
A cantora amapaense Patrícia Bastos está concorrendo ao Prêmio da Música Brasileira 2010, com o CD “Eu Sou Caboca”. Patrícia disputa em duas categorias:
- Melhor Cantora Regional – Ela disputa com as artistas Elba Ramalho e Claudia Cunha. Neste quesito, uma equipe de julgadores é quem decide a vencedora.
- Voto Popular –Nesta categoria ela disputa com grandes nomes da música brasileira como Nana Caymmi, Maria Bethânia, Daniela Mercury, Elba Ramalho, Zélia Duncan,Alcione, Rita Ribeiro e Roberta Sá. Para que Patrícia Bastos ganhe nesta categoria o que vale é o voto de cada um de nós que admira e quer ver a artista amapaense em destaque no maior prêmio da música brasileira.
Para votar em Patrícia Bastos, basta acessar o www.premiodemusica.com.br/votopopular
José Marques Jardim
Se a França tem seus cafés, a Inglaterra seus pubs e a Itália, suas cantinas, o Amapá tem o Bar do Abreu. Na opinião do sociólogo Fernando Canto, contumaz frequentador do local , o Abreu é o que mais se aproxima da ideia conceitual de um bar, com as relações quase familiares entre fregueses, proprietários e garçonetes, a ideia do fiado, de proximidade e do “balcão”, onde todos se conhecem e se encontram para conversar.
E para homenagear os 28 anos de fundação do Bar do Abreu, um dos seus freqüentadores ilustres lança na sexta-feira, 13, de agosto, o livro “Papo de boteco – crônicas e contos escritos no Bar do Abreu”. De acordo com Renivaldo Costa, a idéia do livro e da data é para espantar os “espíritos de porco” que ousarem rondar o bar naquela data.
Segundo o autor, a obra é despretensiosa, mas vem referendada por um time de peso: o prefácio é assinado pelo escritor Paulo Tarso Barros e há, ainda, comentários assinados pelo sociólogo Fernando Canto, pelo dramaturgo Antônio Abujamra, pelo músico Leo Gandelman, pela cantora Ana de Hollanda e por Paulo Cesar Rodrigues, filho de Nelson Rodrigues, de quem Renivaldo Costa é um devotado leitor.
São 104 páginas de puro humor, refinada ironia e uma envolvente demonstração de erudição do autor, que navega pelo existencialismo de Sartre mas sem perder o foco nos filósofos de botequim, como o piloto Paulinho “Xiri”: “Beber é uma necessidade, saber beber é uma ciência, embriagar-se é uma infâmia”, diz num trecho.
São 44 textos, dos quais na metade o sociólogo Fernando Canto, amigo há vários anos do autor, é recorrentemente homenageado, como na crônica “Carta ao amigo Fernando Canto”, cujo trecho diz:
Certa vez, numa conversa no Bar do Abreu, o Fernando Canto me disse existir o “point of no return “. O ponto de não retorno. Um lugar que não podemos ultrapassar, um fato, um encontro, uma crise, uma doença, uma queda, por não haver volta incólume. Para o bem e para o mal. Um instante em que a alma e os instintos mudam, as vontades ficam parecendo lagartas prestes a sair do casulo transformadas em outro ser. De algum modo cheguei lá. Seja por exaustão, encanto, ou outro vendaval, precisei mudar. Sob certos aspectos e renúncias até me assusto. Mas, pela primeira vez, sinto-me em paz e feliz com isso. Pena que é desgastante e leva tempo até aparar todas as arestas, apagar os rastros, os sinais, as dores. Isto, no entanto, não deve nos impedir.
Mas o livro também traz histórias pitorescas, como a crônica “conversa sobre apelidos”, onde o autor revela codinomes guardados a sete chaves.
Ninguém é besta de chamar um governador pelo apelido. Mas nos bastidores do poder ou nas conversas etílicas quase todos recebiam codinomes. Por aqui ninguém sabia, mas o capitão Janary Nunes era conhecido nos meios políticos do Pará como “Napoleão do Tucupi”, apelido que lhe foi dado pelo ex-governador Magalhães Barata. Amílcar Pereira tinha muito medo de errar e, principalmente, cometer alguma irregularidade que viesse a desabonar seu governo. Essa mania, ou melhor, essa fobia, junto com o fato de ser naturalmente lerdo, retardavam as decisões governamentais. Resultado: Amílcar saiu do governo com o apelido de “Preguiça”. Pauxy Nunes só era tratado por “Xixito” pela Folha do Povo, jornal de oposição, por causa de sua fama de boêmio. José Francisco de Moura Cavalcante, um pernambucano nomeado por Jânio Quadros para substituir Pauxy, tinha um topete parecido com o do Itamar e usava vaselina no cabelo. Simpático, bom discurso, Cavalcante até gostou de ser chamado de “Zé Bonitinho” pelos amapaenses.
