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Repiquete no Meio do Mundo

Um blog feito na esquina do Rio Amazonas com a Linha do Equador, no Amapá.

Pacto pelo desenvolvimento do Amapá

Alcilene Cavalcante em 05 de fevereiro de 2016

* Randolfe Rodrigues – Senador da República. REDE-AP

 

A atual recessão que assola o país é sentida de maneira muito mais forte no Amapá, por suas características de ser uma Unidade da Federação onde quase 45% de seu Produto Interno Bruto é gerado na administração pública; praticamente 70% da massa salarial vêm da remuneração de servidores públicos e três quartos da receita do governo estadual é fruto de transferências da União. Por estas suas especificidades, um “espirro” da economia nacional logo se transforma em pneumonia no Amapá.

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A Pesquisa Mensal do Comércio Varejista, aferida pelo IBGE e cujos últimos resultados são de novembro de 2015 aponta para uma queda da receita nominal de vendas do Amapá de 20%, que se acumulam aos péssimos dados obtidos em setembro e outubro. O mesmo IBGE apura as receitas no setor de serviços, que repete a mesma performance desastrosa do comércio, com quedas sucessivas de vendas de 13% em setembro, 16% em outubro e 15% em novembro, recuos muito superiores à média nacional que nunca chegou a 1% nos mesmos meses.

Com isso, o emprego formal recuou 5,5% no ano passado, com o fechamento de 4.700 postos de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), com destaque negativo para os segmentos da mineração, comércio, construção civil e serviços.

Este quadro do Amapá exige esforços redobrados para se enfrentar a crise. Neste momento estou propondo um PACTO PELO DESENVOLVIMENTO DO AMAPÁ, no qual consigamos unificar todos no enfrentamento da crise e na retomada do desenvolvimento do Estado.

Conclamo ao pacto o Governo do Estado, a Bancada Federal, a Assembleia Legislativa, o Poder Judiciário, o Ministério Público, as prefeituras municipais e as Câmaras de Vereadores. Convido as entidades empresariais, como a ACIA e a FECOMERCIO, as entidades de apoio ao empreendedorismo, como SESI/SENAI e SEBRAE. Faço o mesmo chamamento à Universidade Federal (UNIFAP), à Universidade Estadual (UEAP) e às instituições particulares de ensino, bem como aos órgãos de pesquisa como a EMBRAPA e o IEPA. Sindicatos, movimentos sociais, sociedade civil organizada, enfim, convoco a todos para este corrente que deve ser pautada por alguns elementos basilares para nos tirar da atual situação.

 

Proponho o Pacto pelo Desenvolvimento do Amapá em torno de três pontos básicos: 1 – a implementação da Zona Franca Verde de Macapá e Santana, assegurando sua imediata implementação; 2 – esforço pela infraestrutura no Estado, em especial pela pavimentação da BR-156, pelo porto de Santana, saneamento básico e distribuição de energia elétrica; e 3 – superação dos gargalos que impedem o desenvolvimento econômico estatal, com destaque para a solução da legalização fundiária no Amapá e estruturação de um ambiental legal e institucional atrativo aos investimentos.

Enfrentar a crise é a tarefa de todos neste momento. Como eu demonstrei, esta recessão se mostra muito mais grave aqui do que na média nacional. Reforço que somente um Pacto pelo Desenvolvimento do Amapá poderá ser eficaz no enfrentamento e superação deste momento, permitindo que comecemos a nos libertar da “economia do contracheque público”.

 

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CEA sendo CEA

Alcilene Cavalcante em 05 de fevereiro de 2016

A Companhia de Eletricidade do Amapá fazendo o que mais sabe fazer: deixar a população sem energia. Na quarta-feira m transformador estourado por volta das 4h causou a interrupção do serviço em parte do Centro e Santa Rita. O problema só foi solucionado somente no meio da tarde.

Ontem, quinta-feira, a vereadora Aline Gurgel reclamou no twitter que não houve sessão solene na Câmara de Vereadores, por falta de energia.

