Polícia desvenda morte de operário da Eletronorte Amapá

Um mês depois do assassinato do operador de usina da Eletronorte Amapá, Antônio Ciriaco Moreira, 53 anos, a Polícia Civil desvendou o crime. Na manhã desta sexta-feira, 26, Caroline Costa de Souza, 24 anos, foi presa. Ela é acusada de ser a mandante do crime, ocorrido no último dia 24 de março.

Segundo informou o delegado Glemerson Arandes, que comandou as investigações, Caroline de Souza, que estava separada há um ano de Antônio Ciriaco, planejou o assassinato do ex-marido motivada por dinheiro. O então servidor da Eletronorte tinha para receber do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o valor de R$ 150 mil, além de ações trabalhistas, seguro de vida, e por haver ameaça de solicitação da guarda da filha do casal, de apenas dois anos, pela vítima.

A acusada teria dívidas de jogo para pagar. Ela teria planejado o crime e mandado Cleyson da Silveira Alves, Renner de Jesus Lopes e Jean Diego Maradona Reis de Souza executarem o crime. Os três ainda estão foragidos, mas a polícia já tem pistas sob o paradeiro do trio.

Presa, Caroline de Souza será encaminhada para o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). A Polícia Civil tem dez dias para concluir o inquérito e enviar para a Justiça. A acusada e os comparsas devem responder por homicídio qualificado, formação de quadrilha, estelionato e furto.

Investigação

Para chegar até os acusados, a inteligência da Polícia Civil monitorou dois iPhones que haviam sido levados da vítima, no dia do crime. Os telefones passaram por quatro receptadores, até a polícia chegar ao último deles. Foi feito, então, o caminho inverso até se chegar aos executores do assassinato, que tinham ligação com a acusada, Caroline de Souza. Ela também teria tentado vender, dias após o assassinato do ex-marido, um carro da vítima.

O crime

Antônio Ciriaco Moreira, 53 anos, foi assassinado no dia 24 de março deste ano, dentro da sua residência, localizada no bairro Santa Rita. Ele foi estrangulado, e estava com os pés e braços amarrados para trás.

O circuito de câmeras de uma casa vizinha a do então servidor da Eletronorte flagrou a saída dos bandidos da casa da vítima. Eles deixaram o local em uma moto e no carro de Antônio Ciriaco. O veículo foi abandonado, e localizado mais tarde pela Polícia Rodoviária Federal.

Denise Muniz/Sejusp

Pro Vô

Por Janaína Corrêa Serra – Neta do jornalista Antonio Corrêa Neto

 

Não tem mais “cafezinho de vô” pra levar. A rotina daqui vai ser outra, que é pra gente se adaptar ao ausente. Alguém se fez de fora, se fez embora mundo adentro, dimensão afora.

Falta uma peça no meu jogo, um personagem na minha história. Essa parte de mim viajou. Pegou carona pra Via Láctea, foi desvendar cometa e descobrir mistério de estrêla. Esse meu homem herói subiu em trem-bala, foi mais rápido do que havia planejado, mas afinal se fosse lento não lhe caberia a autoria.

Quando o físico se vai e só as lembranças se fazem presentes, surge a tal da saudade. Achamos chato se não sentimos tocar mão com mão ou se não olhamos cara a cara. Tolice, pura coisa dos que não aprendem a usar o instrumento mais bonito que há. Povo que esquece de acionar o coração. O amor é maior que todos os tipos de pontes e conexões.

Tonico, canta pra mim. Vô, não quero dormir antes de poder ouvir Carinhoso na tua voz. Ou então antes de escutar que a Pepita de Guadalajara não tem vergonha na cara e que a estrela Dalva no céu vai despontar. Precisava que os teus brancos e prateados deitassem no travesseiro vizinho pela última vez, mas a vida gosta dessas surpresas, adora fazer nossos anjos voarem alto de repente, sem avisar.

Amor meu, não vou te prender, não. Se agora tens asas é porque teu destino é estar no alto, no teu céu de palavras, nessa imensidão azul. Mas olha, vem nos meus sonhos dar um “oi”, vem de vez em sempre que assim não morro de saudade. Como dirias pra mim: Nas nuvens ou na insensatez, me beije só mais uma vez, depois volte pra lá.

Se eu quiser falar com Deus

Por Juliana Corrêa – Neta do jornalista Antonio Corrêa Neto

A ausência de meu avô não leva de nós seu legado. Herança essa que ultrapassa as barreiras materiais e entra no campo do conhecimento e da curiosidade. A morte não cala o conhecimento, não cala a ética, não cala a história de uma vida inteira dedicada à informação correta, fosse ela originada de qualquer lugar.

Começo agradecendo imensamente às pessoas que cuidaram de meu avô nos últimos e mais difíceis anos de vida: Dona Rosa, sua fiel secretária, amiga e confidente; Patrício, seu enfermeiro fiel e o mais humano que Deus podia colocar em nosso caminho e Ruth, nossa secretária do lar que todo santo dia cuidava para que tudo acontecesse de maneira a não desregular a rotina da casa.

Ao Dr. Cláudio Leão, que por inúmeras vezes se dedicou aos cuidados com meu avô, ouvindo suas histórias e articulando para que tudo saísse da melhor maneira possível durante suas inúmeras internações e tratamentos intensivos. A seus grandes amigos, de longas datas, Elson Martins, Phelippe Daou, João Silva, Paulo Silva, João Capiberibe, Júlia Alcolumbre, Tabosa, Ana e Sandro Gallazzi, entre tantos outros que ora brigavam, se desentendiam, mas conseguiam perceber que o valor do projeto de vida que eles escolheram todos juntos era maior do que os perrengues do dia-a-dia.

Agradecer imensamente à nova safra de políticos que permitiram que ele morresse com esperança renovada de que daqui pra frente nós faremos o mundo mudar. E também agradecer aos maus políticos, pois graças a vocês, ele conseguiu realizar seu objetivo de vida, que era combater a má política. Entendam que sua ira não era contra as pessoas, e sim contra as condutas erradas.

Nosso muito obrigado a todas as pessoas que debatiam os mais diversos assuntos com ele, via internet. Vocês foram o combustível da vida dele após a doença que limitava sua vida social. Concordando ou discordando das suas convicções, vocês alimentavam sua existência mais do que qualquer nutriente palpável.

Meu avô pode se tornar o homem espetacular que foi, graças a tantos sofrimentos por ele vividos ao longo de seus 74 anos. Em Belém do Pará, ficou órfão de mãe aos sete anos de idade e precisou sofrer alguns maus tratos nas mãos de madrastas até que, aos 16 anos, fugiu de casa para nunca mais voltar.

Ingressou na Marinha, através da qual foi campeão carioca de tênis de mesa e se orgulhava muito de contar que, graças a este título, ele era o único marinheiro fardado que podia entrar no Clube Náutico do Rio de Janeiro para dar aulas de ping-pong. Jogou na equipe sub-21 do Vasco da Gama, seu time do coração até o fim da vida.

Decidiu ser Jornalista por não aceitar passar por esta vida em vão. Voltou ao Pará, desta vez em Bragança, onde conheceu sua esposa Vera. Já ativista na oposição de tudo o que achava incorreto, fugia constantemente da Ditadura Militar e por isso casou-se via procuração. Juntos, foram para Manaus, onde viveu as maiores aventuras que um jornalista pode viver. Dentre elas: voar em um avião Catalina com 16 parafusos a menos na asa para cobrir um grande acidente aéreo no meio da selva. Dentre elas também, fugir dentro de um cesto, no lombo de um burro, floresta adentro, para não ser assassinado pelos soldados da ditadura.

Passou dificuldades no Amazonas, tudo para fazer o que mais amava: comunicar. Veio para o Amapá com sua esposa e os dois primeiros filhos em busca de dias melhores, onde seu pai já estava vivendo. Aqui fez a maior parte de sua história e o restante de sua família. Combateu o governo do antigo Território, foi preso, sofreu tentativa de atropelamento, de suborno e muitos assédios morais, mas nunca calou para absolutamente ninguém.

Discordou de amigos, pediu desculpa a alguns desafetos. Sempre abriu espaço para todo tipo de opinião. Respirava opiniões. Chegava a dizer que era preciso provocá-las para que as pessoas saíssem da zona de conforto.

Vivia dizendo que não queria virar nome de rua, porque isso é inútil. Queria inspirar as pessoas a serem melhores e se quisessem homenageá-lo, que plantassem muitas flores para atrair bem-te-vis e beija-flores, pois ele os adorava.

