Aperte o Play. Cássia Eller e “Todo Amor que Houver nesta Vida”

A gente dá o play na semana que antecede o Dia dos Namorados, com a voz perfeita de Cássia Eller na bela “Todo Amor que houver nesta Vida”, de Cazuza e Frejat.

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo o amor que houver nesta vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum veneno anti monotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

 

 

 

 

Sexta-feira movimentada na política. PSB retira candidatura de Piedade ao governo e partidos da Federação (PT, PV e PCdoB) afirmam apoio a Clécio

Tentativas de intervenção nacional e outras movimentações agitam os bastidores 

A sexta-feira pre-eleitoral foi movimentada no arraial politico do Amapá.

Os partidos que compõem a Federação nacional formados por PT, PV e PC do B,  reuniram as direções partidárias e anunciaram através de nota publica o apoio ao pré-candidato Clécio Luis (Solidariedade). PV e PC do B, já aprovaram o apoio a Clécio e a executiva do PT também. Mas a democracia interna do PT promove encontro de delegados no dia 11.06, que deve homologar esse apoio.

 

Segundo dirigentes do PT no Amapá, praticamente 100% dos delegados e candidatos do partido estão fechados com Clécio.

A reunião da federação e a nota pública dos partidos é resultado de pressões para intervenção nacional na decisão local, que estão sendo feitas pelo PSB e REDE, de Capi e Randolfe, em levar a Federação a apoiar a candidatura de Lucas Abraão no Amapá, por causa desses partidos estarem apoiando nacionalmente a candidatura de Lula. Apesar, é bom que se diga, que Clécio é do partido Solidariedade, que nacionalmente também está com Lula.

A pressão na direção nacional pegou mal com os dirigente locais, pela falta de respeito com militantes e candidatos, segundo eles.

A deputada federal, professora Marcivânia declarou que vai atuar junto a direção nacional da Federação para que seja respeitada a decisão das lideranças amapaenses de apoiar Clécio, e que é radicalmente contra qualquer mudança no posicionamento dos partidos do Amapá.

O certo é que esses os partidos querem apoiar Clécio, e não Lucas Abraão, e que a tentativa de buscar apoio na marra, não foi bem aceita no Amapá, que tem apenas 0,3% dos votos nacionais.

Esse filme a gente já viu em outras eleições, e não é um filme bonito. A construção de diálogos políticos locais, primeiramente, é necessária para a construção do futuro do Amapá.

PSB retira candidatura de Piedade ao governo

Na manhã de ontem, 03.06, o presidente do PSB, João Capiberibe, reuniu a imprensa para informar que o PSB pela primeira vez não terá candidatura ao governo do Amapá em 2022. O PSB tinha lançado o nome da professora Piedade Vieira ao governo, que passa agora a disputar uma vaga de deputada estadual.

Na coletiva, Capi ainda não anunciou quem o PSB irá apoiar ao governo. Mas deve compor chapa com REDE e PSOL, que tem como pré-candidato Lucas Abraão (REDE).

 

A pedido do MP-AP, justiça proíbe a continuidade de retirada das árvores de avenida no centro de Oiapoque. O promotor de Justiça também requereu multa por dano moral coletivo no valor de 30 milhões

Em análise ao pedido de liminar apresentado pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP), o juízo da 1ª Vara da Comarca de Oiapoque acolheu parte dos pedidos formulados na Ação Civil Pública (ACP) e proibiu a continuidade da supressão das árvores do canteiro central da Avenida Barão do Rio Branco, no bairro central do município, que estavam sendo retiradas para execução de projeto de revitalização do logradouro. O titular da Promotoria de Justiça de Oiapoque, promotor de Justiça Hélio Furtado, ajuizou a ação em face do Município, na pessoa do prefeito Breno Lima de Almeida, e da empresa Uninorte Empreendimentos Eireli-EPP, na pessoa de seu proprietário Josivaldo Fernandes da Silva.

 

Na decisão, o juiz Roberval Pantoja Pacheco, acolheu a tese do MP-AP e determinou a suspensão dos efeitos da Licença Ambiental e da ordem de execução de serviço que autorizavam as supressões das árvores por parte da empresa Uninorte Empreendimento.

 

Determinou ainda, a proibição da continuidade da retirada das árvores, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$-5.000,00 (cinco mil reais), a ser revertida para ações e projetos de interesse ambiental no Município de Oiapoque.

 

O magistrado também acolheu outro pedido do Ministério Público determinando a “adequação do projeto arquitetônico de revitalização do canteiro central da Avenida Barão do Rio Branco, à presença/manutenção das árvores existentes no local, condicionada a continuação da execução da obra à manutenção das árvores de grande porte e realocação das espécies de pequeno porte”.

 

O promotor de Justiça de Oiapoque informou que ao tomar conhecimento do projeto instaurou procedimento extrajudicial e requisitou do então secretário Municipal de Meio Ambiente, Jadison Monteiro dos Santos, que apresentasse informações acerca da supressão das árvores do citado logradouro, com o envio do projeto urbanístico da obra, licença ambiental e demais documentos acerca do projeto arquitetônico. Na oportunidade, recomendou a revogação da licença até a adequação do projeto da obra à manutenção das espécies, também, que realizasse consulta pública com a comunidade local para esclarecimentos acerca da revitalização do espaço público e da substituição das espécies arbóreas.

