Aperte o Play: e assista o vídeo animação da música “4 de Fevereiro”, de Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes. #Macapá264anos

Os compositores Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes homenageiam a  cidade de Macapá, com a música “4 de Fevereiro”. Macapá completa 264 anos nesta sexta-feira, 4.

4 de Fevereiro


No teu aniversário quis te dar um presente, mas faltou numerário. Fiquei descontente. Quis te dar um rosário feito de tua semente e um confessionário pra ouvires tua gente.


No teu aniversário eu chorei pra diacho, sobre o teu calendário cujo a foto é um riacho. Que com o choro diário de olhos tão lassos, vazou do calendário escorreu mar abaixo.


Pus os pés no teu chão e pisei mundo inteiro, eu e meu violão, é! Pra que dinheiro. Com a tua proteção, José Marceneiro, chama-se essa canção 4 de fevereiro.


No teu aniversário eu baixei o meu facho, quase que solitário, meio que cabisbaixo, mas teu rio solidário me disse “ô macho, pra quê numerário, dê-lhe um Marabaixo”.

 

Macapá das nostálgicas festas de aniversário da Confraria Tucuju

Era um aniversário muito esperado, e invariavelmente chovia no dia 4 de fevereiro em Macapá, o que criava uma atmosfera inesquecível, poética e apropriada na capital do Amapá, que em tupi-guarani significa “lugar da chuva”. O cheiro de terra encharcada, folhas verdinhas, perfume doce das últimas mangas caídas na rua, nuvens acinzentando o céu e os pedidos para que São José trouxesse o sol pra festa ficar mais bonita. No centro velho de Macapá, a movimentação começava na madrugada, com a montagem do quilométrico bolo confeitado, feito por dezenas de padeiros e confeiteiros, os canhões e fogos preparados para a alvorada, e as ruas no entorno da Igreja Matriz fechadas e vigiadas, até os primeiros sinais do amanhecer do dia.

Assim começava a programação da Confraria Tucuju para festejar o aniversário de Macapá. Uma festa única, popular, para todos, sem diferença entre autoridades e povão, festa das crenças, da tradição, da história, do pioneirismo, da memória, do jovem, do idoso, da criançada, do famoso, do anônimo, do dono da concessionária, do ambulante, do padre, do pai de santo, do marabaixo, do brega, e tantos outras distinções que se uniam, diluindo o antagonismo em linhas paralelas no Largo dos Inocentes, ou Formigueiro, cenário protagonista dessa história iniciada há 264 anos.

Os boêmios que iniciavam as comemorações no dia anterior para ver o dia nascer eram os primeiros a chegar, com o rosto amanhecido, pele amarrotada pelos vincos das tantas gargalhadas e histórias contadas na madrugada, e já marcavam seu lugar na fila do bolo. Acordados pelos canhões e fogos da Fortaleza de São José, a cidade se arrumava para a missa na catedral antiga, chegavam com a roupa de domingo, cheiro de alfazema, alinhados, penteados, senhores e senhoras, o governador, o prefeito, as damas, as marabaixeiras, a professora, o jornalista, a dona de casa, o agricultor, o juiz, e sentavam entre cumprimentos e acenos, quem tinha alguma mágoa ou inimizade, já esquecia, porque naquele dia estava selada a paz, e nada mais importava que não ser celebrar o aniversário de Macapá.

Na hora dos parabéns, após a missa, as roupas ainda estavam alinhadas, colarinho engomado, saia esticada, maquiagem e cabelo intactos, algumas sombrinhas para proteger do sol ou da chuva, e a fila já se enrolava pela praça Veiga Cabral pelo Cruzeiro, com pessoas de panela e vasilhas plástica nas mãos, se preparando para o grande momento. A organização inicial dava lugar ao momento que todos sabiam que aconteceria, que era a confusão por causa do bolo, e no final, as roupas engomadas acabavam manchadas de confeito, e o glacê que desenhavam os pontos turísticos de Macapá se desmanchavam nas vasilhas, bocas e camisas, por baixo de críticas, gargalhadas e ironias, e a cena de cinema grotesco ganhava pinceladas de humor pastelão, marcando mais um aniversário de Macapá.

A cena da distribuição do bolo era rapidamente substituída por saias, tambores, flores e chapéu na cabeça, hora do Encontro das Bandeiras dos marabaixos da Favela e Laguinho, quando geralmente a chuva já havia encerrado sua participação especial, e marcava o reencontro das famílias negras que nos anos 40 saíram do centro da cidade para povoar os que hoje são estes bairros tradicionais. No dia 4 de fevereiro era o encontro destas famílias, muitas ligadas por laços de sangue, resgatando da memória as rodas de marabaixo que Mestre Pavão gostava de contar, próximo da Igreja Matriz, quando ainda se jogava a “carioca’, e a molecada fazia a festa junto com os mais antigos, e comiam as “rosquilhas” como lanche especial.

Enquanto as rodas de marabaixo aconteciam, outra roda se formava na Biblioteca Elcy Lacerda, desta vez, para a parte cívica da festa, com os hinos tocados pelas bandas de música, e as autoridades ganhavam um tempinho para dar seu recado, com certa urgência, porque atrás da igreja as famílias de pioneiros já se organizavam embaixo das barracas, formando um grande aglomerado de história, vivência, amizades iniciadas gerações atrás, piadas, muitos risos, fotos, memória, em um só espaço, um eco de felicidade repercutia nos grupos animados, alguns já com cerveja nas mãos, outros com caldo de cana para amenizar a ressaca da noite anterior, as equipes de jornalismo a postos para a cobertura e entrevistas. Pessoal da música, da igreja, aposentados, artistas, políticos, bêbados, senhorinhas, punks, roqueiros, bregueiros, universitários, a artesã que vende camisa, a que faz um vatapá delicioso, o senhorzinho do caldo, o imigrante, o turista, o hippie, o desabrigado, o poeta declamando sua homenagem à Macapá, o fotógrafo fazendo os registros da festa, o guarda municipal que batuca o pé no ritmo da festa, o sambista, a passista, todos imponentes, já se organizando para pegar um bom lugar, de preferência ao lado de um ambulante, para esperar os shows que exaltavam a música regional, sem distinção de estilo, porque era o dia de festejar Macapá.

