Transição

O prefeito eleito Clécio Luis, até ontem a noite ainda não havia conseguido falar com o prefeito Roberto Góes para tratar da transição, depois de várias tentativas na terça e quarta-feira.

Ontem, a coordenação de transição de Clécio, também não conseguiu ser recebida na PMM para protocolar o documento solicitando o início da transição.

Nova tentativa será feita nesta quinta-feira.

Tribunal de Justiça recebe denúncia do MP-AP contra deputados estaduais por desvio de dinheiro público

Por unanimidade, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Amapá – TJAP, receberam na manha desta quarta (31), denúncia formulada pelo Ministério Publico do Estado – MP-AP, contra os deputados estaduais Moises Souza e Edinho Duarte, além dos demais envolvidos em fraudes entre a Assembleia Legislativa e a Cooperativa de Transporte de Veículos Leves e Pesados do Estado do Amapá – Cootram. Os réus também permanecerão afastados de suas funções.

Para o MP-AP, os deputados Moisés Souza e Edinho Duarte comandaram um esquema criminoso que resultou no desvio de mais de R$ 5 milhões dos cofres públicos da Assembleia Legislativa em contratos fraudulentos com a Cootram para locação de veículos leves e pesados. Na denúncia, a procuradora-geral do Ministério Publico, Ivana Cei, afirma que os parlamentares ordenavam e assinavam os cheques indevidamente pagos. Nesse mesmo período, os deputados gastaram mais de R$ 5 milhões com aluguel de veículos, pagos com verba indenizatória.

Embora a defesa dos acusados tenha alegado que o Ministério Público não poderia conduzir procedimento investigatório contra parlamentares, a relatora, desembargadora Sueli Pini, com base em entendimento majoritário do Supremo Tribunal Federal – STF manifestou que a polícia judiciária não tem o monopólio da ação penal, sendo, portanto, perfeitamente possível que a investigação seja conduzida por promotores.

Sobre o afastamento dos réus de suas funções, a relatora esclareceu em seu voto que “os denunciados teriam formado um poderoso grupo organizado com o escopo de apoderar-se de recursos dos cofres públicos através de “pseudos contratos”, celebrados com a Assembleia Legislativa do Amapá, motivo pelo qual mantê-los afastados de quaisquer funções que poderiam, em tese, facilitar-lhes a reiteração das condutas delituosas ou mesmo a ocultação de provas ou a intimidação de testemunhas, é medida que se impõe como garantia da própria atuação judicial (…)”.

Por maioria, os desembargadores decidiram manter o afastamento dos réus, com exceção do funcionário do Banco do Brasil, Fúlvio Sussuarana, entendendo que a instituição financeira seria prejudicada, pois teria que manter seus proventos, sem a contraprestação do serviço.  Com a recepção e instauração da ação penal pelo TJAP, os réus responderão, no limite da participação de cada um no esquema, pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica, fraude em licitações, corrupção passiva e falsidade documental.

Os acusados são Moisés Reategui de Souza, Jorge Evaldo Edinho Duarte, Lindeberg Abel do Nascimento, Edmundo Ribeiro Tork, Janiery Torres, José Maria Miranda Cantuária, Rogério Cavalcante, Ednardo Tavares de Souza, Gleidson Luiz Amanajás Silva, Vitório Miranda, Fúlvio Sussuarana, Fran Soares Junior, Elton Silva Garcia, Danilo Góes de Oliveira, José da Costa Góes Junior, Sinésio Leal da Silva e Antônio Basilízio Lima Cunha.

A procuradora-geral Ivana Cei comentou o resultado da sessão, manifestando ser um momento importante no fortalecimento institucional do MP-AP no combate à corrupção. “Esperamos, que durante o devido processo legal, todos os acusados sejam condenados pelos crimes cometidos para que fatos dessa natureza não voltem a acontecer no Amapá”, concluiu.

