Em sessão presencial, Davi faz balanço das sessões remotas do Senado

 

Após seis meses de sessões remotas por conta da pandemia da covid-19 no país, o Senado Federal realiza, ao longo desta semana, sessões deliberativas presenciais no Plenário da Casa para a escolha de autoridades que ficaram pendentes de análise desde março. Ao iniciar a ordem do dia desta terça-feira (22), o presidente Davi Alcolumbre (Democratas-AP) apresentou um balanço da atividade legislativa durante o período que o Senado funcionou remotamente.

“O Senado Federal reuniu-se remotamente 55 vezes nesse período e deliberou 129 proposições, entre elas 3 PECs, quase 40 medidas provisórias e quase uma centena de projetos de lei, autorizações para empréstimos e outras matérias. No Congresso, foram outras nove sessões e 38 matérias deliberadas, entre PLNs e vetos presidenciais”, disse.

O presidente do Senado destacou que a Casa volta a deliberar presencialmente, em caráter experimental, com todas as precauções necessárias à preservação da saúde dos parlamentares e servidores.

“Hoje, há um novo desafio pela frente. Iniciar a apreciação das indicações de autoridades, por meio do voto secreto dos senadores, autenticado por biometria. Todas as providências foram adotadas para garantir a segurança dos senadores e das equipes do Senado, minimizando, tanto quanto possível, o risco de contaminação, mas garantindo aos senadores o direito de se manifestar e de deliberar”, disse Davi Alcolumbre.

Após as sessões presenciais de análise de autoridades, o Senado retomará as votações pelo Sistema de Deliberação Remota (SDR).

*Sessões presenciais*

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou, na última segunda-feira (21), 32 indicações de diplomatas para chefiar postos do Brasil no exterior. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta terça-feira (22), três indicados ao cargo de ministro do Superior Tribunal Militar (STM).

A votação de autoridades é realizada pelo sistema de biometria, o que implica na presença do parlamentar. Para evitar aglomeração no Plenário, cabines de votação foram instaladas em locais de fácil acesso para garantirem a segurança de senadores e servidores.

As comissões permanentes e temporárias, e as sessões plenárias estão suspensas desde 20 de março quando o Congresso Nacional reconheceu o estado de calamidade pública por conta do novo coronavírus. Somente a Comissão Mista de acompanhamento ao coronavírus e a Comissão Mista Temporária da Reforma Tributária realizaram audiências remotas neste período.

Para garantir a continuidade da análise de matérias pelos senadores, inclusive de medidas de enfrentamento à pandemia, o Senado instituiu o Sistema de Deliberação Remoto (SDR), o que garante neste período a discussão e votação de proposições legislativas à distância.

Governadores da Amazônia Legal debatem economia verde, inovação e agronegócio de baixas emissões

 

Transformar a Amazônia Legal em uma região competitiva, integrada e sustentável são os objetivos traçados durante o 21° Fórum de Governadores da Amazônia Legal que iniciou de forma online nesta terça-feira, 22, dentro da programação do Conecta Sebrae Agrolab Amazônia.


O encontro foi aberto pelo governador do Amapá, Waldez Góes, que é presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. Os governadores e técnicos participaram de um painel que debateu sobre economia verde, inovação e agronegócio de baixas emissões.

“Não há nenhuma dissonância entre as práticas desses governos com essa agenda da economia verde. Há um compromisso integral com o fortalecimento da governança territorial e ambiental, para garantir o avanço na regularização fundiária, no zoneamento ecológico-econômico, na tecnologia e infraestrutura”, destacou o governador do Amapá, Waldez Góes.

O painel desta manhã foi dividido em cinco palestras: Nova Economia para a Amazônia; Perspectivas para o Agronegócio de Baixas Emissões; Integrando Ciência e Inovação para o desenvolvimento socioeconômico sustentável da Amazônia; 10 Princípios Empresariais para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia; e Regularidade Ambiental – Estratégia para o Desenvolvimento Sustentável.

Tecnologia
Durante a abertura do fórum, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Moretti, anunciou um plano de trabalho entre a empresa e o Consórcio Interestadual da Amazônia Legal para desenvolvimento de tecnologias que garantam o desenvolvimento sustentável da região amazônica.
“Compartilhamos o interesse comum do desenvolvimento sustentável e do agronegócio de baixas emissões, considerando o valor da floresta em pé. E eu não tenho dúvidas que essa parceria vai fortalecer e ampliar o uso das tecnologias disponíveis nos nossos centros de pesquisas”, anunciou o presidente da Embrapa.

Agrolab Amazônia

A feira do agronegócio Conecta Sebrae Agrolab Amazônia, já se estabelece não apenas como o mais relevante evento 100% digital voltado ao agronegócio da Amazônia Legal, mas também pela expectativa de negócios que poderão ser gerados, uma vez que centenas de expositores poderão interagir com potenciais novos mercados do mundo inteiro.
Fórum de Governadores da Amazônia Legal
O Fórum ocorrerá nos dias 22 a 24 dentro da Agrolab Amazônia, alternando programações abertas com reuniões setoriais, dentro da plataforma digital disponibilizada através do site www.agrolabamazonia.com e para acessar basta realizar um cadastro. Já no dia 29 de setembro acontecerá a assembleia geral do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal.

Hoje foi dia de apreciar o Equinócio da Primavera no Marco Zero do Equador

O Equinócio da Primavera ocorre nesta terça-feira, 23, e a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) liberou o espaço do Monumento Marco Zero, que estava fechado desde o início da pandemia de covid-19, para que as pessoas pudessem observar o fenômeno que ocorre duas vezes ao ano.

Foto: Maksuel Martins

O fenômeno que marca o início da primavera no hemisfério sul e do outono no hemisfério norte estava marcado para 10h31, mas a visualização do alinhamento da sombra projetada pelo sol no obelisco pode ser observada a partir das 14h30.

O casal carioca Nilson e Simone Vieira, mora há dois anos no estado com os três filhos, e foi a primeira vez que a família visitou o ponto turístico.

Foto: Maksuel Martins

“A família da minha esposa está nos visitando e aproveitamos para trazê-los aqui, e juntos conhecermos a linha imaginária do equador que divide o mundo. Está sendo maravilhosa essa experiência que só sabíamos através de livros”, relatou o militar Nilson Viana.

Para a professora aposentada, Ivanilde Araújo, 74, estar prestigiando o Equinócio da Primavera é um resgate ao passado.

“Eu lembro de visitar esse lugar acompanhada de meus pais, mas naquela época não tínhamos nem ideia do que era o fenômeno. Mas, depois que se tornou um ponto turístico de fato, eu sempre tive vontade de vir aqui e hoje estou feliz com minha família realizando esse sonho”, afirma a professora, que veio acompanhada da filha e dos netos.

