TWITTER E O DIREITO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Por Luciano Assis

Ninguém pode negar. O Twitter transformou-se na maior rede social do mundo, e o Brasil se insere entre os maiores usuários desse site de comunicação, voltado para notícias (tweet) que não podem passar de 140 caracteres. Com o Twitter, todos os seus usuários mandam mensagens e manifestam opiniões a seus seguidores, isso sobre os mais variados assuntos. Essas operações, por outro lado, extrapolam os limites dos seguidores a partir do momento em que um deles utiliza a ferramenta de retweet, dirigindo a seus seguidores e estes a outros, e assim por diante. A notícia corre na rede mundial de computadores em fração de segundo, ou seja, em pouco tempo “cai na graça do internauta”.

Essa rapidez da comunicação proporcionada pelo twitter tem trazido preocupação às autoridades, justamente porque não há mecanismo de censor das mensagens e opiniões emitidas no Twitter. E se houvesse, seria verdadeira agressão ao direito a liberdade de expressão. Por isso, restou a conclusão inarredável de que os emissores das opiniões e mensagens por meio do Twitter respondem por esses atos caso venham a ofender direito de outrem.

E é assim que “essa coisa” tem de funcionar. Todos, indistintamente, tem o direito a manifestar suas opiniões a seus seguidores e estes a seus, e assim sucessivamente. Se todos nós, usuários, mantivermos um mínimo de padrão ético nas manifestações, conseguiremos assim manter a liberdade do Twitter inabalada, característica que atrai a todos para esse canal social de comunicação.

O que não pode acontecer é a utilização irresponsável por alguns, que por “verborragia” descabida fazem do Twitter instrumento de exaltação aos mais variados tipos de preconceitos, não qualquer um, mas desses que são abominados pela sociedade civilizada (apologia ao nazismo, anti-semitismo, xenofobia, por exemplo).

Tivemos um exemplo claro desses aqui no Brasil, cuja repercussão abalou a liberdade de expressão consagrada no Twitter. Correu nesta semana pela internet, logo após a eleição de Dilma para presidente do Brasil, a mensagem preconceituosa de uma estudante de direito de São Paulo, estagiária de um grande escritório de advocacia, traduzida nos seguintes termos: “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”

Ela, coitada, não imaginou – ou nunca teve a noção do que seja a internet – que um simples tweet pudesse causar tamanho reboliço. Pra se ter uma idéia, a OAB do Pernambuco manifestou-se no sentido de mover ação judicial em desfavor da “twitteira”, invocando o a prática de racismo como fundamento. A Senadora Ideli Salvatti, de Santa Catarina (região sul, portanto) gritou palavras de ordem contra essa estudante de direito, sugerindo severa punição por conta do conteúdo racista da nota, isso no plenário do Senado da República. O escritório de advocacia onde trabalhava (isso mesmo) a estagiária emitiu nota oficial informando que a referida estudande já não mais integrava o quadro de estágio daquele escritório, antes mesmo do episódio preconceituoso.

Pois é, perceberam a proporção atribuída a uma infeliz manifestação de preconceito feita na internet, mais especificamente no Twitter? Não foi um joão-ninguém daquela região brasileira que se prostrou contra essa “calamidade preconceituosa”. Foram duas importantes instituições brasileiras que detém poderes políticos suficientes para desencadear um processo de censura contra a internet.

E isso interessa a muita gente. Acreditemos, por favor. Ou será que o Twitter não teve o condão de movimentar massas por ocasião desse último processo eleitoral? Os debates sobre as idéias, as propostas dos candidatos e até mesmos os “podres” de cada um deles foram intensos. Não só pelos eleitores adeptos desse canal de comunicação social, mas também pelos próprios candidatos. E isso mexeu com os brios de muitos daqueles que, sem o mínimo poder de interferência nas manifestações, viram-se despidos pelos “twitteiros” nas virtudes e nos vícios. Os mais democráticos permitiram tranquilamente o debate, e deles tiraram amplo proveito; outros, aqueles que têm mais a esconder, nem tanto.

Essa liberdade de expressão consagrada na rede mundial de computadores mostra-se ameaçada quando um usuário sem escrúpulos resolve a seu nuto dar motivos àqueles que, como plantonistas da mordaça, tentam a todo custo limitar a manifestação do povo.

Tenhamos, por favor, responsabilidade sobre tudo aquilo que postamos no Twitter, em especial, ou mesmo em qualquer outro canal de comunicação social (Facebook, Orkut etc). Há movimentos no governo no sentido de limitar a atuação da imprensa, que, por sinal, luta fortemente contra esse engessamento do seu poder de informação. Nós, os obstinados “twitteiros”, não temos o mesmo poder político. Fazemos parte apenas de um incontável grupo de pessoas bem intencionadas que, pelo anonimato ou pela distância física existente cada um, dificilmente teríamos condições de nos organizarmos politicamente para lutar contra um eventual movimento de mordaça do Twitter.

Não transformemos o Brasil numa China, permitindo a censura da internet. Pela movimentação das instituições políticas (OAB e SENADO FEDERAL) a respeito de um deslize de uma “twitteira” desavisada, não custa nada surgir um movimento contra a liberdade do Twitter.

Quer uma boa maneira de discutirmos mais sobre isso? Que tal um TwitterFest?

V Aldeia de Artes SESC Povos da Floresta

Iniciou V Aldeia de Artes SESC Povos da Floresta, um “caldeirão” cultural que acontece de 8 a 12 de novembro, com apresentações teatrais (infantil e adulto), shows musicais, palestras e oficinas. Serão 40 produções artísticas apresentadas durante 04 dias (manhã, tarde e noite) para os diversos públicos.

