Com o regime de isolamento mais rígido no estado, SENAI Amapá adota logística para não interromper produção de face shields

 Desde que o estado passou a adotar normas de isolamento social rígido (lockdown), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do Amapá estruturou uma logística para que a produção das máscaras de proteção tipo face shield não fosse interrompida. Para isso, e visando a proteção dos técnicos que estão trabalhando, a instituição descentralizou a atividade. Agora, os instrutores podem seguir produzindo os equipamentos de casa, sem precisar se deslocar para a unidade do SENAI.

Foi estruturado um formato em que cinco impressoras foram instaladas nas residências dos profissionais, além deles, uma sexta pessoa fica responsável pelo corte do acrílico e montagem dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). No fluxo de produção estabelecido, após cinco dias, um carro do SENAI passa nas casas, recolhe o material e leva para a finalização. Até o momento, foram produzidos 120 protetores faciais.

De acordo com o coordenador de Tecnologia e Inovação do SENAI Amapá, José Reinaldo do Nascimento, o modelo de trabalho foi construído com o objetivo de, primeiramente, zelar pela saúde de quem está desenvolvendo o trabalho e, também, seguir produzindo o material que é essencial para a proteção de quem está na linha de frente de atuação no combate ao novo coronavírus (COVID-19) no estado.

“Estávamos realizando as impressões na unidade do SENAI, seguindo todas as medidas de segurança e higiene. No entanto, desde que fomos orientados a diminuir o fluxo de pessoas, resolvemos estilizar um formato para que pudéssemos continuar trabalhando. Assim, protegemos nossos funcionários e continuamos fazendo o equipamento tão necessário neste momento”, completou.

As impressões estão sendo produzidas pelos instrutores Elias Brito, Antônio Silva, Mário Nascimento, Raul Barrada e Juan Silva. Já o instrutor da área de Construção Civil, Carlos Santiago, é quem faz a montagem das máscaras.

Doações

Desde que começou a pandemia, o SENAI vem trabalhando em diferentes frentes de combate ao novo coronavírus. Além de produzir as face shields em sua unidade, recebeu doações de mais de 2 mil protetores faciais do SENAI Ceará e do SENAI CIMATEC Bahia. Esse quantitativo foi entregue às Unidades Básicas de Saúde de Macapá, Hospitais do estado, instituições que atuam na segurança, Samu, Secretarias de Saúde, entre outras.

Prefeitura de Macapá entrega novos veículos à Guarda Civil Municipal para o combate à Covid-19

O prefeito de Macapá, Clécio Luís, entregou na manhã desta segunda-feira, 25, mais 13 novos veículos ao comando da Guarda Civil Municipal. Os transportes foram adquiridos através de emenda parlamentar do senador Davi Alcolumbre, no valor de R$ 2.004.000,00. Entre os veículos estão duas vans, um micro-ônibus e dez motocicletas.

De acordo com o chefe do Executivo municipal, além de atuarem no policiamento comunitário e na fiscalização, os equipamentos também irão auxiliar no combate ao novo Coronavírus. “Neste primeiro momento, duas vans mobiliadas serão utilizadas como farmácias no formato drive-thru para a dispensação de medicamentos, e deverão auxiliar no atendimento de casos de Covid-19, na capital. É uma forma a mais que encontramos para desafogar as Unidades Básicas de Saúde e, assim, evitar que aquelas pessoas que precisam apenas dos remédios permaneçam em filas dentro das UBS’s”, destacou.

Todas as vans são equipadas com mobília administrativa, central de ar, gerador de energia e cadeiras de atendimento. Na ocasião, estiveram presentes o subcomandante da Guarda, inspetor Camarão e equipes da Guarda Civil Municipal de Macapá.

Secretaria de Comunicação de Macapá

Assessora de comunicação

Distrito do Bailique recebe da Prefeitura de Macapá kits de EPI, testes rápidos e medicação para combate à Covid-19

Nesta segunda-feira, 25, a Prefeitura de Macapá entregou Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para a equipe de saúde do distrito do Bailique. Foram entregues macacão impermeável, protetor facial, óculos de proteção e máscara N95.

O arquipélago também recebeu medicação, testes rápidos para a Covid-19 e 10 mil máscaras do projeto “Costurando Vidas”, que serão distribuídas pela Unidade Básica de Saúde e agência distrital aos moradores. A unidade de saúde do distrito foi abastecida com ivermectina, cloroquina e cefalexina, medicação para o tratamento do novo Coronavírus.

Os kits de EPIs foram entregues aos profissionais de saúde de Vila Progresso e comunidade do Itamatatuba, assim como os kits de testes rápidos, que atenderão mais de 200 pessoas. O Município tem trabalhado de forma intensa no combate à proliferação do Coronavírus, tanto na cidade de Macapá quanto nos seus distritos.

As UBS’s estão todas preparadas e fortalecidas pela rede de atenção básica municipal, a exemplo da UBS do Bailique, com EPIs para os profissionais de saúde, testes rápidos e medicamentos adequados para o tratamento dos infectados. A prefeitura também tem reforçado a prevenção contra o vírus.

“Estamos reforçando as medidas de segurança, com a distribuição de máscaras do ‘Costurando Vidas’, que é uma das medidas de proteção. Além do reforço da importância do isolamento social”, enfatizou o secretário municipal de Mobilização e Participação Popular, Dejalma do Espírito Santo.

Participou da ação o secretário de Relações Institucionais, Rodolfo Vale.

Membros do MP-AP inspecionaram obra do Hospital Universitário, onde deverá funcionar mais um centro para tratamento de pacientes com Covid-19

Nesta segunda-feira, (25), o coordenador do Eixo Finalístico do Gabinete de Enfrentamento de Crise do Ministério Público do Amapá (GAB-MPAP/COVID-19) e chefe de Gabinete da instituição, promotor de Justiça João Furlan, e os integrantes do Grupo de Trabalho da Saúde, promotores de Justiça André Araújo e Fábia Nilci fizeram vistoria nas instalações do Hospital Universitário (HU), que deverá abrigar mais um Centro Covid do Estado.

Há um esforço coletivo e interinstitucional para que o novo centro Covid seja aberto o mais rapidamente, dado o agravamento da pandemia no Amapá. Segundo o Governo do Estado, o Hospital Universitário receberá, inicialmente, 30 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e 52 leitos clínicos, divididos em 26 apartamentos, com dois leitos em cada.

A abertura de novos leitos também está no conjunto das orientações e Recomendação nº. 10/2020, emitida pelo MP-AP, para que o Estado coloque em prática as ações previstas no seu Plano de Contingenciamento contra a doença. A vistoria foi guiada pelo gerente do consórcio Jota Ele (construtora), Emerson Zelazowski, responsável da obra, e o prefeito da Unifap, Raimundo Brazão do Rosário.

Segundo o gestor da Unifap, o bloco 1 do Hospital Universitário, cedido ao Governo do Amapá para instalação dos leitos, já está pronto para receber os equipamentos. Na última sexta-feira (22), foram instalados os tanques de oxigênio e nitrogênio e instalado o espaço de enfermagem para atendimento aos pacientes de Covid-19.

A Unifap esclarece, ainda, que todos os custos relativos à instalação e aquisição de equipamentos; suprimentos, reparos, reposição de materiais, disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), gerenciamento dos resíduos de saúde, fornecimento dos gases medicinais, esgotamento de fossas, contas de energia e água, locação de grupo gerador, limpeza e vigilância presencial e sanitária; geração, controle e gestão de informações de toda operacionalização são de responsabilidade do GEA.

Ao final da vistoria, os membros do MP-AP manifestaram preocupação com a demora para instalação dos equipamentos, o que pode comprometer o cronograma de abertura, previsto para próxima quinta-feira (28).

“Apesar da obra física está pronta, ainda faltam muitos detalhes, inclusive tendo sido colocado pelo representante da empresa que tudo deve ser exaustivamente testado, para evitar qualquer erro. Nós vamos cobrar da Secretaria Estadual de Saúde que cumpra o prazo, mas a gente viu que ainda falta muito. O MP-AP está vigilante e vamos continuar acompanhando, na expectativa de que seja entregue conforme o planejado”, manifestaram os promotores de Justiça João Furlan, André Araújo e Fábia Nilci.

MPF ajuíza ação para garantir direitos dos indígenas do Amapá e norte do Pará durante a pandemia

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal que determine a adoção, por parte de instituições públicas, de uma série de medidas para garantir os direitos dos indígenas do Amapá e norte do Pará durante a pandemia de covid-19. Distribuição de cestas básicas e ajustes nos pagamentos de benefícios – incluindo o auxílio emergencial ofertado pelo governo federal – estão entre os pedidos da ação. As medidas buscam fomentar o isolamento social das comunidades, garantir a chegada dos alimentos e adequar os benefícios assistenciais e previdenciários à realidade indígena. A ação foi protocolada no domingo (24).

A atuação do MPF ocorre após reuniões virtuais – realizadas semanalmente – com órgãos públicos e comunidades indígenas em busca de soluções para os problemas enfrentados nas Terras Indígenas (TI) neste momento do avanço da covid-19. Durante as reuniões, coordenadas pelo procurador da República Alexandre Guimarães, ficou evidente a preocupação das lideranças indígenas com o risco de contaminação pelo novo coronavírus decorrente do retorno de indígenas às aldeias após a circulação deles nas cidades. Além disso, as lideranças relataram a dificuldade logística para levar mantimentos e insumos às TI do Parque do Tumucumaque.

Na ação, a respeito dos mantimentos, o MPF quer que a União, a Funai e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentem, no prazo de cinco dias, cronograma para entrega de alimentos e itens de higiene nas aldeias. O calendário deve garantir a distribuição nas TI do Parque do Tumucumaque e Rio Paru d’Este, com atenção especial às localidades de difícil acesso. Além disso, a quantidade de itens entregues deve ser adequada às necessidades das comunidades.

Já para diminuir a circulação de indígenas nas cidades com o intuito de realizar saques de auxílios ou outros benefícios, o MPF pede que a Justiça determine o aumento do prazo que o dinheiro fica disponível na conta do beneficiário. No caso do auxílio emergencial de R$ 600, o MPF quer que a União e a Caixa Econômica Federal prorroguem por, pelo menos, mais seis meses o prazo para saque das parcelas do auxílio. No caso dos benefícios previdenciários, a exemplo do salário-maternidade e da pensão por morte, o pedido é para que o INSS prorrogue por mais 90 dias o dinheiro em conta, além do prazo já previsto atualmente.

O MPF pede, ainda, que a União, a Caixa e o INSS, no prazo de 20 dias, busquem alternativas para possibilitar o acesso integral ao auxílio emergencial e benefícios sociais e previdenciários das comunidades indígenas do Amapá e norte do Pará, sem a necessidade de deslocamento dos beneficiários aos centros urbanos. Caberá às instituições optar pela forma mais adequada de cumprir o solicitado, porém, o MPF cita exemplos como pagamentos direto nas aldeias, cadastros e pagamentos via barco e inclusão de correspondentes da Caixa em pequenos comércios nas aldeias e arredores.

“No campo preventivo da transmissão da covid-19, uma das principais recomendações consiste em evitar aglomerações, sobretudo nas cidades. No caso dos indígenas do Amapá e Norte do Pará, o atendimento dessas recomendações implica uma outra forma de lidar com a implementação dos benefícios de transferência de renda, previdenciários ou assistenciais, bem como medidas voltadas à garantia de segurança alimentar, como a distribuição de cestas básicas. Caso contrário, haverá o permanente risco de deslocamento desses povos às cidades”, explica o procurador da República Alexandre Guimarães.

Sobre o auxílio emergencial, o MPF pede também que a União e a Funai atualizem informativo já existente sobre o benefício, incluindo, entre outros assuntos, as recomendações sanitárias para evitar contaminação pelo novo coronavírus e as orientações sobre os novos prazos disponíveis para saque. O MPF também quer a adequação do aplicativo Caixa Tem, de modo a possibilitar o acesso ao referido auxílio sem a necessidade de confirmação por SMS ou meio telefônico, facilitando a utilização por benefici&aacute ;rios qu e não possuem telefone próprio.

Wajãpi – Na ação, o MPF pede a intervenção do Poder Judiciário para garantir que os Wajãpi adquiram munição para as armas legalizadas que possuem, de modo a viabilizar a prática tradicional da caça de subsistência, essencial para a segurança alimentar da comunidade. Em ofício encaminhado pelo Conselho das Aldeias Wajãpi (Apina) ao MPF, as lideranças informaram dificuldade na autorização da Polícia Federal para adquirir as munições tendo em vista a atual situação de “lockdown”.

No ofício, os Wajãpi também informam que fizeram acordo interno para suspender a saída de pessoas da TI para receber salários e benefícios ou fazer compras. “Não queremos ir para as cidades por causa do risco de contágio. Queremos seguir a orientação dos órgãos de saúde de manter o isolamento como forma de prevenir a doença”, detalha trecho do documento. Desse modo, a caça de subsistência é primordial para que os indígenas continuem a seguir o isolamento nas aldeias.