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá

Atuação conjunta da PRE e de instituições de segurança refletiu na redução da criminalidade

O trabalho conjunto realizado pela primeira vez entre as maiores instituições do estado resultou na inibição de crimes eleitorais e até mesmo de crimes comuns, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública. Segundo dados da Polícia Militar, aos finais de semana são registrados em média oito homicídios. De sexta-feira, 26, a domingo, 28 de outubro, foi registrado apenas um assassinato em Macapá, o que representa redução de quase 90% nas ocorrências do gênero.

No fim de semana, a sede da Procuradoria da República no Amapá se transformou em uma central de operações de combate a crimes eleitorais. Procuradores, promotores, policiais e servidores do Ministério Público do Estado do Amapá (MP/AP) e do Ministério Público Federal (MPF/AP) prestaram todo o apoio necessário.

A Procuradoria Regional Eleitoral no Amapá (PRE/AP), reconhecendo a eficiência da atuação, agradece às pessoas e instituições envolvidas na fiscalização de irregularidades eleitorais neste ano. Atuaram durante o pleito as polícias Federal, Civil e Militar, o MPF/AP e o MP/AP.

Aparato
– A Polícia Militar disponibilizou mais de 10 viaturas. A Polícia Civil forneceu veículos descaracterizados. Entre fardados e à paisana, foram destacados 110 militares para compor o efetivo durante o pleito. Mais de 50 agentes das polícias Civil e Federal também compuseram as forças de segurança.

A PRE/AP destaca todo o esforço e organização das polícias. O aparato assegurou um pleito com maior lisura e transparência “constituindo-se em um marco no combate aos ilícitos eleitorais no Estado do Amapá”.

Ocorrências – Nos três dias, as denúncias com maior número de atendimentos foram compra de votos, boca de urna, propaganda irregular e transporte de eleitores. Dez pessoas detidas foram encaminhadas à sede da Polícia Federal. A maioria foi ouvida e liberada.

Três pessoas foram apresentadas na PF por fazer registro fotográfico dentro da seção eleitoral. A suspeita era de violação ao sigilo do voto. Dois foram detidos por usar alto-falantes para fazer propaganda irregular para um dos candidatos.

Um homem foi preso em flagrante e encaminhado ao Iapen pelo crime inafiançável de transporte de eleitores. Ocorrências de boca de urna e propaganda irregular resultaram em quatro Termos Circunstanciados. Os envolvidos serão processados pelas condutas criminosas.

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Amapá
(96) 3213 7815
[email protected]
Twitter: @MPF_AP

Do Brasil Econômico

Mosaico Político :: Pedro Venceslau

Embalado, Psol mira Palácio do Planalto

Com a conquista de sua primeira capital, Macapá, o pequeno Psol começa a pensar grande. O partido que nasceu de um racha do PT e hoje faz oposição (à esq.) ao governo de Dilma Rousseff já pensa no Palácio do Planalto em 2014. Apesar de ser apontado como um dos presidenciáveis da legenda devido ao bom desempenho eleitoral que teve na eleição do Rio de Janeiro, o deputado estadual Marcelo Freixo disse à coluna que tem outros planos. “A disputa (municipal) de 2016 é o meu objetivo. Não existe a menor chance de uma disputa presidencial.” Questionado sobre qual seria o nome mais forte da legenda para encarar a tarefa de enfrentar Dilma Rousseff, Aécio Neves, Marina Silva e — quiçá — Eduardo Campos, Freixo não pensa duas vezes. “O senador Randolfe Rodrigues.” Eleito no pleito de 2010 pelo Amapá, Randolfe foi o principal articulador da campanha vitoriosa do Psol com Clécio Luís na capital do estado.

Recuperação Ambiental do Lourenço

Por Marco Antonio Chagas – Doutor em desenvolvimento socioambiental pelo NAEA/UFPA e professor da UNIFAP/Curso de Ciências Ambientais.

A região garimpeira do Lourenço está situada em uma área de limites de bacias, sendo a Serra Lombarda o principal divisor de água entre as cabeceiras do alto Araguari (drenam suas águas para o sul) e do rio Oiapoque/Calçoene (drenam suas águas para o norte). Esta característica geográfica coloca a região do Lourenço como de extrema importância para a manutenção da qualidade ambiental das bacias limítrofes.

