Como é formada a equipe olímpica de refugiados.

Nestas Olímpiadas, 29 atletas de 10 países diferentes estão compondo a equipe olímpica de refugiados.

É a segunda participação da delegação na competição. A estreia foi em 2016, nas Olímpiadas do Rio, com 10 atletas participantes.

Delegação de Atletas Refugiados. Imagem: Olympic.com

O país de onde vieram mais atletas refugiados foi a Síria.  País que vive em uma guerra civil desde 2011, entrando também em uma terrível crise humanitária.

Outros países com mais refugiados nesta edição das Olímpiadas, são o Irã, com 5 atletas, e o Sudão do Sul, com 4 atletas. Ambos os países são marcados pela intolerância religiosa, havendo severas punições para os que descumprem suas regras.

A equipe de refugiados tem representantes nas modalidades do judô, atletismo, badminton, boxe, canoagem, ciclismo, karate, tae kwon do, luta olímpica, tiro, natação e levantamento de peso.

O COI (Comitê Olímpico Internacional) mantém um programa de bolsas para 56 atletas refugiados em todo mundo. Destes 25 foram selecionados para as Olímpiadas de Tóquio, outros 4 conquistaram a vaga por mérito esportivo.

Segundo a entidade, além do desempenho esportivo, são considerados critérios como antecedentes pessoais, e um equilíbrio na representação por esporte, gênero e região de origem.  O processo foi feito em parceria com a ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados).

Os atletas refugiados competem sob a bandeira dos arcos olímpicos. O símbolo representa cada um dos 5 continentes habitados do planeta (América, África, Ásia, Europa e Oceania). A equipe tem uma comitiva própria formada por 20 treinadores e 15 oficiais.

Um dos 29 atletas que integram o time de refugiados nos Jogos Olímpicos de Tóquio é quase brasileiro. Popole Misenga, 29 anos, sobreviveu à segunda guerra do Congo que durou cinco anos e deixou 6 milhões de mortos, inclusive sua mãe, conseguiu se destacar no judô desde pequeno, apesar das dificuldades.

Atleta Popole Misenga, sobrevivente de uma guerra civil em seu país, hoje ele vive no Rio de Janeiro. Imagem: R7.com

Em 2013, veio ao Brasil para participar do Mundial de Judô do Rio e acabou desertando. Ele acusou os treinadores da seleção de prender os judocas no hotel e de usar o dinheiro destinado a eles para fazer turismo no Rio.

Misenga e outra companheira buscaram refúgio na favela Brás de Pina, repleta de imigrantes no Rio. Apesar de viver em condições ruins, ele finalmente estava livre de seus algozes. Após um ano no Brasil, em setembro de 2014, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) concedeu o status de refugiado ao judoca.

Em 2015 foi convidado a treinar no Instituto Reação, fundado pelo ex-judoca brasileiro e medalhista olímpico, Flávio Canto. A instalação atende jovens afetados pela pobreza e pelo crime.

Sua estreia em Tóquio ocorre na noite de terça-feira (27), às 23h (horário de Brasília). Lutando na categoria até 90 kg, ele encara o húngaro Krisztian Toth.

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