A caixa de Marabaixo silenciou no Laguinho e no Amapá, mas os tambores rufaram no céu pra dar passagem a Tia Biló. ( Por Clécio Luis)

 

O toque de caixa de Marabaixo silenciou no Laguinho e no Amapá, mas os tambores rufaram e ecoaram no céu nesta madrugada, para dar passagem a Tia Biló, o símbolo da nossa resistência cultural, do nosso marabaixo que nos deixou hoje, aos 96 anos anos. Benedita Guilherma Ramos, faleceu neste sábado, 18.

A história de vida da Tia Biló é daquelas para admirar e inspirar tantas gerações de mulheres e homens que aqui vivem.
Benedita Ramos deixa uma história de luta pela preservação da cultura do Batuque e do Marabaixo.

Durante quase um século ela repassou e demonstrou toda a importância que o Marabaixo tem seja no fortalecimento cultural, no crescimento social, histórico e político para todos nós do Amapá.
Tia Biló, muito Obrigado pelos ensinamentos e por nos repassar o seu amor através do som, da dança, do batuque e da magia de cada Ciclo do Marabaixo que nos encanta e engrandece a cada rodar de saia.

Filha do mestre Julião Ramos, membro da academia de Batuque e Marabaixo, a matriarca da Família Ramos, assumiu a responsabilidade de repassar aos seus filhos, netos e bisnetos todo o amor às raízes e memória das manifestações culturais de nossa terra.

Neste momento de dor, me solidarizo com os familiares e amigos, em especial, a amiga Laura Ramos, neta de Tia Biló.
Que Deus a receba em nova morada. Descanse em paz, grande Tia Biló.

Clécio Luis

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