Outro homenageado é o jornalista Hélio Pennafort, com quem Renivaldo Costa conviveu, no início da atividade jornalística. Das muitas histórias de Hélio, o autor cita algumas como do episódio a seguir:
Aconteceu no dia 23 de janeiro de 1958, quando esperávamos o avião da Cruzeiro, na época um DC-3, que levaria para o Rio de Janeiro o corpo do deputado Coaracy Nunes, morto dois dias antes num desastre de avião no Carmo do Macacoari. Havia muita gente no aeroporto e a tristeza era geral. Quando o avião estacionou, o Jomar Tavares (que quando morou por aqui foi jogador, juiz e técnico de futebol) conversava com mais dois na minha frente. De repente ele se espantou ao reparar o prefixo do avião: PP-CCM. Tomado de superstição, ele apontou para a aeronave, avisando a seus parceiros que muita coisa ruim poderia acontecer ao Território. É que já ouviu falar que coisa boa não acontece quando uma tragédia pode ser reproduzida por um grupo de letras que, coincidentemente, se tornem visível no momento. E tornou a mostrar o prefixo do aparelho. “Não estou te entendendo, Jomar, que é que tem a ver o futuro do Território com o prefixo do avião”, disse um dos amigos. Jomar segurou o amigo pelo braço e explicou: O prefixo do avião é PP-CCM, que em linguagem aeronáutica significa “Papa Papa – Charlie Charlie Mike”, mas o diabo que pode significar também: PUTA PARIU – COARACY CAIU MACACOARI.
A edição do livro “Papo de boteco” contou com apoio da Prefeitura de Macapá, da Câmara de Vereadores, Vereador Clécio Luiz, Clínica Inneuro, Nossa Papelaria, Hotel Atalanta, Porpino Nunes Advogados Associados e Confraria Tucuju.
Serviço
Lançamento do livro “Papo de boteco – crônicas e contos escritos no Bar do Abreu”, 104 páginas, ilustrado com fotografias
Local: Bar do Abreu: Avenida FAB – Galeria Comercial
Data: 13 de agosto, sexta-feira, a partir das 20h.
Preço do exemplar: 10 reais
Entrada Franca
Foto: Tica Lemos
Não é novidade que é crescente a ocorrências de assaltos com violência e reféns em Macapá. Portanto, muito cuidado.
Redobre os cuidados ao entrar em casa, principalmente se tem muro alto fechado. Me disse um delegado que a grande maioria dos assaltos com reféns e violência são em casas com muros altos e fechados(não vazados), pela falta de visão na chagada em casa, ou pela facilidade, de uma vez dentro, os assaltantes poderem ficar a vontade com os reféns já que vizinhos e quem passa na rua não podem perceber movimento estranho. O melhor é muro alto com grade ou vazado.
Ilumine sua casa. Ilumine a frente e o quintal. A cidade está escura. A iluminação pública, onde tem, não ilumina nada.
Ladrão não gosta de claridade.
#FicaaDica
Sexta e Sábado tem Nivito Guedes no Prato de Barro
Nos dias 30 e 31(sexta e sábado) de Julho tem show de NIVITO GUEDES
Local: PRATO DE BARRO, rua General Rondon, 2839 – Trem
(Próximo a sede do Trem)
Contatos: 8112-7594 // 9976-4906 // 9126-3496
horário:22:00h.
Perfil do Samba no Mercado
CONVITE
O Movimento Cultural Perfil do Samba tem a honra de convidar Vossa Senhoria e família para participar do Projeto Samba no Mercado Central, em comemoração a 01(um) ano do “Programa Perfil do Samba”, que vai ao ar pela Rádio Difusora de Macapá, aos sábados, das 16 às 18h.
LOCAL: Mercado Central
DATA: 30/07/2010 (sexta feira) – INÍCIO: 19:00 hs.
ATRAÇÕES: Grupo Papo de Samba, Perfil do Samba e Convidados.
Depois de anos vendo a bela frente da cidade de Macapá transformada em feia currutela, o governo do estado inaugura hoje, 28, a Praça do Coco.
Dúvidas
Mudaram o nome da Praça Zagury para praça do Coco ou a Praça do Coco fica no complexo Zagury?
Diz o release do governo que: “O mais novo espaço terá a gestão da Associação Amapá Convention &Visitors Bureau no Meio do Mundo que prezará pela organização e limpeza do espaço”.
