Fumaça, fogo e + iluminação cênica na Fortaleza de São José, assustaram os moradores de Macapá na noite de terça-feira

Um incêndio em vegetação roçada no entorno da Fortaleza de Macapá, com muita fumaça e efeito visual potencializado pela iluminação cênica, assustaram a população e logo as imagens se espalharam pela internet, na noite dessa terça-feira, 14.07

Segundo informações da Secretaria de Cultura do estado e do Corpo de Bombeiros o fogo não causou nenhum tipo de dano ao patrimônio histórico e afirmaram, em nota, que as luzes cênicas do entorno do monumento deram um efeito maior do que a real proporção do ocorrido.

Que susto! A Fortaleza de Macapá é um dos maiores patrimônios históricos do Brasil

Bioparque da Amazônia: equipe é treinada para Guias do Circuito de Aventura

A equipe de funcionários do Bioparque da Amazônia durante dois dias participou de treinamento do Circuito de Aventura, que compõe três novas modalidades: arvorismo, parede de escalada e trilha suspensa, incluindo a tirolesa. O circuito agora está completo e recebeu o arvorismo, a parede de escalada e mais a pracinha da Biodiversidade. O treinamento foi feito pela empresa MSV Adventure, responsável pela instalação da estrutura das modalidades. A nova atração estará disponível para os visitantes quando o parque reabrir.

De acordo com o supervisor operacional, Denilson Nunes, que ministrou o treinamento, qualquer pessoa acima de 3 anos de idade pode participar, desde que não tenha problemas cardíacos e outros com altura, pressão alta. O peso máximo é 110 quilos. “A primeira modalidade será a parede de escalada, que possui 8 metros de altura. Em seguida segue pela trilha de arvorismo, com 300 metros de extensão e 7 metros de altura, que passa por cima de vários pontos do parque, como trilhas, incluindo animais. E finaliza na tirolesa, de 270 metros, que já estava na ativa antes da pandemia”, informa.

A coordenadora da Biodiversidade do Bioparque, Tatiana Costa, explica que essas modalidades terão guias, e este é o motivo do treinamento, pois a equipe está recebendo as orientações e fazendo todo o circuito, testando os equipamentos para garantir a segurança para os visitantes e praticantes de aventura. “A equipe ficará cuidando do circuito de aventura e terá todo o equipamento para quem for praticar as modalidades, que contará com a manutenção periódica para garantir a segurança”.

Durante o treinamento, a equipe recebeu capacitação teórica e prática para utilizar os equipamentos de proteção. “Eles receberam conhecimento teórico e prático dos EPIs, e de como conduzir os grupos que irão participar do circuito. Todos os equipamentos foram testados na estrutura, com a presença de fiscais quando ficaram prontos, que assistiram aos testes, estão com toda a documentação e prontos para funcionarem, e agora a equipe do parque está se preparando para a utilização e condução dos visitantes nas modalidades”, explica Denilson.

Secretaria de Comunicação de Macapá

Fotos: Gabriel Flores

Waldez e Davi alinham andamento do plano de obras para o Amapá

 

O governador do Amapá, Waldez Góes, acompanhado de gestores do Executivo estadual, tratou sobre o andamento do Plano de Obras para o estado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em videoconferência, na noite desta segunda-feira, 13. Durante a reunião, foram elencadas as obras em andamento e novas projetos para os setores da saúde, segurança, turismo e mobilidade urbana.

O governo apresentou as etapas atuais de cada obra para que o senador acompanhe o andamento dos projetos e garanta a liberação de recursos para investimentos no estado.
São obras com recursos da Bancada Federal, articuladas pelo senador Davi, entre elas as 16 da área de Segurança Pública; e também de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como o Plano Rodoviário Estadual e habitação.

Góes reforçou na reunião a importância do apoio do senador Davi para a liberação de recursos para o Amapá.
“Agradeço esse apoio que tem sido fundamental para conseguirmos recursos para investir no nosso estado. Não só com emendas, mas na defesa de pautas como a lei do auxílio financeiro para os estados, que foi uma grande construção do mandato do presidente Davi”, lembrou o governador.

O presidente do Senado se colocou à disposição da equipe de governo para avançar nas etapas das obras.
“Além dessas obras que estão em andamento, ainda temos recursos para investir na agricultura, turismo e cidadania”, afirmou Alcolumbre.

A cada 15 dias as equipes do governo e do senador reunirão para monitoramento constante do andamento das obras, com o objetivo de agilizar a entrega dos aparelhos que melhorarão a vida do cidadão amapaense.

Saiba como funciona o Portal da Transparência Coronavírus em Macapá

Você já parou para pensar o porquê de existir um Portal Transparência? Mais ainda, qual a relação dele com os Contratos Emergenciais firmados para o enfrentamento da Covid-19?

O Portal da Transparência é uma importante ferramenta, onde o cidadão pode acompanhar como os governos Municipais, Estaduais e Federal utilizam os recursos públicos. Aqui, no caso, como a Prefeitura de Macapá tem utilizado os recursos, inclusive no período da pandemia. Logo, uma importante ferramenta para o exercício da cidadania, para o controle social e para a transparência pública.

De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), em seu site (https://www.gov.br/cgu/pt-br), o objetivo do Portal da Transparência é “dar acesso livre, no qual o cidadão pode encontrar informações sobre como o dinheiro público é utilizado, além de informar sobre assuntos relacionados à gestão pública do Brasil”.

Frente a isso, vale também lembrar que o acesso e a divulgação de informações públicas estão previstas na Constituição Federal de 1988, na Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), na Lei Complementar nº 131/2009 (Lei da Transparência) e na Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação).

Segundo o ouvidor-geral da Prefeitura de Macapá, Magdiel Ayres, nesse período de pandemia foi criado um portal exclusivo para divulgar como está sendo gasto os recursos no combate ao novo Coronavírus. “Onde divulgamos os contratos emergenciais voltados ao combate à Covid-19. Estes são regulados pela Lei nº 13.979/2020, que dispõe sobre as medidas para o enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do vírus, trazendo a possibilidade de dispensa de licitação para todas as contratações ou aquisições realizadas no período da pandemia”, diz.

