PF faz operação contra pornografia infantil em Macapá

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça, 31, a Operação Caiu na Rede*, dando cumprimento a um mandado de busca a apreensão, na residência de um homem de 24 anos, morador do bairro Buritizal, na capital amapaense.


Investigações da corporação apontaram para o indivíduo, que supostamente armazenou arquivos caracterizados como conteúdo de pornografia infantil. A PF chegou ao homem por meio de monitoramento de usuários de programas de compartilhamento de arquivos pela internet.

A conduta apurada até o momento incide em crimes previstos no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), sobretudo de armazenamento e compartilhamento de imagens contendo pornografia infanto-juvenil. As penas somadas, em caso de condenação, podem chegar a oito anos de reclusão.

A ação de hoje é fruto de parceria que a PF possui com organismos internacionais voltados à repressão desses crimes.

*Caiu na Rede: em referência à identificação pela PF do indivíduo que pratica esse tipo de crime.

Polícia Federal deflagra Operação contra organização criminosa que atua no Amapá e mais seis estados, no comércio ilegal de ouro e urânio

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 24, a Operação Au92*, dando cumprimento a 11 mandados de busca e apreensão e a outros 8 mandados de prisão preventiva. As ações ocorreram em seis Estados brasileiros. Mais de 50 policiais federais participaram dos trabalhos, que tiveram buscas e apreensões nas seguintes cidades: Macapá/AP (3), Ananindeua/PA (2), Rio de Janeiro/RJ (1), São Paulo/SP (1), Natal/RN (1) e Palmas/TO (1).

Foram efetivadas ainda oito prisões preventivas, sendo três delas em Macapá/AP. As investigações tiveram início após os policiais terem acesso a documentos que comprovariam a atuação de uma organização criminosa especializada no comércio transnacional de minério, em geral ouro e urânio, no Estado do Amapá.

As medidas cautelares foram cumpridas contra os negociadores e compradores do minério. Dentre as ações do grupo, estavam a falsificação de documentos para “regularizar” os minerais – pertencentes à União – e assim praticar seu comércio a partir do Amapá com outras unidades da Federação, no mercado paralelo. Em alguns casos, constatou-se que o produto do crime tinha como destino final países europeus.

A PF identificou indícios que parte do ouro era extraído na Guiana Francesa e Suriname e “esquentado” no distrito do Lourenço, em Calçoene/AP. O material era armazenado em Macapá e em Porto Grande. Há indícios ainda que o produto do crime era transportado para os outros Estados a partir de pistas clandestinas no Amapá. A extração do ouro também ocorria na Venezuela e era comercializada em Boa Vista/RR. A investigação identificou que em apenas um dos negócios realizados pela organização, o valor ultrapassaria a casa dos 115 milhões de reais.

 

A investigação revelou que a organização criminosa também realizava a comercialização de urânio, com compradores oriundos de países da Europa. Os envolvidos podem responder pelos delitos de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, usurpação de matéria-prima da União e extração ilegal de minério. As penas somadas podem chegar a 26 anos de reclusão.

 

 O nome da operação é uma referência ao símbolo do ouro e do número atômico do urânio na tabela periódica.

 

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá