O ato, as opiniões e o fato.

Por *Patrique Lima

Acho sempre valido o debate fraterno e franco e antes de qualquer coisa é importante afirmar que independente dos interesses que estão no jogo poder do estado, é sempre salutar a luta em defesa da educação e do interesse do coletivo da sociedade, que historicamente sempre é preterida.

Hoje, nos encontramos em um momento muito claro sobre os interesses que circundam nossa atmosfera política do Amapá, os cortes drásticos nos orçamentos da educação, saúde, cultura, segurança publica, da administração, etc… É a passagem mais triste dos últimos 10 anos da história do Amapá.

O ato promovido por estudantes, artistas e pelas Pessoas comuns, de bem que trafegam diariamente na Av. FAB (os microfones são abertos a quem quiser falar) são uma forma legitima de manifestar sua indignação, como na história sempre foi. Alguns acham que foi tarde essa manifestação, pois em denuncias passadas sobre possíveis indícios corrupção com a verba da educação não se fez nada. Talvez estes tenham até razão, mas hoje como nestes momentos passados nada justifica ficar de braços cruzados. Se naquele momento foi errado não manifestar-se hoje também é um crime ficar calado, ou somente de cima do muro olhando e jogando pedra.

Gosto de ver a rebeldia e ousadia que encontro em muitas pessoas que encontram-se acampadas na frente da Assembléia, parecia um paiol que precisava somente de uma leve chama para levantar-se e gritar forte pelos direitos, inclusive de pessoas que convivia a algum tempo e que agora mostram sua disposição para a luta.

O ato público que se segue até terça-feira, 26, na frente da assembléia é no mínimo uma heróica forma de manifestar no Amapá, pois reacende a chama das lutas no imaginário da população, que há tempos não vê uma entidade se quer a fazer luta política, seja ela dirigida pelo grupo mais de direita ou da extrema esquerda, o movimento estudantil saiu do gueto! Isso para alguns é uma ameaça, para outro uma saída, uma luz no fim do túnel.

Minha história de atuação no movimento estudantil não surgiu a partir desse ato, muito menos a partir da diretoria da UNE, que hoje sou ex-diretor, e me orgulho de em toda minha trajetória política, já se vão 8 anos (vale ressaltar que não sou velho, apenas comecei cedo, srsr) não ter repetido nenhum ano no ensino médio (iniciei minha militância no primeiro ano do ens. médio) e não ter retido nenhuma matéria no meu primeiro curso superior (conclui o curso de historia tem exato um mês), isso tendo claro que a luta do movimento social não está dissociada das responsabilidades como cidadão e da necessidade de se trabalhar e para garantir um futuro que não seja o oportunismo político nem carguista.

A legitimidade do ato da assembléia não pode ser secundarizado pelas divergências políticas entre os lutadores sociais, principalmente que tem orientação oriunda da esquerda, pois antes de mais nada a luta é objetiva e clara, contra os cortes dos setores sociais, e pela manutenção do vetos do governador.

Logo, vale ressaltar uma postura louvável é a do parlamentar de oposição Camilo Capiberibe (PSB) que mesmo sendo da oposição ao governo manifestou-se a favor da manutenção do veto dado pelo governador, uma postura correta de quem se diz representante do povo, e assim como Camilo está certo, os manifestantes do ato também estão certo pela sua postura e ousadia.

Estamos prontos para receber críticas e também elogios, já declaremos guerra aos que fingem nos amar na Assembléia, e como disse Helenira Resende, vice-presidente da UNE, assassinada pela ditadura militar, “Empunhemos fortemente as bandeiras de lutas, Não demos tréguas aos poderosos, e aquele que persistir triunfará”.

Seguiremos firme e forte na luta, até terça-feira, 26, todos contra os cortes da educação!

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