Redes Sociais. Quando socializar na internet vira vício real

 * Gabriel Cavalcante Leão Dias

Quanto tempo por dia você passa nas redes sociais? 30 minutos? 1 hora? Talvez a maior parte do seu dia seja socializar pela internet. Com a internet e as redes sociais agora é mais fácil criar relações de amizades com pessoas de diferentes cantos do mundo, assim como manter contatos com amigos que estão longe. Ao mesmo tempo que criar amizades que passam as barreiras nacionais é algo incrível, também é preciso saber quando algo é exagerado. Vício em redes sociais é real e é uma doença, vício em smartphones também. Quando perde seu smartphone é bem comum sentir um estado específico de ansiedade até encontrá-lo ou talvez já tenha sentido uma vibração, mesmo quando seu smartphone não estava lá. Este último se chama “síndrome de vibração fantasma”, mas isso entra no tópico da dependência no smartphone que não é o que gostaria de falar hoje, mas especificamente das redes sociais.

 

Se você já se sentiu bem após receber uma recompensa por um trabalho bem feito, isso tem uma explicação biológica: quando antecipamos ou experienciamos um evento recompensante nosso cérebro libera uma dose de dopamina, um químico criado pelo nosso corpo que faz com que nos sintamos bem. Recompensas sociais também causam essa dose de dopamina. Tipo, quando pessoas riem das suas piadas ou quando somos elogiados e reconhecidos são algumas dessas recompensas sociais e qualquer reação nas redes sociais tem capacidade de se tornar um estímulo social. Essa dose de dopamina reforça a repetição de ações que fazem nos sentirmos bem e não é dissimilar a dose de dopamina que recebem quem usa drogas como cocaína(apesar da dose provocada pela cocaína ser muito maior). É isso mesmo que você leu, receber likes em redes sociais causa um efeito parecido com usar drogas, se a pessoa estiver viciada em redes. O fator de checar as redes sociais quando está entediada também tem relação com o vício em apostas, quando reconhecemos uma recompensa como algo aleatório e é fácil de checar. Tudo que você precisa para ver um post que talvez goste é apenas pegar o celular e abrir a rede social de sua escolha, isso leva normalmente apenas 2 cliques.

Tem muito assunto ainda que gostaria de falar sobre esse tema, pois é um assunto que acredito ter uma opinião forte sobre, mas não quero alongar muito o post. Então deixo o resto para uma parte 2, quem sabe?

Minha mensagem aos que estão lendo esse texto é: tomem cuidado e não deixem as redes sociais dominar grande parte do seu dia. “Tudo que é demais é demasiado”, essas são palavras que minha mãe me ensinou e sempre mantenho em mente.

Links para saber mais sobre o tema e que foram suporte para esse papo por aqui.

Fonte:http://sitn.hms.harvard.edu/flash/2018/dopamine-smartphones-battle-time/

Artigo sobre saúde mental e redes sociais, da psicóloga Renata Ferraz. Recomendo muito a leitura: https://www.alcilenecavalcante.com.br/alcilene/as-redes-sociais-e-a-necessidade-humana-de-aceitacao-os-necessarios-cuidados-entre-o-limite-real-e-o-virtual

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *