Alma Tucuju

Promotor de Justiça Marcelo Moreira, da Cidadania, ainda curte últimos dias de férias.

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Cearense que veio de presente para o Amapá, Marcelo aproveitou as férias, para curtir a morenice cabocla de alto a baixo do Amapá e andou pelo Oiapoque e pelo Jari, de férias.

Ganhei dele, outro dia essa poesia, que divido com vocês.

O MILAGRE

Dias maravilhosos em que os jornais vêm cheios de poesia
e do lábio do amigo brotam palavras de eterno encanto.

Dias mágicos em que os burgueses espiam, através das vidraças
dos escritórios,
a graça gratuita das nuvens.

Mário Quintana

Francamente

No site do Governo do estado, na página principal, tem a seguinte notícia

“O Governo do Amapá por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) em parceria com Prefeitura de Macapá repassou na manhã desta sexta-feira, 7, no Salão Nobre do Palácio do Setentrião o pagamento para os artistas que prestaram serviços na Festa do Sol”.

A notícia só faltou dizer que foi um momento de grande emoção.

Francamente… Fazer evento e cerimônia para entregar cheques de pagamentos, de quem foi contratado para prestar um serviço, de seu ofício, pelo seu talento…

“Umbora” trabalhar melhor pessoal. Pagar quem prestou serviço é uma tarefa rotineira da burocracia do setor público. Os barnabés fazem isso desde que Cabral descobriu o Brasil.

Qualquer dia vão querer que os servidores públicos recebam seus pagamentos em cheques, das mãos do governador, em fila na frente do Palácio do Setentrião. Como se fosse um agradinho do Estado. Que tal?

Coloquem o cabeção pra pensar e usem melhor o horário de trabalho. O contribuinte, penhorado, agradece.

Artigo Quarta-feira é dia de julgamento: dia de justiça?

Camilo Capiberibe, deputado Estadual.


camiloALNote
É muito difícil escrever sobre um processo sendo parte dele, pois pode parecer, e vai terminar parecendo, que defendo o meu lado. Mesmo assim, me arrisco a abordar este tema, sabendo que um julgamento fundamental para os destinos de nossa cidade se dará nesta quarta-feira, 12 de agosto, quando o TRE decidirá o mérito de dois processos que envolvem a cassação do prefeito Roberto Góes e sua Vice Helena Guerra. Desde criança assistimos nos filmes de Hollywood e mesmo nos seriados da TV, nos enlatados e nas novelas que existe uma moral em cada história. Nas fábulas nos foi ensinado que andar pelo caminho certo é uma receita infalível que nos conduz em segurança ao nosso destino. Se Chapeuzinho Vermelho erra é ao buscar o caminho mais fácil, o atalho perigoso pelo meio da floresta.

No caso das eleições 2008 não vou repisar que houve compra de votos e nem que o abuso de autoridade garantiu a distorção do princípio democrático, isso já ficou consolidado para a opinião pública pelas quatro sentenças prolatadas pela justiça eleitoral. As medidas liminares concedidas ao Prefeito cassado Roberto Góes passam para a sociedade a sensação de que as decisões de primeira instância não tem valor legal, essa sensação é equivocada e o próprio destino do nosso município não pode ser medido pelas razões que fundamentam a concessão de uma liminar.

A liminar busca entre outras coisas, mas fundamentalmente, impedir até o julgamento do recurso, um vai-e-vêm de ocupantes no Palácio Laurindo Banha, o que ao meu ver, de parte no processo, é uma medida responsável e que atende aos melhores interesses da população. Ainda que a percepção seja a de que Roberto Góes fraudou e que nos processos essa percepção seja corroborada pela quantidade de provas coletadas pelo Ministério Público Eleitoral ou pela Coligação Frente pela Mudança, a liminar garante uma segurança para o cidadão e para a cidadã macapaense de que até que se conclua o segundo grau de jurisdição, ou seja, o julgamento em grau de recurso no TRE, uma pessoa apenas vai comandar os destinos do município.

