Um passado de crises, futuro de desenvolvimento.

Por Juliano Del Castilo, secretário de Estado de Planejamento

O Governo do Amapá iniciou 2011 tendo que encontrar recursos financeiros na ordem de R$ 911 milhões de reais para fechar suas contas. Essa situação foi causada pelo descontrole total nas contas públicas dos últimos anos, que acabou gerando um déficit de R$ 311 milhões no orçamento de 2011. São despesas previstas nos cronogramas de execução das secretarias, que não têm cobertura financeira, além de restos a pagar de dividas de 2010,valor que ainda está sendo apurado, mas que já soma cerca de R$ 600 milhões de reais, realidade difícil que o novo governo tem que enfrentar para alcançar o equilíbrio das finanças públicas do Estado do Amapá. No entanto, felizmente, em virtude do bom momento econômico vivido pelo Brasil, temos tido uma arrecadação a maior se comparado ao mesmo período de 2010. Os valores são da ordem de R$ 285 milhões que acabam servindo apenas para amenizar a grave situação em que encontramos as finanças do estado.

Diante deste cenário, o governo tem se esforçado em gerar o desenvolvimento sustentado, o qual por sua natureza edificante se processa mais lentamente, no entanto, é bem mais consistente por que trás junto o equilíbrio fiscal do estado e aumenta a capacidade de investimento principalmente em infra-estrutura. Este é o foco do novo governo. Tanto isso é verdade que foram retomados os pagamentos da previdência estadual (Aposentadoria do servidor) e das consignações que não vinham sendo efetuados, valores estes que o governo passado acabava utilizando como receita desviada indevidamente da sua finalidade legal para fomento da economia, criando uma bolha de crescimento insustentável que causava uma falsa sensação de mobilidade econômica, ocasionando na outra ponta o descontrole das contas públicas com o endividamento público interno, o que levou a situação atual de crise sentida por toda a população.

Apesar de estarmos vivendo este momento de dificuldade financeira, os dados do CAGED do Ministério do Trabalho e Emprego referentes ao primeiro quadrimestre do ano são muito positivos para o Amapá e demonstram sinal de recuperação econômica, afinal de contas esta havendo um incremento na  geração de emprego e renda para população do Amapá, na ordem de 558 novos postos de trabalhos gerados na gestão do atual governo, avanços estes mais expressivos em termos de geração de emprego e renda se comparado a outros estados da federação.

Roraima, por exemplo, teve acréscimo de 544 postos de trabalho no mesmo período, o Acre 317 e Maranhão, com saldo negativo de – 72 postos de trabalhos que deixaram de existir.

Se compararmos ainda a série histórica de dados CAGED de inicio de governos, dos anos de 2003, 2006 e 2011, chegamos a conclusão que abril de 2011 teve o maior índice de geração de emprego se confrontado com os mesmos períodos, demonstrando que mesmo com a capacidade financeira reduzida em decorrência da divida pública herdada pelo Estado do Amapá neste inicio de governo, os dados são favoráveis e apontam para um crescimento econômico.

Estes números do ministério de Trabalho e Emprego comprovam que a estratégia adotada pelo novo governo está correta, e que a aposta no binômio regularidade administrativa e financeira, para equilibrar as contas do estado, visando garantir crescimento econômico sustentado através de investimento em infraestrutura, tem gerado bons frutos. Isso pode ser constatado com retomadas de obras paralisadas e/ou construção de novas obras como a Construção do Hospital de Santana, Cidade do samba, Estadio Zerão, Avenida Tancredo Neves, Novo Presídio no IAPEN, Hospital do Oiapoque, UTI neo natal da Maternidade Mãe Luzia, 1ª etapa da rodovia Norte Sul, construção de novo presídio, Reforma da cozinha do IAPEN, Programa Luz para todos, Obras de saneamento do PAC, construção da sede do corpo de bombeiro no Oiapoque, além do repasse de recursos de contrapartida para as prefeituras municipais garantirem os investimentos com recursos federais captados nos ministérios em Brasília ou através de emendas parlamentares.

A decisão do atual governo em fazer investimento visando reaquecer a economia, pode ser constatada na execução orçamentária e financeira em 2011. Podemos observar nestes quatro primeiros meses do ano, um aumento nos investimentos com percentual de 4.92% do orçamento, se fizermos uma comparação com 2010 que teve percentual de investimento anual de 7.23% do orçamento. Sendo assim é possível afirmar que se o governo continuar garantindo estes recursos para os investimentos o Amapá vai conseguir sair mais rapidamente da crise e avançar rumo ao desenvolvimento econômico sustentado.

 

  • Juliano, fica feio pra vc escrever artigos como esse. O Estado passa por crise, o Governo visivelmente não avança e vc fala em desenvolvimento!

  • E eles foram felizes para sempre…
    Acho, sim, que esse Secretário deve ser o Peter Pan e o Amapá a Terra do Nunca.
    Cômico se não fosse trágico!

  • acho q o secretario andou sonhando ou tá delirando,eu vivo a 10 no ramo de comercio trabalho com todos os armazéns aqui de macapá e mini box e conheço muito mas do que ele a realidade o q os comerciantes tão passando pois as vendas cada dia tá pior e isso os comerciantes tão até demitindo funcionarios pra diminuir os gastos,seria bom ele vir ver a realidade e sair nos mini box e pergunta se é isso q os comerciantes tão achando essa melhora toda só na kbeça dele,vão enganar outro.

  • Vou colocar aqui uma declaração do empresário José Arcanjelo na coluna Pista livre do JDia de Domingo que mostram sinal de recuperação da economia Amapaense:

    ” Dona Lima Maneger da Orion Empreendimentos que reúne as concessionárias das marcas Ford,Fiat,Nissan,Renault,Honda e duas lojas de seminovos,Moselli e Betral Plus informa que com toda a crise no mercado automotivo no Amapá as equipes de vendas conseguiram emplacar 153 unidades no último feirão Autoshow no Sebrae,segundo ela 10% a mais que o mesmo periodo do ano passado”…

  • Outra declaração importante é a do empresário Itamar Sarmento diretor comercial da Distribuidora Brasil e Sócio do supermercado Favorito em matéria do Jornal Diario do Amapá de Domingo que mostram sinal de recuperação da economia Amapaense:

    “Tivemos um crescimento médio de 14% nestes cinco meses. Descontada a inflação, fechamos o período com um crescimento real de 8,5%”, diz o empresário. “O crescimento reflete na geração de empregos. Se você cresce 14%, é um crescimento alto para que se mantenha a mesma equipe. Com certeza vai ser preciso contratar mais”, ressalta.
    O setor atacadista de alimentos é um excelente indicador do que está ocorrendo na base da pirâmide social do Estado. “Nosso público-alvo são os pequenos mercadistas. Isso significa que as classes C e D estão tendo mais dinheiro para comprar alimentos, porque são esses mercadistas que estão mais próximos dessas classes, atendendo as suas necessidades”, explica Itamar.
    São essas classes, avalia o empresário, que mais sentem o impacto dos investimentos feitos pelo poder público. Segundo Itamar, é possível fazer um alinhamento entre a melhoria do poder aquisitivo das classes C e D e as obras do governo, porque esses trabalhadores são absorvidos nas frentes de obras abertas na construção civil, na prestação de serviços gerais, entre outras áreas onde os recursos do governo são empregados.

    • acho q vc tá equivocado o itamar é do armazen brasil,distribuidora brasil é no pacoval é o nome do dono é carlos conhecido como carlinhos,vá nos outros armazéns e mini box q vc verá a realidade,ah tbm qume sabe pode tá bom por q o itamar apoio o camilo,ai tá bom só pro lado do armazen brasil e da dist.são lazaro.

    • o sec é tão desinformado q o itamar ñ é da dist.brasil e sim do armazen brasil,dist.brasil é o carlinhos,só se for no armazén brasil,vai nos outros armazéns q vc irá v a realidade,a reclamação dos empresarios,pois se o dinheiro ñ circula nos mini boxs como os armazéns vão vender,80% do setor ta preocupado falta o secretario conversar com outros empresarios pra sabe a verdadeira realidade e ñ maquiar o q todos já sabem q o gov.dele tá sem rumo.

  • Uma demonstração clara de que nesses poucos meses houve aquecimento da economia local, são as obras de reformas, ampliações e/ou construções de escolas que foram abandonadas no Governo anterior e que nesses poucos meses já estão a todo vapor. Só na região do Bailique construímos duas escolas novas e concluímos a reforma da escola bosque,que teve direito a construção de um módulo para educação física. Será que isso não gerou emprego na região? A Escola Augusto Antunes de Santana está a todo vapor, a Augusto dos Anjos no Laguinho, a Deusolina Farias no Pacoval, a da Comunidade de Santo Antônio da Pedreira, a Bom Amigo do Jari, a Silvio Elito no Calçoene e tantas outras… Os incrédulos podem ir até esses locais e registrar os avanços.

    • Nunca passei um mês com um imôvel vazio, agora suei para alugar um, depois de 2 meses. Eu torço e confio que a economia vai melhorar, mas por enquanto, ainda não. Mas valeu pelo otimismo Sr. Secretário.

      • Acadêmico poderoso você não?
        Eu quando acadêmica nem casa pra morar tinha, vivia de favores.
        Você afirma que tem imóveis pra alugar como acadêmico. Tira a máscara seu farsário.Tu com certeza és um daqueles miseráveis até a entrada do governo da harmonia que construiu patrimônio com dinheiro público. Ah! Se a Receita Federal se prestasse a fazer uma varredura na vida de muitos riquinhos de nosso pobre AP, que até um dia desses, não tinham onde cair morto e agora arrotam poder e ignorância ao mesmo tempo.

        • E daí? Que culpa eu tenho se você não tinha casa para morar quando acadêmica? Tenho 21 anos de serviço prestado a você e os demais cidadãos amapaenses, você não me paga muito, mas pouco que me paga eu sei administrar e não fico chorando, nem dependendo de cargo de ninguém. A diferença é que enquanto você tá queimando no sol e bandeirando para candidato eu também estou, mas trabalhando para min, por isso tenho tudo que quero, mas tudo preciso e assim posso votar e opinar sobre qualquer gestor público de forma indepndente. E se você tivesse acompanhado este Blog e o da Alcinéa durante a campanha saberia em quem votei, mas nem por isso eu vou aprovar está bolha inflada pelo secretário. abraços!

  • Juliano, se vc não sabe existem as forças de mercado que independente de Governo são capazes de movimentar a economia. Sei que vc não é da área, mas entenda que nem tudo que acontece na economia foi ou será motivado necessariamente pelo Governo, nem mesmo num estado tão dependente como o Amapá.

  • hum…não deu né!ainda bem que existem outras pessoas que acreditam além de vc…A meriam! vcs precisam calçar a sandália da humildade e admitir que não e isso que o povo quer…o povo que sentir, viver a verdade…mudem a linha convencimento, talvez seja o melhor a fazer…

  • É verdade que o estado ainda está passando pelo Tsunami chamado Mãos Limpas onde o “desenvolvimento” acontecia com o desvio do dinheiro público, e também é verdade que o governo do estado tem se esforçado para colocar nos trilhos esta locomotiva arrebentada(eu não sou partidario), e tem uma outra verdade que por sinal é imcompreensivo e muito triste, é ver que muitas pessoas torcem para o estado ainda ir mais para o abismo, infelizmente neste estado as pessoas respiram politica “se eu não apoiei eu sou inimigo” gente vamos parar com esta mesquinharia.

  • Juliano desce dai aonde voce está. São 153 novos veiculos porque às concessionárias facilitam. Daqui a seis meses, são 153 Mandados de Busca e apreensão por falta de pagamento.

  • O Amapá já está num buraco faz tempo. Sem a união e ajuda de todos vamos permanecer nele. “Não viemos todos no mesmo navio, mas estamos todos no mesmo barco.” (Bernard Baruch)

  • Se a intenção do artigo foi tentar levantar a alto estima do consumidor amapaense que anda baixa, parabéns!
    Agora, polpe a minha humilde inteligência! Não é com divagações como as do secretário que a combalida economia do Amapá vai dar sinais de aquecimento! Ainda mais, não sei se é o mesmo na cx de comentários, quando invoca comentários de um empresário que a bem pouco tempo teve o seu estabelecimento praticamente fechado pela Vigilância Sanitária do Municípío. Portanto, se for o mesmo, deve ter mais cuidado da próxima vez quando quizer se manifestar publicamente.

  • Mas que coisa ridicúla. O Sr. Juliano poderia ficar sem essa vergonha. Sabemos que o Governador Camilo recebeu o estado em condições adversas, mas querer mudar a realidade à força? ONDE O SR. VIVE SEU JULIANO? a economia do AP está uma lástima, e esse discurso prepratório pre´-campanha 2012 não engana ninguém. Não, desculpem engana quem quer se enganar. Secretário: não forme uma bolha em torno do Sr. como diria Joaquim Barbosa: Vá às ruas secretário. Esses empregos gerados a mais são apenas os que a Ferreira Gomes Energia gerou,e essa obra é ótima para o Amapá, mas não é a redenção do estado e o fim da crise.

  • Segundo alguns entendidos, a economia do Esado do Amapá é movida pelos “contra-cheques”. Como a União, Estado e Municípios estã pagando as folhas de pagamentos em dias, acredito que não haja motivo de crise na economia do Estado. Entretanto, como 90% das folhas são direcionados para os “consignados”, atendendo as pobres financeiras que são de fora, restam apenas 10% para circular na economia do Estado, ou seja, para atender os setores comerciais e de serviços. Então, esse processo é culpa do GEA? Por outro lado, o setor privado também, através de suas folhas de pagamento, que acredito estejam sendo pagas no prazo previsto, contribui para a alavancagem da economia do Estado. Se tudo isso for verdade, acredito que não haja crise na economia do Estado. Ah, outra coisa: o dinheiro que vai para as financeiras não fica dentro do Estado.

    • Vc precisa se informar melhor, o Governo participa com cerca de 37% do PIB do Estado. Isso não representa apenas folha de pagamento, mas todo o restante dos gastos do governo, inclusive investimento, que se vc não sabe serve principalmente para incentivar a iniciativa privada a também investir. Agora, com um secretário como o Juliano não me admira o Amapá não avançar.

      • Desculpa, não sou “economista”. Me referi a 90% da folha, ou seja 90% dos funcionários lançados na folha. Tá explicado “economista”?

        • Da forma como vc colocou qualquer pessoa que ler, sendo ou não economista entenderia assim. Não esqueça que no curto prazo (com os consignados) há um injeção de recurso na economia. Portanto, a tendência é que isso estaja ajudando o governo, mesmo que isso seja “maquiagem”!

  • Engraçado, o Camilo ficou famoso pelo slogan: “DINHEIRO TEM, FALTA ADMINISTRAÇÃO”, quer dizer, ates tinha e em 6 meses eles acabaram? Ou ele criticava o outro sabendo da realidade, ou realmente não está preparado para governar um Estado como o Amapá.
    Acho que fizemos besteira em elegê-lo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *