Um dia na Liberdade, o bairro oriental de São Paulo

Av. Liberdade com as torres da catedral da Sé ao fundo

A Liberdade é aquele pedaço de São Paulo, oriental total. Digo oriental, porque não é só japonês. É koreano, chinês e de outros povos do oriente.

Na decoração, nos costumes, no comércio e na gastronomia. E o que é melhor, na região central. O que significa ser acessível. Pode descer no metrô da estação São Joaquim ou na estação Liberdade, que cai direto na praça onde tem feirinha aos domingos e onde acontecem os festivais orientais. Vários durante o ano.


Pra quem vem a São Paulo, vale a pena tirar um dia ou um meio dia para flanar no “bairro japonês”.

Pode começar pelas inúmeras igrejas e templos. Eu sou católica e vou à missa . Dessa vez fui na igreja “Das das Santas Almas dos enforcados”.  Ela fica na Praça da Liberdade, a missa é linda e o sincretismo religioso de São Paulo se faz presente: você sai da missa e na porta da igreja estão as mesas dos jogadores de búzios.

Altar

Na Liberdade também tem vários templos budistas, inclusive o maior templo da América Latina, que é o “Templo Zu Lai”.

Gastronomia

Na Liberdade, obviamente, tem os restaurantes de comida oriental tradicionais. Eu adoro. Você senta no balcão e os “japas” ficam executando a arte gastronômica na sua frente: sashimis, sushis, chapas e bentos. Com maestria.

Os mais tradicionais ficam na rua Thomas Gonzaga. Perto do furdunço do comércio.

Meu almoço no Kazu

Se optar em ir ao bairro a tarde, pode emendar a noite ou happy hour nos izakayas, que são os boteco japoneses.

Compras

A Liberdade tem uma diversidade para compras.

As maiores lojas de comesticos, produtos de cabelo e maquiagem, estão lá.

Tem empórios ótimos. Tem galerias. Quinquilharias chinesas e produtos de qualidade japonesas, principalmente louças e utensílios de cozinha.

E os hippies convivem harmoniosamente com os Cosplay de animês.

Good vibes

Tem meditação. Escolas de bonsai, de mangai, jardim japonês para contemplar. E muitos karaokês, porque japonês adora.

Tem também prédios históricos, museus e vista bonita como a do viaduto Osaka, que é cena de cinema e novelas brasileiros e onde as pessoas adoram fazer fotos.

Viva a Liberdade!

Casa de Portugal, à esquerda. Prédio lindo e tombado, cheio da cultura portuguesa e com espaço pra cultura de todas as regiões do Brasil
Festival oriental

 

Flor da Samaúma – A história do vinho de açaí no Amapá

Por João Capiberibe – Macapá, 07.2022

Tudo começa no final de 2021, no segundo ano da pandemia. Faltando poucos dias para o Natal recebi quatro garrafas de vinho. Meu amigo Picanço, lá do Laranjal do Jari, com quem as vezes converso sobre vinho, havia me presenteado. Ele está mais próximo de ser um enófilo do que eu, eu apenas bebo vinho por prazer e “recomendação médica”.

O vinho de uva ou de açaí possuem substâncias benéficas à saúde, a antocianina e os taninos, antioxidantes que neutralizam os radicais livres do organismo humano e a eles se atribui poder de evitar entupimento das coronárias. Essas duas substâncias movimentam bilhões de dólares no mercado global.

Entre as quatro garrafas de vinho que Picanço me presenteou, havia uma de vinho de açaí. Causou-me surpresa aquela garrafa entre as outras de vinho de uva, mas surpresa redobrada eu tive ao abri-la, pois não é que seu conteúdo tinha cor de vinho, tinha cheiro de vinho, e ao provar, senti gosto de vinho, era vinho!!! Liguei para o meu amigo Picanço e até brinquei com ele dizendo que ele tinha mudado o rótulo pra dizer que aquilo era vinho de açaí, mas que na verdade se tratava de vinho de uva. Perguntei-lhe onde conseguira aquela preciosidade, disse-me que comprou pelo Instagram, de uma pessoa do Acre.