O vice-governador do estado Jaime Nunes e a secretária de turismo Rosa Abdon, também visitaram o monumento.

“Tomamos todas as medidas de segurança para que nosso povo e os turistas não fossem privados de prestigiar esse fenômeno que é reconhecido internacionalmente. Pós pandemia, vamos colocar em prática o projeto de revitalização do monumento Marco Zero e seu entorno, para que assim possamos retomar as atividades turísticas de nosso estado”, declarou Jaime Nunes.

O ponto turístico, que tem capacidade para 200 pessoas, teve a capacidade de visitas monitoradas reduzida em 50% e com todas medidas de prevenção, como o uso de máscaras, aferição de temperatura e uso de álcool em gel.

Foto: Maksuel Martins

O fenômeno

O Equinócio ocorre duas vezes ao ano: em março, chamado de Equinócio das Águas e outra em setembro, conhecido como Equinócio da Primavera.

O fenômeno marca a troca das estações e o momento em que o sol incide diretamente sobre a linha do equador, fazendo com que o dia e a noite tenham a mesma duração de tempo.

Em Macapá, o Monumento Marco Zero do Equador facilita a visualização. No horário marcado, o sol se posiciona exatamente no obelisco e podemos observar o fenômeno na projeção da sombra. O fenômeno atrai estudantes, turistas e pessoas interessadas em astronomia.

7a edição do Tapajazz com mostra em Belém. O Festival de Jazz será on Line, com participação de Toninho Horta, artistas do Amapá e outros grandes músicos

Em sua 7a edição, o Tapajazz, festival que tem origem em Santarém, município do Baixo Amazonas, no Oeste paraense, realiza sua 1a Mostra Belém nos dias 24, 25 e 26 de setembro, em formato on-line, com transmissão a partir das 19h30, direto do Teatro Waldemar Henrique, pelo canal de Youtube do festival e retransmissão pela página de Facebook da Equatorial Energia. Realização da Fábrica de Produções, patrocínio da Equatorial Energia, por meio da Lei Semear do Governo do Estado, e patrocínio da Alcoa. Apoio cultural da Casa do Saulo – Onze Janelas e deputado Igor Normando.

A programação traz oito lives de shows, em três dias, envolvendo mais de 20 músicos, de cinco estados brasileiros. Participam do Tapajazz – Mostra Belém, os músicos Joãozinho Gomes, Enrico Miceli e Zé Miguel, do grupo Conexão Amazônia (AP), Alan Gomes (AP), a banda Silibrina (SP), Toninho Horta (MG), Trio Paraense – Tripa, formado por Luiz Pardal, Jacinto Kahwage e Paulinho Assunção (PA), Grupo Jardim Percussivo (PA) e Maurício Maestro (RJ), além de Sebastião Tapajós (PA).

Primeiro festival de jazz do interior amazônico e um dos quatro do gênero na nossa região, o tapajazz acontece mais especificamente, em Alter do Chão, um dos mais visados destinos turísticos do Estado. O balneário é situado a poucos quilômetros de Santarém, cidade que possui uma forte tradição musical. É onde vive o violonista Sebastião Tapajós, nascido em Alenquer; e onde nasceu o saudoso Maestro Izoca. Hoje, com 300 mil habitantes, o município possui uma orquestra sinfônica e investe no ensino superior de música também.

“Já vivi profissionalmente de música, como instrumentista, fora do país. Quando retornei, percebi que, embora em minha cidade haja uma larga tradição de música instrumental, faltava um contato maior dos nossos músicos com esse gênero produzido também no resto do país. Isso me motivou a realizar o Tapajazz, como forma de preencher esta lacuna. Em 2020, estamos ampliando nosso intercâmbio”, diz Taré.

O produtor, com experiência de mais de três décadas na área, resolveu inovar e trazer para para a capital paraense uma mostra do festival, reunindo grandes nomes da música instrumental brasileira que, em maioria, já vem se apresentando nas edições realizadas em Santarém. A realização do projeto é da Fábrica de Produções, com patrocínio da Equatorial Energia e Alcoa, via Lei Semear, do Governo do Estado, e Alcoa, com apoio cultural da Casa do Saulo – Onze Janelas e deputado Igor Normando.

Intercâmbio artístico e formação de plateia

E a ideia de trazer uma mostra do Tapajazz a Belém é exatamente esta de contribuir para esta troca de informação e conteúdos, além de estimular a circulação de artistas locais e nacionais entre as duas cidades, gerando ainda oportunidades de trabalho para profissionais da área, além, claro, de promover a linguagem e formar novas plateias para a música instrumental na região.

Os compositores Zé Miguel, Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes, que formam o Conexão Amazônia, trazem para o evento a sonoridade que nasce no mundo amazônico do batuque e do marabaixo do Amapá. São três artistas que dialogam com as influências dos rítmica e imagética dessa fronteira com a Guiana Francesa e os sons da floresta.

“Nossa expectativa assim como a de meus parceiros é de grande alegria em participarmos mais uma vez do Tapajazz, (mesmo que em formato de Live) e de fazermos nessa edição, que pela primeira vez será realizada em Belém, como mostra especial, uma apresentação do jeito que o Tapajazz merece. Daqui do Amapá, nos conectaremos a este belo festival, e através dele, cantar e tocar nossas canções para um público que tem a música como necessidade essencial. A música que fazemos aqui consegue ser vista, ouvida e apreciada por grandes mestres da música planetária, e sem dúvida passa a reverberar em alto e bom som pelo mundo afora”, dizem Enrico di Miceli e Joãozinho Gomes.

Já Alan Gomes, que também vem de Macapá, se destaca como cantor, compositor e músico, atuante em bandas como “Os Sem Nomes”, “Casa Nova”, “Banda Zeta”, “Banda Placa” e “Banda Yes Banana”, essas duas últimas citadas, ainda faz parte e com trabalhos bastante distintos. Como Sadman atuou com todos os principais nomes da música Amapaense.

Atualmente, ele trabalha na gravação do seu primeiro E.P. intitulado “Vila Nova”, no qual evidenciará tanto o instrumental como também sua atuação como cantor e compositor, um trabalho que terá como base os ritmos da cultura da Amazônia, dando ênfase nos tambores de batuque e marabaixo, que são à base da cultura amapaense.

O Trio Paraense – Tripa – traz três grande músicos instrumentistas, Luiz Pardal (multi instrumentista), Paulinho Assunção (percussão) e Jacinto Kahwage (teclado), que além de amigos resolveram também tocar juntos, a partir de diversas afinidades musicais. “O que nos une é uma grande amizade, de uns 30 anos, e de Tripa, mais de 15 anos. Tocamos o que gostamos e isso faz muita diferença”, diz Paulinho Assunção.