Nº da ação para consulta na SJAP/TRF1: 1003590-14.2020.4.01.3100

Um alento. Davi consegue doação e manda medicamentos para sedação e intubação nas UTIs de COVID do Amapá

O presidente do senado Davi Alcolumbre mandou deixar na noite de ontem, domingo, 24.05, medicamentos para as UTIs dos Centros COVID. São medicamentos usados para intubação e sedação dos pacientes. Foram 5.300 ampolas de Midazolam; 2.500 ampolas de Fentanil 2.500 e 500 ampolas Rocuronio.

Esses medicamentos foram conseguidos através de doação, por Davi Alcolumbre, que também conseguiu um jatinho do governo do Mato Grosso do Sul, que veio deixar os medicamentos no Amapá. A carga foi recebida pela assessoria de Davi e na mesma hora entregue à Secretaria de Saúde do estado.

Não se sabe porque esses medicamentos estavam faltando nas UTIs. Não tem no mercado? As empresas estavam escondendo pra vender com sobrepreço? Ou não confiam na adimplência do estado? O certo é que muitas vidas devem ter sido perdidas pela falta deles.

Davi também articulou com um laboratório que produz esses medicamentos para UTIs, uma produção exclusiva para o Amapá, que deve ser entregue nos próximos dias.

Oremos.

Medicamentos para UTIs chegando na noite de ontem no hangar do governo.

Covid-19: barreiras sanitárias serão mais ostensivas na última semana do isolamento social rígido

Nesta segunda-feira, 25, uma das barreiras sanitárias para o cumprimento do isolamento social rígido ocorreu na Rua Hildemar Maia, entre as avenidas FAB e Euclides da Cunha, no bairro Santa Rita. Além deste local, as entradas de Macapá rodovia Juscelino Kubitschek e Duca Serra tiveram fiscalizações como parte do Decreto Municipal 2.058/2020 de combate à Covid-19.

As ações desta semana serão mais ostensivas e os agentes irão atuar de maneira mais rigorosa. O foco das fiscalizações serão os bairros Novo Buritizal, Buritizal, Centro, Perpétuo Socorro e Santa Rita, locais com elevados índices de casos do novo Coronavírus.

As barreiras já conseguiram abordar mais de 9.700 veículos. Destes, 350 cometeram infrações do Artigo 187 do Código de Trânsito Brasileiro, no que se refere ao descumprimento do Decreto Municipal, e do rodízio de placas para circulação, até o último domingo, 24. Juntamente com as barreiras sanitárias, fiscais da Prefeitura de Macapá estão indo até os estabelecimentos comerciais adjacentes para verificar se os mesmos estão atendendo delivery, por agendamento ou de forma presencial.

Participam da ação a Companhia de Trânsito de Macapá, Guarda Civil Municipal, Corpo de Bombeiros, polícia Civil e Militar, e fiscais de diversas secretarias. “Esta semana será muito importante em virtude da reta final do decreto, que vai até dia 29 de maio. Sendo assim, as ações serão mais ostensivas. Faremos ainda a desinfecção de ruas e avenidas, e a distribuição de máscaras de proteção”, disse Marcio Pimentel, coordenador das fiscalizações.

Mestrado em Biodiversidade Tropical publica edital de seleção

 

Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical (PPGBio) da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) tornou público e EDITAL de seleção. Estão previstas 10 vagas no curso de mestrado, para ingresso no segundo semestre de 2020. O Programa tem como área de concentração a Biodiversidade, dividida em três linhas de pesquisas: caracterização da biodiversidade, gestão e conservação da biodiversidade e uso sustentável da biodiversidade.

Inscrições

As inscrições para o processo seletivo devem ser efetuadas, via Internet, no endereço eletrônico: https://sigaa.unifap.br/sigaa/public/home.jsf, no período de 15 de junho a 15 de julho de 2020. Antes de efetuar a inscrição, o candidato deverá certificar-se dos requisitos exigidos no edital e preencher o formulário de solicitação, com os documentos requeridos em anexo.

Provas

As provas serão aplicadas nas cidades de Macapá-AP, Brasília-DF, Altamira-PA, Belém-PA, Bragança-PA, Santarém-PA, Campo Grande-MS, Cuiabá-MT, Sinop-MT, Manaus-AM, Palmas-TO, Porto Velho-RO, Palmas-TO, Recife-PE e São Luis-MA, no dia 4 de agosto de 2020. O endereço dos locais e horários serão divulgados no site: https://ppgbio.unifap.br/

Critérios para seleção

A seleção dos candidatos consistirá de dois exames:

  1. a) Prova de inglês, composta de tradução e/ou interpretação de texto técnico-científico em Inglês, para ser respondida em português, inglês ou espanhol, com nota mínima cinco vírgula zero (5,0) para aprovação, sendo permitido o uso de um (1) dicionário impresso;
  2. b) Prova escrita de conhecimentos gerais aplicada em português e podendo ser respondida em português, inglês ou espanhol, baseada no conteúdo programático
    definido no anexo VI deste edital, com nota mínima sete vírgula zero (7,0) para aprovação.

Cronograma

A divulgação das cidades e locais de aplicação das provas será feito a partir de 20 de julho de 2020. O resultado das provas está previsto para 11 de agosto e o início previsto das aulas será em 21 de setembro.

Todas as informações sobre o certame podem ser obtidas no EDITAL e por meio do site: http://ppgbio.unifap.br/; ou ainda pelo endereço eletrônico: [email protected]

 

 

Governo apresenta balanço de ações e resultados durante pandemia

 

Neste domingo, 24, o governador Waldez Góes fez à população, em live, um balanço sobre as ações de enfrentamento à covid-19 no estado. Os secretários de Estado da Saúde, Segurança Pública e Educação participaram da transmissão e apresentaram resultados parciais em cada área de atuação.

Durante os últimos dois meses, o governo implantou quatro Centros de Atendimento à Covid e uma unidade de triagem, totalizando em 147 leitos equipados e que dispõem de estrutura para o tratamento da população, além de todo apoio aos municípios amapaenses, com o envio de aparelhos e medicamentos.

Quase em todo esse período, o governo atuou com recursos próprios, pois somente há 10 dias houve apoio do governo federal, com o envio de R$ 51 milhões ao Amapá. Desse montante, R$ 42 milhões estão em conta e já destinados para a aquisição insumos e medicamentos.

“Estou mobilizado com meus colaboradores, nos limites do Estado, conseguimos contribuir para a criação de melhores condições para lidar com esse novo cenário”, afirmou o governador.

