Vi e gostei!

A Prefeitura de Macapá encerra até o final do mês a instalação da ciclovia que vai ligar a zona sul à zona norte de Macapá. O trabalho já passou pelo cruzamento da Rua Hamilton Silva com a Avenida Pedro Lazarino e chegou até a Ernestino Borges, no Jesus de Nazaré. A via exclusiva para ciclistas é sinalizada com taxões e faixas nas cores amarelo, branco e vermelho. De acordo com o diretor de transito da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá Jair Coelho trata-se de um cinturão de ciclofaixas que se integram para dar mais mobilidade e segurança aos ciclistas da capital.

“Esse ciclovia na verdade começou na Claudomiro de Moraes. Lá nós já temos uma via exclusiva para o ciclista. E é comprovado que as ciclovias reduzem os acidentes de trânsito porque elas garantem mais segurança para o ciclista. Depois da Hamilton, vamos sinalizar ao longo da Pedro Lazarino para fazer a integração com a Claudomiro de Moraes e assim, seguindo um planejamento que vai garantir que o ciclista possa atravessar a cidade tanto indo, quanto vindo de forma segura e rápida. Esse é um antigo sonho dos macapaenses que foi adiado por falta de recursos, mas que agora está virando realidade e que vai trazer muitos benefícios para a comunidade”, garante Jair.

 

Para instalar a ciclofaixa na Hamilton a CTMac precisou eliminar o estacionamento do lado direito da pista. Por isso a companhia faz campanha educativa para orientar os condutores, pedestres e ciclista quanto a mudança.

 

Ascom/CTMac

Confira a agenda de eventos para este fim de semana

Batuque do Curiaú

Festividade em honra a São Joaquim

A comunidade quilombola do Curiaú está em festa. Em comemoração ao padroeiro São Joaquim, a abertura teve início nesta quinta-feira, 9, e se estende até 18 deste mês. Durante a programação, São Joaquim será festejado com ladainhas, folias, batuque e levantamento do mastro.

Data/Hora

De 9 a 18 de agosto

Local: Comunidade Quilombola do Curiaú

Carnaguari 2012

Tudo pronto para o 16° Carnaval fora de época do município de Ferreira Gomes – Carnaguari. A festa, comemorada às margens do rio Araguari, será realizada no período de 10 a 12 de agosto. O evento contará com 494 policiais militares e 40 bombeiros para garantir a segurança dos brincantes.

Programação

Sexta-feira (10/08)
19h – DJ Arizinho
20h – Afro Brasil
23h – Banda Negro de Nós
1h – Escolha da Rainha do Carnaguari
2h – Kelly Mel e Banda

Sábado (11/08)
18h – DJ Arizinho
20h30 – Grupo Hip-Hop
21h – Adail Jr. e Banda
0h – Banda Rapazola
2h30 – Banda PIC

Domingo (12/08)
10h – DJ Arizinho
12h – Grupo de Pagode Gente da Gente
13h30 – Pedro Lucas
15h – Escolha da Musa Gay do Carnaguari
16h30 – Banda Swing
18h – Encerramento da Programação

Show de stand-up

Para quem gosta de comédia, no palco do Teatro das Bacabeiras terá apresentação de stand-up, a comédia “Em Preto e Branco” com a dupla de humoristas Marcelo Marrom e Rodrigo Capella. Será apresentação única, em duas sessões.

Data/Hora

Domigo, 12, às 19h e 21h

Local: Teatro das Bacabeiras

Fortaleza de São José de Macapá

A Fortaleza de São José de Macapá está aberta ao público de terça a domingo. No local terá um monitor que acompanhará os visitantes, onde vai mostrar e explicar um pouco da história da fortificação.

Ainda na Fortaleza, o Cine Mairi exibirá neste sábado, às 16h, o filme Estamira de Marcos Prado. O documentário é vencedor de 25 prêmios. Classificação acima de 10anos. O filme relata fielmente a vida de uma senhora tachada como louca pela família e médicos, porém, de uma lucidez incrível.

Data/Hora

Visitações: Terça-feira a sábado, das 8h às 12h e das 14h às 18h

Domingo, das 14h às 18h

Exibição de filmes: Sábado, 11, às 16h

Local: Auditório da Fortaleza

Museu Joaquim Caetano da Silva

O Museu Joaquim Caetano da Silva está aberto para visitações, com duas exposições permanentes: A História do Amapá, que inicia desde o Brasil colônia até a era Jetúlio Vargas, e a sala de Arqueologia, que possui peças de várias localidades do Estado.

Data/Hora

De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h

Sábado e Domingo, das 9h às 14h

Dorislene Muniz/Secom

Camilo no Café com Notícia

Governador Camilo Capiberibe longa e interativa entrevista ontem no programa Café com Notícia, que vai ao às 18 horas pela Diário FM, 90,9.

Respondeu, além das perguntas das jornalistas Márcia Corrêa e Ana Girlene, às perguntas que chegaram dos ouvintes via sms e pelo twitter.

Camilo falou entre outros assuntos sobre: Turismo. Ponte Binacional,  que terá obras de acesso iniciadas na sexta-feira. Concursos. Crise com os professores. Concursos. E explicou por que o governo precisa que a AL o autorize a remanejar orçamento.

Falou ainda que a duplicação da rodovia estadual Duca Serra já foi licitada. E que a obra estava superfaturada em 100%. Que iria custar aproximadamente 100 milhoes e agora vai custar 50 milhoes.

Perguntado sobre pedido de impeachment cobrado pela deputada Marília Góes, respondeu apenas isso:

“Deputada Marília precisa se enxergar”.

Parque Felicitá

A primeira etapa do Condomínio Parque Felicitá, em Macapá, obra enquadrada no Programa Minha Casa, Minha Vida, será entregue aos proprietários dos apartamentos, nesta quinta-feira, 9, às 20 horas. São 160 unidades divididas em cinco blocos, todos prontos para morar.

O Parque Felicitá é o segundo empreendimento entregue pela Vex, empresa genuinamente amapaense. A estrutura da primeira etapa conta com quadra poliesportiva, e playground. Em 2014, serão finalizados mais 256 apartamentos e área completa de lazer com piscina adulto e infantil, bosque, salão multiuso e churrasqueiras.


Dione Amaral

Convite: Vamos Ler Grande Sertão : Veredas?

Sociológa e livreira Angela Carvalho é quem faz o convite:

Este é um convite para que você venha participar do grupo de Leitura “Vamos Ler! Grande Sertão: Veredas”.

O primeiro encontro será dia 09 de  agosto – quinta-feira às 19h na Biblioteca Pública Elcy Lacerda.

Avise amigos, colegas de trabalho e pessoas do seu convívio que tenham esta vontade: ler o livro de João Guimarães Rosa “Grande Sertão: Veredas”.

Caso tenha, lembre de levar seu exemplar.

A metodologia da leitura, calendário de encontros e sugestões para a leitura, tudo será acertado no primeiro encontro.

Conto com sua presença, até lá!

 

LEIA MAIS!

Angela de Carvalho
Gapell  -Secult
Gerente de Acompanhamento da Política Estadual da Literatura Livro e Leitura

A venda da Anglo American Amapá

Por Charles Chelala, Economista e Mestre em Desenvolvimento Sustentável

O mais importante fato da economia local neste ano, até aqui, é a oferta de venda das operações da empresa Anglo American no Amapá, anunciado há cerca de uma semana.

A “Anglo” é a maior empresa privada em operação em nosso Estado, com atuação nos cinco continentes, gerando mais de 150 mil empregos e lucro operacional (2009) de US$ 5 bilhões. Sua chegada ao Amapá ocorreu no início de 2008, quando adquiriu da MMX, de Eike Batista, as operações daqui em conjunto com o sistema Minas-Rio por 5,5 bilhões de dólares. Pra se ter uma noção de seu porte no Amapá, em 2011 a empresa exportou cerca de 500 milhões de dólares, o que corresponde a aproximadamente cinco milhões de toneladas de minério de ferro extraídas do nosso subsolo. No primeiro semestre deste ano o valor exportado foi praticamente igual ao mesmo período de 2011, apesar de ter sido embarcada maior quantidade de minério em função da queda do preço.

As razões para a venda de uma operação, aparentemente bem sucedida, tem dividido as opiniões. Na página da internet da empresa (www.angloamerican.com.br) o assunto ainda não foi mencionado. O governador Camilo Capiberibe postou em sua página do “twitter”, após receber a direção da empresa que, segundo o Sr. José Luis, diretor-geral no Amapá “as operações de extração de minério de ferro no Amapá seriam lucrativas, mas de pequeno porte” garantindo que “não haverá mudanças na rotina de funcionamento, nem interrupção dos investimentos”.

Especula-se que uma das motivações seria a necessidade se concentrar no projeto Minas-Rio, de porte bem superior ao do Amapá, uma vez que possui reservas estimadas em aproximadamente 6 bilhões de toneladas de ferro. Lá, se transportará a produção por meio do maior “mineroduto” do mundo, com 525 Km, passando por 32 municípios entre a mina e o porto, o qual enfrenta diversos problemas socioambientais para se viabilizar.

Outra possível causa pode ter sido a questão da logística no Amapá. Como o nosso porto só recebe navios de carga máxima de 50 mil toneladas, o frete unitário é mais que o dobro do que seria em embarcações do tipo “cape-sizes” com o triplo de capacidade. A empresa chegou a estudar o transbordo em alto mar como solução para baratear a logística, que é o elemento decisivo da competitividade do minério de ferro.

Há também suposições de que a empresa teria se decepcionado com a negativa governamental na concessão de incentivos fiscais solicitados para a aquisição de novos equipamentos, o que pode não ter sido determinante, mas auxiliou na decisão de levantar acampamento do Amapá.

Finalmente, também comenta-se que a empresa teria avaliado que a tendência de declínio do preço do minério de ferro, que já despencou 25%, pode vir a ser mais longa em decorrência da crise mundial. Diante da perspectiva, estaria se apressando em passar as operações enquanto ainda são viáveis. Já abordamos que o custo de produção de ferro no Amapá é maior do que em outros lugares, sendo lucrativo apenas a partir de um determinado nível de preço internacional.

Ressalte-se que a Anglo American é detentora da concessão da Estrada de Ferro Amapá e possui um porto privativo, o que lhe proporciona vantagens adicionais, além das reservas confirmadas superiores a 200 milhões de toneladas de minério de ferro.

Assim, observa-se que uma conjunção de vários motivos levou a empresa a oferecer no mercado o projeto Amapá, sendo um episódio marcante porque modifica o mosaico das mineradoras que atuam no Estado.

 

Ivana Cei participa de reunião com presidente do Senado e parlamentares no Congresso Nacional

A procuradora-geral de Justiça, Ivana Lúcia Franco Cei, participou de reunião nesta terça-feira, 7,  com o presidente do Senado Federal e parlamentares do Congresso Nacional. O encontro foi liderado pelo presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG) do Ministério Público dos Estados e da União, Cláudio Lopes Soares. A comitiva foi integrada por todos os procuradores-gerais de Justiça do Ministério Público brasileiro e pelo presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), César Mattar Jr.

 

Em reunião com o presidente do Senado, José Sarney, e outros senadores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, foram discutidas questões de interesse do Ministério Publico brasileiro, em especial a Proposta de Emenda Constitucional nº 37 (PEC 37), conhecida como “PEC da Impunidade”, que retira do Ministério Público o poder de investigação.

 

O presidente do CNPG, Cláudio Lopes Soares, salientou a importância do encontro. “Os encontros foram muito profícuos para o Ministério Público brasileiro. Foi uma oportunidade para trocar ideias e que serviu de aproximação com o Parlamento brasileiro. Nosso objetivo é estar à disposição do Senado para discutir questões de interesse da sociedade e ter o Presidente da Casa e os parlamentares como aliados é muito importante. Os senadores podem contar com o MP e com o nosso respeito”, afirmou Cláudio Lopes.

 

Além dos procuradores-gerais de Justiça, participaram da reunião na CCJ o Membro do Conselho Nacional do MP (CNMP), Fabiano Oliveira, e os senadores Pedro Taques, Renan Calheiros, Fernando Collor de Mello, Randolfe Rodrigues, José Pimentel, Pedro Simon, Sérgio de Souza, Paulo Bauer, Sérgio Petecão, Paulo David e Cícero Nogueira.