No repertório o grupo traz composições autorais, de outros músicos paraense além de clássicos da música instrumental brasileira e internacional. Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, Vila Lobos, Pixinguinha, Jacob do Bandolim, além e Waldemar Henrique estão nos shows que eles realizam em diversos eventos. Tango, Fado, Pop transitam em suas apresentações, que também trazem carimbó, retumbão, choro samba e salsa.

“Vamos mostrar uma parte de tudo isso no show do Tapajazz. Vamos coisas autorais do Pardal e do Jacinto, além de outras que merecem ser mostradas. Esse é um projeto importante que já se estruturou no cenário da música instrumental na Amazônia, e no qual é uma participar”, diz o percussionista.

2o dia traz mais três grandes atrações

No segundo dia, o público vai conferir o trabalho do músico contrabaixista Maurício Maestro (foto), que nasceu no Rio de Janeiro e começou sua carreira profissional integrando o grupo vocal Momentoquatro, juntamente com David Tygel, Zé Rodrix e Ricardo Vilas, grupo que

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acompanhou Edu Lobo em 1967 na apresentação de “Ponteio”, no Festival da Rede Record. Arranjador do sucesso, entre outras coisas em sua trajetória, de 1975 a 1977,
atuou em dupla com a cantora e compositora Joyce. Em 1978 fundou o conjunto Boca Livre juntamente com David Tygel, Zé Renato e Claudio Nucci.

Sebastião Tapajós dispensa maiores apresentações. É um dos nomes consagrados da música instrumental no mundo. Violonista e compositor brasileiro, nascido em Alenquer-PA, ainda pequeno mudou-se para Santarém, onde começou a estudar violão. Em 1964 foi estudar na Europa e formou-se pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa, em Portugal.

Na Espanha, estudou guitarra com Emilio Pujol e cursou o Instituto de Cultura Hispânica. Ao longo de sua carreira, o artista já tocou com nomes conhecidos da MPB como Hermeto Pascoal, Jane Duboc, Zimbo Trio, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca, Maurício Einhorn e Joel do Bandolim, e internacionais, como Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson e Paquito D’Rivera.

Já a banda Silibrina com dois discos lançados, O Raio (2017) e Estandarte (2019), reúne sete instrumentistas, tendo como líder Gabriel Nóbrega – filho do multiartista pernambucano Antonio Nóbrega. O grupo abusa do piano, baixo, guitarra e metais que se juntam a instrumentos de percussão muito presentes na música popular do Brasil, como o caracaxá, ganzá, timbal, alfaia, gonguê e o pandeiro. O resultado leva o público a uma nova leitura das possibilidades musicais, que chega aos ouvidos de uma forma elegante e ao mesmo tempo eletrizante.

Toninho Horta e Jardim Percussivo encerram a mostra

A programação vai encerrar com duas grandes atrações. O guitarrista, compositor, instrumentista, cantor, arranjador e produtor Toninho Horta chega em meio às comemorações de seus 50 anos de carreira. O músico mineiro, autor de músicas que já fazem parte da história da música brasileira, já teve dois álbuns indicados ao Latin Grammy e está entre os 74 guitarristas mais representativos do mundo. É outro nome que dispensa maiores apresentações e que já esteve diversas vezes em Belém, com shows próprios.

A noite conta ainda com o grupo Jardim Percussivo, que tem a frente o músico percussionista Márcio Jardim, e que reúne ainda Edgar Matos (teclados), Wesley Jardim (baixo), Willian Jardim (guitarra) e Marcelino Santos (percussão). No Tapajazz eles apresentam um show autoral, que busca manter a sonoridade de instrumentos percussivos, trazendo, além de ritmos, a melodia, para fazer uma ligação entre a mãe África e o pulmão do mundo, a Amazônia.

PROGRAME-SE
TAPAJAZZ – MOSTRA BELÉM
24 a26 de setembro – 19h30
Canal de Youtube | Facebook Equatorial Energia. Saiba quem entra na live de Belém. Sempre às 19h30.

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QUINTA-FEIRA | Dia 24 de setembro

Grupo de Conexão De Macapá (AP). Alan Gomes
De Macapá (AP) Tripa – Trio Paraense Em Belém

SEXTA-FEIRA | Dia 25 de setembro

Maurício Maestro (RJ) e Sebastião Tapajós (PA) Em Belém (PA).
Banda Silibrina
De São Paulo (SP).

SÁBADO | Dia 26 de setembro

Jardim Percussivo e Toninho Horta Em Belém

Serviço

Mostra Belém Tapajazz. Nos dias 24, 25 e 26 de setembro, às 19h30, com transmissão direto do Teatro Waldemar Henrique, pelo canal de Youtube do festival e retransmissão pela página de Facebook da Equatorial Energia. Realização da Fábrica de Produções, patrocínio da Equatorial Energia, por meio da Lei Semear do Governo do Estado, e patrocínio da Alcoa. Apoio cultural da Casa do Saulo – Onze Janelas e deputado Igor Normando.

Nota do MP-AP em repúdio à violência policial incidente sobre a população preta

O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), por meio da Promotoria da Auditoria Militar e Centro Operacional de Apoio a Cidadania (CAO-Cid) , manifesta-se publicamente em repúdio aos atos de violência policial praticados pela guarnição (VTR 0218) do 10º Batalhão da Polícia Militar do Amapá (BMPM/AP) durante abordagem policial que resultou em agressão injustificada a casal de pessoas pretas e seus familiares, no último dia 18, fatos ocorridos no loteamento São José, na cidade de Macapá, Estado do Amapá.
Cumpre ressaltar que o Ministério Público Brasileiro, por meio do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), trabalha para adequar as resoluções que tratam do Controle Externo da Atividade Policial às disposições do art. 53 do Estatuto da Igualdade Racial (Lei n°12.288/2010), que determina a adoção pelo Estado de medidas especiais para coibir a violência policial incidente sobre a população preta e ao Direito Internacional dos Direitos Humanos, voltado para o enfrentamento da seletividade racial no sistema de justiça e segurança pública.
No âmbito do Ministério Público do Estado do Amapá, a Promotoria da Auditoria Militar – atenta ao seu papel de preservar as garantias da ampla defesa, contraditório e ao devido processo legal – requisitou à Corregedoria da Polícia Militar que adote todas as providências necessárias de forma a garantir a apuração dos fatos e punição dos culpados na forma da lei.
Por fim, considerando que a violência policial é endêmica e tem suas raízes num passado marcado pelo autoritarismo socialmente implantado, o MP-AP, por meio do Centro de Apoio Operacional da Cidadania promoverá ações que levem à reflexão dos agente públicos responsáveis e à mudanças dos paradigmas que norteiam a segurança pública no Estado do Amapá.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

O impacto da pandemia na saúde mental e bem-estar psíquico das crianças e adolescentes

*Renata Ferraz. Psicóloga Clínica

O desenvolvimento humano é um processo global e contínuo de transformações individuais e grupais. Tal processo se inicia antes mesmo do nascimento, momento em que a pessoa passa a existir para seus pais como um projeto de futuro. Desta forma, aquilo que está no entorno de um ser em desenvolvimento afeta a dinâmica de suas transformações ao longo do tempo, ou seja, as pessoas, os significados culturais, o momento histórico, as experiências pessoais e sociais, as oportunidades positivas e também os riscos, influenciam diretamente ou indiretamente a construção física, intelectual, emocional e social dascrianças e adolescentes.

Os processos de natureza biopsicossocial que ocorrem no curso de vida de um ser humano configuram um processo de via dupla: os seres afetam e são afetados pelo contexto histórico (caracterizado pela dimensão do tempo) e social (caracterizado pela presença e a influência de outras pessoas, relacionados aos diversos ambientes onde se vive). Entretanto, há eventos que são considerados pontos de rupturas, uma vez queinterrompem uma trajetória de desenvolvimento saudável causando traumas e crises profundas, alterando o curso do processo evolutivo.

O impacto da pandemia na saúde mental e no bem-estar psíquico das crianças e adolescentes é um exemplo de interrupção do seu processo dedesenvolvimento saudável. A mudança na rotina, isolamento social, saudade dos amigos, dos avós e dos professores, a preocupação dos pais, a ameaça contra a vida e a falta de respostas sobre o futuro são alguns fatores que mexem com as emoções, visto que eles não estavam preparados para o surgimento abrupto de tantas adversidades advindasdo covid-19 em um processo de desenvolvimento sócio afetivo e cognitivo.

Ao longo do período de quarentena, algumas crianças e adolescentes podem apresentasentimentos vagos de medo, insegurança, apreensão, sensação de estranheza, tristeza e desânimo, estresse emocional, além de momentos de ociosidade, irritabilidade exacerbada, ansiedade, insônia e aumento de apetite. Sendo necessário avaliar o período de duração e intensidade dos sintomas, assim como a incapacidade causada por estes.

É evidente que a sintomatologia varia de acordo com a idade, as características subjetivas de cada um, o contexto familiar e social e, principalmente, o jeito com que os pais e/ou responsáveis lidam com a situação de estresse, confinamento e perdas familiares. Vale ressaltar que a família tem um papel protagonista no controle dos impactos emocionais dos filhos, porém muitas tem dificuldade em identificar se determinados comportamentos estão saindo da normalidade, haja vista que a infância e adolescência são fases que naturalmente trazem inúmeras mudanças físicas, comportamentais, psíquicas e sociais.

Existem alguns comportamentos que podem ser identificados pela família como um sinal de comprometimento na saúde mental das crianças, como o excesso de irritabilidade e o choro frequente. Nos adolescentes, deve-se atentar para um maior isolamento auto infringido dentro do próprio ambiente familiar, exagero no uso do computador/celular, desmotivação para realizar atividades cotidianas e relatos de pensamentos negativos. Além disso, eles podem apresentar alguns sintomas fisiológicos provindos da ansiedade.

O diálogo dos pais e/ou responsáveis neste momento é essencial para que a criança e o adolescente, expressem francamente seus sentimentos de medo, inseguranças, angústias diante da sua nova condição de vida, minimizando assim o sofrimento psíquico frente a incerteza do amanhã e de quanto tempo eles irão continuar vivendo nesse formato de confinamento.

Na verdade, ninguém lida bem com incertezas, sendo compreensível que as crianças e adolescentes possam agir de modo inesperado por um período curto de tempo, mas se essas alterações comportamentais e emocionais se agravarem, persistirem por muitas semanas ou atrapalharem as funções cotidianas de seus filhos, pode ser o caso de buscar uma ajuda profissional especializada.

A busca pela psicoterapia infanto-juvenil possibilita uma melhor orientação sobre a conduta dos pais e/ou responsáveis quanto ao enfrentamento do problema. Inicia-se, então um processo de mudança comportamental com vista à promoção de saúde emocional e fortalecimento dos laços familiares.

Prefeitura de Macapá segue com atendimento no laboratório móvel para testagem de assintomáticos

A Prefeitura de Macapá continua nesta segunda-feira, 21, a testagem em massa para assintomáticos com a unidade móvel do Laboratório Covid. O atendimento está ocorrendo ao lado do Teatro das Bacabeiras de segunda a sexta, das 8h às 17h. A testagem é exclusiva para pessoas assintomáticas, que não apresentam qualquer sinal ou sintoma da doença.

A finalidade é ampliar os pontos de testagem e diminuir o fluxo de atendimento no Laboratório Central. “É uma forma de nós facilitarmos o acesso à população e ampliarmos o atendimento de testagem para aquelas pessoas assintomáticas”, explica a subsecretária de Assistência em Saúde, Tânia Vilhena.

O exame que está sendo ofertado é para a detecção do IGM. O exame é feito a partir da coleta de sangue em um frasco, para que a amostra seja processada em centrífuga de laboratório. Para a realização dos testes, é necessário que a pessoa apresente um documento de identificação com foto e CPF. Os resultados dos testes realizados na van estão sendo entregues após 48h no site exames.macapa.ap.gov.br.

Trâmites

Os casos que atestarem positivo terão seus dados cruzados com o registro de notificação do E-SUS, e, caso não tenham sido notificados como positivo anteriormente, serão encaminhados para uma das unidades de referência no atendimento para avaliação médica e orientações gerais.

Nos casos em que o exame der positivo e for constatado que já existe registro desta pessoa no E-SUS (notificado para Covid anteriormente), terão o material coletado e encaminhado para a realização de sorologia, que é a contraprova para um diagnóstico seguro desse paciente. O resultado do sorológico é divulgado ao paciente no prazo de até 7 dias.

Os casos negativos devem manter as medidas e cuidados de prevenção. O Comitê de Acompanhamento dos Casos Positivos será o responsável pelo acompanhamento dos pacientes, monitorando-os quanto à evolução do quadro clínico e orientando quanto às medidas restritivas.

Secretaria Municipal de Comunicação

Duplicação da Rodovia Duca Serra avança com várias frentes de trabalho

O Governo do Estado, aproveitando o período sem chuvas, inicia uma nova frente de trabalho na obra de duplicação da Rodovia Duca Serra. A nova etapa ocorre no trecho entre o Distrito Industrial e a entrada da cidade de Santana. Neste sábado, 19, foi feito o remanejamento dos postes de energia elétrica entre o 4° Batalhão de Polícia Militar e a linha férrea.

Além da realocação, foram instalados três postes de média tensão e 130 metros de cabos que farão parte da rede elétrica do trecho. Em 2019, foi realizado o mesmo serviço no trecho próximo à Lagoa dos Índios.

Após este trabalho, será iniciada a terraplanagem das laterais da rodovia, visando o alargamento das pistas para a duplicação. Paralelamente, a obra também segue acontecendo no sentido Macapá-Santana, no trecho que vai até o Distrito Industrial (conhecido como trevo).

Duplicação

O Governo do Estado investe na duplicação da Rodovia Duca Serra com o objetivo de melhorar a mobilidade urbana dos municípios de Macapá, Santana e Mazagão, que integram a Região Metropolitana. O projeto também busca oferecer alternativas para a via durante os horários de pico, oferecendo mais qualidade e segurança aos usuários.

Ao todo serão duplicados 17 quilômetros da rodovia, com 12 retornos, duas rotatórias, quatro passarelas elevadas, ciclovia, acostamento, barreiras de segurança e sinalização horizontal e vertical.

A segunda etapa da ponte sobre a Lagoa dos Índios, em execução, também integra o pacote de mobilidade.

Hemoap realiza campanha para cadastro de doadores de medula óssea

 

Com a campanha “Primeiro você doa esperança e depois você doa vida”, o Instituto de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap) está buscando doadores voluntários que queiram se cadastrar no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Foto: GEA

Amapá tem o 4º maior banco de doadores da região Norte, com mais de 30.500 mil voluntários. Quase 100 amapaenses já foram convocados para a 1ª fase de análise de compatibilidade com pacientes de outros estados e até mesmo de outros países, já que o Redome faz parte do banco mundial de doadores de medula.

Para fazer o cadastro é simples, basta que o voluntário vá até o Hemoap, localizado na Av. Raimundo Álvares da Costa, 1093 – Central, em Macapá entre as 7h30 e 11h30 com um documento de identificação e será retirada uma pequena quantidade de sangue para que ele seja inserido no Redome.

O cadastro é feito apenas uma vez e fica ativo até que paciente complete 60 anos, idade máxima para que ele seja um doador de medula óssea.

A cozinheira Maria Alice Bendelack, de 39 anos, foi até o Hemoap após ouvir em um programa de rádio sobre a campanha e resolveu fazer também a doação de sangue.
“Só o fato de nesse mundo todo alguém precisar de você é muito bom. Estou no Amapá e poder ajudar alguém em qualquer outro estado é uma coisa muito boa, e é tudo muito rápido e tranquilo, não dói nada”, garantiu ela.

O responsável pelo Redome no Amapá, o enfermeiro Fabiano Fonseca, explicou que durante o cadastro, o voluntário é incentivado também a se tornar doador de sangue.
“A vantagem dessa parceria é que você pode fazer o cadastro no Redome e a doação de sangue ao mesmo tempo. O cadastro você faz uma única vez na vida, e a doação de sangue você pode fazer até 4 vezes por ano. Cada vez que você doa sangue ajuda a salvar 4 vidas”, ressalta Fabiano.

Desde o lançamento das ações de prevenção e enfrentamento ao coronavírus pelo Governo do Estado, o Hemoap adotou algumas medidas para garantir a segurança dos doadores como a distribuição de álcool em gel, verificação de temperatura corporal e distanciamento entre os voluntários.
O doador pode ir diretamente ao Hemoap ou agendar a doação através do site https://hemoap2.reservio.com/.

O contrário aconteceu com a técnica em radiologia Joicymara Santos de Carvalho, de 31 anos, ela foi até o Hemoap realizar uma doação direcionada e foi informada sobre o cadastro no Redome.

“Eu tinha vontade de voltar a doar sangue e vi que estavam fazendo cadastros para o Redome, achei muito interessante porque ajuda a salvar vidas, muitas pessoas precisam e nos dá um sentimento de dever cumprido e de satisfação em poder ajudar”, finaliza.

Divulgado resultado final do Programa Centelha Amapá

 

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) divulgou o resultado final do Programa Centelha Amapá, que visa estimular a criação de empreendimentos inovadores, a partir da geração de novas ideias além de disseminar a cultura do empreendedorismo inovador.

Foto: arquivo 2019

O programa foi lançado no Amapá em junho de 2019, pelo Governo do Estado e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Cada projeto pôde receber o valor de até R$ 53 mil. O recurso disponibilizado para o programa foi de R$ 800 mil, sendo R$ 600 mil oriundos da Finep, e R$ 200 mil do Governo do Estado.

A iniciativa é do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com promoção da Finep, para estimular a criação de empresas inovadoras em setores estratégicos em todo o país. O Centelha é operado pela Fundação CERTI e executado no Amapá pela Fapeap.

O resultado final está disponível em: www.programacentelha.com.br/ap.

O Programa
O Amapá foi o primeiro estado da Região Norte a lançar o programa, que teve 179 ideias submetidas. Dessas, 153 foram classificadas para a última fase e 15 selecionadas ao fim do processo.
As empresas selecionadas ainda passarão por um processo de pré-incubação com suporte e capacitação para transformar as ideias em negócios de sucesso, consolidando uma forte rede de apoio ao empreendedorismo inovador no Amapá. Esse acompanhamento terá a duração de 6 meses.

Violência policial e racismo praticados no Amapá, denunciados nacionalmente

O vídeo de um policial militar agredindo uma mulher negra, que filmava a abordagem da PM ao seu marido, foi notícia no Fantástico de ontem, e foi presente nos perfis de redes sociais Brasil a fora.
Que a PM do Amapá, que está no ar com campanhas de violência contra a mulher, e seus bons policiais, combatam com muita força, internamente na corporação, a violência de qualquer tipo, o machismo e o racismo.

Ato Unificado dos Movimentos Negros Amapaenses “Vidas Negras Importam” será nesta terça-feira, 22

 

Nesta terça-feira, 22,  às 16h,  em Frente ao Comando-Geral da Polícia Militar do Amapá (PM/AP), no bairro do Beirol, os movimentos negros amapaenses farão um Ato Unificado denominado “Vidas Negras Importam”.

A manifestação ocorrerá em razão da barbárie cometida por um policial da PM do estado do Amapá, na noite de sábado, 19 de setembro, contra uma mulher negra, a pedagoga Eliane do Espirito Santo da Silva, que foi torturada e levada presa ao questionar uma abordagem violenta que a PM fez contra sua família.

Vilar, do latim Bar do Vila, de volta ao tucupi shot

Após seis meses de portas fechadas, o bar voltou a atividade nesta semana. 

 

O salão vazio, com as mesas escoradas na parede, cheio apenas de silêncio, em que se ouvia apenas o som dos ventiladores circulando o ar abafado das 15h da tarde em Macapá. A última vez em que eu tinha estado ali havia seis meses, no último carnaval antes do mundo fechar. Enquanto atravessava aquele lugar em direção à mesa, a nostalgia me tomava de tal maneira que, sem perceber, soltei um “égua, que saudade de vilar!”