Ele também reforçou a necessidade em combater as fake news, que atrapalham os esforços e ações governamentais durante a pandemia.

“Algumas pessoas se utilizam de um momento de sofrimento para espalhar o medo, o terror e a dúvida. É importante que as iniciativas não sejam politizadas”.

Apesar das dificuldades, o trabalho conjunto dos órgãos estaduais e as parcerias firmadas com os municípios tem refletido em resultado positivos e no amparo à população em diversas frentes. Confira:

Lockdown

Instalado em 19 de maio para um período de 10 dias, o lockdown conta com barreiras sanitárias, de fiscalização e trânsito, aferição de temperatura, visitas em residências com casos positivos, aplicação de testes rápidos, distribuição de máscaras e desinfecção de vias e logradouros públicos.

Como resultado, o Amapá alcançou e mantive a maior taxa de isolamento social do país até o último sábado, 23. A média desses cinco primeiros dias é de 55%. O fechamento total segue até a próxima quinta-feira, 28.

Durante esse trabalho, os órgãos de segurança pública contabilizaram:

  • 1.039 profissionais e 324 viaturas envolvidos;
  • 536 veículos abordados;
  • 242 autos de infração notificados pela desobediência ao rodízio de placas;
  • 212 estabelecimentos vistoriados e 45 notificados;
  • 60 vias e locais receberam o serviço de desinfecção;
  • 292 visitas a residências com casos positivos da Covid-19;
  • 065 aferições de temperatura, das quais 159 apresentaram quadro febril;
  • 103 testes rápidos aplicados nas barreiras, sendo que 39 deles deram positivos para a doença.

 

Saúde

O Governo do Amapá trabalha na abertura de mais um centro covid, no Hospital Universitário, na zona sul de Macapá. O novo espaço é resultado de uma parceria com a Universidade Federal do Amapá e articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

 

Serão 100 novos leitos. O Estado ficará responsável por todos os serviços necessários para o funcionamento do hospital, incluindo instalação dos sistemas de energia elétrica, água e gases medicinais, limpeza, equipamentos de informática, materiais hospitalares, entre outros. Todas essas medidas já estão em andamento.

Já o governo federal se comprometeu com o envio de equipamentos, profissionais de saúde e medicamentos para abastecer o hospital.

Assistência Social

Para dar amparo às pessoas em vulnerabilidade social, o governo criou o Renda Cidadã Emergencial, que já beneficiou quase 5 mil famílias com a entrega de cartões com saldo de R$ 120 para a compra de alimentos e itens de higiene e limpeza em estabelecimentos credenciados.

O programa que antes só atendia aqueles cadastrados no CadÚnico agora também abrange profissionais em vulnerabilidade temporária, como catraieiros, mototaxistas e feirantes.

Outro programa de assistência social é o Tarifa Zero de Água, que isentou o pagamento das contas de água para 16 mil famílias no mês de abril. Estes mesmos consumidores começarão a receber suas contas pagas de maio a partir desta segunda-feira, 25.

Educação

Alunos e professores tiveram acesso a conteúdos disciplinares por meio do Aprendizagem em casa, no sistema Sigeduc. Lá no ambiente virtual, a escola pode escolher o que será aplicado para a ensino e avaliação dos estudantes.

O Estado disponibilizou, ainda, vídeoaulas de diversas disciplinas, focadas na preparação dos candidatos ao Enem.

Foi criado o programa Kit Merenda em Casa, mantendo a nutrição dos alunos da rede estadual durante a pandemia. Em abril, foram distribuídos 120 mil kits; outros 123 mil serão distribuídos até o fim de maio. Para esse benefício, foram investidos cerca de R$ 6,2 milhões.

“Assim que retornarem as aulas, vamos ampliar a carga horária dos estudantes, aplicar reforço e revisões”, explicou a secretária de Educação, Goreth Souza.

 

 

Máscaras do projeto “Costurando Vidas” são distribuídas aos moradores do Conjunto Macapaba pela Prefeitura de Macapá

Com o objetivo de evitar o contágio por Coronavírus, na manhã desta sexta-feira, 22, a Prefeitura de Macapá distribuiu máscaras para os moradores do Conjunto Habitacional Macapaba. A distribuição começou às 10h e foi feita de maneira individual, evitando aglomeração. Cada família recebeu de 4 a 5 máscaras.

 

Além da distribuição de máscaras, a prefeitura também fez um trabalho de desinfecção e higienização em todos nos blocos do habitacional. Os produtos utilizados (água, cloro isocianurato de sódio 65% e desinfetante) são capazes de minimizar os riscos de contaminação, tendo em vista sua ação imediata e também com algum poder residual, dependendo da superfície de contato.

 

“O aumento dos casos é assustador, e aqui no nosso conjunto tem muitos confirmados. Essa doação de máscaras veio pra somar com a gente e nos ajudar a ficarmos mais protegidos. Esta semana, a prefeitura também higienizou as ruas daqui. Isso ajuda muito, porque esse vírus pode se alojar em qualquer lugar”, agradeceu Emerson Pimentel, morador do Conjunto Macapaba.

 

Os equipamentos de proteção do “Costurando Vidas” têm como objetivo evitar o contágio e a proliferação do Coronavírus no município de Macapá, além de ajudar muitos moradores que não têm condições de comprar, como é o caso da moradora Aldenira Ramos. “Eu gostei muito do projeto, fiquei sabendo por outros moradores que já receberam suas máscaras. Aqui mora muita gente e boa parte não tem condições de comprar. Mas, com essa ajuda da prefeitura, ficaremos mais seguros. Usarei sempre minha máscara quando eu precisar sair, pois é uma forma de prevenção”, disse.

 

Os residenciais São José, Açucena e Mestre Oscar também foram contemplados com as doações do projeto “Costurando Vidas”. Cerca de 4 mil máscaras de proteção foram entregues aos moradores. O projeto, além de proteger as pessoas da contaminação do Coronavírus, gera emprego e renda para as costureiras e empreendedores.

 

“Essa é mais uma ação de combate e prevenção ao Coronavírus da Prefeitura de Macapá. Começamos distribuindo as máscaras na última segunda-feira, dia em que começaram as barreiras do decreto municipal de isolamento social mais rígido. Agora, chegamos aos residenciais da cidade. O objetivo é entregar o maior número de máscaras possível para a população. Todos precisam ficar protegidos desse vírus”, disse o secretário de Relações Institucionais da Prefeitura de Macapá, Rodolfo Vale.

