Prosecco: o espumante italiano ganha terreno no Brasil

Com a fusão das duas empresas em 2019, o Grupo Henkell Freixenet se tornou líder no setor de espumantes. Resgatando o melhor do estilo de vida italiano, uma das principais marcas que compõem o grupo é a tradicional Mionetto, líder na categoria de proseccos em todo o mundo.

Com mais de 130 anos de existência e presente em 70 países, o espumante é produzido na região de Treviso, uma das cinco províncias de Vêneto situadas nas colinas de Valdobbiadene. Essa região específica carrega a regulamentação da Denominação de Origem Controlada Prosecco e Garantia (DOC e DOCG), tornando a área de produção do prosecco exclusiva no nordeste da Itália.

Os enólogos da Mionetto carregam o respeito e a admiração pelas tradições. Por isso, todo o processo de elaboração dos produtos é realizado de forma cuidadosa, e através do método Charmat, o reconhecido frescor de Mionetto é garantido e preservado pelo engarrafamento sob demanda.  Em sua produção, Mionetto contém 100% de uva Glera em sua composição.

“O mercado de prosecco é muito promissor e acreditamos que o Brasil acompanhará o resto do mundo. Para isso, estamos reapresentando o Mionetto e ampliando a sua distribuição no país.” falou Fabiano Ruiz, diretor-executivo da Freixenet Brasil.

 

 

Marqueterie - Agência de Comunicação Maria Luíza Ávila

www.marqueterie.com.br

Governo orienta sobre cuidados para prevenir o contágio de síndromes gripais

Mantenha os cuidados antissépticos e o uso de máscara!

Causada pelo vírus influenza, a gripe é uma doença comum e de fácil contágio. A patologia pode se agravar para grupos de maior vulnerabilidade, como idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, mas é possível prevenir a doença com medidas simples e que já são utilizadas para evitar a covid-19.

Nesta época do ano, os casos de gripe vêm crescendo em estados como o Rio de Janeiro. No Amapá, esse aumento também é observado: na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte, na capital, os casos aumentaram 138%, segundo levantamento realizado pela direção. De 1º a 21 de dezembro, foram registrados 7.492 casos de síndromes gripais. A unidade precisou abrir uma nova ala para realizar triagens.

Os principais sintomas da gripe são fadiga, desidratação, febre alta, coriza, irritação nos olhos, calafrios, tosse seca, dores nas articulações, dor de garganta e perda de apetite.

A secretária-adjunta de enfrentamento à Covid-19, a médica Maracy Andrade, reforça algumas dicas de prevenção.

  • Mantenha os cuidados antissépticos e o uso de máscara;
  • Evite locais fechados e com pouca circulação de ar;
  • Mantenha uma janela aberta para facilitar a circulação de ar natural. Dessa forma, o vírus tem menos chances de circular no ambiente;
  • Evitar contato com pessoas infectadas. Caso não haja possibilidade de evitar o contato, o uso de máscaras pode ajudar a conter o contágio;
  • Evite tocar olhos, boca e nariz, sem antes higienizar as mãos;
  • Reforçar a alimentação com o consumo de alimentos ricos em vitamina C. Estes alimentos fortalecem o sistema imunológico e ajudam no combate a gripe e resfriado. É possível seguir o esquema de consumo de 2 frutas por diariamente. Abacaxi, laranja, caju, acerola e limão são boas escolhas;
  • Aderir a vacinação contra a gripe

“Não há como identificar, a princípio, se o caso é de gripe ou Covid-19. Para se prevenir de ambos, é importante manter o uso de máscaras, higienização com álcool em gel e limpeza assídua das mãos. Também é importante cobrir boca e nariz com um lenço durante episódios de tosse ou espirros”, reforçou a médica.

O tratamento para a gripe requer muito descanso e hidratação. Permaneça em repouso até se sentir bem o suficiente para executar as tarefas da rotina, beba bastante água e monitore a temperatura corporal.

“Qualquer pessoa, independentemente de fazer parte de grupos de risco, pode tomar a vacina contra influenza. A composição do imunizante muda anualmente para combater variações”,finaliza Maracy.

Caso ocorra piora nos sintomas, busque atendimento médico nas Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento mais próximas. Se houver necessidade, o paciente será referenciado para outra unidade hospitalar de complexidade.

Fiscalização

Na terça-feira, 28, as equipes de agentes da SVS intensificaram a fiscalização em locais públicos, como feiras, shoppings, supermercados e no centro comercial de Macapá. Por se tratar do fim de ano, esses locais estão mais movimentados que o normal. Nesses ambientes, é essencial que o público mantenha o uso da máscara, utilização do álcool em gel e distanciamento social, medidas básicas para evitar a proliferação dos vírus que causam covid-19 e gripe.

Os agentes também reforçam a importância de manter a vacinação em dia, tanto para covid-19, influenza e outras doenças preveníveis com imunização.

Ação do MP-AP: Justiça ordena que gestores da Sesa respondam ao MP, no prazo de 48h, sobre a situação do sistema de saúde e procedimentos para apurar irregularidades

O Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, conseguiu, na última sexta-feira (24), decisão favorável do juízo plantonista de Macapá, que determinou aos gestores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) que respondam a  ofícios, memorandos-respostas (67 documentos), detalhando as informações pertinentes aos procedimentos extrajudiciais do MP-AP, Conselho Estadual de Saúde (CEA) e Ministério Público Federal (MPF), sobre a atual situação do sistema de saúde estadual, bem como das medidas adotadas quanto a procedimentos administrativos realizados para apurar irregularidades.

A sentença é fruto de Ação Civil Pública (ACP), no Processo Nº 0054471-70.2021.8.03.0001, com obrigação de fazer e pedido de tutela antecipada, em desfavor do secretário Juan Mendes e mais cinco servidores do órgão. A ACP é assinada pelo titular da 1ª Promotoria de Justiça da Saúde, promotor de Justiça Wueber Penafort.