 

“Fizemos uma reunião com os representantes da Prefeitura Municipal e da empresa, na qual assumiram compromisso em realizarem a consulta pública e readequarem o projeto. Ainda no mês de abril, requisitamos informações acerca do cumprimento do que foi recomendado e ajustado, porém, na madrugada do dia 1º de junho, ou seja, na calada da noite, de forma inesperada, clandestina e ilegal, funcionários da referida empresa, previamente autorizados pelos gestores municipais, inclusive com o prévio conhecimento e a anuência do prefeito do Município – muito embora ciente da necessidade de readequação do projeto para a manutenção das árvores -, suprimiram todas as espécies arbóreas existentes em um trecho da avenida”, relatou o promotor de Justiça.

 

O membro do MP-AP também requereu indenização por dano moral coletivo, no montante de 30 milhões de reais, em decorrência da supressão das árvores, valor a ser revertido para ações e projetos de interesse ambiental do Município de Oiapoque, e ainda que os demandados sejam condenados a realizarem a recomposição do dano ambiental, mediante o plantio de 30.000 (trinta mil) mudas nativas nas ruas e logradouros públicos da cidade.

 

“Ajuizamos a ação para evitar novos danos ao equilíbrio ecológico local, e pela necessidade de enfrentamento imediato face à exigência de preservação de valores fundamentais para o homem, quais sejam, o meio ambiente equilibrado”, argumentou Hélio Furtado.

 

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Gerente de Comunicação – Gilvana Santos

Núcleo de Imprensa

Texto: Gilvana Santos

Polarização Musical – acabou a mamata sertaneja

* Por Nelson Motta 

A polêmica entre Anitta e um tal Zé Neto, que transbordou para Gusttavo Lima e outros sertanejos bolsonaristas, deflagrou a polarização musical na campanha eleitoral.

De um lado, a MPB em peso com todos os seus orixás, os roqueiros em massa (menos Roger), sambistas, funkeiros, pessoal do axé (menos Netinho), o pop multissexual, e do outro, sertanejos raiz, universitários e sofrentes velhos e novos, perdendo de lavada para “o outro lado”, como Bolsonaro chama todos que não são seus aliados.

“Acabou a mamata”, o sórdido slogan criado e multiplicado para estigmatizar artistas anti-bolsonaristas, acusando-os de usar a Lei Rouanet para enriquecer, agora volta-se contra os sertanejos bolsonaristas, contratados a peso de ouro por prefeituras de pequenas cidades pobres e carentes com verbas destinadas à saúde e educação. E, depois de toda a vergonha que passou no 7 de setembro, Sérgio Reis volta à cena para dizer que “isso não é dinheiro público, é dinheiro do público.” Mas é claro, cumpadi, é dinheiro dos nossos impostos patrocinando a festa dos artistas, sem concorrência ou qualquer fiscalização, sem nenhum beneficio à população além de entretenimento de baixa qualidade. Essa mamata acabou, véio!

Os TCEs, os TCMs, o TCU, os MPs estaduais e municipais e outros órgãos de controle caíram em cima dos contratos milionários, que seriam pagos com verbas de extração de minérios ou de petróleo, que só podem ser usadas para saúde e educação. Ou com verbas do orçamento secreto enviadas para prefeituras promoverem, na prática, “showmícios” durante a campanha eleitoral, proibidos por lei.

A diferença é que, na Lei Rouanet, as empresas podem destinar parte do dinheiro que pagariam em impostos para financiar produções artísticas. O Estado deixa de arrecadar, mas lucra com os empregos e impostos gerados pela indústria do audiovisual. Mas na abertura da porteira aos sertanejos, bancada com os impostos pagos por pobres, remediados e ricos, só eles ganham, quem perde de verdade são todos que trabalham duro para pagar impostos, e certamente não é para financiar mamatas caipiras. A têta secou.

Em Macapá, prazo para pagamento do IPTU encerra em 31.05


O prazo para o pagamento da 1ª parcela do pagamento da cota única do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) encerra nesta terça-feira (31). Entre cota única e parcelamento, cerca de 5 mil contribuintes já fizeram a adesão.

E de acordo com a Secretaria Municipal de Finanças (Semfi), o valor arrecadado até o momento foi de R$ 4.106.633,83. O pagamento em cota única garante 10% de desconto e, se caso o contribuinte esteja em dia com o tributo nos últimos cinco anos, terá mais 2% de dedução por cada ano, totalizando mais 10%. Ao final, ele terá até 20% sobre o valor do IPTU.

Já quem deseja pagar o imposto de forma parcelada, poderá fazer isso em até oito vezes, com vencimento sempre no último dia útil de cada mês.

Em 2022 a Prefeitura de Macapá não enviará os carnês para o endereço cadastrado e a emissão dos boletos para pagamento em cota única ou parcelado pode ser feito na Central de Atendimento ao Contribuinte, Sala do Empreendedor ou em uma das quatro unidades da Rede Superfácil. Além desses locais o contribuinte também pode emitir as guias de pagamento diretamente no site da Prefeitura de Macapá.

Serviço
A Central de Atendimento ao Contribuinte funciona na Rua Jovino Dinoá, esquina com a Avenida Cônego Domingos Maltês, no bairro Trem e os atendimentos acontecem de 8h às 14h.

Já a Sala do Empreendedor, fica na Avenida Iracema Carvão Nunes, nº 267, no Centro, e o público pode fazer a emissão do carnê das 8h às 13h.

