Nota do PSB

NOTA DO PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO

Em carta aberta ao povo macapaense, o Partido Socialista Brasileiro –
PSB manifestou total oposição à candidatura do PDT, por enxergar a
mais absoluta ausência de condições morais do candidato – que concorre
à reeleição – para continuar conduzindo o destino de Macapá, em
virtude do mesmo ter sido preso pela Polícia Federal, acusado, entre
outras coisas, de corrupção.  Abriu, assim, a possibilidade de apoio
ao PSOL no 2º turno da eleição, condicionando este apoio à
transparência e a coerência político-ideológica das alianças feitas em
torno da candidatura apresentada.

Neste meio tempo, o PSOL silenciou quanto ao apoio do PSB, de suas
lideranças e militância, preferindo as alianças com grupos
conservadores e reacionários da política local que contribuíram
harmonicamente, por ação ou omissão, com a derrocada administrativa e
a falência moral das instituições republicanas no Amapá. Fica claro,
portanto, que o discurso do novo é estratégia para esconder a
incoerência ideológica adotada por este partido, que, em eventual
vitória no 2º turno, não poderá promover mudanças na forma de governar
Macapá.

Assim, o Partido Socialista Brasileiro demonstra sua contrariedade em
relação às candidaturas do PDT e do PSOL e, por isso, deliberou pela
posição de neutralidade na atual disputa eleitoral.

Aos militantes socialistas, dos versos de Geraldo Vandré que embalaram
nossos sonhos por uma sociedade mais justa, tiramos lições: – Vem,
vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não
espera acontecer!

Macapá, 15 de outubro de 2012.

 

Manifesto de indignação sobre a eleição de Santana – Por Antônio Nogueira

*Por Antônio Nogueira, atual prefeito de Santana

As eleições no Município de Santana, segundo maior colégio eleitoral
do Estado do Amapá, foram pautadas, novamente, pelo uso indevido de
aparelhamento de instituições judiciárias. Só que dessa vez, a
intervenção dos adversários teve resultado vitorioso.

Nas eleições de 2008, quando o PT concorria à reeleição, tendo como
principal adversário o grupo de Rosemiro Rocha apoiado pelo Palácio do
Governo Estadual e pela Assembleia Legislativa, um Juiz local cassou a
candidatura do PT e no outro dia pediu transferência para a Capital,
numa clara intenção de desiquilibrar a eleição em favor da candidatura
do Palácio. Fomos rápidos e estratégicos para desmontar a farsa e
conseguimos nos reeleger e convencer instâncias superiores da Justiça
Eleitoral da armação arquitetada. Dias depois, descobrimos que o Juiz
tinha relações próximas ao Palácio e à residência governamental, onde
a esposa dele, inclusive, prestava serviços como assessora de governo.

Para não perder o costume, mais uma vez, o mesmo grupo político, agora
com o apoio da Assembleia Legislativa e de dois Senadores da
República, arma mais uma de suas estratégias sujas e abomináveis da
política. Há exatamente dois dias novamente das eleições, criam um
fato que veio ser determinante para desiquilibrar o resultado das
eleições em Santana, usando mais uma vez do aparelhamento de uma
instituição pública de credibilidade no país. Desta vez, deu certo.

Armaram uma denúncia anônima dizendo que dentro de um motel, em
Santana, a candidata do PT, juntamente com o Prefeito da cidade
estavam dentro de um dos quartos conferindo e separando dinheiro para
boca de urna no montante de 2 milhões de reais. A Polícia Federal foi
em busca do fato fictício, adentrou ao motel e por lá ficou por tempo
suficiente para os adversários propagarem a versão previamente
fabricada através das redes sociais e de movimentos pela cidade,
inclusive distribuindo milhares de panfletos, na mesma noite, nos
induzindo à certeza de que esses panfletos já estivessem prontos,
mesmo antes da ação.

A indignação da candidatura do PT provocou pedido à Justiça Eleitoral
para que a Polícia Federal expedisse nota, ainda no sábado, véspera da
eleição, sobre o ocorrido, vez que se recusou a dar entrevista pra
imprensa no momento da ocorrência e a versão dada pelos adversários
estava tomando grandes proporções pela cidade inteira e também na
Capital. A Justiça deferiu o pedido, entendendo que realmente aquele
fato poderia causar desequilíbrio no resultado da eleição,
determinando que a Polícia Federal expedisse, “imediatamente”, nota à
imprensa sobre o ocorrido, vez que boatos davam conta de denúncia
anônima, alheia aos conhecimentos da Juíza Eleitoral de Santana, juízo
competente para fatos eleitorais ocorridos no Município de Santana.

Para surpresa de todos os partidos aliados, até esta data a Polícia
Federal não cumpriu a decisão judicial sobre a expedição da nota à
imprensa, ficando toda a população santanense sem saber o que
realmente ocorreu naquela noite, naquele motel. Segundo o gerente, em
entrevista à imprensa local, nada encontraram nos quartos se não
clientes que lá estavam tão somente com o propósito de se amarem.
Depois de mais de 2 horas, a Polícia retirou-se do local, sem nada
dizer e sem nada registrar.

Esse fato foi repercutido, pela oposição, à noite de sexta-feira,
durante o sábado e por todo o domingo de eleição, influenciando
diretamente no resultado do pleito. Era corriqueira a notícia que a
Polícia Federal apreendera 2 milhões de reais com a candidata
Marcivânia. Em 72 horas antes da eleição, todas as pesquisas mostravam
a candidata do PT eleita ao menos com 6% dos votos a frente do
candidato vencedor.

Até hoje encontramos pessoas crentes que o fato inventado foi
verdadeiro e que afirmam não terem votado na Professora Marcivânia por
entenderem que a ação ocorrera conforme divulgado. Ao caírem na real,
é que percebem que foram induzidas a votarem contra. “A cidade está
triste”. É perceptível! Até porque o eleito não obteve a maioria dos
votos da cidade. Obteve apenas 1/3 da credibilidade dos eleitores (22
mil votos). Santana tem 66 mil votantes e eles obtiveram apenas 1.400
votos a mais que a candidatura petista.

O que nos causa estranheza não é a prática desse grupo político
vencedor das eleições, pois já conhecemos a forma criminosa que jogam
na política. O fato de um Órgão de credibilidade como a Polícia
Federal se deixar usar por uma denúncia anônima fabricada pela
oposição, é que nos indigna. Ainda mais com a presença de dois
influentes Senadores da República presentes na campanha deles. Um pelo
poder inconteste que tem no Senado, outro pela credibilidade
emprestada a um grupo irresponsável e corrupto que desviou milhões de
reais quando governou Santana, tendo sido, inclusive, condenado a
devolver recursos aos cofres públicos.

Que a verdade venha à tona para que se faça justiça à imagem da
Professora Marcivânia Flexa que é uma mulher honrada e íntegra de
preparo inquestionável para governar a cidade. Que se faça justiça
também ao PT e aos partidos aliados que governaram Santana por dois
mandatos, transformando a cidade para muito melhor do que receberam
deles em 2005. “A mentira tem perna curta!”. Espero que as
instituições de respeito não prolonguem essas pernas e que não se
deixem fazer de instrumentos facilitadores dos corruptos e burladores
da consciência do povo, as utilizando para tal fim.

Repiquete é Memória

Homenagem do blog ao grande advogado Cícero Bordalo, que faleceu no domingo aos 82 anos de idade e 57 anos de brilhante carreira.

 

Foto: Acervo Edgar Rodrigues

A catarse de Drummond

Por Roger Normando, médico-cirugião e escritor bissexto

A catarse de Drummond

“No mar estava escrita uma cidade.”

Carlos Drummond de Andrade

A frase epigrafada acima está lapidada no banco onde está talhado Carlos Drummond de Andrade, no calçadão de Copacabana. Deixa bem clara a cumplicidade poética entre o mar e a princesinha, sob a tinta do nosso poeta maior. Existem cidades, mundo afora, que gostariam de ter as curvas anatômicas que o Rio de Janeiro perfila em suas montanhas, praias… garotas. Recentemente a própria UNESCO concedeu-lhe o merecido prêmio de patrimônio cultural da humanidade: foi a catarse drummondiana.