Secretaria de Comunicação de Macapá

Kelly Pantoja

Assessora de comunicação

 

Covid-19: Mais de dez toneladas de EPI’s chegam ao Amapá

Mais de dez toneladas de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) chegaram ao Amapá nesta sexta-feira, 22. Entre os itens, estão máscaras cirúrgicas triplas e luvas de procedimentos. Os insumos vão garantir a segurança dos profissionais que atuam na linha de frente do combate à covid-19.

A carga é parte de uma aquisição que o Governo do Amapá fez para ampliar a segurança dos trabalhadores, com investimentos que ultrapassam R$ 5 milhões. Os produtos foram descarregados na Central de Abastecimento Farmacêutica (CAF) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em Macapá.

A equipe da CAF já montou um cronograma para iniciar a distribuição do material nas unidades assistenciais e centros Covid-19.

Dentre os itens que já chegaram, estão máscaras cirúrgicas tripla, luvas de procedimentos; luvas cirúrgicas; touca sanfonada descartável e propés (protetores para os pés)

Ainda chegarão nos próximos dias, óculos de proteção; protetor facial; respirador PFF2; avental hospitalar e álcool gel.

A Sesa tem trabalhado em um planejamento para criar um estoque regular que garanta o abastecimento de toda a rede hospitalar com insumos, medicamentos e EPI’s. Contudo, tem encontrado dificuldade de aquisição devido à escassez dos produtos no mercado e o alto preço praticado.

“Mais uma remessa de EPI’s que chega para que nossos profissionais atuem de forma segura no atendimento e tratamento dos pacientes com a Covid-19. Estamos estrategicamente trabalhando para garantir o abastecimento continuo da rede em meio as dificuldades impostas pela pandemia”, reforçou o titular da Sesa, Juan Mendes.

Desde o início da pandemia, a Sesa já distribuiu aos hospitais e centros Covid-19 EPI’s que foram adquiridos pelo governo do Estado, recebidos do Ministério da Saúde e doados por parceiros como Hospital do Coração (HCor) entre outras instituições.

Os recursos foram disponibilizados pelo Governo Federal.

Circula Amapá premiará iniciativas culturais em até R$ 10 mil; veja edital

Projetos, programas e ações culturais amapaenses podem concorrer a premiações em dinheiro nos valores de R$ 5 mil e R$ 10 mil, através do Projeto Circula Amapá. A chamada pública é uma realização do Governo do Estado, em parceria com o presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre.

Para acessar o edital clique aqui

O Circula Amapá é coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com o objetivo de reconhecer e incentivar ações artísticas responsáveis por disseminar a cultura em âmbito estadual, nacional e internacional.

VEJA TAMBÉM: Waldez e Davi lançam programa de valorização da cultura: Circula Amapá 

Os projetos serão avaliados por uma comissão composta de 10 membros, sendo 5 profissionais da cultura e das artes e 5 técnicos da Secult, seguindo uma série de critérios. Após a análise, serão selecionados e premiados 137 iniciativas nas seguintes categorias:

  • Artes visuais
  • Teatro
  • Música
  • Literatura
  • Cultura popular
  • Dança
  • Artesanato
  • Audiovisual
  • Circo

Inscrições

Os interessados em concorrer à premiação podem se inscrever através do site secult.portal.ap.gov.br. É necessário preencher o formulário e o Plano de Trabalho e de Aplicação dos Recursos e anexar materiais como áudios, vídeos e fotos para complementar as informações.

O prazo das inscrições vai até o dia 30 de maio, podendo ser prorrogado conforme a procura pelo certame.

Podem participar microempreendedores individuais e pessoas jurídicas de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos. Não poderão se inscrever os indivíduos e cônjuges que possuírem vínculo profissional com a Secult e instituições ou com o Conselho Estadual de Políticas Cultural.

É obrigatório que o candidato seja cadastrado no Sistema Estadual de Informações e Indicadores Culturais (SEIIC) e tenha seu perfil atualizado.

Rede de solidariedade para pacientes de COVID e familiares

O médico Jônatas Oliveira, que atua na linha de frente no atendimento aos pacientes de COVID- 19 nas UBSs, está fazendo uma rede solidária, para doações aos pacientes das unidades e familiares, especialmente da UBS Lélio Silva.

“Doamos desde bombons para os familiares que ficam na espera, até material de higiene pessoal como creme dental, sabonete, escova de dentes, lenço umedecido, desodorante, papel toalha, copo descartável, alimentos, cartas escritas, orações, louvores, entre outras coisas”, diz o médico em seu post da campanha.

Para doar e ajudar na divulgação aumentando a rede de solidariedade.

Jonatas, contatos:

1⁰) pelas redes sociais: @jnts76 (instagram)

Jonatas Ferreira de Oliveira (facebook).

2⁰)Banco do Brasil

Agência 5929-3

C/c 32.071-4

3⁰) Quem quiser, pode levar doações direto na UBS.  A rua está fechada. Há só um caminho que serve pra ambulância entrar. Por este caminho, não precisa descer do carro.  Só entregar para o vigilante ou qualquer enfermeiro.

TRF1 suspende decisão de juiz Federal que determinava assinatura de TAC

 

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu os efeitos da decisão da 2ª Vara da Justiça Federal que determinava celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre órgãos públicos e empresa Equinócio Hospitalar Ltda, sob a coordenação do Ministério Público do Amapá (MP/AP) e Defensoria Pública da União. A decisão do desembargador Jirair Aram Meguerian, emitida nesta sexta-feira (22), acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF).

No recurso, o MPF enfatizou que não compete à Justiça Federal analisar a petição da empresa, pois não havia ação de autoria da Equinócio Hospitalar contra qualquer pessoa jurídica vinculada à União. O que houve foi apenas um pedido genérico de mediação de TAC, sem qualquer vinculação à ação civil pública (ACP) ao qual foi relacionado, cujos autores são o MPF e o MP/AP. O MPF complementou que a ordem do juiz federal titular da 2ª Vara Federal viola os princípios da inércia, congruência, imparcialidade, devido processo legal e contraditório, bem como o princípio da separação dos poderes. (Leia mais: http://www.mpf.mp.br/ap/sala-de-imprensa/noticias-ap/trf1-acolhe-recurso-do-mpf-para-suspender-decisao-que-determinava-assinatura-de-tac-entre-orgaos-publicos-e-empresa-equinocio-hospitalar)

 

Segundo o chefe de Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, João Furlan, a ação civil pública foi ajuizada há dez anos na Justiça Federal, tendo como objeto a adequação do Hospital da Mulher Mãe Luzia e a construção de nova maternidade, após a morte de ao menos 26 crianças na unidade de saúde entre 2009 e 2010. “Portanto, o objeto da ação não tem qualquer relação com a necessidade de insumos e equipamentos de proteção individual para prevenção do contágio pelo novo coronavírus”, argumentou Furlan.

Da mesma forma, o MPF demonstrou que não há qualquer relação do objeto da ACP com o interesse da empresa que se refere ao fornecimento de insumos durante a pandemia de covid-19. O órgão frisou, ainda, que a decisão da 2ª Vara Federal viola o regime jurídico das compras estatais e reduz o âmbito de atribuição de instituições e órgãos de controle.

 

Denúncia contra sobrepreço de EPIs

O MP-AP ajuizou no dia 27 de abril, ação civil pública para, suspender qualquer pagamento a ser realizado pelo Estado do Amapá de máscaras N-95 para uso no combate da Covid-19, adquiridas, comprovadamente, com sobrepreço. No mérito declarar a nulidade das contratações com pedido de tutela de urgência em desfavor do Estado do Amapá, Superintendência de Vigilância em Saúde Estadual e as empresas contratadas: Equinócio Hospitalar Ltda, Companhia Hospitalar Ltda e M. D. Bahia, todas com sede em Macapá.

Serviço:

 

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Para não esquecer! UBS não é local de internação!

A falta de leitos clínicos e de UTI, somados a possíveis falhas no sistema de regulação de leitos, responsável pelas internações, está fazendo com que pacientes em estado mais graves fiquem internados nas UBSs do município de Macapá.

O que é um problema. As UBSs não são vocacionadas para internação. Os leitos nas UBSs, são macas, onde o paciente depois de acolhido, é medicado, hidratado, e dependendo do caso, volta pra casa se estiver bem, com sintomas leves, ou é encaminhado para internação em leito clínico ou UTI para receber atendimento hospitalar. UBS é atenção básica.

A permanência desses pacientes nas UBSs, sem transferencia, além de aumentar o risco de morte, causa lentidão no atendimento aos pacientes que estão nas filas. Uma vez que, os médicos que estão fazendo as consultas tem que paralisar as filas pra atender os que agravaram e já deveriam ter saído de lá.

Hoje, sexta-feira, 22.05, 24 pacientes graves esperam leitos para serem transferidos das UBSs. O sistema está sobrecarregado e de verdade não sabemos quantos leitos clínicos e leitos de UTI estão em funcionamento, para COVID. O certo é que não estão ficando disponíveis na mesma velocidade em que pessoas estão precisando. O número de leitos  e de profissionais de saúde necessários para o funcionamento, não surgem na mesma velocidade em que os números de casos. Dura realidade.

Ao Jornal do Amapá desta sexta-feira, o prefeito de Macapá, Clécio Luis, disse  que os profissionais de saúde das UBSs estão conseguindo salvar, muito mais do que perder, vidas. Mas é necessária a transferencia e os cuidados hospitalares e intensivos.

O prefeito pediu mais uma vez que as pessoas respeitem o isolamento social e se protejam. Porque muitas pessoas adoecendo ao mesmo tempo, colapsa tanto o sistema público quanto o sistema privado de saúde.

 

 

 

Do UOL. Enfermeiro chora por não ter UTI para pacientes: ‘me coloquei no lugar’…

Abinoan Santiago

Sem conseguir transferir pacientes para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o enfermeiro Emanoel Martins chorou ontem ao lado de pessoas que perderam parentes para o novo coronavírus. Todos estavam na Unidade Básica de Saúde (UBS) Lélio Silva, em Macapá, e aguardavam havia dias por um leito em um dos dois centros estaduais especializados para tratar a covid-19, que estão lotados.

Na UBS onde Martins trabalha, quatro pacientes com o novo coronavírus morreram à espera de um leito na rede estadual ao longo desta semana. Duas mortes ocorreram ontem. As unidades gerenciadas pela prefeitura de Macapá não têm leitos nem respiradores, pois atuam somente no caráter preventivo da covid-19. Com isso, precisam reter pacientes em suas dependências enquanto esperam vagas na rede estadual em centros especializados. Eles ficam no apenas sob oxigênio e ventilação mecânica manual.

MP-AP reforça ao Judiciário pedido de julgamento da ACP que cobra fluxo e leitos exclusivos para crianças e adolescentes com Covid-19 no Amapá

Enquanto aguarda o julgamento de Ação Civil Pública (ACP), com pedido de urgência, ingressada no último dia 14, para que o Governo do Estado (GEA) e Prefeitura de Macapá (PMM) providenciem fluxo de atendimento e leitos exclusivos para crianças e adolescentes com Covid-19, o Ministério Público do Amapá (MP-AP) informa que o quadro tem se agravado e reforça a necessidade do Executivo colocar em pleno funcionamento todo o prédio anexo do Hospital da Criança e Adolescente (HCA), ainda fechado, para atender essa parcela da população com suspeita e confirmação da doença.

Antes de ingressar com a ação, o MP-AP buscou soluções mais rápidas, emitindo, no início do mês de abril uma recomendação para a Secretaria Estadual de Saúde (SESA), justamente para evitar o quadro atual, porém, nenhuma providência concreta foi tomada. A ACP está no Juizado da Infância e Juventude de Macapá, pronto para julgamento da magistrada desde o dia 15.

A Promotoria de Defesa da Saúde ressalta que no dia 21/05 recebeu denúncia que uma criança com Covid19 estava internada na UTI pediátrica, indevidamente,  sendo que no mesmo lugar há outras crianças sem a doença.

O MP-AP apurou, ainda, que essa criança não foi transferida por falta de oxigênio nas duas ambulâncias que atendem ao hospital, segundo informou o regulador (pessoa responsável pela gestão dos leitos) do Estado.

Ao que pese o Amapá ser, proporcionalmente, o primeiro Estado no ranking de incidência de coronavírus na população, tendo 100 testes positivos para cada grupo de 100 mil amapaenses, a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) ainda não definiu um fluxo de atendimento, permitindo a permanência de crianças com suspeita ou confirmação de Covid-19, até receberem alta, no próprio Pronto Atendimento Infantil (PAI), colocando em risco todos que lá trabalham e que estão em outros atendimentos de emergência e urgência.

Está relatado na ação que, desde ao dia 4 de maio, o HCA vem recebendo crianças em situação de internação. Inicialmente, foram quatro crianças submetidas ao teste da Covid-19, em duas delas o resultado foi positivo. Enquanto isso, as outras duas ficaram aguardando os resultados de seus exames na mesma sala na qual estavam as duas infectadas.

Para agravar o quadro, o Governo do Estado, embora tenha anunciado a abertura de 102 leitos, divididos nos Centros Covid I, II ( em Macapá ) e III (em Santana), na prática, apenas 65 estão ativos. Desses, 42 estariam ocupados. Aliado a esse dado, nenhum dos entes federativos contemplou em seus planos de contingência um real fluxo de atendimento à criança e ao adolescente com suspeita ou já com a Covid-19 confirmada.

Diante da inércia do Pode Público e pela gravidade do caso, o MP-AP requer ao Judiciário, em caráter de urgência, a condenação do Estado e Município de Macapá, para que adotem as seguintes providências:

– Estado do Amapá garanta a implantação, disponibilização e funcionamento todo anexo do HCA, hoje fechado, para o atendimento da criança e do adolescente com suspeita e confirmação de Covid-19, e que o Município de Macapá disponibilize uma UBS para o atendimento inicial dessa demanda;

– Governo e Prefeitura de Macapá façam a verificação da temperatura de todos as pessoas que ingressarem no HCA/PAI e Unidades Básicas de Saúde, inclusive acompanhantes de usuários, para fins de identificação de possível infecção pelo coronavírus, bem como que forneça testes rápidos para acompanhamento de todos os profissionais de saúde que interagem com pacientes internados com a Covid-19 ou com suspeitas de contágio;

– Estado do Amapá, por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), juntamente com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH do PAI/HCA, implante, em até 10 dias, protocolos para adequar o fluxo de atendimento dos pacientes suspeitos de Covid-19;

– Estado do Amapá implante o sistema de regulação de pacientes crianças e adolescentes, de modo que estes sejam prontamente transferidos para leitos destinados ao tratamento da Covid-19.–

SERVIÇO:

Ana Girlene

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

TRANSPARÊNCIA, AMAPÁ!!! * Márcio Augusto Alves. Procurador de Justiça

TRANSPARÊNCIA, AMAPÁ!!!

Todos sabemos da importância de se recuperar o recurso público desviado, mas o mais importante mesmo é procurar que esses recursos não sejam sequer desviados, especialmente por conta desse momento de fragilidade social e de extrema necessidade financeira por que passa a população mais pobre de nosso Estado.

Como sabemos, com a pandemia do coronavírus por que passa o Amapá e o Brasil, abriu-se a possibilidade de os gestores gastarem o dinheiro público sem a realização dos procedimentos licitatórios regulares, em razão da necessidade emergencial para a realização de serviços/obras e aquisição de produtos para o enfrentamento ao COVID-19.

É evidente, por certo, que a flexibilização das regras de licitação, nesses tempos, eleva sobremaneira os riscos da corrupção, com desvios de dinheiro, compras superfaturadas, favorecimento à “empresa amiga” e diversas outras ilicitudes, fazendo com que os órgãos de controle, especialmente os Ministérios Públicos estaduais e o federal mantenham vigilância redobrada para evitar que o pior aconteça.

Não se estar a criticar a legislação que oportuniza as compras e contratações emergenciais, pois estas são extremamente importantes para amenizar o sofrimento dos menos favorecidos, mas critica-se a cultural satisfação de interesses pessoais e “ocultos”, assim como comportamentos antiéticos que sempre pairam por trás dessas contratações.

As redes sociais, hoje, são uma aliada de peso nesse enfrentamento à falta de integridade dos gestores públicos. O caso da aquisição de respiradores em diversos Estados com valores extremamente diferentes, bem como a compra de produtos farmacêuticos com valores exorbitantes, e isso sem falar nos hospitais de campanhas que, ou foram superfaturados, ou não tiveram/tem o aproveitamento necessário e útil à população, reflete a presença do escândalo da corrupção que sempre imperou em nosso país.

O Estado do Pará, por exemplo, adquiriu respiradores da China que não tiveram qualquer serventia à finalidade pretendida, isso tudo aliado ao evidente risco de ter a compra sido intermediada por alguém que já tinha histórico de malversação com a coisa pública, o qual foi preso pela Polícia Federal, em Brasília. A premência na aquisição não pode servir de burla à ética e à integridade que se deve esperar de quem gerencia o dinheiro público, aliás, só para reforçar o que todos sabem, o dinheiro é nosso, pois o poder público não produz riqueza.

Qual a justificativa, por exemplo, que um gestor honesto tem de, nesse momento, não procurar buscar os cases de sucesso que aconteceram nesse período em outro ente federativo? Por que o respirador adquirido pelo gestor de Minas Gerais, bem mais barato e eficiente que quase todos os demais, não serviu de paradigma para alguns Estados os adquirissem?

Talvez tenha faltado à Controladoria do Estado se ocupar dos background checks (verificação de antecedentes), da due diligence (devida diligência) e outras verificações importantes para quem tem um programa de compliance, objetivando estabelecer a necessária segurança nessas aquisições.

Nesse tempo de crise, a logística para a entrega dos equipamentos, os prazos contratuais, a qualidade do produto, enfim, são formas de assegurar uma contratação adequada e consentânea com os interesses públicos.

Mas parece que ainda somos amadores “propositais” dessas contratações equivocadas(?) e mal intencionadas; e ainda que houvesse eventual aquisição com valores superiores ao adquirido por outro ente da federação, o mais importante é que a transparência reinasse em nosso rico torrão. 

Oportunamente, nesta quinta-feira, 21, a Transparência Internacional (Brasil), a mais prestigiada organização mundial que analisa os índices de corrupção nos diferentes países do mundo, publicou o Ranking Nacional de Transparência em Contratações Emergenciais nesse tempo de pandemia, estando o Amapá na 15ª posição dentre os 26 Estados avaliados em seus portais, com avaliação Regular, indicando que o nosso Amapá não fornece à contento as informações sobre as contratações emergenciais efetuadas nesse período.

Acho que não existe surpresa nisso. Se surpresa houver, com certeza é porque esperávamos uma posição bem pior que essa. Mas isso, em absoluto, é ou deve ser motivo para comemoração, pois nosso histórico de negação à cultura da transparência com a coisa pública vem de longa data. 

Não nos esqueçamos de uma coisa: as crises existem, e passam; mas as crises também existem, e passam, e às vezes voltam, e sempre voltam com mais dificuldades de enfrentamento (há rumores de uma segunda onda mais mortal do novo coronavírus). Por isso, é imperioso que os gestores aproveitem as dificuldades de hoje para, com sabedoria, começarem a fortalecer o sistema público de saúde, usados basicamente pela população mais carente de nosso Estado.

Segundo alerta o diretor da OMS na Europa, Hans Kluge, países mais previdentes e que respeitam o recurso de seu povo, como Singapura e Japão, “entenderam desde o início que este não é um momento de comemoração, é um momento de preparação

 Assim, que isso sirva de alerta para que não continuemos a persistir no erro, no imperdoável erro de não ser íntegro, transparente, ético e, o maior de todos, comprometidos com a causa de um povo sofrido, necessitado, sem saúde pública eficiente há anos, sem saneamento básico há anos e sem saber o que se faz com dinheiro público, há anos. Triste, isso, mas é real!!! 

Márcio Augusto Alves

Co-fundador da Transparência Amapá

Prefeitura de Macapá disponibiliza 2.100 vales-gás para famílias em situação de vulnerabilidade social

Estão sendo disponibilizados pela Prefeitura de Macapá 2.100 vales-gás às famílias em situação de vulnerabilidade social. O Município atende prioritariamente pessoas que não receberam nenhum tipo de auxílio. A solicitação do benefício eventual deve ser feita pela Central de Atendimentos – Coronavírus, no número 0800 031 9606.

As demandas serão atendidas exclusivamente via Central de Atendimentos, uma vez que a Secretaria Municipal de Assistência Social dispõe das informações no sistema para verificar e consultar se o solicitante ainda não recebeu nenhum tipo de benefício. A medida é mais uma alternativa da Prefeitura de Macapá para atender as famílias que tiveram a redução na renda em razão das medidas restritivas de combate ao Coronavírus.

“Essa é uma das medidas da gestão municipal para auxiliar as pessoas em situação de vulnerabilidade social no enfrentamento do Coronavírus, e que, em razão das medidas restritivas, tiveram diminuição da renda”, esclarece a secretária de Assistência Social de Macapá, Mônica Dias.

O auxílio gás é uma prestação temporária, não contributiva da política de Assistência Social, por meio da concessão de vale gás de cozinha, destinado prioritariamente às famílias em situação de vulnerabilidade e/ou risco social e que possuem pessoas idosas, crianças, gestantes, pessoas com deficiência e nutriz.

O benefício eventual está sujeito a avaliação do assistente social, quando solicitado pela Central de Atendimentos. A entrega do vale é feita pelo profissional, que, no ato, avaliará a real condição destas famílias.

Para solicitação do auxílio, o beneficiário deve apresentar as seguintes documentações: Registro Geral (RG) e Cadastro de Pessoa Física (CPF) do solicitante; e o comprovante de residência no nome do solicitante e/ou de quem ele comprovadamente resida, desde que o comprovante de residência seja do município de Macapá.

Bioparque da Amazônia: um refúgio da flora e fauna em Macapá

Em 22 de maio é comemorado o Dia Internacional da Biodiversidade. A data busca destacar a importância da diversidade biológica e também a necessidade da proteção sistemática em todos os ecossistemas do planeta. Macapá possui um dos maiores centros de biodiversidade do país, o Bioparque da Amazônia. O parque tem 107 hectares de área que integra três ecossistemas com variedades de animais e vegetais.

O Bioparque da Amazônia está localizado no distrito de Fazendinha, distante 15 minutos do Aeroporto Internacional de Macapá e do Porto de Santana. Inserido em uma área de intersecção entre os dois maiores recortes florestais da área urbana da capital, tem o vale do Igarapé da Fortaleza, com seus tributários e as florestas de várzea que acompanham as bordas do rio Amazonas, desde o bairro do Araxá até a APA da Fazendinha.

Situado na região mais densamente povoada do estado, o Bioparque da Amazônia, inaugurado em outubro de 2019, depois de permanecer fechado ao público por 20 anos, volta a cumprir um importante papel social e ambiental, sendo um santuário de diversas espécies da fauna silvestre, que encontram condições de alimentação, reprodução e refúgio em uma área dividida entre manchas de cerrado, campos inundáveis e, sobretudo, o último resquício de floresta amazônica de terra firme da capital.

“A Amazônia é o maior centro de biodiversidade do país. No Brasil, existem cerca de 103 mil espécies de animais e 43 mil de vegetais registrados até o momento. O Dia Internacional da Biodiversidade vem justamente trazer essa reflexão sobre a proteção dos ecossistemas, que sofrem grandes ameaças. Dentre elas, o desmatamento em larga escala e caças predatórias”, relata Richard Madureira, diretor-presidente da Fundação Bioparque da Amazônia.

O Bioparque é uma área de preservação ambiental da biodiversidade, possui seis trilhas ecológicas, localizadas em área terrestre e também uma trilha aquática, ou seja, área de ressaca, onde os visitantes podem contemplar e integrar-se à biodiversidade. Existe também o Jardim Sensorial, onde os visitantes com deficiência visual podem sentir as diferentes texturas e cheiros das plantas, com variedades de espécies medicinais. Outra atração é o Memorial das Orquídeas, de Teresa Leite Chaves, que possui 242 espécies de orquídeas e 74 de bromélias.

E falando em biodiversidade, não poderíamos deixar de destacar o Ecótono, que é o encontro de três ecossistemas formados por florestas de terra firme, cerrado e campos inundados. Além de ter como uma das principais atrações o Meliponário, que abriga abelhas sem ferrão, que são as principais polinizadoras da floresta amazônica, onde a produção dos frutos depende desses insetos.

Atualmente, o Bioparque da Amazônia abriga aproximadamente 60 animais, como a onça pintada, jacaré, peixe-boi, macacos, urubu-rei, entre outros. Alguns dos animais existentes são provenientes de resgates e estão recebendo tratamento adequado, para, posteriormente, serem reintegrados em seu habitat natural. Outros fazem parte do plantel desde a sua criação, quando ainda era chamado de Parque Zoobotânico Municipal.

Neste generoso espaço da natureza, é possível também se praticar o ecoturismo com dezenas de atividades que objetivam integrar o homem à natureza, e despertar cada vez mais o sentimento de pertencimento e da necessidade de preservação para a atual e futuras gerações. Projetos e parcerias com diversos órgãos e instituições tornam evidentes os objetivos da gestão em trabalhar a preservação, o lazer, o desenvolvimento sustentável, de forma a tornar o Bioparque da Amazônia no maior centro de pesquisa e difusão do conhecimento do estado do Amapá.

Devido à pandemia ocasionada pela Covid-19, o Bioparque da Amazônia mantém-se fechado para visitação, de acordo com o Decreto nº 1.654/2020, que suspende as visitas monitoradas e a presença do público em geral no parque.