Quem deseja emitir os boletos na Rede Superfácil, deve acessar o endereço https://superfacil.portal.ap.gov.br para ver qual é a unidade mais próxima. Neste caso, o usuário deve fazer o agendamento no endereço eletrônico.

secom/ PMM

Aperte o Play: Constelação de Parentes, disco de Val Milhomem e Joãozinho Gomes

*Por Marileia Maciel 

Constelação de Parentes é uma preciosidade musical que está disponível nas principais plataformas digitais, uma viagem do Curiaú na calda de um cometa ou a bordo de barco negreiro para os confins do universo. É possível viajar, dançar e cantar em ambientes perfumados com açucenas, sofrer os amores impossíveis, dançar o zouk love, marabaixo, batuque e o reggae, junto ou sozinho.

Joãozinho Gomes e Val Milhomem pilotam a Nave da Constelação e nos induzem a um mundo onde todos são parentes e vão pra marabaixada à luz do luar, e navegando nos toques das caixas, contam da filha da sereia que ensina o marinheiro namorador a nadar. Enquanto Val canta a baladinha do amor de desencontros e escreve cartas para seu bem-querer, Joãozinho chega com seu zouk romântico falando de um coração solitário e cheio de amor, uma declaração pra quem fugiu por medo de amar suas razões. É só pular a faixa e estamos “zouqueloveando” embaixo da lona do circo azul onde a prima dona nisei transforma-se em flor, ou requebrando até embaixo com a Lady Celi, que o tempo não tatua sua pele. Então respira, porque Val canta o amor da senhora do Amazonas que se foi, antes do lamento de fé e força dos castanheiros. E lá vamos nós no barco negreiro levando o marabaixo via satélite e internet, carregando na proa os cantores no rastro da estrela guia, enquanto a beira rio se enche de outdoor e se espalha pelo mundo o clipe em DVD contando a felicidade de amar você.

_“Plena noite de festa, noite enfeitada de gente. Cada pessoa, uma estrela. Estrela é gente modesta. Eu por todo o terreiro vi Constelação de Parentes”_

Ouça aqui

https://open.spotify.com/album/0LHLaZmvtpD4BJ1CKq9zdg?si=Tr2JGoknREmcGlGJgGPfYw&utm_source=whatsapp

Turismo gastronômico recebe apoio do MacapaTur no Festival Brasil Sabor

Livro do Festival “Brasil Sabor” com as receitas e segredos dos chefs já está disponível. Baixe aqui

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – AP e o Sebrae Amapá, lançam o livro “Guia Gastronômico Sabores do Amapá”, com as receitas que estão participando do Festival Brasil Sabor, que começa nesta sexta-feira, 27, no Sebrae, e os segredos dos chefs, alguns premiados nacionalmente.

O livro pode ser baixado clicando neste link 

 

Encontro de Bolsonaro e Alexandre Moraes e reação da platéia, seguem repercutindo

E o encontro do presidente Bolsonaro com o ministro Alexandre Moraes na posse dos novos ministros do Tribunal Superior do Trabalho – TST, na ultima quinta-feira, rende ate hoje nos sites, blogs e canais do YouTube. O encontro se deu um dia depois de Bolsonaro pedir à Procuradoria Geral da República -PGR, que investigue o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral – TSE (assume em agosto).

Eu estava lá na cerimônia de posse e vi a treta.

Os dois ficaram praticamente frente a frente.

Bolsonaro foi cumprimentar Alexandre, mas daquele jeito “bronco”, sinalizando com as mãos ao ministro para que levantasse pra falar com ele. O gesto agradou os bolsonaristas mais radicais que ficaram nas redes festejando a demonstração de poder. O cumprimento entre os dois gerou aplausos da platéia, mas nem tanto.

Aplausos mesmo, foi quando a cerimonialista do TST fez os cumprimentos a Alexandre Moraes. Ele foi aplaudido por minutos. Ovacionado. Enquanto Bolsonaro ficava imóvel na mesa, tentando fazer cara de paisagem. A platéia, grande, era formada predominantemente por juizes, desembargadores, advogados e membros do ministério público.

A reação demonstra que no meio jurídico, nessa briga, Bolsonaro leva a pior.

O jornalista Gerson Camarotti disse em seu blog no G1 que:

A cena rara em uma corte de um tribunal superior em que um ministro é ovacionado, mostra que o presidente Jair Bolsonaroconseguiu o efeito inverso do que esperava: os ataques constantes fortaleceram de forma inédita o ministro Alexandre de Moraes no Judiciário.

Um integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) observou ao blog que a escalada de Bolsonaro contra Moraes acabou unindo a cúpula do Judiciário.

Já um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ressaltou que a imagem dos aplausos na solenidade de posse de ministros no Tribunal Superior do Trabalho (TST) “aprofundaram esse simbolismo de reação conjunta da Justiça à tentativa de se criar uma nuvem de suspeição nas eleições desse ano.”

Veja aqui esse momento e a cara de Bolsonaro

 

Sem duvida, este foi o meu rolê aleatório do ano.

Disco de Oneide Bastos, essa bela voz da Amazônia, já está em todas as plataformas digitais de música

O disco da cantora Oneide Bastos, lindamente produzido por Dante Ozetti, exalta a cultura do Amapá e da Amazonia. E foi contemplado pelo “Rumos Itaú Cultural”.

Oneide tem uma das mais belas vozes da Amazônia e o disco ficou perfeito.

A arte capa é do neto de Oneide, design Skipp Bastos Cadena.

O disco está desde ontem em todas as plataformas digitais de música.

Sobre o disco, o jornalista Júlio Maria, autor das biografias de Elis Regina e Ney Matogrosso, e colunista de cultura, escreveu no jornal “Estadão” .

Canto de Oneide Bastos traz em si uma floresta inteira 

Os Bastos são influentes na corrente que tem trazido do Norte, e mais precisamente do Amapá, sons de uma origem negra e indígena, porém cabocla (ou caboca, como eles dizem), até há pouco retraída e circunscrita a seus quilombos. Patrícia Bastos veio primeiro com a força sobretudo de seu terceiro álbum, Zulusa, de 2013, e do quarto, Batom Bacaba, de 2016. Álbuns premiados por revelarem um veio geográfico original ao mesmo tempo em que mostravam uma afetuosa capacidade de soarem universal. Seu irmão, Paulo Bastos, é percussionista, pesquisador e compositor, uma autoridade nos cortes do marabaixo, o “samba do norte”, só recentemente descortinado pelos Bastos nas partes baixas do país, e capaz de criar canções lindas em seus trabalhos, como se tivesse uma floresta dentro de si. Seu disco Batuqueiro é uma joia do Amazonas.

Agora é a vez da matriarca, Oneide Bastos. Ela canta desde menina em bailes infantis de Macapá depois de nascer do tamanho da palma de uma mão e à beira rio pelos anos 40 na paraense Ilha dos Porcos. Até chegar à plenitude do álbum que leva seu nome, com produção de Dante Ozzetti e realização do projeto Rumos, do Itaú Cultural, Oneide desbravou um tempo de raros cantos femininos vindos do Norte e passou por grupos como Trio da Terra, Sonora Brasil e Vozes do Amapá. Cheia de uma música que soprava tanto de dentro do Brasil, do vizinho Pará, como de fora – afinal, a Guiana Francesa e o Suriname com seus cacicós, zouks e ritmos indo caribenhos estavam logo ali ao lado – ela lançou outros dois trabalhos de alcance regional até chegar a este terceiro.

Se foi de Oneide que saiu o fio de ouro da voz de Patrícia Bastos, ela também o tem e em estado puro. É a mãe de Patrícia, de Paulo e de um lugar inteiro que se impõe no canto pequeno, delicado e transformado por Dante em uma espécie de realeza amazônica. Oneide é mais rio do que mar, mais banho que arrebentação, e seu Norte é fiel às águas doces e a tudo o que sai delas em imagens que se pode ver quando ela canta. Não deve ser por acaso que Pedra de Rio, de Luhli e Lucina, abra o disco. Ney Matogrosso a gravou primeiro, em 1975, e ouviu a regravação de Oneide a pedido da reportagem. Assim que ouviu, escreveu: “Gostei muito, ela se baseou na minha primeira gravação, que era muito lenta. Que interessante ela cantando essa música. A voz é muito jovem, não parece ser de uma pessoa com mais idade.”

 

Fato politico da semana: Em evento grandioso, governador Waldez anuncia que PDT apoiará Clécio


Em um evento politico grandioso que lotou local e ruas do entorno na noite desta sexta-feira, 20, o governador do estado, Waldez Góes reuniu seu partido, o PDT, para anunciar o apoio ao pré-candidato Clécio Luis nas eleições de 2022.

O evento, alem da militância do PDT, contou com a presença de prefeitos e lideranças de outros partidos.

Clécio Luis em suas redes disse que:

“Nesta sexta-feira, 20, um mar de militantes do PDT se reuniu para declarar apoio à nossa pré-candidatura. Eu me sinto muito honrado em compartilhar esse momento inesquecível com todos vocês. E ainda mais convencido de que é preciso unir forças para fazer o Amapá crescer. Quero agradecer em nome do governador Waldez Góes a toda militância pdetista presente nesta noite. E dizer que saímos daqui mais fortalecidos e com a certeza de que estamos no caminho certo”.

 

Acompanhamento e segurança: MP-AP participa de testes sonoros da Usina Hidrelétrica de Ferreira Gomes


Na última quinta-feira (12), o Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio da Promotoria de Justiça de Ferreira Gomes, participou de experimentos sonoros de sirene do Sistema de Segurança de Barragem da Usina Hidrelétrica (UHE), naquele município. O uso do equipamento deve ocorrer somente em caso de sinistro da barragem e não será usado em caso de inundação natural do rio, em razão de fenômenos naturais no período de inverno amazônico.


A medida de segurança, em caso de acidentes na barragem da Usina, tem o propósito de avisar a população que reside nas Zonas de Autossalvamento (ZAS), áreas que seriam inundadas em caso de rompimento da represa, para que o cidadão se dirija às rotas de fuga.

Os testes, realizados no horário da manhã, foram feitos simultaneamente em seis torres de sirenes, em diferentes níveis: 70% do som do sistema sonoro; 85% do som do sistema sonoro e 100% do som do sistema sonoro. Na ocasião, os técnicos utilizaram aparelhos decibelímetros calibrados para o uso durante o teste com vistas a aferir a eficácia do sistema de som.


De acordo com a titular do MP-AP em Ferreira Gomes, promotora de Justiça Samile Simões Alcolumbre, que esteve na inspeção e testes, a exigência de instalação do sistema de segurança de sirenes é fruto do trabalho ministerial, surgido após o sinistro que ocorreu na construção da hidrelétrica, em 2015, que causou o alagamento de parte da cidade, causando inúmeros prejuízos.

“O teste foi muito bom e atendeu bem as expectativas. Houve problema apenas na primeira e na última torre de transmissão, nas quais serão realizados os ajustes para a melhoria do sistema. Seguiremos acompanhando os procedimentos de segurança para a salvaguarda da população de Ferreira Gomes”, explicou Samile Alcolumbre.

Durante os testes, estiveram presentes: o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP), coronel Wagner Pereira, representando a Defesa Civil do Estado do Amapá; os agentes de Polícia Civil do Amapá, Marco Preste e Alice Façanha; o membro da da Associação dos Pescadores de Ferreira Gomes, Wladilson Brito, além de representantes da Defesa Civil do Município, Girlane Reis e as equipes da Usina Hidrelétrica, sob o comando do engenheiro especializado na segurança de barragens, Rafael Roselli.

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Território Quilombola do Maracá será a próxima região a ser contemplada com o edital do Fundo Baobá

Dando continuidade a execução do edital “Vidas Negras, Dignidade e Justiça” que integra o programa “Equidade Racial e Justiça” do Fundo Baobá, acontece nos dias 19,20 e 21 de maio, na Comunidade Quilombola de Conceição do Igarapé do Lago do Maracá, cerca de 170km de Macapá pela BR 156, mais uma etapa de Formação de lideranças e ativistas negros-quilombolas do Amapá, realizada pela Associação de Jovens Moradores e Produtores de Santa Luzia do Maruanum – AJOMPROM e a Rede de Quilombolas do Amapá.

As atividades serão para convidados e principalmente aos moradores que compõe o Território Quilombola do Igarapé do Lago do Maracá, formado pelas comunidades quilombolas do Conceição, Mari, São Miguel, Fortaleza, Laranjal e Joaquina, todas do Distrito do Maracá em Mazagão.

No norte do Brasil, apenas o Amapá foi contemplado com o edital através da AJOMPROM, com o tema “Povos Quilombolas do Amapá, a Luta Pela Garantia e Efetivação de Direitos”. A associação, busca desenvolver o fortalecimento cultural de políticas públicas de promoção da igualdade racial no Estado do Amapá, por meio de seus projetos priorizando questões de gênero, juventude, comunidades remanescentes de quilombolas na luta pelos direitos étnicos territoriais e matriz africana, que abordam igualmente as pautas estruturais como: Educação, saúde, cultura, habitação, emprego, renda e segurança.

O projeto já passou pelas comunidades quilombolas do Maruanum e Alto Pirativa, e a próxima etapa, a AJOMPROM ao lado da Rede Quilombolas do Amapá, terá na pauta assuntos sobre as dificuldades encontradas nas comunidades do território quilombola do Maracá, como demarcações de terra, direitos e deveres, falta de acessibilidade, energia elétrica, entre outros conflitos.

A execução do projeto contempla atividades que envolvam as lideranças comunitárias participando de palestras, oficinas temáticas, cursos de capacitação, rodas de conversas e atividades culturais diversas, além de contemplar ações estratégicas de criação de mecanismos e redes de proteção, assistência para vítimas de violência racial, rede de enfrentamento à violência racial sistêmica, criação de site, elaboração de um conteúdo audiovisual, sistematização e disseminação de dados, cartografia social, orientação nas ações de defesa e proteção de direitos, engajamento de mídias nas comunidades, revisão de normas e procedimentos administrativo-financeiros; treinamentos em planejamento e gestão, monitoramento e avaliação, captação de recursos; elaboração aprimoramento de políticas internas; registro ou sistematização de registros e organização da memória institucional.

 

Congresso discutirá quadrinhos e cultura pop no Amapá

 

Acontece, de 24 a 25 de junho, na Universidade Federal do Amapá, o IV Aspas Norte. O evento, que tem como tema “Cultura pop e quadrinhos”, será híbrido, com atividades presenciais e online. O Aspas Norte surgiu em 2018 com o objetivo de estimular a pesquisa sobre quadrinhos e cultura pop na região Amazônica. Ele nasceu da percepção de que muitas pessoas faziam pesquisas na área, mas não tinham condições de se apresentar nos congressos nacionais focados nesses temas – como, por exemplo, os que são anualmente realizados pela ASPAS (Associação de pesquisadores em arte sequencial).

Realizado na cidade de Macapá em 2018 e 2019, o evento contou com apresentações de trabalhos, palestras e oficinas. Os artigos produzidos pelos apresentadores foram reunidos em dois livros, um sobre Linguagem dos quadrinhos e outro sobre Cultura Pop. Em 2020, em decorrência da pandemia, o evento aconteceu de forma totalmente remota.

Para apresentar trabalhos no IV Aspas Norte é necessário produzir apenas um resumo e se inscrever no link https://www.even3.com.br/aspasnorte2022 até o dia 5 de junho. Os trabalhos podem ser sobre quadrinhos ou cultura pop em geral. O edital com todas as informações sobre as apresentações de trabalhos encontra-se no blog do evento: https://aspasnorte.wordpress.com.

Para o público geral as inscrições vão até o dia 20 de junho. O valor, tanto para quem vai apresentar trabalho quanto para ouvintes, é de 10 reais.
Além das apresentações de trabalhos, o Aspas Norte contará com palestras com especialistas na área e oficinas. Também haverá feira geek e lançamento de livros.

Games: A conservação da mídia digital dos jogos

Por Gabriel Cavalcante Leão Dias – Design de Games

A mídia física não pode acabar.

Com o fechamento das lojas virtuais do 3DS e do Wii U podemos ver que apesar de conveniente, mídias digitais ainda possuem seus contras em comparação com mídia física. Ainda são mais fáceis de guardar, mais fáceis de achar e não deveríamos ter que nos preocupar com uma mídia digital deteriorar conforme o tempo passa. Mas a Nintendo mostrou para o mundo que possuir mídias digitais trás uma incerteza única. A eShop(loja digital da nintendo) do Wii U e do 3ds irá fechar ano que vem em março, mas usuários só poderão comprar jogos e DLC com cartão de crédito até dia 23/05 e cartões eShop só poderão ser resgatados até 29/08, isso obviamente deixou todos os usuários insatisfeitos vendo que produtos previamente comprados não serão mais acessíveis após março de 2023 se não estiverem instalados nos consoles.

A Sony também já flertou com a ideia de fechar as lojas virtuais do PS3 e do PSP, mas o protesto dos fãs foi tão grande que abandonaram a ideia (pelo menos por enquanto).

Esses fechamentos trouxe à tona a antiga discussão de que emuladores são uma das formas mais eficazes para preservar a história dos jogos, já que centenas de jogos existem apenas no meio digital o fechamento das lojas virtuais impossibilita qualquer maneira de obter estes jogos de uma forma legal, vendo que estes serão basicamente apagados da existência, além do mais o preço de jogos raros usados irá aumentar drasticamente no mercado.

 

Com a chegada do Steam Deck que é basicamente um PC Console portátil muitos já estão visando o grande potencial de se instalar emuladores neste sistema, a possibilidade de se ter uma livraria de jogos de Playstation, Nintendo, Xbox e de jogos para PC em um só sistema já é palpável (e ainda por cima é portátil!). 

A Nintendo já criou um serviço de inscrição que dá acesso a diversos jogos clássicos aos usuários do Nintendo Switch. A Playstation já anunciou que substituirá a Playstation Plus por 3 serviços de inscrição (e um deles nem estará disponível no Brasil) que também darão acesso a muitos jogos clássicos da empresa. Porém, não importa o quão grande seja a biblioteca de jogos oferecidos pelas empresas eles dificilmente terão a quantia que um emulador pirata pode ter e surpreendentemente alguns emuladores piratas rodam os jogos melhor do que os emuladores oficiais das empresas.

A Xbox mantém inúmeros de seus clássicos e vários jogos novos no catálogo do Xbox Game Pass. Também é possível perceber um esforço em colocar alguns de seus clássicos no PC (alguns disponíveis na Steam e outros disponíveis na própria Microsoft Store)

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O fechamento das lojas digitais também põe a existência de consoles puramente digitais em cheque, afinal se as empresas não garantirem que podem manter as lojas online abertas, eventualmente transformará a edição digital do PS5 em um peso de papel caro, ainda será possível jogar qualquer jogo já baixado, mas não terá como obter qualquer jogo novo sem meios piratas.

Q&A da Nintendo sobre o fechamento das lojas virtuais(em inglês)

Verde esperança: “Pedra de Rio”, o disco/coroação da trajetória da cantora Oneide Bastos

*Por Elton Tavares e Yurgel Caldas no https://www.blogderocha.com.br

Ontem (14), tivemos a oportunidade de participar, no Jardim da Flor, da audição do disco Pedra de Rio, da cantora Oneide Bastos. Também estiveram presentes alguns jornalistas, produtores culturais e, é claro, outros músicos e intérpretes do quilate de Finéias Nelluty, Paulo Bastos, Enrico Di Miceli, Patrícia Bastos e Renato Braz. O álbum, que estará disponível no próximo dia 20 de maio, nas plataformas digitais, foi contemplado pelo Rumos Itaú Cultural, traz 10 músicas lindas, carregadas com toda energia vibrante da cultura musical amazônica.

Dante Ozzetti – Foto: Dani Almeida

O disco é produzido pelo renomado músico Dante Ozzetti, e traz, na linda voz de Oneide, toda a cultura dos interiores do Norte do Brasil. Impressiona a forma como as músicas do álbum ajudam a criar imagens amazônicas entre o perto e o longe, entre o reconhecível e o misterioso – num agora da música que recupera passados e gera sentimentos tão diversos quanto próximos, assim como a saudade e a melancolia. Os timbres e os arranjos do disco abrilhantam a identidade, a ancestralidade, a cultura e a tradição popular nortista com força e ternura ao mesmo tempo.

Com as canções, Bastos narra as alegrias e as dores de seu tempo de uma forma espetacular. Essa memória afetiva da qual, nem que quiséssemos, não poderíamos nos desprender passa pelo canto de Oneide, que se descortina limpidamente do início ao fim do disco Pedra de Rio. Além da produção, Dante Ozetti assina os arranjos e o violão das músicas, concebidos justamente para privilegiar a voz de Oneide. Com um olhar atento da metrópole para com a musicalidade ribeirinha, soa até redundante dizer que esse paulistano é gênio, pois com muita sensibilidade e talento, ele conseguiu, juntamente com uma seleção de músicos fantásticos, fazer um disco paid’égua demais!

Por meio dessa experiência maravilhosa da audição de Pedra de Rio, estamos cada vez mais convictos de que o Amapá precisa preservar, reconhecer e homenagear seus grandes nomes em todas as áreas de atuação. Como somos fãs de Oneide Bastos, que segue cantando, dançando e gravando suas músicas para as novas gerações em alto estilo, o nosso aplauso.