Pulou as fogueiras dos maus tratos, solidão, fome, tuberculose, diabetes, complicações pulmonares, amputação de uma perna, escreveu até os 74 anos com o auxílio de uma lupa e no fim calou-se… Partiu nos braços de um anjo que Deus colocou em sua vida pra trazer carinho até o último momento, sua namorada Rechene. Não calou, porque tinha muitas perguntas a fazer para Deus.

 

De Corrêa. Para Rechene
De Corrêa. Para Rechene

A PEC 137 e Bolsa Impunidade

Sérgio Burocrata *

 

As excelências estão dando provas de que o Presidente francês Charles de Gaulle tinha razão, pelo menos em parte. O parlamento do Brasil não é de um País sério. Enquanto o MP e o Judiciário se ocupavam em denunciar a condenar a patuléia, o andar inferior da sociedade e o famoso tripé, PPP (preto, puta e pobre), as excelências do Legislativo nunca cogitaram em subtrair poderes do MP e do STF. Bastou que meia dúzia de aloprados fosse ameaçada de passar algumas noites no xilindró que veio a retaliação, na forma de aprovação da PEC 137, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. Pasmem.

As excelências querem um país com plena impunidade, onde se possa locupletar a vontade. Sabemos todos que das atividades ilícitas de que o Brasil é vítima diariamente, a roubalheira dos cofres públicos em todos os níveis de Governo é a mais acintosa e lucrativa. Nem mesmo as organizações criminosas que operam o narcotráfico e o contrabando de armas rendem tanto e tem nível gerencial tão bem acabado.  Quem opera o desfalque? A mídia está aí para comprovar.

Quase 100% da gatunagem é feita por prepostos indicado pelas excelências, que depois de incrustados nos cargos públicos, não se importam em fazer o trabalho sujo e meter as mãos criminosamente no dinheiro do povo. Grande parte desses apaninguados, se submetidos a qualquer recrutador sério de RH, não seriam recomendados nem a gerenciar um carrinho de pipoca, por evidentes tendências a infringir o sétimo mandamento e afrontar o Código penal de cabo a rabo. São destemidos, esperto, articulados e acima de tudo crentes da impunidade e da lerdeza associadas às decisões judiciais, fruto de intermináveis recursos previstos nas leis e normas, que afinal foram gestadas pelas excelências aparentemente com esse propósito.

Mas, ao que parece não basta mais a escandalosa impunidade é necessário esconder e escamotear os malfeitos, como diz a presidenta Dilma. Por isso as excelências querem cortar o mal pela raiz: vamos investigar o que nos interessa investigar,quando investigar, quem investigar e por quem se investigar. Passada a PEC 137, quem garante não que as excelências não Irão aprovar outra armação tipo, por exemplo, a Bolsa Impunidade, onde quanto maior for o crime de colarinho branco, claro, mais impunidade e benefícios o figurão terá direito. Dizem que informalmente a Bolsa já existe e beneficia algumas figuras carimbadas da política e seus prepostos e familiares. O Amapá é um exemplo bem acabado dessa situação. A Polícia Federal gastou toneladas de papel e muitas operações foram feitas, poucos denunciados, quase nenhum indiciado e nenhum condenado. O saudoso Ulisses Guimarães, do alto de sua expertise, já alertava aos que reclamavam da qualidade do parlamento constituinte. Costumava dizer “Esperem o próximo”. Quem viver verá.

*É servidor do ex-território regredido, ou seja, está entre a mais nova classe funcional do Amapá os 1400 que tiveram ascensão funcional No Governo Barcellos.

 

Trash

Sou a favor que a Prefeitura de Macapá não dê o habite-se para prédios onde só fazem o acabamento na frente, com os lados e a parte de trás causando um visual trash na cidade.

Há vários assim em Macapá.

 predio-foto

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão será comemorado com palestras e caminhada

Coordenação Estadual de Hipertensão e Diabetes (HiperDia) realiza hoje, sexta-feira, 26, um Seminário sobre Hipertensão Arterial com o objetivo de orientar pacientes que sofrem com a doença sobre os cuidados que devem tomar para evitar problemas maiores.

O evento é alusivo ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, comemorado no dia 26 de abril, e acontecerá no Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram), das 8h às 12h e das 14h às 17h. No dia 27, haverá um passeio ciclístico e caminhada com concentração no Complexo do Araxá a partir das 17h.