 

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá

Água Fria

Em tempos de muito calor, nada como um banho de água muito fria no balneário “Água Fria”, em Serra do Navio.

Foto: Cléo Farias de Araújo

Governador Camilo Capiberibe anuncia para o dia 10 início das obras de acesso à ponte binacional

Governador Camilo Capiberibe anunciou sua ida nesta sexta-feira, 10, ao município de Oiapoque para dar início às obras de acesso à ponte binacional.

Pelo acordo, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) entrará com os recursos financeiros e o Governo do Amapá, através da Secretaria de Estado dos Transportes (Setrap), fará a execução direta das obras, que consistem na implantação e pavimentação no acesso à ponte binacional Brasil-Guiana Francesa, bem como a construção do pátio para a aduana brasileira.

Alta performance

Foi o jornalista amapaense, Arilson Freires, quem fez a importante palestra de abertura do seminário de Jornalismo da Amazônia, evento tradicional do calendário nacional de eventos de comunicação.

Arilson palestrou sobre “Estadualização e Digitalização” falando sobre a chegada do sinal da rede amazônica nos município, e sobre como o sinal digital interfere na produção de telejornalismo.
O jornalista amapaense dividiu a bancada com Flávio Fachel, hoje um dos mais importantes repórteres da Rede Globo.

Projeto do senador Capiberibe em editorial n’O Globo

O direito de se saber o peso dos impostos

 

Em países onde os tributos são detalhados na compra de bens ou nas notas dos serviços, os governantes têm dificuldade de aumentar a carga dos impostos.

 

Por iniciativa de algumas distribuidoras de energia elétrica, o consumidor agora recebe informações mais detalhadas sobre o quê ele está pagando em sua conta de luz. Antes, eram informados apenas o valor total e o consumo em quilowatts.Agora, o consumidor passou a saber quanto do valor cobrado se destinará ao gerador da energia elétrica, ao transmissor e ao distribuidor. Além disso, são discriminados encargos específicos do setor elétrico e mais os tributos federais e estaduais.

 

Foi por meio desse detalhamento que o cidadão individualmente pôde conhecer o enorme peso da carga tributária sobre o consumo de eletricidade no país. As concessionárias, por sua vez, deixaram claro para os clientes que, se a conta é salgada, a culpa certamente não é só delas.

 

Essa experiência foi tão positiva que outros concessionários de serviços públicos já detalham os impostos nas contas enviadas aos clientes. Recentemente, revendedores de combustíveis, com objetivo de alertar a opinião pública a respeito do peso dos impostos que recaem sobre esses produtos, fizeram um protesto simbólico em várias cidades, oferecendo-os, por um determinado período de tempo, como se estivessem livres de tributos. O desconto foi tão grande que chamou a atenção dos consumidores, que devem ter se perguntado: a vida não poderia ser mais barata se a carga tributária não fosse tão alta?

 

Trata-se de um exemplo, no que que se refere à informação sobre os impostos incidentes sobre bens e serviços, que precisa ser estendido ao cotidiano dos brasileiros. Geralmente, apenas nas notas fiscais entregues a transportadores os impostos são discriminados, mas, no caso, o objetivo é facilitar a fiscalização e não informar o consumidor. É a lógica do Fisco, e não a do contribuinte.

 

O Brasil está num processo em que a sociedade almeja cada vez mais transparência nas contas públicas, com abertura das informações sobre as despesas realizadas. Nada mais justo, pois o contribuinte, que sustenta a pesada máquina estatal, deve ter o direito de saber exatamente como tem sido gasto o dinheiro arrecadado pelo fisco.

 

Mas do lado da arrecadação também se espera igual transparência. De autoria do senador João Capiberibe (AP-PSB), já tramita no Senado um projeto de lei que estabelece o detalhamento dos impostos na venda dos produtos. Não é uma iniciativa trivial, devido à complexidade da estrutura de tributos do país, adverte o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, entidade que tem se batido em favor da redução da carga de impostos no Brasil. Isso, porém, é uma questão técnica, mais apropriada para a fase de regulamentação. O importante é que o princípio seja estabelecido, que o consumidor tenha a oportunidade de sempre tomar conhecimento do quanto está pagando em impostos. Nos EUA e no Canadá é um princípio rotineiro, e não por acaso lá os governantes têm muita dificuldade de aprovar qualquer aumento de carga tributária.

