Professores Horistas reclamam falta de pagamento

Olá, bom dia!
Sou prof. e quero fazer uma “denúncia”, mas gostaria que não divulgassem meu nome, já que isso pode acerretar em algum tipo de retaliação a minha pessoa. Acredito que vocês me entendem (…)

Venho através deste repudiar a situação em que vivem os professores horistas dos Centros de Ensino Profissionalizante como CEPA, Graziela e Salomé.
Gostaria de relatar e didivir minha indignação com todos os que apreciam e não deixam de visitar este blog, que é sério e que ainda tem caráter de responsabilidade social, uma vez que nos ajuda a disseminar a realidade e as mazelas que passamos nesse “Estado de meu Deus!”
Estamos “trabalhando” desde o dia 21 de março e até a presente data não foi pago salário algum para todos os prof. horistas dos centros supracitados. Muito pelo contrário, já até tiraram dinheiro dos nossos bolsos.Vejam bem:
Os prof horistas nao fazem parte desse contrato normal do Estado, que todo mundo sabe. A gente trabalha por hr/aula e tão somente presta serviço, sem direito a nada a mais do que as hr/aulas dadas! Acabou tua carga horária, “muito obrigado, passar bem!”… Se formos analisar, temos mais prejuízos do que lucro, já que gastamos com transporte para nos deslocar ao local de trabalho, com alimentação quando precisamos passar o dia inteiro no mesmo, sem contar o stress.
Então, com a promessa de que pelo menos os últimos dias do mês de março fossem fagos, nos mandaram pagar uma nota de empenho no valor correspondente a 5% do  vencimento de cada prof. Pagamos a bentida nota e ainda assim não nos pagaram os devidos vencimentos.
Gente é absurdo demais essa situação!
Somos trabalhadores, pais e mães de família!
Se não tem dinheiro pra pagar por que contrata?
Se tem por que não pagam?
Os próprios alunos entenderam e apoiram que devíamos parar com os trabalhos. Paralizamos por praticamente 2 semanas, foi quando vieram com a promessa de que nos pagariam. Alguns voltaram. Outros não. Os alunos saem prejudicados, muitos até abandonam os cursos por conta de tanto descaso.
Se arrependimento matasse, senhor governador…mas lhe digo uma coisa, foi a primeira e a última vez que joguei a minha participação política e cidadã fora, quando acreditei nas suas promessas de mudança.
Se bem que mudou, mas foi pra pior!
Só reivindicamos aquilo que nos é de direito: o “suor do nosso trabalho”!
Imagine-se no nosso lugar só por um momento, se é que isso é possível…
O respeito com o cidadão é o mínimo e nem isso acontece!!!
Danem-se!!! Esperem!!! É isso???
Obrigada….

  • Alcilene !

    Espero que o governador ou alguem ligado a ele leia esta denuncia de covardia contra os professores contratado nessas condições não é mesmo ? Já vai longe o tempo em que professor era amado e respeitado neste estado.

  • Recomendo a estes professores que trabalham por hora aula ministrada a recorrer a justiça trabalhista, porque o Estado até pode contratar profissionais de educação para pagamento por hora, mas só em casos específicos, como aplicação de cursos, não pra substituir professores normais. Se o profissional ministrou aula por um mês ou mais, configura-se relação trabalhista e a tentativa do Estado em burlar os direitos do trabalhador. Os 5% pagos antecipadamente soam estranho, porque deveriam ser referentes ao valor do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), pago à Prefeitura de Macapá. Mas este recolhimento deveria ser feito pelo órgão pagador no momento do pagamento, no elemento de despesa 47 – Obrigações Tributárias e Contribuitivas, jamais pago antecipadamente pelo prestador de serviços. E, mesmo que o fosse, o prestador de serviço teria que, individual e pessoalmente, fazê-lo junto a Secretaria de Finanças do Município, que emitiria uma nota fiscal avulsa, que seria apresentada no órgão pagador. Mesmo que fosse pago diretamente no órgão pagador dos serviços, o valor teria que ter sido recolhido via documento de arrecadação fiscal, jamais pago em espécie a um funcionário. Se isso ocorreu, é crime de peculato e tem que ser apurado. E o pior, se for possível piorar essa história já muito mal contada, é que desde 2004 o ISSQN teve sua aliquota reduzida de 5% para 2%. Quem embolsou os outros 3%?

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