Prefeito Furlan em visita a Sarney: conjuntura nacional e cenários de partidos

O prefeito de Macapá, Antonio Furlan, visitou o ex-senador pelo Amapá, José Sarney, na semana passada em Brasilia.

Furlan disse ao blog que a conversa girou, principalmente, sobre análises do cenário político nacional, uma vez que seu partido, o Cidadania, deve fundir ou  federalizar com o PSDB.

A verdade é que, dependendo de como ficam as junções e federalizações partidárias, e os palanques nacionais, o MDB é uma porta aberta para Furlan. Que tem uma boa relação com o partido, principalmente com Gilvan Borges, que apoiou sua eleição e participa da gestão.

 

Pastor Guaracy garante que ministra Damares já tem domicílio eleitoral no Amapá. Virou piada, claro. Próximo…

Jantados por Bolsonaro, que anunciou candidatura da ministra Damares ao senado, pelo Amapá, os pré-candidatos bolsonaristas estão na fase “malabarismo” sobre o fato político.

O pastor Guaracy, do PSL, disse em entrevista que Damares já tem o domicilio eleitoral, exigido pela legislação, para coibir o paraquedismo político.

Entrevista do Guaracy virou piada no twitter.

Carol Tucuju. Uma tucuju produzindo conhecimento, música e café em São Paulo

Essa é a Carol Tucuju. Amapaense, mestre em antropologia pela USP, DJ e produtora de Café.

 

A Carol foi pra São Paulo cursar mestrado na USP, e hoje faz outras coisas bacanas junto com a carreira acadêmica.

Ela produz, junto com a mineira Luana Borges, o café “Tarumã”, com grãos comprados de pequenos produtores orgânicos, que depois de beneficiado é vendido à cafeterias em São Paulo. Café de ótima qualidade.

E Carol também é de DJ. Se apresenta em casas especializadas, e é criadora do “Maniva Festa”, (insta @manivafesta) que são festas com músicas da amazônia que acontecem em São Paulo e em Taiwan.

Essa Carol vai longe nesse mundão!

Grand Cru inaugura franquia em Macapá

*Por Sandro Belo. Turismólogo e executivo da Abrasel 

O 313 restaurante, eleito pela crítica gastronômica como o melhor serviço de restaurante da capital do meio do mundo há quatro anos consecutivos, recebe a maior importadora e distribuidora de vinhos da América Latina, a Grand Cru. O marco representa o constante desenvolvimento da alimentação fora do lar no Amapá e gastronomia, alinhado aos planos de expansão da companhia Grand Cru baseado em uma operação multicanal com lojas físicas, e-commerce, varejistas além de restaurantes e bares.

Grand Cru em Macapá

A franquia de Macapá é uma iniciativa dos empresários Marcelo Porpino Nunes e Chef Geane Nunes do 313 Restaurante, que vislumbraram no investimento da franquia uma oportunidade de reunir duas paixões pessoais: gastronomia e vinhos. “Macapá vem aprendendo a cultura do vinho nos últimos anos e se tornou um ótimo mercado para o segmento, não só pelo perfil dos consumidores, mas também por ser uma capital de Estado a ponto de receber mais de 100 mil visitantes”, confirma Marcelo.

A nova loja vai oferecer mais de 200 rótulos, possibilitando que os apaixonados por vinho e gastronomia apreciem os rótulos e experiências exclusivas promovidas pela Grand Cru. Com uma operação multicanal, os clientes terão a opção do atendimento presencial ou venda assistida pelo whatsapp.

Sobre a Grand Cru

A Grand Cru é a maior importadora e distribuidora de vinhos finos do Brasil, fundada em 1998 e que hoje possui um portfólio com mais de 1300 rótulos de todo o mundo entregue para qualquer região do país. É a única empresa do segmento com forte atuação multicanal, incluindo franquias, lojas de operação própria, live commerce, app, e-commerce, clube de assinaturas e distribuição aos melhores restaurantes, hotéis e bares, além de empórios e supermercados. São décadas de tradição sendo reconhecida como sinônimo de qualidade pela experiência única que proporciona aos apaixonados por vinhos, dos experts aos iniciantes.

