Nota Oficial

O presidente da Assembleia legislativa do Amapá, deputado Moisés Souza esclarece que, não houve notificação oficial do Tribunal de Justiça que pede o afastamento de deputados e servidores desta Cada de Leis.

O pedido de afastamento não foi registrado ainda na secretaria do pleno do TJAP. Inocêncio Mártires, advogado do deputado Moisés informa que a decisão é isolada e não representa o pleno do TJAP. Mártires afirma que, a deliberação da magistrada Sueli Pini não surpreende, pois já havia sido anunciada com antecedência.

Para o advogado, a decisão não atende o interesse da investigação, pois todos os documentos, objetos do processo estão a disposição do Ministério público Estadual.

Assim que notificados, os deputados irão recorrer da decisão expondo todos os equívocos da deliberação.

 

Moisés Souza

Presidente da Assembleia Legislativa

Curtas

Mutirão de Cirurgias – Governo do estado trabalha em duas frentes para mutirões de cirurgias: mutirão de cirurgias ortopédicas, em parceria com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), e o mutirão de cirurgias de cataratas, em parceria com o Ministério da Saúde. Centenas de pessoas serão operadas.

Cultura Exportadora – Micro e pequenas empresas participam de curso básico de exportação que acontece esta semana no Museu Sacaca. O curso tem por objetivo estimular a inserção de micro e pequenas empresas no mercado externo e difundir a cultura exportadora

MPF questiona verba indenizatória da Assembleia Legislativa do Amapá – A Procuradoria Geral da República propôs arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 255) perante o Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de declarar a inconstitucionalidade da verba indenizatória oferecida aos deputados
estaduais do Amapá. De acordo com a ação, o valor ainda é a mais alta verba indenizatória para deputados no país, e incompatível com a realidade do estado.

Fomenta Amapá – Evento que acontece nos dias 28 e 29 de junho, na sede do Sebrae em Macapá. Para a ocasião, a expectativa é reunir 200 empresários de micro e pequenos negócios dos 16 municípios do estado, gestores públicos das esferas federal, estadual e municipal. O objetivo é ampliar a participação das micro e pequenas empresas (MPE) e empreendedores individuais (EI) nas compras públicas.

MP realiza capacitação e treinamento em combate à corrupção e à lavagem de dinheiro – Com o objetivo de elevar competências e conhecimentos para o combate sistemático à corrupção, o Ministério Público do Estado do Amapá em parceria com o Ministério da Justiça, realiza, no período de 26 a 29 de junho, de 8h às 17h, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça do MP-AP, o Curso de Capacitação e Treinamento no Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro. Participam do curso promotores e procuradores de justiça, juízes, delegados de polícia e outros profissionais que atuam na prevenção e combate à lavagem de dinheiro e corrupção no Estado.

Bombando – A cidade Junina feita pelo governo do estado ao lado da Fortaleza de Macapá, onde rola forrobodó das festas juninas. Se joga que o negócio tá bão.

 

MP consegue na Justiça o afastamento dos deputados Moisés Souza e Edinho Duarte

Os deputados foram afastados dos cargos de presidente da Assembleia Legislativa do Amapá e do cargo de 1º secretário da Mesa Diretora da AL, respectivamente

 

A justiça do Amapá determinou na manhã desta terça-feira, 26, a pedido do Ministério Público Estadual, o afastamento dos deputados estaduais Moisés Souza e Edinho Duarte, do cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Amapá e do cargo de 1º secretário da Mesa Diretora da AL, respectivamente. Ambos estão impedidos de exercer quaisquer atos inerentes aos referidos cargos (notadamente ordenação de despesas), inclusive adentrar nas dependências administrativas da Casa de Leis (gabinete da presidência e secretarias, principalmente de orçamento e finanças).  

Moisés Souza e Edinho Duarte foram denunciados por formação de quadrilha, fraude em licitação, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além dos deputados, mais 15 pessoas foram denunciadas. Os servidores da Assembleia que foram denunciados, também foram afastados de suas atividades, não mais podendo continuar na ativa, exercendo suas funções em órgão público.

Segundo a denúncia apresentada pelo MP, em 03 de março de 2011, o deputado Moisés Souza, presidente da Casa de Leis na época, firmou com a Cooperativa de Transporte de Veículos Leves e Pesados do Estado do Amapá – COOTRAM, o contrato número 011/2011 – AL/AP, objetivando a locação de veículos leves e pesados para uso da Assembleia Legislativa, no valor de R$ 3.368.350,00 (três milhões, trezentos e sessenta e oito mil e trezentos e cinqüenta reais).

No dia 31 de agosto de 2011, houve uma alteração contratual, por meio do 1º Termo Aditivo, que elevou o montante contratual original para R$ 4.654.500,00 (quatro milhões, seiscentos e cinqüenta e quatro mil e quinhentos reais), contrariando a vedação do disposto no art. 24, IV, da Lei nº 8.666/93, uma vez que o contrato original foi firmado sem licitação, por suposta emergência.

No período de 19 de abril de 2011 a 02 de março de 2012, a Assembleia Legislativa pagou à COOTRAM o total de R$ 5.476.650,43 (cinco milhões, quatrocentos e setenta e seis mil, seiscentos e cinqüenta reais e quarenta e três centavos), portanto, valor bem acima da cifra estabelecida no referido aditivo.

Para a procuradora-geral de Justiça, Ivana Cei, as investigações mostram que essa contratação não passou de simulação para permitir a apropriação ilegal do dinheiro público por parte dos denunciados, que agindo articulados, construíram uma verdadeira quadrilha para a prática de crimes. “Não existe por parte da AL ou da COOTRAM, nenhum controle sobre os veículos supostamente locados, seja em relação à identificação deles (marca, modelo, placa, proprietário), ou à quilometragem rodada, os motoristas, os abastecimentos, entre outros”, acrescentou a procuradora-geral.

No documento, os deputados Moisés Souza e Edinho Duarte comandaram o esquema criminoso, não só porque ordenaram e assinaram os cheques de pagamento, mas pela efetiva participação de assessores diretos, num esquema de desvio de mais de 5 milhões de reais. “Vale ressaltar que os deputados são sabedores que cada parlamentar dispõe de verba indenizatória, e que esta serve para custear o aluguel de veículos, de modo que não há justificativa para tão elevado gasto com essa despesa diretamente pela AL”, informou a PGJ.

No mesmo período, os deputados gastaram com aluguel de veículos aproximadamente R$ 5.864.366,84 (cinco milhões, oitocentos e sessenta e quatro mil, trezentos e sessenta e seis reais e oitenta e quatro centavos), pagos com a verba indenizatória.

Os afastados de suas funções foram: Moisés Reategui de Souza, Jorge Evaldo Edinho Duarte Pinheiro, Edmundo Ribeiro Tork Filho, Luis Gleidson Amanajás, Lindemberg Abel do Nascimento, Vitório Miranda Cantuária, José Maria Mirando Cantuária, Rogério Cavalcante Alcântara de Oliveira, Elton Silva Garcia, Fúlvio Sussuarana Batista, Janiery Torres Everton, Danilo Góes de Oliveira, Fran Soares do Nascimento Júnior.

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá

Veja repercussão na mídia hoje

Estadão

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,justica-afasta-deputados-por-corrupcao-no-amapa,891894,0.htm

Na Folha de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1110684-justica-do-amapa-afasta-presidente-da-assembleia-legislativa.shtml

Na CBN

Justiça do Amapá afasta presidente da Assembleia Legislativa

Moisés Souza foi denunciado pelo Ministério Público, junto com mais 16 pessoas, por envolvimento num esquema de desvio de R$ 5 milhões da Casa, em um contrato sem licitação.

 

A Justiça do Amapá decidiu afastar o presidente da Assembleia Legislativa, Moisés Souza, do PSC.  Ele  foi denunciado pelo Ministério Público, junto com mais 16 pessoas, por envolvimento num esquema de desvio de R$ 5 milhões da Casa, em um contrato sem licitação. O primeiro-secretário, Edinho Duarte, do PP, também foi afastado até o julgamento da denúncia pelo Tribunal de Justiça.

Tem Café no Blog

Café com Notícia agora também é coluna

Coluna Café com Notícia, das jornalistas Márcia Corrêa e Ana Girlene, estreou ontem no jornal Diário do Amapá e hoje estréia no blog.

