Onça faminta nos corredores da PMM

Prefeito Roberto Góes foi a Brasília e voltou com a caneta cheia de tinta para promover exonerações e mudanças na PMM.

Clima por lá tá daquele jeito que fica o serviço público quando a onça tá comendo. Tenso e cheio de conversa de rádio cipó sobre quem sai e quem não sai.

Tem novidades na Bizzun

Deliciosa Bizzum da Pizza tem novidades no cardápio para os apreciadores da boa gastronomia.

De entrada tem carpaccio, sardela, berinjela marinada e outras delícias.

 

E o Petit Gateau? Hummmmmmm

Parabéns Luciano

O Juiz José Luciano de Assis, do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) está entre os magistrados brasileiros selecionados pela Escola Nacional da Magistratura (ENM), para participar do curso “Programa de Capacitação em Poder Judiciário”. O evento ocorrerá na sede da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em Brasília.


O Mutirão pela Banda Larga

Por Randolfe Rodrigues. * Senador da República, historiador, bacharel em Direito e Mestre em Políticas Públicas

 

Nosso querido Estado do Amapá está situado em um dos mais belos e ricos lugares do mundo: Amazônia, linha do equador e foz do grande rio. Entretanto, se esta localização nos proporcionou tanto, por outro lado ocasionou um isolamento natural do nosso Estado apartando-nos do restante do Brasil de interligação rodoviária, de energia elétrica e de telecomunicações.

Este isolamento nos impede de acompanhar e usufruir integralmente das inúmeras possibilidades que a conectividade abre em diversos setores, desde a educação básica à alta tecnologia, passando pelos negócios, entretenimento e gestão. Estamos indo literalmente “devagar” nessa grande onda contemporânea.

O acesso à informação é um Direito Humano fundamental e inalienável, incluído entre os direitos de terceira ou quarta geração, conforme a abordagem, sem o qual nenhuma sociedade prosperará, pois não poderá alcançar o desenvolvimento econômico, social e tecnológico.

Hoje posso afirmar que a solução para este entrave está bem próxima, pois há um mutirão em favor da conexão banda larga no Amapá.

Um consórcio local, composto pela BNO e NTC, concluiu, por sua conta e risco, a interligação via rádio de última geração e já começa a disponibilizar aos seus assinantes conexão de alta qualidade. O feito merece destaque por ser a primeira vez que o Amapá se conecta ao Brasil sem ser via satélite.

O Governo do Estado tem conferido prioridade neste sentido e está atuando em várias frentes, com o Ministério das Comunicações, com nossos vizinhos franceses e com a iniciativa privada para garantir a conexão via cabo ótico.

Nosso mandato, além de apoiar com vigor todas estas iniciativas, articulou a participação da Telebras, que vem se somar a este grande mutirão, em especial com a integração ao Plano Nacional de Banda Larga, barateando a conexão para os amapaenses.

Por tudo isso, temos motivos para estarmos otimistas, pois todos estamos remando na mesma direção. Como dizia Raul Seixas: “Sonho que se sonha junto é realidade!”

Deputado propõe criação de Frente Parlamentar para tratar da segurança pública

O deputado Estadual Agnaldo Balieiro(PSB) ingressou na Assembléia Legislativa com projeto de resolução que dispõe sobre a criação da Frente Parlamentar Por um Amapá mais Seguro. De acordo a matéria, compete à Frente parlamentar propor, analisar, desenvolver estudos e viabilizar iniciativas dos poderes Executivo e Legislativo que visem uma gestão mais eficaz e capacitada, das ações e recursos, com planos de metas que garantam mais segurança ao povo amapaense.

“Atualmente, a questão da segurança pública passou a ser considerada um problema fundamental e principal desafio ao estado do Amapá. O setor ganhou enorme visibilidade em função dos problemas relacionados ao aumento da criminalidade, da sensação de insegurança, das dificuldades relacionadas à reforma das instituições da administração da justiça criminal e da ineficiência preventiva de nossas instituições. Visando solucionar a problemática, estou propondo a criação da Frente Parlamentar” explica Balieiro.( assessoria Assembléia Legislativa)

Eu Vou!

LUIZ MELODIA É CONVIDADO DE JULIELE NO “LIVRE, LEVE E SOLTO”

Na 4ª edição do “Show Baile Livre,Leve e Solto”, a cantora Juliele recebe no palco um dos maiores astros da Música Popular Brasileira, o carioca Luiz Melodia. O show, que terá a participação especial de Felipe Cordeiro, une estes grandes artistas que colocarão o público para dançar no Baile que está  trazendo de volta clássicos do brega, samba-canção e boleros tocados por músicos de qualidade em um ambiente agradável e atendimento de primeira. O show será no dia 7 de maio, na Choperia da Lagoa.