A Prefeitura de Macapá disponibiliza todas as informações no seu Portal Transparência Coronavírus (https://macapa.ap.gov.br/coronavirus/transparencia/). “Pois, assim, a sociedade pode acompanhar como está sendo gasto o recurso público para combater a pandemia, de onde esse recurso veio e também como foi realizada a contratação ou aquisição. Ademais, não é necessário nenhum tipo de cadastramento para obter essas informações, pois elas são acessíveis, pesquisáveis e em diversos formatos, inclusive, o formato aberto”, informa o ouvidor Ayres.

Amapá lança programa que qualifica empresas para exportação

 

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento da cultura exportadora no Amapá, o governo do estado lançou mais uma edição do Programa de Qualificação para a Exportação (PEIEX). A ação é um acordo de cooperação técnica e financeira entre Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (FAPEAP) – liagada à Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) – e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
O PEIEX é uma iniciativa presente em todo o Brasil que visa qualificar as empresas para que estejam aptas a buscar e aproveitar as oportunidades de expansão internacional de forma planejada e segura.


No Amapá, o PEIEX está ativo desde maio de 2019 e teve seu lançamento oficial em setembro do mesmo ano. O programa atende atualmente 29 empresas de bens, serviços e cooperativas.

“Economicamente, o aumento das exportações gera uma melhora em diversos setores econômicos, desde prestação de serviços até o melhoramento de produtos”, ressalta Ruthele Sena, monitora do Núcleo Operacional do PEIEX de Macapá.
Ela destaca que programas como o PEIEX são de grande relevância para o Brasil, sobretudo para o Amapá.

“De uma certa forma, o projeto inaugura a cultura exportadora no estado. Temos dados que mostram que a participação do Amapá nas exportações brasileiras ainda é muito pequena, tendo em vista que o Brasil é um país altamente exportador. Nosso estado ocupa atualmente a 22ª colocação”, explicou.
Ela ressalta que, com o aumento das exportações pelo Amapá, haverá uma melhora também na economia local, aumento da empregabilidade, surgimento de oportunidades de trabalho com mão de obra qualificada, valorização dos produtos e sobretudo crescimento dos empreendimentos do estado, causando um efeito em cadeia que gerará um desenvolvimento significativo.

A monitora acredita que o desenvolvimento de uma região é resultante da convergência de elementos diversos que impulsionam a atividade econômica como motor deste processo. Neste sentido, o empreendedorismo tem papel fundamental no dinamismo econômico local, pois os empresários são responsáveis pela eliminação de barreiras comerciais e culturais, diminuição de distâncias e pela globalização e renovação dos conceitos econômicos locais. Desta forma, também acabam criando novas relações de trabalho e novos empregos, gerando riqueza e oportunidades de desenvolvimento.

O tempo entre acessar o PEIEX e começar a exportar é relativo, pois depende do esforço de cada empresário, das suas condições financeiras e de quanto ele se dedicará durante o processo de qualificação/atendimento no Programa.

A metodologia do programa estima que em um universo de dois anos a empresa esteja apta a se inserir no mercado internacional. O tempo de atendimento no programa, porém,  varia de seis a oito meses, dependendo da modalidade de exportação escolhida (direta ou direta e indireta), se a empresa já possui contatos internacionais, se já recebeu propostas para venda no mercado externo ou se ela buscará essa inserção por seus próprios meios.

Justamente por isso, o tempo de atendimento não é absoluto, os planejamentos e atendimentos são individualizados e personalizados para cada empresa.

Qualificação empresarial

O PEIEX é desenvolvido pela Apex-Brasil, que tem como missão promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira.

Um dos mecanismos de atuação da Agência é a qualificação empresarial, onde atua na capacitação, consultoria e assessoria oferecidos com o objetivo de incrementar a competitividade e promover a cultura exportadora nas empresas, preparando-as para os desafios do mercado internacional.
Para participar desse Programa e aproveitar as oportunidades de expansão mercadológica, basta solicitar a visita da equipe técnica do PEIEX. A iniciativa é subsidiada e não gera nenhum custo direto para a empresa, mas esta deve estar disposta a dedicar tempo e investir na melhoria do seu negócio.

Os empresários amapaenses que tiverem interesse em ampliar o seu mercado e exportar seus produtos podem entrar em contato com o Núcleo Peiex Macapá, através do telefone: (96) 98131-6504, pelo Instagram @peiex.macapa, ou pelo e-mail: [email protected]
Exportações do Amapá
Localizado no extremo Norte do Brasil, o Amapá se destaca no cenário nacional por ser o estado mais bem preservado ambientalmente. Tem a 25ª maior economia do País, representando 0,2% de tudo que é arrecadado no Brasil. Com crescimento de 1,7% em 2017, superando a queda de 4,9% do ano anterior, o Amapá voltou a apresentar alta no Produto Interno Bruto (PIB), calculado em R$ 15,48 bilhões. Tal desempenho foi superior à média nacional daquele ano, fixada em 1,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019.
O Estado do Amapá é geográfica e estrategicamente bem localizado, fazendo fronteiras com Suriname, Guiana Francesa e o Oceano Atlântico, mas, ainda assim, não é tão bem colocado quando se trata de exportação. No ano de 2019, os portos do Amapá movimentaram juntos 1.635.584 toneladas, das quais 90,1% entraram ou saíram pelo Porto de Santana, o principal do estado.  Em 2019, ainda, o estado ficou na 22ª colocação nacional, tendo exportado cerca de US$ 261 milhões em produtos. A participação do Amapá nas exportações brasileiras foi de 0,1% e, em 2020, segue na mesma colocação.
A balança comercial do estado nos mostra um superávit, ou seja, o estado exportou mais seus produtos do que importou, gerando um valor de US$ 135 milhões em saldo, conforme dados do ComexStat relativos ao ano de 2019. De janeiro a maio de 2020, o Amapá já exportou cerca de US$ 99,2 milhões, ou seja, mesmo com a pandemia foi possível continuar as operações de exportação, respeitando os protocolos sanitários da Organização Mundial da Saúde – OMS.
Aliás, contrariando as expectativas da Organização Mundial do Comércio, que prevê queda de 13% a 32% nas trocas internacionais em 2020, o Brasil foi o único país do G20 (Grupo dos 20 países mais ricos do mundo) a expandir seu volume exportado no primeiro quadrimestre de 2020. Este movimento é alimentado pela crescente vontade das empresas brasileiras em entrarem no mercado exterior, buscando a expansão de seu lucro com um dólar em alta e a redução do risco frente a possíveis crises futuras.

Recém-revitalizada pela Prefeitura de Macapá, rotatória da Rua Hildemar Maia é alvo de furto de plantas ornamentais e cabos elétricos

A revitalização e a iluminação da rotatória da Rua Hildemar Maia, no bairro Beirol, foram concluídas pela Prefeitura de Macapá na última sexta-feira, 10. Já na madrugada desta segunda-feira, 13, a Secretaria Municipal de Iluminação Pública, durante vistoria de rotina, constatou vários atos de vandalismo no local.

 

Um Boletim de Ocorrência já foi registrado para que o caso seja apurado. Houve depredação e furtos de cabos elétricos, projetores de LED (14 unidades), bases de projetores e rede elétrica subterrânea, que faziam parte da iluminação pública de destaque da rotatória, todas instaladas no dia anterior. “Esse tipo de crime prejudica os usuários e gera gastos ao poder público, porque os cabos têm que ser repostos para que a iluminação seja restabelecida”, explica o secretário de Iluminação Pública de Macapá, Wilton Favacho.

 

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Postura Urbana, responsável pelo paisagismo da cidade, também foi notificada sobre o fato, devido ao furto de duas palmeiras da espécie cica e oito mudas de torênia. “Não é a primeira vez que é preciso fazer a reposição de plantas por conta de furtos. O paisagismo da rotatória da Hildemar Maia foi concluído e entregue à população há pouco mais de dois dias. O lugar é patrimônio público, é um bem de toda sociedade, deve ser usufruído e conservado de forma coletiva. Todos devem ter essa conscientização”, pondera o secretário municipal de Meio Ambiente, Márcio Pimentel.

 

Restabelecimento

 

Sobre o furto de materiais que comprometeram o sistema de iluminação pública, o programa Macapaluz irá fazer um levantamento e providenciar os reparos dos danos, o que levará algum tempo. A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Postura Urbana também deverá repor as plantas levadas da rotatória.

 

O que diz a Lei

 

Art. 155 – Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa. Lei nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1998: Art. 49 – Destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia: pena – detenção de três meses a um ano, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Parágrafo único: no crime culposo, a pena é de um a seis meses ou multa.

 

Secretaria de Comunicação de Macapá

Tem mais doçura no céu com a chegada da professora Ana Alves de Oliveira

Faleceu, aos 85 anos, vítima de COVID, a professora  Ana Alves de Oliveira. Viúva do mecânico de avião, Arlindo Oliveira, o seu Arlindo.

A professora Ana era a própria doçura em forma de mulher. Conhecia desde criança, pois era uma das melhores amigas de minha mãe. E essa amizade ela eternizou conosco, as filhas.

Ela, um exemplo de bem viver. Com 83 anos lançou seu primeiro livro de poesias. E estava finalizando o segundo livro, que iria ser prefaciado pela minha irmã Alcinéa Cavalcante.

Lançamento de seu livro. Foto de Flávio Cavalcante

E estava todos os dias no facebook, deixando mensagens carinhosas nas fotos e postando poesias. Me mandava quase todos os dias, poesia pela caixinha de mensagens.

Uma das poesias na minha caixinha de mensagens

Vai deixar o céu mais doce.

 

Três amigas, três educadoras, participando de um congresso em Curitiba. Professora Mineko Hayashida. Minha mãe, professora Delzuite Cavalcante e a professora Ana Alves de Oliveira.

 

 

Prefeito Clécio Luís cumpre agenda em Brasília em busca de recursos para obras de Macapá

O prefeito de Macapá, Clécio Luís, cumpriu agenda intensa em Brasília (DF) para resolver a liberação de emendas, projetos e benefícios para melhorias da cidade. Na capital federal, o chefe do Executivo municipal participou de uma reunião junto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre e representantes da Caixa Econômica Federal, para tratar de análise de projetos, pavimentação, entre outras obras para Macapá.

Dando prosseguimento à agenda, Clécio reuniu com o general Poty, representante do Programa Calha Norte, onde também foi tratado sobre obras, recursos e melhorias para os bairros e praças. Segundo o prefeito, é fundamental contar com o apoio dos parlamentares. “Estamos tendo total apoio do senador Davi, para que possamos juntos resolver a conclusão de nossas obras, pavimentação e a liberação de recursos, que são fundamentais para o desenvolvimento”, explicou.

Clécio também foi ao Ministério da Saúde, onde tratou da liberação de recursos para a construção da Policlínica. Ao final, em uma audiência com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho e o secretário nacional de Mobilidade Urbana, Tiago Pontes, foi discutido sobre os recursos para a pavimentação de Macapá, com projetos que foram aprovados no fim de 2019.

O senador Davi Alcolumbre disse que a conclusão de diversas construções é primordial para o desenvolvimento da cidade. “Estamos fazendo tudo que é possível para que essas obras possam ser inauguradas e levem à população mais qualidade de vida”, enfatizou.