E foi realizada licitação? Os “coquetes” já estão reclamando.
Ela
A Praça Zagury quando foi inaugurada nos anos 80.
Foto: Arquivo Chico Terra.
O coqueiro da praça ficava no quintal da casa da professora de música Walquíria Lima, mãe do poeta Isnard Brandão de Lima Filho.
Foto: Alcilene Cavalcante
Uma das pouquíssimas coisas que prestava no horrível aeroporto Internacional de Macapá (O velho, que o novo ainda tá só no esqueleto por que roubaram o dinheiro), era o caixa 24 horas do Banco do Brasil.
Pois agora nem isso. Não-tem-mais-caixa-do-Banco-do-Brasil-no-aeroporto-de-Macapá.
É mole?
A Infraero, que administra o aeroporto, tirou o caixa eletrônico por que o funcionário do BB chegou minutos atrasados ao pregão que licitava os espaços.
O Banco do Brasil é do governo federal e a Infraero também.
Na Seca
Outro dia, no calor da tarde equatorial de Macapá, não tinha água pra vender na Casa do Pão de Queijo da sala de embarque do aeroporto. Todo mundo com sede, até entrar no avião.
Casa do pão de Queijo funciona bem em tudo que é “buraco” desse país. A do aeroporto daqui, não. Fica sem água mineral pra vender.
Como diz o Yasha: #Selva.
Alguém de fora lendo esse blog, vai jurar que esta que posta tá doida.
A lua subindo por entre as árvores do Hotel Thassos, em Ferreira Gomes.
“- Que Macapá é uma capital cheia de carros e é hora de se libertar da gestão provinciana.”
Disse tudo! Gestão provinciana, ontem e hoje. Até quando?
Joaquim Herbert
Se você não estacionar em local proibido…
Este mês a EMTU já rebocou 3 carros estacionados na estrada da minha garagem..
Vou colocar uma placa:
Reboque: 120,00
Multa: 112,00
Ver a cara do babaca que estacionou na frente da minha garagem: não tem preço
PS. Moro na FAB, vai arriscar estacionar na frente da minha garagem?
Tem uma Ótica que cercou com grades uma área na Alameda Serrano. Isso é legal? Amanha vou ver o nome da Ótica e tirar uma foto. Vou fotografar também o Guarda municipal que interrompe o transito na FAB na saída da Câmara…
Carlos Picanço
Irritante é constatar que os guardas que não tem disposição de organizar o trânsito em horário de pico (ou não são orientados a isso!), sempre estão prontos a alimentar a máquina de multas que se transformou o EMTU. Além disso, é ridícula a apologia ao militarismo que apresenta a guarda municipal (uma espécie de BOPE do trânsito!!). Sinceramente espero que o Prefeito leia nossos comentários pra ver se acontece alguma mudança!!! Abraços Alcilene!!
Josimar Barros
Oportuníssimo seu comentário Alcilene. Muito bom mesmo.
- Fechar metade da Orla para realização de micaretas, infernizando a vida de moradores e atrapalhando o trânsito é irresponsabilidade.
Jeremias Alberto
É um absurdo realizar feirões de carros em plenas avenidas do centro comercial, e comprometer todo o transito.
Rejane Mont’alverne
O fechamento de ruas não é privilégio de Macapá. Aqui em Santana é pior ainda. Pois as ruas são interditadas para shows, feira de automóveis, instalação de parque de diversões, dentre outros. Não tente passar pela rua Ubaldo Figueira nos dias de sábado, pois quase sempre ela está fechada às proximidades da praça cívica. E o “zé povinho” que se exploda.
Raimundo Cristino
No twitter:
@Orlando MJR – Muitíssimo obrigado a EMTU por instalar um sinal na esquina da Unimed… Não imaginam o quanto facilitou a vida de quem mora pra cá! #grato
Amigos Marcelo e Celma Daguer com amigos em Lagoinha-CE, curtindo a última semana de férias.
Testando atualizar o blog pelo Ipad.
1 – Que é UÓ fechar ruas principais de tráfego intenso em horário de pico pra fazer reparos.
2 – Que se for absolutamente necessário fechar a rua, que a empresa coloque guardas de trânsito pra organizar o caos que ela gera.
3 – Que a gente, povo, nunca vê guardas de trânsito da EMTU no trânsito, principalmente nessas horas.
4 – Que Macapá é uma capital cheia de carros e é hora de se libertar da gestão provinciana.