Aline e Manu, proprietárias do bar e amigas que a minha frequência semanal no meio fio me deram, me esperavam sentadas, com a mesma receptividade de sempre. A cerveja, agora, dava lugar à água e a música, à conversa nesse que era o último dia antes do Bar do Vila voltar a ativa. 

Aline e Manu, proprietárias do Bar do Vila.

“Isso aqui nasceu da ideia de criar um espaço diferenciado, não só o novo do mesmo”, me explicaram as meninas sobre a origem do bar. Com a experiência de anos na produção do Vila do Rock que Emanuely Coutinho (31) carrega, somada à potência criativa de Aline Araújo (26), o empreendimento foi se desenhando no dia a dia, de forma modesta, sem a expectativa de que, dois anos depois, ocupasse um lugar de referência cultural na cidade.

“Quando a gente inaugurou, tínhamos um único freezer e foi tudo muito surpreendente, ficamos desesperadas”, contam hoje em tom de risada. Inaugurado em 15 de dezembro de 2018, o bar, ainda sem decoração, disposição de mesas e ambiente arejado, recebeu naquela noite mais de 150 pessoas. “Antes das 22h já tinha acabado toda a nossa cerveja. Demoramos uns 4 meses para nos adaptarmos ao volume de gente. Na nossa cabeça, ficaríamos funcionando por uns 10 meses só, e quando vimos, completamos um ano”. 

Celebrado com euforia e suspiros de alívio, o primeiro ano do Bar do Vila chegou trazendo os frutos de um trabalho diário árduo. “O novo espaço veio focando em um novo público, que é público dos drinks, não só o pessoal que toma o litrão. Era um espaço realmente desconfortável, não tinha mesa, não tinha cadeira. Época de chuva chegava e não tinha tenda. Não tínhamos praticamente nada! Trabalhamos um ano do jeito que dava para construir um espaço mais confortável e apresentar uma carta de drink acessível para as pessoas”. Espaço esse que, horas depois da nossa conversa, recebeu uma família para um ensaio fotográfico. 

Poeta Joãozinho Gomes, Alcilene Cavalcante e a cantora Patrícia Bastos.

Com uma seleção de drinks que vai da tradicional caipirinha à famosa gin tônica, o bar valoriza a produção local em cada detalhe, desde a utilização Gengibirra e frutas sazonais para as bebidas, até a programação repleta de MPA. “Sempre tivemos o cuidado  em valorizar a nossa própria cultura, que é muito apagada, principalmente por falta de espaço, por esse costume de se valorizar só o que vem de fora. Dar oportunidade e fazer com que as pessoas se permitam conhecer e gostar do que é nosso. A primeira vez em que trouxemos a Patrícia Bastos aqui parecia algo muito distante e não, a gente ouve Patrícia desde muito cedo. E perceber que todos esses artistas que nós crescemos ouvindo, hoje, gostam de tocar aqui é muito gratificante”, me conta Aline, enquanto eu observo a pintura de um casal marabaixeiro na parede atrás dela, em um salão que reúne encontros de gerações macapaenses.

Dentre as pinturas nas paredes, a mais direta delas, sem dúvidas, é “Lute como uma mulher!” Ocupar um lugar de destaque como empreendimento feminino em Macapá nem sempre foi algo tranquilo. “A gente sempre escuta ‘Mas quem é um dono?’, e quando falamos que somos nós, as pessoas duvidam. Até para a gente abrir o bar foi difícil. procuramos várias distribuidoras para conseguir material básico e ninguém queria investir. É bem descarado o machismo, principalmente por trabalharmos na noite”. Mas as dificuldades se convertem em potência, na medida em que deixa de ser um bar e se torna um espaço de acolhimento. “Não toleramos nenhum tipo de preconceito e desrespeito aqui! Seja com nosso público ou com nossos colaboradores. A nossa maior preocupação é que as pessoas se sintam bem aqui, seguras e à vontade”, como o tradicional “LOVE” com as cores da bandeira LGBT no corredor do bar.

“Eu sei que existe aquela imagem de tumulto no imaginário das pessoas, mas estamos prezando pelo máximo de segurança possível para o nosso público.” Após seis meses de atividades paradas, as proprietárias, que também são formadas na área da saúde, se planejam para receber os clientes com o máximo de segurança possível. “Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para manter uma ordem. Por exemplo, em relação ao meio fio, que não é de responsabilidade nossa, não poderemos comercializar bebidas mais, para ter controle de consumo. Então só atenderemos da calçada para dentro, nas mesas com comanda.” 

“Nós temos plena consciência de que vivemos uma pandemia, e sem precedentes para uma vacina. Mas chegou um momento em que não conseguimos mais ficar de portas fechadas, por vários motivos. Seis meses de uma empresa fechada, com uma construção em pagamento, é muito difícil.” Com uma agenda reprogramada, os horários foram flexibilizados para atender ao decreto da Prefeitura de Macapá. Agora funcionando das 17h às 23h, de quarta à domingo. 

“Não temos mais feito planos, pela frustração que foi planejar um ano de 2020 incrível para o bar e não poder realizar nada. No momento a nossa preocupação é viver o presente, mas é aquilo, a gente é meio doidinha, se der na telha, a gente faz!’ resume Aline com uma gargalhada por saber que, apesar de tudo, ainda existe nas mão de duas jovens mulheres, a coragem e disposição para realizar coisas incríveis.

 

 

Após pedidos da população, UBS do Marabaixo será vocacionada para atendimento clínico geral

Após diminuição dos atendimentos de Covid-19 em mais de 60% e a pedidos da comunidade da zona oeste, a Unidade Básica de Saúde do Marabaixo será vocacionada para atendimentos clínicos a partir desta segunda-feira, 21. De acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde, a unidade atendeu em maio 5.710 pacientes; em junho foram 4.626; em julho diminuiu para 2.097; e em agosto a queda chegou a 1.782 pacientes em consultas médicas.

Para o fundador do bairro e presidente da Associação de Moradores do Jardim América, Rudivaldo Paes do Carmo, a comunidade reconhece que o atendimento para a Covid-19 foi importante, mas que a estabilidade dos casos permite outros serviços. “Agora que estamos em uma situação estável da pandemia, percebemos também a necessidade do retorno dos serviços clínicos. Portanto, estamos felizes com a volta dos atendimentos e acompanhamentos médicos na zona oeste”, frisou.

Além dos pedidos da comunidade, desde julho, a Unidade Básica de Saúde do Marabaixo apresenta uma redução no número de atendimentos de pacientes suspeitos de Covid-19. Nos 15 primeiros dias de setembro, por exemplo, foram dispensadas 343 receitas e atendidos 560 pacientes, ou seja, uma média de 37 atendimentos diários para uma unidade que funciona 18 horas. No último sábado, 12, foram atendidos apenas 18 pacientes e duas receitas. No domingo,13, foram treze pacientes e vinte receitas, o menor número de atendimento desde que a unidade foi vocacionada para pacientes suspeitos e confirmados da Covid-19.