Secretaria de Comunicação de Macapá

Defesas psicológicas postas à prova na pandemia. Emoção, medo e a visão holística da saúde: O pensamento cria sentimentos no corpo

*Renata Ferraz – Psicóloga Clínica 

Considerando que as emoções trazem significados e conexões para nossa vida, porque ninguém nunca nos explicou como lidar com elas, controlá-las ou até mesmo mudá-las? Talvez não sejamos conscientes de tudo que sentimos, pois ao longo do nosso cotidiano e dos anos, vivenciamos e experenciamos inúmeras emoções sem nos darmos conta. Aprender a identificar desde cedo as emoções e as suas intensidades, expressas nos sentimentos vivenciados, ajuda-nos na construção do autoconhecimento e na resolutividade de alguma situação-problema.

As emoções são fundamentais para nossa sobrevivência, bem como para o desenvolvimento psíquico e social. São instrumentos importantes em um processo de aprendizagem no qual se constrói nossa visão de mundo, visto que cada experiência, sendo boa ou ruim, deixa em nós uma marca indelével. É um grande erro reprimir e/ou suprimir nossas emoções, recalcando o sentimento vivido no subconsciente o que pode desencadear alterações, tanto físicas, quanto mentais.

Quando há acúmulo de sentimentos reprimidos e dificuldade de elaborar e ressignificar as emoções, o organismo entra em desequilíbrio, resultando em um processo de adoecimento com somatizações físicas oriundas de sofrimentos emocionais experienciados. A visão holística de saúde abrange a dependência emocional e física, haja vista que nossos pensamentos criam sentimentos no corpo, transformando essas emoções em manifestações físicas (psicossomatização). Com isso, ideias negativas advindas de pensamentos mórbidos tendem a eclodir medo e propagam pânico diante das incertezas, originando possíveis distúrbios psíquicos e transtornos mentais. 

O medo, cuja função emocional é de preservação frente a uma situação de perigo, nos adverte e nos prepara para agir em defesa própria. Mas quando, o mesmo, provoca uma reação de bloqueio ou até de negação, que impossibilita a mobilização de uma ação adequada, acaba tendo um efeito emocional desorganizador, podendo levar ao desenvolvimento de sintomatologias psicossomáticas graves, que resultem em limitações e comprometimentos das relações sociais, afetivas e profissionais, afetando a qualidade de vida. Normalmente, para o aparecimento do medo é necessário um estímulo que provoque ansiedade e insegurança no indivíduo. Entretanto, em determinadas situações, o medo pode ser despertado a partir de uma ideia desagradável que causa em nós incômodos geradores de ansiedades.

No atual cenário de pandemia em que se encontra o mundo, o medo se tornou um sentimento frequente, uma vez que o coronavírus com iminente contágio e elevado número de mortalidade nos leva a seguir, quase obrigatoriamente, as orientações recomendadas pelos especialistas e órgãos da saúde, motivados pelo temor de contrair ou contaminar pessoas com uma doença até então totalmente desconhecida para a comunidade médica e científica. A iminência da contaminação por um vírus desconhecido origina em algumas pessoas medos excessivos que desencadeiam obsessões por limpeza e higiene, como forma de aliviar a tensão e desconfortos emocionais ou o total isolamento social, acarretando atitudes antissociais e de reclusão compulsiva. 

Estamos em um momento difícil, no qual nossas defesas psicológicas estão sendo colocadas à prova, podendo não dar conta da manutenção do nosso bem-estar. Mudanças bruscas de rotinas diárias em casa, no trabalho e nos relacionamentos familiares; reclusão do convívio social; proximidade da morte; incerteza sobre a vida e o endividamento financeiro são fatores que maximizam a dimensão real de problema que já é marcado por muito estresse e adoecimentos físicos e psíquicos. 

Os danos decorrentes da pandemia pela COVID-19, tais como: a superlotação dos hospitais, falta de leitos específicos de UTI, respiradores, e outras ocorrências evidenciadas em larga escala nas mídias sociais e nos meios de comunicação, mostram a fragilidade da nossa saúde, tanto na esfera pública quanto privada, aumentando na população em geral o receio de não conseguir os cuidados adequados necessários. E o fato de muitos acometidos pelo vírus terem diferenciado quadros sintomáticos: alguns apresentam sintomas leves, alguns mais graves e outros totalmente assintomáticos, não garantem a estabilidade, recuperação e as sequelas resultantes do quadro clínico.

Devido o alcance global, o medo se espalha rapidamente, podendo até levar pessoas a desenvolverem sintomas da doença mesmo não tendo sido infectados, fazendo-os acreditar que contraíram o coronavírus, apresentando sintomatologias psicossomáticas de: taquicardia, falta de ar, distúrbios gástricos, insônia, ansiedade, inquietação, tensão, preocupação excessiva com a transmissão ou com contágio de terceiros. Neste contexto deflagrado pelo pavor, constam ainda os indivíduos infectados, que apesar de recuperados, apresentam medo e sofrimento emocional com os danos causados pela doença. 

Nesse cenário é preciso compreender que vencemos o medo quando trabalhamos a nossa inteligência emocional a favor da razão, ou seja, racionalizando o pânico através de diálogos internos, buscando desenvolver o hábito de não o alimentar. Deve-se perceber que sofrer silenciosamente nunca é a melhor alternativa. Os sintomas precisam ser observados e respeitados por suas limitações, pois não se deve esperar que o descontrole físico e/ou emocional ocorra para buscar ajuda profissional especializada.

Live de encerramento do Festival Brasil Sabor Especial Delivery é neste sábado, 11.07, com cozinha show, debates, música e melhores da gastronomia

O Sebrae-Amapá e a Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel-Amapá) realizam neste sábado a live de encerramento do Festiva Brasil Sabor Especial Delivery, que será transmitida nos canais no youtube e páginas no Facebook do Sebrae Amapá e Abrasel.

Veja a programação:

Cozinha Show 

Com o chef italiano Orazzio Cattani, do restaurante Il Giardinetto, e o Chef Charcuteiro (especialista em defumação de alimentos), Rafael Salviano.