“Precisamos dessas informações para nortear a atuação do MP. É papel do órgão ministerial garantir o Direito de acesso à saúde e estamos trabalhando nesse sentido, com o propósito de viabilizar o atendimento especializado à população”, pontuou Penafort.

O caso, sanções e indeferimento

De acordo com os autos do citado Processo, desde o mês de abril, são reiteradas as tentativas da Promotoria da Saúde para obter informações quanto a atual situação do sistema de saúde estadual, bem como das medidas adotadas quanto a procedimentos administrativos realizados para apurar irregularidades, como a falta de medicamentos na rede pública.

No entanto, apesar da urgência afirmada quando das solicitações, inclusive com uma comunicação de notícia de fato quanto a uma paciente, que ante a total ausência de informações e providências dos requeridos, veio a óbito no dia 24 de dezembro de 2021, a Sesa não respondeu ao MP.

Na decisão do juiz Marconi Pimenta, foi estipulado o prazo de 48h para que o titular da Sesa/AP e servidores da Secretaria respondessem aos ofícios e memorandos do MP.  O descumprimento da decisão judicial resultará em multa diária nos valores de R$ 300,00 (trezentos reais), para o secretário Juan Mendes, R$ 200,00 (duzentos reais) para Renata Melo, e no valor de R$ 100,00 (Cem Reais) para Cledione Costa Ferreira, Igor Santana dos Reis, Jeferson Wlilian da Costa Araújo e Denis Pinheiro Macedo.

“O certo é que, cabe ao Estado fornecer suporte para adequado tratamento de saúde de seus cidadãos, não apenas no que se refere à disponibilização de tratamento médico-hospitalar, como também informar aos órgãos competentes de fiscalização, com a devida atenção, as medidas que estão sendo tomadas para dirimir os problemas que surgem com a estrutura deficitária existente no Estado. No entanto, conforme narrado, os requeridos não respondem às solicitações, não apresentam nenhuma solução aos problemas e notícias de fato apresentadas, ainda que a legislação pertinente seja clara quanto à tal obrigação”, destaca parte da decisão do juiz Marconi Pimenta.

Ao invés disso, no dia 26 dezembro de 2021, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), pediu a dilação do prazo para cumprimento da decisão liminar, que foi indeferida pelo magistrado plantonista, Matias Pires Neto.

“A urgência da medida restou caracterizada, ante ao risco de vida de uma paciente por falta de medicação para tratamento de câncer que não pode ter seu tratamento interrompido, e outra paciente oncológica, com Neoplasia Maligna de Colo Uterino, necessitando de procedimento cirúrgico de Histerectomia Total Ampliada. Dentre vários outros pacientes que aguardam uma resposta efetiva do Estado”, frisou o juiz Matias Neto ao indeferir o pedido de dilação de prazo.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Texto: Elton Tavares

Operação Araguari: MP-AP cumpre mandados de busca e apreensão em Ferreira Gomes e Porto Grande

Na manhã desta quarta (21), o Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), por meio do seu Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e do Núcleo de Inteligência (NIMP), com o apoio da Polícia Militar (Bope e Força) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), deflagrou a operação Araguari, para cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, nos municípios de Ferreira Gomes e Porto Grande.

A operação Araguari é um desdobramento da operação Octopus, que apura crimes contra a administração pública praticados por organização criminosa – composta por empresários e servidores públicos – junto às prefeituras de oito municípios do Estado do Amapá).

A investigação iniciou pela Promotoria de Justiça de Ferreira Gomes, com objetivo de apurar crimes de fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

O objetivo das buscas é reunir provas sobre a participação direta dos investigados nos crimes, bem como, apreender bens para assegurar o ressarcimento ao erário e impedir que continuem sendo utilizados em proveito dos crimes praticados, tanto por empresários do município quanto por servidores.

A decisão judicial determinou, ainda, o afastamento do secretário Municipal de Finanças de Ferreira Gomes, Valdomilson de Medeiros Dias, conhecido como “Nenejo”, da função pública.

Houve apreensão de sete veículos (1 caminhonete, 3 veículos de passeio, 1 retroescavadeira e 2 caminhões tipo caçamba); além de uma prisão em flagrante, por posse ilegal de arma de fogo e apreensão de, aproximadamente, R$ 40 mil reais em espécie.

Os promotores de Justiça do Gaeco e do NIMP, Andrea Guedes de Medeiros Amanajás e Rodrigo César Viana Assis, respectivamente, reafirmaram o empenho do MP-AP no combate aos grupos que praticam malversação do dinheiro público e também o combate à lavagem de dinheiro.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Gerente de Comunicação – Tanha Silva

Núcleo de Imprensa

Texto: Ana Girlene

Concessão do saneamento básico. 930 milhões foram repassados hoje aos municípios do Amapá. Dinheiro já está nas contas

Em solenidade realizada na manhã desta terça-feira (21), o Governo do Amapá, governador Waldez Góes ao lado de senador Davi Alcolumbre, entregou a primeira parcela dos recursos provenientes da Outorga da Concessão de Saneamento no Amapá, com a entrega de cheques às 16 prefeituras do estado. Foram repassados R$ 930 milhões, pagos à vista, aos municípios. O valor é relativo à primeira parcela que o Consórcio Marco Zero pagou para ter o direito de prestação de serviços por 35 anos.

Outros R$ 880 milhões serão desembolsados ao longo de 10 anos, compondo um fundo para investimentos em saneamento em área rurais. Os valores dos cheques que foram entregues nesta terça-feira poderão ser usados pelos municípios para investimentos diversos, como macrodrenagem e pavimentação.

Davi explicou que as duas principais cidades do estado, Macapá e Santana, receberão R$ 390 milhões e R$ 190 milhões, respectivamente.

O projeto também prevê, durante o tempo de concessão, investimentos de R$ 3 bilhões em coleta e distribuição de água tratada bem como tratamento de esgoto.

