O Globo: Lindbergh acusa Sarney de tramar contra o Rio na redistribuição dos royalties do petróleo e diz que governo Dilma errou

RIO – O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) mandou nesta sexta-feira um aviso à praça: não recuará da posição contrária à redistribuição dos royalties do petróleo, apesar da pressão do governo Dilma. Ele atribui as notas publicadas na imprensa, dando conta de que estaria queimado com a presidente por brigar contra o projeto, à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que estaria tentando enquadrá-lo. Presente ao protesto organizado pela família Garotinho, semana passada, em Campos, diz que fará todas as alianças necessárias para rejeitar o projeto. E culpa o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pelo movimento para tirar recursos dos estados produtores de petróleo, como o Rio.

O senhor teria enfurecido a presidente Dilma ao participar de um ato ao lado de Garotinho e Rosinha, na semana passada, em Campos, contra a redistribuição dos royalties do petróleo. Está arrependido?

LINDBERGH FARIAS: Sou do PT e apoio o governo Dilma com empenho. Mas sou também, antes de tudo, um senador eleito pelo Rio de Janeiro. Minha função constitucional é defender o meu estado. Neste caso (da redistribuição dos royalties), o governo (Dilma) está errando.

Que erros o governo Dilma estaria cometendo?

LINDBERGH: Primeiro, não podemos aceitar o argumento de que o Rio estaria nadando em dinheiro. Se somarmos os royalties com o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o ICMS, o estado tem a quarta pior arrecadação do país. Portanto, é uma acusação injusta.

O resultado é ruim porque o estado arrecada mal?

Tenho em mãos um estudo demonstrando que, dos R$ 115 bilhões arrecadados pela União no Rio de Janeiro, apenas R$ 14 bilhões retornam para o estado. A diferença é grande demais

LINDBERGH: O problema é outro. Tenho em mãos um estudo, assinado pelo economista José Roberto Afonso, demonstrando que, dos R$ 115 bilhões arrecadados pela União no Rio de Janeiro, apenas R$ 14 bilhões retornam para o estado. A diferença é grande demais. Recebemos um dos piores repasses do país. O governo federal perde a chance de liderar um debate sobre a questão federativa.

Por que o Rio recebe tão pouco?

LINDBERGH: Em 1989, quando o fundo (Fundo de Participação dos Estados) foi instituído, o então presidente José Sarney lançou uma lei que definiu os critérios de distribuição do fundo, estabelecendo as alíquotas de cada estado. O critério foi meramente político, um escândalo. O Maranhão, por exemplo, ficou sendo o segundo maior beneficiado. Agora, depois que o Supremo acolheu uma ação direta de inconstitucionalidade contra esse modelo, o Congresso Nacional terá de decidir a questão até 2012.

O senhor acha que esse assunto poderá aprofundar as divergência entre os estados brasileiros?

LINDBERGH: Os dois debates não podem estar dissociados. E, se o governo não agir, teremos uma crise federativa, que é a pior coisa do mundo para a democracia.

Mas o que pode ser feito para evitar a crise entre os estados?

LINDBERGH: O governo federal precisa chamar para o diálogo os governadores, senadores e deputados federais. Precisa discutir os royalties, o fundo, a guerra fiscal dos portos e as dívidas estaduais.

Dívidas estaduais? Por que incluir esse assunto na pauta?

LINDBERGH: Enquanto empresta a juros subsidiados para os empresários, o governo federal cobra taxas de até 20% sobre as dívidas dos estados. Sendo assim, o governo está lucrando com o endividamento. Não pode ser assim. A arrecadação está cada vez mais concentrada nas mãos da União. E ainda estão querendo tirar mais. Isso nos coloca no caminho da guerra federativa. No caso da redistribuição dos royalties, estão tentando repetir a fórmula criada por Sarney em 1989.

Eu aponto o próprio senador Sarney. Mais uma vez, o Maranhão sairá ganhando com isso. É uma agressão federativa

Quem está tentando?

LINDBERGH: Eu aponto o próprio senador Sarney. Mais uma vez, o Maranhão sairá ganhando com isso. É uma agressão federativa.

Ao se rebelar, o senhor não põe em risco a sua atuação no PT e na base de apoio ao governo?