Almoço dos Pioneiros começava exatamente ao meio-dia, preparado com muito cuidado pela Confraria Tucuju, sem gordura, sem fritura, sem exageros, servido com muito carinho para eles, que formavam a memória viva da nossa cidade. Mas também tinha a vez do povão, que formava as filas para degustar a feijoada preparada pelo Malafaia, que passava a madrugada na beira do fogo temperando a comida que era disputada por todos, que queriam comer antes que os shows começassem, e a frente do palco enchesse de dança e rodopios, de passos estranhos e também cadenciados, sem a obrigação da perfeição, o objetivo era um só: festejar Macapá.

O dia passava, os grupos acabavam e se formavam novamente, pessoas chegava, pessoas iam, a sarjeta ia enchendo de gente sentada, dando beijos nos cachorros de rua, cantando mais que os cantores, um coro enorme de emoções, os bancos do Largo disputados na sorte, ninguém mais sabia quem estava pagando tanta cerveja, depois se descobria que estava saindo do próprio bolso, o menino do bombom já tinha vendido o da semana inteira, o tabuleiro de tapioquinha estava vazio, o chopeiro com a cuba leve e o bolso cheio, água quente, vendedor de balão granado, pés pisados, roupas suadas, novas canções criadas, versos inspirados, passos atrapalhados, voz gaguejante. E os que ainda resistiam desde a manhã, a esta hora estavam com a roupa encardida, com cheiro de chuva secada pelo sol, os cabelos grudados, e disparando as últimas piadas entre soluços e suspiros.

Poucos sabiam, mas quando a noite caia, um grupo saia para levar os últimos pedaços de bolo para quem não pôde ir na festa da cidade, o enfermeiro que estava nos hospitais, o vigilante, o vendedor do ponto fixo na Beira Rio, o policial militar, o gari, todos recebiam sua fatia, e enquanto isso, um batalhão se formava no Largo dos Inocentes, para desmontar o palco, limpar o chão, tirar os confetes presos nas árvores, os banheiros químicos, sob os protestos dos últimos ébrios, com o rosto corado, e o eco dos riso, músicas e conversas ainda presente no ar. Sem dúvida, Macapá teve já suas melhores festa, as mais animadas, com participação de todos, que hoje não passam de lembranças de um tempo que ficou emoldurado, como aquele quadro antigo na parede, que quando a gente olha, os olhos ficam molhados, e a gente se pergunta: porque tudo isso acabou?

Feliz aniversário, Macapá!!!

Mariléia Maciel

Na madrugada de aniversário, Macapá ganha show de Finéias Nelluty, Enrico Di Miceli e Ariel Moura, na rampa do açaí

 

O maestro Finéias Nelluty, o cantor Enrico Di Miceli e a cantora Ariel farão uma apresentação nesta sexta-feira, 4, de fevereiro na rampa do Açaí para celebrar os 264 anos de Macapá, data que é comemorado o aniversário da cidade.

O projeto é idealização de Nelluty e existe desde de 2019. A apresentação começa às 5h30 da manhã com o nascer do sol e de fundo o majestoso rio Amazonas e segue até às 7h da manhã. Músicas, como “Vem conhecer Macapá” e outras serão tocadas para homenagear a cidade do batuque e marabaixo.

Aperte o Play: “Meu Endereço”, de Zé Miguel e Fernando Canto. #Macapá264anos

 

Um cantador que traz no coração o amor de sua gente e de sua raiz com a alma cheia de gente da floresta, com o perfume das matas e dos vivos, que tem morada no meio do mundo, onde o seu endereço é bem fácil, na esquina do rio mais belo, o Amazonas, com a linha do equador, bem no meio do mundo. Assim é a música “Meu Endereço” de Zé Miguel e Fernando Canto, que retraTa a cidade de Macapá.

Foto: Lilian Monteiro

O aniversário de Macapá é nesta sexta-feira, 4, de fevereiro, a cidade fará 264 anos.

Meu Endereço

Meu endereço é bem fácil
é ali no meio do mundo
onde está meu coração meus livros
meu violão
meu alimento fecundo

A casa por onde paro
qualquer carteiro conhece
é feita de sonho e linha que brilha
quando anoitece

Na minha casa se tece
mesura na luz do dia
pra afugentar quebranto na hora da fantasia

É fácil o meu endereço vá lá quando
o sol se pôr
na esquina do rio mais belo
com linha do equador

O Amapá que Empreende: “Pin-Up Doll”, a moda retrô e vintage comandada por mulheres

 

As novidades no mundo da moda não param de chegar, mas isso não impede que as combinações mais utilizadas antigamente sejam reaproveitadas e incluídas nos estilos mais atuais. Por isso, a moda retrô, vintage e alternativa está tão presente nas prateleiras da loja Pin-Up Doll e no look de muitos amapaenses.

E hoje, a coluna do “O Amapá Que Empreende” contará a história desse empreendimento que é comandado por Suzane Serique, Natalia Ericeira e Eva Ericeira, mulheres que decidiram ingressar no mercado da moda em julho de 2020, em meio a pandemia. Mesmo diante de dificuldades e algumas incertezas surgiu uma luz, para por em prática um sonho antigo de todas elas, que era ter seu próprio negócio e com produtos que sempre gostaram, como estilo retrô.


Natália Ericeira disse que elas sempre tiveram amor pela estética retrô e vintage, as pin-ups, as atrizes, filmes antigos. “Com a a Pin-Up Doll tentamos resgatar esse amor pelo passado, mas trazendo uma nova forma de se comunicar, sem ideias retrogradas, livre de preconceitos e com representatividade feminina”, explicou a empreendedora.

A volta das tendências tem uma explicação bem simples: a valorização do gosto e liberdade de cada pessoa. As pessoas estão se aceitando mais, assumindo seus gostos com mais liberdade. Essa busca por aceitação consigo mesma tem muito a ver com essas décadas noventistas.

