Senador Randolfe Rodrigues fala ao blog Repiquete.

Prestigiado em Brasília e queridinho da mídia nacional, o senador Randolfe Rodrigues reservou um espaço na agenda deste final de semana para falar com os leitores deste blog, sobre vários assuntos relacionados ao Amapá e ao momento político do país, onde Randolfe vem se destacando combativamente na CPMI do Cachoeira.

Como tem sido a sua rotina nesse atual ambiente político fervilhante tanto no Brasil, quanto no Amapá?

De muito trabalho. Com a CPMI o trabalho aumentou muito. É do oficio que me foi designado pelo povo do Amapá fazer cumprir as tarefas, sem ter o que temer. É meu dever cumprir essa tarefa com amor, dedicação e indo a fundo nas investigações envolvendo os principais agentes públicos da republica, comprometidos com interesses privados e no caso desta CPMI também envolvidos com esquemas de contravenção. Por nossa posição independente temos sido muito procurados pela imprensa nacional. Minha tarefa também é inaugurar um novo tempo, na representação politica no Amapá, no qual o cidadão amapaense não tenha vergonha de sua representação. Convenhamos, é melhor aparecer nas páginas dos jornais denunciando e fazendo um bom combate político.

Além do trabalho na CPI temos cuidado do mandato e encaminhado as coisas de interesse do Amapá e dos amapaenses como a questão da Banda Larga; as questões relativas aos servidores públicos; projetos que beneficiem o Amapá; recentemente denunciamos a Infraero por causa das obras do aeroporto, entre outros.

Todos os finais de semana venho ao Amapá e aqui visito instituições e entidades; participo dos eventos institucionais e culturais e converso com a população. O final de semana tem sido de muito trabalho. A única exceção que abro é para o futebolzinho no sábado (de 17 às 18 horas) com os amigos do twitter e meu filho Gabriel, e para o almoço com a família no domingo.

Como tem sido suas relações políticas em Brasília com essa postura combativa de oposição, e firme com os grandes grupos políticos na CPI?

Aprendi que em Brasília você vale mais quanto mais respeito você conquista. Não serão aqueles parlamentares submissos aos interesses de grandes grupos, aos interesses dos grandes partidos que conquistarão alguma coisa para o Amapá. Serão sim, aqueles parlamentares que conquistaram respeito. Hoje, ser respeitado em Brasília favorece a conquista de benefícios para o Amapá.  A postura submissa não ajuda a conquistar nada. A vinda do ministro recentemente para anunciar o PNBL foi um bom exemplo do respeito conquistado.

O Sr tem acompanhado os escândalos de corrupção no Amapá?

Sim. Tenho acompanhado e aproveito para elogiar a atuação do Ministério Público Estadual. Temos que saudar todas as ações do MP, esse país seria menos republicano se não tivéssemos o MP, com os poderes que tem concedido pela Constituição de 88. As operações do MP, como a Operação Eclésia, devem ser respeitadas, não podem ser desqualificadas. Se o MP está investigando é porque tem razoes para investigar. Espero que em decorrência desta operação ninguém ouse tomar nenhuma medida de represália ao MP. É graças ao MPF e aos MP dos estados que temos no Brasil um pouco mais de republica.

Depois da Operação, a Assembléia Legislativa do Amapá criou a CPI do MP…

Isso é condenável e errado. É um atentado contra o estado democrático de direito. Não tem cabimento. O investigado tentar represar o Investigador.

Sobre a greve dos professores. O governo tem dito que a greve é política. O presidente do Sindicato dos Professores é filiado ao PSOL, seu partido. Qual sua posição sobre esta greve, as reivindicações dos professores e a atuação do governo estadual na questão?

O Partido não tem intervenção sobre o sindicato. As decisões do sindicato são do presidente, sua diretoria e filiados em assembléia geral.  E o inverso disso ao longo da história foi um dois maiores erros que a esquerda cometeu: tentar tutelar entidades sociais.

Acho mais do que justa as reivindicações dos professores. A proposta do governo é razoável e poderíamos até ter construído uma mediação com base nela. A minha divergência central é na forma. Não se trata uma greve de professores criminalizando-a, principalmente num governo de esquerda. É vergonhoso tratar uma greve, qualquer que seja ela, com ataques nas redes sociais, com notas pagas na televisão, com atitudes de intimidação.

Concordo que o governo herdou um estado de calamidade pública. Até concordo com a argumentação das dificuldades financeiras. O que não concordo é com a forma de tratar o movimento. Que não chega a lugar nenhum.

Há dificuldades e muitos erros na condução política do governo na negociação com os professores.

Essa argumentação de que a greve é política é tosca, velha e de direita. Qualquer greve é uma medida extremada, mas é um direito social dos trabalhadores. Tenho certeza de que os professores terão a responsabilidade de repor as aulas. Engana-se quem pensa que voltar da greve é uma atitude unilateral dos professores. Não é. É uma atitude bilateral, ou seja, também do estado. Acho que a greve já deveria ter sido resolvida. Só não foi resolvida porque o estado acabou incendiando mais o movimento.