LINDBERGH: Vou repelir com veemência qualquer tentativa de me intimidar. Continuo apoiando o governo Dilma, como sempre fiz, mas é meu dever lutar pela defesa dos interesses do Rio. Para isso, farei todas as alianças que foram necessárias. Tenho conversado com Aécio Neves (PSDB-MG) e Demóstenes Torres (DEM-GO). O governo terá de entender que não há como aprovar um projeto assim sem o risco de enfrentar uma grande mobilização.

O senhor espera a adesão da população fluminense à campanha contra a redistribuição?

LINDBERGH: Espero muito. A população sabe que temos, no Rio, muitos problemas a resolver. Jogos Olímpicos, Copa do Mundo, Saúde, pacificação das comunidades. A polícia, por exemplo, precisa contratar mais gente e melhorar os salários. Por isso, não podemos aceitar que nos tirem arrecadação.

Não indiquei ninguém para cargos federais. Se disseram que indiquei, podem demitir. Não tenho medo de ameaça

O senhor espera retaliações por parte do governo?

LINDBERGH: Não indiquei ninguém para cargos federais. Se disseram que indiquei, podem demitir. Não tenho medo de ameaça. Aliás, tenho certeza de quem está por trás das notas a meu respeito.

Quem seria o responsável?

LINDBERGH: A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

O senhor conta com o apoio do governador Sérgio Cabral.

LINDBERGH: Converso com Sérgio Cabral quase diariamente. Nessa questão, não dou um passo sem antes falar com ele. Também tenho conversado muito com o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

O senhor teme que, ao se rebelar, seja acusado de estar de olho nas eleições de 2014?

LINDBERGH: Estou fazendo o meu papel constitucional de senador. O Rio tem muita pobreza. Não podemos abrir mão dos nossos direitos. Que pacto federativo é esse? Estou convencido de que estão tentando cometer uma injustiça com o Rio.

 

Milionários R5 e Mini Box Lunar: duas gerações de som no Sarau da Confraria Tucuju

As bandas Milionários R5 e Mini Box Lunar serão as atrações de um sarau da pesada no Largo dos Inocentes, na próxima sexta-feira (30). É o primeiro sarau do verão 2011 feito com a marca da Confraria Tucuju, reunindo duas bandas de épocas diferentes. Os Milionários R5 surgiram no início de 1970, e trazem dessa época seu repertório romântico e dançante. Mini Box Lunar é a banda amapaense com maior projeção nacional. Tem trabalho autoral e pode ser considerada uma banda de rock de estilo próprio, a “psicodelia amazônica”. O Sarau homenageia nomes da poesia do Amapá, nessa sexta-feira a homenagem vai para a poetisa Alcinéa Cavalcante.

 

Milionários R5

No início dos anos setenta, a principal diversão dos jovens de Macapá e Santana eram os bailes nos clubes sociais. Foi quando cinco rapazes, filhos de funcionários do projeto ICOMI, moradores de Vila Amazonas, fundaram a banda Milionári0os R5 formada pelos músicos Gerônimo (contrabaixo), Washington Ribeiro (bateria), Fiúza (vocais), Jonas e Edvaldo (guitarras). “Canário milionário do porto” era o apelido do time de futebol Santana Esporte Clube, de onde saiu o nome da banda, e cinco era o número de componentes.

Sucesso nos bailes, pelos Milionários R5 passaram inúmeros músicos até 1979 quando a Banda se desfez. Mas, já havia gravado seu nome na história da música e dos grandes eventos. Em 2011 alguns integrantes resolveram se juntar novamente e resgatar a história do grupo. A ideia é gravar um DVD na Sede social do Santana Esporte Clube, na Vila Amazonas no próximo mês de dezembro. Até lá, os hoje cinquentões seguem realizando festas com publico fiel que lota os salões por onde passam.