A década de 80 e 90 está sendo apresentada também nas passarelas do Brasil e do mundo com referências culturais, ligadas à música, cinema e estilo de vida. A moda vintage está fazendo sucesso em desfiles de moda e, principalmente, nas vitrines da loja.

Jornalista Lilian Monteiro também usa as blusas da Pin-Up Dool. Estampa da diva Nina Simone

O segmento escolhido também tem uma explicação mais do que justa como explica Natália. “Por já sermos adeptas e também por termos um círculo de amizades que fazem parte do estilo alternativo escolhemos vender produtos para quem curte a moda alternativa, camisetas com estampas com conteúdo, cultura pop, filme, série, livro, skate, música e, principalmente, empoderamento feminino”, ressalta.

As três empreendedoras foram atrás do sonhos e não tiveram nenhum tipo de consultoria. No começo da pandemia, por conta do isolamento, elas vendiam exclusivamente por entregas ou retiradas, sem contato com o público, a partir da flexibilização dos decretos de lockdown, foi montado um espaço físico, um local que fica na residência delas.

“Agora podemos receber nossos clientes e amigos, onde podem experimentar nossos produtos, ouvir um disco na vitrola, trocar uma ideia. Além de camisetas, agora também vendemos outras peças de vestuário, tênis, meias, agendas, canecas. Estamos planejando abrir a loja física com um espaço maior e também produzirmos nossas próprias estampas, fazer collabs com artistas locais”, contou Natália.

Atualmente as mulheres super poderosas vendem além de camisetas, outras peças de vestuário, tênis, meias, agendas, canecas. E como tem dado super certo, a Pin-Up Doll será expandida para uma loja física, com um espaço maior e também produzirmos nossas próprias estampas, fazer collabs com artistas locais.

Os preços dos produtos: Camisetas, Canecas, Sketchbook R$, 59,90, saias, R$ 125,00 tênis de T$ 159,90 a R$ 299,90.

Quer conhecer os produtos da Pin-Up Doll?
Acesse o Instagram: https://instagram.com/pinupdoll.loja?utm_medium=copy_link

Aperte o Play: “Tô em Macapá”, Nivito Guedes e Sabatião. #Macapá264anos

Composta pelos músicos Nivito Guedes e Sabatião, “Tô em Macapá” virou a queridinha do público quando foi tocada pela primeira vez em um festival em 2008, no aniversário da cidade.

Curiosidade: A canção surgiu por acaso através de uma ligação, quando Nivito Guedes e Sabatião estavam em um dos quiosques da Beira-Rio, próximo ao trapiche Eliézer Levy. O músico conta que a dupla ouviu um turista falando ao telefone sobre as belezas da cidade. E resolveram escrever e musicar a canção.

Tô em Macapá 

Quer saber

Onde eu tô?
Tô no norte do Brasil
Eu tô em Macapá

Dançando marabaixo
Tomando gengibirra
Coisas de nossa origem
Tô falando do curiaú
Tô no trapiche fortaleza e no quebra mar
Saboreando um sorvete de cupuaçú
Eu tô no meio do mundo
Do norte para o sul
Indo pra fazendinha comer camarão no bafo
Na volta rampa santa inês ou praça Zagury
Comer um charque com farinha e açaí

É um paraíso na terra
E nada é iqual aqui
Tenho um amor do lado
Tô apaixonado por ti
Arrepiado quando vejo este teu luar
Alucinado com as ondas desse rio-mar
Sentindo o sol raiando no antigo garapé
A sua benção meu querido São José

MP-AP ingressa com ação contra Prefeitura de Macapá para impedir a realização de eventos de massa

As Promotorias de Defesa da Saúde e da Educação do Ministério Público da Amapá (MP-AP) ingressou, nesta quinta-feira (3), em caráter de urgência, com Ação Civil Pública (ACP) contra Prefeitura de Macapá (PMM), para evitar eventos festivos que gerem aglomeração. A medida é necessária diante do descumprimento, por parte da gestão municipal, de recomendação que visava evitar fatos dessa natureza.

Na ACP, os promotores de Justiça da Saúde, Fábia Nilci e Wueber Penafort, e da Educação, Roberto Alvares, destacam a gravidade do atual cenário epidemiológico do Estado do Amapá e a baixa cobertura vacinal da população acima de 12 anos, atingindo apenas 52,31%, conforme releva Parecer Técnico nº 04/2022 do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COESP).

Além disso, os membros do MP-AP, destacam que, “a partir do início de janeiro de 2022, o somatório provocado pelas aglomerações decorrentes das festas de fim de ano e veraneio e o ingresso da variante Ômicron no país e, provavelmente, no Estado, contribuíram para a explosão de número de casos no AP”.

Diante desse quadro, a Promotoria de Saúde estabeleceu contato frequente com o poder público municipal, dialogando com os gestores, inclusive o próprio prefeito, Antônio Furlan, para pactuar compromissos e medidas preventivas, todas discriminadas na recomendação anteriormente expedida.

“ A recomendação ministerial tinha como MAIOR OBJETIVO, diante da ascendência da curva de casos COVID-19 e Influenza, apontada nos Pareceres do COESP, evitar o colapso no sistema público e privado de saúde nesta cidade”, frisam os promotores.

Por outro, o Município de Macapá, em 31/01, apresentou resposta ao MP-AP, afirmando que não a acataria a recomendação ministerial, principalmente no ponto que diz respeito ao cancelamento de shows e eventos, de qualquer natureza, que favorecesse aglomerações, do período de 24/1 a 6/3/2022.

*Consequências: aumento dos casos de Covid*
Conforme os últimos dados divulgados no parecer do COESP no dia 31/01/2022, as consequências são essas: 1) aumento de 1.042% na média móvel nos novos casos de Covid-19 na última semana; 2)alta de 68,24% no número de pacientes internados pela doença; 3) média diária de procura nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que saltou de 455 para 1.247 por dia (213%); 4) crescimento da taxa de propagação do vírus, de 1,5 para 1,84, ou seja, 100 indivíduos com a doença têm a capacidade de transmitir para outros 184.