Os técnicos da área defendem que melhorias com o saneamento básico no estado também vão aquecer outros segmentos da economia, como o mercado imobiliário, saúde, educação, geração de empregos (construção civil) e a o aquecimento da produtividade econômica.

*Para Davi, trata-se de ‘uma virada geracional’*

Grande entusiasta da proposta e personagem que entregou as condições para a realização do leilão, Davi explica esse marco histórico.

“É geração de emprego, é água tratada, é vida. É esse olhar que a gente, no Senado Federal, tenta trazer para o Brasil e para o Amapá. A possibilidade de termos a iniciativa privada investindo esses recursos é algo, que nos próximos 30 anos, o poder público não conseguiria fazer. E isso é, de fato, uma virada histórica geracional na história do nosso estado. E, com certeza, as próximas gerações reconhecerão isso. Em um momento delicado da nossa história nacional a gente consegue dar uma alternativa, porque para cada 1 real investido em saneamento básico, se deixa de gastar 4 reais em saúde pública. E isso é dado oficial, estudo feito pela OMS. Ou seja, é um círculo virtuoso extraordinário e inédito no Amapá, que nós teremos a oportunidade de vivenciar a partir de agora”, declarou Davi.

*Os caminhos da vitória*

O Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário do Amapá foi assinado pelos 16 prefeitos do estado no mês de abril de 2021, garantindo o lançamento do edital de concessão dos serviços de água e esgoto, com um modelo único.

*O leilão*

O leilão, conforme amplamente divulgado na mídia, ocorreu em 2 de setembro de 2021, na Bolsa de Valores de São Paulo, e o Consórcio Marco Zero foi o vencedor.

Todo o projeto foi construído a partir do estudo de viabilidade técnica e econômica, iniciado ainda em 2016, por meio de um termo de cooperação e parceria assinado entre o governo do Estado e o BNDES.

*Objetivo da concessão*

Finalmente, o objetivo da concessão no Amapá é de que, em até 11 anos, a cobertura de fornecimento de água tratada para a população urbana de todos os municípios passe dos atuais 38% para 99% ao logo dos 35 anos de concessão.

Já no caso de esgotamento sanitário, o projetado é que a cobertura passe de 8% para 90% em até 18 anos, com investimento total de R$ 2,2 bilhões durante o período de atuação da empresa concessionária.

Com isso, serão beneficiados cerca de 750 mil amapaenses que vivem em áreas urbanas.

*Waldez agradece a Davi: ‘participação decisiva*

Ao final da solenidade, o governador Waldez fez um agradecimento público ao senador Davi.

“Temos que reconhecer e agradecer a participação do senador Davi, primeiramente votando o marco legal do saneamento no Congresso, e, na sequência, por todo o trabalho de articulação junto ao BNDES, que foi determinante para que nossa parceria desse tão certo. Esse é, com certeza, o maior projeto em volume de investimentos já realizado no Amapá”, disse Waldez.

*O alcance da medida*

A celebração do contrato de universalização do saneamento no Amapá foi elaborada por meio do PPI (Programa de Parceria de Investimentos) do Saneamento e vai gerar um total de R$ 4,7 bilhões. Desse valor, R$ 3 bilhões serão investidos pelo Consórcio Marco Zero nas redes municipais, destinados à coleta e distribuição de água encanada e tratamento de esgoto. A medida vai impactar positivamente na vida de todos os amapaenses, com água encanada e tratada nas torneiras e saneamento básico com esgotos subterrâneos.

O governo do estado unificou as concessões de saneamento dos municípios e fez uma modelagem para um leilão. A concessão, assim, é um ativo de cada município. O governo explica que esse modelo foi adotado para incentivar as prefeituras a participar do projeto.

É considerado um momento único na história do Amapá porque é a primeira vez que se tem uma gestão plena de saneamento básico no estado. Este, aliás, é o terceiro projeto aprovado no país após a aprovação do Marco Legal do Saneamento em 2019 (aprovação essa que somente foi possível com os esforços do senador Davi Alcolumbre que, à época, era o presidente do Congresso Nacional e liderou o processo de votação, que estava emperrado há 10 anos no Legislativo.

A concessão é uma solução onde se consegue mobilizar recursos privados. Ao fim de 35 anos, estima-se o investimento de R$ 5 bilhões no setor no Amapá.

Porém, as melhorias advindas com o saneamento básico no estado serão sentidas nos segmentos de mercado imobiliário, saúde, educação, geração de empregos (construção civil), bem como o aquecimento da produtividade econômica.

Assessoria de Imprensa
Senador Davi Alcolumbre

Sabores do Meio do Mundo

Risoto de camarão e caranguejo do restaurante “Flora Bistrô” que fica localizado no Igarapé da Fortaleza.
Esse risoto é sensacional, como tudo que a chef Flora, cria.

Foto: Alcilene Cavalcante

MP-AP realiza o “Acender das Luzes Natalinas” no prédio da Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco


O  Ministério Público do Amapá (MP-AP) realizou, nesta sexta-feira (17), na Praça Samaúma, que fica em frente a sua Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco e em sua sede, o “Acender das Luzes Natalinas” da instituição e marca um momento especial em alusão à semana do natal.

A procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei, lembrou que o Natal é um momento de renovação da fé cristã e a iniciativa tem como o objetivo valorizar e incentivar o espírito natalino e a fraternidade.

A PGJ destacou a importância de atividades que despertem o sentido de paz, amor e ressaltou que o Acender das Luzes no prédio simboliza um renascimento após dois anos muito difíceis, como foram em 2020 e 2021.

“O acender das luzes significa o renascimento,  aquela ultrapassagem de momentos tão difíceis. Significa esperança, significa a vontade de ter paz, saúde para toda nossa população, isso é o que significa. O acender das luzes é o Ministério público trazendo alegria, trazendo esperança a nossa coletividade”, frisou a procuradora-geral de Justiça do MP-AP.