5 – Que organizar o trânsito, que é desorganizado com o fechamento de ruas por qualquer motivo, é respeitar o cidadão. E que não fazer isso é promover a violência no trânsito.
Obrigada
Barrada na geração
Na reunião que definiu o tempo da propaganda eleitoral gratuita para partidos e coligações, houve tentativa de transformar a TV Record Macapá na geradora dos programas. Não deu certo. A Record Macapá tem como donos três deputados estaduais. Um deles (Jorge Amanajás) é candidato a governador. Outros dois tentam reeleição. Um (Dalto Martins) está com Jorge, e outro (Edinho Duarte) acompanha Pedro Paulo.
Sob suspeita
Vai chegar ao Ministério Público Eleitoral denúncia, com pedido de investigação, contra um candidato a governador que estaria usando dinheiro público para distribuir material de propaganda entre candidatos a senador, deputado federal e deputado estadual, incluindo estúdio de gravação. Tudo estaria funcionando na zona sul da cidade, e o “operador” seria um assessor do candidato.
Foto: Ricardo Leão Dias
Amadeu Cavalcante e Osmar Jr. inauguram o Projeto Palco da Esquina na Casa COPACABANA, com o show SENTINELA NORTENTE.
SERVIÇO:
Local: COPACABANA, Av. Mendonça Furtado, esquina com Odilardo Silva
Data: 28/07/10 / HORA: 22:30h
Valor da Mesa: 80,00 / Ingressos na portaria a 20,00
Venda de Mesas: Casa Copacabana ou pelos telefones 8111-0695 e 9149-9536
Procissão de São Cristovão, padroeiro dos motoristas, percorrendo a rua General Rondom. Dirigindo o carro com a imagem, o Sr Itamar Simões.
Não sei o ano da foto, mas vê-se ao fundo o Colégio Amapaense, com o segundo bloco ainda em construção.

Foto: Arquivo da família Simões.
O blog indica visita aos bacanas:
Pravda – http://marxinleonov.wordpress.com
Do jornalista Emerson Renon www.emersonrenon.blogspot.com
Da Juliana Corrêa www.jucorrea1.blogspot.com
E o blog da Banda MiniBox Lunar
http://www.miniboxlunar.blogspot.com

Ferreira Gomes, Tartarugalzinho e Amapá no roteiro.
Pra ficar bem, hospedagem no Hotel Thassos, em Ferreira Gomes. Confortável, bom serviço, internet boa na recepção com conexão wifi, mas não disponível nos apartamentos. Preços meio salgados. Em alguns itens, excessivamente salgados.
No domingo, passeio até o Amapá com visita a Base Aérea.’
Pelos municípios, a natureza exuberante contrasta com a falta de zelo pelo estado. O município de Amapá está feio e mal tratado. Pior. O que mais enfeia a cidade são os prédios do governo do estado, sujos e com cara de abandonados.
A base aérea, marca da presença americana no Amapá e na amazônia durante a segunda guerra mundial, está lá abandonada e se acabando. Merece um post sobre o assunto, que vem depois.
Divido com vocês as boas imagens.
A lua, surgindo e enfeitando o Lual do Thassus
Garças na estrada
Marido e filhos na base aérea, ao fundo a torre de dirigível
Ricardinho, na entrada do Thassus
Pescadores chegando com a pescada amarela
Outro dia viajei com o produtor musical Miranda, do programa ídolos. Ele disse-me que vai produzir a banda amapaense MiniBox Lunar, banda que faz um trabalho super-competente a já tem conseguido fazer sucesso na região. Miranda acredita que os jovens amapaenses podem ser um grande sucesso nacional.
Blog na torcida pela MiniBox Lunar.
Família Borges, da casa Borges.
A primeira é a foto da família no final da década de 70. Da direita pra esquerda João Borges Filho, Eliete Borges, Joel Borges, Eliana Borges, Jair Borges, Antônia Borges (mãe) com Edgleuma Borges no colo.
Logo abaixo, uma montagem 32 anos depois. A família é do Sr João Borges, muito conhecido no bairro Santa Rita e que até hoje dirige seu caminhão. Na foto ainda faltam duas irmãs que não haviam nascido ainda: Ediane e Ennara Borges.

Eng° J. Adeilton B. Leite
Nos anos 2001 e 2002 os brasileiros dependentes do fornecimento de energia elétrica através do Sistema Interligado Nacional-SIN amargaram um racionamento de energia como jamais visto. Este “apagão”, como ficou conhecido, interrompeu drasticamente a fase de crescimento econômico que o Brasil atravessava provocando uma queda de 20% no consumo de eletricidade brasileiro. Foi como retroceder três anos de desenvolvimento. A produção precisou encolher aos níveis de 1997 para se adequar à energia disponível.
O Amapá, por não depender do SIN (esta condição acaba a partir da chegada do linhão de Tucuruí), ficou livre desse transtorno.
O racionamento provocou um intenso processo de discussões pela sociedade que pôs em cheque o modelo de gestão em vigor. Isto levou os principais agentes do setor elétrico a se moverem. As mudanças eram urgentes e redundaram em profundas reformas institucionais com a criação das leis 10.847/04 e 10.848/04. A primeira aprovou a criação da Empresa de Pesquisa Energética-EPE, responsável por prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinados a subsidiar o planejamento do setor energético. A segunda instituiu o novo marco institucional e regulatório do setor elétrico.
Este novo modelo de gestão objetiva garantir a segurança do suprimento de energia elétrica, promover a modicidade tarifária para os consumidores regulados (algo em torno de 98% dos consumidores brasileiros) por meio da contratação eficiente de energia e, por fim, promover a inserção social no setor.
A segurança do suprimento foi buscada por meio de duas premissas: 1- todos os consumidores devem ter seu consumo coberto por contratos de compra de energia; 2 - todos os contratos de venda de energia elétrica devem estar respaldados por lastro físico ou contratual.
Para se obter os melhores preços no suprimento de energia, na prática as distribuidoras que atendam aos consumidores regulados (como a CEA) são obrigadas a contratar energia por meio de leilões com maior antecedência e projetar sua demanda futura de maneira mais fidedigna. Estes leilões são divididos em três categorias: Leilão A-5 – quando o certame ocorre cinco anos antes do efetivo fornecimento de energia, caso de usina hidroelétrica nova a ser construída; Leilão A-3 – três anos de antecedência e quando a fonte for usina térmica; Leilão A-1 – um ano de antecedência e quando a fonte for usina hidráulica “velha”, ou seja, cujo contrato de suprimento esteja prestes a encerrar (usina do Paredão, por exemplo).
O leitor deve estar se perguntando onde o Amapá e a CEA entram nessa história toda. O fato é que a partir da chegada do “linhão de Tucuruí” em 2012 o Amapá passará a fazer parte do Sistema Interligado Nacional. Assim, a energia produzida aqui poderá ser comprada e utilizada em qualquer outro estado brasileiro. Os mais incautos até se orgulhariam, pois o Amapá poderá vender energia para outros estados.
O problema é: O Amapá não poderá comprar energia. Isso mesmo. O Amapá não poderá comprar energia, seja ela gerada aqui, em Tucuruí ou em Itaipu. Tudo porque, como se viu, o novo modelo de gestão do setor elétrico prima pela segurança do suprimento e esta segurança requer pagamentos em dia pela energia fornecida. E para comprar energia é preciso participar dos leilões. Para participar dos leilões é preciso ser bom pagador. Este “pequeno” detalhe afastará a inadimplente CEA de participar de leilões para comprar energia e distribuir aos seus consumidores.
Novamente os incautos que dormiram em berço esplêndido nos últimos anos pensarão que esta é uma realidade muito distante e que jamais se concretizará. Pois bem, é bom informar então que no próximo dia 30 de julho de 2010, sexta-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica realizará o primeiro leilão A-5 do ano. Na ocasião será ofertada a energia a ser gerada pelas usinas hidrelétricas de Santo Antonio do Jari (300Mw) e Ferreira Gomes (232Mw). As duas usinas amapaenses que ainda serão construídas já estão vendendo sua energia. A CEA, obviamente, não participará do leilão. A energia produzida aqui servirá apenas aos outros estados pelos próximos trinta anos, a contar de 2015 (ano da entrega efetiva da energia).
Como se não bastasse tudo isso, em maio de 2013 terminará o atual contrato de suprimento entre CEA e Eletronorte. Isto, na prática, transformará a energia atualmente gerada pelo Paredão e entregue a CEA em “energia velha” que, pelo atual modelo institucional, deverá ser leiloada num leilão A-1 em 2012. Leilão este que a inadimplente CEA também não poderá participar.
Em resumo, a partir de 2013 a CEA não disporá de energia contratada que assegure o abastecimento dos seus consumidores. O Amapá ficará no escuro. As únicas luzes que se verão serão as das usinas amapaenses gerando energia para outros estados brasileiros.
A única maneira de impedir todo este cenário negro descrito acima é a federalização da CEA. Do contrário, façam seus planos pois o mundo não acabará em 2012, mas o Amapá sim.



Marido chama..#partiu... -