Repiquete é Memória

Casa do Mestre Oscar

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Pra mim era sempre encantador passar por perto dessa casa. Como ela não ficava nos meus caminhos, não era muito comum esses momentos. Lembro que passava por ela quando fazia algum caminho diferente vindo da natação na piscina territorial.

O som da música que saía dela o tempo todo me encantava. Quando passava com minha mãe, ela sempre registrava que era o som do Mestre Oscar dando aula.

Linda

P. S – Manda pra gente fotos antigas de Macapá e do Amapá, da sua casa, da sua rua, dos eventos, das famílias. Blog agradece

  • Linda a arquitetura desse prédio, sempre passo por lá, mais não sabia que lá tinha residido o Mestre Oscar, muito bom mesmo!

  • Olá minha querida Alcilene,
    O edifício é tão emblemático quanto a obra singular de seu dono. Minha avó materna, Anésia Santos era dos irmãos a mais próxima e querida de Mester Oscar, meus tios José Assunção Marinho Santos que tocou trompete na formação original dos Cometas, e Bi Trindade, ganhador de vários festivais de música (também é meu padrinho de batismo) são exemplos de talentos da família Marinho Santos que foram largamente influenciados pelo e mestre Oscar. Os netos Neuma, Lúcia, Socorro, Fátima e Beto são um show à parte como instrumentistas e professores, fora outros que a citação demanda espaço. Como sobrinho-neto, não poderia desviar o curso dessa influência. Meu tronco materno, a partir de Oscar Santos e Joventino Manuel dos Santos (Vovô)aportou por aqui em meados dos anos 1940 por ocasião do assentamento de Janary no executivo territorial. Vindos de Abaetetuba (PA) fincaram raízes e espalharam sua descendência. Minha parceria musical com o primo Beto Oscar, incluindo a música Vista Aérea que postei aqui em 04 de fev. último, é prova inconteste deste fato. Para a família, a casa, o prédio deveria ser transformado em Museu Casa de Mestre Oscar e abrigar seus pertences (mobílias, documentos, instrumental e partitura, entre outros). Nunca é tarde. Sua partida, em 1976, deixou um espaço que jamais será preenchido graças a seu talento e compromisso com que educou musicalmente gerações de grandes artistas durante sete décadas de existência. A família também se ressente de determinados políticos que utilizam a Canção do Amapá durante campanha eleitorais e sequer citam Joaquim Diniz e Oscar Santos como seus compositores (letra e música, respctivamente). Ah, em tempo: A avó de Lurdinha, Neuma, Lúcia, Nonatinho, Socorro, Fafá e Beto Oscar é Júlia Guedes ITia Júlia), primeira esposa de Mestre Oscar e mãe de todos os seus filhos (Parente Sandoval, Tia Nena, Tia Solita e Tia Marlene do Adelziro. A Sra. Raimunda Reinaldo foi sua segunda esposa. Bejo Alcilene e obrigado por lembrar e reverenciar o nosso Mestre.

  • Que saudade, fui aluno de bateria do mestre Oscar. Meu dom não era para os instrumentos musicais. Dessa vez a culpa é do aluno e não do mestre.

  • Sugiro ao Repiquete lançar uma campanha em prol da criação do Museu casa de mestre Oscar. Desafio aos empresarios ou a uma fundação cultural, com um projeto bem elaborado (como tem sa Casa Rosa , na Av.paulista em SP) , transformar este sonho em realidade, e Macapá ganhar um lugar de referencia para o Mestre Oscar e outros músicos como aquele lá do Mazagão ( não me vem o nome à memória agora).

  • Gratas lembranças dos tempos de aluno do Mestre Oscar. As aulas da banda do GM (Ginásio de Macapá) aconteciam na própria residência do saudoso Mestre. Lembro de um fato que ficou bastante conhecido à época, quando o Miraci pôs uma tuba no ombro e, ao levar à boca o bocal desta, viu saltar um gatinho que dormia no interior do tubo cilíndrico do instrumento.

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