Além da PGJ, o evento reuniu a subprocuradora-geral para Assuntos Jurídicos e decana do órgão ministerial, Raimunda Clara Banha Picanço, a corregedora-adjunta do órgão, procuradora de Justiça Estela Sá, o ouvidor do MP-AP, promotor de Justiça Paulo Celso Ramos, os promotores de Justiça Lindalva Jardina, João Furlan e Neuza Barbosa, servidores e colaboradores da instituição. O Acender das Luzes contou com todos os cuidados para a prevenção da contaminação da Covid-19, como o uso de máscaras, distanciamento e um número reduzido de pessoas presentes.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Tanha Silva
Núcleo de Imprensa
Texto: Elton Tavares.

Cândido Portinari realizará exposição virtual com obras sobre o isolamento social

Para divulgar os trabalhos produzidos pelos estudantes durante a pandemia, o Centro de Educação Profissional em Artes Visuais Cândido Portinari realiza na próxima sexta-feira, 17, a exposição virtual “Vivências, criações e superações em tempo de pandemia”.

A abertura do evento será feita às 16h, por meio de uma live no Facebook oficial da instituição.

Serão exibidos mais de 100 obras criadas pelos cursistas nos anos de 2020 e 2021, que serão disponibilizadas em um padlet, ferramenta que permite criar quadros virtuais para organizar e expor a rotina de trabalho, estudos ou projetos pessoais.

Para acessar o padlet com as obras produzidas,clique aqui.

A comunidade terá a experiência de revisitar as histórias e produções dos estudantes, bem como verificar a poética de técnicas artísticas nas linhas de pintura, desenho, modelagem, fotografia, serigrafia e xilografia, entre outras.

Dez rótulos e drinks para celebrar o Natal

Brand Factory traz portfólio completo 

O Natal de 2021 se aproxima e as confraternizações, mesmo que pequenas, devem acontecer. Para quem deseja uma opção de presente que fuja do básico ou irá receber familiares e amigos em casa e pretende ter uma seleção de drinks práticos a serem feitos, a Brand Factory – incubadora de marcas e projetos da Pernod Ricard – traz portfólio completo com 10 rótulos entre aperitivos como Lillet e Ramazzotti, runs, gin, tequila e licor de café.

Todas as bebidas podem ser adquiridas pelo e-commerce Drinks and Club.

 

Lillet – @lillet.br

O primeiro e único aperitivo criado na região sul de Bordeaux, Lillet é um blend de vinhos especiais com frutas selecionadas e maceradas, como laranjas doces da Turquia, Espanha ou Marrocos, laranjas amargas do Haiti e quinino da América do Sul. Fica meses em barris de carvalho para adquirir sua suavidade e tem como marca registrada o sabor frutado com notas doces, balanceadas e sabor vivo. É uma ótima opção para os dias de verão com receitas como o Lillet Vive feito com morango, pepino e água tônica.

Aperitivo Lillet 750 ml– R$ 109,90

 

Ramazzotti – @ramazzotti_br 

São duas as versões do aperitivo premium e 100% italiano que já temos aqui no Brasil. O Ramazzotti Amaro é conhecido por sua receita secreta, que leva em torno de 33 ingredientes, elaborada há mais de 200 anos, na Itália. Produzido em Canelli, na região do Piemonte, combina ervas, temperos, flores e frutas combinados para produzir um sabor intenso e harmonioso. Além disso, não leva nenhum corante ou aditivo artificial e seus sabores mais caraterísticos são a laranja doce siciliana, a laranja amarga de Curaçao, o anis estrelado e o cardamomo. Versátil, pode ser consumido puro ou com gelo, e como insumo para preparo de drinks de mistura simples como o Amaro Tonic (somente com a adição de tônica e sumo de limão) e complexos como o clássico Amaro Negroni.

Já o Rosato foi criado em 2009 e apresenta sabor refrescante e suave com notas de hibisco e flor de laranjeira. Com apenas 15% de teor alcoólico, é ideal para o consumo diurno, sendo uma bebida versátil para o preparo de diversos drink, sendo o mais popular deles, o Ramazzotti Spritz, com espumante.

Aperitivo Ramazzotti Rosato 750 ml – R$ 84,90 / Aperitivo Ramazzotti Amaro 750 ml – R$ 79,90

 

Havana Club – @havanaclubbrasil

Com 85 anos de história no Mundo, o mais tradicional rum de Cuba se reinventa e se relança no Brasil. Desde 2019 Havana Club vem buscando novos consumidores e como dialogar com eles – e relançou dois de seus principais produtos em solo brasileiro, o Havana 3 anos e Havana 7 anos. Mais do que isso, a marca aposta no sabor característico vindo da ilha para reforçar o consumo na releitura de drinks clássicos, Daiquiri e Cancha, sendo apontado pelo mercado como a próxima tendência da coquetelaria.

Rum Havana Club 3 anos 750ml – R$ 84,90 / Rum Havana Club 7 anos 750ml – R$ 159,90

 

Malibu – @malibu_br

Malibu é um blend de rum com sabor natural de coco e cana de açúcar, original da Ilha de Barbados, no Caribe. A marca, que traz como proposta o espírito do verão caribenho para o ano todo, é leve e divertida, presente nos momentos de descontração do consumidor. Versátil, pode ser usado no preparo de diversos drinks como Watermelon on Splash, Tonic e Limonade.

Rum Malibu 750 ml – R$ 49,90

 

Plymouth – @plymouth_br

De sabor suave e levemente cítrico, o Plymouth Gin, fabricado desde 1793 com os mais altos padrões na destilaria da cidade homônima, na Inglaterra, é o gin mais antigo em atividade. Considerado hoje um dos melhores do mundo, também é o preferido pelos especialistas em drinques para produzir coquetéis clássicos, justamente pelo equilíbrio em sua formulação. Traz em sua composição sete botânicos diferentes e possui 41,2% de teor alcóolico, perfeito para elaborar um Dry Martini.