Fui imediatamente ao Instagram, mandei uma mensagem, em seguida liguei, fui atendido por Marcos Júnior com quem conversei sobre o Vinho Florisa, que ele produz lá no Acre. Depois de encomendar algumas garrafas, ficamos batendo papo. Contou-me que era cervejeiro artesanal já há algum tempo, e que durante a pandemia, em 2020, resolveu fermentar a polpa do açaí para ver o que acontecia, ficou pasmo quando viu o resultado: cor, cheiro e sabor, tudo muito parecido com o vinho de uva. A partir daí ele passou a fermentar e engarrafar o vinho de açaí.

Alguns dias depois chegaram as garrafas que Marcos Júnior me mandou, convidei os reitores das universidades aqui do Amapá, do Ifap e a direção da Embrapa para uma degustação de dois vinhos, o Florisa de açaí do Acre e o Portada de Portugal, foi surpreendente! Algumas dessas pessoas confundiram o vinho de açaí com vinho de uva, mas todo mundo aprovou o Florisa de açaí. Empolgados decidimos fabricar nosso próprio vinho.

Quando moramos no Chile, fomos viver numa vinícola da Universidade do Chile, em Puríssima, na província de Talca. Ali, além de fazer vinho, usávamos o bagaço da uva para fazer o que eles chamam de Chicha, uma bebida fermentada de baixo teor alcoólico que é muito simples de fazer: esmaga a uva com os pés descalços e deixa fermentar até chegar a um ponto que a fermentação é suspensa e já se pode beber.

Eu e Janete, minha companheira de vida e de luta, chegamos a conclusão que poderíamos fabricar nosso próprio vinho de açaí. Dito e feito, daí em diante passamos a produzir e chamar os amigos para degustar, e para nossa surpresa, a aprovação foi geral, tanto que não paramos mais. Hoje temos quinze lotes experimentais, com diferentes receitas, produzindo em pequenas quantidades, vinho seco, meio doce e suave.

O vinho de açaí, cujo teor alcóolico pode variar de 8 a 14 graus, terá certamente um papel decisivo no desenvolvimento sustentável do Amapá e da Amazônia. Ele tem cor, tem cheiro e sabor de vinho! É vinho! E veio pra ficar, é mais um subproduto dessa fruta santa que alimenta a paixão do povo do Amapá e da Amazônia. No entanto precisamos urgente que nossas universidades e institutos de pesquisas assumam a corrida em busca da informação e do conhecimento que nos permita colocar no mercado nacional e global, nosso vinho de açaí.
Estamos apenas começando!

Novo decreto de Waldez Góes contra a COVID. Dados apontam aumentos de casos entre crianças e agravamento da doença em não-vacinados

Covid-19: decreto mantém obrigatoriedade de uso de máscaras em escolas e unidades de saúde no Amapá

Dados epidemiológicos apontam para aumento de casos da doença entre crianças.

 

 

O governador Waldez Góes prorrogou, nesta terça-feira, 5, o decreto n°2637 de maio deste ano até o dia 25 de julho de 2022. A medida é para atender às necessidades do atual cenário epidemiológico do Amapá e reduzir os riscos de transmissão do novo Coronavírus.

Desta forma, o uso de máscara de proteção individual continua facultado em ambientes abertos e fechados, exceto em unidades de saúde e escolas públicas e privadas, onde continua obrigatório.

As medidas prorrogadas estabelecem ainda a fiscalização do cumprimento dos protocolos sanitários aos órgãos de fiscalização e segurança pública, assim como a continuidade da busca ativa para a vacinação, rastreamento de contatos e testagem de contactantes e familiares com casos positivos.

Fica facultado aos prefeitos de cada município a regulamentação das atividades comerciais, industriais e serviços localizados dentro das cidades.

Dados epidemiológicos apresentados pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coesp) apontam para um aumento na taxa de novos casos. Na semana de 12 a 18 de junho de 2022, a média móvel de casos foi de 6,43 novos casos por dia, mas este número subiu para 119,57 novos casos diários na semana de 26 de junho a 2 de julho, uma variação de 1760%, com tendência de alta nos últimos 14 dias.

 

 

“A manutenção desse decreto é de extrema importância considerando nosso atual cenário epidemiológico, onde temos uma mudança no perfil de pessoas que estão adoecendo pela covid-19”, explicou a superintendente de Vigilância em Saúde do Amapá, Margarete Gomes.

Pelo menos 14 municípios do Estado apresentam novos casos. Apenas Cutias do Araguari e Serra do Navio não registraram notificações.

“Se antes nossa preocupação eram os idosos, hoje passam a ser as crianças, que estão ocupando leitos clínicos e adoecendo com mais facilidade, por conta a falta de vacinação dos adultos e do público de 11 a 5 anos, que está com cobertura abaixo de 50%”, completa a superintendente.

 

Vacinação

Atualmente, o Amapá possui 74,35% de cobertura vacinal para a D1 e 59,62% para a D2+D. Em relação a dose de reforço, a cobertura do Estado está em 21,21%. Para o público de 5 a 11 anos, a cobertura de D1 é de 42,07% e D2 de 17,12%.

Defesa de incapaz: MP-AP visita idosa de 105 anos para verificar cumprimento das obrigações do seu curador

Na manhã desta segunda-feira (4), a equipe da 3ª Promotoria de Justiça de Família, Órfãos e Sucessões da Comarca de Macapá visitou a residência de uma idosa de 105 anos, moradora do Conjunto São José, Zona Sul da capital, para averiguar as condições em que vive. O principal objetivo da ação é verificar o cumprimento das obrigações pelo seu curador, pessoa incumbida judicialmente dessa função.

 

O titular da 3ª Promotoria de Família, promotor de Justiça Flávio Cavalcante, informou se tratar de um trabalho em construção para aprimorar a atuação do Ministério Público do Amapá (MP-AP), como fiscal da ordem jurídica, nas ações judiciais de interdição de idosos.

 

“Iniciamos hoje esse acompanhamento direto dos casos de interdição de idosos, para evitar injustiças e também garantir a proteção a essas pessoas incapazes. É um projeto em construção para melhorar nossas atividades nessa área”, afirmou Flávio Cavalcante.

 

A PGJ manifestou total apoio ao trabalho iniciado. “A nossa administração vai viabilizar toda estrutura necessária para a continuidade deste projeto”, declarou Ivana Cei.

 

Participaram da inspeção, além do promotor Flávio Cavalcante, a equipe da 3ª Promotoria da Família: servidor Jorge Nunes; assessora Janiza Bezerra; assistente administrativa Ana Clara; e o estagiário Jean Bezerra.

 

Curatela

A curatela é um instituto jurídico por meio do qual busca-se proteger os interesses de uma pessoa considerada incapaz pela lei civil, com a designação de um curador para gerenciar seus bens e assistir às suas necessidades (Projuris).

 

 

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Randolfe concorre pela 10a vez ao Prêmio Congresso em Foco

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) é o parlamentar amapaense mais bem avaliado na história do Prêmio Congresso em Foco e mais uma vez concorre entre os políticos que tiveram melhor desempenho nas atividades legislativas no exercício do ano de 2021.

No último prêmio, o parlamentar foi  o vencedor da categoria mais concorrida, a de “Melhor Senador”, no voto popular. Ele foi escolhido com 67 mil votos na internet. Em edições anteriores, Randolfe foi o primeiro, por seis anos consecutivos o melhor senador, na votação dos jornalistas que cobrem os acontecimentos do Congresso.

Na votação atual, Randolfe concorre em quatro categorias: “Melhor Senador”,  “Defesa da educação”,  “Defesa da liberdade no transporte” e “Defesa do clima”.

O Prêmio Congresso em Foco premia os deputados e senadores mais bem avaliados pelo público, pelo júri especializado e por jornalistas que cobrem as casas legislativas.

A votação popular vai acontecer de 1º a 31 de julho e qualquer pessoa pode participar, basta seguir os comandos no endereço para votação: https://premio.congressoemfoco.com.br/

Eleições 2022: Governo do Amapá informa sobre restrições para sites e perfis de redes sociais institucionais

O Governo do Amapá informa que a partir deste sábado, 2, todos os portais de notícias e redes sociais institucionais da administração pública direta e indireta serão temporariamente desativados, por conta do pleito das Eleições 2022, que acontecerá em 2 de outubro.

 

A Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) informa que permanecerão ativos apenas o portal de notícias e os perfis das redes sociais do Governo do Estado, para fins de utilidade pública e serviços imprescindíveis à população.

 

De acordo com o Art. 73, da Lei nº 9.504/1997, são proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as condutas que possam afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos eleitorais, nos três meses que antecedem o pleito. Com exceção, da publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos, ou da necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral.

 

A Secom é o órgão demandado, em ano de pleito eleitoral, para prestar informações sobre a publicidade do Governo do Estado aos órgãos de controle e à Justiça Eleitoral.

Uma Paulista Chamada Avenida


Republicando

Meio clichê e turistão. Mas sempre um dicão 

Em São Paulo, tire um dia inteiro pra caminhar na avenida Paulista. 

Opção para todos os gostos e bolsos. Cultura, gastronomia, compras de Shopping, artesanato, antiguidades, quinquilharias chinesas e contrabando bem na cara do capital. 

Na área tem tudo de muito. Livrarias, como a maravilhosa e imensa livraria Cultura. Teatros. Centros culturais. Vários cinemas. Feiras de antiguidade e de artesanato. 

Escolha o que mais gosta,  e entre em alguns desses lugares porque é quase impossível entrar em todos. Na bela Casa das Rosas. Na Reserva Cultural. No icônico MASP. No Novo Sesc Paulista e seu mirante . Itau Cultural, Centro Cultural FIESP e tantos outros. 

Casa das Rosas. Literatura e rosas

Tomar café, chopp ou fazer um lanche? Tem os melhores. Inclusive o estrelado pastel de feira da Maria. Um dos queridinhos de São Paulo. Que deu um passo a mais: da feira da Pacaembú para o coração da Paulista. 

Mas se quiser jantar ou almoçar muito bem, vá aos arredores, como a alameda Santos, paralela à Paulista , ou outras mil coisas na região . 

Eu e a amiga Leda, no descolado Spot

Aos domingos a Paulista é apenas sensacional. Fica fechada o dia inteiro para carros. A avenida é das pessoas. 

Música de rua. Dança. Artes de todos os tipos. De maneira organizada. (Um músico não atrapalha o outro) 

A Paulista fechada aos domingos foi obra de Fernando Haddad quando prefeito de São Paulo. Depois copiada pelo prefeito de Paris, que passou a fechar a Champs Elisès aos domingos também. 

Reka e Rafael no domingo da Paulista

 

Como diz o Premeditando o Breque em uma canção. “É tão bonito andar na cidade, de São Paulo”. 

Na Paulista então, é o melhor rolê aleatório para todas as tribos. 

Rolê com o sobrinho Marcelino Tithé

Vá. O destino é somente andar na Paulista. O resto vem! 

TCE aprova por unanimidade contas da gestão de Clécio na PMM


Nessa sexta, 1, o ex-prefeito de Macapá Clécio Luis teve as contas relativas ao ano de 2015 aprovadas por unanimidade pela Corte do TCE. O parecer favorável à aprovação foi do conselheiro Regildo Salomão e ocorreu durante ação itinerante realizada no município de Mazagão.

“Isso é muito gratificante e deixa um legado, que é o trabalho preventivo que foi feito entre a equipe técnica da nossa gestão com a equipe técnica do Tribunal de Contas do Estado. Isso previne qualquer tipo de erro, de falha e inibe eventuais desvios. E só foi possível graças ao empenho dos nossos técnicos, em especial da Dra. Nair Mota, que foi minha secretária de Transparência e Controladoria, e também da postura proativa do Tribunal de Contas”, destacou Clécio.

Deu a loka na campanha do Jaime ?

A pré-campanha do empresário Jaime Nunes anda meio que “pra lá e pra cá”.
Já usou a frase “Jaime “maridão”. Não pegou. Já usou “Jaime da Quebrada”, e ficou muito distante da imagem do candidato, que é um empresario conhecido e uma autoridade do estado, pois é vice governador.