“Destaque-se que a imprensa local, há alguns dias, vem noticiando, diuturnamente, a grande procura nas unidades de saúde e centros de atendimento a pacientes covid, existindo, inclusive, dificuldade por parte das Secretarias Municipais de Saúde quanto ao fechamento de escalas de profissionais de saúde, face o elevado número de servidores afastados por estarem acometidos pela Covid-19”, acrescentam os membros do MP-AP.

*Importante reforçar que, somente nas últimas 24h, o número de casos confirmados foi de 1261 (2/02/2022), sendo 625 casos em Macapá e 735 em análise laboratorial; a ocupação de leitos críticos, hoje, está em 76%. Enquanto que, em 02/01/2022, o número de casos confirmados foi de apenas 20, sendo 18 na capital.*

Por tudo o que foi exposto e, diante da ampla repercussão da autorização dada pelo Município para realização show artístico anunciado para esta quinta-feira (3), com perspectiva de público superior a 10 mil pessoas, a Promotoria da Saúde recorreu ao Judiciário para a Prefeitura de Macapá seja obrigada a anular todas as autorizações concedidas às promotoras de eventos visando a realização de shows e festas em locais abertos ou fechados com grande público e não conceda novas autorizações.

Serviço:
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Núcleo de Imprensa
Coordenação: Ana Girlene
Texto: Ana Girlene
E-mail: [email protected]
Contato: (96) 3198-1616

Aperte o Play: “Vem Conhecer Macapá”, de Finéias Nelluty. #Macapa264anos

O cantor, compositor, músico, produtor e maestro amapaense, Finéias Nelluty, fez essa linda música ‘Vem Conhecer Macapá’, para homenagear a capital do meio do mundo. Macapá completa 264 anos nesta sexta-feira, 4, de fevereiro.

Foto: Max Renê

Vem Conhecer Macapá

Vem cá conhecer Macapá, curtir esse lugar que é bom pra se viver. Vem cá da beira rio olhar o amazonas banhar. meu forte São José.

Da Fazendinha aquela vista boa, no Curiaú tem pantanal, lagoa. Vem Marabaixo dançar, vem no Batuque suar. O Marco Zero vem ver, vem ver a banda passar, vem ver, vem ver, conhecer Macapá.

O Laguinho que me deu a mulata pra sambar, passo na Tia Neném pra tomar meu tacacá, chega mais perto e vem provar o meu peixe com açaí, farinha do Pacuí, tempero da Tia Coló, tenho mais pra te mostrar, vem ver, conhecer Macapá.

Cultura e gastronomia amapaense são destaques no programa “Mais Você” da Globo. #Macapá264anos

Macapá completa 264 anos nesta sexta-feira, 4 de fevereiro. E a gastronomia local, a nossa cultura e muitas curiosidades foram destaques no programa matinal ‘Mais Você’, da Globo, apresentado pela Ana Maria Braga. Camarão no bafo, filhote frito, açaí, suco de cupuaçu, camarão empanado, foram feitos pela chef de cozinha, Ivonete Cavalcante que comanda o restaurante Oásis na Fazendinha.

O nosso Marabaixo, patrimônio cultural e imaterial do Brasil também foram mostrados pelo repórter da Tv Amapá, Wedson Castro, cinegrafista, Jorge Júnior. A produção foi do jornalista Ângelo Fernandes.

Confira a matéria completa no link

 

https://globoplay.globo.com/v/10263174/

 

Aperte o Play: “Mercado Central” canção de João Amorim. #Macapá264anos

 

A coluna ‘Aperte o Play’ desta semana celebrará os 264 anos de Macapá e conta um pouco da história da cidade, através de músicas que falam da cultura e do povo tucuju.

A música ‘Mercado Central’ do cantor e compositor João Amorim é que abre a coluna hoje. Ela conta um pouco da história de uma dos símbolos da capital , da cultura amapaense, economia e cartão postal da cidade de Macapá, que tem 68 anos de muita história e tradição. O Mercado foi revitalizado e reinaugurado em 2020, virando um novo Point de cultura e gastronomia.

Mercado Central 

“Manheia”, clareia num ponto perto do equador Abre o Bar do Pedro, vem o trampo cedo, Tem tempero seco, sapateiro e camelô

Ainda na esquina tua farinha me pescou
No Mercado Central eu vejo cada grão do teu desejo, O dia vai e a tarde vem melhor

Luzia anda leve, teu Marabaixo, teu tambor
Serão seu salvador e guia quando o sol do meio dia

Fizer suar a sua tez
Vem vindo olha lá! Três horas em Macapá
Melhor feira nessas beiras não há
E o povo todo lá é gente fina e rala muito

Clareia, “Manhea” num ponto perto do equador
Abre o Bar do Pedro, vem o trampo cedo
Tem tempero seco, sapateiro e camelô
Ainda na esquina tua farinha me pescou
No Mercado Central eu vejo cada grão do teu desejo
O dia vai e a tarde vem melhor

Vem vindo olha lá! Três horas em Macapá
Melhor feira nessas beiras não há
E o povo todo lá é gente fina e rala muito
Conhecidos das florestas que também gostam de festa
O índio Zé, o nego Jô, o Jorge lembra um europeu
Felizes de tão simples como Deus

ONG Carlos Daniel, que ajuda crianças com câncer, precisa de doação

 

A ONG Carlos Daniel, que auxilia crianças em tratamento de câncer e familiares continua precisando de doações que ajudam com hospedagem e tratamento de pacientes que precisam sair do estado. Todo o dinheiro da ONG é arrecadado em eventos beneficentes e com doações das pessoas.

O trabalho da ONG Carlos Daniel existe desde 2015 e pode ser acompanhado através das redes sociais diariamente. Você também pode ser um voluntário fazendo a sua doação, através de transferência Bancária e pix.

Programa vai selecionar profissionais para atuação como bolsista em curso Fic

 

O Instituto Federal do Amapá (Ifap) realiza de 30 de janeiro a 14 de fevereiro de 2022 a inscrição do Processo de Seleção Pública para provimento de vagas e a formação de cadastro reserva de profissionais para a função de professor formador e de equipe multidisciplinar do Programa Qualifica Mais Progredir. Os selecionados atuarão no Curso de Microempreendedor Individual, na modalidade presencial, a ser ofertado pelo Programa a partir de março deste ano em Macapá e em Santana. Leia o edital aqui e faça sua inscrição em breve aqui.

Vagas são destinadas para atuação de professores, pedagogos e apoio administrativo como bolsista do Programa Qualifica mais Progredir em Macapá e em Santana

As inscrições são gratuitas e efetuadas unicamente por meio de preenchimento do formulário eletrônico disponibilizado no endereço https://processoseletivo.ifap.edu.br/concurso. Devem ser anexadas cópias digitalizadas em formato PDF dos documentos listados no Edital. São ofertadas 32 vagas para professor formador, duas vagas para pedagogo e duas vagas para apoio administrativo na condição de bolsistas do programa e segundo o quadro de vagas descrito no edital. Além das vagas imediatas, a seleção vai formar o cadastro reserva, caso seja necessário novas convocações no decorrer da execução do curso.

O processo de seleção ocorre em fase única, de caráter eliminatório e classificatório, na qual serão verificados e analisados documentos e informações fornecidos pelos candidatos exclusivamente por meio do formulário de inscrição, considerando-se também a tabela de pontuação especificada no Anexo IV do Edital.

Os candidatos selecionados para a função de professor formador terão direito a bolsa referente à carga horária total dos componentes curriculares que vierem a ministrar, conforme a matriz curricular do curso. A carga horária semanal para a função de professor formador é limitada a 16 horas por semana, sendo cada hora de 60 minutos. A carga horária semanal para os bolsistas da equipe multidisciplinar será de até 20 horas semanais.

Inauguração da nova Linha Verde (Linha E do KM-9) que vai interligar a rodovia AP-440 até o bairro Parque dos Buritis

 

Nesta terça-feira (1º), às 16h, o presidente da Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Marcelo Moreira, inaugura a Linha Verde (Linha E do Km 9) importante eixo de integração para a mobilidade urbana em Macapá. O governador Waldez Góes (que entrou com o projeto de construção) e o senador Davi Alcolumbre (que articulou os recursos para a obra) também estarão entre as autoridades presentes à inauguração.

A Linha Verde é uma via com cinco quilômetros de extensão, que tem início na rodovia AP-440, indo até o bairro Parque dos Buritis, em Macapá.

A obra cresce em importância porque, além de ser um acesso alternativo à Zona Norte da capital, vai facilitar o escoamento da produção dos agricultores familiares da região. Por esta razão, a obra é considerada valioso vetor de desenvolvimento.

São 5 quilômetros de asfaltamento, drenagem, sinalização horizontal e vertical. A Linha Verde custou quase R$ 6 milhões e os recursos para a sua construção foram articulados pelo senador Davi Alcolumbre.

Serviço

*Data*: 01 de fevereiro de 2022 (TERÇA-FEIRA)
*Horário*: 16h
*Local*: Linha E da rodovia AP 440 no entroncamento das vias.

Secretaria de Saúde de Macapá está sob novo comando

 

Foi anunciada nesta segunda-feira, que a Secretaria de Saúde de Macapá, está com nova gestão. Assume a médica Erica Aranha de Sousa Aymoré, especialista em Pediatria e Neonatologia. Após um ano e um mês, anestosiologista Karlene Lamberg, deixa a pasta.

 

Perfil da nova secretária de Saúde de Macapá

Érika Aymoré é pediatra e neonatologista e acumula experiência de 20 anos nessa área, desse total, 12 anos são no Amapá. Atualmente ela é responsável técnica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da maternidade Mãe Luzia. A nova gestora também é diretora de Práticas Médicas e plantonista da UTI do hospital São Camilo.

Macapá intensifica sinalização de vias da capital com instalação de novos radares

 

A Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac) intensifica a sinalização que delimita a velocidade máxima nas vias de Macapá com a instalação de radares em pontos movimentados da capital. O objetivo é controlar a velocidade de circulação dos veículos, a fim de coibir os excessos, minimizando o risco de ocorrência de acidentes.

Serão instalados 17 radares para fiscalização eletrônica em pontos de grande fluxo de veículos.

A sinalização está sendo implantada em vias arteriais e coletoras da capital. A medida alerta os condutores sobre a existência da fiscalização eletrônica na via. A velocidade máxima permitida para circulação será de 50 km/h.

Com base em estudos técnicos, os radares estão sendo instalados de forma visível, em trechos importantes conhecido pelo grande fluxo de veículos. No total, serão implantados 17 fotossensores que registram imagens de veículos que comentem alguma infração de trânsito, em 70 faixas de rolamento.

Todo o trabalho está sendo desenvolvido por uma empresa especializada, contratada pela CTMac. Ao término da instalação, todos os equipamentos serão aferidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), de acordo com requisitos previstos na Resolução n 798/2020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Os radares estão localizados nas seguintes vias:
• Av. Padre Júlio (em frente ao Exército);
• Av. Padre Júlio com a Rua Paraná;
• Av. Padre Júlio com a Rua Santos Dumont;
• Av. Padre Júlio com a Rua Leopoldo Machado;
• Av. Padre Júlio com a Rua Tiradentes;
• Av. Professora Cora de Carvalho (próximo ao Santuário Nossa Senhora de Fátima);
• Av. Professora Cora de Carvalho com a rua Marcelo Cândia;
• Av. FAB com a Rua General Rondon;
• Av. FAB com a Rua Hildemar Maia;
• Av. FAB com a Rua Hamilton Silva;
• Av. FAB com a Rua Jovino Dinoá;
• Rua Eliezer Levy (próximo à Rua Duque de Caxias);
• Rua Hildemar Maia (próximo à Av. Raimundo Álvares da Costa);
• Rua Claudomiro de Moraes (próximo à Av. Caramuru);
• Rua Jovino Dinoá com a Av. Feliciano Coelho;
• Rua General Rondon (próximo à Av. Ana Nery/Praça Chico Noé);
• Av. Henrique Galúcio com a Rua São José.

Previsão
A previsão para funcionamento efetivo dos radares está prevista para o dia 28 de fevereiro, como explica o diretor-presidente da CTMac, Andrey Rêgo.

‘’É importante dizer que a população será informada sobre todos os procedimentos adotados. Além disso, reduzir os limites de velocidade é uma tendência contemporânea em cidades que priorizam o direito à vida. A intenção é garantir a segurança de todos os usuários, evitando o desrespeito ligados ao excesso de velocidade e, consequentemente, diminuindo o número de acidentes”, exemplifica o gestor.

Ação educativa
Para informar à população sobre os radares e as legislações de trânsito vigentes, a CTMac realizará durante todo o mês de fevereiro uma ação educativa, com a distribuição de informativos.

Aulão Solidário arrecada doações para o tratamento de saúde do jornalista Cliver Campos

Professores de cursinhos preparatórios se uniram para promover um “Aulão Solidário”, em prol do tratamento de saúde do jornalista Cliver Campos, que está internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Emergência do Estado. Cliver passou por uma cirurgia para tratar uma diverticulite no dia 14 de janeiro e precisa de alguns materiais e produtos que o hospital não dispõe.

O Aulão será no próximo domingo, 6, de fevereiro na Central da Matemática, das 9h às 12h, na Rua General Gurjão, n. 151, Centro (3º piso). O valor é R$ 30, 00 e deverá ser transferido para o pix de Cleison Campos, irmão do Cliver. Confira o número do pix: 96981067012.

O professor de língua portuguesa, Diego Morpheu é um dos idealizadores do aulão. “Cliver sempre foi empenhado, concurseiro e uma pessoa do bem, então tivemos essa ideia para ajudar o nosso amigo. Toda ajuda solidária nesse momento é importante”, explicou.

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Professora e alunos da Unifap lançam livros sobre desenvolvimento sustentável e ressacas de Macapá

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) irá lançar no dia 16 de fevereiro os livros “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Tempo de Pandemia: Desejamos um Mundo melhor para 2030” e “Habitação Popular na Amazônia: O caso das ressacas na cidade de Macapá”. A live de lançamento será transmitida às 19h pelo canal oficial da Unifap no YouTube.

Live de lançamento das obras será transmitida dia 16/02 pelo canal oficial da Unifap no YouTube.

O livro “Habitação Popular na Amazônia: O caso das ressacas na cidade de Macapá” traz os resultados da pesquisa de doutorado da autora da publicação, profa. Dra. Bianca Moro, defendida na na Universidade Autónoma de México em 2015. A obra analisa os assentamentos precários da cidade de Macapá conhecidos como ressacas, enfocando a exclusão social e as configurações urbanas que as cidades brasileiras e latinoamericanas têm adquirido. A publicação está disponível em português desde o início de 2020 e seria lançado em março daquele ano, mas o evento foi impossibilitado pela pandemia de covid-19.

“O livro sobre as ressacas é resultado de muitos anos de pesquisa sobre esta temática. O material original está disponível em espanhol de forma gratuita na internet, mas era importante que estivesse em língua portuguesa para contribuir para a continuidade das pesquisas sobre o tema, pois ele contém uma importante investigação de campo que ocupa um capítulo inteiro, no qual constam 13 variáveis que revelam importantes características dessas áreas que envolve habitabilidade, perfil dos moradores, mobilidade, acessibilidade, posse, etc. São informações relevantes para o planejamento urbano da cidade”, observa Bianca Moro.

Bianca Moro desenvolve trabalho com as comunidades em áreas de ressacas há mais de dez anos. Desde 2009 a autora realiza um projeto de extensão na Unifap denominado “Planejando com a comunidade”, que leva alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo a trabalhar nas áreas de ressacas de Macapá. “Esses 12 anos de projeto permitiu dar visibilidade e voz para essas comunidades que estavam “invisíveis” na cidade. Era um verdadeiro tabu falar sobre esse assunto há uma década. Atualmente existe a conscientização de que este tema precisa fazer parte das prioridades nas políticas públicas de moradia para  alcançar o tão almejado direito à cidade”, avalia.

Desenvolvimento Sustentável – A coletânea “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Tempo de Pandemia: Desejamos um Mundo melhor para 2030”, organizada pela profa. Dra. Bianca Moro e por João Dias de Carvalho Júnior, conta com a participação de alunos da graduação de Arquitetura e Urbanismo da Unifap e é resultado da disciplina “Gestão e Políticas Públicas”, ministrada em 2021 pela docente. A publicação está disponível no final desta matéria e no dia do lançamento a obra ganhará também um site.

“Na coletânea escrita com os alunos fomos motivados por um tema que abordamos em sala de aula, o documento “Transformando o nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. Diante desta experiência perguntei: como podemos pensar em um mundo melhor para 2030? Que tipo de projeto você faria para ser incorporado às políticas públicas para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável? Senti uma enorme motivação de todo o grupo, mesmo em um momento difícil, provocado pela pandemia, a vontade e união coletiva prevaleceu”, afirma Bianca Moro.

Segundo a docente, a coletânea permite que as pessoas da área de planejamento de cidade e autoridades públicas saibam o que os jovens pensam sobre o assunto. “A geração do século XXI é diferente dos que foram educados no século XX. Cada pessoa é um indivíduo, nós (professores) temos que descobrir o que eles querem fazer, e qual é o sonho desta pessoa. Temos que configurar um processo para que eles consigam realizar seus sonhos. O sonho do aluno do século XXI é contribuir para o mundo com sua singularidade. A educação na atualidade não pode ser apenas reprodução de conteúdo, mas um guia, um orientador incentivando os estudantes na criação de conteúdo e conhecimento”, adita Moro.

SINOPSES

Habitação Popular na Amazônia: O caso das ressacas na cidade de Macapá – O tema das favelas brasileiras tem sido estudado por muitos investigadores, contudo a Amazônia brasileira, especificamente o estado do Amapá, possui um tipo de produção de habitação popular em áreas úmidas, chamadas localmente de ressacas, que carecem de estudos. Estas são áreas favelizadas onde predominam moradias precárias do tipo palafita, conectadas por pontes de madeira. Grande parte da população que habita esses lugares é originária da região do arquipélago do Marajó. Esse processo de migração foi intensificado com a criação da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana nos anos de 1990.

A presente obra procura investigar e analisar a experiência de moradia popular em Macapá, no marco da política de habitação no Brasil. A moradia popular nessa cidade é analisada desde o enfoque da pobreza, da exclusão social e da forma urbana que têm adquirido as cidades no Brasil e na América Latina. O período analisado abarca o lapso temporal de 1990 a 2015, no qual ocorreu um notável crescimento das ressacas em um contexto de mudanças na Administração Pública ao nível nacional, que se reflete na política de habitação e no papel dos municípios nesses processos urbanos.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Tempo de Pandemia: Desejamos um Mundo melhor para 2030 – Como podemos pensar em um mundo melhor para 2030? Que tipo de projeto você faria para ser incorporado às políticas públicas para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030? Essas perguntas foram feitas a 48 alunos participantes da disciplina Gestão e Políticas Públicas da Universidade Federal do Amapá (Unifap) em janeiro de 2021. Durante um semestre atípico, repleto de dúvidas e dor, os alunos foram orientados a escreverem mensagens para diversos setores da sociedade. Essas mensagens estão nos artigos apresentados nesta coletânea de ideias.

A pandemia trouxe muita tristeza e revelou que a maneira como a humanidade vive é insustentável. O consumismo, a destruição de ecossistemas, a criação de tecnologias de destruição em massa, a falta de empatia e solidariedade têm colocado em risco o planeta. Este livro contém mensagens que surgiram de conversas e debates em uma sala de aula virtual. Os artigos foram escritos como cartas a serem colocadas dentro de uma garrafa lançada no oceano em busca de resgate. Trata-se de uma iniciativa coletiva e local para contribuir para o esforço global da Agenda 2030.

Aperte o Play: ‘Anunciação’ de Alceu Valença

Uma das canções mais populares da música brasileira, “Anunciação” já foi ouvida por muita gente. Entretanto, o que poucos sabem é que ela correu o risco de nunca ter chegado ao público, não fosse por insistência de uma ex-namorada de Alceu Valença.


Anunciação” foi gravada em 1983 para o LP Anjo Avesso. Sua letra incorpora referências ao pensamento político durante a ditadura militar, assim como um misticismo característico das canções do autor. Regravada diversas vezes tanto por Alceu quanto por outros intérpretes, a canção carrega traços típicos da cultura nordestina.

https://youtu.be/OR74idpsweg

Eu cantei esta música na campanha das ‘Diretas, Já’, e diziam que ‘Anunciação’ anunciava a volta da democracia.

 

Anunciação

Na bruma leve das paixões que vêm de dentro
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal
No teu cavalo, peito nu, cabelo ao vento
E o Sol quarando nossas roupas no varal

Na bruma leve das paixões que vêm de dentro
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal
No teu cavalo, peito nu, cabelo ao vento
E o Sol quarando nossas roupas no varal

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
A voz do anjo sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido, já escuto os teus sinais
Que tu virias numa manhã de domingo
 Eu te anuncio nos sinos das catedrais

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Na bruma leve das paixões que vêm de dentro
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal
No teu cavalo, peito nu, cabelo ao vento
E o Sol quarando nossas roupas no varal

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
A voz do anjo sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido, já escuto os teus sinais
Que tu virias numa manhã de domingo
Eu te anuncio nos sinos das catedrais

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais

Ataques a jornalistas e ao jornalismo mantêm patamar elevado e somam 430 casos em 2021

Fonte: Fenaj

Casos de violência contra jornalistas seguem elevados no Brasil, repetindo praticamente os mesmos números de 2020, quando a violência explodiu e bateu recorde. É o que aponta o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2021, publicado anualmente pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), a partir dos dados coletados pela própria entidade e pelos Sindicatos da categoria em todos os estados do Brasil. O relatório foi lançado hoje (27/01), com apoio do Fundo de Direitos Humanos dos Países Baixos, como parte das atividades virtuais do Fórum Social das Resistências.

Em 2021, a Censura ultrapassou a Descredibilização da Imprensa entre os tipos de violência registrados pela FENAJ. O presidente Jair Bolsonaro continua sendo o principal agressor da categoria

O número de agressões a jornalistas e a veículos de comunicação manteve-se nas alturas em 2021 e, pelo segundo ano consecutivo, foi o maior desde que a série histórica começou a ser feita na década de 1990, relata a presidenta da FENAJ, Maria José Braga. No ano que passou, foram 430 casos, dois a mais que os 428 registrados em 2020.

“A continuidade das violações à liberdade de imprensa no Brasil está claramente associada à ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República”, afirma Maria José. Segundo ela, foram repetidos praticamente mesmos números, com acréscimo de detenção e prisões e aumento dos casos de censura.

A censura, segundo ela, chegou a passar a descredibilização da imprensa, violência mais comum nos últimos relatórios, e hoje ocupa o primeiro lugar nos ataques. A categoria descredibilização foi criada em 2019 a partir da própria postura do presidente da República que, desde que assumiu o poder, passou a atacar sistematicamente os jornalistas e os veículos de comunicação. A maioria das censuras foi cometida por dirigentes da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), aparelhada pelo governo federal.

Foram registradas 140 ocorrências de censura, 138 cometidas dentro da EBC. As censuras representaram 32,56% do total de casos, enquanto a descredibilização da imprensa respondeu por 30,46% (foram 131 ocorrências no total).