O processo de produção é o mais artesanal possível, como no passado. Esses botânicos são colhidos manualmente e selecionados pessoalmente pelo mestre destilador, para sempre manter a bebida dentro do melhor padrão de qualidade.

Gin Plymouth 750 ml – R$ 239,90

 

Kahlúa – @kahlua_br

Feito em Vera Cruz, no México, em 1936, o licor de café a base de rum chegou em 2019 para ser um insumo dentro da coquetelaria de café. Com 20% teor alcoólico, a bebida é destinada aos amantes de café e possibilita inúmeros drinks, como o Espresso Martini, o refrescante Cold Brew e muitos outros clássicos.

Licor Kahlúa 750 ml – R$ 119,90

 

Altos Tequila – @altostequila.br

Desenvolvida em 2009 a partir da parceria dos renomados bartenders Dre Masso e Henry Besant, junto com o Mestre Tequileiro Jesús Hernández, o produto une a alta qualidade de aromas e sabores do destilado de agave azul. São duas versões, a Plata e a Reposado, que chegaram ao mercado brasileiro em 2019, e reforçam que tequila é produto premium e propício para o preparo de diversos drinks, desde os clássicos Margarita ou Paloma, até em criações autorais dos bartenders, desmistificando a ideia de sua tradição de ‘shots’, perpetuada por tanto tempo.

Produzida em Arandas, na região de Los Altos, no México – de onde vem a inspiração para o nome -, sendo a mais nobre da cidade por ter um solo com ainda mais minerais, ideal para o crescimento da agave azul, planta originária da bebida. O resultado é um sabor suave e complexo, com aroma de nozes, levemente cítrico e doce com notas herbais e agave cozida.

Tequila Altos Reposado 750 ml – R$ 209,90 / Tequila Altos Blanco 750 ml – R$ 229,90

 

Sobre Brand Factory

Fundada em 2018, a incubadora de marcas e projetos da Pernod Ricard Brasil funciona como uma startup, buscando atender às necessidades dos consumidores através de produtos que não existem hoje no mercado brasileiro e testando modelos de negócios diferentes e dissociados do modelo tradicional da multinacional. Estão no portfólio da Unidade de Negócios o aperitivo francês Lillet, os runs Havana Club e Malibu, o licor de café à base de rum Kahlua, o aperitivo italiano Ramazzotti, e ainda Altos Tequila e Plymouth Gin.

 

Doutor Sacaca agora é Doutor pela Universidade Federal do Amapá

A Universidade Federal do Amapá (Unifap), realizou Cerimônia de Concessão do Título Honorífico de Doutor Honoris Causa (post mortem) a Raimundo dos Santos Souza (Mestre Sacaca) e ao jornalista e sociólogo paraense Lúcio Flávio Pinto. O título é atribuído pelo Conselho Superior Universitário (CONSU) da Universidade a personalidades que tenham se distinguido pelo saber e pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras ou do melhor entendimento entre os povos.

 

Pelo Ministério Público do Amapá apoiador das causa de ciência e tecnologia, participou o promotor de Justiça Iaci Pelaes, professor-doutor da Unifap, que  parabenizou os agraciados, em especial a viúva e o filho do Mestre Sacaca, Madalena da Silva Souza e José Antônio da Silva Souza, que participaram do evento junto com familiares e amigos, autoridades convidadas e comunidade acadêmica. Na programação, foi exibido um vídeo retratando a vida do Sacaca, destacando-se seus saberes na produção de remédios fitoterápicos.

 

 

Mestre Sacaca

 

Raimundo dos Santos Souza nasceu em 21 de agosto de 1926, em Macapá, na época em que o estado do Amapá ainda pertencia ao Pará. Sacaca foi conhecido na região, e internacionalmente, pelos seus conhecimentos sobre ervas medicinais, em uma época em que o acesso da população a medicamentos era escasso.

 

Em novembro de 2018, foi condecorado pela “Divine Academie Française des Arts Lettres et Culture” com o Título Póstumo e Honorífico com as mais altas insígnias pelos relevantes serviços prestados à sociedade e à humanidade. O dom também rendeu a fundação do museu em Macapá que leva o nome dele, e que abriga pesquisas e produção de medicamentos fitoterápicos.

 

Sacaca, que morreu em 1999, deixou um legado de conhecimento sobre a flora da Amazônia e uma contribuição para o avanço da ciência fitoterápica de valor inestimável. Mestre Sacaca também é lembrado pela sua contribuição à cultura local, onde por muitos anos, foi o rei momo do carnaval amapaense.

 

Lúcio Flávio Pinto

 

Lúcio Flávio de Faria Pinto nasceu em Santarém (PA), em 23 de setembro de 1949. É professor, jornalista e sociólogo brasileiro. É um dos mais prestigiados jornalistas do Brasil, e é o único brasileiro na lista dos 100 mais importantes jornalistas da ONG Repórteres sem Fronteiras. É sociólogo, formado pela Escola de Sociologia e Política da Universidade de São Paulo (1973). Foi professor visitante (1983/84) do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Flórida em Gainesville, Estados Unidos. Foi professor visitante no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos e do curso de jornalismo no Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Pará.

 

É autor de diversos livros sobre meio ambiente e Amazônia. Foi correspondente da BBC Radio News, responsável pela sucursal do jornal O Estado de S. Paulo na Amazônia e repórter dos jornais O Liberal e A Província do Pará, entre outros. Desde 1987, pública, com seu irmão, Luiz Pinto, o Jornal Pessoal, quinzenário individual que circula em Belém sem qualquer publicidade, e que tem como diferencial em relação ao restante da imprensa paraense o não alinhamento a nenhum dos grupos políticos e empresariais do estado. Mantém também outro periódico, denominado “Agenda Amazônica”.