E agora imita a manjadissima campanha do “agro é pop”.
Olhando as redes sociais dos candidatos, ainda não consegui entender cadê o rumo da campanha do empresário, pré-candidato ao governo.

Imagens do Instagram de Jaime


O Brasil nunca foi uma democracia

* por Marco Chagas. Professor-doutor da Universidade Federal do Amapá 

Desde 1500, com a chegada dos colonizadores para “civilizar” os povos originários, a democracia no Brasil sempre foi exceção. Em muito, disfarce de uma democracia de baixíssima intensidade forjada pela elite do atraso. A Constituição Federal de 1988, feita para um Brasil que nunca existiu, vive aos remendos pelos interesses coorporativos do mercado e da destruição da natureza.

De 1500 a 1888, o Brasil foi de longe o maior importador de escravos e o último país do mundo a abolir a escravatura. Desde então, impera a República das Bananas. Ver a floresta crescer como um grande milharal, no imaginário capitalista do norte-americano Daniel Ludwig, significa o quanto a democracia no Brasil é modelo e não realidade.

O consenso das commodities sempre foi o discurso dominante de desenvolvimento do Estado brasileiro. Quando Celso Furtado afirmou que não existe desenvolvimento sem um projeto social subjacente, entendi o quanto é frágil esse discurso. O desenvolvimento, entendido como exploração para crescimento, é apenas um projeto de poder político. E qualquer democracia sucumbe à ditadura  do Estado.

Para os “sem história”, recomendo a leitura de “História da Amazônia”, de Márcio Souza. O autor ajuda a entender a insanidade do avanço do progresso sob os biomas, povos originários e tradicionais. Os sucessivos governos brasileiros nunca abandonaram o projeto de transformar esse país na “maior fazenda do planeta”, mesmo que para isso tenhamos que  arrancar esses povos de seus territórios. Davi Kopenawa, nas entrelinhas de “A Queda do Céu”, assim traduz essa trágica história inacabada: Agora não tenho onde ser enterrado.

Ares de democracia se fez presente no Brasil pós regime militar. Mas, a fragilidade de sua natureza representativa a tornou fugaz. Segundo o Relatório “Democracia Inacabada”, da OXFAM/Brasil, o governo de Jair Bolsonaro extinguiu 93% dos colegiados participativos ligados à administração federal – um ataque inequívoco à participação, à transparência e ao controle social de políticas públicas.  

O indiano Amartya Sen propôs uma discussão que vale a pena: – Como desenvolver com liberdade? Comprovou que  sem serviços públicos de qualidade, principalmente em saúde e educação, nos permite viver mais. Mas, isso não basta. É preciso viver bem, viver melhor, viver livre. E se isso aconteceu alguma fez nesse país, foi antes de 1500.

Macapá sedia 1º Encontro do Mosaico da Amazônia Oriental. Desafios enfrentados pelas áreas protegidas serão debatidos por povos indígenas e população do entorno das UCs

Povos indígenas do Parque do Tumucumaque, Rio Paru D’Este, Waiãpi, agricultores familiares da Perimetral Norte, extrativistas, organizações da sociedade civil, órgãos públicos e gestores das unidades de conservação, e participarão, no dia 14 de junho, das 9h às 18h, na Chácara Natuplay, em Macapá-AP, do I Encontro do Mosaico da Amazônia Oriental.

 

A pauta prevista para o encontro inclui assuntos como a avaliação da efetividade do Mosaico da Amazônia Oriental 2021, o monitoramento da biodiversidade do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e o andamento da pesquisa de mercúrio.

 

O encontro, que terá caráter informativo e de diálogo, também irá definir estratégias de ação conjunta para os próximos anos de modo a garantir que a agenda Mosaico da Amazônia Oriental continue sendo construída de forma participativa e integrada nos territórios que o compõem.