O “Show Baile Livre, Leve e Solto” cumpre seu objetivo de trazer de volta clássicos dançantes e promover o intercâmbio de artistas, independente de idade ou estilo. No primeiro, Juliele recebeu Evaldo Gouveia  e os consagrados amapaenses Manoel Sobral e Oneide e Patrícia Bastos. Para o segundo Baile o convidado foi o ídolo das empregadas domésticas, Odair José que cantou com Juliele e Cleverson Baia; e o terceiro aconteceu em Belém, onde novamente se apresentou com Evaldo Gouveia.

Anfitriã – A cada show comprovando que veio para ficar, a anfitriã Juliele consolida sua arte em parceria com vários artistas. Ela começou a carreira profissional com um CD que hoje é escutado em todo o país e no ano passado lançou uma prévia de seu segundo trabalho, Balé de Luz, cujo disco oficial está em processo de finalização. O talento reconhecido no Brasil foi resultado dos shows em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades Suas apresentações renderam elogios de críticos famosos e matérias em grandes jornais. Recentemente estreou o “Livre, Leve e Solto em Belém, junto de Evaldo Gouveia.

Melodia – Foi seguindo o padrão de qualidade do Show Baile que a produção convidou para esta edição um dos maiores artistas brasileiros, Luiz Melodia, direto do Morro do Estácio. É a segunda vez que ele se apresenta em Macapá, sendo que na anterior ele cantou no Teatro das Bacabeiras para uma platéia sentada e agora ele volta soltando seu talento eclético que mistura jovem guarda, samba de morro e soul music para os admiradores que gostam de dançar.

Nova Geração – Para completar o Baile, Juliele recebe um paraense que é referência da nova geração de compositores, Felipe Cordeiro, acompanhado da banda Astros do Século. No palco, Felipe faz uma conexão entre os estilos amazônicos, com influência caribenha, e outros ritmos, universalizando sua arte. Ele ousa misturando lambada com tecno-brega e pop-retrô, o que ele define como Kitsch-pop-cult.

Livre Leve e Solto começa às 22:00 mas antes o DJ abre o salão colocando o público para ensaiar dança de salão com dançarinos profissionais. A direção musical é do maestro Manoel Cordeiro e a Artística é de responsabilidade de Túlio Feliciano, que tem em seu currículo trabalhos com Chico Buarque, Caetano Veloso, Djavan, Alcione e muitos outros.

Serviço:

Show Baile Livre, Leve e Solto

Data: 07 de maio

Local: Choperia da Lagoa

Hora: 22:00

Mesa: R4 200,00

Local de venda: Sorveteria Jesus de Nazaré, Banca do Ceará, Choperia da Lagoa e Doctor Feet (Macapá Shoping).

Mariléia Maciel

Assessora de Comunicação

Amapá pode perder R$ 200 milhões em emendas

Bala Rocha contesta decreto presidencial

O decreto 7.468 publicado no Diário Oficial da União, no dia 28/04, aponta que do total de R$ 14.967 bilhões em restos a pagar de 2007 a 2009, o Ministério da Fazenda estima que cerca de R$ 10 bilhões, referentes aos exercícios do período, serão cancelados porque não foram e nem terão tempo de serem processados. Ser processado significa ter comprovação de conclusão da obra.

O decreto exclui obras federais que não foram sequer iniciadas. Mas dá prazo de dois meses, até 30 de junho deste ano, para que os governos regionais iniciem obras em convênio com o governo federal que estejam nessa situação.

Os restos a pagar são obras, basicamente, originárias de emendas parlamentares. O Deputado Federal Bala Rocha (PDT/AP) planeja ingressar com um Projeto de Decreto Legislativo, no Congresso Nacional, para tentar suspender os efeitos do documento, que no Amapá, pode significar R$ 200 milhões.

“O Amapá não pode perder um valor tão grande. Pelo contrário, vamos lutar para conseguir recuperar o máximo de repasses possíveis” afirmou o parlamentar.(Gabinete do Deputado Federal Bala Rocha – PDT/AP)

Segurança Pública: Só perfumaria não vai resolver.

Fui animada ao Palácio do Governo, na última sexta-feira, ver o anúncio  sobre os novos investimentos para a segurança pública.

Governador Camilo Capiberibe reafirmou que vai repassar mais 1,1 milhão para compra de materiais e equipamentos para a PM. Autorizou o aluguel de 45 carros, sendo 30 para a Polícia Militar e 15 para a Polícia Civil. E mandou contratar 191 concursados aptos para a PM e outros tantos para o Iapen. Anunciou ainda que vai mandar retornar ao quartel da PM 20% do efetivo que está a disposição das casa militares.

E foi isso aí.

O secretário Marcos Roberto foi o único dos gestores da área da segurança pública, que falou. Deu informações, sem passar a segurança que  tal cargo existe. Falou que  baixaram os números de homicídios, de acidentes, aumentaram as apreensões de drogas , e o principal, segundo ele: que o recurso públicos estavam sendo tratado corretamente. Ok, digo eu. Mas isso não é ação. É obrigação.

O secretário falou em números, mas não mostrou os números. Baixou de quanto para quanto? Não concebo uma autoridade falar sobre estatísticas de segurança, sem fazer uma apresentação que mostre esses números, comparando-os.

Quanto aos PMs que estão fora dos quartéis, “diz a lenda” que hoje, 02.05.2011, tem mais policiais fora da PM que no “GOVERNO ANTERIOR”. Alguns batalhões estão trabalhando por plantão de serviço, com menos de 1 soldado por bairro. E olha na que na PM do Amapá, diferente da maioria de instituições que trabalham com escala de plantão ou serviços, os PMs estão trabalhando 24hs por 24hs. Não tem como aumentar as horas de trabalho.

20% do efetivo das casas militares devem voltar para o quartel? Pode ser que voltem. E os outros mais de 300 que estão fora?  Fiz essa pergunta ao secretário Marcos Roberto. Ele me respondeu que 110 desses estão no Iapem, e os demais em outros órgãos públicos, alguns assumindo cargos. Perguntei qual seria o critério utilizado para definir desses quem volta e quem não volta. Professor Marcos me respondeu que eles iriam avaliar. Ou seja: Não tem critério definido ainda.

Não entendo nada de segurança pública, mas entendo de gestão. E é isso que me parece que está faltando. O que fazer. Quem vai fazer. Com quais recursos. Em quanto tempo. Quais os resultados serão alcançados em cada ação em determinado período de tempo.

E isso, pule de dez, que não está sendo feito, tecnicamente e corretamente.

Caixinha de comentários aberta ao debate. Mas quem quiser participar, assine seu nome e não ofenda as pessoas e nem as autoridades.

Social do final de semana

Aniversário da deputada Dalva Figueredo. E Chá de Casa Nova do presidente da Jucap Jean Alex Nunes e esposa Alianny Favacho..



 

TwitterFest Feijoada no Bar Lokau

 

 

Ipea, aeroportos e bafafá

Por Marcelo Bermeguy, Engenheiro e Auditor Federal de Controle Externo

A Fundação Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, publicou (4/2011) nota técnica intitulada “aeroportos no Brasil: investimentos recentes, perspectivas e preocupações”, na qual veicula prognóstico bastante negativo  para as obras nos aeroportos brasileiros que servirão às cidades sede da copa de 2014.

Não que devamos ficar tranquilos quanto à gestão da infraestrutura aeroportuária brasileira. Também compartilho da percepção de que não é boa. Ocorre que o Ipea, pela missão institucional que tem, há de ter cautela ao divulgar opiniões que não tenham por fundamento dados e informações criteriosamente apresentados, escrutinizados e analisados.

Percepções, senso comum, palpites, isso é para nós, leigos, não para os renomados pesquisadores do Ipea. Não lhes cabe, definitivamente, esse papel.

Já na introdução da nota técnica, é antecipada a conclusão de que “pelos prazos médios de conclusão de obras fica evidenciado que, muito provavelmente, não será possível concluir a maioria das obras em expansão de terminais até a Copa de 2014”.

Breve análise da nota técnica

Para alcançar o propósito declarado na introdução da nota técnica, “analisar o setor de transporte aéreo no país”, cinco passos são seguidos pelos autores: (1) retrospectiva dos investimentos federais no setor aéreo entre 2003 e 2010; (2) cotejo do plano de investimentos da Infraero com os investimentos requeridos para o setor aéreo; (3) diagnóstico de utilização dos aeroportos brasileiros entre 2009 e 2010; (4) análise da viabilidade dos prazos previstos para a conclusão das obras planejadas pela Infraero para a Copa de 2014; (5) cotejo entre o aumento estimado de capacidade dos terminais, previsto no plano de investimentos da Infraero, e a demanda estimada para 2014.