O Lourenço insere-se no mapa das regiões garimpeiras mais tradicionais da Amazônia, mas ao mesmo tempo também figura entre as áreas mais impactadas. Não existe pesquisa que aponte as reais condições e magnitudes desses impactos, principalmente ao nível espacial da bacia hidrográfica que vem recebendo cargas de poluição há décadas.

As imagens de satélites do Lourenço evidenciam que cursos d´água foram totalmente descaracterizados, não sendo possível identificar seus percursos naturais. Outra feição que chama atenção nas imagens é a mancha de sedimentos nos cursos d´água. A sensação é que os rios estão sendo revirados ou que frequentemente ocorrem enxurradas de sedimentos para os cursos d´água. Alguns deles estão mortos.

Entretanto, o maior impacto ambiental do Lourenço não é visível. A quantidade de mercúrio no meio ambiente é ainda desconhecida, mas a presença é inconteste. Em tempos, determinadas áreas garimpadas no Lourenço o uso do mercúrio era tão intenso que após a retomada ou retrabalhamento dessas áreas os garimpeiros recuperavam mercúrio e não ouro. A contaminação do meio ambiente pelo mercúrio é considerada um dos piores perigos para o homem, principalmente crianças e mulheres em estado de gestação.

Para efeitos comparativos, a produção oficial de ouro na Guiana Francesa, entre 1857 e 1992, estimada em 170 toneladas, ocasionou um despejo no ambiente de 230 toneladas de mercúrio nas fases de lavagem do minério, de manipulação e queima do amálgama. A Diretoria de Saúde e Desenvolvimento Social (DSDS) da Guiana Francesa diagnosticou contaminação mercurial em ecossistemas aquáticos e em cabelos de populações humanas através das cadeias alimentares na região do Alto Maroni e do Alto Oiapoque. A investigação epidemiológica revelou nestas populações concentrações de mercúrio superiores a 10 mg g-1. Estes valores estão na faixa de risco de dano neurológico, principalmente em crianças, segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS.

Estimativas sobre o uso do mercúrio para formar o amálgama (Au+Hg), que facilita a apuração do ouro, geralmente citam a proporção de um quilo de ouro para um quilograma de mercúrio. Outros mencionam que a quantidade de mercúrio lançada ao ambiente na forma de rejeito varia conforme as técnicas utilizadas, podendo chegar a três partes de mercúrio para cada parte de ouro produzido.

Estudos no Rio Madeira, Rondônia, reportaram que para cada quilograma de ouro produzido, cerca de 1,3 quilograma de mercúrio são perdidos para o meio ambiente, sendo que 55% a 65% desse mercúrio são lançados na atmosfera e o restante despejado nos cursos d´água.

As tecnologias ambientais para recuperação de áreas mineradas são de alto custo e de alta complexidade. O agravante da existência nos rios da região do Lourenço de mercúrio na forma organometálica, que é altamente neurotóxica, impõem desafios ainda maiores.

As articulações politica para a recuperação ambiental do Lourenço são positivas, mas se não houver planejamento com ações de longo prazo, considero pouco provável a reversão dos danos ambientais do Lourenço.

Sugiro a Cooperativa de Garimpeiros do Lourenço contactar os professores da Universidade Federal Fluminense, Edison Dausacker Bidone e Luiz Drude de Lacerda, pesquisadores com vasta produção científica sobre contaminação e recuperação ambiental de área de garimpo, com experiência no Amapá.

 


E 20 anos depois…

Contas do ex-prefeito João Alberto Capiberibe são aprovadas pela CTFO da CMM

 

Em reunião extraordinária nesta quarta-feira 31 de Outubro, a Comissão Tributária, Financeira e Orçamentária, acatando o Parecer Prévio nº015/2011-TCE, OPINOU por unanimidade pela APROVAÇÃO das Contas da Prefeitura Municipal de Macapá, relativas ao exercício de 1992, de responsabilidade do ex-prefeito João Alberto Capiberibe, ficando mérito final para o plenário da Câmara Municipal de Macapá.