De acordo com dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2012, a hipertensão atinge um em cada três pessoas no mundo, algo em torno de 2 milhões de pessoas. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde (MS), cerca de 30 milhões de brasileiros têm hipertensão e há outros 12 milhões que ainda não sabem que possuem a doença. Já no Amapá, existem 11.608 pacientes cadastrados no programa HiperDia. Destes, somente 10.265 são atendidos pelo Programa Saúde da Família (PSF)

 

Como se prevenir

– Substituir o sal por temperos naturais (limão, alho, cebola, cheiro-verde, orégano, cominho, coentro, manjericão etc).

– Substituir gorduras animais por óleos vegetais (óleo de soja, milho ou girassol).

– Evitar açúcar e doces.

– Retirar o saleiro da mesa.

– Evitar frituras.

– Consumir alimentos que sejam fonte de fibras como frutas, cereais integrais, hortaliças e legumes, de preferência crus.

– Evitar alimentos industrializados (molhos prontos, ketchup, caldos concentrados, mostarda, etc).

– Evitar os embutidos (salsicha, linguiça, presunto, salame, etc).

– Evitar as conservas e os enlatados.

– Evitar os salgadinhos para aperitivo (batata frita, amendoim salgado, etc).

Alieneu Pinheiro/Sesa

Embrapa completa 40 anos

Fundamental na revolução da pesquisa agropecuária no Brasil, a Embrapa continua investindo na geração de conhecimentos e tecnologias, mantendo uma visão estratégica frente aos desafios do futuro

Criada há 40 anos, em 26 de abril de 1973, como principal instrumento na reformulação da pesquisa agropecuária brasileira, a Embrapa foi parte efetiva da revolução agrícola que tornou o Brasil um dos líderes mundiais em tecnologias para agricultura tropical. Nesse período, o País deixou uma situação de insegurança alimentar e passou a ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo. O crescimento da oferta para o mercado interno superou rapidamente a curva de crescimento da demanda, provocando uma queda de 50% no valor da cesta básica, entre 1975 e 2011.

Essa verdadeira revolução no campo é fruto do trabalho conjunto da Embrapa, das instituições estaduais de pesquisa e extensão, de universidades e do setor produtivo, que apostou nas tecnologias geradas pela pesquisa. Essas inovações ajudaram a mudar o cenário brasileiro com incremento de produção, produtividade e impulsionando a competitividade, com sustentabilidade.No segmento de grãos, por exemplo, a produção cresceu por volta de 400%, enquanto a área cultivada aumentou cerca de 80%. Em 1972, a safra foi de 30 milhões de toneladas numa área de 28 milhões de hectares. Hoje, a área plantada com grãos no Brasil é da ordem de 50 milhões de hectares e a produção ultrapassou 166 milhões de toneladas.

Esses avanços são fruto de inovações como o melhoramento genético, que gerou cultivares adaptadas às condições de produção tropicais; a transformação de largas extensões de terras inadequadas à produção, em especial dos cerrados, em solos férteis, aptos para a agricultura, além do desenvolvimento de sistemas de produção e sistemas de produção adaptados às diversas regiões do País, com base em técnicas de adubação – em especial a fixação biológica de nitrogênio –, controle de doenças e pragas, rotação de culturas e recuperação de pastagens entre outras tecnologias.


Estrutura

A Embrapa é constituída por 47 Unidades Descentralizadas de Pesquisa e Serviço, incluindo a Embrapa Amapá, além de 15 Unidades Centrais. A Empresa também coordena o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), constituído pelas Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas), por universidades e institutos de pesquisa de âmbito federal ou estadual e organizações, públicas e privadas, vinculadas de algum modo à atividade de pesquisa agropecuária.

A Empresa desenvolve pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento beneficiando os mais diversos setores do agronegócio e as parcerias foram fundamentais nesse sentido, permitindo um intercâmbio de conhecimentos com instituições líderes em pesquisa no Brasil e no mundo. Cerca de 250 novos projetos de pesquisa são aprovados anualmente na Embrapa nos mais variados temas de interesse do agronegócio nacional. Hoje a Empresa opera uma carteira do Sistema Embrapa de Gestão (SEG) com mais de mil projetos.

A força da Embrapa também está em sua estrutura, sendo destaque entre as empresas públicas pela equipe altamente qualificada. São 9.795 empregados dos quais 2427 são pesquisadores, 81% deles com doutorado. O orçamento da Empresa em 2012 foi de R$ 2,33 bilhões.

No âmbito internacional, a Empresa desenvolve 49 projetos de cooperação técnica com a América Latina e Caribe, contemplando 18 países, e 51 projetos de cooperação com 9 países da África. Em termos de cooperação científica, destacam-se os Laboratórios Virtuais da Embrapa no exterior (Labex), um arranjo inovador que permite o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores da Embrapa e cientistas de algumas das principais instituições mundiais de pesquisa. Atualmente, a Empresa conta com Labex em operação nos Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Coreia e China. Ainda em 2013, entrará em operação um novo Labex, sediado no Japão.

Técnicos em serviço na Embrapa-AP, em 1981
Técnicos em serviço na Embrapa-AP, em 1981

Embrapa Amapá

Fotomontagem: Simone Pessôa – Estagiária de Comunicação da Embrapa Amapá

A partir de fotos da Embrapa Amapá: manejo de açaizal, técnica de plantio direto e análise de laboratório.

Secretaria de Comunicação – Secom
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa

Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96

Supervisora do Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Embrapa Amapá
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Macapá/AP

[email protected]

TCE/AP estabelece prazo de 30 dias para regularizar tratamento de câncer no Amapá

O pleno do Tribunal de Contas do Estado do Amapá (TCE/AP), aprovou por unanimidade na Sessão Ordinária  no 229º, realizada na última quarta-feira (24), medida cautelar para que no prazo de 30 dias, seja regularizado a liberação de medicamentos e exames para o tratamento de câncer no Amapá, sob pena de multa pelo descumprimento.

A representação contra Sesa foi impetrada pelo Ministério Público de Contas (MPC), após constatar a precariedade no atendimento feito pelo setor oncológico do estado. De acordo com o Procurador de Contas, Reginaldo Ennes, é um absurdo uma farmácia hospitalar não conter medicamentos básicos para pacientes com câncer, como o sulfato de morfina. “É de muita urgência que a farmácia onde oferece serviço de oncologia seja reposta de medicamentos essenciais para os pacientes com câncer, principalmente os relacionados à quimioterapia e tratamento de dor, sem contar as estruturas do ambiente, como: o local de atendimento, que funciona no terceiro andar e não possui elevador funcionando; não há sala de espera que comporte o número de pacientes atendidos nos consultórios; não há sistema de informação; não há centrais de ar; nem sequer colchões dignos existem, sem contar banheiros, água, local para expurgo de curativos e troca de sondas, dando origem a outro problema de saúde, a inadequação do lixo hospitalar”, disse o procurador.

O procurador disse ainda que, a demora no atendimento aos pacientes com câncer está sendo sentida em cada morte por falta de medicação e descaso. “Pretendemos que imediatamente sejam corrigidas as omissões existentes, pela própria administração, a qual lhe compete o poder-dever de agir, quando verificado a existência de tais prejuízos para sociedade”, enfatizou Reginaldo Ennes.

O Pleno também aprovou inspeção na Unacon, tal medida se impõe, de forma cautelar, com objetivo de verificar processos licitatórios, repasses, convênios e destinação dos recursos do setor oncologia do Amapá. O processo está sob a relatoria do conselheiro, Ricardo Soares.

 

01- TCE

 
Assessoria de Comunicação do TCE/AP
Ilziane Launé

Luta contra a impunidade

Membros do Ministério Público do Amapá se uniram ontem a promotores e procuradores de todo o Brasil pra dizer não à PEC 37, que, se aprovada, impede que os Ministérios Públicos e outras órgãos possam fazer investigação.

Promotores-n-1

Filme biográfico sobre Augusto Antunes será lançado dia 2 na Assembleia Legislativa

O presidente da Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP), Júnior Favacho (PMDB) anunciou o lançamento do documentário “Dr. Antunes”, um filme biográfico sobre a vida de Augusto Trajano de Azevedo Antunes, o fundador da Icomi e de um verdadeiro império industrial chamado Grupo Caemi. Mais que isso, a ALAP aprovou a criação do Dia do Manganês e uma Comenda com o nome do empresário já falecido, como forma de homenagear as iniciativas em favor do desenvolvimento industrial do Amapá.

O lançamento será no dia 02.05.

Augusto Antunes
Augusto Antunes

Bunda-lê-lê

Avenida Fab virou ontem o maior bunda-lê-lê, com empregados de prestadoras de serviço da Secretaria de Saúde, fechando em horário de pico, a movimentada rua.
Meia dúzia de gatos pingados colocaram as cadeiras no meio da rua, atrapalhando o trânsito, inclusive de quem precisava chegar aos Hospitais Alberto Lima, da Mulher e da Criança.

 

Central de Compras Governamentais

O governador do Ceará, Cid Gomes(PSB), vem ao Amapá na próxima sexta-feira, assinar termo de Cooperação Técnica com o governo do Amapá, que quer implantar aqui a Central de Compras governamentais, nos moldes da implantada no Ceará.

Voltei pra Você

Cantor e compositor Zé Miguel, diz que redescobriu o prazer de viver, depois que saiu do cargo de secretário da Secult.
Zé retoma a carreira.
Termina de gravar o disco “Amazônia na Veia”, que segundo o artista, é um grande abraço amazônico, com músicos e compositores de vários estados da região e participação de uma cantora da Guyana Francesa.
O disco tem pegada pop e é o 7º disco da carreira de Zé Miguel.

Tempo

Colação do ABC do filho Gabriel, que este ano se prepara para o vestibular. Parece que foi ontem

Alcilene-Gabriel-ColacaoBiel-07

 

 

GEA X GREVE DOS PROFESSORES: INTOLERÂNCIA PALACIANA E POLITICAGEM SINDICAL

Por Antonio Nogueira

Os dias 23, 24 e 25 de abril foram deliberados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação – CNTE como sendo a Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. Com caráter de greve nacional, nesses três dias, o movimento traz como foco principal a implantação do piso salarial dos professores. Aqui no Amapá, as Unidades Educacionais reuniram seus docentes e, quase na sua totalidade, deliberaram acompanhar a paralisação. O GEA apresentou reajuste de cerca de 7% que não contempla a Lei, mas que garante ser o 2º maior salário do Brasil. O Sindicato não aceita e tripudia pelo alcance total que deveria chegar a mais de 20% de aumento real para seu atendimento. De um lado, o direito legítimo reivindicado pelos professores. De outro, a prudência do Estado em não extrapolar os recursos da educação, com folha de pagamento.

Participando ativamente da reunião dos professores da escola em que trabalho, para deliberação sobre grevar ou não nesses três dias, considerando o “animus” das partes (Governo e Sindicato) foi que me motivei a escrever este artigo, externando minha impressão conjuntural. A direção da Escola tentava convencer da continuidade das aulas, normalmente. Representante do Sindicato, pela paralisação. Fiz uma proposta. De parar um único dia, sendo-nos receptivos ao movimento, vez que a greve do ano passado já nos tinha dado todo o conhecimento da real situação educacional do Estado, objetivo maior da paralisação. E foi nesse exato momento que pude perceber o sentimento raivoso dos professores, em resposta ao tratamento raivoso do Governo, e tirar minhas conclusões que, me parece, ser o entendimento majoritário dentre os profissionais da educação.

O embate desastroso do ano passado feriu, drasticamente, tanto o Governo quanto os Professores. O Governo, por falta de habilidade política, os professores, por politicagem sindical. No meio desse contencioso, a população, que recebeu do Estado uma educação precária e vergonhosa. Os Professores deixaram de receber 17% que o GEA queria dar em troca do retorno às aulas. O Governo, por represália dos professores, não logrou êxito nas eleições municipais. E o povo, assistindo. Uma coisa é certa, em minha avaliação: o GEA vai efetuar o pagamento do percentual que achar que deve, os professores vão se chatear, mas não deflagrarão greve como fizeram no ano passado. Apenas esses três dias de movimento para demostrar sua insatisfação. Deixarão pra resolver essa desavença na reeleição do Governador. Menos mal! Teremos, ao menos, um ano de “guerra fria”, sem prejudicar nossos alunos.

Penso que o bom senso, com responsabilidade, deve ser praticado neste momento. Se o GEA abrir suas contas, mostrar as necessidades de investimentos na educação – que não são somente salariais – e os recursos que dispõe, convencerá o Sindicato que, se comprometendo com o Governo de ajudar a fazer ajuste e enxugamento aqui e ali, poderá ter um aumento real de até 10% este ano e a garantia, planejada, do alcance do Piso salarial em no máximo 2 anos. Assim eu fiz em Santana, quando Prefeito. Deu certo! Deixei o Mandato com o salário e o piso salarial dos professores, garantidos. Melhor negociar e alcançar o piso do que brigar e ficar sem perspectiva.