Com composições de Pedra de Rio (Luhli e Lucina), Jurupari (Oneide Bastos), Taemã (Enrico Di Miceli e Antônio Messias), Voou (Paulinho Bastos e Osmar Júnior), Alto Mar (Dante Ozzetti e Luiz Tatit), Congá (Paulinho Bastos), Batuqueiros (Paulinho Bastos), Suprema (Joãozinho Gomes e Lula Barbosa), Puçangueira (Joãozinho Gomes e Eudes Fraga), Sereia do Rio-Mar (Joãozinho Gomes, Eudes Fraga e Paulo Oliveira), o disco é simplesmente lindo. Muito porreta mesmo!

O disco conta com: Oneide (voz), está acompanhada por Dante Ozzetti (violão, guitarra elétrica), Fi Maróstica (baixo), Guilherme Held (guitarra elétrica), Guilherme Kastrup e Nena SIlva (percussão), Hian Moreira (bateria), Luiz Amato, César Miranda, Soraya Landim, Andreas Uhlemann, Amanda Martins, Caio Santos, Alex Braga e Guilherme Peres (violinos), Emerson De Biaggi, Elisa Monteiro e Fábio Tagliaferri (violas), Adriana Holtz e Jin Joo Doh (cellos), e Marco Delestre (Contrabaixo). Na faixa “Batuqueiros”, Oneide conta com a companhia preciosa da voz de Ná Ozzetti.

Aliás, destacamos aqui um trecho de Congá: “Peço passagem para esse esquadrão de visagem e proteção ao Rosário/ Batuqueiro não pode parar”. Esse canto de passagem, de trânsito – quase transe – e de respeito à ordem do invisível, que tem o poder de mostrar o Norte, mostra onde estamos e para onde vamos. Sensacional!

Eu (Elton Tavares, na direita), Oneide Bastos e Yurgel Caldas (esquerda), meu parceiro neste relato.

Em resumo, Pedra de Rio representa a coroação da trajetória de 50 anos de carreira de uma cantora incrível, batizada pelos artistas do Norte de “Rainha da Amazônia”, com o toque magistral de Dante Ozetti. Ambos seres da música que solidificaram suas carreiras nesse universo singular.

À Oneide, a “Mulher suprema, Luz que se agiganta”, nosso desejo de ainda mais sucesso e gratidão por tudo.

 

*Yurgel Caldas, meu parceiro nesta resenha, é professor de Literatura da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e do Programa de Pós-graduação em Letras (PPGLET) da mesma instituição. Além de amigo deste jornalista e editor do De Rocha (Elton Tavares).

**Fotos: Dani Almeida.

SESI e SENAI Amapá divulgam edital para contratação de Pessoal


Por meio de edital publicado nesta quinta-feira, 12, o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do Amapá iniciaram processo seletivo para contratação de pessoal. São 10 oportunidades abertas, com vagas para as unidades de Macapá e Santana. A fase de envio do currículo vai acontecer no período de 13 a 17 de maio, e será realizada exclusivamente pelo e-mail

[email protected]

Os interessados devem acessar o site www.sesi.org.br ou www.ap.senai.br para obter todas as informações e orientações do certame. O documento que rege a seleção está publicado na aba de Processos Seletivos.

No assunto do e-mail, o candidato deverá informar o número e o título da vaga, além do nome completo. O currículo a ser enviado deve estar em formato PDF, conter as informações necessárias para análise, e, obrigatoriamente, um endereço de e-mail. Deverá ser encaminhada juntamente com o currículo, a declaração de vínculo de parentesco e o termo de consentimento para o tratamento de dados pessoais no processo seletivo devidamente preenchido e assinado.

O e-mail será a única forma de comunicação entre a instituição e o candidato, por ele será realizada a convocação para as etapas subsequentes. A contratação do aprovado ocorrerá pelo regime celetista, e será realizada de acordo com a necessidade das instituições.

O resultado final será publicado nos sites do SESI e do SENAI Amapá, contendo uma lista geral com os nomes dos candidatos aprovados e cadastro de reserva, por ordem classificatória. O processo seletivo terá validade de 12 meses a contar da data da publicação do resultado final no site, podendo ser prorrogado por igual período.

Vagas abertas:

Técnico Operacional – Psicologia;

Técnico Operacional – Infraestrutura;

Técnico Operacional – Departamento Pessoal;

Técnico Operacional – Jornalismo;

Técnico Operacional – Compras;

Analista Operacional – Administrativo;

Analista Operacional – Psicopedagogia;

Assistente Técnico Operacional – Design Gráfico;

Assistente Técnico Operacional – Segurança no Trabalho;

Assistente de Manutenção – Serviços Gerais (Contrato por prazo determinado).

Rumos Itaú Cultural lança disco de Oneide Bastos que exalta a cultura do Amapá e da Amazônia

Há cinco décadas, cantora conhecida pela classe artística como a rainha da música da Amazônia, lançará disco que exalta a cultura do Amapá, produzido por Dante Ozzetti e contemplado pelo Rumos Itaú Cultural

E no meu rio / Rio de pedra navego / Meu barco voa sem vela / Rio e navego sozinha. É com esses versos de Pedra de Rio (Luhli, Lucina), que Oneide Bastos abre seu disco, homônimo, que conta através da música, a cultura da região amazônica, e acima de tudo, a sua própria história. O disco, com a produção musical, direção artística e arranjos de Dante Ozzetti e selecionado pelo Rumos Itaú Cultural 2019-2020, será lançado nas plataformas em 20 de maio. O disco foi gravado e mixado por Luís Lopes no Estúdio C4AudioLab e masterizado por Carlos Freitas (Classic Master).