 

As áreas protegidas que compõe o Mosaico da Amazônia Oriental são: Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, Floresta Nacional do Amapá, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, Floresta Estadual do Amapá, Parque Natural Municipal do Cancão, Reserva Extrativista Beija-Flor Brilho de Fogo, Terra Indígena Wajãpi, Terra Indígena Parque do Tumucumaque e Terra Indígena Rio Paru D’Este.

 

Criação – O Mosaico da Amazônia Oriental é um canal de informação e diálogo entre todos os que vivem dentro e no entorno das áreas protegidas e abrange parte do Planalto das Guianas, região reconhecida pela rica biodiversidade e diversidade sociocultural. Possui mais de 12,3 milhões de hectares e é formado por três Terras Indígenas (TI) e seis Unidades de Conservação (UC).

 

Serviço 

1º Encontro do Mosaico da Amazônia Orienta 

Data: 14 de junho (terça-feira)

Hora: 9h às 18h

Local: Natuplay / Macapá-AP

Endereço: Rodovia Setentrional, 1.460 – Pacoval

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Alessandra Lameira Lima e Silva

Jornalista e especialista em Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável

“Tenho TDAH. E daí?”. Um relato sobre rotinas, desafios diários, vivência e estratégias

*Ruan Aguiar. Jornalista e acadêmico de Comércio Exterior 

Olá, me chamo Ruan e vou te falar um pouco da minha rotina com o TDAH. Minha rotina é baseada no medo. Medo de errar, medo de ser percebido ou taxado como “diferente”, o medo de ser mandado embora do emprego, etc. Essa rotina se confunde com as frustrações quase que diárias e o pior é que esses medos e frustrações são, muitas vezes, tratados como frescura, modinha e com palavras duras, olhares diferentes.

Com tanta modinha, acham mesmo que eu iria escolher uma moda que me deixa diariamente apavorado e com todos os meus medos? Acham mesmo, isso?

Dados da comunidade médica e científica mostram que entre 3 e 6% da população mundial sofre com o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, mais conhecido como TDAH, distúrbio neurobiológico crônico que se caracteriza por desatenção, desassossego e impulsividade. Esses sinais devem obrigatoriamente manifestar-se na infância, mas podem perdurar por toda a vida.

Eu sempre entendi que tinha certas dificuldades para executar algumas tarefas. Muitas vezes eu preciso ler a mesma página de um livro duas ou mais vezes, esqueço datas, alguns compromissos e já esqueci até mesmo o dia do meu aniversário.

Quando predomina a desatenção, as dificuldades são maiores na organização de tempo e atividades, concentração, o salto de uma tarefa para outra, sem mesmo ter terminado o que começou anteriormente.

Nos casos que prevalece a hiperatividade, os portadores de TDAH são inquietos, agitados e falam muito. Dificilmente conseguem participar de atividades sedentárias e manter o silêncio durante as brincadeiras ou realização dos trabalhos. A impulsividade tem destaque e com ela vem a impaciência, o agir sem pensar, dificuldades para ouvir, precipitação para falar e a intromissão nos assuntos, conversas e atividades alheias.

Depois de pesquisar muito no “Sr. Google”, iniciei meu tratamento em 2019, quando eu já havia trancado a faculdade pela segunda vez, por não conseguir manter o foco nos estudos, eu também já estava diagnosticado com quadro de depressão e era em decorrência do TDAH e eu achei melhor priorizar o meu trabalho naquele momento, e em seguida fui demitido, mesmo falando da minha condição e que havia iniciado o tratamento. Alguns “amigos” riram da situação. Meu sentimento era de incapacidade e inutilidade. Foi tudo bem difícil…

Eu desenvolvi estratégias que me auxiliam no trabalho e em tarefas do dia a dia. Tento anotar tudo, tanto no computador, quanto no caderninho de anotações mesmo e crio uma lista de afazeres e isso é o que ajuda a manter minhas atividades diárias. Coloco despertador para algumas atividades prioritárias, e quase tudo coloco na agenda pra não me perder. Algumas atividades (não importantes) eu não coloco, pois se perder também faz parte da vida…

O diagnóstico é sempre clínico. Não demanda de exames de sangue ou afins. É feito através de uma longa Anamnese (entrevista) com um médico especializado. Eu faço consultas mensais com psiquiatra e acompanhamento terapêutico com uma psicóloga que auxilia no meu desenvolvimento.

