SESI e SENAI AP realizam workshop sobre soluções inovadoras para o crescimento do Amapá

Macapá – A necessidade de criar soluções que impulsionem o desenvolvimento do Amapá foi tema de destaque no workshop “Liderança: caminhos inéditos para a evolução do Amapá”, realizado no Teatro SESI. A palestra foi conduzida pelo executivo Oscar Motomura, diretor executivo da Amana-Key, e um dos maiores especialistas no mundo em gestão, estratégia e liderança.

Organizado pelo SESI e SENAI, o evento contou com a presença de lideranças políticas, autoridades, convidados e membros da comunidade. Foi uma oportunidade de reunir esforços de diferentes esferas para encontrar e alinhar alternativas que sejam transformadas em políticas públicas de desenvolvimento econômico e social, com inovação e tecnologia.

Oscar Motomura destacou as potencialidades do estado e disse que um bom líder necessita ter iniciativa para uma boa gestão. “Nada impede que o Amapá se posicione muito bem no ranking global de competitividade, uma vez que possui impressionantes ativos ecológicos e boa localização geográfica. Se conseguirmos colocar todo esse potencial em prática podemos fazer coisas extraordinárias, servindo, inclusive, de exemplo para o país. Uma sociedade fragmentada tem dificuldades naturais para fazer acontecer, é necessário que surjam mais líderes que transformem ideias em ações. A participação de todos é fundamental, pois quando nos juntamos, é impressionante o que podemos fazer”, pontuou Motomura.

Um dos exemplos dados pelo especialista foi um case de sucesso da Estônia, na Europa. Um cidadão comum se converteu em um líder nato ao ter a ideia de mobilizar a população para limpar as florestas do país que enfrentavam descarte indiscriminado de lixo. A proposta era juntar 40 mil pessoas para retirar 10 toneladas de lixo em um dia e limpar o país. O movimento foi tão forte, que reuniu 50 mil pessoas entre empresas, governo, voluntários, chamou a atenção do mundo e ficou conhecido como o mutirão mais bem sucedido da história.

Sergio Moreira, diretor Regional do SESI e SENAI/AP, destacou que é um grande desafio liderar diante de tantas mudanças e transformações, devido a novas tecnologias e ao mundo digital. “O futuro está acontecendo agora. Os avanços da tecnologia e da ciência, as mudanças sociais, o aumento da expectativa de vida da população e as demandas da sociedade por energias renováveis causam impactos importantes na economia e nos negócios. Além dessas tendências determinarem o ritmo do mercado de trabalho, é difícil acompanhar as atualizações na velocidade em que elas ocorrem”, frisou o gestor.

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, lembrou que as dificuldades históricas existentes há décadas atravancam a interlocução do Amapá com o mundo. “Nosso estado tem uma localização estratégica, uma relação bilateral e comercial com a Guiana Francesa (França) – Corredor Transfronteiriço, um grande potencial hídrico, e uma significativa área portuária, mas ainda assim precisamos vencer o aumento do desemprego, o fechamento de inúmeros empreendimentos, e a retração da economia. Necessitamos de mais momentos como esse que debatem como transformar nossas potencialidades em produtos que fortaleçam nossa economia”, destacou o senador.

Durante o evento, ocorreu uma roda de conversa moderada por Motomura, com as presenças do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre; o prefeito de Macapá, Clécio Luis Vieira; o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, João Guilherme Lages; o representante do senador Randolfe Rodrigues; Charles Chelala; o titular da 5ª vara do Trabalho, juiz Jônatas dos dos Santos Andrade; e do diretor Regional do SESI e SENAI/AP, Sergio Moreira.

Capacitação

Os colaboradores do SESI e SENAI também tiveram um dia de orientações com Motomura. A capacitação, realizada no auditório da faculdade CEAP, teve como objetivo despertar o senso crítico e os princípios necessários para alcançar o sucesso das instituições. Na oportunidade, o especialista palestrou sobre iniciativa, comunicação interna, velocidade na resolução de tarefas, entre outros temas.

Para a professora da Escola SESI, Dilena Cavalcante, a capacitação foi muito significativa, pois é fundamental alcançar as metas do mundo corporativo. “Aprendi que devemos desenvolver a capacidade de liderar pessoas respeitando as diversidades culturais, educacionais e de valores que hoje compõe as empresas, atingindo os resultados de forma mais rápida e eficiente. Com certeza esse workshop contribuiu de forma significativa para o nosso crescimento profissional e pessoal”, concluiu.

Sobre o palestrante

Motomura é CEO do Grupo Amana-Key, presidente do Comitê de Jurados do Prêmio UNESCO – Japão para projetos de educação em desenvolvimento sustentável, e co-chairman do Conselho Internacional da “Carta da Terra em Ação”, movimento que busca o bem comum planetário. Sua trajetória começou como office boy aos 16 anos e depois de dez anos, conseguiu fundar a Amana-Key, empresa que se tornou referência no país em educação executiva e consultoria em gestão.

Ari Silva. De vendedor da mercearia do pai, no mercado, a dono de rede de supermercados. Histórias do Mercado Central

O novo Mercado Central é um celeiro de histórias e memórias vivas que ajudam a contar a história do comércio amapaense e de pessoas que começaram muito jovem a desenvolver seu espírito empreendedor. É assim que inicia a história de Ari Silva e dos supermercados Santa Lúcia. Hoje, ele é um dos donos do empreendimento.

Aos 12 anos, Ari começou a trabalhar na mercearia “Flor do Amapá”, com o pai Pedro Silva e os irmãos. O espaço era localizado dentro do Mercado de Peixe de Macapá. Essa é uma das muitas narrativas que contam um pouco do simbolismo do Mercado Central, que foi revitalizado com recursos oriundos de emenda parlamentar do senador Randolfe Rodrigues (R$ 2,5 milhões) e da Prefeitura de Macapá (R$ 1,2 milhão), e será entregue nesta quinta-feira, 16.

