Carta de Agradecimento do Promotor Paulo Veiga, que se aposenta da função de Promotor de Justiça do Ministério Público do Amapá

 

AGRADECIMENTO ESPECIAL A TODOS

 

Colegas, amigos e amigas, membros do Ministério Público do Amapá.

Amigos e amigas servidores, estagiários, contratados, serventes, pessoal da limpeza, seguranças, militares e colaboradores.

Hoje, dia 29 de fevereiro de 2012, meu último dia no Ministério Público do Estado do Amapá. Amanhã, 1º de março, estarei aposentado. A cortina do show se encerra hoje, mas sinto que meu dever foi cumprido e deixo um legado de que o melhor de mim foi feito, uma vez que procurei realizá-lo com dignidade, ética e respeito ao próximo. Daqui pra frente é levar adiante muitos sonhos que ainda restam. Trilharei outros caminhos, buscando outros horizontes, sobretudo ajudando nossa universidade, a UNIFAP e alcançar o patamar que merece. A partir do dia 15 de março deste ano, iniciarei meu Doutorado em Direito, na linha de pesquisa Democracia, Cidadania e Direitos Fundamentais, pela Faculdade de Direito de Vitória – FDV, a mesma onde em 2009 concluí o meu mestrado e por meio da qual publiquei com outros colegas o livro “Justiça e Libertação – a dialética dos direitos fundamentais”. Após dois anos pretendo retornar e reassumir minhas funções na UNIFAP. Neste momento quero agradecer a todos pela amizade, apoio, incentivo e carinho que sempre recebi desde quando cheguei ao Amapá, em novembro de 1991. À sociedade amapaense minha eterna gratidão, pois aqui fui bem recebido e respeitado. Meu maior sonho é que, o programa MP Comunitário que até esta data coordeno tenha continuidade, porque hoje é um instrumento de transformação social, levando, pelo menos, esperança à população sofrida de nosso Estado. Tenho certeza que a atual administração do Ministério Público que tem à frente uma grande Promotora de Justiça, a Dra. Ivana Franco Lucio Cei, comprometida sempre com as causas sociais e a efetivação de direitos humanos fundamentais, prosseguirá com este programa que mostra efetivamente um Ministério Público Social, defensor das causas sociais e instituição de maior credibilidade em nosso Brasil. Obrigado a todos e que Deus ilumine os nossos caminhos.

PAULO VEIGA

 

MPF/AP quer anulação de licitações da Seinf

O Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) recomendou ao Governo do Estado do Amapá a anulação de procedimentos licitatórios realizados pela Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinf). As licitações ocorreram entre o final de 2011 e início de 2012, com recursos provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Ministério da Defesa.

Em 27 de fevereiro, o MPF/AP requisitou processos licitatórios da Seinf. Após análise, foram identificados elementos que facilitam a ocorrência de fraudes: ausência de numeração das páginas, falta de assinaturas, documentação fora de ordem cronológica. Os resumos das licitações não foram publicados no Diário Oficial da União, também não houve a participação da Procuradoria-Geral do Estado.

Em cada processo, somente uma empresa apresentou proposta com valores bem próximos ao máximo estipulado. No quadro, abaixo, há o detalhamento das licitações analisadas.

O MPF/AP quer a anulação e a realização de novas licitações. Para garantir ampla publicidade e a livre concorrência de empresas, os editais dos processos licitatórios que envolvam recursos federais deverão ser publicado no Diário Oficial da União. O site do Governo do Estado do Amapá e outros meios de comunicação também devem publicar informações sobre os certames.

À Seinf, cabe o encaminhamento dos novos procedimentos licitatórios à Procuradoria-Geral do Estado para manifestação nas hipóteses em que a lei exija parecer jurídico. Também compete à Secretaria organizar os documentos que compõem os processos em ordem cronológica, com assinaturas e numeração das páginas. As medidas são essenciais para atender aos princípios da Administração Pública.

Verbas disponíveis – No Amapá, existem mais de R$ 85 milhões de recursos do BNDES para utilização. Há também, previsão do estado receber mais de R$ 700 milhões do Banco.

