Prefeito de Macapá avalia gestão na capital ao longo de 2017

Por G1- AMAPÁ

Em entrevista ao Jornal do Amapá – 1ª edição desta quarta-feira (3), o prefeito de Macapá, Clécio Luis Vieira (Rede), avaliou a gestão feita na capital ao longo do ano de 2017. Ele falou sobre as promessas que foram ou não cumpridas, as medidas adotadas para melhorar a mobilidade urbana, saúde, assistência social, educação, infraestrutura e administração no primeiro ano do segundo mandato à frente da cidade.

De acordo com levantamento feito pelo G1, das 42 promessas específicas de campanha feitas em um programa de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em entrevistas e debates, 3 foram cumpridas, 5 em parte e 34 ainda não foram cumpridas.

Entre as iniciativas na capital, o prefeito destacou que, das 42 propostas, 26 estão em andamento para que sejam cumpridas, tais como o galpão de triagem do aterro sanitário, a balsa da Unidade Básica de Saúde (UBS) Fluvial, e a reforma do parque zoobotânico.

“Nós fizemos um levantamento e tem 26 pelo menos que já estão iniciadas ou em fase de conclusão. Eu acho realmente que tem que terminar de cumprir 100% das promessas. Estamos no 1º ano e temos mais 3 para cumpri-las. Muitas delas precisaram ser colocadas, inclusive, no Plano Plurianual que foi votado no dia 28 de dezembro para poder aplicar em 2018”, comentou Vieira.

Algumas obras realizadas em Macapá ficaram paralisadas ao longo de 2017, entre elas as reformas das UBSs dos bairros Congós e Buritizal (Lélio Silva); a reforma do Mercado Central e as construções de creches e escolas. A prefeitura informou que a situação ocorreu por falta de recursos financeiros, mas que a maioria já foi retomada.

“As obras só são possíveis porque conseguimos recursos federais. Com o Governo Federal em crise, atrasaram os repasses, e foi o caso das creches. Dez nós conseguimos em 2013. Em acordo como Ministério da Educação, nós fechamos em 6 creches e vamos complementar com o tesouro essas outras 4”, justificou o prefeito.

Para melhorar  as condições de transporte público em Macapá, o prefeito Clécio aposta na implantação do Serviço Rápido de Ônibus (BRS) e estações de transbordo climatizadas, que estão nas promessas de campanha. A previsão é que a licitação para as obras iniciem ainda no início de 2018, começando com um projeto piloto na Rua Claudomiro de Moraes, na Zona Sul.

 

“Esse sistema todo precisa da licitação. O sistema BRS inclui obras físicas cujo projeto foi licitado em novembro de 2017 e a empresa está trabalhando no projeto para licitar as obras. É a obra de maior impacto que vai ter na cidade em termos de mobilidade”, falou Vieira.

Nos últimos dias do ano passado, um grupo de servidores municipais fez um tumulto na Câmara Municipal, durante votação de mudanças na Lei Orgânica de Macapá. Eles alegavam que as alterações seriam prejudiciais para as categorias.

Em entrevista nesta quarta-feira, o prefeito justificou que as mudanças são em gratificações que deixaram de existir, para os novos contratados pelo Município. Ele garantiu que não afetam de forma negativa os servidores atuais.

“A prefeitura está há quase 15 anos sem fazer concurso. Nós vamos mudar parar de fazer contratos administrativos e fazer concursos. Para isso, os atuais vão ter todos os direitos preservados e os futuros terão segurança, que não vão ter alterados os planos de cargos e salários. O que muda são algumas gratificações que não existem mais”, certificou Vieira.

Perguntado se acredita que até o fim da gestão vai poder cumprir todas as promessas, o prefeito de Macapá afirmou que a maioria serão concluídas ainda em 2018.

“Muitas das propostas serão cumpridas já esse ano. Faltam cumprir muitas das 42 propostas que estão no G1. Dessas, 26 estão em andamento, além das 3 que estão cumpridas, e mais 5 parcialmente cumpridas. Esse ranking, apesar de ser desconfortável, só serve para me motivar, para reunir a equipe e apresentar os resultados”, finalizou.

  • Também falta a regulamentação das vagas de estacionamento nas ruas. Não é mais possível que Macapa seja a única Capital onde uma vaga é ocupada por um único cidadão sem nada custear e o outro não tenha o direito de usar a vaga quando necessário. Já estamos em 2018 e a Câmara Municipal e a PMM nada resolveram claramentte ao povo sobre isso!

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