Trata-se de um evento que aglutina diversos segmentos da cultura brasileira: artes cênicas, artes plásticas, música, cinema, literatura, tradição (marabaixo). No Amapá é o maior panorama dinâmico das artes, colhido a partir do olhar atento das produções artísticas.

Este ano com convidados de Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí e Pará, abrigando outros projetos como Palco Giratório que integra a Rede SESC de Intercâmbio e difusão das artes cênicas do Departamento Nacional do SESC e o SESC Amazônia das Artes, projeto que viabiliza a circulação e o intercâmbio de espetáculos entre os estados da Amazônia Legal, mais o Piauí.

Espetáculos infantis acontecem todas as manhãs e tardes, no Salão de eventos do SESC Araxá.

Espetáculos adultos, no teatro das Bacabeiras, todas as noites, exceto no dia 12/11 que será no teatro Porão

Shows musicais todas as noites, a partir das 21h, no SESC Centro

Performances teatrais e poesia – UEAP

Oficinas – casa da cultura ( SESC Araxá – prédio do teatro porão)

Programação Gratuita, exceto espetáculos no Teatro das Bacabeiras que custam R$3,00 e oficinas R$5,00 (inscrições na Central de Atendimentos do SESC Araxá)

Programação completa no site www.sescamapa.com.br

Juliana Coutinho
SESC/AP – Serviço Social do Comércio
ASCOM – Assessoria de Comunicação e Marketing
(0xx96) 3241-4440 – Ramal 235

O final do segundo exílio do Capi

Por Fábio Fonseca Castro – Publicado na Agência Carta Maior

Em 2002, o então senador pelo Amapá, João Capiberibe, teve seu mandato cassado sob a acusação estapafúrdia de comprar dois votos por 32 reais, pagos em duas vezes. Seguiram-se oito anos de degredo político, tal como um novo exílio. Agora, o voto popular reconduz Capiberibe ao Senado e seu filho, Camilo, ao governo do Amapá. Suas eleições reconstróem a perspectiva geopolítica de uma Amazônia com dois projetos governamentais de esquerda, ambos com grande compromisso com a sustentabilidade ambiental e social: Acre e Amapá, o primeiro com o PT e o segundo com o PSB.

Fábio Fonseca de Castro

Há alguns anos, em 2002, fazendo meu doutoramento, eu participava de um seminário que, nas dependências do Colégio Internacional de Filosofia, em Paris, discutia o futuro da Amazônia. Uma das estrelas do evento era o então senador pelo Amapá, João Capiberibe. Em determinado momento, justamente durante sua intervenção, observamos alguém subir ao palco e interrompê-lo. O fato grave o senador Capiberibe informou à platéia: vinha de ter seu mandato senatorial cassado. Riu-se, disse que iria recorrer e fez uma piada ou duas sobre o assunto. Se não me engano, algo como:

“Viram? Não posso nem sair do Brasil, que eles fazem isso!”. Retornou logo à sua explanação e a platéia, um tanto estupefata, deve ter imaginado que a política, na Amazônia, emparelhava ao realismo fantástico mais radical. Recordo a indignação da ilustre geógrafa Bertha Becker, sentada bem à minha frente e que passou o resto da conferência indagando à sua vizinha de assento, aos cochichos, sobre o absurdo da situação.

Capí já era um mito. Ou algo próximo. Um sujeito com fama de incorruptível e de irredutível. Com fama de cabeça dura. Ex-prefeito de Macapá e ex-governador do Amapá, primeiro governante amazônida realmente comprometido com a transparêmncia das contas públicas, sustentabilidade ambiental, primeiro governante amazônida realmente socialista. O seu PDSA: Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá, elaborado em 1995, era uma ação pública consistente, impactando na formação de cadeias produtivas ambientais e garantindo a preservação de 98% da paisagem natural do seu estado.

O que nem o senador e nem a platéia ali presentes sabiam é que Capí teria seu mandato, de fato, cassado. Sob a acusação, mentirosa e estapafúrdia, de comprar dois votos, por 32 reais e, ainda assim, pagos de duas vezes…

Nem ele e nem mais ninguém, ali presentes, poderiam imaginar que se seguiriam oito anos de degredo político, tal como um novo exílio, igual ao que o levou, durante a ditadura militar, a um périplo pela Bolívia, Chile, Canadá e Moçambique.

Quanto a mim, não poderia imaginar que as voltas que o mundo dá me colocariam, novamente, ao lado do senador, no exato e simbólico momento em que o TRE derrubou o pedido de rejeição de sua candidatura ao Senado Federal, demandada com base da lei da Ficha Limpa pelo fato de ter sido cassado em 2002 e, com esse gesto, criou as condições para a sua eleição e para o seu retorno à grande cena política.

Era uma noite de quarta-feira. Estávamos na sua casa, com computadores pessoais e telefones sempre em alerta. Éramos cinco pessoas: Capí, o advogado Bermerguy, sua filha Luciana Capiberibe, o marqueteiro Walter Júnior e eu. Eu estava ali com a missão de ajudar na construção da estratégia política de sua candidatura, bem como na de seu filho, Camilo Capiberibe, candidato ao governo do estado.

Os votos dos magistrados iam sendo pronunciados com a lentidão habitual e iam ecoando na Internet e pelos telefonemas. Com o terceiro voto favorável veio a confirmação da vitória. Capí comemorou contidamente o resultado. O mesmo gesto que vi repetir tantas vezes ao longo da campanha que, então, apenas começava: o fechamento do punho e uma ligeira vibração do antebraço e a mesma palavra que tantas vezes repetiu ao longo da campanha: Vencemos!

Com Capí não há lugar para verbos individualizados: “Vencemos!”, e nunca “venci”. Os telefonemas, então, começaram a se multiplicar. Todos os celulares e telefones fixos da casa começaram a soar, seguidamente. Muitos desejavam cumprimentar o senador pela vitória. Logo, em sobrecarga, todas as conexões à internet caíram. Um processo político novo iniciava no Amapá. Era como se o retorno de Capiberibe, temido por seus muitos adversários, sobrecarregasse as tensões presumíveis, os acordos feitos e as demais candidaturas colocadas.

A certo momento, a filha Luciana estendeu seu telefone para Capí: “É a Janete”. Capí atendeu a esposa, que acompanhava de Brasília a votação. Ao mesmo tempo, do lado de fora da casa, passava um carro buzinando como um louco. Possivelmente um anônimo, prestando sua homenagem ao senador. Nesse momento recordei do que me tinham dito, dias antes, quando cheguei ao Amapá para ajudar na campanha de Capí e na de Camilo Capiberibe, seu filho, para o governo: não precisa dar endereço, basta dizer ao motorista do táxi para levá-lo até a casa do Capí… O senador não perdia sua condição de mito.

Capí retirou-se por alguns minutos para tomar um banho, antes de seguirmos todos para a sede do PSB, para onde a militância começava a rumar. Muita gente, nas ruas, tomava o mesmo caminho. A certo momento Capí desligou seu telefone e permaneceu em silêncio. O olhar contemplando o futuro mais do que o presente. Um retorno, uma volta, um recomeço. Acabava ali seu segundo exílio.

O que representa a vitória de Camilo Capiberibe ao governo do Amapá

A vitória de Camilo Capiberibe ao governo do Amapá tem uma dimensão política com efeito sobre toda a Amazônia. Desenvolvo a seguir algumas considerações sobre esse significado:

1. Sua eleição reconstrói a perspectiva geopolítica de uma Amazônia com dois projetos governamentais de esquerda, ambos com grande compromisso com a sustentabilidade ambiental e social: Acre e Amapá, o primeiro com o PT e o segundo com o PSB. Os dois estados têm, aproximadamente, o mesmo tamanho e população. Iniciaram juntos a mesma caminhada, mas o Amapá interrompeu a sua por oito anos, durante os dois mandatos de Waldez Góes. Um período que resultou num colapso escandaloso de corrupção e que, dessa forma, mostra o equívoco do caminho tomado. Porém, o Acre atual tem dado sinais de cansaço desse processo. A votação, superior para Serra do que para Dilma e a eleição apertada de Tião Viana (PT) poderão posicionar o Amapá na linha de frente da esquerda na Amazônia.

2. Em relação aos dois grandes estados amazônicos, Pará e Amazonas, as expectativas são de polarização política com o Amapá. Os dois grandes serão governados por partidos sem compromisso maior com a sustentabilidade ambiental e social. Ainda que Omar Aziz, novo governador do Amazonas, pertença à base aliada do governo Dilma, seu papel como liderança regional é extremamente vulnerável, sobretudo diante do peso do ex-governador, Eduardo Braga, agora no Senado. Por outro lado, o retorno de Simão Jatene ao governo do Pará poderá representar o retorno de uma política de licenciamentos ambientais movida por interesses partidários.

3. Camilo representa um grupo de oposição irredutível e histórica. Esse grupo derrota um projeto fisiológico de poder representado pelo senador Sarney e por seus braços amapaenses, alguns dos quais muito próximos, como o senador não-reeleito Gilvan Borges e o candidato derrotado ao governo, Lucas Barreto; e outros menos próximos, como o ex-governador e candidato também derrotado ao Senado, Waldez Góes, o governador atual Pedro Paulo e o candidato derrotado ao governo, Jorge Amanajás. Em eleições anteriores todos eles estiveram juntos e a única oposição consistente foi o PSB dos Capiberibe, devendo também ser considerado que mesmo o PT, agora coligado ao PSB, fez parte do governo Waldez.

4. Camilo é uma liderança nova, mas é bem preparado. Tem inteligência política, pessoal e emocional. Essa condição, associada a um cenário que projeta o PSB como o partido da base de apoio ao governo Dilma com o maior número de governadores, permite que Camilo postule uma projeção de liderança na cena amazônica.

5. Camilo pertence ao partido de Eduardo Campos, o governo reeleito de Pernambuco numa vitória esmagadora e que deu a Dilma uma vitória retumbante em seu estado: 76 a 24% de Serra. Estrela em ascensão na política nacional, Campos tem algo em comum com Camilo: um projeto de desenvolvimento que tem na estrutura portuária uma de suas peças fundamentais. O projeto de recuperação do porto de Santana, no Amapá, é um dos carros-chefe do programa de governo de Camilo e decorre de lições aprendidas com o projeto de valorização do porto de Suape, em Pernambuco, uma ação central da gestão Campos. Aliás, Eduardo Campos visitou Camilo no segundo turno e com ele discutiu longamente seu projeto portuário.

6. A vitória de Camilo desmoraliza um projeto também fisiológico vindo do PSOL, e nisso confronta esse partido, pela primeira vez, seriamente, com suas contradições internas. Refiro-me ao senador eleito pelo PSOL do Amapá, Randolfe Rodrigues. Sua participação intensa na campanha do candidato do PTB, também apoiado por José Sarney, juntamente com suas declarações contraditórias, foram amplamente criticadas por outros diretórios estaduais, bem como por expoentes do PSOL em todo o país. Essa posição do senador eleito gera não apenas desconforto, mas um efeito simbólico grave para o PSOL, que, mais cedo ou mais tarde, deverá ser chamado a responder por isso.

