Viva Rebeca Andrade! É prata a primeira medalha para a ginástica feminina do Brasil em Olímpiadas

Dia histórico para a ginástica brasileira e para o país com medalha de prata em Tóquio 2020 no individual geral feminino.

Rebeca Andrade, ganhou a medalha de prata na ginástica artística individual. Imagem: BBC.com

Com muita alternância na liderança e dentro dos três primeiros lugares, Rebeca Andrade escreveu uma das mais belas histórias da ginástica do Brasil e do esporte no país, com a conquista da medalha de prata no individual geral da ginástica artística, a primeira de uma mulher para a modalidade do país em Jogos.

Antes de chegar a este histórico 29 de julho de 2021, é preciso voltar alguns anos antes. Em 2015, durante os treinos para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, Rebeca rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho durante treino e passou pela primeira cirurgia. Pensou em parar. A mãe, (Dona) Rosa, não deixou.

Dois anos depois, em 2017, em treino para o mundial de Montréal (CAN), a mesma lesão e nova cirurgia. Isso se repetiria em 2019, durante o Campeonato Brasileiro. Terceira cirurgia e ligamento reconstruído.

Se os Jogos tivessem sido em 2020, ela não se recuperaria em tempo. No entanto, a história não quis que fosse assim.

A Brasileira foi aplaudida por todo estádio ao fazer sua performance, ao som da música “baile de favela” Imagem: Portal Uol.

 

A brasileira ficou só atrás de Sunisa Lee (EUA), que conquistou o ouro. O bronze foi para Angelina Melnikova (Comitê Olímpico Russo).

Com a conquista, Rebeca Andrade dá ao Brasil a primeira medalha na ginástica feminina em Jogos Olímpicos, depois das medalhas de Arthur Zanetti nas argolas (ouro em Londres 2012 e prata na Rio 2016); Diego Hipólito (prata na Rio 2016) e Arthur Nory (bronze na Rio 2016), ambos no solo.

Os melhores resultados de sempre para o Brasil da ginástica artística feminina tinham sido os quintos lugares de Daiane dos Santos no solo em Atenas 2004 e de Flávia Saraiva na trave da Rio 2016.

Uma medalha carregada de história. Não há como separar esta conquista do trabalho de muitas décadas da ginástica artística feminina do Brasil, através dos clubes, treinadores e atletas, de referências como Luísa Parente, Georgette Vidor, Daiane dos Santos, Flávia Saraiva, Daniele Hypólito, Jade Barbosa, entre tantas outras.

Rebeca Andrade voltará ao Centro de Ginástica de Ariake para competir nas seguintes finais:

  • Salto (domingo dia 1º de agosto às 5:45 pelo horário de Brasília);
  • Solo (segunda-feira dia 2 de agosto às 5:45 pelo horário de Brasília).

Iremos torcer para que nossa ginasta continue fazendo história nas olímpiadas e sendo orgulho para o Brasil.

Leia mais sobre Rebeca e sobre as Olímpiadas de Tókio em:

https://olympics.com/pt/noticias/rebeca-andrade-e-prata-na-primeira-medalha-para-a-ginastica-feminina-do-brasil

https://www.uol.com.br/esporte/olimpiadas/reportagens-especiais/rebeca-andrade-medalha-de-prata-na-ginastica/#cover

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