 

LICITAÇÕES ANALISADAS
Objeto Valor máximo Valor licitado Percentual abaixo do valor máximo Observação
Obra na orla do município do Amapá R$ 2.056.000,00 R$ 2.045.115,67 0,53% Somente uma empresa participou do certame
Construção de novo prédio da Escola Estadual Gonçalves Dias, com três pavimentos, quadra coberta e refeitório  

 

R$ 4.844.326,98

 

 

R$ 4.795.709,50

 

 

1,00%

Somente uma empresa participou do certame
3ª Etapa da Reforma Adaptação e Ampliação do Hospital de Santana  

R$ 17.967.398,52

 

R$ 17.752.558,48

 

1,20%

Somente uma empresa participou do certame
Obras no hospital municipal de Laranjal do Jari  

R$ 18.497.492,74

 

R$ 18.353.730,10

 

0,78%

Somente uma empresa participou do certame
Obras de reforma, adaptação e ampliação do Hospital da Criança e do Adolescente em Macapá  

 

R$ 17.531.793,58

 

 

 

R$ 17.471.749,48

 

0,34%

Somente uma empresa participou do certame
Construção do Centro de Parto Normal de Macapá  

R$ 6.565.949,64

 

 

Somente duas empresas foram habilitadas

 

Confira a íntegra da recomendação.

Link da recomendação: http://www.prap.mpf.gov.br/recomendacao/pdf/mpf-ap-recomendacao-2012-005.pdf

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Amapá
(96) 3213 7815
[email protected]
Twitter: @MPF_AP

Sempre ela

Bastidores da política garantem que por trás de pressões, CPIs e “quetais” na relação da Assembléia Legislativa como governo do estado, está um assunto nevrálgico: a renovação do milionário contrato de vigilância da secretaria de Educação para a empresa LMS.

Governo quer fazer nova licitação, por lote, e contratar 5 empresas de vigilância.

 

Humor do Cotidiano, dias 02 e 03/Março às 21h no Teatro das Bacabeiras

“Stand Up Comedy Genérico”

 

Clube da Piada apresenta o famoso comediante paraense Serginho Cunha, figura carimbada em programas nacionais, como o ‘Programa do Jo’ e Domingão do Faustão, com o novo sucesso da temporada 2012 (sempre lotado) “Stand Up Comedy Genérico”… Uma colagem apimentada das suas melhores piadas e histórias super engraçadas do cotidiano, imitações que ele não sabe fazer, músicas que ele não sabe cantar, coreografias inusitadas e improvisações com a platéia, que participa de tudo se espocando de rir das tiradas sempre hilárias do experiente comediante, que brinca com o gênero “Stand Up Comedy”, levando a todos ao delírio, fazendo uma verdadeira lipoaspiração no mau humor e mandando o estresse pra bem longe.

 

Serviço:

 

“Stand Up Comedy”, com Serginho Cunha.

Tempo de Show: 90 minutos de show.

Ingresso: R$30,00 Inteira & R$ 15,00 Meia Entrada

Teatro das Bacabeiras.

Horário do Show: 21h

 

Casal Empreendedor

Ralf e Luciana. Proprietários das sorveterias Santa Clara, que colocaram no mercado amapaense um sorvete de alta qualidade.

Sou fã deles e dos sorvetes.

Randolfe Rodrigues homenageia Janary Nunes, primeiro governador do Amapá

Da Agência Senado: O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) dedicou seu discurso nesta quinta-feira (29) à memória do primeiro governador do Amapá, o capitão Janary Gentil Nunes, que completaria 100 anos em 1º de junho de 2012. Ele também foi quem governou por mais tempo o então território por mais tempo (1943-1956).

O parlamentar anunciou que no final deste mês será iniciada uma série de homenagens ao centenário de nascimento de Janary Nunes, iniciando pela reedição da obra de 1962, “Confiança no Amapá: Impressões sobre o território”, escrita por diversos intelectuais, entre os quais Juscelino Kubitschek.

Escolhido pelo então presidente Getúlio Vargas em 1943, quando o Amapá foi transformado em território por decreto, Janary Nunes também presidiu a Petrobras, aumentando muito a produtividade da estatal durante sua gestão.