 

Fonte: http://www.unifap.br/consu-homenageara-personalidades-que-contribuiram-para-o-desenvolvimento-da-amazonia/?fbclid=IwAR2eaog3jQOGu8ArNxdDRWPHsVugboEvH6rTXWxjhaFbm0MQqAPnmzXKZSw

 

MP-AP debate “Orçamento Público: instrumento de acompanhamento da efetivação das políticas públicas garantidoras de direitos”

Em Workshop, MP-AP debate “Orçamento Público: instrumento de acompanhamento da efetivação das políticas públicas garantidoras de direitos”

 

Na última sexta-feira (10), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Amapá (MP-AP), o Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Amapá (CAO-IJ) em parceria com a Coordenação-Geral dos Centros de Apoio Operacional (CGCAO) promoveu um Workshop, em formato híbrido, para discutir o orçamento público, como instrumento fundamental de acompanhamento e efetivação das políticas públicas garantidoras de direitos. O evento contou com a presença de membros e servidores do MP-AP, além de dezenas de profissionais da Rede de Atendimento da Criança e do Adolescente e outros participantes, que puderam acompanhar de modo remoto, via plataforma zoom.

 

O objetivo da capacitação foi instituir um debate que aprofunde os conhecimentos do MP-AP, em relação ao universo orçamentário, para subsidiar a atuação ministerial, visando o efetivo acompanhamento da implementação das políticas públicas previstas no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e na política de Educação.

 

Na mesa da abertura, estavam os procuradores de Justiça Nicolau Crispino, subprocurador-geral de Justiça MP-AP, representando a PGJ, Ivana Cei; Jair Quintas, corregedor-geral, e Judith Teles, coordenadora-geral dos Centros de Apoio Operacional (CGCAO), além dos promotores Alexandre Monteiro, secretário-geral e chefe de gabinete da PGJ, e Miguel Ferreira, coordenador do CAO-IJ. Em suas manifestações, todos os membros ressaltaram a relevância da qualificação para reforçar o papel do MP de cobrar do Poder Público que as demandas da sociedade possam ser efetivamente implementadas.

 

“Era um sonho antigo realizar este evento; estamos planejando desde 2015, por isso, é com grande alegria e emoção que trazemos esse debate ao centro do nosso programa de capacitação. Agradeço imensamente a presença do convidado externo e as palestrantes locais. Tenho certeza que nossa manhã será brindada por muito conhecimento. Aproveitemos ao máximo”, desejou a procuradora Judith Teles.

 

A importância do orçamento público

 

O orçamento público (PDF) é o instrumento utilizado para planejar a utilização do dinheiro arrecadado com os tributos, sendo essencial ao oferecimento dos serviços públicos. Ao englobar receitas e despesas, o orçamento é peça fundamental ao equilíbrio das contas públicas e indica para a sociedade as prioridades definidas pelos governos.

 

O financiamento do SUAS e os desafios para assegurar os direitos socioassistenciais

 

Com a mediação do promotor de Justiça da Infância e Juventude de Santana e presidente da Associação dos Membros do MP-AP (AMPAP), José Cantuária Barreto, no primeiro painel, o promotor de Justiça do MP do Rio Grande do Norte, Marcus Aurélio Freitas de Barros, palestrou sobre “o orçamento público, o financiamento do SUAS e os desafios para assegurar os direitos socioassistenciais.” (PDF)

 

Ao iniciar, Marcus Aurélio apresentou o que denominou de “pano de fundo”, apontando dados do atual cenário brasileiro: “Grande crise da nossa geração. No Brasil, em 08.12.21, chega-se a 616.251 mortes; impactos da pandemia (Covid-19); falou das dimensões sanitária, econômica, fiscal, social, política; o impacto institucional nas políticas públicas, necropolítica e a dimensão etária: como lidar com um grupo especialmente atingido e invisibilizado: os órfãos da Covid 19?”, provocou.

 

No decorrer da apresentação, detalhou esse contexto, discorreu sobre a expectativa em relação à atuação do MP, criticou o “desmonte do SUAS”, pelo Governo Federal, sem deixar de abordar a importância do afeto para as crianças e a relação com suas famílias.

 

”Assistência social não é assistencialismo”

 

Ao falar sobre o funcionamento do Sistema Único de Assistência Social, o promotor explicou suas atribuições, deveres, financiamento e os problemas práticos de acesso ao Sistema de Justiça. Finalizou com a seguinte reflexão: “Qual caminho para o MP? Penso que devemos deixar de atuar como órgão mais demandista, para sermos mais resolutivos, por meio de ações como esta, articulações com a Rede e Conselhos, para discutir orçamento e fundos. Devemos, ainda, monitorar o co-financiamento e a execução orçamentária e enfrentar seriamente a reserva do possível”, sugeriu.

 

Em seguida, mais dois temas abordados: o controle externo da educação exercido pelo Tribunal de Contas do Estado/AP, com a auditora Regiane Guedes Rodrigues (TCE-AP), e, por fim, o olhar sobre os Direitos da Criança e do Adolescente e os desafios do eixo controle social, ministrado pela assistente social do MP-AP, Séfora Alice Rôla do Carmo.

Séfora Rola

 

Todo o evento foi apresentado pelo pedagogo do CAO-IJ, Fábio Dias, um dos organizadores do workshop.

 

SERVIÇO:

 

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Gerente de Comunicação – Tanha Silva

Núcleo de Imprensa

Texto: Ana Girlene Oliveira

Com relatório de Randolfe, Senado aprova PL que garante direitos a entregadores de aplicativos

O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (9), em votação simbólica por unanimidade, o PL 1665/2020 que prevê direitos básicos aos entregadores de aplicativos.

O senador Randolfe Rodrigues (REDE) foi o relator da matéria na casa e comemorou o avanço do projeto que agora segue para sanção presidencial.

“É um ato de justiça para com esses trabalhadores que tanto tem sido explorados, sobretudo neste momento da pandemia”, destacou o senador.