Ari Silva, hoje com 47 anos de idade, diz que tem muitas lembranças do mercado. “Meus dois irmãos [João e Marco] e eu acordávamos cedo, por volta das 4h, e às 5h já estávamos trabalhando dentro do Mercado de Peixe. Vendíamos de tudo, milho, lamparina, açúcar. Logo montamos uma mercearia filial dentro do Mercado de Carne, hoje o notório conhecido como Mercado Central. Íamos cedo com o nosso pai, que acreditava no trabalho para vencer as dificuldades da vida. Ele deixou um ensinamento muito forte de vendas, de lidar com os clientes. A origem do Grupo Santa Lúcia se iniciou dentro do Mercado Central”, conta.

Nascidos e criados no bairro Trem, Ari e seus irmãos João e Marco contam que de lá, dentro do mercado, começaram a perceber novas oportunidades, e foi então que começaram o autosserviço, embrião dos supermercados, que é mercado aberto. “Compramos o Mercantil Santa Lúcia, próximo ao Macapá Shopping, e lá já veio até com o nome, mas a origem em si nasceu dentro do Mercado de Peixe e de Carne. Logo após, compramos o Mercantil Bom Vizinho”, explicou.

O pai de Ari Silva faleceu quando ele era ainda muito jovem, mas os ensinamentos e o espírito empreendedor os fizeram perceber a mudança nos hábitos de consumo do amapaense. Foi então que, a partir daí, começou uma empresa de sucesso, que acredita no Amapá e não tem medo de ousar nos investimentos.

Para Ari Silva, a reabertura do Mercado Central mexe na essência da economia do comércio. “É um resgate fundamental para o comércio. Quando recebi a notícia dessa reinauguração, fiquei muito feliz. Sem dúvida nenhuma, é uma valorização para o espaço e para os empreendedores que estão ali há mais de 20, 30, 40 anos. Naturalmente é outra cultura de formato de venda, é uma melhoria significativa, cheia de simbolismo para a nossa história e para o nosso comércio”, frisou Ari Silva.

 Fotos: Nayana Magalhães

Fotoarqueologia é tema de exposição em Macapá a partir desta quinta-feira, 16

 

O Amapá recebe nesta quinta-feira (16), às 10h, na Secretaria de Estado da Cultura (Secult), a abertura da exposição fotográfica ‘Fotoarqueologia que fica na Amazônia: sítios, vestígios e andejos ribeirinhos’. De autoria do fotógrafo Maurício de Paiva, a exposição é fruto de uma parceria entre a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Amapá e a empresa CADAM S/A.

A mostra conta com cerca de trinta quadros fotográficos e textos que retratam vestígios, sítios arqueológicos, modos de vidas dos ribeirinhos e paisagens naturais de regiões dos municípios de Laranjal do Jari, Calçoene, Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e Amapá. E ainda das comunidades do arquipélago do Bailique, Cunani, Curiaú, Conceição do Maracá e Igarapé do Lago.

Há 14 anos Maurício de Paiva viaja à Bacia Amazônica brasileira e ao Amapá para realizar e acompanhar pesquisas. Durante a exposição o fotógrafo busca destacar a reflexão acerca do tema do que seria arqueologia que fica. Fica onde? Pra quem? A imagem é também alicerce patrimonial do patrimônio material e imaterial?

“Este é o estado que provavelmente possui a maior diversidade arqueológica de toda a Amazônia. Nessas andanças escutei de caboclos e nativos a refletirem sobre a ideia de que muitos pesquisadores estrangeiro vão “cavar” em seus quintais e levar peças arqueológicas. Afinal, o que fica pra esses interioranos? Por isso decidi prestar algum tipo de “homenagem” à ideia do saber mais sobre suas histórias a partir da narrativa imagética”, ressalta Maurício de Paiva.

Além das imagens, textos colaborativos de autores como Stéphen Rostain; dos arqueólogos Mariana Cabral, Michel Bueno, Kléber Oliveira, Lúcio Siqueira Leite, do IEPA, do professor Getúlio Castro, do editor Ronaldo Ribeiro; do Superintendente do IPHAN no Amapá, Haroldo da Silva Oliveira, compõem a exposição.

Maurício de Paiva

Fotógrafo documentarista e jornalista independente, dedica-se a contar histórias, com vivência e rigor informativo e estético, em áreas dos direitos humanos, esporte, arqueologia e em temáticas socioambientais diversas, com ênfase nas comunidades tradicionais da Bacia Amazônica. Colaborador regular da revista National Geographic Brasil desde 2004, já publicou mais de 20 reportagens. Há mais de 15 anos fotografa, reporta e pesquisa na Amazônia, onde já realizou incursões em diversos sítios arqueológicos. Desde 2006 viaja ao Amapá e Pará regularmente.
Pelo Brasil, Maurício acompanha expedições bioantropológicas com equipes interdisciplinares do mundo todo em parceria com instituições como o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), o Museu Emílio Goeldi (Pará) e o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (IEPA). Atualmente produz e edita audiovisuais e mini-documentários sobre a Amazônia.

Programação

A exposição estará aberta para visitação, no mezanino do Museu da Imagem e do Som (MIS), na Secut, que fica localizada na Avenida Pedro Lazarino, 22, Santa Inês, até o dia 4 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 14h. A partir do dia 11 de fevereiro a exposição segue para a Casa Comandante, no Museu da Fortaleza de São José de Macapá, onde ficará até o dia 4 de março. Tendo ainda para março uma terceira itinerância, a definir na cidade de Belém ou São Paulo.

De realização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e Ministério do Turismo (MTur), e curadoria do próprio fotógrafo com co-realização, apoio e patrocínio da empresa CADAM S/A, Governo do Estado do Amapá (GEA) através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e Núcleo de Pesquisa Arqueológica (Nuparq); do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (IEPA), a exposição conta com o apoio da National Geographic, Museu de Arqueologa e Etnologia do Amapá (MAE) e do Museu da Imagem e do Som (MIS).

 

Veja a programação que marcará o aniversário de 70 anos do Estádio Glicério Marques

 

Nesta quarta-feira, 15, a Prefeitura de Macapá promoverá uma vasta programação alusiva aos 70 anos do Estádio Glicério de Souza Marques. Na ocasião, será feita a assinatura da ordem de serviço para o início das obras de revitalização do “Glicerão”. Serão destinados R$ 7.815.650,00, oriundos de créditos extraordinários, garantidos pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre.