Pedra de Rio (Luhli e Lucina), Jurupari (Oneide Bastos), Taemã (Enrico Di Miceli e Antônio Messias), Voou (Paulinho Bastos e Osmar Junior), Alto Mar (Dante Ozzetti e Luiz Tatit), Congá (Paulinho Bastos), Batuqueiros (Paulinho Bastos), Suprema (Joãozinho Gomes e Lula Barbosa), Puçangueira (Joãozinho Gomes e Eudes Fraga), Sereia do Rio-Mar (Joãozinho Gomes, Eudes Fraga e Paulo Oliveira), formam o repertório do disco.
No disco, Oneide (voz), está acompanhada por Dante Ozzetti (violão, guitarra elétrica), Fi Maróstica (baixo), Guilherme Held (guitarra elétrica), Guilherme Kastrup e Nena SIlva (percussão), Hian Moreira (bateria), Luiz Amato, César Miranda, Soraya Landim, Andreas Uhlemann, Amanda Martins, Caio Santos, Alex Braga e Guilherme Peres (violinos), Emerson De Biaggi, Elisa Monteiro e Fábio Tagliaferri (violas), Adriana Holtz e Jin Joo Doh (cellos), e Marco Delestre (Contrabaixo). Na faixa Batuqueiros, Oneide conta com a companhia preciosa da voz de Ná Ozzetti.

Para Dante Ozzetti, “É um trabalho importante de uma cantora singular, que traduz dentro da sua trajetória o universo amazônico. O repertório escolhido e a forma como o interpreta são convidativos e levam o ouvinte a viajar consigo pela sua história de vida, que entra pelos rios, pela floresta, pela magia, pelo imaginário.” E finaliza, “Ao embarcar nesse canto, conhecemos um Brasil ainda distante para nós. O Amapá é de uma riqueza cultural imensa, e esse projeto proporciona não só essa viagem, mas também a construção de pontes, unindo artistas e compositores de lá, aos daqui de SP.”
Nascida na década de 40, na Ilha dos Porcos, na região do Afuá, no Pará, num braço do Rio Amazonas, Oneide conta que veio ao mundo tão pequena que cabia em uma mão do pai, que desacreditava que ela sobreviveria. Hoje, sem revelar a idade, ela prova que seu tamanho não foi empecilho em nenhuma fase de sua vida, nem para se tornar uma das principais cantoras do Amapá, estado que a acolheu ainda criança e também onde ela formou uma família.
Ao lado do marido Sena Bastos, seu grande incentivador, e dos seis filhos, sendo cinco artistas, Oneide estudou Biblioteconomia e exerceu essa função por alguns anos. No entanto, foi na música que se realizou. Cantava desde muito cedo, mas profissionalmente, sua carreira artística teve início nos anos 70, no grupo “Seono” produzido pelo companheiro, tendo como integrantes: Sena Bastos; Edson Maciel; Noé do Bandolim; Orivaldo e a própria Oneide. Ajudou a fundar o “Trio da Terra” e também integrou o “Quarteto Clave de Sol”. Em 1994, lançou o primeiro disco, “Mururé”.
Mesmo sofrendo com algumas resistências para seguir na música, não em casa, mas fora dela, Oneide nunca desistiu. “Se eu parar de cantar, eu morro”, declara. E finaliza “se meu Sena estivesse vivo, ele estaria orgulhoso, porque agora eu vivo um momento de felicidade plena, glória e eterna gratidão, por estar cantando essa música tão importante para o mundo. Um disco de valor inestimável, pela ideia, proposta e o cuidado e o amor de toda a equipe pela execução, liderada por Dante Ozzetti. Um sopro de luz na minha vida, na minha carreira”.
Matriarca de uma família de artistas que atuam em diversos segmentos da cultura popular, como carnaval, quadra junina, música, dança, candomblé e outros, ela é conhecida por muitos artistas como a rainha da música da Amazônia, por defender essa temática regional há quase cinco décadas e ter a voz como referência para a nova geração.

Sobre o Rumos Itaú Cultural

Um dos maiores editais provados de financiamento de projetos culturais do país, o Programa Rumos, é realizado pelo Itaú Cultural desde 1997, fomentando a produção artística e cultural brasileira. A iniciativa recebeu mais de 75,8 mil inscrições desde a sua primeira edição, vindas de todos os estados do país e do exterior. Destas, foram contempladas 1,5 mil propostas nas cinco regiões brasileiras, que receberam o apoio do Instituto para o desenvolvimento dos projetos selecionados nas mais diversas áreas de expressão ou de pesquisa.

Os trabalhos resultantes da seleção de todas as edições foram vistos por mais de 7 milhões de pessoas em todo o país. Além disso, mais de mil emissoras de rádio e televisão parceiras que divulgaram os trabalhos selecionados.

Na última edição, de 2019-2020, os 11.246 projetos inscritos foram examinados, em uma primeira fase seletiva, por uma comissão composta por 40 avaliadores contratados pelo Instituto entre as mais diversas áreas de atuação e regiões do país. Em seguida, passram por um profundo processo de avaliação e análise por uma Comissão de Seleção multidisciplinar, formada por 23 profissionais que se inter-relacionam com a cultura brasileira, incluindo gestores da própria instituição. Foram selecionados 91 projetos.

 

Débora Venturini
Venturini Assessoria de Comunicação
Tel.: (11) 98326.3851
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