A matéria é de autoria do deputado Ivan Valente (PSOL-SP) e havia sido aprovada na Câmara dos Deputados em abril de 2020. Para agilizar sua aprovação, tendo em vista a urgência das reivindicações da categoria, Randolfe defendeu a aprovação do PL na íntegra, sem alterações.

*Direitos básicos aos entregadores de App*
O projeto prevê em sua redação questões como a garantia de um seguro contra acidentes a ser pago pelos aplicativos aos entregadores durante a vigência da pandemia.

Outro benefício previsto é a assistência financeira de 15 dias ao entregador que se afastar ou for afastado em decorrência de infecção pelo coronavírus, podendo essa assistência ser prorrogada por mais dois períodos de 15 dias.

Há ainda no PL a obrigatoriedade das empresas de fornecer aos trabalhadores máscaras, álcool em gel, alimentação, banheiro nos estabelecimentos onde atuam e água potável.

“O presente projeto se limita a determinar medidas emergenciais diante da crise sanitária, econômica e social decorrente da pandemia do coronavírus e representa um avanço importante para que no futuro o congresso nacional promova um amplo debate sobre os direitos trabalhistas e a nova economia proporcionada pelo serviço dos aplicativos”, declarou Randolfe durante a leitura do relatório.

NOTA SOBRE A MUDANÇA DE NOME DA RODOVIA JK: Uma violência à cultura e à história de um povo?

* Iaci Pelaes dos Reis – Promotor de Justiça e professor Universitário 

Retornando o assunto relacionado à mudança de nome da Rodovia JK para Rodovia “Josmar Chaves Pinto”, realizada por meio da Lei Estadual nº 2582, de 23.07.2021, tece-se considerações acerca da matéria, cuja pretensão é apenas contribuir para reflexões e a crítica construtiva, própria de quem se lança a examinar sua realidade com olhar aguçado.

​​Primeiro, em consulta à internet, verifica-se que houve uma revolta popular contra a alteração do nome da popular Rodovia JK, chegando a surgir um abaixo-assinado, com colheita de diversas assinaturas, em que moradoras situados a margens da rodovia e outros manifestaram desaprovação à mudança de nome, sem que se apresentasse uma justificativa que convencesse o povo.

​​Em segundo aspecto, observa-se que a lei não decorreu de uma consulta popular sobre a matéria ou de elementos mínimos que mostrasse aderência da norma legal à realidade histórica da cidade de Macapá.

​​Em terceiro, a mudança foi interpretada pela população que subscreveu o abaixo-assinado como medida inadequada, pois o nome Rodovia JK, popularmente “JK”, já está consagrado na memória do povo, como parte da histórico-cultural da cidade de Macapá, a significar desvalorização de elemento cristalizado na vida cotidiana da população.

​​Em quarto, parece que, na memória do povo do Amapá, não há lembrança de que a pessoa homenageada na nova lei, com o devido respeito à sua memória, tenha realizado relevantes trabalhos sociais ou de repercussão popular, que justificassem a homenagem.

​​Alega-se que o homenageado realizou atividade econômica no ramo da construção civil e de abertura de estradas, tendo construído a Rodovia JK, mas parece que esses serviços foram realizados como empresário que se obrigou contratualmente perante o Poder Público a executar as obras, visando fins lucrativos, sem que houvesse maiores registros na memória do povo de ações foram despretensiosas.

​​Na perspectiva da sociologia jurídica e do direito constitucional, pode-se aventar que a Lei Estadual, ao mudar o consagrado nome da Rodovia, operou uma violência simbólica e cultural, enquadrando-se na categoria do que o Prof. MARCELO NEVES, em sua obra Constitucionalização Simbólica, denomina de legislação simbólica.

​​Segundo comentários em redes sociais, parece que a alteração da nomenclatura se deu para satisfazer conveniências que não valorizam a memória de um povo e sem maiores preocupações com o plano da eficácia normativa. Trata-se de legislação com dificuldades de ter adesão do cidadão, na medida em que a população não está se importando com a vigência da lei estadual, pois continua a chamar aquela rodovia de JK e não de seu novel nome imposto por força de lei.

​​Aliás, falar em violência simbólica, oportuno comentar sobre a violência histórico-cultural que ocorreu em Macapá nos anos 80, quando foram mudados os nomes de diversos bairros desta cidade.

​​Pode-se citar como exemplo, o antigo bairro Igarapé das Mulheres, por sinal um nome poético, que, por conveniências políticas, passou a ser chamado de Perpétuo Socorro ou, ainda, o caso do bairro Vacaria, também um nome poético e bucólico, que passou a ser chamado de Santa Inês, sem se cogitar do Jacareacanga, hoje Jesus de Nazaré, o da Favela, dentre outros que desapareceram da memória e da História de nossa cidade.

​​Esses nomes pioneiros dos bairros de Macapá não surgiram ao acaso, mas como resultado de vivências cotidianas, estando vinculados à história do povo local. Uma vez que essas alterações não decorreram da vontade popular, poderiam ser interpretadas como abusos à memoria de um povo? Será que esses nomes não faziam parte do patrimônio cultural imaterial do povo de Macapá? Parece que sim.

​​Interessante que a Constituição Federal de 1988, em seu art. 216, estabelece que constituem patrimônio cultural do povo brasileiro os bens de natureza imaterial, portadores de referências à identidade e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade.

​​Nesta quadra dessas ideias, convém trazer à baila um trecho do poema Evocação do Recife, de Manuel Bandeira:

Rua da União…

Como eram lindos os nomes das ruas da minha infância

Rua do Sol

(Tenho medo que hoje se chame de Dr. Fulano de Tal)

Atrás de casa ficava a rua da saudade

​​Na esteira de FRIEDRICH MULLHER (QUEM É O POVO?), é de se destacar que quando o povo, por meio do voto, outorga poderes ao parlamentar para representá-lo na Casa de Leis, não há transferência da totalidade da soberania popular, mas apenas de uma parcela de poder.

​ ​Assim, ao exercer seu direito político, como cidadão-eleitor, o povo continua portador de uma parcelar do poder popular. Não transfere ao mandatário o poder em sua plenitude. Se assim não fosse, o cidadão estaria se anulando como pessoa, sem possibilidade de reivindicar direitos ou de se opor às leis injustas.

​  ​No processo de elaboração da lei, o Poder Político não pode desconsiderar a vontade do povo, pois no Estado Democrático de Direito prevalece a ideia de democracia participativa, de modo que o agente político não pode agir como se tivesse uma procuração em branco. Sempre há uma reserva de poder que permanece nas mãos do povo, que merece ser considerada pelos que exercem o poder político. ​​

​​Por fim, apropriado, aqui neste espaço, fazer referência ao pensamento de DURVAL MUNIZ DE ALBUQUERQUE JR, quando alude que “A memória histórica é para nós composta de fatos convencionados como históricos que têm repercussões nas memórias pessoais e de grupos porque têm significados para eles, são aqueles fragmentos de História que são incorporados às memórias coletivas e individuais, servindo de marcos temporais.”

​​Encerra-se esta nota, conclamando aos legítimos representantes do povo a valorizarem a memória do povo e a história da “cidade morena”, cantada nos versos de Zé Miguel, na música-poema “Meu endereço”:

É fácil meu endereço vá lá quando o sol se pôr

na esquina do rio mais belo

 com linha do equador    

​​Macapá-AP, 03 de dezembro de 2021.

Ator e diretor Wagner Moura e sua afetuosa mensagem de áudio aos participantes da Justiça Itinerante no Amapá

 

O ator e diretor Wagner Moura, mandou um afetuoso áudio aos participantes da ação da justiça Itinerante que aconteceu esta semana no arquipélago do Bailique, no Amapá.

A ação faz parte do projeto “Justiça Itinerante e Direitos Humanos” do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, que se juntou ao projeto de Justiça Fluvial do Tribunal de Justiça do Amapá- TJAP e à Justiça Itinerante do Trabalho.

A conselheira do CNJ, desembargadora Tânia Regina Silva Reckziegel, membro do Observatório dos Direitos Humanos, do qual o ator Wagner Moura participa, veio ao Amapá participar da ação no Bailique e também visitou a terra indígena Wajãpi, junto com o juíz federal Fábio Mattiello e o juíz do trabalho Hugo Cavalcanti, da equipe do CNJ.

Cabe destacar que vinda do CNJ ao Bailique foi uma sugestão do ator, também ativista de causas ambientais e de diretos humanos, ao presidente do CNJ, ministro Fux

Do Amapá,  estavam o presidente do TJAP, desembargador Rommel Araujo, a juíza Laura Costeira e o juíz do Trabalho, Jônatas Andrade.

 

 

PF apura desvio de cota parlamentar na ALAP


Macapá/AP. A Polícia Federal deflagrou na manhã deste sábado (26) a Operação En Passant*, para cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, em investigação que apura desvio de cota parlamentar de deputado da Assembleia Legislativa do Amapá – ALAP.

Cerca de 40 policiais federais cumpriram as medidas cautelares expedidas pelo Tribunal de Justiça do Amapá – TJAP, e resultaram na ação que ocorre no município de Macapá, em residências e empresas dos investigados.
A Investigação é um desdobramento da Operação Terça Parte, deflagrada em 14/05/21, que apurava suposto esquema criminoso comandado por um deputado estadual, envolvido em indícios de prática de crimes de corrupção eleitoral, peculato, falsidade ideológica, lavagem de capitais e organização criminosa, por meio da nomeação de funcionários fantasmas e retenção de parte da remuneração de assessores (rachadinha).

Com a avanço das investigações, a PF identificou indícios de um esquema de desvio de valores, que ocorrem pelo menos desde 2019, por parte do deputado, que deveriam custear despesas
típicas do exercício do mandado parlamentar (CEAP).
No esquema criminoso, o parlamentar solicitava o ressarcimento desta verba, em proveito próprio, de gastos inexistentes e contava com a participação de diversas pessoas físicas e
empresas que emitiam notas fiscais frias em troca de parte do valor.
Apurou-se ainda, que um dos principais articuladores para funcionamento do esquema, seria uma funcionária do gabinete do parlamentar, que já havia sido afastada judicialmente pelo TRE/AP, na deflagração da Operação Terça Parte, por indícios de participação na rachadinha. Uma das empresas que emitiam as notas fiscais ideologicamente falsas, em troca de comissão,
era do marido dela.
Os investigados utilizavam empresas de locação de veículo e embarcação, escritório de contabilidade e advocacia e serviço de comunicação social (mídia), com a emissão das notas frias, para justificar os gastos inexistentes.
A PF estima que pelo menos 360 mil reais por ano foram desviados com as ações (30 mil por mês), totalizando o valor aproximado de 1 milhão de reais, tendo em vista os indícios de que a fraude ocorre desde o ano de 2019.
O TJAP impôs ainda, o afastamento do deputado do mandato.


Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá

Nota do blog – o deputado investigado é Alberto Negrão

Governo do Amapá repassa controle da CEA ao Grupo Equatorial Energia nessa terça-feira, 23

 

O Governador, Waldez Góes, assina, nesta terça-feira, 23, o contrato de transferência da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) para o Grupo Equatorial Energia, concluindo o processo de desestatização da empresa pública, conduzido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com a assinatura do ato, a CEA, que atende 830 mil pessoas nos 16 municípios, passa oficialmente a ser administrada pela Equatorial Energia, vencedora do leilão realizado em 25 de junho de 2021.

A empresa deverá fazer investimento inicial de R$400 milhões no sistema de distribuição de energia, além de outros R$3 bilhões no período de 30 anos.

A empresa também controla distribuidoras de energia no Maranhão, Pará, Alagoas, Piauí e no Rio Grande do Sul.