Além da censura, cresceu também o número de casos de atentados contra jornalistas e de violência contra a organização dos trabalhadores. Foram quatro atentados e oito ataques a entidades/dirigentes sindicais. Nas demais categorias, houve decréscimo, sendo que na maioria a redução registrada foi pequena.

Mas a presidenta acredita que haja subnotificação dos casos, pois muitos profissionais não procuram as entidades de classe com medo de retaliação e também de exposição.

Bolsonaro segue como principal agressor

O presidente Jair Bolsonaro (PL), assim como nos dois anos anteriores, foi o principal agressor, juntamente com outros políticos e seus assessores. Sozinho ele foi responsável por 147 casos (34,19% do total), sendo 129 episódios de descredibilização da imprensa (98,47% da categoria) e 18 agressões verbais.

Para atacar os jornalistas, o presidente da República usou adjetivos como “canalha”, “quadrúpede”, “picaretas”, “idiota”, além de mandar uma profissional calar a boca. Apoiadores do presidente e políticos e assessores também figuram no rol dos principais responsáveis pelos ataques.

Maria José diz que a entidade teme pelo aumento das violências em 2022, ano de eleição, e cobrou a agilização da tramitação pelo Congresso Nacional do projeto de lei de federalização da apuração dos crimes contra jornalistas, na tentativa de combater a violência que cresce ano a ano. A presidenta cobrou também um protocolo de atuação das polícias nos casos de violência contra a categoria e informou que a FENAJ tentou travar essa discussão, sem sucesso, com o Ministério da Justiça.

Homens são maioria das vítimas

Os jornalistas do sexo masculino são maioria entre as vítimas de violência em decorrência do exercício profissional, apesar de a categoria ser constituída majoritariamente por mulheres. Do total de jornalistas vítimas de agressões, 128 são do sexo masculino, o que corresponde a 55,89% do total. Entre as mulheres, 61 (26,64%) foram vítimas de algum tipo de violência, a maioria delas com viés machista e misógino.

Em 40 casos (17,47%) os profissionais não foram identificados ou a violência foi contra equipes, o que não permitiu a classificação por gênero. No entanto, ressalta a presidenta da FENAJ, que as mulheres são as principais vítimas dos ataques virtuais, majoritariamente também com cunho machista e violento. “Os ataques às mulheres têm uma característica peculiar. Elas são atacadas na sua vida vida pessoal, na sua qualidade de mulher, com xingamentos como vagabunda, puta, louca”.

DF é recordista de casos no país

Pelo segundo ano consecutivo, o Distrito Federal, sede do Poder Executivo Federal, foi o recordista de casos, com 150 ocorrências, o que representa mais da metade dos registros (56,90%). Neste quantitativo estão incluídos os 138 casos de censuras registrados na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que tem sede no DF. No total, a Região Centro-Oeste teve 269 casos.

O Sudeste, que durante anos foi o campeão em números de casos de violência contra jornalistas, manteve-se como a segunda região mais violenta para o exercício da profissão, mesma posição ocupada em 2020. Foram 69 ocorrências (23,23% do total). O estado de São Paulo foi o mais violento da região e o segundo em nível nacional, com 45 casos (15,15% do total).

No Nordeste, houve 25 casos de violência contra jornalistas (8,42% do total) e a Bahia foi o estado mais violento.

Na região Sul do país, foram 18 casos de agressões a jornalistas, o que representa 6,06% do total. Entre os estados do Sul, o Paraná registrou o maior número de ocorrências.

A Região Norte mantém-se com menor número de casos de violência contra a categoria. Em 2021, foram 16 ocorrências (5,39% do total), um número a menos do que no ano anterior. O Pará manteve-se como o mais violento da região

As tentativas de descredibilização da imprensa por meio de ataques a veículos de comunicação e a jornalistas, por serem genéricas e generalizadas, não foram divididas por região/estado.

Agressões verbais e físicas apresentam redução

A maior redução em termos de números absolutos foi na categoria agressões verbais, com 18 casos a menos, em comparação com o ano anterior. Também houve decréscimo nas agressões físicas, com seis casos a menos, em 2021.

Em termos de porcentuais, as maiores quedas foram nas categorias assassinato, injúria racial/racismo e impedimentos ao exercício profissional. Foram registrados dois casos de assassinato e de injúria racial, em 2020, e uma ocorrência de cada, em 2021 . Houve ainda sete casos de impedimento ao exercício profissional em 2021, contra 14, em 2020. Nas três categorias houve, portanto, decréscimo de 50%.

No caso do racismo, a presidenta acredita que a ação firme da justiça que vem condenando os agressores pode ter contribuído para essa queda, mas ainda há, segundo ela, muitos casos subnotificados, como em todas as categorias de violência elencadas no relatório.

Profissionais de TV são mais agredidos

Em 2021, os profissionais da EBC foram vítimas de 138 ataques (37,40%) seguidos pelos profissionais de TV em 94 ataques (25,47%). Maria José Braga destaca que, historicamente, os profissionais de emissoras de TV são mais atacados, especialmente por serem mais identificados ao portar equipamentos e trajes específicos. Em terceiro lugar estão os profissionais de mídia digital, somando 44 ataques. Em 30 casos (8,13%) a mídia dos profissionais não foi identificada.

FENAJ cobra ação do poder público, das empresas e da sociedade

De acordo com a presidenta, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas denunciam, durante todo o ano, as agressões ocorridas, buscam apoiar as vítimas e pressionam as autoridades competentes para que haja apuração célere para a identificação dos agressores e a consequente responsabilização e punição dos culpados, mas é preciso que as entidades republicanas e a sociedade ajam de maneira mais efetiva para coibir os casos e cobrar das autoridades ações mais efetivas.

Maria José Braga alertou que a violência tem se mantido em um nível muito elevado. “É necessário que haja ação do poder público, das empresas de comunicação e apoio da sociedade brasileira para que haja combate da violência contra jornalistas. 2022 é ano eleitoral e as disputas políticas estarão acirradas e a FENAJ já se coloca de prontidão para apoiar os jornalistas no seu trabalho”, disse em coletiva virtual.