Para não esquecer! UBS não é local de internação!

A falta de leitos clínicos e de UTI, somados a possíveis falhas no sistema de regulação de leitos, responsável pelas internações, está fazendo com que pacientes em estado mais graves fiquem internados nas UBSs do município de Macapá.

O que é um problema. As UBSs não são vocacionadas para internação. Os leitos nas UBSs, são macas, onde o paciente depois de acolhido, é medicado, hidratado, e dependendo do caso, volta pra casa se estiver bem, com sintomas leves, ou é encaminhado para internação em leito clínico ou UTI para receber atendimento hospitalar. UBS é atenção básica.

A permanência desses pacientes nas UBSs, sem transferencia, além de aumentar o risco de morte, causa lentidão no atendimento aos pacientes que estão nas filas. Uma vez que, os médicos que estão fazendo as consultas tem que paralisar as filas pra atender os que agravaram e já deveriam ter saído de lá.

Hoje, sexta-feira, 22.05, 24 pacientes graves esperam leitos para serem transferidos das UBSs. O sistema está sobrecarregado e de verdade não sabemos quantos leitos clínicos e leitos de UTI estão em funcionamento, para COVID. O certo é que não estão ficando disponíveis na mesma velocidade em que pessoas estão precisando. O número de leitos  e de profissionais de saúde necessários para o funcionamento, não surgem na mesma velocidade em que os números de casos. Dura realidade.

Ao Jornal do Amapá desta sexta-feira, o prefeito de Macapá, Clécio Luis, disse  que os profissionais de saúde das UBSs estão conseguindo salvar, muito mais do que perder, vidas. Mas é necessária a transferencia e os cuidados hospitalares e intensivos.

O prefeito pediu mais uma vez que as pessoas respeitem o isolamento social e se protejam. Porque muitas pessoas adoecendo ao mesmo tempo, colapsa tanto o sistema público quanto o sistema privado de saúde.

 

 

 

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