Quem ganha com isso? Todos nós, Professores, Governo, Sociedade. Ficarão resquícios? Com certeza! Mas isso que se trate na próxima eleição.

* José ANTONIO NOGUEIRA de Sousa é professor de Língua Portuguesa e Literatura, formado pela UNIFAP, exercendo a docência na Escola Estadual de ensino médio Everaldo Vasconcelos, em Santana/AP.

Capiberibe busca solução para segurados da Unimed-Macapá

O senador João Capiberibe (PSB/AP) está buscando a solução menos traumática possível para os usuários da Unimed-Macapá, alienada pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em decorrência de anormalidades econômico-financeiras e administrativas que colocaram em risco a continuidade do atendimento à saúde.

 

Capiberibe conversou com o presidente da ANS, André Longo. Uma das alternativas encontradas é a transferência de todos os usuários para a Central Nacional da Unimed. Neste sentido, está agendada para a próxima semana uma reunião entre os dirigentes da Agência e a Central.

 

A intenção do senador é não deixar que os mais de 30 mil associados fiquem sem cobertura do plano, evitando, assim, o sobrecarregamento do Sistema de Saúde do Estado. Capiberibe e o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) estão mobilizando a Bancada Federal, que se reunirá com autoridades da Saúde do Estado e do Município, para tratar do assunto.

 

– O problema é grave, mas queremos tranquilizar os segurados, porque estamos buscando a solução mais plausível, como, por exemplo, que a Central Nacional da Unimed absorva todos os usuários, evitando a descontinuidade dos serviços – disse Capiberibe.

 

 

Aline Guedes

Senado Federal

Randolfe, Clécio e Presidente do TST concretizam doação de 120 computadores para Macapá

O Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o prefeito de Macapá, Clécio Luis, e o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Carlos Alberto Reis de Paula, assinaram nesta quarta-feira (24), o Termo de Doação de 120 computadores, que o Tribunal irá destinar ao município de Macapá. A doação foi articulada por meio de pedido feito pelo Senador Randolfe, em fevereiro deste ano.

Na assinatura do termo, Carlos Alberto Reis de Paula, destacou o peso dessa medida social para minorar os problemas de Macapá. “Estamos felizes em concretizar mais essa doação, fortalecendo a relação entre o judiciário e poder público”, disse o presidente do TST.

 

A prefeitura de Macapá já está providenciando o transporte das máquinas, que está autorizado a partir de hoje com a assinatura do Termo de Doação.  Os equipamentos possuem monitor LCD 17 polegadas, memória RAM de 2Gb e disco rígido de 160Gb.

O prefeito Clécio Luis agradeceu a parceria com o TST e ressaltou a importância da medida para a reestruturação da prefeitura. “Hoje temos equipamentos defasados, e que ao serem substituídos, irão melhorar a qualidade no atendimento dos serviços oferecidos pela administração municipal em vários setores”, enfatizou.

Para Randolfe, a aquisição começa a amenizar uma “terrível herança” recebida por Clécio. “Clécio talvez tenha recebido uma das piores
heranças das capitais brasileiras, com quase 60% da receita pública comprometida. Essa ação do TST vai proporcionar uma modernização nas repartições públicas e a melhoria na oferta de serviços de alguns setores da prefeitura”.

A intenção do prefeito é de que até o final do próximo mês os equipamentos estejam a serviço da população de Macapá.

TST Solidário: O pedido de doação dos computadores, feito por Randolfe, foi autorizado pelo TST em março. A doação de computadores do TST para municípios brasileiros ocorre desde 2008 por meio do programa TST Solidário. O Tribunal repassa a outras instituições, computadores remanescentes da renovação de equipamentos.


Gisele Barbieri

Está no ar o hot site do II Encontro Internacional de Direito Ambiental da Amazônia – EIDAM

Com o tema “Lei de Crimes Ambientais: Uma Avaliação Estratégica”, o evento, que acontece no período de 09 a 11 de maio, em Macapá-AP, é uma realização conjunta do Ministério Público do Estado do Amapá (MP/AP), Associação do Ministério Público do Estado do Amapá (AMPAP) e Governo do Estado do Amapá (GEA).
Acesse o site do MP/AP – www.mp.ap.gov.br – e clik no banner do evento ou http://migre.me/eeqmI para maiores informações.