Relatório aponta estabilização da pandemia no Amapá e alerta para interiorização da doença

Novos dados divulgados pelo Comitê Científico apontam o início da estabilização da pandemia de covid-19 no Amapá, mas indicam agravamento da doença em municípios. Seguindo orientação do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coesp), o governador Waldez Góes vai prorrogar a quarentena no serviço público por mais 15 dias. O relatório foi divulgado nesta segunda-feira, 13, em videoconferência com prefeitos.

O risco de agravamento do número de casos da doença nos municípios seria por conta das novas medidas de flexibilização adotadas, analisa o parecer-técnico.

Os dados foram avaliados até o dia 11 de julho. O comportamento da doença aponta um platô em Macapá e Santana, e o avanço para os demais municípios. A taxa de incidência entrou em processo de estabilização, as notificações em declínio e a taxa de RT – que é a capacidade que uma pessoa tem de transmitir a doença para outra pessoa – está em 0,94, indicando uma diminuição de casos no Amapá.

Outro dado relevante é a taxa de ocupação de leitos, com redução até o dia 6 de julho. Atualmente apresenta uma estabilização em 36%, porém com possibilidade de crescimento devido aos casos que são encaminhados dos municípios para a capital, ocasionados pela interiorização da doença.

Neste relatório, foi incluído um novo instrumento para apoio à tomada de decisão na resposta à pandemia, em que é possível avaliar os riscos e orientar quais medidas devem ser adotadas em cada nível, considerando os cenários locais. Essa construção foi feita com a participação da Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), dos Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

Para isso são avaliados indicadores em dois eixos: capacidade de atendimento e cenário epidemiológico. A soma dos pontos obtidos resulta na classificação de níveis de risco: verde (muito baixo), amarelo (baixo), laranja (moderado), vermelho (alto) e roxo (muito alto).

Para cada fase, foram descritas medidas de distanciamento que vão desde o social (medida mínima) até restrição máxima (medida máxima).

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