Bêbados no Trânsito

Essa cena perigosa e trash, aconteceu na madrugada dessa segunda-feira.
O carro dirigido por um jovem bêbado, entrou na casa da professora Odete Ferreira, na Almirante Barroso. Quebrando esteios, muro, calçada e telhado.
A casa fica no meio da quadra, nem é de esquina. Aí dá pra imaginar o estado alcoólico do bebum, que segundo os vizinhos, passou o dia inteiro bebendo com amigos e depois foi guiar carro perigosamente.
No Amapá, é fato: A Lei Seca não pegou. Qual a dificuldade?
No Rio de Janeiro, a lei Seca pegou, e artistas, autoridades e celebridades já perderam CNHs.

Até quando vamos todos correr perigo, a mercê dos bêbados, colocando vidas e patrimônio em risco?
As sequelas dos acidentes de trânsito, duram para sempre na maioria das vezes.
E são de alto custo para o estado. Os recursos da saúde, que poderiam ser usados em saúde preventiva e na cura de doenças, têm que ser usados nos longos tratamentos das vítimas de acidentes de trânsito.
Tanto dos causadores, quanto de suas vítimas.

Poetas de Peixe-Boi

Promotor de Justiça e poeta, Roberto Alvares, na escrivaninha que foi do poeta Alcy Araújo, no memorial da galeria da Biblioteca Pública.

Poetas de Peixe-boi

Harmonia perfeita

Entre espírito e matéria (Roberto Alvares)

Coluna Café com Notícia

Por Márcia Corrêa e Ana Girlene

Oitivas com Noronha
O ministro Otávio Noronha, responsável pelo inquérito da Operação Mãos Limpas, deverá ouvir desembargadores e deputados citados na investigação no próximo dia 7. As oitivas deveriam ter acontecido em junho, mas foram remarcadas sem maiores explicações. Muitos magistrados e parlamentares chegaram, inclusive, a viajar a Brasília. A operação foi deflagrada no dia 10 de setembro de 2010 pela Polícia Federal em Macapá-AP, que chegou a afirmar, na época, que o potencial de desvio de dinheiro público chegava a R$ 820 milhões.

Concurso na AL
Em entrevista durante a semana, o presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Junior Favacho, assegurou que a Casa realizará concurso público no início do próximo ano. O único concurso realizado pela AL foi em 1992, mantendo inalterado seu quadro de servidores efetivos em apenas 132. Por outro lado, estima-se que 1500 funcionários trabalhem no Poder em cargos de confiança. A promoção do processo seletivo consta no rol de recomendações do Ministério Público. A promessa é antiga. Será que agora vai?

Mais recomendações?
Durante a inauguração da sede e casa de apoio a pacientes de câncer, do Ijoma, o presidente interino da Assembleia Legislativa, Júnior Favacho, ficou bem ao lado do promotor Roberto Álvares, chefe de gabinete do MPE/AP. Enquanto Pe. Paulo Roberto, presidente do Ijoma, dizia ao microfone que “roubar dinheiro público é ceifar vidas”, os dois trocavam palavras ao pé do ouvido. Será que o promotor fazia mais algumas recomendações a Favacho?

Trabalhando no escuro
Uma comissão formada pelo deputado Keka Cantuária (PDT), o economista Jurandil Juarez e o procurador jurídico da Assembleia Legislativa, Eugênio Fonseca, está responsável pela análise de todos os contratos de prestação de serviços e convênios firmados pelo Poder Legislativo. Com poucas informações em mãos, já que essa documentação foi apreendida durante a chamada “Operação Eclésia”, o grupo resolveu manter suspenso todos os pagamentos, até que uma análise individualizada seja realizada. O trio apelou ao MP para que libere parte da documentação apreendida.

Escola do Legislativo
A Escola do Legislativo localizada na zona norte da cidade foi desativada. Recentemente inaugurada, sequer chegou a funcionar e já está de portas fechadas. O proprietário do prédio (uma antiga casa de shows – Planetário), Marlon da Costa Borges, encaminhou documento ao presidente da Casa na época, deputado Moisés Souza, pedindo a desocupação do imóvel. O setor de patrimônio da AL também não registrou nenhum dos equipamentos ou móveis encontrados no local. Criada para oferecer cursos à comunidade, a Escola teve seu trabalho limitado à capacitação exclusiva dos servidores do Poder Legislativo.