A resposta de Randolfe Rodrigues

Ilmo. Sr.

Joaquim Ernesto Palhares

Diretor Presidente da Carta Maior Publicações, Promoções e Produções Ltda.

Senhor Diretor Presidente

Com relação ao artigo “O final do segundo exílio do Capi”, de autoria de Fábio Fonseca de Castro, publicado em Carta Maior de 02/11/2010, solicito que seja veiculado o texto a seguir para que se restabeleça a verdade dos fatos, tão prezada por esta agência:

1: Fui eleito Senador pelo Amapá com mais de 203 mil votos (a segunda maior votação proporcional do país) sem coligação com nenhum outro partido, mas em aliança com o candidato do PTB ao governo, Lucas Barreto.

2: Lucas Barreto foi um candidato independente, não vinculado a nenhuma máquina de governo e não contou com o apoio do Senador José Sarney e nem de nenhum outro senador. Os candidatos do Senador Sarney no pleito foram os mesmos que receberam o apelo de Lula na TV para que os amapaenses neles votassem: o Ex-governador Waldez Góes (PDT) e o Senador Gilvam Borges (PMDB).

3: O fato de Sarney não ter participado da eleição para o governo é referendado pela matéria “Sarney ‘lava as mãos’ nas eleições do Amapá” de Menezes y Morais, da agência IG, publicada em 02/11/2010. Na reportagem é revelado que o Ex-Presidente Sarney sequer votou para governador: “ao sair na escola Antonio Pontes, em Macapá, onde votou, Sarney revelou que votou apenas em Dilma, presidenta eleita. Não disse por que se absteve de votar para governador do Estado.”

4: Informo ainda que nos esforçamos para reeditar a coligação PSB-PSOL que disputou as eleições para a Prefeitura de Macapá em 2008. Nossa intenção foi negada pelo PSB com a afirmação de que jamais a esquerda poderia eleger dois senadores no Amapá, reservando-me tão somente uma vaga para disputar a eleição para Deputado Estadual. Como se viu, a esquerda conseguiu eleger dois senadores: eu em primeiro e o Senador João Alberto Capiberibe em segundo, com 138 mil votos.

5: Pelo exposto, causou-me espécie as expressões equivocadas e tendenciosas do último parágrafo do citado artigo, tais como : “projeto fisiológico de poder no PSOL”, “declarações contraditórias” a mim atribuídas, bem como “críticas de outros diretórios e de expoentes nacionais do PSOL”. Reafirmo minhas convicções para os leitores de Carta Maior: me orgulho de ter firmado aliança com Lucas Barreto, pois esta atitude decidida pelo Diretório Estadual, em nada feriu o programa e o ideal do PSOL . Desejo sinceramente que Camilo faça um bom governo, colocando nosso mandato à disposição para o bem do Amapá. Anseio que Capi e Janete tenham confirmadas suas eleições no STF, para fazer valer a vontade do povo. Minhas posições políticas e ideológicas sempre foram e permenecerão sendo diametralmente opostas às sustendadas pelo Senador Sarney.

Atenciosamente,

Randolfe Rodrigues

Senador Eleito pelo PSOL-AP

Nhac-Nhac. Continuando com os sabores que estão nas lembranças dos leitores

“Sou Amapaense, mas morro de saudade das cantinas Italianas do Bairro do Bexiga em São Paulo… Amo a nossa culinária,mas também aprecio bastante a mistura de sabores paulistana” (Preta)

Cantina-mages

“Nada como o camosquim da Professora Delzuite ( nossa mamãe ). Em Macapá o Pato no Tucupi da Dona Raimunda. O camarão na brasa do Orlando em Fazendinha. Em Curitiba, da época de estudante a comida chinesa de restaurante caseiro, que nós chamávamos de Chin-chin”.( Alcione Cavalcante)

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“Alcilene, o gostoso mesmo era quando nós saíamos do Grupo Alexandre Vaz Tavares e saboreávamos garapa com donzela ou pão doce no bar do seu Jonas, onde é hoje a Farmacia Saturno”.( Gegê)

“Eu sinto saudade da buchada de carneiro que só minha mãe sabe fazer quando vou de férias ao Nordeste”. (Maria)

“Saudades das comidas do interior de Goiás onde minha avó mora (cumari-GO). Doce de tudo que se possa imaginar…outra saudade é de uma torta de jacaré da minha tia que mora em Araguatins-TO.( Gilberto Junior)

“Eu lembro do chopp de tapioca com monteiro lopes da minha cidade de Breves-Para”. ( Cléia Silva)

“Saudade da picanha na pedra de um barzinho chamado Tuchê, lá na Audeota – Fortaleza (CE) “( Gino)

“Concordo com você, a Picanha na Pedra do Tuchê, também me dá muita saudade. Eu era frequentador assíduo até pq era bem próximo de casa”.( Norberto)

“Eu, morando no interior de Minas, sinto saudades é dos caranguejos, dos peixes, do pato no tucupí e da pimenta daí…”( Mateus Tiago)

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“Morando no RJ e com minha esposa e filhas, aproveito o tempo livre para apreciar os sabores cariocas, a cebola do Outback, o bacalhau do Da Silva, churrasco no Porcão, Picanha do Garota da Urca, petiscos dos botecos cariocas e claro, diariamente as empadinhas do Bar Urca quando saio da ESG. Mas como bom caboclo, nascido em Santana, que cresceu tomando açaí todo santo dia, fico contando as horas de chegar em Macapá, pegar o peixe  assado, pirapitinga, lá no Igarapé da Fortaleza, o açaí do Val, do grosso,SEM AÇUCAR, a farinha de mandioca da feira… Disso eu tenho muita saudade…”( Inácio)

Val

“Do açaí “amassado” na peneira pela minha vó Teté em sua casa lá no “canal” (mendonça junior) e ultimamente do cafézinho na casa do alemão (entrada de Petrópolis-RJ) com aquele friozinho de serra”. ( Jorge Silva)

“Da mandioca (macaxeira) frita acompanhada com manteiga derretida do bar “Movelaria” na Lapa (RJ).”( João Guerreiro)

“Lembro bem, da linguiça de surubim, que comi em Oriximiná/Pará, assada na beira da praia e com uma cerveja bem gelada…..Saudades!!”( Oldemar Coelho)
“Do Porcão de BH;
Da Vento Haragano de SP;
do Trapiche da BA;
das praias do CE;
Da ilha de Margarita no Caribe;
não posso esquecer do filhote da D.Flora na fazendinha…uma delicia!!!!e o escondidinho de charque do Garcia no Terrazo!!!! E do cachorro quente da Parada do cachorro quente!” ( Patrícia Cunha)

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“Poderia falar do choppe dos petiscos de Blumenau em um Bar Mirante ouvindo tango e dois coroas muito animados a dançar. Poderia falar do Porcão em Recife (adoro um bom churrasco). Do carneiro atolado no arroz de Fortaleza ou o caranguejo no leite de coco que vemos muito pelo nordeste. Da muqueca e do tutú que a Mari fazia (hoje em Campo Grande). Do pastel de bacalhau da feira de São Paulo ao arroz branco do Macacoari quando criança, mas tudo isso em nada se compara às comidas que minha mãe fazia com carinho e amor, e olha que nunca usou “sazon”, eram temperos naturais assim como seu aprendizado na cozinha. Saudade…”(Beneran Santos)

“Do “beijo de moça” que a Dona Margarida fazia. Vocês lembram dela?”(Juca)

“Em termos de boteco, estou com saudades do Copa 70 na antiga Primeiro de Dezembro, lá tem um charque com macaxeira que é um espetáculo. Boteco legal e o melhor peixe frito que já consumi é do Biras Bar na 14 de Março em Belém.
Vontade mesmo, estou de comer um peixe frito no Ver-o-peso, embaixo daquelas lonas plásticas em um baita calor e tomando uma Cerpa. Que maravilha!
No Nordeste tem o camarão na moranga do restaurante Camarões na praia de Ponta Negra, em Natal. E a quiabada com charque do restaurante do Pelourinho em Salvador. Tá bom de parar senão vou ter que ir atrás do sonrisal.”( Aderaldo Gazel)

“Uma grande saudade é do tucunaré na brasa com pimenta e muita farinha que eu costumava comer em Santarém-Pará… Meu tio preparava com tanto carinho quando chegávamos lá que acho que se tornava o mais especial dos temperos… Saudades mesmo. Santarém é uma terrinha boa demais!” (Eliane)

“Saudades dos petiscos do City Bar, na minha época de Campinas. O Melhor Bolinho de Bacalhau do Mundo (segundo eles), Melhor empadinha de camarão (segundo eu mesmo) e a cerveja bem gelada. E pra finalizar um pastel de Belém de dar água na boca!!”(Edgar Torres)

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Solicitada a criação da Promotoria de Justiça Comunitária

O pedido representa todo o trabalho traçado pelo programa MP Comunitário durante oito meses de atuação nos bairros de Macapá e municípios do estado.
Danielly Salomão

A sociedade civil precisa de um espaço público para que possa discutir seus problemas de forma democrática. Essa foi uma das justificativas apresentadas por lideranças comunitárias e a comunidade ao coordenador-geral do programa MP Comunitário, Paulo Veiga, para que se crie a Promotoria de Justiça Comunitária. O pedido foi entregue ao procurador-geral de Justiça, Iaci Pelaes dos Reis, no dia 18 de outubro.

Segundo Paulo Veiga, a Promotoria Comunitária teria atribuição diversa da Promotoria de Justiça da Cidadania, ficando esta somente com atribuições relacionadas com a área da saúde e educação, quanto a Comunitária com atendimentos individuais, difusos, estabelecer a efetiva aproximação entre o Ministério Público e a população, além de outras demandas.

“O trabalho do MP Comunitário é evidência não só na mídia local, mas nacionalmente. Concorremos a prêmios importantes, isso demonstra todo o esforço da equipe que faz parte do programa. Por isso, não podemos jamais paralisar as atividades. É importante ressaltar que todos os dias recebemos pedidos de presidentes de associações, diretores de escolas, representantes das comunidades, para irmos até suas comunidades levar os serviços do Ministério Público”, destacou o promotor de Justiça.

O programa ocupa atualmente um espaço público que se posiciona na intersecção das esferas estatal e esfera não estatal, discutindo os problemas das comunidades, fazendo isso de forma integrada com o poder público. Na sua atuação o MP Comunitário foca essencialmente suas ações na solução de conflitos individuais e coletivos, por meio da mediação, uma técnica mundialmente conhecida. Além disso, trabalha como intermediadores nas demandas coletivas das comunidades com a Gestão Pública, desenvolvendo ações sócio educativas, como palestras e cursos.

“Precisamos de um espaço público para discutir nossos problemas de forma democrática, a fim de reivindicar os direitos que nos cabe. Por isso nos reunimos e solicitamos a criação da Promotoria Comunitária”, afirmou o presidente da Associação dos Moradores do bairro Cidade Nova, Ednaldo Guedes de Souza, sendo este o primeiro bairro a ser atendido pelo programa.

Histórico

O projeto MP Comunitário foi instituído em março de 2010, tendo como fundamento os princípios da dignidade da pessoa humana, cidadania e soberania popular, passando a ser um programa institucional do Ministério Público do Estado do Amapá. De março a setembro, já foram atendidos 20 bairros, sendo 16 em Macapá, quatro no município de Santana.

Para o coordenador-geral do programa, Paulo Veiga, é importante deixar registrado que o Ministério Público, nos termos da Constituição da Republica, é o defensor dos direitos individuais e coletivos indisponíveis e como tal, age integrado com a comunidade, promovendo a defesa dos direitos humanos fundamentais, da ordem jurídica e do regime democrático.
SERVIÇO:
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá

Festa para Rand

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Blog em festa hoje pra celebrar o aniversário do amigo Randolfe Frederick Rodrigues. Nosso senador eleito.

Aproveitamos a data pra render as devidas homenagens ao amigo, ao militante combativo e jovem liderança ascendente e popular, com votos de felicidades, saúde, paz e sucesso na nova jornada.

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Amapá Fail

Ontem o governo demitia os funcionários de contrato administrativo.

No Iapen, presos faziam rebelião, com reféns.

E o staff do governo ocupando preparando a Expo-feira agropecuária. Novamente com mais festa do que negócios.

Penso que, em função da crise moral e financeira por que passa o governo, a Expo-Feira Agropecuária deveria acontecer sim, mas com muito zelo nos recursos que serão investidos.

Aguarde

Nos próximos dias serão anunciadas demissões de 30% dos cargos de confiança, principalmente os ocupantes das gerências de projetos.

Máquina inchada.

A construção da vitoria popular

Por Rafael Capiberibe – Publicitário

Quando começamos a sonhar, partimos de uma pequena ideia, que vai crescendo, desenvolvendo, evoluindo, assim como a vida. Do nascimento até os cabelos brancos da experiência. Quando a Frente Popular decidiu caminhar juntos, estavam plantando uma semente sem saber ao certo o tamanho daquilo que iriam colher, entretanto sabiam a essência de um projeto viável para a sociedade do Amapá.

Neste projeto estava inserido esperança, amor, fraternidade e principalmente unidade popular, tínhamos a pigmentação do povão cravada em nossas ideologias e atitudes, era neles que pensávamos e ousávamos lutar para assumir um governo que tinha como alicerce e base de sustentação o tripé Saúde, Segurança e Educação.

Essa caminhada começou no bairro do zerao, com apenas umas 20 pessoas caminhando, alguns candidatos que não imaginavam o que estariam construindo e os sorrisos acanhados da população. Os adversários levado pelo pensamento da impunidade diziam, “Onde esse menino pensa que vai com essas poucas pessoas?”. A frente popular não respondia, porque nesse momento nem a frente popular tinha a proporção de onde iríamos chegar. Éramos apenas dois partidos, PSB/PT sem empresários, sem maquina administrativa sem o dinheiro sujo da corrupção (graças a Deus), mas que tinham uma coisa fundamental, tinham a experiência de governar para o povo, portanto tínhamos a proximidade e o respeito do povo e nisso podíamos conotar que o crescimento dessa campanha era uma questão de tempo.

E esse tempo logo chegou, a campanha da frente popular vinha crescendo aos poucos, mas faltava uma coisa fundamental, a Policia Federal exclarecer a população quem era quem nesse estado. A PF organizou a operação “mãos limpas”, o que todo mundo já sabe. A partir desse momento a campanha de Camilo se tornou esteio para iniciarmos um processo de depuração nesse estado, uma limpeza geral, dos que não honraram o povo. A campanha de Camilo virou símbolo de esperança e desenvolvimento desse estado, e aqueles sorrisos tímidos do inicio ganharam traços mais firmemente delineados, e isso deu o gás necessário para que trilhássemos uma campanha maravilhosa, carregada pelo braço do povo, uma campanha em que esse mesmo povo passou por um processo de maturação de discernimento político, ao qual não se vendeu, não desistiu e ousou sonhar com dias melhores para seus filhos.

Conseguimos avançar ao segundo turno, e o Menino que ousou caminhar timidamente no inicio ganhou novos seguidores, veio alianças e apoio com a maioria dos grupos organizados desse estado, sofreu retaliação, foi caluniado por um grupo de pessoas que pensavam que iriam conseguir fazer uma nova esquerda nesse estado. Mas não teve jeito, a cada dia a campanha de Camilo ficava mais solida, a Frente Popular avançava, firme, propositivamente por cima de todas as pedras ao qual esse caminho desleal nos levava, e assim conquistamos com a força do POVO uma vitoria maiúscula, que nos deu Orgulho, que nos deu alivio e que nos reforçou a esperança que agora nosso estado vai seguir em uma direção mais digna, cheia de possibilidades para todos, enfim a resposta aos que perguntavam: Onde esse menino acha que está indo? Ele estava caminhando para ser o novo Governador do Amapá, pois toda caminhada inicia-se de um ponto de partida e por mais longa que o camin ho pareça ser, você vai construindo o percurso com um passo após o outro. A todos que contribuíram com a eleição de Camilo e Dora, tenham certeza, que este foi um gesto de amor com o nosso estado e com o nosso povo. Rumo novo, cada vez mais com a força do nosso povo que tanto nos orgulhou.

Hummmm

O post “Saudades de Minas” rendeu registros legais dos leitores que viajaram com o blog e dividem aqui com você.  Vou publicando durante a semana

Sou amapaense e de vez em quando nas férias traio a culinária tucuju para conhecer os pratos de varias cidades do mundo. Para começar, aqui perto, adoro a pizza paraense da LA TRAVIATA camarão rosa, jambu e uma pimentinha com tucupi. Em Sampa, não pude deixar de comer o pastel de bacalhau do Mercado Municipal. (Sandrinha)

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“Na minha infância, final de tarde, meu pai, sr Mergulhão, preparava aquela pupunha e macaxeira quentinha com café preto regado a uma boa conversa em família. Esse é sabor paraense que sinto saudade”.( Lúcia Cândida)

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“Saudades do melhor camarão no bafo do Brasil, que só tem na Fazendinha. Saudades do peixe na brasa que comia no Curiaú. Saudades da gengibirra. Saudades dos sabores da minha terra de coração”. (Aline Paes)

“Manjar das Garças. Colocando a cozinha paraense no roteiro obrigatório da culinária da região norte… tudo é delicioso, incrivelmente delicioso… “ http://www.manjardasgarcas.com.br. (Carlos Picanço)

“Tenho saudade do Tacaca da BÉBÉ, lembram?” (Sandra Castro)

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“Dos 7 anos que morei em Campinas, salivo ao lembrar do croisant de Peito de Peru com Provolone, da Padaria Nico 24h. A fornada das 3:15 da madrugada era a fantástica. Era o melhor salgado no mundo… pelo menos do meu mundo…”( Paulo Neto)

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“Já comi muita comida gostosa nesse Brasil. Em Natal lembro de um camarão flambado (não sou burguês, rsrsrs) na praia da ponta negra. Mas nada que supere o cozidinho de charque com batatas que a minha avó fazia. Insuperável. Minha avó era braba, mas era maravilhosa. Cuidadosa com a gente. Saudades dela, de Icoaraci e da minha infância”. (Seles Nafes)

“Saudades de Blumenau – SC, Oktoberfest, das ruas da cidade, limpas, organizadas, Batata recheada, cultura alemã, das mulheres linda e maravilhosas”. (Hugo)

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“Tenho saudade do din-din(chope) vendido pelo saudoso Bidin pelas ruas de Várzea Alegre. Nunca mais encontrei um tão doce e saboroso como os dindins de coco queimado de Bidin”.( Flávio Cavalcante)

“Lembro do sanduiche de mortadela do mercado municipal de SP”. ( Orlando Jr)

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“Saudade do Acarajé da Bahiiiaa e do pato no tucupi da minha mãe”. (Nádia Santana)

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Pelo Twitter

Governador eleito, Camilo Capiberibe, informou que ontem, quarta-feira, teria reunião sobre a transição de governo, com o atual governador Pedro Paulo.

PSB

Camilo viajou a Brasília, onde participa da reunião da executiva nacional do PSB, que saiu fortalecido dessas eleições.

PSB elegeu seis governadores, sendo 2  campeões de votos logo no primeiro turno.

No Amapá o PSB elegeu além do governador, 1 senador, João Capiberibe, 1 deputada federal, Janete Capiberibe, novamente campeã de votos, 2 deputados estaduais, Cristina Almeida e Balieiro. Com a ida de Cristina Almeida para AL, o advogado Washington Picanço, do PSB, vai assumir a vaga de vereador.

Do G1

Governador eleito do AP promete ‘transparência total’ na gestão

Foto: Gilvandro Pinheiro
Foto: Gilvandro Pinheiro

Político mais jovem eleito governador nas eleições deste ano, Camilo Capiberibe (PSB), 38 anos, assumirá o estado do Amapá em 1º de janeiro com a responsabilidade de reorganizar uma gestão sob suspeita de abrigar um suposto esquema de corrupção que se alastrava por ao menos nove órgãos estatais.

As irregularidades são investigadas pela Polícia Federal na Operação Mãos Limpas. Deflagrada em 10 de setembro, a menos de um mês do primeiro turno da eleição, a operação prendeu 25 pessoas sob suspeita de envolvimento em desvios de recursos públicos do estado e da União.

Entre os presos estão o ex-governador Waldez Góes (PDT) e o atual governador, Pedro Paulo Dias (PP), que passou nove dias detido e transmitirá o cargo a Capiberibe, após perder a disputa pela reeleição.

A própria eleição de Capiberibe foi resultado direto da crise política que se abateu sobre o estado. De quarto colocado nas primeiras pesquisas eleitorais, o filho do ex-governador João Capiberibe (PSB, 1995-2002) levou a disputa ao segundo turno e virou o jogo contra Lucas Barreto (PTB), em eleição em que ambos procuraram erguer a bandeira da mudança.

Em entrevista ao G1, Capiberibe aponta consequências positivas da operação da PF, que, segundo ele, introduziu na campanha o tema da transparência na gestão pública. Diz que desde domingo (31) ainda não conseguiu falar com o governador Dias, mas que o procurará oficialmente nesta quarta (3) para começar a organizar a transição.

O governador eleito disse que irá promover “transparência total” nos gastos do governo. Afirmou que a situação da gestão hoje é crítica, com dívidas acumuladas com fornecedores e prestadores de serviço. Apesar disso, reiterou a viabilidade de propostas de sua campanha, como a cessão de um notebook a cada professor da rede pública.

Leia abaixo os principais tópicos da entrevista com o governador eleito do Amapá, ex-território federal de 626 mil habitantes e que representa 0,2% do Produto Interno Bruto do país:

Operação Mãos Limpas
Capiberibe afirma que a ação da PF é “positiva” por “exigir da sociedade uma grande reflexão sobre o que vinha acontecendo e o que ela quer que aconteça”. Reconhece que a corrupção estava “entrincheirada” na máquina pública, e que a revelação das supostas irregularidades motivou demandas na sociedade por combate ao desvio de recursos públicos.

O governador eleito disse que irá reforçar o papel de órgãos de controle da administração. Afirmou, por exemplo, que transformará a Auditoria Geral do Estado em Controladoria Geral do Estado.

“Vamos implantar transparência total no governo. Todos os gastos vão ser transparentes, de uma caneta que se compra ao metro de construção. E o problema não é só de corrupção. Há problema geral de gestão, dívidas paradas. A situação do estado é crítica, e isso vai exigir um exercício grande de concentração em torno de superar isso”, disse.

Transição de governo
O socialista diz que já tentou, sem sucesso, contato com o governador Pedro Paulo Dias (PP). Defende uma transição sem sobressaltos, mas reconhece que a atual gestão pode dificultar o acesso de sua equipe aos dados da gestão.

Recado do Chico Terra

Ao completar 10 anos de vida. A redação do site Amapá Busca teve sua redação que funciona em minha casa, furtada.

Levaram:

Note Book CCE preto com a tampa de baixo retirada.

Uma mochila contendo documentos

Câmara digital Olympus E-500

Bicicleta Caloi 21 marchas com adesivo do blog

O fato ocorreu ontem, entre 12 e 12:30 enquanto saía para o almoço. A ocorrência foi registrada na 6ª DP da Capital, Macapá.Fico grato se puderem divulgar e ajudar a recuperar minhas ferramentas de trabalho

Atenciosamente,

Chico Terra – Amazônia Brasil
http://amapabusca.com.br
http://chicoterra.com

Camilo virou e venceu

Com 170.277 votos (53,77%), Camilo se elegeu governador do Amapá.

Mereceu vencer por que fez uma campanha correta nos pontos principais de uma eleição de segundo turno: mobilização, comunicação, marketing, alianças. Foi habilidoso em conquistar novos espaços, incansável e determinado a ganhar a eleição. E competente em aproveitar a reviravolta política acontecida no processo eleitoral com a Operação Mãos limpas.

Tem tudo pra fazer um bom governo. O capital do PSB que já governou o estado, apoio popular e apoio federal. E mostrou na campanha estar preparado pra tarefa de liderar. A situação do estado não é das melhores, mas nada que, com competência técnica e política, não consiga organizar em tempo razoável, que a sociedade saberá dar.

Lucas Barreto também está de parabéns. Teve 146.383 votos. Quase a metade dos eleitores, 46,23%, votaram nele. Não venceu a eleição, mas não saiu derrotado, o que é uma grande diferença. Fez uma campanha digna e decente. E teve que encarar uma campanha majoritária com um partido sem a organicidade e prática necessária pra uma eleição de governador.

Um grande homem, que segurou a campanha de segundo turno com a firme determinação de não ganhar a qualquer preço.

Aguerrida militância do PSB está de parabéns, e as pessoas que se envolveram na campanha de Lucas também.

Parabéns especial ao Camilo, pela bela campanha, e ao povo do Amapá, que democraticamente participou do processo mantendo a eleição animada e disputada até o ultimo dia.

O blog procurou fazer uma cobertura isenta, mas repondo algumas verdades, e teve a imensa participação de seus leitores debatendo o processo eleitoral apaixonadamente. Alguns mais afoitos, outros com serenidade. E foi atacado pelos intolerantes que ficaram conhecidos na internet como “aloprados”. Sem necessidade.

Que Deus abençoe imensamente esse novo momento do Amapá.

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Dois

Ibope

Acertou no Amapá, praticamente cravando o resultado.

Datas em geral erraram. Recebi três pesquisas diferentes fechadas no sábado. As três erraram.

No twitter

O governador eleito, Camilo Capiberibe, esteve sempre no twitter desde antes de iniciar a campanha. E interagia todos os dias com militantes e eleitores.

Ao final da apuração twitou

@Camilo40

“Obrigado ao povo do Amapá pela confiança. Estou feliz e emocionado…”.

2010

Hoje conheceremos quem será o próximo governador do Amapá.

Chegamos a reta final com uma disputa acirrada entre Camilo Capiberibe e Lucas Barreto, os dois candidatos de fora da máquina e do poder e que se apresentaram como candidatos da mudança. E que tiveram que fazer contorcionismos políticos pra melhor colocar para o eleitor as alianças tão necessárias no segundo turno.

Foram meses de uma campanha absolutamente diferente, mas, sobretudo, bonita e cheia de oportunidades de debates com o eleitor.

Campanha marcada pelas bandeiras que enfeitaram e alegraram a cidade e viraram alvo de disputas. De muita música na rua. De gente alegre que participa do processo eleitoral, com graça e cidadania.

Marcada também pelos boatos espalhados de maneira organizada. Por parentes agressivos utilizando a internet para denegrir pessoas. E por boa dose de hipocrisia.

Com momentos tensos. Tiros. Prisões. Agressões na campanha televisiva. E muitos panfletos difamatórios espalhados pela cidade. Que penso, em nada mudaram a intenção de voto do eleitor.

Muitos debates no twitter, com um pouco de besteirol, mas com bons e agradáveis momentos. Foi muito bom acompanhar o horário eleitoral e os debates pelo twitter. E muitos e acalorados debates nas caixinhas de comentários do blog.

Blog ficará cobrindo a eleição sempre que tiver alguma informação relevante. E postando tweets com informações quentes.

Que o dia da eleição transcorra em paz e segurança para todos. Que o respeito aos candidatos e suas famílias e entre militantes sejam as ferramentas dos homens e mulheres de bem, que mesmo escolhendo caminhos diferentes, querem o melhor para o Amapá.

Hoje o poder é do eleitor.

Tenho absoluta certeza de uma coisa: Vai vencer o que for melhor para o Amapá.

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