Serviço
Grand Cru Macapá
Av. Iracema Carvão Nunes, 313 – Centro
Macapá – AP
Instagram: @grandcrumacapa

fotos: Rafael Salman


“O Amapá não aceita paraquedista”, declarou Lucas Barreto à revista Veja.

Lideranças políticas do estado avaliam que o flerte da ministra com a vaga no Senado pelo estado foi só provocação a Davi Alcolumbre

Por Diogo Magri na Veja.com

Em fevereiro, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro (PL), Damares Alves, lançou a ideia de se candidatar a uma vaga no Senado pelo Amapá.

“Ela não teria a menor chance. Não tem partido, não tem chapa no governo e nunca fez nada pelo Amapá. O estado não aceita paraquedista”, declarou Lucas Barreto, senador pelo PSD-AP.

Segundo o senador, a única repercussão que o desejo de Damares teve no estado foi uma charge onde a ministra é recepcionada no aeroporto por vários indígenas empunhando um arco e flecha.

Leia matéria completa no link

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/no-amapa-ninguem-acredita-na-candidatura-de-damares/

 

Corram para as montanhas! Abandonados por Bolsonaro, candidatos conservadores começam a anunciar desistência em favor de Damares Alves na disputa ao senado

A vergonha alheia já caiu nas redes. Depois da live do presidente Bolsonaro ontem, anunciando a ministra Damares Alves como candidata ao senado pelo Amapá, candidatos bolsonaristas começam a desistir da disputa.

Nota do blog do jornalista Silvio Souza https://blogdosilviosousa.com/

Abandonados pelo Mito 

Mesmo tendo Cirilo Fernandes, Guaracy Jr, Silvia Waiãpi, Coronel Palmira e Sueli Pini colocados como pré-candidatos na eleição pelo Senado no Amapá, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 10, que a ministra Damares Alves vai se licenciar para disputar a vaga que hoje é ocupada por Davi Alcolumbre. E parece que é pra valer mesmo. Logo após o anúncio, o pastor Guaracy gravou vídeo contando que participou de vídeo-conferência com Damares e Cirilo Fernandes e que o Amapá vai ter uma senadora “terrivelmente cristã”.

Se Damares vai prosperar não sabemos, mas uma coisa é certa: a indicação do nome da ministra é um desprestígio enorme para os cinco bolsonaristas tucujus que sonhavam em disputar a eleição com as bênçãos do presidente da república.

Veja o que os largados já postaram em suas redes 

E o vídeo do pastor Guaracy? Vergonha no crédito, no débito e no pix.
Assista aqui

Mulheres no Vinho

*Por José Bogea. Advogado e Enólogo 

Sommelier Clara Campos Gato, do Amapá

Se hoje todos nós reconhecemos o valor da grandeza e inteligência feminina nos mais diversos seguimentos da sociedade, também lembramos que há curto espaço de tempo o panorama era o inverso. No universo enológico, claro, não é diferente. Se no século XVIII as inovadoras taças de espumantes encomendadas pela rainha francesa Maria Antonieta no formato dos seus seios foi um escalando na corte, atualmente se reconhece a excelência do trabalho desenvolvido exclusivamente pelas mãos de uma mulher.

Os exemplos não são poucos. Até o século XVIII lembramos de revolucionárias como Maria Antonieta e Madame Pompadour. Já no século seguinte uma extraordinária figura marca a expansão dos vinhos espumantes com atuação direta no mercado. A Grande Dama, como ficou conhecida a Madame Clicquot, ficou viúva e foi obrigada a gerir os negócios de lã, serviços bancários e produção de champagne de sua família. Visionária, decidiu focar na exportação dessa bebida ao Império Russo em meio as Guerras Napoleônicas na França, alcançando o enorme sucesso que a marca possui até os dias atuais.