O tratamento varia de pessoa para pessoa. Geralmente consiste na psicoterapia e na prescrição de Cloridrato de Metilfenidato, comercialmente chamada de Ritalina, um medicamento psicoestimulante e que eu faço uso.

Ser portador de TDAH não me impede de executar meu trabalho, não me impede de executar tarefas diárias, no entanto, as rotas de aprendizado são um pouco diferentes, as vezes mais demoradas. Concluí em 2020 a faculdade de jornalismo, iniciei uma outra faculdade (Comércio Exterior), trabalho em uma startup em modelo home office e também sou nômade digital. Viajei para várias cidades do Brasil, com culturas e pessoas diferentes em todos os aspectos. No primeiro semestre de 2023 pretendo passar uma temporada viajando nos países da América Latina e me aprofundar no comércio internacional.

Um dos maiores aprendizados de toda a minha experiência é o fato de eu ter aprendido a lidar com as diferenças. É importante ter um olhar sensível e entender que ninguém é igual. As qualidades, limitações e defeitos que nos diferenciam é o que ajuda a construir uma sociedade igualitária e inclusiva. É importante respeitar as diferenças e que antes de qualquer diferença existe um ser humano.

 

 

Ruan Aguiar.

 

 

 

Jaime partiu pro ataque

Em vídeo publicado nessa sexta-feira em suas redes sociais, o pré-candidato ao governo, empresário Jaime Nunes, partiu para o ataque.

Jaime atacou ao mesmo tempo o governador Waldez Góes, de quem é vice-governador. O seu principal adversário, o também pré-candidato Clécio Luis, de quem sempre recebeu tratamento respeitoso e digno, quando Clécio era prefeito de Macapá, e o senador Davi Alcolumbre, apenas “o cara”, que mais trouxe recursos para investimentos no estado em toda a história do Amapá.

Importante lembrar que Jaime era responsável, por decreto, por atividades importantes do governo, como a gestão administrativa  e a nomeação de cargos estratégicos nos órgãos de desenvolvimento.

Os ataques foram criticados no território livre da internet, até por não ser o perfil de Jaime. Que sempre foi uma liderança empresarial forte, com cargos importantes nas entidades patronais e que nunca teve uma posição crítica contra os governos, nem contra a gestão de Waldez Góes, ou do ex-prefeito Clécio Luis, e nem dos mandatos do senador Davi.

Diz a lenda que quando um candidato busca o caminho de “bater”, é que os números de pesquisas internas de intenção de votos, lhe são desfavoráveis e a campanha busca um caminho para crescer.

Diz a lenda.

Sites de jornalismo que cobrem política no estado repercutiram a estratégia política de Jaime Nunes.

Veja aqui

Seles Nafes – Jaime tenta “apagar” participação  no governo. https://selesnafes.com/2022/06/jaime-tenta-apagar-participacao-no-governo/

Silvio Sousa- Jaime parte o ataque direto a Clécio, Waldez e Davi https://blogdosilviosousa.com/2022/06/jaime-parte-para-o-ataque-direto-a-clecio-waldez-e-davi

E “É Desespero, dizem coordenadores de Clécio sobre ataque de Jaime”.

É desespero, dizem coordenadores de Clécio sobre ataques de Jaime

Uma multidão esteve com Clécio no lançamento do programa de governo de construção coletiva “Amapá Futuro”



Uma multidão esteve na noite desta quinta-feira, 09.06, no lançamento do programa de governo do pré-candidato Clécio Luis, chamado de “Amapá Futuro”.

O programa será construído por Clécio, junto com a população. Ele já conhece muito o Amapá, seus setores, territórios e a gestão pública, e agora chama a população para construção coletiva e participava, e para inserir suas demandas e também suas idéias e propostas para o futuro do Amapá.

A participação no programa do governo de Clécio começou no evento e seguirá sendo feita em várias plenárias pelo Amapá inteiro e também pelo site www.clecioluis.com.Br