Por ter sido editada depois da criação da Secretaria Nacional de Aviação Civil (Medida Provisória 527 de 18/03/2011), órgão que passou a ser o novo supervisor da Infraero e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a nota técnica nasceu anacrônica.

Até há pouco tempo, a gestão do sistema aéreo brasileiro, com exceção do Conselho Nacional de Aviação Civil (CONAC), estava sob supervisão do Ministério da Defesa. A nota técnica deixou, portanto de analisar o impacto de um novo ministério a se dedicar exclusivamente ao planejamento da operação, manutenção e expansão da infraestrutura aeroportuária e da regulação da aviação comercial brasileira. Como pode uma nota técnica que, segundo seus autores, pretende “analisar o setor de transporte aéreo no país”, ignorar aspecto tão relevante e produzir conclusões com base em um arcabouço institucional que não mais existe?

Também não foi analisada a experiência da concessão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, cuja modelagem já estava em andamento quando da elaboração da nota técnica.

O primeiro passo da nota técnica consiste em análise dos investimentos públicos em infraestrutura aeroportuária, ou seja, a soma dos recursos do orçamento fiscal e do orçamento de investimento da Infraero. Nessa análise de elevador, os autores limitam-se ao vai e vem da relação entre os montantes diretamente investidos pela estatal e aqueles aplicados via orçamento fiscal, para concluir que o os investimentos em aeroportos dependem fortemente do aporte de recursos fiscais. E daí?

O trânsito de recursos entre a Infraero e o Tesouro é muito mais complexo do que faz parecer a nota técnica. Boa parte da receita tarifária da Infraero é repartida com o Tesouro Nacional e com outros órgãos gestores da infraestrutura aeronáutica – aeroportos (a parte do chão, a cargo, em regra, da Infraero) e do sistema de proteção ao vôo (a parte do ar, a cargo, em regra, do Comando da Aeronáutica).

Do complexo sistema tarifário da aviação comercial, somente as tarifas de embarque doméstico, armazenagem e capatazia e pouso e permanência pertencem integralmente à Infraero. As outras, são rateadas com outros atores. Dentre os principais recebedores das tarifas arrecadas pela Infraero, estão o Fundo Aeronáutico, o Fundo Aeroviário, a Anac e o Tesouro Nacional.

A conclusão de que os recursos fiscais são essenciais aos investimentos em aeródromos, sustenta-se em uma aritmética simplória, pois não compreende a Infraero como caixa central de um sistema que financia muito mais do que a infraestrutura aeronáutica. A destinação de parte da receita tarifária ao Tesouro, por exemplo, é para amortização da dívida pública mobiliária federal em conseqüência da escolha política feita em 1999, com a aprovação da Lei federal n° 9.825, de que os recursos arrecadados pela Infraero não seriam totalmente reaplicados nos aeroportos, mas, parcialmente, alocados para o pagamento da dívida. Ali, sim, armava-se parte da bomba relógio dos aeroportos brasileiros.

Para se ter uma idéia de como não poderia a nota técnica desprezar esse efeito, em 2006, a Infraero passou ao Comando da aeronáutica, R$ 1,2 bilhão, e ao Tesouro Nacional R$ 280 milhões, líquidos de CPMF, corrigidos pelo IGP-M para dezembro de 2010. No mesmo ano de 2006, os investimentos em aeroportos foram de R$ 1,5 bilhão, R$ R$ 740 milhões da Infraero e R$ 767 do orçamento fiscal, segundo o Ipea.

O segundo passo da nota técnica apresenta uma estimativa de necessidade de investimentos anuais com base em estudos e planos das seguintes fontes: Governo Federal (Plano de Aceleração do Crescimento-2, Plano Nacional de Logística e Transportes e Infraero); Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Fundação Dom Cabral e McKinsey & Company.

Deixo de comentar a essa parte do estudo, pois, além da heterogeneidade de propósitos e prazos de cada estimativa, peculiaridades, aliás, que autores não se deram ao trabalho prestar explicações além de rasas linhas em notas de rodapé, pouco se extrai daqui para as conclusões da nota técnica.

No terceiro passo da nota técnica, os autores comparam a evolução do movimento de passageiros e aeronaves com a capacidade dos terminais aeroportuários.

A conclusão, nesse caso relativamente bem evidenciada, é de que houve um aumento expressivo de utilização das capacidades dos terminais, alguns muito acima dos limites para os quais foram projetados.

Demonstra-se, também, que as aeronaves têm trafegado com maior taxa de ocupação, fato que permite às companhias aéreas repassar parte desse ganho de eficiência para os preços das passagens aéreas.

O quadro descrito, segundo alertam os autores, “mostra um panorama preocupante, em que 14 dos 20 maiores aeroportos do país estão numa situação de estrangulamento, operando acima de suas capacidades”.

Deixam de avaliar, contudo, que o uso mais intensivo de aeronaves e aeroportos abre caminho para a sustentabilidade econômica dos aeródromos e pode potencializar a modalidade de concessão à iniciativa privada em contraponto ao monopólio da Infraero. Nesse mesmo contexto, ignoram a experiência em curso da concessão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

O quarto passo da nota técnica, no qual se discute a “viabilidade dos prazos das obras da Infraero”, é o que traz as conclusões mais preocupantes e as que mais repercutiram, pois os autores fazem contundente alerta de que “os prazos estimados pela Infraero dificilmente serão cumpridos”, apesar da ressalvarem que o “estudo considera que as obras em pistas, pátios e módulos provisórios nos aeroportos têm, ainda, tempo hábil para serem concluídas até o evento de 2014”.

Aqui, o roteiro utilizado para fundamentar a primeira parte da conclusão, a de que os “prazos dificilmente serão cumpridos” pode ser assim descrito: (1) toma-se a fase atual de cada uma dos aeroportos que servirão às cidades sedes da copa de 2014 com base no plano de investimentos da Infraero; (2) somam-se a essas fases os prazos médios de implementação das etapas de elaboração do projeto, licenciamento ambiental, licitação e obras, conforme o caso.

O principal problema desse roteiro é que todas as estimativas foram feitas com base em dados históricos (backward-looking), e ele não considera a copa de 2014 nem tampouco a reestruturação setorial como eventos catalisadores para a consecução dos empreendimentos.

As estimativas de tempo para cada uma das fases é apresentado pelos autores da nota técnica sem maiores explicações. A única satisfação dada aos leitores consta da lacônica afirmação de que, “baseado na realidade brasileira e em informações sobre o andamento de obras de infraestrutura é possível estabelecer os seguintes prazos [em meses]”: elaboração de projeto, 12; licenciamento ambiental, 38; licitação, 6; obras, 36. Assim, concluem os autores que o tempo médio de um empreendimento aeroportuário é, em média, de 92 meses. Simples assim. Acredite se quiser.

O segmento mais analítico dessa estimativa foi aquele dedicado pelos autores para calcular o tempo médio de licenciamento ambiental. Para isso, recorreram às informações prestadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acerca do tempo de espera para obtenção de licenças de instalação relativamente a empreendimentos do setor de transporte.

Não esclareceram, contudo, se, nessa consolidação de prazos do setor transporte, comparam tempos de licenciamento de rodovias, ferrovias e portos com o de aeroportos. São empreendimentos sensivelmente diferentes. Também não esclareceram os autores qual órgão do Sistema Nacional do Meio Ambiente é responsável pelo licenciamento dos aeroportos listados. Em regra, o licenciamento de aeródromos é de competência do órgão ambiental estadual.

Para corroborar a opinião de que os empreendimentos ocorrem em ritmo lento, os autores trazem exemplos de constrangimentos na execução das obras dos aeroportos de Vitória/ES, Goiânia/Go e Guarulhos/SP. Somente este último integra o plano de investimento da Infraero para a copa de 2014.

Ademais, para fazer parecer conservadora a estimativa, os autores alertam que “não foi considerada a intervenção por parte do TCU, que não tem prazo definido para apreciar e fazer suas considerações a respeito do custo dos projetos”.  Ensinam ainda que “Toda obra de infraestrutura de grande porte no Brasil deve cumprir uma série de etapas até sua finalização. Inicialmente, há a elaboração do projeto, seguida da liberação da licença ambiental por parte do Ibama, da aprovação do TCU quanto à adequação de custos, da licitação e, finalmente, das obras”.

Ao contrário que foi dito, a atuação do TCU não constitui etapa prévia e condicional ao início dos empreendimentos. A auditoria executada pelo Tribunal incide em qualquer compra pública, seja de obra, bem ou serviço, em qualquer etapa, seja projeto, licitação ou execução contratual. A depender do tipo e da gravidade das irregularidades encontradas, pode o TCU determinar a retenção de pagamentos, a repactuação de preços ou a paralisação do empreendimento. Essas hipóteses são inerentes ao controle dos gastos públicos e não vinculam os administradores a uma aprovação prévia do Tribunal e com prazos pré-estabelecidos.

Apenas no caso das concessões, o TCU requer que lhe sejam remetidos, 45 dias antes da publicação do edital, estudos de viabilidade técnica, econômica, financeira e ambiental. Mesmo nesse caso, não se impede, depois de transcorridos os 45 dias sem que eventualmente o TCU tenha se manifestado, que o edital seja publicado. É muito comum, aliás, ver-se, de forma equivocada, alguém alegar que o TCU aprovou ou deixou de aprovar os editais. Não cabe ao TCU aprovar previamente editais.

No quinto e último passo da nota técnica, os autores fazem uma estimativa da utilização futura e demonstram que 10 dos 13 aeroportos que servirão às cidades sede da copa de 2014 estarão sendo utilizados acima de suas capacidades operacionais.

Essa projeção baseia-se na estimativa de crescimento de 5% ao ano para o PIB a partir de 2011 e de uma elasticidade-renda de 2 para a demanda por transporte aéreo. Por essa lógica, segundo os autores, para cada ponto percentual de aumento do PIB, a demanda por transporte aéreo aumenta dois pontos percentuais.

Bem, 5% a.a. de crescimento do PIB não é exatamente uma previsão conservadora, e os autores não dão mais detalhes acerca dessa previsão além do que dizer: “assumindo-se que o PIB brasileiro crescerá 5% ao ano entre 2011 e 2014”. Não há referência a qualquer estudo ou fonte.

A elasticidade-renda não foi estimada de forma menos arbitrária. Os autores calculam, com base em dados históricos, um crescimento médio de 12,6% para a demanda por transporte aéreo entre 2003 e 2010, que, comparado com o crescimento médio do PIB no mesmo período, fornece uma elasticidade-renda de 3,17. Mas, como não acreditam que essa proporção sem mantenha para os próximos anos, arbitram em 2 a elasticidade-renda.

A técnica consiste em colocar a demanda por transporte aéreo como um múltiplo do PIB. No presente caso, um valor constante e igual a 2 para os anos de 2011 a 2014. O procedimento é simplório e é utilizado com alguma freqüência em projeções mais grosseiras. Técnicas mais sofisticadas consistem na segregação da demanda por transporte aéreo nas áreas de turismo e negócios. As variáveis explicativas para a projeção dessa demanda, um delas o PIB, são mais diversificadas e os modelos econométricos decorrentes bem mais sofisticados. Um exemplo de estudo de demanda foi o realizado para a concessão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, que pode ser visto, resumidamente, no relatório do Acórdão 939/2011 do Plenário do Tribunal de Contas da União (http://www.tcu.gov.br).

Obviamente a conclusão a que chegam os autores da nota técnica convergem para o sentimento geral de que há um estrangulamento do modal aeroviário no Brasil e uma aparente incapacidade de o setor público promover investimentos para fazer frente ao aumento da demanda por transporte aéreo.

Esse tipo de percepção é suficiente para motivar debates, produzir pautas e mobilizar a vigilância da sociedade para uma questão tão relevante e que precisa ser adequadamente enfrentada, seja diretamente pelo estado, seja por meio de incentivos para que investidores privados participem mais ativamente do promissor mercado aeroviário.

Certamente, cabe ao Ipea participar desse debate fornecendo subsídios qualificados e que favoreçam a todos os interessados, governo, inclusive, encontrar as melhores soluções para prover os usuários do transporte aéreo das melhores condições à prestação de um serviço confortável, regular e seguro.

Quando a contribuição dessa prestigiosa instituição vem sob a forma de uma nota técnica calcada em dados, informações e análises frágeis, ainda que convergentes com o senso comum, presta um desserviço à melhor compreensão do problema que todos pretendem ver bem resolvido.

 

