Amapá lança programa que qualifica empresas para exportação

 

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento da cultura exportadora no Amapá, o governo do estado lançou mais uma edição do Programa de Qualificação para a Exportação (PEIEX). A ação é um acordo de cooperação técnica e financeira entre Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (FAPEAP) – liagada à Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) – e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
O PEIEX é uma iniciativa presente em todo o Brasil que visa qualificar as empresas para que estejam aptas a buscar e aproveitar as oportunidades de expansão internacional de forma planejada e segura.


No Amapá, o PEIEX está ativo desde maio de 2019 e teve seu lançamento oficial em setembro do mesmo ano. O programa atende atualmente 29 empresas de bens, serviços e cooperativas.

“Economicamente, o aumento das exportações gera uma melhora em diversos setores econômicos, desde prestação de serviços até o melhoramento de produtos”, ressalta Ruthele Sena, monitora do Núcleo Operacional do PEIEX de Macapá.
Ela destaca que programas como o PEIEX são de grande relevância para o Brasil, sobretudo para o Amapá.

“De uma certa forma, o projeto inaugura a cultura exportadora no estado. Temos dados que mostram que a participação do Amapá nas exportações brasileiras ainda é muito pequena, tendo em vista que o Brasil é um país altamente exportador. Nosso estado ocupa atualmente a 22ª colocação”, explicou.
Ela ressalta que, com o aumento das exportações pelo Amapá, haverá uma melhora também na economia local, aumento da empregabilidade, surgimento de oportunidades de trabalho com mão de obra qualificada, valorização dos produtos e sobretudo crescimento dos empreendimentos do estado, causando um efeito em cadeia que gerará um desenvolvimento significativo.

A monitora acredita que o desenvolvimento de uma região é resultante da convergência de elementos diversos que impulsionam a atividade econômica como motor deste processo. Neste sentido, o empreendedorismo tem papel fundamental no dinamismo econômico local, pois os empresários são responsáveis pela eliminação de barreiras comerciais e culturais, diminuição de distâncias e pela globalização e renovação dos conceitos econômicos locais. Desta forma, também acabam criando novas relações de trabalho e novos empregos, gerando riqueza e oportunidades de desenvolvimento.

O tempo entre acessar o PEIEX e começar a exportar é relativo, pois depende do esforço de cada empresário, das suas condições financeiras e de quanto ele se dedicará durante o processo de qualificação/atendimento no Programa.

A metodologia do programa estima que em um universo de dois anos a empresa esteja apta a se inserir no mercado internacional. O tempo de atendimento no programa, porém,  varia de seis a oito meses, dependendo da modalidade de exportação escolhida (direta ou direta e indireta), se a empresa já possui contatos internacionais, se já recebeu propostas para venda no mercado externo ou se ela buscará essa inserção por seus próprios meios.

Justamente por isso, o tempo de atendimento não é absoluto, os planejamentos e atendimentos são individualizados e personalizados para cada empresa.

Qualificação empresarial

O PEIEX é desenvolvido pela Apex-Brasil, que tem como missão promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira.

Um dos mecanismos de atuação da Agência é a qualificação empresarial, onde atua na capacitação, consultoria e assessoria oferecidos com o objetivo de incrementar a competitividade e promover a cultura exportadora nas empresas, preparando-as para os desafios do mercado internacional.
Para participar desse Programa e aproveitar as oportunidades de expansão mercadológica, basta solicitar a visita da equipe técnica do PEIEX. A iniciativa é subsidiada e não gera nenhum custo direto para a empresa, mas esta deve estar disposta a dedicar tempo e investir na melhoria do seu negócio.

Os empresários amapaenses que tiverem interesse em ampliar o seu mercado e exportar seus produtos podem entrar em contato com o Núcleo Peiex Macapá, através do telefone: (96) 98131-6504, pelo Instagram @peiex.macapa, ou pelo e-mail: [email protected]
Exportações do Amapá
Localizado no extremo Norte do Brasil, o Amapá se destaca no cenário nacional por ser o estado mais bem preservado ambientalmente. Tem a 25ª maior economia do País, representando 0,2% de tudo que é arrecadado no Brasil. Com crescimento de 1,7% em 2017, superando a queda de 4,9% do ano anterior, o Amapá voltou a apresentar alta no Produto Interno Bruto (PIB), calculado em R$ 15,48 bilhões. Tal desempenho foi superior à média nacional daquele ano, fixada em 1,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019.
O Estado do Amapá é geográfica e estrategicamente bem localizado, fazendo fronteiras com Suriname, Guiana Francesa e o Oceano Atlântico, mas, ainda assim, não é tão bem colocado quando se trata de exportação. No ano de 2019, os portos do Amapá movimentaram juntos 1.635.584 toneladas, das quais 90,1% entraram ou saíram pelo Porto de Santana, o principal do estado.  Em 2019, ainda, o estado ficou na 22ª colocação nacional, tendo exportado cerca de US$ 261 milhões em produtos. A participação do Amapá nas exportações brasileiras foi de 0,1% e, em 2020, segue na mesma colocação.
A balança comercial do estado nos mostra um superávit, ou seja, o estado exportou mais seus produtos do que importou, gerando um valor de US$ 135 milhões em saldo, conforme dados do ComexStat relativos ao ano de 2019. De janeiro a maio de 2020, o Amapá já exportou cerca de US$ 99,2 milhões, ou seja, mesmo com a pandemia foi possível continuar as operações de exportação, respeitando os protocolos sanitários da Organização Mundial da Saúde – OMS.
Aliás, contrariando as expectativas da Organização Mundial do Comércio, que prevê queda de 13% a 32% nas trocas internacionais em 2020, o Brasil foi o único país do G20 (Grupo dos 20 países mais ricos do mundo) a expandir seu volume exportado no primeiro quadrimestre de 2020. Este movimento é alimentado pela crescente vontade das empresas brasileiras em entrarem no mercado exterior, buscando a expansão de seu lucro com um dólar em alta e a redução do risco frente a possíveis crises futuras.

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