Em algumas cidades encantadoras, deparo-me com fartas questões: Paris é bela, mas não tem mar; Londres é bela, mas não tem mar; Praga é bela, mas não tem mar. Têm respectivamente no Sena, Tâmisa e Vltava, rios que as adornam com curvas sensuais, mas que servem apenas de alegoria ao homem, arquiteto de cidades. Há quem ache esses rios formosos. Não acho, eu. Tenho pra mim que são rios mortos, e não guardo boa relação com defuntos. Tenho em mim, mesmo-mesmo, rios vivos onde fui criado me asseando e jogando anzol para ouvir a pulsação da água. Tanto é que moro defronte ao Guajará, que todo dia enxágua minha janela de sentimento e me banha em poesia.

Madrid é bela, mas não tem rio. Moscou se limita ao um córrego que chamam de rio; São Paulo nem se fala. Buenos Aires tem um porto totalmente descaracterizado da natureza, apesar de belo. Regozijo o Tejo: esse sim. O rio da aldeia de Fernando Pessoa corre na minha veia e desemboca no coração atlântico de todos nós. Talvez seja esse o motivo de permanecermos umbilicados a Lisboa.

Mas rio – que é rio mesmo – é o Amazonas, com todo respeito aos Nilo e São Francisco. No Amazonas conheço uma cidade, Macapá, que não teve arquiteto. Em que pese o descuido da população e dos governantes, a cidade olha para o Amazonas numa relação linear, a formar ângulo de 45 graus com o sol equinocial, 90 com a linha do equador, 180 com o rio-mar e 360 com a poesia. Isso basta! É relação visceral e estrondosa, em forma de pororoca, auscultada no pulmão dos artistas de suas ribeiras: “O nosso rio, esse ano, despencou no varjão. Onda quebrou, onda bateu, onda derrubou toda maromba. Engoliu a plantação”, vocifera Ruy Barata em “Macaréu”. No fado plangente do mundo, acalentam Chico Buarque e Ruy Guerra: “e o rio Amazonas, que corre trás-os-montes e numa pororoca deságua no Tejo”.

Mas falta a Macapá o marco que ensandeça as ribeiras desse rio, por isso, ulula nas minhas ideias um épico seqüestro: desarraigar aquele Drummond de Copacabana – com ou sem os óculos-, embarcar a peça num Ita e fincá-lo ao pegado da Fortaleza de São José, ao pé do rio, olhando para a outra margem (talvez seja a minha janela), sem esquecer aquela poesia catártica. Traria o poema numa algibeira e mudaria seu dizer ao hibridizar com o jeito tucuju de cantarolar: “nesta cidade está escrito um rio de alma e cor brasileira”.

 

Para: Joãozinho Gomes e Val Milhomem

Uma visão errônea da política

Por Alex João Costa Gomes– (Bacharel e Licenciado em História- UNIFAP 2001)

No atual mundo moderno, a maior parcela de nosso corpo social, ou seja, as classes menos privilegiadas pensam política de forma equivocada, pois a reflexão está centrada na associação desta aos partidos políticos, campanhas eleitorais e a disputa de poder. Dessa maneira, a maioria da população faz uma análise errada, haja vista que se pararmos para fazer uma breve viajem no tempo, conseguiremos identificar os primeiros estudos acerca desse tema no mundo grego, lá política segundo alguns estudiosos, surge na Grécia antiga, mais especificamente em Atenas, uma das cidades estados que compunha o mundo grego, com o intuito de promover o bem comum, uma melhor qualidade de vida aos cidadãos, o interesse maior era o da coletividade, o debate centrava-se na dialética, isto é, no embate entre argumentos, onde prevalecia a idéia com melhor defesa, isto é, aquela que tinha maior poder de persuasão, convencendo a maioria.

Atualmente temos uma sistematização e uma determinada profissionalização da política, pois o objetivo maior é a obtenção do poder, para assim poderem usufruir de privilégios jamais vivenciados pela maior parcela da sociedade. Para o filósofo grego Aristóteles o homem é um animal político por natureza, pois não consegue viver de maneira isolada, tem sua vida marcada por formas distintas de relação social, sendo assim,  não podemos de forma alguma deixar de participar das questões políticas que envolvam todo e qualquer assunto que interessa a vida da coletividade. Para Hannah Arendt, cientista política germânica de origem judia, que tem um estudo muito interessante sobre os governos totalitários, defende em suas idéias que devemos respeitar e obedecer à autoridade política, contudo, essa obediência não significa a perda de nossa liberdade, devemos pensar, falar e agir no sentido de participarmos de maneira efetiva das atividades políticas em nossa sociedade.

Não podemos em hipótese alguma nos tornar verdadeiros analfabetos políticos, como referência ao dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht no poema “O analfabeto político”, onde o mesmo afirma que “O pior analfabeto é o analfabeto político, ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos… não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo”. Nesse sentido, nossa reflexão infere que essa passividade, essa inércia da maioria da população diante do que ocorre nos mais variados ambientes políticos só interessa aos maus homens que a conduzem, pois quanto mais neutros e menos participativos formos, melhor para essa categoria que se apossou na íntegra da política. Com essa nossa forma de agir só estamos contribuindo para expansão de seus domínios, para imporem cada vez mais suas idéias, e que assim seja feita a vontade deles, assim na terra como no céu, até porque com a nossa postura, só estamos legitimando as ações dos que gostam de política e detém o poder nas mais diversas esferas.

Alex João Costa Gomes– (Bacharel e Licenciado em História- UNIFAP 2001)

No Pause

Gente! Bloguinho fica no pause esses dias.

Repouso recomendado pra cuidar de otite, com amidalite e quase labirintite (muita ite, égua!).

E receber com alegria, familiares que nos visitam esta semana em Macapá: Sogros e cunhados que moram em SP e primos de Belém.

Volto no sábado. Ou antes, se houver alguma notícia extraordinária ou bapho muito forte.

MPF/AP recomenda à Prefeitura de Macapá cumprir a Lei de Licitações

Prefeitura de Macapá, por meio do prefeito Roberto Góes e dos secretários municipais, deve cumprir a Lei de Licitações. A advertência está em recomendação do Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP). O documento destaca, ainda, a obrigação dos gestores de notificar partidos políticos, sindicatos de trabalhadores e entidades empresariais sobre o recebimento de verbas federais. A finalidade é evitar a ocorrência de vícios em licitações e má aplicação de recursos da União.

O MPF/AP constatou irregularidades formais na execução de contratos firmados pela prefeitura com o Ministério das Cidades para a construção de habitações. Para coibir práticas semelhantes, a instituição quer que sejam rigorosamente cumpridos e divulgados todos os atos relativos a processos licitatórios, conforme prevê a Lei de Licitações.

Publicidade – Para o MPF/AP, a ampla divulgação das licitações é essencial para a garantia da livre concorrência aos certames. A instituição orienta aos gestores manter atualizadas no site da Prefeitura de Macapá todas as informações referentes a processos licitatórios, desde a abertura do procedimento administrativo até o encerramento da licitação.

Acesso à Informação – O MPF/AP chama a atenção para a Lei de Acesso a Informações. A lei prevê a publicação na internet de dados referentes a procedimentos licitatórios e contratos celebrados. Em trecho, a recomendação destaca: “a moderna administração pública pátria… deve-se pautar não apenas pelo princípio da publicidade, mas também pelo da transparência”.

Verbas federais – Na documento, o MPF/AP adverte a Prefeitura de Macapá de que o recebimento de verbas federais deve ser comunicado a partidos políticos, sindicatos de trabalhadores e entidades empresariais. O órgão tem dois dias, a contar do recebimento do recurso para prestar as informações. A medida, prevista na Lei nº 9.452/97, é necessária para que haja acompanhamento da aplicação adequada das verbas.

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Amapá
(96) 3213 7815
[email protected]
Twitter: @MPF_AP

Ibope aponta Roberto e Clécio no 2o turno

Colando do blog de Alcinéa Cavalcante

Pesquisa do Ibope divulgada há poucos minutos pela TV-Amapá indica que o segundo turno será disputado entre o atual prefeito Roberto Góes (PDT) e Clécio Luís (PSOL).

De acordo com a pesquisa, Roberto Góes tem 35% das intenções de voto e Clécio Luís tem 25%.
Em terceiro lugar está Cristina Almeida (PSB) com 14%, seguida de Davi Alcolumbre (DEM) que tem 10%,  Genival Cruz (PSTU) com 3% Evandro Milhomem (PCdoB) com 2%.

A margem de erro é de 4%

O Ibope entrevistou 602 eleitores no período de 3 a 5 de outubro. 3% disseram que votarão em branco ou nulo e 8% declararam estar indecisos.

A pesquisa foi registrada no TRE-AP sob o número 00010/2012.

Candidata do PSB tem a maior rejeição

Postado por: Alcinéa Cavalcante

06.10.12 7:22 pm

O Ibope mediu também a rejeição dos candidatos.

Cristina Almeida, do PSB, tem a maior rejeição: 57% e Davi Alcolumbre, do DEM, a menor: 6%.

Roberto Góes tem 34% de rejeição, Milhomem tem 11% e Clécio e Genival 9%.

Da série: pagando King-Kong

Pesquisas do Ibope sendo divulgadas em todo o Brasil, e no Amapá, o TRE está impedindo, através de liminar, a divulgação da pesquisa do Ibope pela TV Amapá. Vergonha, gente!

Aí, TRE! Libera o Ibope. Quem está perdendo vai perder. Não vale é impedir a gente de saber.

 

Na mídia nacional…

Em O Globo

Coluna Panorama Político

“O PSOL pode eleger seu primeiro prefeito de capital. Apoiado pelo senador Randolfe Rodrigues, Clécio Luis está atropelando na reta final em Macapá”.

NO JB

Informe JB

05/10 às 18h35 – Atualizada em 05/10 às 19h24

Amapá: consolidação de uma alternativa política no estado

Jornal do BrasilMarcelo Auler

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) está que é pura felicidade, mesmo sabendo que as eleições municipais em Macapá, capital do Amapá, se decidirão no 2º Turno.

O candidato do seu partido, Clécio Luis Vilhena Vieira, conseguiu virar o jogo

Leia mais aqui http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2012/10/05/amapa-consolidacao-de-uma-alternativa-politica-no-estado/

MPF, MP-AP, TRE, PF, juntos e unidos combatendo a corrupção eleitoral

Na sexta-feira foram muitas ações, investigações e prisões. Compradores de votos e corruptos estão tendo muito trabalho pra conseguir praticar seus crimes eleitorais.

MPE/AP investiga fornecimento ilegal de títulos de domínio pela Prefeitura de Macapá
Por determinação da Justiça, a Polícia Federal apreendeu livros fundiários e comprovantes de recolhimento de tributos na Semduh.

 


Agentes da Polícia Federal acompanhados de Oficial de Justiça e pelo promotor eleitoral André Dias de Araújo,  cumpriram na manhã desta sexta-feira, 5 de outubro, mandado de busca e apreensão na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional. A ação, autorizada pelo juiz eleitoral da 10ª zona, Luciano de Assis, atende pedido do Ministério Público Eleitoral contra o candidato a prefeito de Macapá Roberto Góes (PDT) e candidata a vice-prefeita, Telma Gurgel (PSD).

 

Na diligência, livros fundiários do município de Macapá e comprovantes de recolhimento dos tributos foram apreendidos. Os documentos são referentes às alienações imobiliárias realizadas entre janeiro e setembro de 2012.