“Estamos com uma unidade grande e com baixo atendimento. A população também viu isso e nos provocou para o retorno das atividades clínicas, e após ponderações e muitas avaliações, também compreendemos que esse retorno é necessário”, destaca a secretária municipal de Saúde, Gisela Cezimbra. A unidade volta a oferecer os serviços de rotina, como consultas médicas clínico geral, pediatra, ginecologista; programas, como Saúde do Homem, Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Saúde do Idoso, Nasf e ESF; atendimento odontológico, vacina, controle de hipertensão, diabetes e tabagismo, nutrição,  peso da Bolsa Família e atendimento de casos suspeitos para a malária, das 7h à 0h.

Atendimentos em setembro

Dia: 01/09/2020

Pacientes atendidos – 76

Receitas – 60

Dia: 02/09/2020

Pacientes atendidos – 35

Receitas – 21

Dia: 03/09/2020

Pacientes atendidos – 49

Receitas – 36

Dia: 04/09/2020

Pacientes atendidos – 50

Receitas – 49

Dia: 05/09/2020

Pacientes atendidos – 50

Receitas – 05

Dia: 06/09/2020

Pacientes atendidos – 27

Receitas – 07

Dia: 07/09/2020

Pacientes atendidos – 26

Receitas – 04

Dia: 08/09/2020

Pacientes atendidos – 36

Receitas – 09

Dia: 09/09/2020

Pacientes atendidos – 47

Receitas – 22

Dia: 10/09/2020

Pacientes atendidos – 28

Receitas – 20

Dia: 11/09/2020

Pacientes atendidos – 38

Receitas – 33

Dia: 12/09/2020

Pacientes atendidos – 18

Receitas – 02

Dia: 13/09/2020

Pacientes atendidos – 13

Receitas – 20

Dia: 14/09/2020

Pacientes atendidos – 44

Receitas – 33

Dia: 15/09/2020

Pacientes atendidos – 53

Receitas – 22

Secretaria de Comunicação de Macapá

Estilizado lança enredo e apresenta carnavalesco em Live Alaranjada

 

Valério Guidinele, artista plástico e professor da escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, é o novo carnavalesco de Piratas Estilizados. Será apresentado oficialmente neste sábado (19), às 18h, na Live Alaranjada, para lançamento do Enredo para o Carnaval/2021.

No lançamento virtual do enredo vai ter muito samba com Aureliano Neck e a Ala Musical Estilizada, bateria Orquestra de Bambas e os intérpretes do carnaval carioca, Tinga e Grazzi Brasil.

Tudo para você curtir no conforto e segurança da sua casa

É hora de alegria, deixa a tristeza de lado e venha sambar com Piratas Estilizados. Neste sábado, a partir das 18h, nas páginas oficiais de Piratas Estilizados no Facebook (/piratasestilizados) e no YouTube (Piratasestilizadosoficial)

Gilvana Santos
Assessoria de Imprensa Estilizados

XX Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Macapá será em formato de Live

No dia 27 de setembro será realizada a XX Parada do Orgulho LGBTQIA+ na cidade de Macapá. A programação, que comemora os 20 anos do evento, trará o tema “20 anos de resistência: colorindo o meio do mundo e conscientizando para a cidadania”, será realizada por meio de uma Live, com início previsto para às 18h, encerrando-se às 23h. As plataformas utilizadas serão o canal do Youtube e a página do Facebook oficial do evento.

Foto: Jhenni Quaresma

De acordo com o organizador do evento e coordenador municipal dos Direitos da População LGBTQIA+, o ativista André Lopes, mesmo com a pandemia, o movimento decidiu realizar a XX Parada em forma de Live, que visa promover a cidadania das pessoas que se identificam enquanto lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, desenvolvendo ações objetivas de integração e inclusão destes na sociedade, além de comemorar 20 anos de luta pelos direitos humanos da população LGBTQIA+ em Macapá.

“São 20 anos de muita luta. No início, não tínhamos espaço, nem legislação. Sofríamos muito preconceito, mas hoje estamos em um processo que temos hoje, uma cidade que respeita a diversidade. Temos uma gestão que apoia os nossos direitos, temos muito para celebrar, mas temos muito também para reivindicar e para fazermos, para, no futuro, termos uma sociedade que nos respeitem, independente da nossa orientação sexual, que nos vejam com pessoas iguais a todos”, ressaltou.

A programação reunirá lideranças, parlamentares, gestores públicos e membros da comunidade em uma linda celebração, que contará com apresentações de artistas LGBTQIA+ do estado, respeitando os decretos municipais e estaduais de prevenção à proliferação da Covid-19.

Programação cultural:

Terá shows dos artistas Jhimmy Feiches, PagoDelas, MicheleMaycoth, RafaSteffans, MCDeeh, Ruan Mikael e Tani Leal. Além de performances do Grupo Drags Tucujus, Samira Catuaba, Savannnah Destruction e Naomi Kordeii.

Redes Sociais:
Youtube (canal Parada do Orgulho LGBT de Macapá)
Facebook (Parada do Orgulho LGBT de Macapá)

Links:
https://facebook.com/paradadoorgulholgbtdemacapa

Comunidade do Ambrósio recebe kits de proteção e higiene doados pelo SESI e SENAI Amapá

Em mais um projeto de combate à Covid-19, o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional da Aprendizagem Industrial (SENAI) do Amapá, junto com parceiros, entregaram 500 kits de proteção e higiene à comunidade. Por meio da ação, moradores do Ambrósio, em Santana, foram beneficiados com barras de sabão e máscaras de tecido.

A iniciativa é resultado do projeto que vem trabalhando com a fabricação de sabão, obtido a partir do reaproveitamento do óleo de cozinha. Nele também atuam a Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec). A primeira é responsável por capacitar pessoas interessadas em aprender a fazer o produto, e a segunda, pela coleta e armazenamento da matéria prima.

A produção de sabão tem como objetivo contribuir com a prevenção ao coronavírus, pois ao ser doado às comunidades carentes, a intenção é incentivar a prática de higiene, tão importante neste momento. Além disso, o intuito é fomentar a ação sustentável e tornar a atividade uma fonte de emprego e renda, por meio do incentivo à fabricação caseira.

“O projeto tem o cunho sustentável, tendo em vista que a ideia é trabalhar para que esse óleo que seria descartado de maneira inadequada no meio ambiente tenha outro destino. Neste momento, isso se tornou mais importante ainda, pois aliamos essa preocupação com a necessidade de fortalecer a prática de limpeza e higiene, dado o cenário de pandemia que estamos combatendo”, destacou a superintendente do SESI e diretora de Operações do SENAI Amapá, Alyne Vieira.

O secretário de ciência e tecnologia do estado, Rafael Pontes, ressalta a importância da rede de parceiros que tem atuado no combate ao novo coronavírus. “Antes de tudo, quero destacar que aqui também se faz ciência e se desenvolve tecnologia. A produção de sabão caseira é um exemplo disso, e funciona como estratégia para que as pessoas tenham acesso a um produto de higiene”, comentou.

As 500 barras de sabão entregues foram fabricadas pelos profissionais do SESI e do SENAI Amapá, Alan Matos e Everaldo Terceiro. Além deles, a coordenadora da Unidade SESI SENAI Santana, Sandra Duarte, e o gestor de Inovação e Tecnologia do SENAI, José Reinaldo do Nascimento, participaram da execução da iniciativa.

“O SESI e o SENAI têm colaborado muito com a comunidade, por meio de doações. O kit que estamos recebendo vai contribuir com a proteção dos moradores, pois é preciso manter todos os cuidados para evitar a contaminação”, finalizou o presidente da Associação Comunitária do Ambrósio, Jhow Barreto.

O evento de entrega contou, ainda, com a presença de representantes da comunidade e membros do Judiciário e Ministério Público.

Sobre Fernando Canto

* Renivaldo Costa – Jornalista

O Fernando Canto é um dos seres humanos mais extraordinários que conheci até hoje. Me permito chamar de “irmão” a poucos amigos. Fernando é um deles. Nos conhecemos há 25 anos, quando ele ainda morava em Belém e desde então estabelecemos uma relação de amizade e apreço. Muito daquilo que escrevo tem forte influência de Fernando. Afinal, cresci lendo seus livros.

Em maio Fernando Canto completou 66 anos, data que nem pudemos comemorar como de praxe em razão da pandemia. Ele nasceu em 29 de maio de 1954 em Óbidos, mesma terra que gerou outros ícones da cultura brasileira como Inglês de Sousa. Suas incursões pela música e literatura são conhecidas pelo Brasil afora, mas creio que o Amapá precisa redescobrir ainda Fernando Canto.

Outro dia, numa conversa com o ex-deputado Antônio Feijão, ouvi o seguinte comentário: “Se tivesse nascido em qualquer outro lugar do mundo, o Fernando Canto seria considerado um legado cultural pelo seu povo. O Amapá precisa olhar mais pelos seus heróis”. De fato. A contribuição dado por Canto ao longo de sua trajetória no Amapá é um legado do qual temos que nos orgulhar. Obras como “O Bálsamo” e “Eqüino Cio” são dignas de premiações internacionais.
Ademais, foi somente na gestão de Fernando Canto que a Confraria Tucuju ganhou notoriedade.

Provavelmente uma das maiores contribuições de Fernando Canto à cultura amapaense tenha sido a “marabaixeta”, um marabaixo fora de época que ele idealizou num momento em que esta manifestação passava por momento agônico e corria o sério risco de desaparecer. À época, Fernando sofreu críticas mas hoje – quase 23 anos depois – sua iniciativa pode ser melhor entendida. Hoje proliferam grupos de marabaixo e até já se promoveu um festival dessa manifestação, ideia aliás que nosso sociólogo defendia há mais de 20 anos.

Por fim, encerro esta homenagem relembrando uma história ocorrida com o Fernando Canto e contada pelo saudoso amigo Hélio Pennafort. “Levado por amigos, o Fernando Canto participou de uma animada festança lá para as “blelbas” do furo do Assacu. Conhecendo a rígida disciplina que nesses lugares impera no salão, Fernando, depois de muita excitação, conseguiu aproximar-se de uma brejeira cabocla, triste e solitariamente encostada na desnivelada parede de paxiúba:
– A senhorita me permite esta contradança?
– O que ?
– Vamos dançar?
– Num dá. Eu só danço abenetando.
Fernando encabulou. Desencabulou. Novamente convidou. Mas qual… a dama encasquetou: – Já disse, só danço abenetando.
Sociólogo de vastos recursos, imaginou tratar-se de algum passo novo e, quem sabe, poderia adaptar-se a ele no decorrer da contradança. Insistiu: – Mas sim, vamos dançar?
– De novo? Puxa, só danço abenetando.
– Pois eu sei dançar abenetando.
Mas quando?… A Bené num tá.”

Fernando Canto

Hemoap precisa urgente de doadores de todos os tipos sanguíneos

O estoque de sangue do Instituto de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap)  está crítico e precisa urgente de doação para atender as demandas transfusionais das unidades hospitalares públicas e privadas do estado. A preocupação do instituto é garantir a regularidade de todos os tipos sanguíneos do estoque, por isso convoca doadores fidelizados – que doam com frequência – e novos voluntários.

Desde julho o Hemoap tem apresentado baixa no número de doadores que procuram a instituto para doação de sangue. E no mês de setembro a situação ficou mais grave, a média diária apresentada na primeira quinzena foi de 30 a 45 candidatos ao dia, quando o ideal para garantir o estoque regular é de 80 diariamente.

Desde o início do mês o Serviço de Captação e Orientação Social (Scos) tem feito contato com os doadores já cadastrados para que compareçam ao instituto. Doadores fidelizados podem doar nos seguintes intervalos de dias: homens, a cada 60 dias e mulheres a cada 90 dias.

“É importante que atualizem cadastro, com endereço e número do telefone, pois não estamos conseguindo fazer contato para convocação para doação dos nossos voluntários fidelizados”, reforçou a chefe do Scos, Clayanne Queiroz.

Novos voluntários precisam estar atentos aos critérios recomendados: ter entre 16 e 69 anos (menores é obrigatória a presença de pais e/ou responsáveis legais); Pesar 50 kg ou mais; Estar saudável; No dia da doação precisa estar alimentado e levar um documento oficial com foto. É importante que o doador tenha dormido pelo menos 6 horas na noite anterior e não tenha ingerido bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação.

Interessados em doar sangue podem comparecer ao Hemoap, que está localizado na Avenida Raimundo Álvares da Costa, esquina com a rua Jovino Dinoá, no turno da manhã entre 7h30 e 12h. A unidade também atende por agendamento pelo site https://hemoap2.reservio.com/.

Medidas preventivas

O atendimento no Hemoap, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, segue as orientações sanitárias para garantir a segurança de todos os doadores e profissionais.

O tempo de permanência do doador – entre a triagem até o fim da doação – não ultrapassa uma hora. Além disso, apenas oito pessoas por vez acessam o espaço interno, onde acontece a doação, para evitar contatos físicos e aglomerações.

Segurança na doação

Caso o voluntário apresentar sinais de gripe ou resfriado, deverá realizar a doação 14 dias após o desaparecimento dos sintomas. Em caso de viagem para fora do estado nos últimos 30 dias, estarão aptos para doação após um mês da data de chegada.

Os doadores que forem até o Hemoap não devem levar acompanhantes, somente nos casos estabelecidos.