Segundo Randolfe – que recitou antigos versos de Marabaixo, manifestação cultural do Amapá, feitos em homenagem ao então governador -, Janary Nunes construiu cinco fazendas-modelo incentivando a pecuária, centros hortigranjeiros, escolas, aeroporto, as bases da companhia de eletricidade, a descoberta do manganês, cujos royaltiesutilizou para a construção da Usina Hidrelétrica do Paredão. Conforme o parlamentar, Janary Nunes soube valorizar o Amapá e a Amazônia.

O senador comparou o governo de Janary Nunes no território ao do presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) nos anos 50. O senador informou que no período de Janary Nunes foi instalada a estrutura estatal no Amapá. A população do Amapá, que era de apenas 2.800 habitantes, cresceu para 25 mil pessoas.

Randolfe ressaltou a elegância com que Janary Nunes enfrentou ataques da imprensa e destacou sua capacidade visionária de perceber que o minério de manganês, riqueza do então território, deveria ser beneficiado no país. Já naquela época, disse o senador, Janary Nunes criticava o desconhecimento da imprensa sobre a Amazônia, que, segundoRandolfe Rodrigues, mantinha “o Brasil de costas para o Brasil”.

O senador também mostrou os números da produção e receita da Petrobras, que demonstram a boa administração de Janary Nunes: saltou de 6.800 barris/dia para 86 mil barris/dia. A receita bruta em cruzeiros antigos saltou de 3,6 bilhões em 1955 subiu para 27 bilhões em 1958. Já o lucro liquido saltou de 107 milhões em 1955 para 1,8 bilhões em 1956, 3,8 bilhões em1957 e5,3 bilhões em 1958.

Ao final de seu discurso, o parlamentar anunciou que no final deste mês serão iniciadas uma série de homenagens ao centenário de nascimento de Janary Nunes, iniciando pela reedição da obra de 1962, “Confiança no Amapá: Impressões sobre o território”, escrita por diversos intelectuais, entre os quais Juscelino Kubitschek.

Da Redação / Agência Senado

 

 

Super-Big

Para o querido Marconi Pimeta, Juiz de Direito e militante das causas cristãs, que faz aniversário hoje.

 

Os nomes

O PT até pode ficar com a cabeça de chapa em aliança com o PSB para disputar a prefeitura de Macapá. Mas vai ter que apresentar um nome com viabilidade eleitoral e com apetite pra ganhar a eleição.

Ou neca de pitibiriba.

Visitinha

Ministério Público Federal foi à SEINF- Secretaria de Infraestrutura do Estado,  e levou papéis referentes à licitações de obras a serem feitas com recursos do BNDS.

O governador Camilo Capiberibe determinou à SEINF que as licitações sejam anuladas.

Capiberibe cobra conclusão de inquérito sobre desvios de recursos no Amapá

Foto: Agência Senado

O senador João Capiberibe (PSB-AP) cobrou, na Tribuna do Senado, nesta quarta-feira (29) a conclusão do inquérito decorrente da operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, que investigou desvio de recursos públicos destinados à Educação, no Amapá.

 

Desencadeada em setembro de 2010, a operação prendeu mais de 20 pessoas, entre elas o então governador do estado Pedro Paulo Dias e o ex-governador Waldez Góes, secretários de governo, secretários municipais, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, empresários e servidores públicos. Capiberibe informou que encaminhou ao procurador geral da República, Roberto Gurgel, pedido de audiência para tratar do caso.

 

A operação Mãos Limpas identificou um esquema de desvio das verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) que deveriam ter sido aplicadas no Amapá. O prejuízo estimado é de R$ 1 bilhão.

 

João Capiberibe alertou que, quase um ano e meio depois da operação, o inquérito ainda não foi concluído, ninguém foi indiciado e nenhuma denúncia foi apresentada à Justiça. Enfatizando que a impunidade contribui para “desacreditar ainda mais os valroes republicanos e democráticos”, o senador defendeu que a Procuradoria Geral da República e o Superior Tribunal de Justiça prestem, com urgência, contas da operação à sociedade brasileira.