Haverá também partidas amistosas de futebol com ex-craques e torneios com equipes amadoras (masculinas e femininas). O “Gigante da Favela”, como é conhecido, foi inaugurado no dia 15 de janeiro de 1950 e recebeu jogos das seleções nacionais, do Copão da Amazônia, da Copa do Brasil e do Brasileirão da Série D.

Confira abaixo a programação completa:

9h- Será cantado os parabéns para o estádio com acompanhamento da Banda de Música da Guarda Civil Municipal de Macapá e na sequência será feito o corte do bolo;

9h15- Fala das autoridades;

10h- Jogo entre ex-jogadores;

11h- Início dos jogos classificatórios do Torneio Aniversário do Glicério;

13h- Distribuição de feijoada para o público presente;

17h- Final do torneio masculino;

17h30- Final do torneio feminino;

18h- Premiação.

TJAP define modelo provisório para implantação do Juiz das Garantias

O assunto foi tema de reunião conduzida pelo Desembargador-Presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, João Lages, com juízes criminais, de vara única e substitutos, no final da tarde desta segunda-feira (13/01). De acordo com a Lei nº 13.964, conhecida como Lei Anticrime, o Juiz das Garantias deverá ser implementado a partir do dia 23 de janeiro de 2020 em todos os tribunais brasileiros.

“Nos reunimos e deliberamos em conjunto com a magistratura do primeiro grau, para definirmos como implementar o Juiz das Garantias no Judiciário do Amapá”, disse o Desembargador-Presidente. De acordo com o resultado da reunião, “será criado um Núcleo de Garantias, sediado em Macapá, com dois juízes substitutos, com quadr o de ser vidores, principalmente assessores jurídicos, que possibilite a análise da legalidade e o controle sobre o inquérito policial e sobre todas as investigações policiais de todo o estado”, detalhou o Desembargador-Presidente.

A medida é provisória, “até que haja a criação de uma unidade judiciária específica, e isso só poderá ocorrer com previsão orçamentária, a partir de 2021”, explicou o magistrado. Mas, para assegurar objetividade ao Núcleo de Garantias, que passará a funcionar no próximo di a 23, &l dquo;serão utilizados recursos de Tecnologia da Informação, como o gabinete virtual, o processo eletrônico por meio do Sistema Tucujuris, e a teleconferência, que pode ser feita de qualquer quadrante do planeta”, complementou.

O formato foi repassado ontem mesmo para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a garantia de que “não haverá prejuízos à prestação jurisdicional”, asseverou o Desembargador-Presidente. “Não há motivos para adiarmos a implantação desta que é uma solução importante. É o juiz que vai garantir os direitos fundamentais estabelecidos no art. 5º da Constituição Federal, no período da investigação policial. Irá controlar a legalidade do auto de flagrante, dentre outras competências previstas na Lei”, finalizou o magistrado.

Com recursos de Davi, Tribunal de Justiça do Amapá recebe R$ 7 milhões para implantação de novo sistema de informação e logística de transporte

Integrar e modernizar o trabalho da justiça onde os dois hemisférios se encontram, no meio do mundo, foi um propósito trabalhado pelo senador Davi Alcolumbre (Democratas-AP), desde que assumiu a cadeira de presidente do Congresso Nacional em Brasília. E, das várias reuniões no ministério da Justiça e Segurança Pública, o parlamentar conseguiu, no final do ano passado, que a Pasta liberasse um recurso extra de R$ 7 milhões para reestruturar todo o sistema de informações processuais e modernizar a logística de transporte do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), com verba já empenhada para o primeiro semestre de 2020.

O anúncio da conquista foi feito nesta segunda-feira (13), durante uma cerimônia de homenagens na sede dos magistrados em Macapá.

A proposta de Davi é englobar a implantação de um novo sistema de justiça integrado, com suporte tecnológico para garantir mais agilidade na tramitação dos processos, transparência e eficiência operacional, tanto para os magistrados e servidores, quanto em prol da sociedade. Além da modernização da infraestrutura do parque tecnológico, a instituição também utilizará parte da verba para renovar toda a frota de veículos, pois uma das grandes deficiências enfrentadas pela corte para execução dos serviços atualmente é a falta de carros.

“Sempre defendi que a justiça do Amapá, assim como nos outros grandes centros brasileiros, precisa ser integrada, ter garantia na qualidade de acesso às informações e armazenamento, ou seja, ter condições de desempenhar o seu papel com maestria. Estamos trazendo novos investimentos para garantir excelência nos serviços da Justiça no nosso estado e cidadania para todos “, enfatizou Alcolumbre.

*Homenagem*

Davi foi agraciado pelos magistrados da corte amapaense pelos serviços prestados ao estado com a comenda “Selo Amigo da Justiça”, entregue pelo presidente do TJAP, desembargador João Guilherme Lages Mendes.

Os deputados federais André Abdon, Leda Sadala e Aline Gurgel, além do senador Lucas Barreto, também receberam a honraria.

 

“Criei todos os meus filhos com a renda daqui”, diz empreendedora que trabalha há 50 anos no Mercado Central

Construído no governo de Janary Gentil Nunes e inaugurado no dia 13 de setembro de 1953, o novo Mercado Central de Macapá reabrirá as portas no dia 16 de janeiro (quinta-feira). O espaço traz o conceito de Cidade Inteligente, que alia tecnologia, inovação e sustentabilidade ambiental a uma economia dinâmica e a potencialização do turismo local. O mercado foi revitalizado com recursos oriundos de emenda parlamentar do senador Randolfe Rodrigues, no valor de R$ 2,5 milhões, e mais R$ 1,2 milhão de contrapartida do Município.


Ponto histórico de Macapá, o mercado é cheio de histórias e personagens que ajudaram na construção da cidade. Uma dessas pessoas é dona Maria Consuelo Gomes Melo, de 64 anos. Mais conhecida como Consuelo. Simpática, faladeira e muito solícita, ela completa no dia 2 de março 50 anos trabalhando no Mercado Central de Macapá. Além de muita história, relembra que a renda do espaço ajudou a criar os três filhos.