 

No pedido à Justiça, o MPE/AP assegura que o prefeito estava expedindo títulos de domínio de forma irregular para favorecer cabos eleitorais e apoiadores de campanha. Como prova, os promotores apresentaram dois títulos de domínio expedidos recentemente por Roberto Góes em nome da irmã dele, Queila Simone Rodrigues da Silva.

 

“A suspeita sobre manipulação de valores dos tributos devidos pelas alienações de bens é preocupante. (…) O próprio município, por sua Secretaria de Finanças noticia extravio de documentos comprovatórios de recolhimento de tributos incidentes sobre bens imóveis, justamente no caso da alienação feita em favor da irmã do prefeito”, destaca trecho da sentença.

 

O material apreendido está sob a guarda da Justiça Eleitoral e será examinado pelo MPE/AP. Após análise dos documentos, os promotores eleitorais devem promover ação de investigação judicial eleitoral. A ação é para apurar e impedir casos de abuso de poder político ou econômico, que afetam a igualdade entre candidatos de um pleito eleitoral.

 
Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Eleitoral no Amapá
(96) 3213 7815
[email protected]
Twitter: @MPF_AP

Datablog: Enquete

Assistiu o debate da TV Amapá?

O que você achou? Qual o candidato que melhor debateu?

Debata, seguindo as regras do blog, aí na caixinha de comentários.

Especialidade desta que vos bloga

Pensando em fazer um desses para acompanhar o debate de hoje da TV Amapá.

Que tu dizes?

Conta na caixinha de comentários como vais programar assistir o debate. Para mim é sempre um acontecimento.

 

Tim-Tim

Para amiga e primeira-dama do Amapá, Cláudia Capiberibe, que roda calendário hoje e completa mais uma volta em torno do sol.

Querida Claudinha. Aproveito o dia de aniversário, quando os anjos da guarda a rodeiam com alegria e proteção, pra renovar meu carinho e amizade, e desejar saúde, sabedoria, paz e felicidades, pra você e sua amada família.

Feliz Aniversário.

 

Pára Tudo!

É hoje, quinta-feira, o tradicional e esperado debate promovido pela TV Amapá.
Tudo pronto na TV para os momentos finais de mostrar ao eleitor as propostas e preparo dos candidatos que disputam a prefeitura de Macapá.
A mediadora será a jornalista Daniela Assayag, da TV Amazonas, e repórter de rede da TV Globo.
Jornalista Arilson Freires e sua equipe, deram o melhor nos preparativos.
O debate da TV Amapá começa logo depois da novela Gabriela.

Randolfe denuncia mais uma manobra eleitoral

Tivemos acesso nesta semana, a um e-mail que circula nos órgãos de imprensa com um texto intitulado “O mensalão do Amapá”. Nele, o senador Randolfe Rodrigues é acusado de ter recebido a quantia de R$ 20.0000,00 (vinte mil reais). Valor que teria sido pago no período do segundo mandato do governador do estado do Amapá, João Capiberibe (1999-2002). Na época Randolfe era deputado estadual.

Sobre tais denúncias esclarecemos que:

 

– Os documentos anexados ao texto que comprovariam o recebimento dos recursos por parte do então deputado Randolfe, caracterizam uma fraude e são “falsificações grosseiras”. Os documentos falsificados foram descobertos por Randolfe em agosto de 2012. No mesmo mês foram encaminhados à Justiça Estadual do Amapá e deram origem a um pedido de explicações em juízo contra Roberto Gato, que informou da existência dos documentos falsificados.

– Em setembro de 2012, Randolfe protocolou também uma Notícia Crime no Ministério Público Federal, pedindo que o MPF investigasse o autor da falsificação. Além de uma perícia nos documentos para que fosse confirmada a fraude.

– Randolfe nunca fez acordo espúrio e desafia quem quer que seja a prová-lo. Inclusive na época citada na denúncia, ele encabeçava uma disputa judicial contra a Assembleia Legislativa do Amapá, que estava com os salários dos deputados atrasados.

– O Senador disponibiliza seu sigilo bancário para que fique comprovado que não recebeu nenhum valor referente à acusação.