Debates

“Impactos Econômicos e Medidas de apoio ao Setor de Alimentação” com o superintendente do Sebrae, Valdir Ribeiro e o senador Randolfe Rodrigues. “Turismo e Inovação” com o secretário de Ciência e Tecnologia, Rafael Pontes e a secretária de Turismo, Rosa Abdon.

Palco Tucupi 

Show com a diva Hanna Paulino

Prêmio Melhores da Gastronomia 

Serão anunciados os vencedores das categorias: gastronomia oriental, gastronomia italiana e pizzaria, gastronomia funcional, churrascaria/espetaria e melhor restaurante a quilo.

 

Centro Especializado em Reabilitação da Prefeitura de Macapá oferece atendimento de fisioterapia e psicologia para tratamento pós Covid-19

O Centro Especializado em Reabilitação (CER) do município de Macapá está oferecendo atendimento de fisioterapia e psicologia para tratamento de pacientes pós Covid-19. O serviço pode ser agendado pelo número (96) 98802 – 8388, em horário comercial.

 

“Devido ao contexto de isolamento e às peculiaridades da doença, a importância da recuperação do paciente após a Covid-19 é essencial. Existem dificuldades respiratórias, cansaço físico e até mesmo angústia causada pela incerteza da pandemia”, destaca a diretora do Centro, Rielly Macedo.

 

As especialidades ofertadas buscam contribuir na recuperação dos pacientes que já tiveram a doença em estágio mais grave, além de ajudar na capacidade pulmonar e motora de quem já se curou e também no apoio psicológico de quem precisou ficar totalmente isolado da família.

 

O Centro está agendando o serviço desde o início de julho e oferece 8 fisioterapeutas e 4 psicólogos para o atendimento. O espaço funciona na Rua Pupunhas, Loteamento Açaí.

Centro Especializado em Reabilitação

 

A obra foi entregue em 2018 e é executada com recursos do Programa Voluntário do Ministério da Saúde. O espaço oferece serviço de reabilitação física, intelectual e visual, com a capacidade mensal para mil atendimentos. Conta também com equipe de médicos, fonoaudiólogos, oftalmologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, gastroenterologista, gastropediatra, neurologista e ortopedista.

 

Secretaria de Comunicação de Macapá

“Habitação Popular na Amazônia: O caso das ressacas de Macapá”. Livro da amapaense Bianca Moro, doutora em urbanismo

Já está disponível para venda na Amazon.com, o livro da professora da Unifap Bianca Moro de Carvalho, “Habitação Popular na Amazônia: O caso das ressacas de Macapá”. O lançamento da obra foi adiado, em virtude da pandemia.

Bianca é doutora em urbanismo pela Universidade do México e mestra em Planejamento Urbano e Moradia pela escola de Arquitetura de Londres.

O livro é um grande trabalho de investigação e pesquisa sobre habitação irregular na Amazônia brasileira, especialmente as áreas de ressacas de Macapá.

Em seus capítulos, a autora apresenta pesquisas e estudos, sobre a Política de Habitação no Brasil; a história da ocupação do Amapá; e o estudos de caso das ressacas do Pacoval, Beirol, Chico Dias e Lagoa dos Índios.

O prefácio foi escrito pela promotora do Meio Ambiente e Procuradora-Geral do Ministério Público do Amapá, Ivana Cel.

Professora Bianca Moro

 

 

Prefeito Clécio divulga nota de pesar pelo falecimento do ambientalista Alfredo Sirkis

Recebemos consternados no fim da tarde desta sexta-feira, 10, a notícia de que o ambientalista, jornalista e escritor Alfredo Sirkis faleceu em um acidente de carro no Rio de Janeiro.

Generoso, Sirkis estava nos ajudando em Macapá, na construção da Agenda 2030, a agenda universal pelo planeta e pelas pessoas. E veio visitar nossa cidade, em 2019, colaborando com o nosso plano de ação para políticas inclusivas e justas com as pessoas e com o meio ambiente.


Pioneiro na luta ambiental no Brasil, referência internacional no assunto, ele deixou a política, onde exerceu mandato parlamentar e foi candidato a presidente da República pelo PV, para se dedicar integralmente às causas ambientais e climáticas.

Ícone de minha geração e de outras pelo seu premiado livro “Os Carbonários – Memórias da Guerrilha Perdida”, escrito na volta do exílio, onde mostrou, no raiar da democracia do Brasil, como os jovens estudantes brasileiros atuavam na luta desigual contra a ditadura, terminando presos, mortos ou exilados de seu país.

 

Alfredo Sirkis tinha acabado de lançar seu novo livro “Descarbonário”, onde explica, por meio de suas andanças, sobre a crise climática no mundo e seus reflexos no Brasil.

Tive a honra de, como prefeito de Macapá, participar com ele da Conferência Mundial do Clima, no ano de 2019, em Nova York.

No momento dessa grande perda, a cidade de Macapá registra sua gratidão à parceria generosa, apresenta suas condolências à família e amigos, e a solidariedade aos ambientalistas do mundo inteiro, que tinham Alfredo Sirkis como um de seus mais importantes quadros.

Clécio Luis Vilhena Vieira – Prefeito de Macapá 

O Brasil perde Alfredo Sirkis (e o mundo e Macapá também). O ex-Carbonário e ambientalista faleceu hoje de acidente de carro no Rio de Janeiro

O escritor, jornalista, ambientalista e ex-politico, Alfredo Sirkis, faleceu na tarde desta sexta-feira, 10.07, em um acidente de carro, quando ia visitar sua mãe no sitio em Vassouras, no Rio de Janeiro.

A morte de Sirkis deixa o Brasil menor em preocupação coletiva e na construção colaborativa para uma sociedade mais generosa com o planeta e com as pessoas.

A mim, um sentimento sincero de perda.

Fui arrebatada pelo seu livro “Os Carbonários – Memórias da Guerrilha Perdida”, quando entrei no movimento estudantil em Belém, ainda secundarista. Acho que li “os carbos” umas cinco vezes. Fascinada com o desprendimento daqueles jovens estudantes que largaram tudo pra ir à guerrilha urbana combater a ditadura. O livro inspirou a mini-série “Anos Rebeldes” uma das series de maior sucesso da Rede Globo.

Tive a grata surpresa de conhecer pessoalmente Alfredo Sirkis ano passado, 2019, no aniversário do amigo Teko Lemos, no restaurante do Gil, no Araxá, bem na beira do Rio Amazonas. Ele ficou fascinado com a nossa orla, com o Bioparque da Amazônia e com o Curiaú. E eu tive a oportunidade de tietar e falar da minha admiração.

Ambientalista de reconhecimento internacional, Sirkis esteve em Macapá colaborando com o prefeito Clécio Luis na construção da agenda 2030, legado dos Objetivos para o Milênio da ONU.

E participava pelo mundo das politicas de prevenção à crise climática e ao aquecimento global. Que do céu das pessoas boas, continue nos inspirando.

Sergio Xavier, Teko Lemos, Alfredo Sirkis, Clécio e eu, na Beira do Rio Amazonas

 

Taxa de internação por Covid no Amapá está entre 35% e 40%

 

Dados do último boletim epidemiológico, divulgado nesta quarta-feira (8), apontam que a taxa de recuperação de infectados pela covid-19 chegou a 63,4% no Amapá. O índice, o mais alto desde a primeira contaminação no Estado, representa 19.372 pessoas recuperadas da doença entre os 30.524 casos positivos registrados até o momento.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Juan Mendes, a alta taxa de recuperação é resultado de um conjunto de medidas adotadas pelo Governo do Amapá, como a criação de cinco centros para tratamento da doença, adoção de protocolos médicos eficazes, aquisição de equipamentos e insumos, parceria com as prefeituras dos municípios, entre outras.

“A situação de pandemia é algo que ninguém havia vivenciado. Nós tivemos muitos desafios, mas com planejamento estratégico, tomada de decisões no momento certo e alinhamento diário, foi possível alcançar de certa forma, boas vitórias nessa guerra”, opinou.

Outros índices positivos também sinalizam uma melhora do cenário pandêmico no estado. A taxa de internação, por exemplo, está entre 35% a 40%, este mesmo indicador já chegou a 98%. A taxa de letalidade também caiu. Atualmente em 1,5%, ela já esteve acima de 3,5%. A redução no número de amostras em análise, que saiu de 10 mil para 4.673, também aponta recuo do coronavírus no Estado.

Apesar dos números apontarem para uma estabilização da doença, o Governo do Amapá continua monitorando rigorosamente a curva da covid-19 e mantém regras de precaução, pois recentes estudos apontam para uma segunda onda da doença a nível mundial.

“O Estado já caminha para a estabilização da doença, de fato, mas ainda precisamos manter e fortalecer algumas ações para continuar monitorando os casos. É tempo de mostrar nossas conquistas, mas de nós mantermos vigilantes”, frisou Juan Mendes.

Banco de Leite Humano convoca doadoras para garantir estoque

 

Para continuar salvando as vidas dos bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTINeo), o Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), em Macapá, precisa da ajuda de doadoras para manter o estoque da unidade em um nível seguro.

O ideal é que o BLH forneça diariamente 2 litros de leite para a UTINeo e berçário. Mas durante o mês de junho essa quantidade caiu para 900 ml por dia.

Além de ser a melhor fonte de alimentos e nutrientes para os recém-nascidos, o leite materno contribui para o fortalecimento do sistema imunológico e no combate a infecções, ajudando na diminuição do tempo de internação nos casos de bebês prematuros ou com outras complicações.

Segundo a coordenadora do BLH, a nutricionista Larissa Moraes, não é necessário que a voluntária tenha um excedente grande de leite para ser uma doadora, qualquer quantidade fornecida faz diferença na dieta dos pequenos.

“A mãe não precisa vir até o BLH, ela pode entrar em contato através do número (96) 98115-9018 e nós iremos até ela levando em consideração todas as medidas de segurança, explicamos como é feita a extração e armazenamento do leite. Ela pode continuar doando sem sair de casa porque vamos recolher o leite”, ressalta Larissa.

A rota do carro do Banco de Leite recolhe as doações às segundas e terças-feiras na zona sul de Macapá, e nas quartas e quintas-feiras a Zona Norte. Na sexta-feira é a vez do município de Santana que também possui um posto de coleta no Hospital Estadual de Santana (HES) onde as mamães podem buscar orientações sobre amamentação e requisitar o cadastro como doadoras.

Frascos de Vidro

Para armazenar o leite doado o Banco de Leite precisa de frascos de vidro e todos podem ajudar com a doação de recipientes de vidro com tampa plástica rosqueavel. Podem ser vidros vazios de maionese, café solúvel, doces em pasta ou de geleia.

Os frascos precisam ser de vidro, pois não acumulam cheiro nem resíduos, é fácil de esterilizar e limpar e também inerte, com isso, é o material apropriado para armazenar o leite materno no freezer antes ou depois da pasteurização feita pelo banco de leite, que garante a eliminação de bactérias.

Como ser doadora

Para tornar-se uma doadora de leite ou receber orientações sobre amamentação, a interessada por ir até o Banco de Leite Humano, que funciona 24 horas, na esquina da Av. FAB com a Rua Jovino Dinoá, no bairro Central.

Outro meio de ajudar é através do número (96) 98115-9018, que também é WhatsApp. Os servidores podem atender a domicílio, conforme a situação.

A doadora precisa ter em mãos o cartão de pré-natal. Caso seja necessário, testes rápidos poderão ser refeitos. Ao ser aprovada, ela faz um cadastro e recebe orientações sobre assepsia da mama e cuidados com o armazenamento do leite.

Com as informações repassadas, a doadora pode tirar o próprio leite e entregar os recipientes no Banco de Leite ou requisitar que a equipe de captação busque o produto na residência.

Caso a doadora seja um caso suspeito ou confirmado de covid-19, é necessário aguardar o desaparecimento completo dos sintomas e requisitar liberação médica para retornar as doações.

 

Prefeitura de Macapá recebe doação de máscaras do Itaú articulada pelos senadores Lucas Barreto e Davi Alcolumbre

A Prefeitura de Macapá recebeu na última terça-feira, 7, a doação de 200 mil máscaras de proteção, articulada pelos senadores Lucas Barreto e Davi Alcolumbre com o Banco Itaú. Os equipamentos serão entregues aos moradores de residenciais e distritos do município.

Segundo o senador Lucas Barreto, 100 mil máscaras foram articuladas por ele e as outras 100 mil vieram de articulação do senador Davi Alcolumbre com o Banco Itaú. “Para esta doação, optamos por doar para o Município de Macapá por possuir a maior população. Logo, onde queremos evitar as maiores aglomerações. As máscaras serão de grande ajuda para salvar vidas”, explicou.

As 200 mil máscaras foram confeccionadas pela empresa nacional Malwee e seguem o padrão seguro como recomenda a OMS. O valor total da doação é do equipamento de proteção individual é R$ 426 mil. “Pudemos perceber que o material utilizado para a confecção é de excelente qualidade e serão entregues às localidades, como o arquipélago do Bailique, Maruanum, Pedreira, além dos residenciais e bairros da capital”, informou o prefeito Clécio Luís.

As máscaras serão agregadas às produzidas pelo “Costurando Vidas” da Prefeitura de Macapá. “Com o projeto, já conseguimos entregar cerca de 75 mil máscaras. Estamos vivendo um momento importante, que é a retomada gradual das atividades econômicas. Então, a doação é muito bem-vinda, já que o uso da máscara é obrigatório e será entregue em um cronograma, principalmente, a quem tem dificuldade de adquirir”, enfatizou Clécio.

 

“Costurando Vidas”

 

Criado durante a pandemia pela Prefeitura de Macapá, o projeto é destinado ao chamamento público de costureiras para a aquisição de máscaras caseiras, visando a distribuição à população em situação de vulnerabilidade social e econômica, e, também, entre os servidores públicos das áreas administrativas dos órgãos municipais. Atualmente, o “Costurando Vidas” habilitou inicialmente 77 costureiras, das quais 53 assinaram contrato e produzem máscaras de qualidade para quem precisa.

 

Secretaria de Comunicação de Macapá

Organização e sustentabilidade: Ribeirinhos comercializam a primeira remessa de azeites de andiroba e pracaxi puros e se preparam para vender o mel de abelha

 

A sabedoria secular dos indígenas e povos dos rios e florestas da Amazônia alcança status, e a cada dia afeta de forma mais direta e positivamente estas comunidades tradicionais. O conhecimento empírico, após a conquista do aval da ciência, deu a estas pessoas a oportunidade de sobreviver da natureza preservada, que passa a ser seu grande tesouro. Os ribeirinhos da comunidade de São José, às margens do rio Maniva, município de Afuá, percorrem o caminho do empreendedorismo com produtos naturais, e agora com uma novidade, que é a comercialização do óleo puro da andiroba e do pracaxi, amêndoas colhidas nos próprios quintais, terras ricas em vegetais e animais, que formam o valioso bioma amazônico, detentor da maior biodiversidade do planeta.

Comunidade São José

Os azeites começaram a ser comercializados e padronizados neste período de cuidados e reservas por causa da pandemia de coronavírus, e as vendas ainda são informais, através de encomendas. Mas os produtores já se preparam para atender um público maior e exportar, visando a grande procura por produtos da medicina natural no mercado nacional e internacional. Todo o processo é artesanal, baseados nos ensinamentos técnicos oferecidos através de projetos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa e Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá – IEPA, que levaram até eles, cursos, ensinamentos práticos e palestras.

Das curandeiras e benzedeiras para as mãos de esteticistas e médicos

É no meio da floresta, entre árvores nativas e rios, que ribeirinhos coletam as sementes de andiroba e pracaxi que caem no chão. Ao longo de décadas estes produtos são usados em áreas indígenas, ribeirinhas e comunidades tradicionais, por parteiras, curandeiras, benzedeiras, os chamados “doutores das florestas”, que sempre fizeram uso destas plantas medicinais em uma rotina familiar passada entre gerações de amazônidas, que foram tratados e aprenderam a usar os azeites de andiroba, pracaxi, copaíba, mel-de-abelha, chás e infusões de folhas, raízes e cascas de árvores, flores, em massagens, como anti-inflamatórios, cicatrizantes, para curar resfriados, picadas de insetos e animais, e até torções.

Estes costumes foram trazidos para as cidades, atraindo as indústrias de fitoterápicos e cosméticos, e com a eficácia comprovada, estas matérias-primas são transformadas em produtos de beleza e medicamentos, valorizando o que é produzido nestas comunidades, que são a ponta do vantajoso comércio da estética e farmácia. Suas propriedades estão prescritas em rótulos e publicidade de marcas famosas que produzem cosméticos e remédios, dando glamour aos azeites, que ainda hoje são comuns em sua forma mais pura, nas casas de descendentes destes povos tradicionais, guardados em vidros para cuidados e urgências.

A jornalista Márcia Fonseca, 33 anos, até hoje faz uso dos ensinamentos da sua tia Dorvalina, a Gita. Márcia faz chás com azeites e ervas medicinais para auxiliar amigos e familiares que precisam amenizar efeitos de resfriados, e agora, com o vírus, é muito procurada para ajudar na prevenção. “A medicina natural faz parte da minha vida e a andiroba sempre esteve presente. Minha tia curava nossa garganta com o dedo coberto de algodão melado no azeite, o cheiro mastruz era constante, e no quintal tinha folhas do pirarucu, limão, alfavaca e manjericão para os banhos. Pra puxar as dores do corpo, era andiroba com a ventosa. Hoje eu uso os azeites, as folhas de boldo, hortelã, anador, cana-fiche, e casca da laranja, e o principal, a fé, essencial ao usar essas plantas porque elas têm o poder da cura”.

Desenvolvimento com responsabilidade, trabalho e respeito

Na comunidade ribeirinha de São José, este modelo de desenvolvimento sustentável, em que o homem retira da natureza, usufrui de seus benefícios sem destruí-la, é fato. A localidade pertence ao município de Afuá, no Pará, porém é mais próximo de Santana e Macapá, para onde escoam os produtos da pesca e extrativismo. Peixe, camarão, açaí, andiroba, pracaxi, murumuru, ervas medicinais, são alguns dos produtos em abundância, mas muitas outras espécies fazem parte da flora da região, o que chamou a atenção de pesquisadores e estudiosos, ajudando na formação da conscientização desse povo, que hoje trabalha com planejamento, manejo e respeito. A variedade vegetal é tão extensa, que pesquisadores estudam novas espécies de baunilhas e orquídeas, a exemplo da “Mormodes Ivanaluciae”, descoberta em 2019 pelo pesquisador Patrick Cantuária, em referência à promotora titular do Meio Ambiente e Procuradora-Geral de Justiça do Amapá, Ivana Cei.

A organização dos moradores foi o início da mudança de vida em São José, e a Associação de Desenvolvimento Intercomunitário dos Rios Corredor, Furo do Chagas, Maniva e Cutias (ADINCOCMA), tomou a frente do processo que elevou a qualidade de vida econômica e pessoal de mais de 300 famílias que trabalham na coleta extrativista, 28 somente do rio Maniva. Um dado interessante é que 99% destes trabalhadores são mulheres. Eles iniciaram fornecendo as sementes sem tratamento para uma das maiores fábricas de cosméticos do Brasil, que compra toneladas de sementes de andiroba, ucuuba, murumuru e patauá.

Mulheres extrativistas

Extração de azeites, produção de sabão e sabonete e cultivo de ervas

Mesmo com os números elevados de coleta de sementes, esta é a segunda fonte de renda destes trabalhadores, a primeira é o açaí. No entanto esta realidade está mudando. O manejo sustentável, a preservação da biodiversidade e a conscientização contra o desmatamento, está fazendo com que a coleta e extração das sementes aumente, e é justamente este excesso e o conhecimento que estão abrindo as portas para outras alternativas, como a produção de azeites. “Nós sempre extraímos o azeite das amêndoas, mas para consumo próprio e algumas vendas, agora, após os cursos, que nos abriram os olhos para este progresso, o que não é exportado, transformamos em azeite”, afirma a professora e extrativista Kátia Pantoja.

Kátia Pantoja

Por enquanto, cinco famílias trabalham na extração de azeite de andiroba e pracaxi, e de março até julho, produziram mais de 100 litros. Eles são comercializados em garrafas de tamanhos variados, dentro dos padrões de higiene e para garantir qualidade, pureza e durabilidade. O processo é todo artesanal e sustentável, coleta, extração e engarrafamento, em que fazem questão de usar embalagens de vidro, para reaproveitar garrafas. Nas próximas semanas eles começam a extrair mel de abelha, trabalho interrompido por respeito às crenças da região, que só permitem a retirada do mel em tempo de “lua escura”.

Kátia explica que a comunidade não vai parar por aí, e além dos azeites e mel, estão se aperfeiçoando para fabricar artesanalmente sabão e sabonete utilizando como base o óleo da andiroba, e produzir mais ervas medicinais. “São produtos muito procurados, e temos que nos preparar. Trabalhamos dentro do padrão de sustentabilidade, coletando com responsabilidade e fazendo o reaproveitamento de garrafas”. A Associação aceita doação de garrafas de vidro escuro para as embalagens de azeite, e claras para o mel.

Exemplo de sustentabilidade no meio da floresta

No rio Maniva a autonomia não pára na confecção de produtos naturais. Sem energia elétrica, a maioria das casas é abastecida com energia solar, que passou a substituir os motores a diesel e as lamparinas. Os painéis são alimentados com o sol escaldante da Amazônia, garantindo a energia que alimenta as lâmpadas, microondas, televisores com canais fechados e abertos, computadores e outros utensílios eletrônicos presentes na maior parte das casas, que também podem ter acesso à internet. “Temos qualidade de vida, nos alimentamos com o que tem no quintal, frango, ovos, legumes e verduras, temos peixe, açaí e camarão, conforto e independência financeira, principalmente as mulheres, que estão na linha de frente”, comemora orgulhoso o presidente da Associação, Geovanhi Facundes.

Serviço:
Para quem quiser comprar os azeites estão disponíveis nas seguintes embalagens e preços:

ANDIROBA
– 250 ml – R$ 20,00
– 330 ml – R$ 25,00
– 1 litro – R$ 80,00
PRACAXI
– 330 ml – R$ 40,00
– 1 litro – R$ 109,00

Informações e vendas por encomendas através do número: (96) 99142-9518

 

Mariléia Maciel
Jornalista

Nota de Pesar de Piratas da Batucada e de Repúdio ao Feminicídio e à Violência contra a Mulher


✒ A Associação Recreativa e Cultural Escola de Samba Piratas da Batucada, em nome do presidente Marcelo Zona Sul, lamenta profundamente a morte da empresária Kátia Almeida, vítima de feminicídio ocorrido nesta quarta-feira (8), em Macapá.
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Kátia teve a vida brutalmente interrompida. A Piratas da Batucada expressa todo apoio e solidariedade aos parentes e amigos, e enaltece os esforços das autoridades locais do Amapá.
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Reiteramos o nosso repúdio a todas as formas de violência contra as mulheres e apoiamos a mobilização da sociedade por justiça manifestada em todo o país contra esse terrível mal, que assola tantas mulheres.