MENINO ESPERTO

Por Heraldo Costa, Juiz de Direito

Os de Calçoene dizem que foi em Amapá, os de Amapá dizem que foi em Calçoene. Eu não afirmo nada, sou neutro.
Mas o certo é que, lá pelos idos dos anos 50, quando por estas paragens governava o Oficial do Exército Brasileiro, politico e estadista, lider escoteiro, Janary Gentil Nunes, ocorreu um ‘causo’ interessante que passo a lhes relatar.
Falando no lendário Janary Nunes, muitos vão lembrar dele como primeiro Governador do Amapá etc e tal, que tomou posse em 25 de janeiro de 1944, com 31 anos de idade, no novo Território Federal do Amapá, criado em 13 de setembro de 1943.
Mas aos menos avisados, informo que sua escolha para vir às terras tucujú não se deu por mero acaso. Ele já conhecia este rincão setentrional e naquele momento era a pessoa mais preparada para vir ser Governador. Como?
Primeiro porque ele era um amazônida, nascido em Alenquer-PA, em 1912. Estudou em Belém o curso secundário, concluindo aos 18 anos, indo cursar a Escola Militar do Realengo no Rio de Janeiro, próximo onde ocorreu a chacina das crianças/alunos no dia 07 de abril de 2011.
Segundo, porque em 1938, já promovido a Major, ele está no comando do Pelotão de Fuzileiros de Oiapoque, nossa fronteira com a Guiana Francesa.
Terceiro, porque durante a Segunda Guerra Mundial, precisamente no período de 1942 até assumir o Governo do Território do Amapá, Janary Nunes assume a Primeira Companhia Independente de Metralhadoras Anti-Aéreas, incumbida de defender a Base Aérea de Belém do Pará.
Ainda, só à título de informação pra estudantada, Janary casou em primeiro matrimônio com Iracema Carvão Nunes (nome da avenida do CA), que faleceu no Amapá, segundo consta vitimada pela malária, um ano e meio depois da chegada. Janary casou, em segundo matrimônio, com a cunhada, Alice Déa Carvão Nunes.
Só pra finalizar, Janary Nunes deixou um legado de obras essenciais para o Amapá. Pra se ter uma idéia, o Hospital Geral que serve à população do Amapá foi construído na gestão dele. E la vai outras realizações: Construiu a Escola Barão do Rio Branco (situado na praça do mesmo nome); o Ginásio de Macapá (hoje Escola Integrada de Macapá), Escola Doméstica (Hoje Escola Estadual Santina Riolli) e o Instituto de Educação do Amapá (IETA) dentre outras.
Macapá começou a perder a feição de vila no Governo dele, pois deu início ao ordenamento urbanístico da Capital. Foi, ainda, no seu governo que foi conseguida a aprovação do projeto de construção da Usina Hidrelétrica que veio depois a ser batizada com o nome do irmão Coaracy Nunes, que foi Deputado Federal.
Após deixar o Governo do Amapá chegou a ser Presidente da Petrobrás e Deputado Federal, findando sua carreira política ao perder a eleição para um jovem de discurso empolgante chamado Antonio Cordeiro Pontes.
Pois bem. Mas não foi pra fazer biografia de Janary Nunes que vim aqui. Bom de biografia e história é o professor Nilson Montoril. Eu só conto ‘causos’.
E foi durante uma das muitas viagens de Janary Nunes ao interior do Amapá que se sucedeu esse.
Ao chegar numa casa, muito pobre, Janary e sua comitiva bateram palmas e lá vem um moleque com ar da esperteza da gente do interior.
– Sim sinhô, quem são vocês?
– Somos da comitiva do Coronel Janary, Governador do Amapá. Apressou-se a responder um dos assessores.
Sem ter entendido nada o moleque responde: – A mamãe num tá, mas se quiser vou chamar. Ela tá lá pra beira do rio lavando roupa.
– Precisa não menino, tem uma água pra nos servir. Disse Janary.
– Não tem. A água do pote a mamãe só vai encher de noite. Mas tem uma gamela cheia de garapa.
– Então pode servir pra gente que tamo com sede.
O moloque correu, pegou uma ‘cuia’ grande no ‘girau’ e começou a servir toda a comitiva com muita presteza.
Depois de todos servidos, Janary vendo a esperteza do menino pergunta se ele estudava, se sabia ler, recebendo respostas negativas.
Já na saída da comitiva, com a ‘cuia’ ainda na mão degustando a garapa, Janary pergunta ao moloque se não seria necessário deixar algum dinheiro pela garapa que foi tomada.
– Precisa não sinhô, a mamãe já tinha mandado eu jogar fora essa garapa pois de manhã um rato caiu dentro dela.
– Moleque sem-vergonha, como é que tu dá uma garapa que rato caiu dentro. Não tô que dou com essa ‘cuia’ na cabeça.
O moleque matreiramente respondeu: – Não faça isso, que essa ‘cuia’ é da mamãe mijar de noite dentro.
Sem outro jeito, toda a comitiva caiu na gargalhada.
Reza a lenda que Janary trouxe esse moleque esperto pra Macapá, providenciando pra que ele estudasse, se formasse e ainda chegou a ser funcionário público.
É só.

#Oremos

Onda de assaltos continua

Ontem à tarde mais dois assaltos chegaram ao conhecimento do blog, pelo twitter: Um na Choperia da Lagoa e outro em uma transportadora.