Mas, afinal o que estará em jogo na quarta-feira durante os julgamentos do prefeito e de sua vice? Ninguém em sã consciência é capaz de negar que houve crimes eleitorais e que as provas estão dentro dos processos que serão julgados, isso já foi indicado pelos julgamentos em primeira instancia. O TRE do Amapá terá em suas mãos a possibilidade de reafirmar que o que aprendemos desde crianças é o certo. A educação que nós na civilização ocidental recebemos é corroborada com os atos prolatados pelas instituições. Ninguém deve se enganar quanto as minhas expectativas pessoais para o dia 12 de agosto. Confio na justiça e acredito que o resultado do julgamento vai valorar o conceito de que a justiça deve prevalecer e o de que quem erra deve pagar.

Justiça paralisa agressão ao Meio Ambiente em Pedra Branca

O juiz de Direito Paulo Madeira julgou favoráveis os pedidos liminares
formulados em Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo Ministério Público,
através do Promotor de Justiça de Serra do Navio, Afonso Guimarães, contra as empresas
Mineração Pedra Branca do Amapari (MPBA) e Anglo Ferrous. O juiz determinou a
paralisação de todas as atividades de lavra, desmatamento, deposição de
material estéril e rejeitos numa faixa de 200 (duzentos) metros das margens
dos igarapés Willian, Taboca, Sentinela, Mário Cruz e córrego Braço.
O juiz determinou, ainda, a realização de uma auditoria ambiental nos projetos
de mineração das duas empresas, aplicando multa diária de R$ 50.000,00
(cinqüenta mil reais) pelo descumprimento da decisão. “Tentamos em várias
reuniões com os representantes das empresas, firmar um Termo de Ajustamento de
Conduta para solucionar o problema, mas, não conseguimos”, explicou o promotor
de Justiça Afonso Guimarães.
Na ação, além de resolver dos danos ambientais, o Ministério Público pretende
uma reparação pelos prejuízos causados aos ribeirinhos.

Os danos ambientais causados pelas mineradoras podem ser vistos na internet na página
www.youtube.com, com o título “Dano Ambiental na Amazônia”.(Ascom-MP)

Marina, Morena Marina. Verde Marina. Doce Marina

‘Vocês não precisam me acompanhar’, diz Marina

Do blog da Amazônia, de Altino Machado:

Durante as 32 horas que permaneceu em Rio Branco (AC) para ouvir familiares, amigos e aliados políticos a respeito do convite para trocar o PT pelo PV, o comportamento da senadora Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, deixou em todos os interlocutores a certeza de que será mesmo candidata a presidente da República.

Foram horas marcadas por ansiedade, choro e ranger de dentes. Em várias ocasiões, a senadora e seus aliados não conseguiram controlar a emoção. Choraram ao relembrar de fatos que foram permeados por apelos para que permaneça no PT.

Evangélica da Assembléia de Deus, ela tem jejuado e pediu a várias pessoas para que dobrem os joelhos em oração para que Deus a ilumine e mostre o melhor caminho.

Durante as conversas, Marina Silva várias vezes se referiu ao PT como “o nosso partido”, mas um apelo evidenciou ainda mais a disposição dela de se desfiliar da legenda para estabelecer uma nova fase na sua trajetória política.

– Vocês não precisam me acompanhar. Permaneçam no PT e mantenham a coesão da [coligação] Frente Popular do Acre para que possam ser ampliadas as conquistas até aqui alcançadas nos três mandatos consecutivos de nosso partido. Esse é um projeto político que tem dado certo no Estado – afirmou.

A primeira conversa de Marina Silva foi com a família dela, logo após desembarcar em Rio Branco na tarde sexta-feira. Parte da família veio do seringal Bagaço, onde a senadora nasceu. Prevaleceu entre todos o ponto de vista de “seu” Pedro, o pai dela, de que “o que ela decidir está decidido”.

A senadora se reuniu posteriormente com o governador Binho Marques (PT), a quem considera o maior amigo de sua vida, além de ser o principal aliado político dela. Marques a conheceu por acaso há mais de 28 anos, quando Marina estava grávida da filha Shalom e caiu.