De lá até o ano 2000, ainda que possíveis de contar com facilidade, mais produções de vinhos passaram a ser capitaneadas por mulheres, sempre com grande qualidade e sucesso de crítica. Um ícone do século passado, sem dúvidas, é a comandante da Domaine Leroy, vinícola da Borgonha na França.  Falo de Lalou Bize-Leroy, pioneira e defensora da produção de vinhos biodinâmicos desde os anos 50, quando ainda não se imaginava o sucesso que os vinhos com essa filosofia alcançariam. Madame Leroy chegou a estar a frente da Domaine de La Romanee-Conti, que produz os mais prestigiados vinhos do mundo, e abdicou ao cargo em nome da vinícola da família, que continua administrando até hoje.

A partir de 2000 passamos a vivenciar um imenso boom de garrafas assinadas inteiramente por mulheres. Suzana Barelli, editora da Revista Menu, credita a “invasão feminina” a maior facilidade para se elaborar vinhos, usando tecnologia e menos trabalho braçal, bem como a chegada e consolidação das mulheres no mercado de trabalho.

A certo é que, em meio a tanta produção 100% feminina, destaco as minhas produtoras preferidas, com vinhos muito bem construídos, saborosos e sensuais, que certamente carregam a inteligência de suas criadoras. Vale a pena provar os vinhos espumantes de Filipa Pato (Bairrada/Portugal), Hortência Brandão (Campos de Cima, sul do Brasil) e Vanessa Stefani (Casa Perini, Bento Gonçalveis/Brasil); os tintos de Suzana Balbo (Mendoza/Argentina) e Sara Peres (Mas Martinet, Priorato/Espanha); os brancos de Maria Luz Marin (Vinícola Casa Marin, Casablanca/Chile).

Aproveito e realizo um brinde a todas as mulheres: as que fazem vinhos, as que gostam de vinhos e as demais que ornamentam a nossa existência.

Repiquete é Memória. Bloco “A Banda”, mais de 50 anos ocupando as ruas de Macapá (sem pandemia)

O bloco de sujo “A Banda” ocupa as ruas e avenidas de Macapá há mais de 50 anos. Pelo segundo ano consecutivo “A Banda” não sai por causa da pandemia.
Livre e irreverente, “A Banda” é do povo. E são muitos milhares de pessoas, acompanhando os bonecos gigantes  ou assistindo.
Repiquete é Memória homenageia hoje esse grande bloco.

Rainha Mona, Alice Gorda, em A Banda

Saudosos professor Munhós e Alice Gorda, presenças sempre ilustres no bloco

Reaparelhamento e fortalecimento institucional: MP-AP moderniza infraestrutura tecnológica do parque computacional


A Administração Superior do Ministério Público do Amapá (MP-AP) realiza a modernização de infraestrutura tecnológica do parque computacional da instituição em aproximadamente 61%. Para tal, foram adquiridos 460 novos desktops. Destes, 200 foram comprados através de recursos próprios da instituição e 260 por meio de emendas parlamentares alocadas para o órgão, que possibilitou ainda a aquisição de três servidores de dados; dois switches (equipamentos) de Rede e um Kit Licença de Software (programas).  Na quinta-feira (24), a procuradora-geral de Justiça do MP-AP, Ivana Cei, fez a entrega do novo equipamento ao Gabinete da decana da instituição, procuradora de Justiça Raimunda Clara Banha, que recebeu um desses modernos computadores.

A decana do MP-AP elogiou a administração da PGJ e ressaltou que a já comprovada excelente gestão de Ivana Cei, aliada a sua articulação e experiência, fortalece o órgão ministerial para melhor servir a população.

Emendas

Os recursos para aquisição dos equipamentos de tecnologia da informação foram assegurados por emendas parlamentares dos senadores Davi Alcolumbre e Lucas Barreto, dos deputados federais Vinicius Gurgel, André Abdon e professora Marcivânia. As emendas são fruto da expertise na captação e gestão deste tipo de verba pela Procuradoria-Geral do MP-AP,  com o apoio de sua Assessoria e Departamento de TI da instituição.

Segundo o diretor do Departamento de TI do MP-AP, Rodinei Paixão, as iniciativas oriundas das emendas parlamentares trabalhadas junto com a Assessoria Técnica e a PGJ são essenciais para o processo de transformação digital da instituição.