A prestação de contas referente ao Exercício Financeiro de 1992, de responsabilidade do Sr. João Alberto Capiberibe, foi encaminhado a CMM, pelo Tribunal de Contas do Estado do Amapá, através do ofício nº 240/2011-PRESI/TCE, acompanhado do Balanço Geral da Prefeitura Municipal de Macapá, exercício financeiro de 1992, bem como Relatório Técnico, Parecer Ministerial, Relatório de Relator, Voto e Parecer Prévio nº 015/2011-TCE/AP.

 

Cliver Campos

Tempo de Trabalho

As Mães Dinás da política tucuju, que adoram adivinhar resultados de eleições, já estão fazendo suas previsões para 2014.

Cada ano com sua agonia, pessoal!

Deixem Camilo continuar seu trabalho de reorganizar e estruturar o estado. Ele ainda não cumpriu nem a metade de seu mandato.

Deixem Clécio começar seu trabalho à frente da Prefeitura de Macapá. Ele vai pegar uma pedreira sem tamanho pela frente.

O tempo é de trabalho. Muito trabalho.

O bom dessa eleição é que várias forças políticas, de várias cores e posições se uniram para derrotar um projeto político que dilapidou e envergonhou o Amapá nos últimos anos. Todos foram importantes nessa caminhada vitoriosa que consagrou a vitória de Clécio. Os que estavam desde o inicio. Os que entraram logo na virada do segundo turno. E o PSB, que com grandeza, estratégia e liderança de seus dirigentes, e força de seus militantes, foi decisivo para a vitória. Com destaque para o governador Camilo Capiberibe.

Torço, mas torço mesmo, para que o diálogo entre essas forças continue aberto e seja aprofundado. Afinal, o inimigo continua sendo O MESMO. E é forte.

Acho que o Amapá vive um bom momento. Temos três jovens militantes: Camilo Capiberibe, Randolfe Rodrigues e Clécio Luis. Com formação política, moral e técnica, e com cargos políticos relevantes dados pelo povo do Amapá.

A letra da canção “Sal da Terra”, cabe bem para retratar esse momento no Amapá:

“Vamos precisar de todo mundo

Um mais um é sempre mais que dois

Pra melhor juntar as nossas forças

É só repartir melhor o pão

Recriar o paraíso agora

Para merecer quem vem depois”.

 

Convênio entre GEA e governo federal é o início da solução de problemas de saneamento e saúde no AP

A solução para o problema de saneamento básico no Amapá começou a ser resolvido nesta terça-feira, 30, com a assinatura do convênio entre os governos federal e estadual, no valor de R$ 16,7 milhões. O investimento está sendo feito pelo Ministério das Cidades, por meio da Caixa Econômica Federal, para que sejam elaborados projetos capazes de garantir a captação de recursos para sua execução. Este foi o maior valor adquirido pelo Estado para planejamento de um único setor, neste caso, saneamento.

O presidente da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), Ruy Smith, esclareceu que os projetos são para obras de esgoto e macrodrenagem de Macapá e Santana, os dois maiores e mais populosos municípios do Estado cobertos precariamente com rede de esgoto e saneamento. “O recurso para obras chegam se tiver projeto, mas para isso precisávamos desse aporte. Agora, o Estado tem possibilidade de colocar, nos dois municípios inicialmente, um sistema integrado de esgoto e drenagem”, disse.

“Este é um momento histórico, estamos plantando a semente da saúde no Amapá. Os canais, grandes problemas, serão urbanizados com a macrodrenagem. Foi preciso empenho, capacidade de gestão e determinação do Estado e dos parceiros em Brasília. Temos a credibilidade do governo federal. A não execução de projetos e devolução de recursos ficou no passado. Nosso governo é marcado pela responsabilidade com o dinheiro público e compromisso com a população”, disse o governador. Ele agradeceu aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, aos parlamentares, em especial a deputada federal Fátima Pelaes.

