Repiquete é Memória

Alunos em apresentação no Glicério Marques.

Estadio-59

Quem participou dessas apresentações? Conta aí.

Eu participei. Eram dias e dias treinando com o professor Leoremir, de manha, bem cedinho. Cada escola treinava sua parte e depois todas se juntavam em apresentação única. E dava tudo certo.

  • Oi Lene,
    esta foto fez bater uma saudade da minha infância. Eu participei tbm dessas apresentações no Estádio. Realmente, eram muitos treinos. Estudei na Princesa Izabel e o Profº Zagalo ensaiava a turma na praça em frente a casa da minha mãe, era só atravessar a rua, por isso ele dizia que eu não poderia faltar pois se não seria “cortada”, já imaginou? Bjs

  • Oi, Alcilene.
    Eu também participei dessas atividades nos anos 60 do século passado. Primeiro, como aluno do então Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares (isso era o antigo Curso Primário), e depois como aluno do Colégio Amapaense (curso ginasial era a denominação que recebia o atual ensino fundamental de 5a. a 8a. série).
    Como bem disse a Itacelma, para essas apresentações era preciso muito treino. Os treinos finais às vezes aconteciam no próprio Estádio Glicério Marques. Além do professor Zagalo, havia também o tenente (acho que era essa a patente) Irineu, bastante rigoroso na seleção dos alunos que participariam da apresentação final conhecida como “demonstração física”.
    Um abraço.

  • Alcilene. Que foto legal. Eu estudei da 1ª a 8ª no Grupo Escolar Roraima, no Buritizal (75 a 82) e todo ano, na abertura e encerramento do Campeonato Interdistrital, os alunos das escolas municipais eram levados a participar dessas apresentações. ìamos e voltávamos a pé. Me lembro muito bem desses momentos maravilhosos. O legal era na volta, passar pela oficina do pai do hoje Deputado Moisés Souza (perto onde hoje é o senac) e ver aqueles carros bem antigos, alguns que eram ligados na manivela. Continue mexendo com nossas lembranças. Abraço.

  • Demonstração, lembro bem do termo e quando os professores Vital (já falecido), Otávio e Gésilo (Sussuarana Filho) entravam nas salas do então Grupo Escolar Castro Alves, no antigo Jacareacanga (atual Jesus de Nazaré) para selecionar os melhores alunos _ todos queriam, evidentemente. Meus irmãos Aroldo (psicólogo-UFPA e professor da UNIP em Brasília-DF) e Eberval (Beto, Biblioteconomia/UFPA e funcionário do BASA Ag. Central em Belém) também participaram. EApesar da essência singular, a pluralidade que evento sugeria em todas as suas dimensões ganhava maior significado pelos contatos que eram pré-estabelecidos no Glicerão e depois eram fortalecidos e alicerçados quando chegava-se à 5ª série, saindo dos limites de nossos bairros em direção a CCA, IETA, CA ou GM. Passava-se ao “cosmopolitismo” na medida em que conhecíamos outros ares, conteúdos curriculares,limites e pessoas. Participei na década de 1970 e sinto saudades. A exemplo das aulas de natação na “Piscina Olímpica” (Parque Aquático Cap. Euclides Rodrigues), íamos naquele velho ônibus marrom do GTFA, um dos motoras era o nosso Vizinho Chico “Cara de Cachorro” (A Zenaide, sua esposa era professora de natação). Bons tempos. Amizades, namorinhos inocentes na infância, brincadeiras e reminiscências de um tempo em que alunos respeitavam seus professores como os filhos aos pais. Repiquete sem dúvida é memória.

  • Alcilene!
    Sou novato no seu blog. Vi aqui por indicação de meu irmão Célio, o cara do primeiro comentário deste post. Faz tempo que aconteceram as “demonstrações físicas”. Juro que, na época, eu não entendia nada daquilo. Ninguém nunca me disse o motivo para reunir tantas crianças no estádio Glicério Marques. Porém era legal pegar o ônibus na frente da escola Castro Alves, em Jesus de Nazaré, e passear pela cidade. Tinha outro lado bom que era ver um monte de gente que não fazia parte de minha realidade.
    Depois eu cresci um pouquinho, descobri que rolava uma ditadura pesada no Brasil. Algumas pessoas esclarecidas me contaram sobre os desrespeitos aqueles detestáveis generais impunham à nação. Quanto mais distante do centro, mais exploração rolava. Nesse sentido, lugares, como os antigos territórios federais, eram pratos cheios para a pantomima dos ditadores e sua trupe oportunista. Eventos como as colônias de férias e as “demonstrações físicas” faziam parte do teatro. Essa coisa de forjar um patriotismo calcado no militarismo.
    Confesso que, durante um certo tempo, eu procurei não lembrar dessas coisas. Fiquei meio com raiva meio com vergonha dessas coisas. Até fazia um esforço para não lembrar das coisas que eram reflexos da ditadura no lugar onde nasci.
    Depois fui para o mundo. O Amapá virou uum formoso estado. Passado o tempo, já na condição de amapaense-paraense exilado no DF, olho para trás e fico feliz. Então pinta uma saudade sincera dos anos 70. Da rádio Educadora, de Jesus de Nazaré, da avenida FAB.
    Por isso, felicito você pela postagem de hoje. Também vou lhe botar nos links de meu blog.
    Beijos e vida!!!!

  • Obrigado por me fazer reviver essa passagem tão maravilhosa da minha vida. Hoje moro no Rio Grande do Sul e ainda consigo viajar através de seu blog. Obrigado!

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