“Quando cheguei aqui, a cidade toda vinha comprar no mercado. Meus irmãos já trabalhavam aqui e me ajudaram com o alvará junto à prefeitura. Eu amo esse espaço. Com o dinheiro daqui criei todos os meus filhos”, conta. A empreendedora relembra que quando chegou, na década de 1970, a realidade do mercado era muito boa, tinha muita venda, e a cidade inteira fazia filas para comprar.

Naquela época, dona Consuelo vendia verduras, carnes e peixe no local. Ela lembra da lanchonete da dona Ivete, da dona Isabel e do seu Alberto. Nesse período também funcionava a Mercearia do Prego. “Quando meu cunhado faleceu, eu comecei a vender alimento e assumi o boxe dele. Vendia carne, porco, língua, camarão e mais um pouco. A gente comprava os produtos na feira do camarão, tudo vindo do interior do Pará e do Amapá”.

Naquele período, o mercado abria às 5h e fechava às 13h. Como quase não havia comércios e açougues na cidade, o movimento todo era no centro. Nessa correria, dona Consuelo viu a cidade crescer, se desenvolver e o mercado se tornar patrimônio da cidade e ponto turístico. Ela passa tanto tempo no local que o trata como uma segunda casa.

“Meus meninos cresceram aqui. Então, é minha segunda casa. Aqui eles brincaram, cresceram e aprenderam. Hoje continuo aqui porque amo vender comida. Esse é um negócio que a gente pretende passar para a família, para meus filhos e netos”, frisa.

Essa paixão também é compartilhada por outra empreendedora, dona Raimunda das Graças Moreira, de 55 anos. Há 15 anos no mercado, ela também trabalha no ramo de alimentos. “Eu amo trabalhar nesse ramo de comida, adoro fazer isso e atender ao público. Daqui tirei um dinheirinho pra criar meus filhos e até formei um outro dia. A gente está com muita expectativa. Na esperança de que tudo dê certo, que o local se transforme em um ponto turístico e que renda muito para a gente”.

Ambas as empreendedoras estarão no mercado. Elas comercializarão refeições de filhote, filé de dourada, caldeirada, porco, assado de panela, sarapatel, com preços que variam entre R$ 10,00 e R$ 25,00.

Nova estrutura

O mercado mantém a sua arquitetura colonial e conta hoje com 63 boxes, sendo 21 quiosques com divisórias em vidro e mais 3 ilhas na área térrea, 24 no espaço superior (mezanino) e 15 boxes no entorno. O ponto turístico terá ainda espaço para shows, elevador de acessibilidade, novas escadas, telhado termo acústico, piso em porcelanato e, na parte externa, calçadas por toda a área do entorno, além de um espaço de jardim na entrada.

Após reaberto, o mercado funcionará das 6h às 20h, com variedade de produtos tradicionais como verduras, frutas, peixes, carnes, ervas e especiarias. Além disso, terá também artesanato, espaço gourmet, chopperia, sorveteria, tapiocaria, hamburgueria, café, produtos fitness e batedeira do açaí do grosso.

Para os turistas que pretendem conhecer o mercado, ele fica localizado na Rua Cândido Mendes, Centro, e funcionará de segunda a segunda.

Fotos: Nayana Magalhães

Workshop liderança: caminhos inéditos para evolução do Amapá 

Com o propósito de trocar ideias e propor soluções para a evolução do estado, o SESI e o SENAI Amapá realizam, nesta quarta-feira, 15 de janeiro, o Workshop Liderança: caminhos inéditos. A iniciativa vai reunir representantes de diversas instituições, a exemplo do Governo do Estado, Prefeitura de Macapá, senadores, deputados, secretários estaduais e municipais, dirigentes do Sistema S, representantes da imprensa, entre outros, para conversar sobre a temática com foco na abertura de oportunidades para o desenvolvimento do Amapá.

A programação contará com palestra do fundador e principal executivo da Amana-Key, Oscar Motomura, que estará voltando ao estado para compartilhar seu conhecimento e colaborar com o crescimento do Amapá. A Amana-Key é uma das instituições mais especializadas do mundo na área de gestão, estratégia e liderança de organizações complexas dos setores empresarial, governamental e da sociedade civil.

Bloco Pererê faz 48 anos e começa as domingueiras de carnaval hoje, na orla

BLOCO PERERÊ COMEMORA 48 ANOS COM AS DOMINGUEIRAS DO SACI NA ORLA

Bloco Pererê comemora 48 anos de criação com o retorno das “Domingueiras do Saci”, e faz chamada geral para brincantes e simpatizantes, que curtem um carnaval de rua, tradicional, com trio elétrico tocando marchinhas de carnaval, sambas de enredo e axé. Esse ano, os eventos do bloco acontecem na orla de Macapá, os sacis vão surfar nas ondas do rio Amazonas.

De toca nova, a casa do Pererê 2020 fica próximo a rotatória do bairro Santa Inês. Local foi preparado pra receber com segurança e conforto os sacis de ontem e de hoje, com suas famílias e amigos.
A programação das “Domingueiras do Saci” começam a partir das 11h, e irão acontecer nos domingos, 12, 19 e 26 de janeiro. Em fevereiro, o esquenta será nos domingos 02, 09, 16 e 23. Tudo regado com alegria, distração, irreverência e paz no coração. Hoje, a comissão que dirige o bloco, está focada em proporcionar encontros e reencontros de amigos e família. Haverá venda de abadás, churrasquinhos e bebidas,

A proposta do Pererê na Orla, além da diversão em pular o carnaval, também é de retomar um dos propósitos que levou o grupo de amigos a criar o bloco, que é contribuir com a sociedade, realizando ações solidárias. O Pererê é parceiro de várias associações, entre elas a dos amigos dos autistas.

*Como surgiu o Bloco Pererê

“A Associação Recreativa Carnavalesca Bloco Saci Pererê foi fundado em 10 de Janeiro de 1972.
O Pererê é considerado o primeiro bloco de rua organizado de Macapá. Surgiu de um grupo de
amigos que juntamente com outros estudantes universitários da década de 70, que vinham de férias para Macapá.

Nessa época, só havia a “Banda” e as Escolas de Samba fazendo o Carnaval de rua. Foi então que surgiu a ideia de se organizar um bloco a fim de participar do período momesco. Foi utilizado uma corda para maior segurança de seus brincantes, e a rua foi o limite. Adotou-se as cores: preto, vermelho e branco e como fantasias o Sarongue. Saíram pela primeira vez de rostos pintados em homenagem ao grupo Secos & Molhados, reverenciando ao movimento musical Tropicália.

Convidado por vários clubes sociais da cidade para animar os bailes de fantasias como: Circulo Militar, Esporte Clube Macapá; Santana Esporte Clube e outros, por ser um bloco bastante alegre, animado e irreverente. Hoje a maioria desses jovens, são competentes profissionais que desenvolvem suas atividades.

O Bloco Saci Pererê, se destaca pela Organização, Coordenação e Segurança dos seus brincantes e dirigentes, que tem mostrado a sociedade que é possível
unir a tradição do carnaval com responsabilidade e harmonia”.(Sidney Peixinho)

Secretários de Macapá vistoriam área onde ocorrerão os desfiles das escolas de samba

Os secretários da Prefeitura de Macapá fizeram uma visita técnica no fim da tarde desta sexta-feira, 10, na área onde acontecerá o desfile das Escolas de Samba, localizada atrás do sambódromo e entorno do Estádio Zerão. Em 2020, o prefeito de Macapá, Clécio Luís, juntamente com o senador Davi Alcolumbre conseguiram resgatar a festa.


Ao todo, dez escolas de samba foram habilitadas para o certame (chamada pública). O fomento para a realização do evento é resultante da articulação do senador Davi Alcolumbre e por intermédio de patrocínio e do Tesouro municipal. O valor destinado é de R$ 1,5 milhão.

Segundo o secretário de Gabinete da prefeitura e coordenador do evento, Sérgio Lemos, a visita é para fazer ajustes no planejamento e adequação do circuito para melhorar a segurança dos foliões. “Estruturaremos a área para aprimorar o trabalho conjunto e fazer a melhor festa de resgate do desfile. Também programaremos as ações integradas para garantir que tudo siga conforme o planejamento realizado. Entre essas ações estão a limpeza, iluminação do entorno, que já foi iniciada, desvio de trânsito, segurança durante todo o evento, dispersão coordenada”, explicou.

Há quatro anos, o tradicional Carnaval do Amapá, que ocorria no sambódromo, juntamente com os desfiles de blocos, não é realizado na cidade. As dificuldades financeiras alegadas pelo Governo do Estado e a interdição do espaço inviabilizaram a festa.

Participaram da visita os secretários de Manutenção Urbanística, Claudiomar Rosa; Obras, David Covre; Meio Ambiente, Márcio Pimentel; a diretora-presidente da Fumcult, Marina Beckman e representantes da CTMac e Macapaluz.

Fotos: Nayana Magalhães

Prefeito Clécio, Capi e Janete, visitaram obras neste sábado, 11

 

O prefeito de Macapá, Clécio Luís, o ex-senador Capi e ex-deputada Janete visitaram neste sábado, 11, obras que tiveram a parceria entre a prefeitura de Macapá e os referidos mandatos.

Eles iniciaram a visita pelo prédio da Associação dos Autistas do Amapá (AMA), que está sendo construído no Distrito da Fazendinha, com investimento  de R$ 1 milhão, através de emenda da ex-deputada Janete e contrapartida da PMM.

A segunda agenda, foi no conjunto da Embrapa onde acontece a pavimentação de vias com emendas no valor de R$ 1,2 milhão mais contrapartida da prefeitura.

As emendas tiveram a experiência de envolver os beneficiarios, mandatos, empresas e a prefeitura, em grupos de Wathaapp onde acompanharam o passo a passo da execução dos recursos. Detalhe: na Embrapa, sobrou dinheiro.

262 anos de Macapá: prefeitura publica edital de chamada pública para credenciamento de atividades artísticas e culturais

A Fundação Municipal de Cultura (Fumcult) publicou nesta sexta-feira, 10, o edital de chamada pública 001/2020, para o credenciamento de atividades artísticas e culturais para a programação de aniversário dos 262 anos da cidade de Macapá. As informações podem ser encontradas no site do órgão.

As inscrições são gratuitas e estarão abertas até as 23h59 do dia 20 de janeiro de 2020, apenas para pessoas jurídicas; e serão efetuadas, exclusivamente, por meio do link http://fumcult.macapa.ap.gov.br/inscricao/.

Além disso, serão aceitos no certame projetos artísticos e culturais nas seguintes áreas: a) Teatro e congêneres; b) Dança e congêneres; c) Circo e congêneres; d) Música popular, erudita e instrumental; e) Audiovisual e congêneres; f) Livro, leitura, literatura e bibliotecas; g) Artes plásticas, artes visuais e congêneres; h) Culturas populares tradicionais e identitárias; i) mestre de cerimônia, apresentador, comunicação/entretenimento.

Os interessados em apresentar projeto devem obrigatoriamente estar cadastrados no Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais (Smiic) e com seus perfis atualizados. Todos os documentos pertinentes a este certame encontram-se no Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais (http://fumcult.macapa.ap.gov.br/).

Calendário do edital:
– Publicação do edital – 10/01/2020
– Período de inscrição – 10 a 20 de janeiro/2020
– Atividades formativas (orientação para inscrição de projetos) – 13/01/2020
– Analise técnica dos projetos – 21/01/2020
– Divulgação dos projetos habilitados e inabilitados – 22/01/2020
– Prazo de recursos – 22 e 23/01/2020
– Divulgação do resultado final de análise técnica dos projetos – 24/01/2020
– Publicação da portaria de convocação para a apresentação dos documentos -24 a 28/01/2020
– Publicação da portaria de convocação para a assinatura do contrato de prestação de serviço – 24 a 28/01/2020
– Período de prestação dos serviços – 31/01 a 04/02/2020

Viva o Mercado Central!