Governador Camilo anuncia investimentos na segurança pública do Estado

O governador Camilo anuncia medidas que serão tomadas para melhorar a segurança pública do Amapá. A decisão foi tomada para que os números de violência sejam reduzidos e tire o Estado das estatísticas negativas que mostram a insegurança em que vivem os moradores. Entre as medidas que serão anunciadas, está o investimento de R$ 1 milhão do próprio Governo e a contratação de 191 aprovados no último concurso para policiais militares.

Além de recursos do Estado, o governador solicitou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, o apoio do Governo Federal para investimento em ações emergenciais na área de segurança pública. O ministro se comprometeu em vir ao Amapá no dia 26 de maio para, junto com o Estado, traçar ações para a segurança.

A ideia é reunir todos os organismo de segurança pública do Governo Federal e Estadual a favor da segurança dos amapaenses. O ministro garantiu repasse de recurso financeiro para aquisição de equipamentos, para viabilizar ações e ainda para a construção de postos comunitários. Programas federais como o Território da Paz, que valoriza e garante a capacitação de policiais, também serão implantados. Inicialmente serão repassados para o Estado 35 motos e 35 veículos.

O governador irá anunciar as medidas amanhã, 29 de abril, às 15:00, no Palácio do Setentrião.

Mariléia Maciel

Assessora de Comunicação

Corram para as montanhas

Sarney é homenageado por políticos de diversos partidos do Amapá

via Amapá no Congresso de Said Barbosa Dib em 28/04/11


O Presidente José Sarney (PMDB-AP) recebeu na manhã desta quinta feira (28), na sala de reuniões da Presidência do Senado, vinte e oito deputados, senadores e vereadores do estado do Amapá. Ele foi homenageado pelos 56 anos de vida pública e também pelo seu aniversário de 81 anos, ocorrido no último domingo, dia 24. A cerimônia pluripartidária foi liderada pelo presidente da Assembléia Legislativa do Amapá, Moisés Soares, e o deputado estadual Manoel Brasil. Sarney foi presenteado com uma placa comemorativa, parabenizando-o pelos 56 anos em que honrou cargos públicos eletivos e, também, por ser “a maior personalidade política da História do Brasil”. O deputado Manoel Brasil elogiou o presidente e disse que “além de um dos maiores políticos do país, e o maior do Amapá, também é um grande escritor e um ser humano especial”. O Presidente declarou que estava muito grato pela homenagem e também por representar o estado do Amapá: “Compartilhar essas duas últimas décadas com o povo do Amapá foi uma glória para mim”. Sarney lembrou ainda que o estado tem um grande futuro pela frente com a Zona Franca e a Zona de Processamento de Exportação de Macapá, que foram aprovadas recentemente. “Assinamos no âmbito do MERCOSUL que o Brasil não terá mais zonas francas, ficando esse privilégio somente para Macapá e Manaus”, lembrou. Falou também do Porto de Santana, que poderá vir a ser o porto intermodal mais importante do Amazonas, e dos grandes investimentos já feitos, que permitirão que o estado possa ser um exportador de energia. Falou, ainda, do campo mineral, que poderá levar o Amapá a pólo de mine-metalurgia. Sarney declarou: “A gratidão é a memória do coração. Estou muito grato a vocês e à gente do Amapá”. Sarney contou que quando passou a representar o estado, no início da década de 90, sua carreira política foi rejuvenescida.

 

Participaram do evento no Senado Federal os deputados estaduais:

Junior Favacho – PMDB, Michel JK – PSDB, Maria Goes – PDT, Edinho Duarte – PP, Dr. Dalto Martins – PMDB, Bruno Mineiro – PtdoB, Keka Cantuária – PDT, Moises Souza – PSC, Eider Pena – PDT, Telma Gurgel – PRTB, Dr. Brasil – PRB, Charles Marques – PSDC, Isaac Alcolumbre – DEM, Valdeco – PPS, Roseli Matos – DEM, Sandra Ohana – PP, Paulo José – PR, Jaci Amanajás – PPS.

Deputados federais:

Evandro Milhome – PcdoB, Luiz Carlos – PSDB

Vereadores:Acácio Favacho – PMDB, Gian do Nae – PMDB, Luizinho – PT, Adriana Ramos – PR, Carlos Murilo – PHS, Aldrin Nunes Torrinha – PDT, Anab Monteiro – PSC, Marcelo Dias – PSDB

Senador: Geovani Borges – PMDB