 

– A demora, além de frustrar as aspirações da maioria dos cidadãos e das cidadãs, cria dificuldades para atuação do governo estadual em virtude de restrições impostas a diversos órgãos estaduais, particularmente no que diz respeito a obtenção de documentos apreendidos necessários à gestão – explicou o senador.

 

Capiberibe explicou que, na operação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em gabinetes da Assembleia Legislativa, em repartições públicas, empresas e residências, recolhendo centenas de documentos que comprovariam a existência de contratos de obras e serviços irregulares e que beneficiavam empresas previamente selecionadas. Estes documentos seguem apreendidos, sem que o novo governo do estado a eles tenha acesso, dificultando a ação das Secretarias. (Assessoria Senador Capiberibe)

 

Verba Indenizatória – Uma pequena contribuição

Por Paulo Bezerra – Mestre em Administração – UFRN. Especialista em Políticas Públicas – FGV

 

Em junho/2011, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amapá alterou o valor da chamada Verba Indenizatória de 50 para até 100 mil reais por mês. Tal fato teve repercussão local e nacional. O programa humorístico CQC fez reportagem sobre o assunto. O Ministério Público estadual recomendou à Direção da Assembleia que diminuísse tal valor – não foi atendido. O assunto é recorrente na mídia local, o que me permite a apresentar algumas observações.

 

O que é Verba Indenizatória? O Ato da Mesa Diretora n. 001/2007, que instituiu a verba indenizatória no âmbito da Assembleia Legislativa do Amapá, definiu que este é um valor destinado exclusivamente ao ressarcimento de despesas com aluguel e/ou manutenção de escritórios parlamentares; locomoção do parlamentar e de assessores; combustíveis e lubrificantes; contratação de serviços de consultoria, assessorias, pesquisas e trabalhos técnicos; divulgação de atividade parlamentar; aquisição de material de expediente; aquisição ou locação de software; serviços de segurança prestado por empresa especializada; diretamente relacionados ao exercício do mandato parlamentar. Portanto, tal verba tem o objetivo de cobrir algumas despesas vinculadas exclusivamente ao exercício do mandato parlamentar.

 

Não existe uma norma estabelecendo o valor da verba indenizatória em nível nacional. Dessa forma, cada Parlamento define o valor que vigerá no âmbito de sua jurisdição. Infelizmente para nós cidadãos, as Assembleias Legislativas são pouco transparentes e apenas algumas trazem informação sobre a verba indenizatória. A seguir serão apresentadas algumas informações sobre os valores da Verba Indenizatória nas Casas de Leis que apresentam tal informação em seu portal.

 

No Senado Federal, por exemplo, o valor mensal da verba indenizatória é R$ 15.000,00. A esse valor é somado o valor da Verba de Transporte Aéreo que, no caso do Amapá é de R$ 27.855,20, formando o que se denomina Cota para o Exercício Parlamentar dos Senadores – CEAPS. Dessa forma, cada senador amapaense recebe CEAPS no valor mensal de R$ 42.855,20 (www.senado.gov.br/transparencia/).

 

Na Câmara dos Deputados, conforme o Ato da Mesa n. 43/2009, o valor da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar é estabelecido por estado da federação. Para os deputados federais pelo do Estado do Amapá, o valor mensal da CEAP é R$ 32.563,97 (www.camara.gov.br).

 

Na Assembleia Legislativa do Amazonas, o valor da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar – CEAP é R$ 22.800,00 por mês (ver site www.alam.gov.br), enquanto na AL de Minas Gerais o valor mensal dessa verba é R$ 20.000,00, como pode ser comprovado no site daquela Casa www.almg.gov.br/acompanhe/prestacao_contas/index.html .

 

Entendo que uma Verba Indenizatória no valor de R$ 100.000,00 é indefensável. Não é possível imaginar que as atribuições do exercício parlamentar do deputado estadual do Amapá sejam extremamente maiores que as atribuições do exercício parlamentar de um senador da República, de um deputado federal e de todos os outros deputados estaduais – o que poderia, em tese, fundamentar a concessão de uma verba indenizatória de tal monta.

 

Como forma de demonstrar a falta de razoabilidade em tal valor, pode-se recorrer, também, à comparações entre as economias dos Estados de Minas Gerais, Amazonas e Amapá, conforme o quadro a seguir.