No mesmo ritmo do programa de rádio, a coluna será semanal com as notícias mais quentes do ambiente tucuju.

Novo olhar

 

Erradicar a catarata no Amapá é uma ambição possível. A boa notícia foi dada pelo assessor do Ministério da Saúde, Arnaldo Balarini, que faz a ponte entre os governos estadual e federal na busca de recursos e parcerias para o estado. O secretário de saúde, Lineu Facundes, informa que a demanda espontânea de pacientes está em mais de dois mil aguardando cirurgia. Atualmente são feitos 60 procedimentos por mês pelo programa Visão para Todos. Com a parceria da Escola Paulista de Medicina, que deverá se concretizar em julho, aí sim a erradicação poderá ser um sonho possível. A catarata causa cegueira e aflige, sobretudo, os idosos.

 

Comprinhas

 

“A credibilidade daquele que representa o povo não pode ser manchada por inverdades”, disse a deputada estadual Sandra Ohana (PP) sobre divulgação de notas de compra de ração para cachorro e acessório para manicure, que aparecem em sua prestação de contas de verba indenizatória, referente a agosto de 2011. As notas estão incluídas na papelada recolhida pelo Ministério Público do Estado, durante a Operação Eclésia. A deputada nega as compras, pero las facturas existen, existen.

Dinheiro tem

Durante a semana esteve em Macapá o chefe do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, Adalberto Fulgêncio, para reunir com auditores locais e saber como o dinheiro do Ministério da Saúde está sendo gasto no Amapá. Para ele, a incapacidade dos gestores em captar e executar os recursos da saúde no Brasil consegue ser ainda maior que a corrupção. Fulgêncio referia-se à elaboração e aprovação de projetos por parte de governos e prefeituras junto aos programas federais.

Delação arrependida

Após confessar, por meio de delação premiada, a participação em esquema de emissão de notas frias da Cooperativa de Transporte de Veículos Leves e Pesados – Cootran para Assembleia Legislativa, o presidente da entidade, Sinésio Leal da Silva, indiciado pelo delegado Leandro Leite (Inquérito Policial 023/2012), deve mudar o depoimento em juízo. Para o promotor Afonso Guimarães, o acusado vai complicar ainda mais a sua situação, pois em três depoimentos anteriores havia explicado em detalhes como tudo funcionava. Chegou a dizer que recebia 5% de cada nota emitida.

Amigos sob suspeita

Tesoureiro do Banco do Brasil, Fúlvio Sussuarana disse em depoimento para a Polícia Civil que estranhava a frequência e a quantidade de dinheiro sacado na “boca do caixa” por Gleidson da Silva (Gargamel), seu amigo de adolescência. “Já suspeitava que ele estivesse envolvido em algum esquema criminoso e sempre o alertava dizendo: cuidado Gleidson, pois é o seu CPF que está registrado aqui”, disse ao delegado Leandro Leite. Fúlvio acabou indiciado junto com amigo, suspeito de favorecer o pagamento de cheques com assinaturas falsas.

Recado dado

Protagonista de um momento histórico – é a primeira mulher a assumir a função de maior envergadura na Justiça do Amapá, a desembargadora Sueli Pini disparou o recado: “Aquilo que depender de um julgamento meu, vou sempre aplicar o Direito achado na Lei e não nas conveniências ou nos bastidores”. Sueli ficou conhecida internacionalmente por sua atuação no Juizado Itinerante, viajando pelo Amapá em um barco até localidades ribeirinhas e distantes, bem distantes do acesso burocratizado à justiça formal.

Café pingado

Vôo alto

Reconhecida com uma das prefeitas que mais percorre os corredores de ministérios em busca de recursos para o seu município (Laranjal do Jari), a prefeita Euricélia Cardoso, que encerra seu segundo mandato no final do ano, pretende passar ainda mais tempo em Brasília. Confessou que deverá concorrer a uma vaga de deputada federal em 2014.

Rasante

Roberto Gurgel, chefe do Ministério Público Federal, entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o artigo 12 da Lei do Ministério Público do Amapá. Esse artigo se refere à destituição do Procurador Geral de Justiça, e foi com base nele que a Assembleia Legislativa pediu o afastamento da procuradora Ivana Cei. Caso o Supremo Tribunal Federal acate a ação de Gurgel, o artigo será extirpado e a AL ficará sem justificativa legal para o pedido.

Transição planetária

“Quanto mais lúcido o indivíduo, quanto maior a sua responsabilidade em relação ao povo, mais graves as consequências dos seus atos”, palavras do médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco (85), durante entrevista exclusiva ao programa Café com Notícia. Reconhecido mundialmente como referência do Espiritismo, ele esteve em Macapá na quarta-feira (20) e levou ao Teatro das Bacabeiras cerca de mil pessoas, ficando em média 300 do lado de fora assistindo sua palestra através de telão.

Ela é forte

Nada mais nada menos que o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, entrou pessoalmente no STF com uma ADIN- Ação Direta de Inconstitucionalidade, contra artigo da Constituiçao do Amapá regulamentado recentemente pela Assembleia Legislativa, que permite que a Assembleia destitua Procurador-Geral do MP.

Ela

Semana começa com um Tribunal de Justiça diferente no Amapá.

Sueli Pini agora é desembargadora. Simples e humilde, é premiada internacionalmente e deu visibilidade à justiça do pequenino Amapá pelo Brasil e pelo mundo.

Matéria da competente jornalista Simone Guimarães, no Jornal do Amapá, conseguiu mostrar verdadeiramente o modo de trabalho da magistrada. Delicadeza e justiça para todos.

PSOL forma coalizão para as eleições de outubro

Além dos sete partidos que fecharam acordo em torno de uma candidatura alternativa, o PSOL também vem finalizando conversações com outras duas legendas

O pré-candidato do PSOL a prefeitura de Macapá, vereador Clécio Luís, e o senador da república Randolfe Rodrigues, também do PSOL, se reuniam na manhã dessa sexta-feira, 22, com lideranças de sete partidos para formalização de uma coalizão política para disputar as eleições municipais de outubro. PSOL, PV, PPS, PCB, PRTB, PTC, PMN e PPL, aliança a qual o senador Randolfe Rodrigues apelidou de “Unidade Popular”, fecharam acordo em torno da pré-candidatura de Clécio Vieira. O PSOL também vem costurando a ampliação dessa aliança com outros dois partidos. A reunião ocorreu na sede do PSOL.

Dando início à reunião, Clécio Vieira falou da necessidade de se construir um campo político alternativo e viável para ganhar as eleições e, consequentemente, romper o circulo político que se alterna no poder desde meados da década de 1990, tendo como protagonista os partidos PSB, PDT e PT. “Não tem chapa melhor do que esta que está se formando, com lideranças incontestáveis, um frente franca, aberta, honesta, com força política para ganhar as eleições”, disse o pré-candidato.

Ainda durante sua análise, o vereador do PSOL disse ser necessário construir um caminho para se ganhar as eleições e governar o município com força política. “Devemos construir uma força política para governar o município”, ressaltou Clécio Vieira.

Para o senador Randolfe Rodrigues, a coligação que está se formando em torno do nome de Clécio Vieira tem tudo para ser vitoriosa. “Nós temos elementos que indicam isso”, disse ele, lembrando que o ambiente político criado atualmente no Amapá favorece a eleição de uma candidatura alternativa como a que se apresenta em torno do vereador do PSOL. “Nós temos o ambiente de mudança, um excelente candidato, e a sociedade está disposta a essa transformação”, emendou.

Representando o PCB, o vereador Nelson Souza e ex-deputado estadual Jorge Souza engrossaram o caldo afirmando não existir nome mais qualificado do que o do vereador Clécio Vieira para disputar a eleição para prefeito. “Estamos confortável e confiante nessa candidatura”, disse Nelson Souza.

O vereador Antonio Grilo, do PV, também realçou que a formação de uma ampla frente em torno de Clécio Vieira e o caminho mais seguro para a formação de projeto político sério e voltado para os interesses da população.




*Assessoria de Comunicação*
*Vereador Clécio Luís*
Fernando França

Danielly Salomão

Da coluna From, de Luis Melo

Ira
Sofisticada, elegante e com salto de qualidade do segmento ode, Sandra Ohana (PP), alfinetando a imprensa, ficou possessa ao falarem, anteontem, que ela comprara material de manicure numa importadora de pouco ‘requinte’.

CONVITE

Há 30 dias Raymundo Ferreira Maciel partiu desta vida para a eternidade. Ele deixou saudades, lágrimas e nosso coração apertado pela dor da separação física, mas também a esperança de que um dia vamos nos encontrar para completarmos juntos nossa missão. Ele está em uma  nova morada, ao lado de queridos parentes e amigos que também partiram para a felicidade eterna.

Raymundo Maciel foi nesta vida um exemplo de ser humano digno, amoroso, respeitador das leis divinas e perseverante na  incumbência de disseminar a paz e fazer o bem. Essas qualidades são o único alento para nosso sofrimento.
Ele marcou sua existência como marido, pai, avô, bisavô, amigo, companheiro e parceiro incomparável, ajudando todos na formação de caráter. É a mais forte presença dele em nossas vidas.
Vamos neste dia nos unir em oração por sua alma, pedindo que o Senhor o acolha e que se torne para nós um anjo de luz. Rezaremos em ação de graças e agradeceremos pela oportunidade de conviver com esse filho que é muito amado, Raymundo Ferreira Maciel.
Data: 25 de junho de 2012
Local: Igreja São Benedito
Bairro: Laguinho
Hora: 19:00

Delegado indicia deputados, servidores de cargos de confiança e empresários

O delegado Leandro Vieira Leite indiciou, ontem, o presidente da Assembleia Legislativa, Moisés Souza e mais 16 pessoas, entre servidores da Assembleia Legislativa e empresários, pelos crimes de formação de quadrilha, fraude em licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O deputado Edinho Duarte, que é primeiro secretário da Assembléia Legislativa e assina cheque junto com o presidente, conseguiu habeas corpus para não ser indiciado até o julgamento do mérito.

O indiciamento ‘resultado do inquérito 023/2012, instaurado a partir de Ação Civil Pública que apura fraude no contrato da Assembleia Legislativa com a cooperativa COOTRAM, de aluguel de veículos.

A autoridade policial concluiu que houve fraude, que o contrato com essa cooperativa foi feito sem licitação e que mais de 5 milhões foram sacados na boca do caixa. E pior, as investigações mostram que os serviços nunca foram prestados. Os carros eram locados, mas não eram. Entenderam? Era lavagem de dinheiro apenas.

O esquema funcionava assim: A AL contratou por emergência a Cootram, que apenas recebia os valores da AL e repassava em espécie para funcionários. A assinatura do tesoureiro da cooperativa era falsificada. Em seu depoimento, o presidente da COOTRAM diz que aceitou fazer parte do esquema por que estava com problemas sérios de saúde na família e ficava com uma porcentagem do recurso que passava pela conta da cooperativa.

As imagens mostradas ontem pela TV Amapá foram fortes. Sacos de dinheiro públicos retirados em espécie na boca do caixa de instituição bancária.

Alguns dos indiciados já assinaram delação premiada.

Mais de 5 milhoes sacados na boca do caixa

 

Do Diário do Amapá, hoje

“É tudo mentira; barulho político; um delegado de polícia não pode indiciar um deputado; isso só compete a desembargadores, no caso de inquérito aberto em Tribunal de Justiça”.
Assim o presidente da Assembleia Legislativa, Moisés Souza, reagiu pelo telefone ao indiciamento de sua pessoa pelo delegado Leandro Vieira Leite, ontem.

O indiciamento de Moisés Souza foi feito de forma indireta, ou seja, sem a presença dele perante a autoridade policial. Isso ocorreu porque o deputado não atendeu à intimação do oficial de polícia pedida pelo delegado Leandro Leite.

Ontem, o presidente da Assembleia Legislativa não quis falar de detalhes sobre a acusação que pesa contra ele na Polícia Civil do Estado do Amapá.

O deputado Edinho Duarte, primeiro secretário do legislativo estadual, que conseguiu obstruir pelo menos durante 72 horas o seu indiciamento pelo delegado Leandro Leite, através de habeas corpus impetrado na Justiça, não quis falar com o argumento de que não quer fazer retaliações.

A propósito do habeas corpus a favor de Edinho Duarte, o deputado Moisés Souza falou que no despacho do desembargador Raimundo Vales consta que parlamentares só podem ser indiciados por autoridades do Poder Judiciário.

As investidas contra o presidente e o primeiro secretário da Assembleia Legislativa fazem parte da Operação Eclésia, movimento de investigações que o Ministério Público vem fazendo contra a Casa de Leis.

O delegado geral de polícia civil, Tito Guimarães, observou, ontem, que com a abertura do lacre da documentação apreendida na casa de deputados e no Anexo da Assembleia Legislativa, o Ministério Público vai continuar com as investigações da Operação Eclésia. Com isso, prevê a autoridade policial, outros indiciamentos deverão ser feitos.

 

Ai

Matéria de O Estado de São Paulo

Documentos apreendidos em operação foram entregues ontem ao ministro da Justiça; procuradora-geral de Justiça pediu auxílio da PF

20 de junho de 2012 | 3h 03

ANDREA JUBÉ VIANNA / BRASÍLIA – O Estado de São Paulo

Documentos inéditos obtidos pela coluna Direto de Brasília, relativos à Operação Eclésia, deflagrada em maio pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, revelam a farra dos deputados estaduais do Amapá com a verba indenizatória mensal de R$ 100 mil a que cada um tinha direito.

Somente em diárias de viagem, a Assembleia Legislativa pagou mais de R$ 3 milhões aos 24 parlamentares em 2011. O material apreendido foi entregue ontem ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo , pela procuradora-geral de Justiça, Ivana Cei, que pediu o reforço da Polícia Federal no combate à corrupção no Estado.

Até junho de 2010, a verba indenizatória dos deputados do Amapá era de R$ 15 mil mensais. Subiu para R$ 50 mil e, depois, para R$ 100 mil, por sugestão do presidente da Casa, Moisés de Souza (PSC), que foi acolhida por unanimidade. A revelação da extravagância pela imprensa nacional fez com que os parlamentares recuassem e no início do ano a verba retornou ao patamar de R$ 50 mil. Ainda assim, continua sendo a maior do Brasil. Em São Paulo , por exemplo, essa prerrogativa corresponde a R$ 13 mil. Já os deputados federais têm direito a R$ 35 mil mensais.

Para o Ministério Público, os documentos da Operação Eclésia reforçam as suspeitas de desvio milionário de recursos públicos num dos Estados mais pobres do País, que contribui com apenas 0,2% do PIB nacional.

A suspeita dos promotores é de que os deputados utilizavam notas fiscais frias para justificar as despesas do mandato, com aluguel de carros, combustíveis e viagens. Os documentos foram obtidos mediante ações de busca e apreensão nos gabinetes e nas residências dos parlamentares, bem como nas empresas fornecedoras das notas, no dia 22 de maio.

O presidente da Assembleia, por exemplo, contratou, em junho de 2011, a Cooperativa dos Proprietários Autônomos de Veículos Leves e Pesados (Cootrap) por R$ 40 mil, em troca do aluguel de três pick ups e cinco carros de passeio, sem motorista e sem combustível, para rodar no Estado, que possui 16 municípios. A população do Amapá é de pouco mais de 700 mil habitantes. No mês seguinte, Moisés de Souza trocou a Cootrap pela Trilha Car, com quem contratou o aluguel de seis pick ups e três carros de passeio, sem motorista e sem combustível, pelo valor de R$ 51,4 mil.

Para se ter uma ideia, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB), eleita pelo Amapá, apresentou à Câmara pedido de reembolso pelo aluguel de carros e despesas com táxi no valor de R$ 5,5 mil, relativas a janeiro (recesso parlamentar), para se locomover em Brasília e no Estado.

O MP estadual também questiona os elevados gastos com passagens áreas dos deputados, num Estado em que predominam rios, reservas ambientais e áreas indígenas. Uma nota da Açaí Turísmo (sic), sem data de emissão, apresenta gastos de R$ 34,2 mil com viagens relativas ao gabinete do deputado Moisés de Souza, sem discriminar passageiros nem os destinos respectivos. Segundo os promotores, a maioria das notas pedindo reembolso de viagens não discrimina itinerários nem passageiros.

Canetas e diárias. Também chamam a atenção os gastos do primeiro-secretário da Assembleia, deputado Edinho Duarte (PP), no valor de R$ 20 mil com canetas, pastas e toner. O volume de artigos mensalmente adquiridos pelo parlamentar na Planet Paper lhe permitiriam montar uma papelaria própria. Em apenas um mês, ele gastou R$ 9,4 mil em toner, R $ 3,6 mil em grampeadores, R $ 1 mil em pastas para arquivo, entre outras despesas.

A quebra do sigilo bancário da Assembleia Legislativa, por determinação judicial, revelou que somente com o pagamento de diárias de viagens aos deputados em 2011 a Casa gastou R$ 3,423 milhões. Em um dia, um parlamentar recebeu o valor de um imóvel ou de um carro de luxo. Referente a um deslocamento no dia 23 de novembro, o deputado Antônio José Nunes dos Santos foi agraciado com R$ 84,3 mil em diárias, segundo o extrato da conta bancária a que o Estado teve acesso.

Outra diária vultosa foi paga ao deputado Isaac Alcolumbre Neto, que recebeu R$ 60,2 mil no dia 25 de maio. O presidente da Casa recebeu R$ 58 mil por deslocamentos no dia 24 de maio.

Servidor da Assembleia sacou mais de R$ 3 mi

MP e polícia investigam também suspeitas de lavagem de dinheiro no Legislativo por meio de uma cooperativa de veículos

20 de junho de 2012 | 3h 03

BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

Em outra frente da Operação Eclésia, o Ministério Público e a Polícia Civil investigam um esquema de lavagem de dinheiro da Assembleia Legislativa do Amapá por meio de uma cooperativa de veículos, a Cooperativa de Transportes de Veículos Leves e Pesados do Amapá (Cootram).

Utilizando cheques da empresa, o servidor da Assembleia Legislativa Gleidson Luís Amanajás, o “Gargamel” – e ligado à presidência da Casa -, sacou mais de R$ 3 milhões, em dinheiro vivo, diretamente da conta da instituição. Os saques constam de um ofício do Banco do Brasil enviado ao Ministério Público, a que o Estado teve acesso.

Conforme o promotor Afonso Guimarães, que conduz a investigação, os dirigentes da cooperativa endossam os cheques destinados à empresa, que por sua vez eram descontados na conta da Assembleia. Ainda segundo ele, não há provas de que os veículos foram efetivamente alugados pelos deputados. Em 2011, a Cootram recebeu R$ 4,333 milhões da Assembleia.

Além da investigação de improbidade administrativa, o promotor vai sugerir a abertura de inquérito para apurar a prática dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha. O presidente da cooperativa, Sinésio Leal, fez acordo de delação premiada com o Ministério Público. Admitiu o esquema de emissão de notas frias aos deputados, em troca de uma comissão de 5% sobre cada nota. Ele disse que cedeu à pressão porque precisava do dinheiro para atender a uma emergência de saúde na família. Acrescentou, ainda, que não recebeu os valores prometidos pelos deputados. Já o presidente da Assembleia, Moisés de Souza (PSC), atribui esses valores “às longas distâncias” para percorrer o Estado e também para financiar cursos e seminários dos deputados pelo País. / A. J. V.

Parlamentar afirma que ação é ‘represália’

20 de junho de 2012 | 3h 03

BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

O presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, Moisés de Souza (PSC), rebateu as acusações do Ministério Público. No momento, o MP prepara 24 ações civis de improbidade administrativa contra cada um dos deputados, por suspeita de desvio de dinheiro público. Os promotores também vão recomendar a abertura de inquéritos para apurar os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha.

Ao Estado, Moisés de Souza disse que não acha “desproporcional” o valor da verba indenizatória e que o objetivo “era descentralizar os gastos dos gabinetes”. Ele também atribui as ações do Ministério Público a uma represália à Assembleia, que passou a investigar a instituição. Ele diz que o MP “é uma caixa-preta”, acusa o órgão de superfaturamento em licitações e afirma que procuradores no Estado estão recebendo acima do teto constitucional.

Ofensiva. Um dos coordenadores da operação, o promotor Afonso Guimarães, afirma que não se surpreende com a ofensiva deflagrada pela Assembleia Legislativa para constranger os integrantes do Ministério Público que investigam a Casa.

“Os poderosos têm uma retaguarda muito grande, enquanto temos de atuar nos limites da lei. É nossa função, não temos como retroceder”, assegura Afonso Guimarães.

Aliado. Moisés Souza é aliado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Em julho, depois de Sarney dizer que se aposentaria ao fim de seu mandato, em 2014, Souza lançou no Amapá o movimento “Fica, Sarney”. / A. J. V.

Justiça suspende CPI do Ministério Público instaurada pela Assembleia Legislativa do Amapá

A Justiça entendeu que a CPI precisa, ao menos, determinar um objeto de investigação

 

O Tribunal de Justiça do Estado do Amapá determinou a suspensão da CPI do Ministério Público Estadual, instalada pela Assembleia Legislativa, que objetivava apurar supostas irregularidades no MP/AP. A Justiça concluiu que não há sequer objeto determinado para que as investigações feitas pela Assembleia continuem.

 

De acordo com artigo 58, da Constituição Federal, as comissões parlamentares de inquérito só podem ser criadas para apuração de fato determinado e prazo certo, por isso a Justiça entendeu que a CPI em questão foi instalada sem fatos determinados e, sim, apenas baseados em apuração de fatos genéricos, decorrentes do requerimento do próprio presidente da Assembléia Legislativa, Moisés Souza, como represália à deflagração da chamada Operação Eclésia, onde o Ministério Público investiga atos de corrupção no Poder Legislativo Estadual.

 

A Justiça do Amapá, ao analisar o teor da Portaria nº 2805/12-AL (ato oficial de instauração da CPI), verificou que a Assembleia Legislativa, curiosamente após a deflagração da operação denominada Eclésia, instaurou a CPI, objetivando apurar e fiscalizar diversos atos de gestão financeira do Ministério Público Estadual, e isso em um período de 8 anos, sem indicar, com precisão, um só fato determinado. Portanto a CPI não pode ser instalada para atacar questões genéricas, como corrupção, responsabilidade governamental, política ou econômica.

 

O Tribunal concluiu também que é extremamente necessário que se cumpra o princípio constitucional que exige a determinação de um objeto para que a CPI possa ser instalada, pois da mesma forma que nos processos judiciais as questões submetidas a julgamento não podem, num mesmo processo, discutir sobre variados e desconectados fatos, o mesmo acontece com a CPI.

 

“Sem dúvida, os parlamentares desvestem-se da roupagem de legisladores para adquirir a pertinente aos magistrados. Contudo, seus poderes decisórios não são idênticos aos dos juízes, mas apenas àqueles limitados à investigação. Logo, os poderes, previstos na regra constitucional acima ou mesmo nos regimentos das Casas de Leis, não podem, no que concerne à magistratura, ser superiores a de uma investigação, à falta de previsão constitucional”, concluiu o Tribunal, ao decidir sobre a suspensão da CPI.

 

A CPI está supensa até o julgamento do mérito da Ação e a Assembleia Legislativa do Amapá ainda terá o prazo de dez dias para prestar as informações requeridas pela Justiça.

 

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá

Nota do Blog: A decisão foi do desembargador Raimundo Vales

 

                                                                           Nota Oficial

 

 

A Assembleia Legislativa do Amapá comunica a suspensão dos trabalhos da CPI do Ministério Público em cumprimento a decisão proferida pelo excelentíssimo desembargador Raimundo Vales.

A decisão judicial que suspendeu os trabalhos da CPI atendeu um pedido formulado pela procuradora Ivana Cei.

A Assembleia possui convicção de que, não violou dispositivo de lei e busca somente investigar graves acusações contra a procuradora geral de justiça.

Apresentaremos ao poder judiciário um relato de todas as medidas adotadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito, na expectativa de que, esclarecidos os fatos possamos reiniciar os trabalhos.

 

Moisés Souza

Presidente da Assembleia Legislativa