 

Mini Box Lunar

A banda surgiu em 2008 com uma proposta estética que pode ser resumida como uma inovação pop dentro do conceito de psicodelia brasileira. “Do mesmo modo que o tropicalismo foi um movimento que misturou manifestações tradicionais da cultura, a Mini Box Lunar de forma despretensiosa se movimenta entre as manifestações populares e/ou tradicionais brasileiras buscando essa inovação”, explica a vocalista Heluana Quintas. A proposta tem dado tão certo que a banda já tocou em cerca de 30 cidades nas regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sudeste, tendo ocupado as páginas das mais conceituadas publicações sobre música no Brasil como as revistas Rolling Stone e Bravo, além do Jornal Folha de São Paulo. A Mini Box Lunar integra também a Coletânea OI, uma compilação com dois discos e 40 músicas, lançada pelo DJ e produtor inglês Lewis Robinson, por seu selo independente.

Composta por Saddy Menescal (baixo), Alexandre “Cabelo” (Guitarra), Ppeu Ramos (Bateria), Otto Ramos (Orgão e Synth) e Heluana Quintas (Voz), a Mini Box Lunar está em fase de finalização da pré-produção do seu primeiro CD. O trabalho está sendo produzido por Carlos Eduardo Miranda, um dos jurados da primeira e segunda temporada de Ídolos, jurado no programa Astros, e atualmente jurado do programa Qual É o Seu Talento? Miranda lançou nomes como Raimundos, Skank, Mundo Livre S.A, Cansei de ser sexy, Móveis Coloniais de Acaju, Cordel do Fogo Encantado.

 

Alcinéa Cavalcante

A escritora, poetisa e jornalista Alcinéa Cavalcante será a homenageada da noite. Filha do poeta Alcy Araújo Cavalcante e da professora Deuzuite Maria Carvalho Cavalcante, Alcinéa é especialista em comunicação e língua portuguesa, talento que dedica às centenas de poemas e crônicas que escreve desde os 14 anos. Através do site www.alcinea.com consegue mesclar jornalismo com literatura no mundo contemporâneo da internet.

 

Nossa poetisa foi vice-presidente da Associação Amapaense de Escritores, integrou o Clube dos Poetas e o Grupo Universo e é membro da associação francesa Poètes du Monde. Seus poemas estão publicados nas obras “Dez Poemas”, “Estrela Azul”, “Alguma Poesia”, “Versos Avulsos” e “Varal”, essa última em parceria com Rostan Martins e Osvaldo Simões. Estão também em antologias nacionais e internacionais como “Casa Do Poeta Brasileio”, “Del Sechi” e “O Sol que Move as Estrelas”. Alcinéia figura ainda em cerca de oito coletâneas, entre elas a Coletânea Amapaense de Poesia e Crônica e Poetas do Meio do Mundo.

 

Sua mais recente intervenção como fazedora de cultura foi a criação do Movimento Poesia na Boca da Noite, que vem arrebatando a paixão de velhos e novos poetas, ocupando logradouros públicos das cidades de Macapá e Santana. Os encontros ocorrem às sextas-feiras sempre nos finais de tarde. Com o Pano da Poesia no ar e o Pano da Vida na terra, os poetas declamam poemas autorais e de seus poetas prediletos, num exercício lúdico que encerra em ciranda com as crianças.

Sarau do Largo dos Inocentes

Há quatro anos o Sarau do Largo dos inocentes vem se firmando como mostra multicultural que ocorre na última sexta-feira dos meses de verão. Além de música, a fotógrafa Márcia do Carmo fará exposição fotográfica, os artistas plásticos Wagner Ribeiro, Josapha, Dekko, Grimualdo, Irê Peixe e Miguel Arcanjo também exporão telas. O artesanato do Quilombo Tapuia, da comunidade do Coração, terá espaço no Largo, e a barraca do Folclore será ocupada pelo Grupo de Marabaixo Raimundo Ladislau, do Laguinho. Quem quiser comprar CDs e DVDs de artistas do Amapá poderá encontrar na barraca da AMCAP – Associação de Músicos e Compositores do Amapá.

 

Serviço:

Sarau do Largo dos Inocentes

Av. Mendonça Furtado, atrás da Matriz de São José

Sexta-feira (30) – 20 horas

Shows: Mini Box Lunar e Milionários R5

Homenagem: poetisa Alcinéa Cavalcante

(Márcia Corrêa)

Não deu Rock

Sobrinho Allan viaja hoje para o Rock in Rio pra ver o Guns N’ Roses.