*** Por Rubens Gemaque. Engenheiro Agrônomo e Pecuarista

Ah, esse Mercado Central…!!! Quanto bem nos faz!!! Ele nos traz boas lembranças da Macapá de outrora, a mim então, ele mexe fundo nas reminiscências da memória e da alma.
Lá, inicei minha saga laboriosa!!
O Mercado me acolheu ainda muito novinho, primeiro, vendendo sacolas feitas de sacos de cimento, geralmente escondido de meus pais. Depois, dos 11 aos 14 anos, como caixeiro na Mercearia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro localizada na sua lateral sul, de frente para o posto Santo Antônio de propriedade da família Silva e para o Hotel Amazonas da família Salmam. A mercearia, também conhecida por taberna, era o comércio do meu pai, seu Edmundo Gemaque, popularmente conhecido naquele ambiente do mercado por Dedezinho. Ali aprendi, vi e ouvi muitas coisas, e que coisas! Papai também era marchante e tinha alguns boxes de açougue no interior do mercado.

Vivi e conheci as entranhas desse mercado. Conhecia todo mundo por lá. Por algum tempo de minha existência, ele foi o meu universo. Me apaixonei por ele muito cedo, bem no início dos anos 70 e, certamente, também por lá, despertou em mim os primeiros lampejos de paixão… Lá, pra mim, tudo era apaixonante. A arquitetura do prédio, o traçado de vigas de madeira para sustentar o telhado, a obra de carpintaria perfeita e com detalhes requintados de engenharia, sempre me chamou muito a atenção. As vezes ficava a olhar pro seu teto querendo entender o traçado das vigas e ficava a imaginar a trabalheira dos carpinteiros pra construir tudo aquilo com tamanha perfeição. A alegria das pessoas no seu vai e vem sem parar, enfim tudo era apaixonante, muito cheio de vida e charme. Os grandes portões de entrada, os arcos das janelas e entradas laterais, e seus mezaninos internos faziam a imponência do grande prédio, que ao amanhecer de todos os dias, era iluminado pelos raios do sol e de esperança aos que transitavam pelos seus largos corredores internos a comprar de ‘um tudo’ …

A dinâmica econômica do Mercado era pulsante e suas atividades eram bem diversificadas, iam da carne, verduras, ovos, lanchonetes, sapateiros, relojoeiros, farmácia, ervanarias, mercearias e bares. Era bem frequentado!! Era o retrato fiel da Macapá de então.

A mercearia era o ponto de encontro de marchantes, pecuaristas e outros negociantes de passagem por Macapá que geralmente finalizavam suas transações e negócios apreciando uma Cerpa bem gelada no acalorado e folclórico Bar du Pedro. Por lá, diariamente passavam simples e ilustres amapaenses, aos sábados a frequência ficava por conta dos mais abastados, na sua maioria, funcionários públicos de alto calão. Era comum recebermos a visita dos pioneiros e renomados médicos Alberto Lima e Yaci Alcântara que não abriam mão dos sábados para as compras no grande Mercado. Dr Yaci, com mais frequência, era nosso freguês costumaz. Estacionava seu carro bem em frente a mereceria. Sempre sua chegada chamava muito a atenção dos curiosos para o seu Opala Cupê vermelho, último lançamento da Chevrolet, um modelo belíssimo da época. Após suas compras, deixava sob meus cuidados, tudo guardado no grande balcão frigorífico, enquanto ia prosear com os amigos no bar du Pedro. Quando retornava, agradecia sempre dizendo: deixei um caldo de cana pago na garapeira do Brotinho, ou então: tem uma vitamina paga no bar du Pedro pra ti. Aassim ganhei um amigo e um médico por muito tempo. Ah, Mercado Central, que boas lembranças me trazes. Na entrada oriental, de frente para a imponente Fortaleza, ficava o salão Diplomata e o bar du Pedro.
Nesse bar, espaço de acaloradas discussões, certamente se tratou de todos os assuntos polêmicos da vida amapaense. Nos momentos de folga da mercearia eu corria pra lá, para assistir os confrontos de opositores políticos, partidários de Janary e Antônio Pontes, ícones das disputas eleitorais na época e também de torcedores do Remo e Paysandu nas suas intermináveis e inflamadas discussões. Essas discussões me encantavam e pra disfarçar o enxerimento, pedia uma garapa e um pão doce, assim podia acompanhar tudo, presencialmente.

Tenho muitas e boas lembranças do mercado que frequentei e vivenciei. Vivi visceralmente o Mercado Central!! Lá, aprendi a olhar o mundo com os olhos da igualdade e a conviver e respeitar as diferenças…
Ah, esse mercado me ensinou muita coisa, e ainda há de ensinar a muitos dos filhos desta terra que, como eu, muito cedo aprendeu a valorizar nosso patrimônio e nossa cultura.
Estou muito feliz com a iniciativa do prefeito Clécio, com esse advento, também me sinto um pouco reinaugurado…. Eu, que dei meus primeiros passos por lá, me sinto no dever de falar e representar um pouco aqueles que no meu tempo, beberam na fonte do Mercado Central.

Só tenho a agradecer.

VIVA O MERCADO CENTRAL!!!

Foto: Gabriel Flores

TJAP trabalha na adequação de suas ações aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas

 

“São desafios que todos nós devemos enfrentar a partir de 2020, na realização da justiça cada vez mais sintonizada com os anseios contemporâneos da sociedade, e fortalecendo a unidade estratégica do Poder Judiciário na contribuição para o desenvolvimento global”, declarou o desembargador-presidente João Lages. A Agenda 2030 da ONU apresenta 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e 169 metas a serem atingidas no período de 2016 a 2030, relacionadas à efetivação dos direitos humanos e promoção do desenvolvimento, que incorporam e dão continuidade aos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a partir de subsídios construídos na Conferência Rio + 20.

Líderes de 193 Países, inclusive o Brasil, assumiram compromisso com a Agenda 2030, coordenada pelas Nações Unidas, por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Por meio da Portaria 133/2018, foi instituído no CNJ, o Comitê Interinstitucional destinado a avaliar a integração das metas do Poder Judiciário às metas e indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Agenda 2030, e elaborar relatório de trabalho com apoio de todos os tribunais do país, cuja composição consta da Portaria CNJ 148/2018.

A efetiva implementação dos ODS no âmbito da Justiça obedece a duas dimensões. “A primeira delas está relacionada aos Macrodesafios do Poder Judiciário para 2021-2026, entre os quais foi inserida a Promoção da Sustentabilidade. A segunda dimensão é o atendimento à Meta 9 do CNJ para 2020, Integrar a Agenda 2030 ao Poder Judiciário, realizando ações de prevenção ou desjudicialização de litígios voltados aos ODS da Agenda 2030, o que antecipa para este ano a temática inserida nos Macrodesafios”, explica o Diretor da Assessoria de Planejamento do TJAP, Rosywan Cantuária.

Em todo o Brasil, os tribunais de justiça, neste momento, trabalham para transformar a Meta estabelecida pelo CNJ em ações objetivas. “Nossa equipe se debruça agora na elaboração de um workshop para magistrados e servidores, que analisará os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, dos quais deverá ser selecionado um; definirá um dos três assuntos mais demandados no acervo do TJAP, correlacionadas aos ODS, para elaboração de um Plano de Ação voltado à prevenção ou desjudicialização da demanda selecionada”, especificou Rosywan Cantuária.

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030

  1. Erradicação da Pobreza
  2. Fome Zero e Agricultura Sustentável
  3. Saúde e Bem-estar
  4. Educação de Qualidade
  5. Igualdade de Gênero
  6. Água Potável e Saneamento
  7. Energia Acessível e Limpa
  8. Trabalho Decente e Crescimento Econômico
  9. Indústria, Inovação e Infraestrutura
  10. Redução das Desigualdades
  11. Cidades e Comunidades Sustentáveis
  12. Consumo e Produção Responsáveis
  13. Ação contra a Mudança Global do Clima
  14. Vida na água
  15. Vida Terrestre
  16. Paz, Justiça e Instituições Eficazes
  17. Parcerias e Meios de Implementação

Em três meses o Plano de Ação deverá estar pronto e enviado ao CNJ, o que corresponde ao cumprimento de 30% da Meta. Até o final de 2020 as ações deverão estar em execução, correspondendo a 70% da Meta.

Agenda 2030 e Planejamento Estratégico

agenda2030 (3).jpgNa abertura do XII Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado em dezembro de 2018 na cidade de Foz do Iguaçu – PR, o Presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Dias Toffoli, destacou a importância de incluir no planejamento do Poder Judiciário para 2020, as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 das Nações Unidas. Desde então o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) vem trabalhando com perspectiva de adequação de suas ações à Agenda 2030.

Em agosto de 2019, o Presidente do Judiciário Amapaense, Desembargador João Lages, e o Corregedor Geral do TJAP, Desembargador Eduardo Contreras, participaram do 1º Encontro Ibero-Americano da Agenda 2030 no Poder Judiciário, realizado pelo CNJ em Curitiba – PR. O evento reuniu os 22 países Ibero-Americanos para discutir a institucionalização dos ODS no Poder Judiciário.

 

Programação de férias: teatro e passeios turísticos são alternativas

Aproveitar as férias em família, seja para a Fortaleza de São José ou prestigiar uma apresentação no Teatro das Bacabeiras estão entre as alternativas dos amapaenses neste mês de janeiro. O teatro possui programação para todo o mês e a Fortaleza estará aberta para visitações com atendimento guiado. Os locais são vistos como referência de lazer em toda a região norte.

 

Teatro das Bacabeiras

O Teatro das Bacabeiras foi construído em 1984, no centro de Macapá, e é um dos mais novos teatros dentre as capitais nortistas.

20 de janeiro – Durante este mês a programação conta com várias formaturas de escolas estaduais e municipais, além de um evento cultural que está sendo preparado para a segunda-feira, 20, onde será celebrado um convênio para a modernização do Teatro, com a presença do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre.

25 de janeiro – No sábado acontecerá uma homenagem aos envolvidos no triste acidente que marcou o Rio Cajari, na fronteira entre o Amapá e Pará: o naufrágio do navio Novo Amapá. A Companhia Supernova reinterpretará, com mais de 20 atores, o espetáculo inspirado no texto “Triste Janeiro”, do ator e dramaturgo Joca Monteiro.

30 de janeiro – Na quinta-feira, encerrando o mês de férias, será o lançamento de um CD gospel, com apresentação musical no palco do teatro.

31 de janeiro – Está marcado um evento da Secretaria de Estado da Juventude (Sejuv), onde serão entregues comendas a personalidades convidadas pela secretaria.

 

Fortaleza de São José de Macapá

A Fortaleza de São José de Macapá é uma das principais edificações militares existentes no Brasil e um dos mais importantes monumentos do século XVIII. Atualmente está em processo para se tornar Patrimônio Histórico Mundial, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O ponto turístico é um dos locais favoritos para visitações dos macapaenses.

Funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 17h.

A visita é conduzida por guias de turismo e monitores que estão disponíveis no local.

 

Governo do Amapá abre Orçamento 2020

A execução orçamentária do ano de 2020 começará ainda neste mês de janeiro. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 8, durante reunião do governador do Amapá, Waldez Góes, com a equipe de finanças, no Palácio do Setentrião, sede central do Poder Executivo amapaense.

No encontro, foi revisada e confirmada toda a programação orçamentária do ano. Também foi feita uma análise técnica da Lei Orçamentaria Anual (LOA), que deverá ser sancionada nesta quinta-feira, 9, e, ainda, do Plano Plurianual (PPA) 2020-2023, já sancionado.

Desde 2016, a atual gestão adota a medida de abrir o orçamento público em janeiro. Nos anos anteriores, os orçamentos contendo o planejamento das despesas para cada um dos 12 meses do exercício eram abertos apenas entre o final de fevereiro e início de março. Isto comprometia a execução de algumas atividades dos órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual.