Uma greve não é boa pra ninguém, e essa está desgastando tanto o governo quanto o sindicato. Enquanto insistirem nessa ladainha tosca e autoritária de que a greve é política, o problema continuará.

Do Jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, ontem

Da Zero Hora: Randolfe é grata surpresa no Senado

 

Da Zero Hora: O processo contra o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) no Conselho de Ética e as sessões da CPI do Cachoeira chamaram a atenção para um senador que, no início do mandato, poucos levavam a sério. Ele é Randolfe Rodrigues eleito pelo PSOL do Amapá, 39 anos e aparência de vinte e poucos.

– Numa casa de tapetes azuis e nobres anciãos, uma pessoa com a minha aparência física e a voz mais estridente do que deve ser não impõe muito respeito – diz Randolfe, um dos parlamentares mais atuantes na CPI e no Conselho de Ética.

Quando chegou ao Senado, ele resolveu desafiar o ex-presidente José Sarney (PMDB), seu adversário no Amapá desde que se conhece por gente, e se candidatou à presidência do Senado, mesmo sabendo que não tinha a mínima chance.

– Tenho orgulho da minha derrota – diz, citando Darcy Ribeiro, um dos homens em quem se inspira…

…Formado em Direito e História, pai de um casal de filhos, Randolfe é cria do movimento estudantil. De cara pintada, foi às ruas de Macapá em 1992 para pedir o impeachment de Fernando Collor (foto). Vinte anos depois, os dois são colegas no Senado. Tratam-se com civilidade, mas o embate é permanente. Na CPI, Randolfe é radicalmente contrário à convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem Collor insiste em levar para depor. Randolfe também não vê elementos para convocar o jornalista Policarpo Jr., da revista Veja, outra obsessão de Collor.

– Ainda não temos elementos que justifiquem essa convocação.

O senador do PSOL rejeita a comparação com a ex-senadora Heloísa Helena.

– Heloísa é muito mais afiada do que eu.

 

  • O único Senador do Amapá que foi para Brasília a serviço, foi o Randolfe. Os demais foram a passeios, mas para fora do país.

  • Parabéns, pela brilhante atuação do jovem Senador Randolfe Rodrigues. Mas, tudo isso não vai valer de nada, no final de seu mandato.
    Justificativas:
    O povo do Amapá elegeu Randolfe para defender seus interesses. Não foi para viver fazendo o papel de inquisidor no Congresso Nacional.
    Esse comportamento fará com que todos os seus projetos, não seja executado pelo Governo Federal. Com isso ele poderá ter uma grande decepção nas urnas.
    Outro fator, é que ele anda metendo a mão em cumbuca de cobra venenosa, e ele pode ser mordido…
    A mão da Máfia é longa. Será que ele não lembra do caso do Prefeito de Ribeirão Preto, SP, Celso Daniel do PT?
    Cuidado senador,”Quem brinca com fogo se queima”…

      • Não meu querido, eu não estou fazendo ameaça. Mais temos muitos exemplos na história política sobre atentados que ocorreram com políticos, e esses crimes ainda hoje é um mistério. Por exemplo?
        O Presidente John Kennedy, declarou guerra a máfia americana e foi assassinado por um franco atirador em Dallas no Texas.
        O Prefeito Celso Daniel de Ribeirão preto,SP, foi sequestrado e morto por ameaçar denunciar crimes no seu governo.
        Então o Senador Randolfe Rodrigues não está imune a isso…
        Ele anda provocando gente poderosa e muito perigosa.
        Por fim, não leve os meus comentários pra esse lado. Saiba que eu votei em Randolfe para o Senado Federal.

    • Político honesto tem que combater a corrupção de cara limpa. Se os bandidos que estão no poder usarem desses expedientes que vc imagina, eles terão contra si o ódio e a vigança popular, afinal ainda acredito que o bem vence o mal. Vá em frente Randolfe, o povo o defenderá contra qualquer malefício. A própria imprensa nacional o está colocando na mídia como homem de respeito e de dignidade acima de tudo. Não vamos perder a esperança, amigo!

  • o randolfe tá de parabéns pelo seu brilhante trabalho q vem fazendo,atravéz do mandato do nosso senador tamos mostrando para o brasil que o ap,tem um excelente politico,compromissado com nosso povo,continue assim meu amigo,tenho certeza que 2014 te espera,pois vc sim será a verdadeira mudança desse estado,pois será dada um basta na oligarquia que nos governa.

  • votei e pedi muitos votos para o senador randolfe e me orgulho disso, sou filha da terra e estou orgulhosa pela atuação brilhante dele no senado, e…. a luta continua, conte com meu apoio.

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