Não deu pra ir junto. Outras prioridades este ano tomam conta da minha agenda.

Mas a nostalgia tomou conta de mim. Sobrinho que vai para o grande festival com a esposa, foi levado por mim, ainda adolescente, ao antológico show do Guns N’ Roses no Rock in Rio II.

PCdoB lança pré-candidatos às eleições de 2012

Neste sábado, 01 de outubro de 2011, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) lança os pré-candidatos que concorrerão ao pleito municipal em 2012. O evento acontece a partir das 09h, no Centro de Convenções Azevedo Picanço.

Em Macapá, a direção PCdoB optou pela candidatura própria do partido. O nome escolhido para concorrer à prefeitura foi o de Evandro Milhomen, sociólogo e deputado Federal pelo Amapá na 4ª legislatura.

O presidente estadual do partido, Luiz Pingarilho, afirma que a decisão pelo nome de Evandro Milhomen ocorreu por considerar um nome forte devido sua trajetória política. “Milhomen é um dos deputados mais atuantes da bancada federal, traz muitos recursos para o nosso Estado. Além de ser um parlamentar muito experiente, pois está em seu quarto mandato. O deputado Milhomen tem todos os requisitos para ser um grande prefeito”, concluiu Pingarilho.

O partido lançará pré-candidatos a prefeitura em seis municípios. Em Porto Grande, Tônio Matapi; Em Itaubal, Ernani presidente da liga esportiva; em Calçoene o policial conhecido como PM; em Tartarugalzinho Claudete e em Laranjal do Jari o vereador Erivan vai concorrer ao cargo de prefeito.

Em todo o Estado o PCdoB deve lançar 50 candidatos a vereador, só em Macapá serão 35.

Assessoria de Comunicação do Deputado Evandro Milhomen

 

 

Camilo e Randolfe expõem na Câmara de Comércio Brasil-França

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, e o senador Randolfe Rodrigues, participam como expositores do seminário “Oportunidades de Negócios e de Investimentos na Amazônia” que acontece hoje no Rio de Janeiro.

O seminário é uma proposição da Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB), e pretende analisar as oportunidades e os setores mais propícios nos diversos estados da região amazônica para investimentos, procurando entender e identificar as potencialidades de toda essa região.

Pessoal do contrato reclama

Uma lei estadual, dos tempos de Annibal Barcellos, primeiro governador eleito do Amapá, determina que servidores do Estado cumpram expediente corrido das 7h30 às 13h30, ficando expediente duplo para os ocupantes de cargos comissionados e servidores da União a serviço do Estado. Esta lei não vem sendo respeitada no atual governo, em relação aos empregados do contrato temporário. Na maioria das secretarias, eles são obrigados a trabalhar em dois horários (8h/12h e 14h/18).

Encontro do Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais do MP dos Estados e da União acontece no Amapá

Hoje e amanhã, 29 e 30 de setembro, o Amapá recebe corregedores-gerais dos Ministérios Públicos que realizam encontro nacional para discutir vários temas ligados ao trabalho das corregedorias.

O Encontro acontece no Ceta Ecotel e é coordenado pelo Corregedor-Geral do Ministério Público do Amapá, Jayme Henrique Ferreira

Quedê?

O governo do Amapá vendeu por 50 milhões ao Banco do Brasil a folha de pagamento dos servidores públicos, que passaram a receber todos pelo BB. Na época, o governo disse que esse dinheiro seria usado em um plano de saúde para os servidores e para a construção do Hospital do Servidor.

Nem uma coisa, nem outra.  O dinheiro foi usado para pagar “despesas diversas” que o atual governo ainda não sabe quais foram

PF, sua linda! Cadê você?

Ahh…Esses Petês

PT enviou nota, ontem, divulgado o resultado da reunião da Executiva Estadual sobre as eleições 2012 e os nomes dos pré-candidatos do partido à Prefeitura de Macapá, entre os quais o da vice-governadora Dora Nascimento.

Pela manhã, Dora me deixou o seguinte recado no twitter

@DoraaNascimento  “@alcileneblog querer as coisas com rapidez denota vaidade, pois tudo tem seu tempo e seu ritmo. Não sou pré-candidata a prefeita de Macapá”

A tarde, o PT reenviou a nota, já sem o nome de Dora.

Então, corrigindo a informação do PT, são quatro os pré-candidatos do partido à prefeitura de Macapá em 2012: Joel Banha, Marcos Roberto, Evandro Gama e Rocha do Sucatão.

Campanha

Essa é a marca e slogan da pré-campanha do PT para 2012. Mas o Google contou pra uma galerinha que essa campanha é copiada de outra do PT da Paraíba. Mas também pode ser tese nacional.

Pega Fogo!

Em sessão tensa, a Câmara de Vereadores de Santana afastou na noite de ontem, por 90 dias, o prefeito Antonio Nogueira(PT). Uma comissão foi criada para apurar denuncias feita à CVS.

Diniz Sena, assessor do prefeito, diz que o afastamento se deu sem direito a defesa e sem seguir nenhum rito processual. “Afastamento completamente fora da legalidade”, diz ele.

Votaram pelo afastamento 2 vereadores do PTB, 1 do DEM, 1 do PMDB, 1 PDT e 2 do PPS.

PT tem cinco nomes colocados como pré-candidatos à Prefeitura de Macapá

A Comissão Executiva Estadual(CEE) do PT Amapá, reuniu ontem, segunda-feira, 26, e lançou a campanha “Agora é a vez do PT”.  A executiva decidiu que o PT terá candidatura própria à Prefeitura de Macapá em 2012.

A nota enviada pelo PT diz que  “a CEE tratará como prioridade a eleição na capital, mas não deixará de acompanhar a sucessão no município de Santana e Serra do Navio, onde o partido disputará a sucessão de Nogueira e Francimar respectivamente, além da reeleição de Valdo Isacksson a prefeitura de Ferreira Gomes”.

Os pré-candidatos do partido a prefeitura de Macapá são a Vice-Governadora, Dora Nascimento, o ex-deputado estadual e secretário de Infraestrutura, Joel Banha, o secretário de Segurança Pública, Marcos
Roberto, Edilson Rocha – o “Rocha do Sucatão 1380” e o ex-Secretário deSaúde Evandro Gama.

Então tá!

Senado responde ao alerta feito por Randolfe e começa a debater nova lei do FPE

O Senado atendeu ao alerta do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e começou nesta segunda-feira (26), o debate sobre uma nova legislação para a distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE).  A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), por meio do presidente da Comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), realizou uma audiência pública, com a presença de representantes das secretarias estaduais de fazenda de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul e dos senadores da bancada gaúcha na Casa.

O senador Randolfe Rodrigues e o professor e economista Charles Chelala, fizeram a exposição da proposta de autoria do senador amapaense, que propõe uma nova partilha do FPE.  Por essa proposta, 16 estados aumentariam os recursos recebidos do FPE.  Na opinião do senador, essa é a síntese do seu projeto “corrigir desigualdades regionais”.  Porém ele destaca que a proposta não se baseou em “casuísmo político” e sim em fazer justiça com estados que historicamente foram prejudicados nessa divisão.”Perpetuar essa atual divisão do FPE é prejuízo para muitos dos estados da federação, principalmente para os estados da Amazônia”, ressalta o senador amapaense.

Charles Chelala, um dos responsáveis pela formulação da proposta do senador Randolfe, fez um resgate do surgimento do FPE, na década de 60 e alertou para necessidade que a nova proposta de partilha reduza desigualdades, buscando identificar aqueles Estados com menor capacidade arrecadatória, que precisam ser beneficiados por conta desse Fundo.

A preocupação da bancada gaúcha está no fato de que o RS perderia recursos com a nova divisão. Porém os senadores do RS se mostraram dispostos a incentivar as discussões sobre o tema no Congresso, com base no projeto de Randolfe, propondo alguns ajustes.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), elogiou a postura de Randolfe, que segundo ele, “teve coragem de fazer o que ninguém fez” e foi protagonista no debate, apresentando esse projeto.

Debate amplo- Outro aspecto abordado pelo Senador Randolfe foi a importância de o debate de uma nova partilha do FPE, acompanhar as discussões da guerra fiscal e da divisão dos royalties do petróleo, assim é possível equilibrar os recursos recebidos por cada unidade da federação. (Gisele Barbieri)

Nota do blog:

1 – Deu um orgulho danado ver o economista Charles Chelala apresentando com brilhantismo e competência o projeto no senado.

2 – Deu uma preocupação danada ver que os estados estão unidos – bancada de senadores e governo –  e que o Amapá está só com o senador Randolfe Rodrigues na discussão.  Enquanto o estado do Rio Grande do Sul estava lá com seus três senadores e o governo, representado pelo secretário de Fazenda, o Amapá, um dos estados que ganhará milhões a mais se o projeto de Randolfe for aprovado, estava com apenas 1 senador.

3 – Está mais do que na hora do Governo do Estado do Amapá dizer se é contra ou a favor da proposta do senador amapaense. E se for a favor, entrar forte no apoio ao projeto de Randolfe.

 

Crônica de uma morte anunciada

Por Paulo Ronaldo Almeida – Jornalista

Vou jogá-lo do terceiro andar. Não! Ele pode morrer e quem vai acabar sendo preso sou eu. Melhor, vou arrebentar ele na porrada e no máximo ser processado por lesão corporal, ser enquadrado na lei das penas alternativas e pronto, me vinguei.

Esses foram os sentimentos que vieram à tona no último dia 30 de agosto, quando numa audiência, no Fórum Desembargador Leal de Mira, deparei-me com o bandido, que no dia 7 de setembro de 2009, às 19h45, junto mais outro comparsa, invadiu minha casa, apontando uma arma para minha cabeça e uma faca no pescoço do meu filho, ameaçando matar todos, caso nós não lhes déssemos o dinheiro que queriam.

Sabe aquele ditado que quem apanha jamais esquece. Então, naquele dia eu me lembrei de cada detalhe daquela noite, do medo que minha família sentiu e da impotência de um pai de família que não pode defender os seus. O bandido se esqueceu de mim e veio, sozinho, pedir informação.

Um jovem de 18 anos, corpo franzino, cara de humilde, nem parecia aquele lobo feroz que adentrou minha casa, o lugar mais sagrado de um homem, levando não somente dinheiro, mas destruindo sonhos, porque a partir daquela noite, ao invés deles fugirem, eu é que fui obrigado a vender minha casa e mudar de bairro, porque minha família ficou traumatizada e, até hoje, tem medo.

– Onde fica a quarta vara – perguntou.

Eu estava num canto afastado, fumando um cigarro. O policial mais perto de mim estava a 20 metros. Pensei em tanta coisa. No entanto, como um homem de bem e que confia na Justiça, embora seja às vezes injusta e tarde demais, informei o que ele desejava. E o rapaz virou de costas e foi aguardar a vez de ser chamado.

O título “Crônica de uma morte anunciada” é de uma obra do escritor Gabriel Garcia Marques. Mas, não encontrei nada que melhor definisse o que um dia pode acontecer. Como a Justiça pode colocar, lado a lado, com segurança quase zero, vítima e bandido?

Será que meu comportamento seria o mesmo, se esse criminoso e seu comparsa tivessem matado ou violentado alguém da minha família, ou se simplesmente eu fosse um homem violento que, possuído pelo ódio, fizesse justiça, ali mesmo, com minhas próprias mãos?

A pergunta é pertinente, porque quando se rouba alguém não se leva apenas dinheiro. No caso foi muito mais. Dentro do notebook levado por eles estava 90% do TCC da minha esposa, que até hoje não se formou e todos sabem o quanto e difícil recomeçar.

Eles não levaram apenas o dinheiro para pagar as contas do mês, desestabilizaram minha vida financeira, vendi a casa para honrar compromissos e fui morar alugado. Fui obrigado a dar meus cachorros porque não tinha para onde levá-los. Meu filho ainda acorda chorando no meio da noite. E tantas coisas que tive que deixar para trás. E nestas horas o ódio invade o corpo.

Por isso eu digo senhores magistrados, colocar vítima e bandido no mesmo corredor de espera não é uma boa ideia. Porque um dia, alguém pode fazer aquilo que tive vontade e ai será tarde demais.