Estamos construindo essa cultura de abrir o orçamento já em janeiro e assim, prevenimos problemas do passado com aberturas tardias e isso, trazia algumas dificuldades, mas com essa medida nos traz mais segurança, já que em janeiro temos despesas e ainda temos restos a pagar do ano anterior”, destacou o governador.

O trabalho para preparar a execução o orçamentária contou com o apoio das equipes da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), Controladoria Geral do Estado do Amapá (CGE) e do Gabinete do Governador.

Sesc/AP realiza Processo Seletivo para o cargo de Professor de Educação Básica, com Licenciatura em Artes

 

 

O Sesc Amapá, divulga abertura de inscrições do Processo Seletivo nº 029/2019 para o cargo de PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA – LICENCIATURA EM ARTES, com lotação em Macapá/AP.

Pré-requisitos/Perfil:

. Diploma devidamente registrado no MEC de Licenciatura Plena em Artes ou Artes Visuais;

. Desejável experiência em sala de aula anos iniciais do Ensino Fundamental.

Período de inscrições: unicamente no dia 09/01/2020 no horário de 10h00min até o horário limite de 16h59min através do preenchimento dos dados pessoais e envio de Currículo Vitae (no formato .pdf) através do site: https://credencial.imasters.com.br/professor-artes

Para mais informações, acesse o Edital: https://www.sescamapa.com.br/processo-seletivo/processo-seletivo-sesc-ap-n-029-2019-cargo-professor-de-educacao-basica-licenciatura-em-artes

Estoque no Banco de Leite está com baixa de 60%

Com estoque de 600 ml a menos do uso diário, o Banco de Leite Humano (BLH) está precisando de novas doadoras para suprir a necessidade de alimento dos recém-nascidos. A unidade faz parte do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML). A queda é de 60% na quantidade do alimento. O leite materno é essencial para o desenvolvimento dos prematuros de baixo peso internados na Unidadde Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da maternidade.

A campanha de captação de doação é para o período de férias, que sofre com a baixa no estoque por conta de viagens e festas de fim de ano. Como alternativa diante da escassez, os profissionais do hospital recorrem a fórmulas infantis, vendidas em farmácias. “Recorrer à essas fórmulas não é o recomendável, mas sem a quantidade de leite materno necessária, o que temos que fazer para alimentar esses recém-nascidos”, disse a coordenadora do BLH, Darcyneide Dias.

Ainda segundo a coordenadora, é comum a redução no número de doações em período de férias, mas que em meses como julho, a baixa não chega a tanto. “Todos os postos de coleta estão com carência e nem sempre podemos atender aos pedidos. Contamos com as doadoras externas que doam de casa. São elas as que mais abastecem os estoques, uma vez que as pacientes internadas dão conta de fornecer o leite apenas para os filhos”, falou.

Como ser uma doadora

Para se tornar uma doadora de leite ou receber orientações sobre amamentação, basta a voluntária ir até o Banco de Leite Humano, que funciona 24 horas, ou entrar em contato através dos números (96) 32258732 e (96) 98115-9018, que também é WhatsApp, ou pelo e-mail [email protected], que os servidores irão até ela.

A doadora precisa ter em mãos o cartão de pré-natal e, caso seja necessário, serão refeitos no próprio local os testes rápidos para comprovar a saúde da voluntária. Caso ela seja aprovada, um cadastro será feito e ela receberá orientações sobre a assepsia da mama e os cuidados com o armazenamento do leite.

A doadora pode entregar os recipientes com o leite no próprio Banco de Leite ou requisitar que a equipe de captação busque o leite na residência.

O Hospital Estadual de Santana (HES) possui um posto de coleta que funciona de 7h às 18h. As doadoras podem entrar em contato para receber orientações através da equipe de captação.

Quarta-feira? Dia de Happy Hour da Pizza na Confraria Semblano!

Quarta-feira é Dia de Happy Hour da Pizza a na Confraria Semblano!

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Te esperamos hoje por aqui a partir das 19h. O Happy Hour vai até as 22h

 

Há 35 anos no Mercado Central, sapateiro relembra como iniciou o trabalho no espaço

Foi aos 13 anos de idade que Willian Ferreira dos Santos, hoje com 48, começou a trabalhar no Mercado Central. À época, ele morava com os pais na Avenida Rio Maracá, que fica a um quarteirão do mercado. Para ajudar no sustento da família, saía todos os dias para vender chopp de frutas e aproveitava a grande freguesia do espaço para garantir um dinheiro extra. O novo mercado está sendo revitalizado com recursos provenientes de emenda parlamentar do senador Randolfe Rodrigues, no valor de R$ 2,5 milhões, e mais R$ 1,2 milhão de contrapartida do Município.

Depois começou a prestar serviços gerais aos antigos empreendedores. Até que, na fase adulta, conseguiu um ponto na lateral do Mercado Central, onde funcionou um bar. Por algum tempo ele ficou no empreendimento. Mas as coisas começaram a tomar outro rumo e se descobriu um sapateiro de mão cheia. Willian começou a consertar sapatos, bolsas, cintos, entre outros tipos de consertos, tudo de forma manual.

Atualmente, é neste espaço, nos fundos do Mercado Central, com a banca cheia de sapatos, que segue o trabalho. Orgulhoso da profissão e da clientela que conseguiu fidelizar, não se imagina trabalhando em outro espaço. “Parte de minha vida é isso aqui, onde tudo começou, onde sempre tirei o sustento de minha família. Comecei lá atrás, ajudando meus pais, e hoje são meus filhos”, diz Willian Ferreira.

Dos 63 boxes, Willian irá ocupar o de número 9, na lateral do mercado. Ele não vê a hora de começar a trabalhar no espaço novo. A reabertura será ainda este mês e contará com ambiente comercial, cultural e turístico de Macapá. Serão comercializados alimentos, artesanato, artigos religiosos, assim como café, chopp, sorvetes, e serviços de barbearia, ervaria, relojoaria e outros.

“Estou ansioso, assim como todos os empreendedores. Com a reabertura, esperamos que tudo melhore, que as vendas aumentem, e que o Mercado Central volte a ser um dos pontos mais frequentados de Macapá”, comenta o sapateiro.

Fotos: Nayana Magalhães