 

Características Estados
Minas Gerais Amazonas Amapá
Área 586.520,368 km2 1.559.161,682 km2 142.827,897 km2
População 19,5 milhões 3,5 milhões 669.526 mil
PIB R$ 282 bilhões R$ 46 bilhões R$ 6 bilhões
Municípios 853 62 16
Orçamento Estadual R$ 44,9 bilhões R$ 10,2 bilhões R$ 2,7bilhões
Verba Indenizatória R$ 20.000,00 R$ 22.800,00 R$ 100.000,00

 

 

Pelo exposto, não é razoável aceitar que um Estado pobre como o Amapá, onde há uma enorme deficiência em todas as áreas da ação pública, pague aos seus deputados estaduais verba indenizatória no valor de R$ 100.000,00, enquanto em Minas Gerais essa verba tem o valor de R$ 20.000,00 e no Amazonas, R$ 22.800,00.

 

Merece destaque, também, a prestação de contas da utilização da verba indenizatória. No Senado Federal, na Câmara dos Deputados e na Assembleia de Minas Gerais, clicando sobre o “Grupo de Despesas”, aparece a empresa contratada, com o seu CNPJ, a nota fiscal, a data da compra, e o valor. Isso não ocorre na Assembleia amapaense. As informações apresentadas em seu portal, a título de prestação de contas, não atendem ao objetivo da transparência com a coisa pública. A transparência exige que sejam disponibilizadas informações em quantidade e qualidade suficientes para o cidadão, se assim desejar, apurar a regularidade da ação ali informada. No que se refere à verba indenizatória, as informações apresentadas pela Assembleia amapaense são inócuas.

 

Na verdade, a Assembleia amapaense quis esconder a alteração do valor da verba indenizatória, uma vez que o Ato da Mesa n. 005/2011 – MD/AL, estabeleceu que o seu valor passava a ser “em até o dobro do limite”. Como o valor era 50 mil, passou a ser de até 100 mil reais. Todos os outros Atos que elevaram o valor de tal verba trazia expressamente o valor alterado. Nesse caso específico, o valor ficou subentendido. Essa forma furtiva, sub-reptícia, demonstra claramente a vontade de esconder o fato da sociedade.

 

A verba indenizatória no valor mensal de até cem mil reais representa um grande poder para o deputado estadual amapaense. Imagine alguém ter até cem mil reais por mês para fazer política. Sendo que esse dinheiro não sai do seu bolso. Por outro lado, qual é o cidadão amapaense que tem cem mil reais mensais para fazer política? Ninguém. Tal verba indenizatória representa poder para os deputados e ninguém entrega o poder sem esforço. Portanto, o valor da verba indenizatória só vai mudar se a sociedade se mobilizar pedindo mudança. Caso contrário essa vai ser mais uma vergonha com a qual teremos que conviver.

 

Nota de esclarecimento Sesa

Sobre o cancelamento dos procedimentos cirúrgicos do Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL), veiculado na mídia local, informamos que o HCAL possui 5 equipamentos de anestesia, conhecidos como “carrinhos de anestesia”, que são usados para procedimento médico.

No dia 23 de fevereiro, decorrente de uma oscilação de energia, um dos carrinhos apresentou problema, sendo efetuada sua manutenção no dia 24 de fevereiro.

Atualmente, três carrinhos estão em pleno funcionamento. Destes, apenas um ainda está pendente de laudo técnico em função de a assistência técnica especializada ser de fora do Estado.

É de causar estranheza a atitude tomada pelo chefe de Anestesia, Dr. Fernando Fernandes, de levar ao conhecimento do Ministério Público Estadual e Federal tal situação, sem antes tomar as devidas providências no âmbito administrativo da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), visto que o mesmo, em nenhum momento, solicitou a manutenção dos equipamentos que estão sob a sua responsabilidade por ser o responsável técnico pelo serviço de anestesiologia.

Informamos ainda que, por entender que esta ação possui uma intenção política que pode colocar em risco a vida dos usuários deste serviço, a Sesa tomará todas as medidas administrativas, como corte do ponto e suspensão do pagamento etc., para reestabelecer o mais rápido possível a normalidade.

A Secretaria de Saúde aguarda a notificação do Ministério Público para se posicionar e apresentar os documentos que comprovam que não existem motivos para qualquer cancelamento do serviço.

 

Contribuinte poderá pagar IPTU em até 6x com vencimento para o dia 05 de abril

A Prefeitura de Macapá alterou o calendário tributário de 2012, e agora o contribuinte poderá parcelar o IPTU em até 6x com o vencimento daprimeira parcela e cota única para o dia 05 de abril. Quem optar por esta alternativa terá desconto de 10% para cota única até o vencimento e mais 3% extras, mediante a apresentação de comprovante de pagamentos de débito de anos anteriores.As demais parcelas deverão ser pagas todo dia 05 até o mês de setembro.

De acordo com Eucides Barros, coordenador de arrecadação e tributação municipal, o intuito é proporcionar mais tempo para o cidadão. “A intenção do prefeito Roberto Góes é justamente dar condições e maior prazo ao munícipe para que ele possa se ajustar e quitar as habituais dívidas de início do ano, e assim ter condições para honrar os compromissos tributários. A alteração do calendário certamente trará saldo positivo para a arrecadação do município”, afirmou Barros.

Oacréscimo da arrecadação tributária trará benefícios para toda a população, pois a Prefeitura de Macapá poderá aumentar o investimento nas áreas da saúde, educação, trânsito e outras. Macapá possui cerca de 120 mil imóveis cadastrados na prefeitura municipal, sendo que deste montante, aproximadamente,20% são moradias situadas em áreas de ressaca que estão isentas do pagamento do imposto.

O boleto do IPTU 2012 deve chegar à residência do contribuinte antes do prazo previsto do vencimento da cota única e da primeira parcela. Para retirar a segunda via do imposto o munícipe deve se dirigir a Prefeitura Municipal, levando o número de inscrição, e solicitar a retirada. Para mais informações acesse o site da Prefeitura de Macapá.

 

Faleceu o ex-governador do Amapá Amilcar Pereira

Faleceu ontem, 27.02, aos 93 anos, o ex-governador e ex-deputado Federal médico Amilcar Pereira.

Recebi o comunicado de seu filho Paulo Cezar

“Prezados,
Como filho do Doutor Amilcar, comunico que no dia 27/02 às 11.50 minutos, aos 93 anos ele nos deixou.

Peço que aqueles que o conheceram, que de alguma forma tiveram a sua atenção e respeito, rezem por ele.
Agradeço em nome de minha mãe e de nossa família”.
Atenciosamente
Paulo Cézar

Amílcar da Silva Pereira

Governou o Amapá de Fevereiro de 1956 a fevereiro de 1958

Natural de Bragança (Pará), o médico cirurgião nasceu em 16 de fevereiro de 1919.    Em 2 de março de 1956 é assinada a lei federal nº 2.740, autorizando a criação da Companhia de Eletricidade do Amapá, cujos trabalhos de implantação foram concluídos em 22 de  dezembro de 1956.

Em seu governo o Amapá sagra-se campeão brasileiro de natação infanto-juvenil, no Rio de Janeiro, e é criado  o município de Calçoene (Lei nº 2055, de 22 de dezembro de 1956), com a posse do primeiro prefeito: Coaracy Barbosa, em 25 de janeiro de 1957, dia em que foi implantado o município. Também é inaugurado o Porto de Santana (7 de janeiro de 1957).

Com a presença do presidente Juscelino Kubitschek e Augusto Antunes (Icomi) iniciando-se a exportação do manganês no Amapá. É inaugurada a Escola Coaracy Nunes, no bairro Santa Rita (21 de março de 1957) e chega a Macapá o terceiro grupo de migrantes japoneses (20 famílias, em 22 de março de 1957). O final de seu governo é marcado por uma tragédia: um acidente aéreo nas matas do Macacoari, ceifando a vida de Coaracy Nunes, Hildemar Maia e Hamilton Silva.

Em 1958 deixa o cargo para disputar as eleições parlamentares, conseguindo ser eleito deputado federal.( Texto: Edgar Rodrigues)

 

 

Promotor Hildemar Maia e governador Amilcar Pereira em reunião social com amigos