 

Mariléia Maciel/Secom

Prefeito eleito Clécio anuncia coordenador da transição

O prefeito eleito de Macapá, Clécio Luís Vieira (PSOL), e o vice-prefeito eleito, Allan Sales (PPS), reuniram no início da tarde desta terça-feira (30) para convidar o economista Charles Chelala para assumir a coordenação da equipe de transição junto a Prefeitura de Macapá. Nesta quarta-feira (31), pela manhã, será protocolado na PMM o Pedido de Transição, solicitando reunião com o prefeito Roberto Góes (PDT) para o dia 1º de novembro.

 

Charles Chelala (45) é casado com a também economista e doutora em desenvolvimento sustentável, Cláudia Chelala e tem dois filhos.Um deles, já fazendo mestrado em economia, em Londres.

Mestre em Desenvolvimento Regional pela Unifap, professor universitário e autor do livro “A magnitude do Estado na sócio economia amapaense”, atualmente é coordenador político do mandato do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Foi coordenador do Programa de Modernização Fazendária do Amapá, Diretor-presidente da Emdesur e Secretário de Planejamento do Estado.

Clécio recomendou que a equipe de transição fosse composta com critérios eminentemente técnicos. Chelala considera que o grupo deva conter, no máximo, oito nomes, podendo contar com consultores externos em áreas específicas. Para evitar especulações sobre composição do primeiro escalão da PMM para a próxima gestão, o prefeito eleito deixou claro que a equipe de transição não representará necessariamente sinalização de nomes para a equipe de governo.


Márcia Corrêa

Hora do ai ai ai

A forte fiscalização eleitoral das eleições 2012, capitaneada pelo Ministério Público Federal, sob a coordenação da Dra Damaris Baggio, com apoio do Ministério Público estadual, Policia Federal, além das polícias civis e militares, e do trabalho do TRE, foram o diferencial nessas eleições.

Com competência e estratégia para coibir todo tipo de crime eleitoral, o trabalho das instituições fiscalizadoras, tem o reconhecimento da sociedade, mas no contraponto, a reclamação dos derrotados, principalmente dos estavam no poder tanto na capital, como em alguns municípios do estado.

Tem que se acostumar, gente!

Ou não perceberam que as instituições e o país estão mudando?

Procuradora do MPF Damaris Baggio

 

Tempo

Colação de grau da turma de história da Unifap.

Professora Lusmar( mãe de Randolfe), Randolfe Rodrigues, Teko (Sérgio) Lemos e o bebê marinheiro, é o Gabriel, filho de Randolfe e Mary, que tem hoje 17 anos e cursa Comunicação na Unifap.

 

Lançamento do Corredor Literário é um convite para a I Feira do Livro no Amapá

O Governo do Estado do Amapá (GEA) apresentou ao público amapaense nesta terça-feira, 30, o Corredor Literário, o ponto alto da I Feira do Livro do Amapá (Flap), que ocorrerá no período de 3 a 6 de novembro.

O objetivo do evento é mostrar ao público amapaense como funcionará a I Feira de Livro e assim promover a divulgação dos escritores por meio da literatura. O público se deparou com estatuas vivas em frente à biblioteca, banners de escritores e livros de artistas literários amapaenses.

Com um público formado por estudantes, escritores, atores e amantes em geral da literatura amapaense, a programação iniciou na Biblioteca Pública e no embalo de poesias e ao som de batuque e marabaixo, o Corredor Literário seguiu em cortejo por diversos lugares, como Teatro das Bacabeiras, Museu Joaquim Caetano Silva e Escola de Administração Pública (EAP). O circuito foi conduzido por atores declamando poesias, batuque e marabaixo, cultura e literatura num só espaço.

De acordo com a diretora da EAP, Izabel Cambraia, o Corredor Literário é um grande convite para a Flap, momento histórico de incentivo à educação e literatura. “Faz parte das ações do governo fazer essa intermediação entre o público leitor e os escritores”, destaca.

Na trajetória do cortejo, foi possível apreciar figuras da simbologia literária e banners dos 53 escritores. Para o escritor Fernando Canto, a Feira do Livro é uma grande oportunidade para divulgar a literatura amapaense e incentivar novos autores. “A expectativa de nós, artistas, é fazer com que as pessoas se voltem à literatura, descubram a arte de viver por meio da leitura”, enfatiza o escritor.

Nesse percurso, durante todo o período do evento, serão dispostos banners dos escritores com seus referidos textos, performances de estátuas vivas com o grupo Imagem e Cia; contação de estórias, ao lado do Teatro das Bacabeiras, envolvendo diversos grupos e uma bela exposição confeccionada pela Associação Macapaense de Artesãos e Artistas (Amaarte), com reprodução de elementos da literatura em grandes molduras, espalhadas pelo Corredor, como a carruagem da Cinderela, Rapunzel, Boto, Arco-íris com o pote de ouro, as canoas da Amazônia e tantas outras referências saídas dos livros para a realidade. Tudo para encantar os visitantes.

Flap e Plano Nacional de Livro, Leitura e Literatura

A Flap é uma das ações inseridas no Plano Estadual do Livro e da Leitura, que está sendo implementado pelo governo do Estado em consonância com o Plano Nacional. O investimento do GEA nesse festival literário será de aproximadamente R$ 263 mil e visa o incentivo à leitura e o fortalecimento da literatura no Estado.

Crisler Samara/EAP

Frases

Pela rede

Frases que ainda não saíram da time line do pessoal do twitter

“Me esquece, Roberto”.

Do governador Camilo Capiberibe, no último bloco do debate da TV Amapá, após a insistência do prefeito Roberto Góes em citar várias vezes o nome de Camilo, ao debater com o prefeito eleito Clécio Luis.

A frase de Camilo foi parar nos Trends Topics nacional, que são os assuntos mais comentados no twitter.

“Quer que eu desenhe?”.

De Clécio Luis para Roberto Góes, no debate da TV Amapá. Ao responder mais de uma vez a mesma pergunta.

Essa frase já virou estampa irreverente de camisa de eleitores de Clécio.

“A eleição é um processo pedagógico e não uma caçada aos votos”. Prefeito eleito Clécio Luís, ontem, no programa Café com Notícia.

 

Cerol

Mudança na Amprev. Presidente Elcio Ferreira foi exonerado do cargo de presidente.

Bastidores da política dão conta que esta semana o governador Camilo Capiberibe “passa o cerol” e exonera mais gente, inclusive os cargos indicados pela deputada Dalva Figueiredo.

Apesar de ter indicação política de dois órgãos estaduais, Dalva não apoiou a candidata Cristina Almeida no primeiro turno, que tinha o vice do PT, e ainda subiu no palanque e desceu a Candido Mendes, apoiando Roberto Góes e o adversário político PDT, no segundo turno.

Do Portal G1

Casa da mãe vira ‘comitê’ de prefeito eleito de Macapá

Com escritório e orçamento apertados, dirigentes se reuniram em residência.
‘Alguns decidiam coisas importantes, outros se espichavam’, brincou Clécio.

Priscilla Mendes Do G1, em Macapá

 

Os dirigentes da campanha do novo prefeito de Macapá, Clécio Luís (PSOL), não tinham do que reclamar durante as longas reuniões para as eleições deste ano. Eles eram recebidos com biscoitos, cafezinho e o tradicional “sopão da noite” na sala de estar de Ana Maria Vieira, mãe de Clécio, que acabou transformando a casa da matriarca em uma filial da sede do partido na capital do Amapá.

Ana Maria, viúva, conta que os apoiadores do filho, um grupo de aproximadamente dez pessoas, começaram a usar o sofá da sua casa para discutir os rumos da candidatura porque o escritório do PSOL – localizado na Avenida Beiro Rio – estava ficando pequeno para as reuniões.

“O comitê estava apertado, então resolvemos adaptar a sala em um escritório”. Para isso, instalaram um aparelho de ar condicionado e uma porta de vidro que isolava a sala – repleta de porta-retratos da família, bibelôs e crochês – do corredor que dá acesso aos quartos.

Foi nesta sala que Clécio Luís acompanhou neste domingo (28) a apuração do segundo turno, do qual saiu vitorioso com 50,59% dos votos válidos. Seu concorrente e candidato à reeleição, Roberto Góes, teve 49,41% dos votos de Macapá.

A sala de Ana Maria foi o cenário da primeira entrevista do filho como prefeito eleito (veja ao lado). Na noite deste domingo, ele conversou com a imprensa ali mesmo e, atrás de si, usou as cortinas brancas da mãe para pendurar uma enorme bandeira do partido.

“Como a campanha é 24 horas, chegou um momento em que não dava mais para reunir só no diretório”, conta Clécio. “Enquanto alguns decidiam coisas importantes na mesa, outros se espichavam no sofá para tirar uma soneca. Era o local das decisões e das ‘energizações’ da campanha”, brinca o prefeito eleito.

Aperto
A decisão de usar a sala de Ana Maria ao invés de alugar um imóvel veio do aperto financeiro da campanha. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o total de receitas arrecadadas pela coligação do PSOL até setembro de 2012 – data do último balanço divulgado pelo tribunal –, foi de R$ 183,2 mil. A arrecadação da coligação de Góes (PDT) no mesmo período, foi cerca de sete vezes maior, com R$ 1.323.408.

A campanha só foi possível de ser realizada, diz Ana Maria, graças ao trabalho voluntário de amigos e familiares. “O mais bonito é que a maioria das pessoas trabalharam com a gente por amor. É bonito a espontaneidade das pessoas, que batiam na nossa porta para oferecer ajuda ainda quando não existia nenhum indicativo de vitória”, conta.

A candidatura de Clécio começou “tímida”, segundo ele mesmo classifica. A primeira pesquisa Ibope de intenção de votos, de 14 de agosto de 2012, mostrou Clécio em terceiro lugar, com 13% da preferência dos entrevistados, atrás de Roberto Góes (29%) e de Cristina Almeida (16%), do PSB. A virada só se consolidou do primeiro para o segundo turno.

Na casa onde Ana Maria criou os três filhos, Clécio, Clícia e Cliciane, porém, ninguém fazia fila na porta durante a campanha. “Separamos bem. Não amanhecia gente na porta, nunca trouxemos uma bandeira para cá, um panfleto, nada. O material de campanha ficava todo no diretório”, conta.

Sopa e suco
Ana Maria lembra que adquiriu o hábito de esperar o filho à noite, após um dia de comícios, passeatas e reuniões, com sopa e suco das acerolas colhidas no pé do quintal de casa.

“A sopa é do jeito que ele gosta, cheia de legumes, verdura e pouca massa. Primeiro era só para ele, de repente tinha mais uma pessoa junto e comia também. Sei que começou numa panelinha e terminou num panelão. Todo mundo passou a chamar de ‘sopão da noite'”, ri a dona de casa.

Apesar do empenho, porém, a mãe reclama que Clécio perdeu de oito a nove quilos com a campanha. “Mas ele ganha de novo”.

A mãe não se arrepende das adaptações que teve de fazer na casa em prol do político. “Nós juntamos nossas forças para mudar Macapá e ninguém botava dificuldade, estavam todos juntos”, diz Ana Maria. “Minha sala deu esse tom familiar à campanha”.

Depois do esforço, a festa.

E a festa da vitória de Clécio, aconteceu no Araxá, com a presença de lideranças políticas e militâncias dos partidos que apoiaram a campanha no primeiro e no segundo turno.

E veio acabar na minha rua, em uma grande festa de amigos e militantes.

Prefeito Roberto Góes, pelo twitter, ontem, agradeceu votos e empenho de apoiadores, militantes e equipe.

“Muito obrigado aos 98.892 cidadãos e cidadãs que acreditaram em mim no 2º Turno.

Eu e Telma saímos desta eleição com o sentimento do dever cumprido, vitoriosos. Foi uma eleição equilibrada e emocionante.

Tenho convicção de que mesmo com poucos recursos eu trabalhei por Macapá e vou continuar trabalhando até o ultimo segundo do meu mandato.

Muito obrigado também a todo o meu secretariado, assessores, amigos, minha família maravilhosa que me renova a cada dia. Somos vitoriosos.

Pra finalizar, costumo dizer que tudo é do Pai. Só Ele mostra o caminho da Luz e da renovação, toda honra e toda a gloria. Deus os proteja!”.