– A tentativa de desmoralizá-lo é uma forma de atingir a campanha de Clécio Luis em Macapá. Candidato a prefeito do mesmo partido do Senador. Ao contrário do que está no texto, na época Randolfe não era aliado do governo Capiberibe, inclusive travava uma disputa com o então governador, em razão da reforma previdenciária encaminhada pelo governo à Assembleia Legislativa.

– Esta é mais uma tentativa orquestrada e de baixo nível dos mesmos integrantes da organização criminosa que foi desmontada pela Polícia Federal em 2010 na Operação mãos limpas.

– Entendemos que o período eleitoral faz com que os opositores tentem de toda a forma criar fatos para impedir a atuação de quem deseja melhorar a vida do povo amapaense, tão massacrado pela corrupção. Porém iremos combater todas essas mentiras com uma única arma: A VERDADE!


Gisele Barbieri

Repiquete é Memória

Os chalés da Mendonça Furtado.

O das fotos, antiga residência dos professores Diniz e Dinete Botelho, foi um dos últimos derrubados pra dar lugar para esses prédios de empresas, de arquitetura duvidosa.

Alguns poucos restam resistindo bravamente. Tem um a venda, que torço para o poder público comprar e preservar com algum memorial ou casa de cultura. Ou será mais um a ir ao chão dando lugar a alguma coisa de arquitetura pavorosa, dessas que gostam de fazer aqui. Infelizmente é verdade. Macapá é a cidade dos puxadinhos. E aqui, as empresas quando compram imóveis antigos, não sabem aproveitar fachadas. Derrubam tudo, na maioria das vezes pra fazer prédios estilo caixotes.

Do blog de Alcinéa Cavalcante

PF apreende 4 toneladas de alimentos e material de campanha de Roberto Góes

Postado por: Alcinéa Cavalcante

03.10.12 2:56 pm

Por determinação da Justiça Eleitoral, a Polícia Federal apreendeu cerca de quatro toneladas de alimentos e material de campanha do prefeito de Macapá, candidato à reeleição, Roberto Góes (PDT).  O trabalho foi resultado de ação do Ministério Público Eleitoral no Amapá (MPE/AP), por meio do promotor eleitoral auxiliar André Luiz Dias Araújo. A medida de busca e apreensão foi cumprida na manhã desta quarta-feira, 3.

O MPE/AP apurou que Pedro dos Santos Martins e Rodrigo Flávio Portugal Alves, declaradamente ligados ao prefeito Roberto Góes, estavam armazenando alimentos não perecíveis para distribuir, possivelmente, durante o período eleitoral. A suspeita era de que os produtos seriam acondicionados em cestas básicas e trocados por votos para beneficiar o candidato à reeleição.

Os gêneros alimentícios foram apreendidos no prédio do jornal “O Pavio” e do programa “Batendo Lata”. O juiz eleitoral Rommel Araújo de Oliveira considerou “no mínimo estranho que a sede de um periódico guarde grande quantidade de alimentos”. No local, também foram encontrados cartazes e bandeiras com nome e número de Roberto Góes. O material foi encaminhado à sede do TRE.

Inquérito – A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar a prática de crime eleitoral pelos envolvidos. Sobre a suspeita de compra de votos, na decisão, o juiz salienta: “tal prática criminosa… contamina todo o processo eleitoral e merece posição enérgica no sentido de se coibir qualquer conduta neste sentido”.

(Assessoria de Comunicação Social/Ministério Público Eleitoral no Amapá)

O OUTRO LADO
Rodrigo Portugal e Pedro Martins negaram que os alimentos seriam usados para captação ilícita de votos. Eles disseram que esses alimentos foram arrecados numa caminhada de estudantes realizada semana passada com o intuito de ajudar pessoas carentes. Ressaltaram que todos os anos – de eleição ou não – fazem essa ação e outras e citaram a realizada ano passado para ajudar na construção do Instituto do Câncer Joel Magalhães.

Fotos: Polícia Federal