Posse no TCE
Enquanto os conselheiros afastados Regildo Salomão, Amiraldo Favacho, Manoel Dias e Júlio Miranda continuam “lutando” na Justiça para retornar ao Tribunal de Contas do Estado – TCE, na última quinta (02), a presidente em exercício, conselheira Elizabeth Picanço, deu posse aos novos servidores efetivos da instituição. Aprovados no último concurso, realizado em janeiro deste ano, cerca de 30 servidores de nível médio e superior já estão ocupando suas funções no órgão de fiscalização.

Café Pingado

Pendrives
Mochila com pendrives contendo arquivos sigilosos foi roubada de um Gol oficial, de placas NEN 7494, de propriedade do MPE/AP, no dia 27 de junho. As investigações levaram à denúncia de cinco pessoas com pedido de prisão, entre elas o deputado Moisés Souza, sua esposa Regilene Gurgel, os radialistas Pedro da Lua e Rodrigo Portugal, e o delegado de polícia civil Paulo César Martins.

Redistribuição
A desembargadora Sueli Pini negou os cinco pedidos de prisão feitos pelo MPE/AP no caso do suposto roubo da mochila com os pendrives. Porém, a negativa teria sido motivada pelo fato de ter sido apresentada uma única denúncia envolvendo os cinco nomes. Pini, então, teria desmembrado a denúncia e a encaminhado para uma das varas criminais da Justiça. Na sua compreensão, os indícios não apontariam de forma igual para todos.

“Espetáculo”
No microblog Twitter, logo após a informação do pedido de prisão contra Moisés Souza e mais quatro pessoas, veiculada em primeira mão com detalhes da denúncia pelo Café com Notícia, o advogado e presidente da Emdesur/PMM, Vicente Cruz, escreveu: “pedidos de prisão, como esperado, começam a pipocar. É só o começo”. E completou com espetada no MPE/AP, autor da denúncia: “Plateia tem para o espetáculo!”.

Do blog de Alcinéa Cavalcante

A reinauguração da Galeria e inauguração Memorial Alcy Araújo

Postado por: Alcinéa Cavalcante

05.08.12 2:47 pm

Momento de muita emoção, poesia, lirismo e cultura. Foi assim, sexta-feira à noite, a reinauguração da Galeria Alcy Araújo e inuguração do “Memorial Alcy Araújo” na Biblioteca Pública Elcy Lacerda. Uma homenagem do Governo do Estado a um dos maiores poetas que o Amapá já teve e ícone da imprensa amapaense.

Velhos amigos vieram de longe para reverenciar a memória do poeta, escritor e jornalista. Amigos da famíla, poetas, músicos, jornalistas, pessoas envolvidas com a cultura lotaram a Biblioteca Pública e viveram momentos mágicos. Parecia que os anjos – tão presentes da obra de Alcy – estavam todos lá, iluminando o ambiente e houve até quem sentisse o perfume das flores cultivadas em seus poemas no livro “Jardim Clonal”.

Professores Paulo e Idália Lobato

Ainda estou emocionada. E sob forte emoção me é difícil escrever. Então, vou postar o texto produzido pela assessora de comunicação do Governo do Estado, Mariléia Maciel, e as fotos de Márcia do Carmo.


Mas antes deixo um agradecimento especial ao governador Camilo Capiberibe, primeira-dama Cláudia Capiberibe (fez um discurso lindo e contou o quanto gosta da poesia do Alcy), ao secretário de cultura Zé Miguel (conhecedor da obra do Alcy e não conseguiu conter as lágrimas ao discursar sobre o poeta), ao Nonato Leal (amigo-irmão parceiro de Alcy, vencedor com ele de vários festivais e de sambas de enredo), a Luli Rojanki, gerente da Biblioteca que – junto com sua equipe – cuidou de tudo com o maior carinho. E a todos que compareceram ao evento.

Alcy Araújo, o Poeta do Cais, é homenageado com memorial
na Galeria que leva seu nome
Texto: Mariléia Maciel
Fotos: Márcia do Carmo

A Galeria Alcy Araújo, localizada na Biblioteca Elcy Lacerda, foi reinaugurada na sexta-feira, 3, homenageando o poeta, escritor e funcionário público que veio do Pará e se encantou por Macapá.

A novidade é um memorial que foi criado para guardar seu acervo pessoal.

O espaço é dedicado à memória de Alcy Araújo e tem exposto publicações, fotos e objetos pessoais como o cinzeiro, a máquina de datilografia, caneta, discos, copos, cachimbo e outros elementos. Os itens foram doados pela família e amigos.

A gerente da Biblioteca, Lulih Rojanski, informou que a Galeria já existia e que, com a reforma, o espaço foi reorganizado e ampliado.”Estamos homenageando este ícone da literatura amapaense, que foi Alcy Araújo, com este memorial dentro da biblioteca. Estamos proporcionando que as pessoas conheçam sua obra e um pouco de sua vida pessoal“, falou Lulih.

O secretário de Estado da Cultura, Zé Miguel, poetizou o ato dizendo que a Galeria é a melhor forma de homenagear Alcy, que declarou na poesia “Jardim, Pode”, que não gostaria de ser nome de rua ou beco quando morresse, para não ser pisado, preferia ser nome de jardim. “Aqui, ele não será pisado. Neste local pode-se sentir o perfume que brotava do coração de Alcy, que atingia o coração de todos. O coração dele ainda é um grande jardim”, disse o secretário.

A reinauguração da Galeria foi pensada pelo secretário e pela família de Alcy Araújo. O memorial foi aprovado por todos os familiares. “O Estado que valoriza a cultura investe na melhoria do ser humano. Nosso pai também valorizava a cultura do Amapá. Estamos muito felizes e emocionados com esta homenagem“, falou a jornalista e administradora Alcilene Cavalcante, filha de Alcy.

A primeira-dama do Estado, Cláudia Capiberibe, esteve presente e falou da importância da valorização da memória por parte de um governo. “A política nos dá prazeres como esse, de inaugurar um espaço que valoriza pessoas como o Alcy Araújo. O governo investe em cultura porque ela dá possibilidades para abrir espaços fundamentais, como a Galeria”, finalizou a primeira-dama.

Um recital de poesias de Alcy com o Movimento Poesia na Boca da Noite, a participação de Nonato Leal, que foi amigo do homenageado, fez parte da programação. Além da exposição permanente sobre Alcy, a Galeria está aberta para exibição de trabalhos de outros artistas, como lançamento de livros, encontros literários, exposições fotográficas e outras manifestações artísticas.

 

Faleceu D. Dalva Diniz

Blog registra com tristeza o falecimento da querida D. Dalva Diniz, ocorrido ontem, sábado. D. Dalva é esposa do empresário João Diniz, da casa Milena, e mãe do advogado Américo Diniz, do empresário Francisco Diniz e da eterna e mais bela Miss Amapá, Fátima Diniz, falecida em 1985, aos 21 anos.

Repiquete é Memória

Torre do Trem: marco de um magnífico trabalho paroquial.
HÉLIO PENNAFORT-Da Editoria de Cultura ( Não sei o ano e nem o jornal)


“Faz um bom tempo. O canoeiro Chico Gonçalves vinha vindo da Ilha Viçosa com o seu carregamento de peixe. Logo que passou o Pau cavado e deu pra ver o descampado da cidade, observou que alguma coisa nova e diferente estava surgindo na paisagem de Macapá. Estranhou e quis ver de perto “aquela coisa alta”. Fizeram sua vontade. E lá foi o pescador conhecer a torre da igreja do Trem, já então um símbolo do bairro mais populoso e mais animado da capital.
Só esqueceram de dizer ao Chico que aquela torre e aquela igreja foram resultados do maior trabalho comunitário já acontecido por aqui e serviram também para expor o dinamismo e a perseverança de um padre que até hoje é reverenciado pelos católicos macapaenses.

Quando o padre Antônio Cocco recebeu a incumbência de vigariar a paróquia do Trem, ele e seus paroquianos armaram um barracão, onde foram realizadas as primeiras reuniões com vistas à construção da igreja. Com a amizade consolidada no meio, o trabalho começou, unindo na missão operário, crianças, jovens e adultos, de todas as camadas sociais. Os recursos chegavam de diversas partes. Colaborou a indústria, ajudou o comércio, e o material ia se acumulando. As carradas de areia, pedra e tijolos, muitas custaram apenas um pedido do padre Antônio ao Belarmino Paraense de Barros, nessa época paroquiano do Trem e administrador da Olaria Territorial. Certa ocasião, o Walter Banhos lembrou para a Voz Católica: “Dava gosto a gente ver a turma trabalhar. Os mais velhos se encarregavam do preparo das massas, do transporte de materiais pesados. E os meninos levavam os tijolos e as telhas. Pouco a pouco. Tinha guri que só podia mesmo com um tijolo, mesmo assim passava horas e horas ajudando a construir a igreja.”
Não demorou muito, portanto, para o bairro do Trem receber uma igreja grande, nova e moderna.
Mas as idéias do padre Antônio não pararam por aí. Meteu na cabeça que uma torre – mas uma torre bem alta – deveria ser o marco daquele magnífico trabalho paroquial.
Novas reuniões com os paroquianos, já na igreja nova, e a idéia começou a sair do terreno da imaginação. Novas campanhas, outros pedidos, e mais uma vez o empresariado se mostra generoso e não nega sua ajuda para mais uma obra da paróquia.”

Foto e texto da comunidade Bela Macapá, no Facebook.

Escrevi esse post em 2010. Mas vale a pena ler de novo. “O que fizeram com a nossa Feira?

Feira3-CIMG0171

Estão acabando com a Feira Municipal. Disseram que ia virar um camelódromo chamado de shopping Popular.

Até agora o espaço da Feira, virou um local trash, com feirantes agonizando, jogados perigosamente em calçadas de ruas movimentadas e consumidores sem as mínimas condições de usar seu tradicional espaço de compras de frutas, verduras, farinha, camarão, tucupi, caranguejo e outros produtos da cultura alimentar amapaense.

Pupunha
Pupunha

Tá chocado? Pois tem mais. Os escombros deixados pelas autoridades municipais transformaram-se, a noite, numa verdadeira cracolândia e em esconderijo de bandidos que roubam a área do comercio.

Feira-CIMG0168

A idéia de “gerico” de transformar a Feira em Shopping de Camelô, já é por demais estapafúrdia. E estranha.

Baseado em quê se toma a decisão política de que garantir espaço para a venda de quinquilharias e bugigangas pirateadas é mais importante do que manter o espaço de comercialização de alimentos, escoados das nossas já pobres comunidades produtoras? CDs Piratas de brega, bijuterias e roupas falsificadas que duram uma novela, tem mais “glamour” que as farinhas, taperebás, camarões e caranguejos? Deve ser isso que passa em mentes apequenadas pra gestionar os espaços urbanos, e a geração de renda e postos de trabalho de pequenos negócios tradicionais.

Vendedor de Camarão que trabalha há 51 anos na Feira.
Vendedor de Camarão que trabalha há 51 anos na Feira.
Essa tem 40 anos na Feira
Essa tem 40 anos na Feira

E eu quero nascer tartaruga em outra encarnação, se o tal shopping popular, quaaaando ficar pronto um dia, não vai logo ter dono, explorando os camelôs de verdade.

Um pouco de cultura faz bem. Em cidades civilizadas, feiras e mercados são a cara de seu povo e mostram sua cultura. Ao invés de despejar os feirantes, todos com décadas de trabalho na Feira Municipal e uma vida dedicada a essa atividade, deveriam era revitalizar, transformando num lugar bacana para todos, feirantes e consumidores.

#ProntoFalei

Dê sua opinião sobre o assunto aí na caixinha de comentários.

Aham

Jornalista Luis Mélo, registrou ontem no twitter (@luizmelodiario) como anda o clima do presidente afastado da Assembléia Legislativa, Moisés Souza.

@luizmelodiario – “Moisés Souza me disse hoje ter “carta na manga” que ao lançar mão vai ter efeito de um tsunami”.

@luizmelodiario – Ah, disse também que vai ter gente na cadeia: É como a gente fala: “segredo não se conta. Se publica”.

Adoro.