“Nos 258 anos de Macapá recebemos como presente a falta de Energia, que já é rotineira em nosso Estado. Hoje a sessão solene foi cancelada”.

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Boas relações de Randolfe

Alcilene Cavalcante em 05 de fevereiro de 2016

É de se destacar o trânsito que o senador Randolfe Rodrigues tem ganhado em vários segmentos dos poderes. Do judiciário ao executivo, passando pelo legislativo e órgãos de controle, o parlamentar sempre aparece reunindo.

As últimas aparições foram com o MP, Alap e na quarta-feira (3) com o governo do Amapá. Com exceção do Ministério Público, órgão no qual Randolfe tem boas relações há tempos, o parlamentar parece ter estreitado relações institucionais com a Assembleia e o executivo estadual. Bom para todos!

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A minha gostosa Macapá de outrora

Alcilene Cavalcante em 05 de fevereiro de 2016

*Walter Jr – Publicitário e Jornalista

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Lembro quando o bairro do Laguinho era longe.

Nasci numa casa em frente onde é hoje a TV Equatorial, no coração do Laguinho. Fui apanhado por uma parteira. A cidade, compacta, vinha da Fortaleza, concentrava-se no entorno da Igreja Matriz de São José e ia até Escola Industrial de Macapá. A Avenida Procópio Rola não existia, era praticamente o final do campo de pouso que também cruzava onde é hoje a Avenida FAB. Um pouco distante, um hospital em construção: o Alberto Lima.

O Laguinho era famoso pelo Marabaixo, pela farinha, as parteiras, as lavadeiras, poetas, a boemia e pelos negros simpáticos, mas bons de porrada. O Laguinho era mato. Era longe.

Quando o meu pai começou a trabalhar na BR 15, atual 156. Fomos pra mais longe ainda. Eu passava boa parte do meu tempo na fazenda do meu avô na cidade de Amapá, as vezes dava um passeio pela Base Aérea pra ver os aviões descerem e subirem ou nos acampamentos da estrada que avançava na direção de Calçoene. Menino, assisti a construção da ponte sobre o rio Amapá Grande e a “descoberta” da Cachoeira Grande. Passei um Natal lá neste acampamento. Mas isso já é uma outra história.

Fiz o Jardim de infância no Barão do Rio Branco ,em um pavilhão cheio de mesinhas e cadeirinhas. A professora era a Maria Façanha, parecia uma fada. O nosso recreio era na Praça Barão do Rio Branco regado a canecas de leite da Aliança para o Progresso que eu achava muito gostoso e repetia.

Depois veio a Escola Paroquial São José, dos beliscões da professora Carmelita, da ternura da professora Maria das Dores, da minha paixão pela professora Maria Emília Jucá. Eu deveria ter de 5 a 7 anos no máximo. Era um segredo que só eu e a minha mãe sabíamos.
Torci pelo Juventus, vendi Voz Católica, assisti filmes em um barracão antes do Cine João XXIII e dancei quadrilha marcada pelo Novena e um.

Frequentei o pensionato. Fui coroinha da Matriz de São José e assisti muitos filmes no João XXIII, após a missa. E o que restou dessa época? O que era o monumento mais antigo da cidade, agora é apenas uma igreja desprestigiada prestes a desabar. O resto virou o Vila Nova, um shopping que utiliza o nosso centro histórico como estacionamento e não aparece um cristão para tomar uma providência. Tomara que Dom Aristides Pirovano interceda por nós, porque fazer queixa ao bispo nem adianta mais.

Naquele tempo para tirar uma foto ou você ia a um estudio ou contratava um fotógrafo. Eu também tirei retrato uniformizado no estudio do Foto Cruz, o seu Guilherme caprichava. Ao lado havia uma loja de discos, insisti tanto com a minha mãe e ganhei a minha primeira bolacha preta: um 78 RPM com a música “Cabecinha No Ombro”, de Paulo Borges, no lado B, uma belíssima guarânia que na interpretação de Alcides Gerardi tocava toda hora na Difusora. Tropecei na descida da Cândido Mendes e o disco caiu no chão e quebrou. Eram muito frágeis. Chorei sem ter onde encostar a minha cabecinha inconsolável.

Uma vez me perdi nessa mesmíssima Cândido Mendes e fui encontrado dentro de uma das canoas à vela ancoradas na Doca da Fortaleza. Numa outra vez fui levado para a delegacia de policia que ficava em frente a Praça Veiga Cabral. Neste dia cheguei em casa em uma moto que tinha um carrinho do lado. Uma aventura! Aliás aventura era o que não faltava. Naquela época, final dos anos 50, inicio dos anos 60 era comum os nossos pais saírem para visitar amigos, ir ao cinema ou aos bailes do Aeroclube ou da Piscina Territorial. E nós crianças ficávamos brincando na frente da casa. Vivíamos as cantigas de roda, as brincadeira de cowboy, esconde-esconde, que os Toyotas, uns paulistas que chegaram em Macapá com umas Pick ups estranhas, apelidaram de 31 Alerta!

Naquele tempo quase todos se conheciam e quando chegava alguém de fora, a hospitalidade falava mais alto e se fazia de tudo para que a nova familia se sentisse em casa. Éramos todos uma grade família.

Você pegava um carro de praça, os taxis de hoje, e dizia apenas o nome do dono ou da dona da casa e o chofer o levava no endereço certo. Da mesma forma o telefone, você rodava a manivela do aparelho e dizia: – telefonista, me ligue pra residência do senhor fulano de tal.

Dormia-se de janela aberta. É claro que com um bom mosquiteiro.

Eu vivia perambulando pela cidade. Na porta do cinema invejava os vendedores de bombons com aquelas caixas cheia de divisórias penduradas no pescoço, principalmente os que ficavam na porta do Cine Teatro Territorial, a primeira sala de projeção da cidade. O Cine Territorial, foi construído e inaugurado em julho de 1944 por Janary Gentil Nunes e foi palco de inúmeros shows de grandes artistas brasileiros. Luís Gonzaga, Dalva de Oliveira e Ângela Maria, ícones da música popular da época, encantaram a plateia macapaense em apresentações memoráveis.

Minha carreira de vendedor de bombons foi logo substituída pela de colecionador de revistas e de figurinhas e a porta dos cinemas era um lugar ideal para essa nova atividade.

Vivi grandes aventuras no cinema. A minha especialidade era furar na entrada e assistir os filmes impróprios para a minha idade. Um descuido ou uma vista grossa do porteiro e lá ia eu para o mundo mágico do cinema. Numa das sessão as escondidas do Cine Macapá, lembro do filme Acorrentados, com Sidney Pointier e Tony Curtis… Foram muitos filmes. Teve um filme polêmico: Os Cafajestes, com Jece Valadão e Norma Bengell. Esse eu não consegui furar. Era considerado um filme pornográfico. Foi exibido no Cine Macapá em duas sessões: uma para mulheres e outras para homens. Muitos anos depois assisti na televisão.

Mas, o mais divertido mesmo era assistir escondido os bailes da Piscina Territorial. Tínhamos a cumplicidade dos garçons que de vez em quando nos levava um Flip Guaraná. Mas quando a luz dava uma diminuída, o conjunto atacava o prefixo de encerramento era hora de correr pra casa. Naquela época os bailes começavam cedo. A energia “ia embora” às 23h, no máximo. E duas diminuídas na intensidade era o sinal, na terceira, o breu. No dia seguinte ficávamos ouvindo os comentários do baile que a gente também “havia ido”.

Aos domingos as famílias se encontravam no barracão da praia do Araxá e a juventude da época ia para as festas no barracão da Fazendinha.

Quem viveu os bailes do Amapá Clube, Esporte Clube Macapá, Assembleia Amapaense, Circulo Militar, Santana Clube… Tem muita coisa pra recordar. Dariam deliciosas crônicas. Lembro daquela romaria de pessoas, descalças na avenida FAB com os sapatos nas mãos no final dos bailes. Ah tempo bom!

Em 1967 conheci a minha grande paixão. Entrei para o Colégio Amapaense. E olha só essa turma da primeira série ginasial: Aluizio Teixeira, Sergio Torres, Alcinéa Cavalcante, Déurio Façanha, Chico Miccione, Alex Houat, Regina Craveiro… Neste mesmo ano fui mascote da Banda do CA. Não perdia um ensaio. Acompanhava toda a construção das alegorias e não perdia uma disputa do CA seja que modalidade fosse nas olimpíadas. Neste ano o Colégio Amapaense foi o campeão do desfile de 7 de setembro. Comemoramos em passeata, em ritmo de carnaval, da frente do CA até o Gato Azul.

As matinês do Cine João XXIII, a tacinha de sorvete do Macapá Hotel, o trapiche que, naquele tempo não tinha torres de rádio alugadas para hastear bandeiras, abrigava uma verdadeira peregrinação de pessoas no tradicional passeio dominical, são imagens guardadas no coração, que nos enchem de saudade.

Até hoje o rio Amazonas é testemunha das inúmeras juras de amor dos casais de namorados no trapiche Eliezer Levy e daqueles que ajudaram com amor, suor e trabalho a construir a historia desses 258 anos de Macapá.

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Crise no discurso

Alcilene Cavalcante em 03 de fevereiro de 2016

Parece até modinha, mas é realidade objetiva, e o discurso da crise ganhou a carta dos chefes dos executivos Brasil a fora nesta terça-feira (2) nas assembleias legislativas e no Congresso Nacional.

No Amapá não foi diferente. O vice-governador Papaléo Paes declarou que o estado irá adotar medidas radicais para conter a crise vivida pelos cofres públicos amapaenses. Saúde e educação, no entanto, não serão afetados, garante o governo.

Sei…

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Justiça institui projeto piloto de Home Office

Alcilene Cavalcante em 03 de fevereiro de 2016

Através do Ato Conjunto Nº 385/2016 – GP/CGJ a Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargadora Sueli Pini e o Corregedor Geral de Justiça, Desembargador Carmo Antônio de Souza, instituem, no âmbito do Judiciário amapaense, a atividade do teletrabalho, também conhecida pela denominação de “Home Office”. A prática permite que magistrados e servidores possam realizar suas atividades em suas residências.

A realização do teletrabalho é facultativa e deve respeitar o critério do gestor da Unidade que coordenará este trabalho. Neste primeiro momento serão 12 meses de fase piloto do projeto, para que o Judiciário possa verificar sua execução e os resultados obtidos. Após este período a Presidência do TJAP e Corregedoria deliberarão sobre a continuidade e aperfeiçoamento desta nova prática.

Durante a fase de teste serão observadas a implantação do processo eletrônico judicial e administrativo, uso de tecnologias de informação e comunicação, o princípio constitucional da eficiência e o direito à saúde e à segurança no trabalho, entre outros. Os servidores habilitados nesta fase deverão alcançar produção de no mínimo 20% a mais do que produziam no ambiente da instituição.

Em 2015 a Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou a regulamentação para o teletrabalho (Home Office) no Judiciário. O modelo de trabalho é previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas desde 2011.

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“Esta é mais uma inovação que vem se somar à instituição do programa “Ponto Inteligente”, de que trata o Ato Conjunto nº 374. O objetivo é modernizar a relação de trabalho, prestigiar o servidor produtivo e, mais relevante, tornar os serviços judiciais mais eficientes com o uso das ferramentas tecnológicas atuais”, finalizou a Desembargadora-Presidente, Sueli Pini.

Ascom-TJAP

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Relação sutiã

Alcilene Cavalcante em 03 de fevereiro de 2016

Em entrevista no rádio, o ex-senador Gilvan Borges afirmou que a relação dele com o governador Waldez Góes (PDT) é igual a “peito e sutiã: vivem coladinhos”, o que arrancou risadas da bancada do programa e vários comentários no Twitter.

Misericórdia…

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