novos fornecedores cresce, tornando a cadeia de suprimentos mais complexa e diversificada.

Desenvolvimento

A instituição investe cada vez mais na capacitação e na articulação com grandes empresas do setor de petróleo e gás para fortalecer a presença do Amapá na indústria nacional. Em parceria com o Governo do Estado do Amapá (GEA), o Sebrae promoveu o evento estratégico Inova Amazônia Summit, onde foi elaborada a Carta da Amazônia, que propõe a união entre saberes ancestrais e ciência, com investimentos em infraestrutura para fomentar a sociobioeconomia e transformar a cadeia produtiva de petróleo na região.

Participou do Bahia Óleo, Gás e Energia 2025, um dos principais fóruns do setor no Norte e Nordeste. Além disso, o presidente, Josiel Alcolumbre, realizou visitas técnicas no Rio de Janeiro para estreitar parcerias com empresas referência, como Companhia Brasileira de Offshore (CBO) e nas empresas Nitshore e Nitport.

Sebrae no Amapá/Unidade de Marketing e Comunicação