“Os ativos adquiridos no convênio possibilitam modernizar a infraestrutura de sustentação de sistemas de informações utilizados para atendimento à sociedade amapaense, desenvolvidos e armazenados no datacenter do MP-AP, possibilitando a substituição de equipamentos e software já obsoletos e sem cobertura de garantia. Dentre os impactos que implementação dos novos equipamentos e software adquiridos trarão ao órgão destacam-se a melhoria no desempenho dos sistemas de informações utilizados por membros, servidores e colaboradores que passarão a ter maior capacidade de processamento de informações, além de ampliar a continuidade de negócio e reduzir o consumo energético, dado a evolução tecnológica que eles trazem”, frisou o diretor do Departamento de TI do MP-AP.

Expectativa de bons resultados com as novas aquisições

Rodinei Paixão destacou, ainda, as expectativas e resultados com as novas aquisições: I. Otimizar a produtividade dos trabalhos desenvolvidos por membros e servidores dos órgãos ministeriais contemplados através do provimento de equipamento adequado;II. Obter equipamentos com garantia e suporte do fabricante e III. Reduzir retrabalho para execução de atividades técnicas, as quais hoje muitas vezes demandam mais tempo em decorrência a travamento e lentidão computacional.

“Com estes novos computadores, membros e servidores terão melhores condições de cumprir as missões institucionais. Nossa gestão vem buscando o aparelhamento do MP-AP por meio de tecnologias, ferramentas especializadas, métodos, conhecimentos e equipamentos que possibilitem o desempenho das atividades em alto nível, para atender as demandas da sociedade”, manifestou a procuradora-geral do MP-AP, Ivana Cei.

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Saudades do PDSA

Por Elson Martins – Jornalista.

Com o titulo acima o professor-doutor Marco Antônio Chagas, da Universidade Federal do Amapá, escreveu um primor de artigo destacando o programa de governo que assegurou dois mandatos a João Alberto Capiberibe, do PSB, de Janeiro de 1995 a abril de 2002. Ao ler o texto, fiquei surpreso de ver como o professor que no período assumiu duras criticas ao Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá, afirma agora ser este “o único planejamento estratégico que o Amapá teve nas ultimas décadas¨.

 

Concordo plenamente, e parabenizo o doutor pela coragem da afirmação. Principalmente por acrescentar que o PDSA deu passos importantes para equacionar o fato do Estado ter atingido 90% de sua população morando em centros urbanos, em cidades desestruturadas e sem capacidade de gerar emprego”, e que a solução para esses problemas foi contida “pela elite do atraso”.

Vale a pena reproduzir como Marco Antônio descreve essa elite”:

 

“A elite do atraso no Amapá é institucional. Está por dentro das instituições e foi forjada em canetadas oficiais como gratidão à bajulação e a fidelidade dos compadrios que perduram até hoje. O PDSA enfrentou a elite do atraso, mas se rendeu diante das reeleições inseguras, disputas orçamentárias e ameaças de impeachment”.

 

Sou testemunha desses acontecimentos, porque sou amigo do então governador do PDSA desde os tempos da militância politica contra a ditadura militar e civil de 1964. E também porque editei um jornal diário, a Folha do Amapá, com o compromisso ideológico de defender a sustentabilidade do povo amapaense. Conheci a “elite” de perto, a começar pelos desembargadores que Capiberibe considerou suspeitos de julgar qualquer ação contra seu governo.

 

A “elite do atraso” se completa com os políticos conservadores que ganham assento na Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado comprando votos; cabos eleitorais que sobrevivem de maracutaias; funcionários corruptos; comerciantes insaciáveis que adoram enfiar as mãos nos cofres públicos; peixes graúdos e miúdos caindo de montão nas malhas da Policia Federal; e por aí vai!

 

O PDSA tem muitos bons exemplos a serem citados. Primeiro, como admitiu o professor, teve um planejamento estratégico, elaborada com exaustivas discussões no Torrão Bonito do Curiaú, seis meses antes das eleições. Lá foram priorizadas ações para criação da Escola Bosque do Bailique, a reconstrução do Trapiche sobre o Rio Amazonas, a distribuição de lotes semi urbanizados para famílias com baixa renda, estabelecimento de relações com a Guiana Francesa (ponte sobre o Rio Oipoque e Escola de língua francesa Danielle Miterrand), criação do Museu Sacaca, Centro Cultura Negra, entre outros.

 

Em fevereiro de 1996, Capi fez um tour por cinco países da Europa apresentando seu PDSA. Foi aplaudido nas palestras que fez na Alemanha e na Franca, nas visitas a Portugal e Bélgica, obtendo apoio e entusiasmo em cidades francesas como Mompellier e uma outra que não lembro o nome, o que resultou em inúmeras parcerias, intercâmbios e cooperação científica.

 

Um exemplo da transformação da floresta em produção sustentável sobreviveu ao esforço que o atual governo, Valdez Goes, fez para apagar a sigla PDSA., ela pode ser vista na região dos castanheiros do Vale do Jari, onde foram construídas duas usinas de beneficiamento d castanha, uma delas ‘a no meio do mato, em 860 mil hectares resgatados da empresa Jari Florestal que havia grilado a ‘area. Os castanheiros continuam produzindo azeite e outros subprodutos da amêndoa que fornecem para a Natura..

 

Eu também sinto saudades, de verdade, do PDSA, meu caro Marco Antônio Chagas. Saudade do tratamento dado aos chefes indígenas do Amapá, que eram recebidos na residência oficial do governador como chefes de Estado. Saudade das festas de fim de ano junto a Fortaleza São José de Macapá, que a população queria ver de perto. Saudade do bondinho do Trapiche. Saudade do Marabaixo e do encontro dos tambores, quando povo dança e ri sem medo.

(24/02/2022)

Bondinho do Trapiche

Marília Góes vence eleição para o TCE

Fonte: blog do Silvio Souza

Os deputados estaduais do Amapá aprovaram nome da deputada Marilia Góes (PDT) como nova conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Única inscrita na eleição, Marília foi sabatinada e teve a candidatura aprovada em votação nominal em sessão extraordinária realizada na tarde desta quinta-feira, 24.

 

O placar da votação de 18 votos a favor, 4 ausências justificadas, 1 voto contra e uma abstenção. A previsão é de que Marilia tome posse no cargo nesta sexta-feira, 25. No lugar dela, na Assembleia Legislativa, assume o médico e ex-deputado Jaci Amanajás.

Jornalista e escritora/poeta Alcinéa Cavalcante gira a roda da vida. Feliz aniversário, querida amiga!

Post “colado”do blog do jornalista Elton Tavares, pois lindo, e com a descrição perfeita e amorosa do que é minha irmã Alcinéa Cavalcante.

Sempre digo aqui que gosto de parabenizar neste site as pessoas por quem nutro amor ou amizade. Afinal, sou melhor com letras do que com declarações faladas. Acredito que manifestações públicas de afeto são importantes. Neste décimo nono dia de fevereiro, a jornalista e escritora Alcinéa Cavalcante gira a roda da vida e lhe rendo homenagens.

Alcinéa Cavalcante é brilhante em tudo que se propõe a fazer. Jornalista, escritora premiada, uma das maiores poetas amapaenses, ativa militante cultural, respeitada blogueira, fotógrafa, numismática, apreciadora da Lua, experiente e perspicaz repórter, imortal da Academia Amapaense de Letras (AAL), membro (enjoada e apaixonada por sua verde rosa) da Escola de Samba Maracatu da Favela, esposa do gentil Soeiro, mãe do meu querido amigo Márcio Spot, avó amorosa da Alice, amante de carnaval, degustadora de Chandon, entre outras muitas coisas porretas que a Néa é, é também amada amiga deste editor.

Néa herdou o talento de seu pai, o lendário Tio Alcy Araújo (um cara que eu queria ter conhecido). Literalmente o toque dela, por onde vai, faz a diferença no mundo. Com seus mágicos origamis, espalhava poesia pela cidade na época do seu Poesia na Boca da Noite. Com ela, palavra vira poema ou notícia, informação coesa e responsável, pautada pela sua marca pessoal, a credibilidade. Dia a dia vira retrato de uma paisagem antiga, que a gente não quer esquecer.

Sabem, eu lia a Alcinéa no passado e sempre tive admiração pelo trabalho dela como jornalista. Depois, como poeta. Mas, para mim, ela é ainda mais importante como amiga, conselheira, incentivadora, confidente e protetora (sim, ela protege e é extremamente fiel aos seus).

Já escrevi alguns textos sobre a Alcinéa Cavalcante e sempre repito: Néa é um misto de doçura e acidez. Quando jornalista, suas colocações inteligentes, com pontos de vista diferenciados, o leve humor negro e a abordagem refinada sobre qualquer tema, fascina leitores. Quando poeta, desperta as melhores sensações em quem lê ou escuta seus lindos poemas, pura ternura.

Adoro quando vou até ela e a gente fica batendo papo (só nós dois) no escritório de sua casa (saudades disso), uma mistura de biblioteca e sala de estar aconchegante. Quando passo tempos sem ir, dentro da normalidade, fora desse período pandêmico, ela me ameaça e fala que irei para seu caderninho de ex-amigos. Logo dou um jeito de dar as caras, colocar a conversa em dia e rir bastante em sua companhia.

Nea, como carinhosamente a chamamos, é uma pessoa sensacional. Uma mulher do bem, mas que combate o mal com força (e ela é forte pra caramba, pensem numa caneta pesada). Não à toa, nós, seus amigos, a amamos. E é impossível ser diferente.

Alcinéa, querida. Parabéns não somente pelo seu dia, mas por ser essa pessoa lindeza que és. Sou grato pelo apoio mútuo e pela amizade que construímos. É uma honra pra mim ser querido por alguém como você . Que teu novo ciclo seja repleto de luz, saúde, harmonia e paz. Que tua vida seja longa. Que sigas alegrando nossas vidas com teus poemas, sacadas, ironia fina e amor. Sou feliz pela tua existência orbitar a minha. Agradeço sempre pelo apoio contínuo e aprendizado. Que sigas, por pelo menos mais uns 100 fevereiros, com essa alegria, energia e força contagiantes.

Parabéns pelo seu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Saudades do PDSA. *Por Marco Antonio Chagas

*Marco Antonio Chagas. Professor-Doutor da Universidade Federal do Amapá

O que se esperar de um estado que após quatro mandatos de um governador tenhamos saudades do Programa do governo que o antecedeu? O fato é que o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá (PDSA) continua sendo o único planejamento estratégico que o Amapá teve nas últimas décadas. Críticas existem e são muitas.

A principal delas, em meu entender, é a mesma que continua pautando o debate sobre a sustentabilidade na Amazônia e que tanto a professora Bertha Becker chamava atenção: “A Amazônia é uma floresta urbanizada”. O PDSA não conseguiu decifrar o enigma de como tirar da floresta o sustento de uma população cada vez mais urbana e com um agravante: as elevadas taxas de migração desassistida das ilhas do Pará.

Atualmente, o Amapá apresenta um dos maiores percentuais de população residente em áreas urbanas quando comparado aos demais estados da federação. O grau de urbanização do Amapá atingiu 90% de uma população amontoada em cidades desestruturadas e sem capacidade de gerar emprego. O PDSA deu passos importantes para equacionar esse problema, mas foi contido pela elite do atraso e pelo descompasso federativo que trabalha pela homogeneização do território sem respeitar as vulnerabilidades ambientais e culturais do povo daqui.

A elite do atraso no Amapá é institucional. Está por dentro das instituições e foi forjada em canetadas oficiais como gratidão à bajulação e à fidelidade dos compadrios que perduram até hoje. O PDSA enfrentou a elite do atraso, mas se rendeu diante de reeleições inseguras, disputas orçamentárias e ameaças de impeachment.

As vulnerabilidades ambientais e culturais são ainda pouco estudadas diante das intervenções humanas que insistem na imposição de modelos tecnicistas diante das janelas de oportunidades ao acesso a recursos federais dos projetos urgentes e carimbados que nos afrontam. Como declama Caetano… “aqui tudo parece que era ainda construção e já é ruína”. O Rio Amazonas, nosso maior aliado, está invisibilizado pelos tapumes da obras infinitas. A cultura resiste e se fortalece em manifestações plurais e até certo ponto anarquistas, como aconteceu na última eleição para Prefeito de Macapá.

A bem da verdade, não consigo perceber um cenário para o Amapá que não seja trágico. Cenários são exercícios de futurologia, portanto, com variáveis que não controlamos. Um cenários mais otimista para o Amapá significa trabalhar com base nas lições aprendidas do PDSA, pelas razões expostas acima e, se debruçar num campo de intenso diálogo entre a elite do atraso, a sociedade e o mercado com potencial de geração de emprego na busca de uma regulação social menos desigual, mais justa e ética.     

Marco Antonio Chagas

Prefeito Furlan apresenta ao Promotor de Urbanismo do MP-AP as medidas adotadas na região dos canais do Beirol

O Ministério Público do Amapá (MP-AP), representado pelo titular da Promotor de Urbanismo, André Araújo e o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, fizeram uma visita técnica, na última quarta-feira (16), na região dos canais do Beirol. Na ocasião, o gestor municipal apresentou ao MP-AP as medidas do Município que serão adotadas no local para garantir a segurança dos cidadãos que trafegam na área e evitar prejuízos para a população.

A vistoria e apresentação de providências se deu após o MP-AP expedir a Recomendação Nº 0000001/2022-PJUHS ao Município de Macapá para ações urgentes para a segurança no tráfego de veículos no “Canal do Beirol”, localizado na zona sul da capital amapaense.

Na ocasião, o prefeito de Macapá explicou as medidas em execução e listou as ações já realizadas na área. “A Prefeitura já fez alguns trabalhos na área do Canal do Beirol. Asfaltamos toda a rua e iluminamos em Led. Estamos executando a contenção com manilhas que servirão como vasos no projeto de paisagismo e também o sentido da via que será único a partir da finalização desse trabalho de contenção”, pontuou Antônio Furlan.

“Verificamos, em razão das ocorrências de incidentes aqui no canal, que era necessário uma intervenção urgente. Fizemos a Recomendação sugerindo algumas providências ao Município no sentido de criar um proteção para o canal. Hoje estivemos aqui com o prefeito e ele explicou que já está sendo executada essa proteção e, em aproximadamente dois meses,  a obra será concluída. Isso é uma boa notícia, já que cumpre em parte o que foi recomendado, também recomendamos que seja feito umas ações no canal, como a mudança de sentido que me parece que está planejando pela Ctmac, que tornará as vias ao lados do canal, mão única, o que evitará mais acidentes”, comentou o promotor de Justiça.

“Em relação ao próprio canal a questão da drenagem, dragagem e saneamento iremos discutir mais adiante, pois vamos esperar a manifestação do município. Já tive a informação do prefeito que existem alguns projetos para a revitalização no local e que possivelmente, ano que vem, esses projetos possam ser executados para evitar os alagamentos”, frisou André Araújo.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Senador Lucas Barreto foi eleito por unanimidade vice-presidente da CCJ do senado federal

Vitória do Amapá. O senador Lucas Barreto foi eleito na manha desta quarta-feira, 16, vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ do Senado Federal.

A poderosa CCJ é a comissão mais importante do Congresso Nacional e é presidida pelo senador Senador Davi Alcolumbre.

Agora está sob o comando de dois amapaenses.

Davi Alcolumbre e Lucas Barreto

“Um bom início de namoro político!”, foi o que o disse o secretário-geral do PT, Marcos Roberto, sobre conversa com Clécio Luis


O pré-candidato a governador do Amapá, Clécio Luis, teve um encontro com o secretário-geral do PT, Marcos Roberto, nesta terça-feira.

Na pauta, as eleições 2022 no Amapá e no Brasil e possíveis alianças.

Sobre o encontro, Marcos Roberto classificou como um bom início de namoro político.

Segundo ele, o PT ainda vai reunir para definir alianças, mas é bem possível o apoio a Clécio já que “Jaime Nunes é bolsonarista, Randolfe não deve vir candidato e nenhum nome do PT colocou candidatura ao governo. Além disso, Clécio apoiou Haddad em 2018. Se apoiar Lula, o casamento vem”.

Tem café no bule.