Ele a ajudou a se reerguer do chão e desde então fizeram parte de um grupo de teatro como atores, sendo que ela gostava mesmo era de costurar as roupas do figurino. Começaram a militância no PT e cursaram história na Universidade Federal do Acre.

Filho de uma família de classe média, considerado o “riquinho” do grupo, foi Marques quem pagou a inscrição dela na universidade, comprava livros e com quem compartilhou lutas no movimento estudantil.

Nos últimos dias, o governador tem sido procurado por petistas de alto coturno que apelam para que ajude a dissuadir Marina Silva da aparente disposição de abandonar seus 30 anos de militância no PT.

– Tenho que ser sincero: a luta da Marina tem ganhado um projeção cada vez maior no cenário nacional e mundial. Nós não temos a menor possibilidade de pressioná-la para mudar o que pensa e faz – é o que tem respondido de essencial o governador.

Durante a reunião com Binho Marques e um seleto grupo de amigos, que chegou a durar mais de quatro horas, a senadora recebeu um telefonema do teólogo Leonardo Boff. Ela pediu permissão para acionar o viva-voz e Boff fez uma comovente defesa da candidatura dela à presidência da República.

Quem conhece a amizade de Binho Marques e Marina Silva sabe que ele jamais vai discordar ou virar opositor de uma eventual candidatura dela. Na avaliação do governador, a candidatura Marina Silva poderá ter o mesmo impacto no Brasil que teve a candidatura de Jorge Viana no Acre, no início os anos 1990.

– O Jorge não venceu, mas a candidatura dele mudou para sempre a história política do Acre, quando finalmente foi eleito prefeito de Rio Branco e duas vezes governador do Estado – argumentou.

Marques também se referiu aos impactos políticos que poderá ter no projeto político da coligação Frente Popular do Acre, responsável pelo terceiro mandato no governo estadual.

– Apesar da virada no nosso projeto, o que me deixa mais feliz é poder constatar que a melhor proposta política para a campanha presidencial de 2010 surge do Acre com a Marina – afirmou.

Marina Silva deixou claro a alguns de seus interlocutores que não vai esperar até o final do mês para anunciar sua decisão, que acontecerá após manter mais algumas conversas em Brasília. É possível que o anúncio da decisão ocorra na próxima semana.

Na sexta-feira, o Blog da Amazônia procurou o ex-governador Jorge Viana, um dos principais articuladores daquilo que o próprio denomina “engenharia política”, que tem possibilitado vida longa ao PT no governo do Acre. Viana disse que só se manifestaria após conversar com a senadora. Procurado neste domingo, desconversou mais uma vez.

– Eu ainda estou de quarentena. Binho e eu ainda pretendemos ter mais uma conversa com a Marina. Eu vou aguardar mais para me manifestar sobre essa questão porque é muito delicada.

Viana, que recentemente se apresentou no Acre como futuro coordenador da campanha de Dilma Rousseff na região Norte, reconheceu em conversas com pelos três interlocutores que a senadora está decidida a mudar de partido.

Disse que não vai desistir de convencê-la a permanecer no PT, o que tem sido interpretado como mais sendo um mensageiro do Planalto em ação. Ele chegou a reclamar das “influências externas” que a senadora estaria sofrendo, referindo-se aparentemente às lideranças verdes.

O maior problema para os petistas do Acre é como se explicar de uma provável cobrança do presidente Lula, que alegará o apoio de sua gestão ao governo estadual. Por ora, os petistas não têm resposta no caso de Lula os responsabilizar por permitirem que Marina Silva esteja mudando o cenário da sucessão presidencial.

– O governador Binho Marques, o ex-governador Jorge Viana e o senador Tião Viana têm o dever de dizer ao presidente que essa situação decorre da opção que ele fez por Dilma Roussef e Mangabeira Unger para forçar a saída de Marina do ministério – afirma uma fonte ligada à senadora.

Chico Terra. Chico da Amazônia

ChicoTerra

Bis para quem viu e quem não viu pode ver agora. Chico Terra conta em um show, seus 40 anos de música na Amazônia desde a conquista do prêmio de melhor cantor mirim aos 12 anos de idade em Macapá, até a construção das hidrelétricas do rio madeira em Rondônia, onde compôs Reforma Amazongrafica, um protesto contra a devastação que destroi a vida na Amazônia.

Chico da Amazônia

por: Euclides Farias

Fingidor, que finge tão completamente que chega a fingir que é a dor a dor que deveras sente, o poeta Chico Terra, engajado como ele só, sentencia, por verso-achado, que a Amazônia não tem mais acento, crivada que está de assentamento.

Licença poética e estréia do músico Chico Terra como letrista, “Reforma Amazongráfica” não só avacalha com a reforma ortográfica de meia tigela que engatinha no país, mas bagunça também com a cara de paisagem do conformismo que mata a indignação e sepulta a Amazônia.

Diga-se antes de qualquer coisa que Chico Terra não é letrista de ocasião, a fazer loas à crença alheia. Desde que se entende por gente que poderia recorrer às letras para reagir aos impulsos humanos da indignação, ele escreve sobre o que conhece, e pelo que sofre. De tão intransigente com dores sociais, sempre contrapostas a hipocrisias, Chico chega não raro a ser confundido com partidários xiitas submissos a cartilhas. Dou testemunho: o poeta está enraizado num tempo amapaense e amazônico que não existe mais, senão na memória que minha memória só alcança dos anos 1960 para cá.

Em Amazongráfica, o compositor recorda que tiraram a vida do seringueiro Chico, transformado em totem na canção. Chico sugere que, talvez aí, com a morte de Chico Mendes, tenha caído de fato o assento da Amazônia, desamparando a nossa voz e nos chamando, sem convocação explícita, a lutar com palavras – tal qual Vital Farias – para que grileiro não mate posseiro só para lhe roubar o seu chão.

Reaja! – pede Chico para todos nós.

Em verdade, vos digo: vívida, tapa na cara e madura de quase cair do pé, a primeira letra de Chico Terra chegou quase outonal. O poeta já ultrapassou a barreira dos 50 anos, acumulando histórias de cantador que musicalmente nasceu no Amapá, adolesceu nas cantorias dos clubes de esquina de Belo Horizonte e veio embora para a sua Pasárgada, onde é, bandeiramente, inimigo do rei.

Ave, Chico Terra!

Serviço:

Show musical Reforma Amazongráfica

Local: Sesc Centro

Data: 11 de agosto de 2009

Hora: 22:00

Curtas

Conexão Aquarela realiza ação para prevenir infecção de gripe suína na volta ás aulas

O segundo semestre letivo da Escola Conexão Aquarela começa com algumas novidades a partir de segunda-feira (10). Entre elas, a preocupação da escola quanto ao risco de infecção e contaminação do vírus H1N1, popularmente conhecido como gripe suína.

Durante todo o dia, a escola terá uma enfermeira percorrendo o colégio que fará a identificação dos alunos que apresentarem os sintomas da doença. Além disso, cada professor receberá um kit contendo álcool para fazer a higiene das mãos e um termômetro para medir a temperatura das crianças.

Além de muitas atividades educativas e de esclarecimentos sobre a doença. (Com informações de Stefanny Marques -Coord. Comunicação e Marketing. Escola Conexão Aquarela)

Êba! O Cristal ganhou o jogo lá em Palmas.

E classificou-se para a segunda fase do Campeonato Brasileiro.

Quer ver como foi? Vai no blog do Ronaldo Miranda http://futebolamapaense.zip.net

Paz e Pais

Campanha Paz no Trânsito, iniciativa do Juiz Marconi Pimenta, focou nos pais no último final de semana.

Veja mais no blog do dr Marconi

pais

Domingueira

Twittando

Do twitter de um petista que estava postando direto da reunião do diretório estadual do partido.

– O prefeito de Santana Antonio Nogueira disse na reunião que não será candidato em 2010.

– A reunião estava pegando fogo. Palavras do twitteiro.

Marina, Morena Marina. Verde Marina

Começa e criar corpo o Movimento Marina Presidente

No link “Artigos”, na linha de cima do blog:

Artigo dominical do Bispo de Macapá D. Pedro Conti.

Blog Cidadão

Recebi esse e-mail da jornalista Mariléa Maciel. Me deixou muito feliz.  Por saber que podemos dar eco aqui aos incômodos da população, mas também por ver que agentes públicos estão antenados com as novas mídias e principalmente, usando a informação para melhor cumprir suas funções. Também por ver que o empreendedor dono do motel, também se ligou, e tirou logo as imagens que incomodavam a população do entorno do seu empreendimento.

Oi Lene

Vi em seu blog a mensagem de uma moradora do bairro do Trem que tem que conviver, assim como seus vizinhos, com um ato de atentado ao pudor exposto no muro de um motel. Como a leitora pedia auxílio quanto a quem denunciar, levei o caso até a Divisão de Fiscalização da Semam por ter participado de uma ação com os fiscais onde o alvo também era um motel, desta vez no bairro Buritizal, que tinha em seu luminoso a foto de uma mulher nua, de costas.

Nesta operação, baseado na Lei Ambiental Municipal, os fiscais fizeram com que os proprietários mudassem sua propaganda por estarem infringindo o artigo que fala da poluição visual. Hoje acompanhei os fiscais novamente para apurar a denúncia de sua leitora e pudemos constatar que o muro havia sido pintado, tirando a imagem apelativa da vista dos passantes.

Realmente seu blog tem uma função social muito importante.Parabéns!

obs:segue a foto do muro pintado que fiz hoje à tarde.

Abraços!!!

Mariléia Maciel

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Por que bateram antes e solucionaram depois?

Clécio Luis – Vereador de Macapá

Ainda sobre a ação de retirada dos empreendedores populares (camelôs e ambulantes) do centro da cidade, gostaria de, respeitando o pensamento divergente, expor minhas convicções e experiências sobre o tema, principalmente sobre o caso concreto de nossa cidade, sem, no entanto, reduzir o debate ao argumento simplista de que “eles precisam trabalhar”.

1º: A primeira de todas: tenho a mais absoluta clareza, que do jeito que está, não pode continuar. Concordo que a cidade está desorganizada e feia, por vários aspectos e problemas, entre eles a proliferação desordenada da chamada economia informal sobre os logradouros públicos, sobretudo, as calçadas das principais vias da cidade.

2º: Entendo também que este problema é antes de tudo uma realidade que merece ser melhor entendida pelo poder público e suas autoridades. Essa realidade, ou melhor, esse fenômeno é fruto de um sistema econômico tão excludente, que mais parece um grande big brother sem fim e compulsório, que tem que excluir aos milhares todos os dias, sem direito a premiação nem fama aos seus participantes. Essa economia existe e segundo o IBGE, movimenta cerca de R$ 43 Milhões/mês, gerando mais de 43 mil empregos diretos em seus mais de 35 mil empreendimentos individuais espalhados em nosso estado.

3º: Essa realidade pode ser perfeitamente aproveitada, para combater nossa baixa cultura empreendedora, fruto do paternalismo e do clientelismo de Estado que ainda impera por aqui. Essas pessoas são aquelas entre tantas, que diante da exclusão, resolveram caminhar com as próprias pernas, não pediram e nem querem esmola nem favor. Detalhe: não são reféns das bolsas dos governos. Mesmo que não sejam reconhecidos, são empreendedores sim, caso contrário, não estariam onde estão. Taí uma forma inteligente de encontrar uma alternativa nobre e viável à chamada economia do contracheque: ter política pública afirmativa para esse seguimento e não bordoada e repressão.

4º: Existem várias experiências e bibliográficas que abordam este fenômeno de forma afirmativa, pelas vias da organização, capacitação e crédito para esses empreendedores que ostentam as menores taxas de inadimplência do nosso sistema financeiro, além de uma progressiva legislação sobre a matéria, como a lei 027/2004 do plano diretor e mais recentemente a lei federal do MEI – Micro Empreendedor Individual, (empreendedor popular) que o reconhece e estende o marco legal vigente até ele.

5º: As experiências também nos gritam, mostrando que porrada e truculência, nunca resolveram definitivamente esses problemas, da mesma forma criminalizar o empreendedorismo de rua e tratá-lo como caso de polícia, não traz resultado positivo algum, apenas dor, sofrimento e revolta, que somam para o sentimento de descrença no poder público e sua capacidade de gerar oportunidades e fazer justiça social. Por isso eu insisto: isso não é um caso de polícia e sim de política pública, que deveria ser desenvolvida pelos órgãos de ordem urbanística e desenvolvimento econômico.

6º: A prefeitura de Macapá, na gestão do atual prefeito, nesses seis meses, poderia se quisesse, ter organizado pelo menos um quarteirão da Candido Mendes, mas preferiu deixar a situação se agravar mais ainda, talvez porque assim seja mais fácil justificar a retirada dos ambulantes de qualquer jeito, afinal, todos querem uma resposta para as calçadas ocupadas. A resposta veio unicamente em forma de repressão e pancadaria, dessa forma a prefeitura ao invés de dar o exemplo, sequer tentou.

8º: Agora reflitam comigo: se uma semana após a pancadaria que promoveu, a prefeitura encontrou um espaço provisório para os empreendedores, eu pergunto indignado: porque não fez isso antes de distribuir aquelas doses cavalares de agressão, dor e sofrimento? Pra tentar mostrar trabalho com estardalhaço? Por que fizeram isso, se havia um diálogo em curso, fruto da discussão organizada entre empreendedores e poder público?

9º: Resumindo: o problema não são os empreendedores populares, ao contrário eles são sintomas positivos da capacidade empreendedora de uma parcela significativa da sociedade que não se entregou a morrer de fome ou depender das bolsas do governo ou das esmolas de políticos. O problema mesmo é a ausência de governo, que, segundo, a vasta legislação existente teria a obrigação de cuidar desse assunto, evitando a ocupação desordenada do espaço urbano, sem o controle, aproveitamento e democratização de suas potencialidades. Ou seja, o problema mesmo é a falta de política pública sistemática e conseqüente, e não espasmos de pseudo-organização, sobretudo se vier apenas para mascarar a incompetência e a falta de vontade de resolver, olhando para esse segmento como um seguimento realmente de empreendedores.

Clécio Luís é Vereador de Macapá, foi um dos fundadores do Banco do Povo e ativista do empreendedorismo popular e economia solidária.

Agendão de Sexta-Feira

Livro

Lançamento do Livro “A Magnitude do Estado na Socioeconomia Amapaense”, do economista e professor Charles Achcar Chelala, às 19 horas no auditório da Reitoria da Unifap.

Show

Aymorézinho, grande músico amapaense radicado há muitos anos em Fortaleza, faz Duo com Osmar Junior, hoje no Café Aymoré, que fica na av. Iracema Carvão Nunes, próximo à Tiradentes.

Carnaguary

Pra quem gosta de “piseiro”, neste final de semana acontece o já tradicional Carnaguary, no município de Ferreira Gomes.

Mas vê lá.. Não joga lixo no rio.

Lua

Lua em período espetacular. Namore-a por essa imensa beira de rio, do Iagarapé das Mulheres à Fazendinha, com muitas opções de bares, restaurantes e muvucas pra todos os gostos.

Falando nela, um poema de Álvaro da Cunha, dos que eu mais gosto.

Para o meu querido Mário Jucá, que não sei se aparece aqui pelo blog:

“A lua minguante do Amapá
brilha mais que a lua cheia
de qualquer outro lugar”.

Leia bela homenagem ao Álvaro da Cunha no blog do Fernando Canto. Link ao lado.

Cine Rock na Praça da Bandeira

divulgacao


Justiça determina execução de projeto da Feira de Pescado

A Juíza de Direito Larissa Noronha Antunes, Titular da 3ª Vara Cível e de Fazenda Pública, determinou a execução do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) editado pela Promotoria do Meio Ambiente, que cita a Secretaria Estadual de Infraestrutura (SEINF) e pede o cumprimento do projeto de urbanificação da área próxima à Feira do Pescado, localizada no bairro Perpétuo Socorro, em Macapá.

Segundo  o TAC, firmado na data de 09-01-2008, a SEINF, representada pelo Secretário Alcir Figueira Matos, se comprometeu em fazer o isolamento total da área e programar ações que visassem à recuperação e destinação urbana final adequada da área às margens do Rio Amazonas.

“ É importante destacar uma das cláusulas das ações propostas que constam no relatório, que a SEINF comprometeu-se a executar no prazo de 365 dias o projeto urbanístico. Identificamos a inadimplência, de longa data, da assinatura do Termo e do prazo expirado para o cumprimento da obrigação assumida” , relata o Promotor de Justiça Haroldo Franco, um dos Titulares da Promotoria do Meio Ambiente. (Prodemac)

Nota de Repúdio

A Associação de Cabos e Soldados da Polícia e Bombeiro Militar do Amapá vem a público repudiar a atitude do nobre vereador Aldrin do PDT-AP, pois no último dia 04 de agosto de 2009, durante sessão da Câmara de Vereadores de Macapá que votaria o veto do Prefeito sobre a lei que alterava o horário de funcionamento de bares, boates e similares da cidade, expressou-se da seguinte forma sobre os policiais militares da PM-AP, ele nos classificou, generalizando a categoria de Policiais Militares, como sendo “vadios”, temos certeza que esse pensamento não representa os dos demais vereadores daquel a Casa de Leis, assim como não representa o pensamento da sociedade amapaense sobre o papel desempenhado pela briosa Polícia Militar do Amapá.

Segundo a Constituição Federal no artigo 144, parágrafo 5°-às policias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; vejam bem, nós trabalhamos em regime de escala ordinária, de 12h de serviço diurno, por 24h de descanso e 12h serviço noturno por 48h de descanso, ou 6h diariamente de segunda a sábado, sendo que durante nosso período de descanso concorremos a escalas extraordinárias, bem como a formaturas militares e atividade física militar, somos funcionários públicos, com uma diferença, somos regidos por legislação específica, podemos ser responsabilizados por nossos atos através de legislação penal e penal militar, para nossa legislação somo s policiais 24h em serviço ou não. A lei de Contravenções Penais (Lei 3.688 de outubro de 1944)- específica a Vadiagem em seu artigo 59, segundo ela “o individuo VADIO está entregue à ociosidade”, esse com certeza não é o nosso caso.

Trabalhamos embaixo de sol e chuva, diuturnamente, durante o período carnavalesco, festas juninas, durante o período da Expo-feira e operação Papai Noel, além é claro de outros eventos que somos convocados para propiciar segurança a nossa população, não estamos de forma alguma reclamando das atividades que desempenhamos, pois servimos nossa Instituição e o povo do Amapá com maior orgulho e dedicação.

A atividade policial militar é árdua e pouco valorizada, contudo, juntamente com o Corpo de Bombeiro e trabalhamos 24h por dia, somos umas das poucas Instituições Públicas que a qualquer momento do dia ou da noite o cidadão pode encontrar mesmo que precariamente trabalhando. Por várias vezes saímos de nossas casas para trabalhar sem saber ao certo se voltaremos com vida, deixamos nossos familiares inseguros para dar segurança a nossa população. Com certeza se alterarem os horários de funcionamento de bares, boates e similares nós estaremos lá para propiciar segurança a comunidade, pois esse é nosso papel constitucional. Merecemos respeito, se não nos valorizam ao menos nos respeitem, somos pais e trabalhadores que estamos lutando pa ra garantir o sustento de nossas famílias.

CB PM Adilson Ferreira Costa

Presidente da Associação de Cabos de Saldados da PM e BM-AP