“Os sintomas da COVID-19 são devastadores”, diz o desembargador João Lages em coletiva virtual com a imprensa

 

O presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador João Guilherme Lages, concedeu entrevista coletiva à imprensa, nesta terça-feira, 31.03, pela manhã.

Se recuperando da COVID-19, ele disse que os sintomas da doença são devastadores, apesar de não ter sentido tosse e dificuldades de respiração. Ele continua em isolamento, trabalhando virtualmente, mas seguindo os cuidados e orientações médicas, para não correr risco de recaída. Mas já se sente recuperado.

Entre outros assuntos da coletiva, que transcorreu por 1h30, destaquei esses na fala do desembargador.

Ele disse que deve ter contraído o vírus em Brasilia, onde esteve no inicio da semana em que apresentou os sintomas. Mas não sabe de quem, nem onde. Esteve com o senador Davi. Jantou em um restaurante, foi à uma farmácia no shopping e circulou no hotel em que estava hospedado.

Sobre o virus no Tjap 

Está preocupado em colocarem o TJAP como epicentro da doença. Disse que eles divulgaram os nomes dos magistrados e servidores que adoeceram esse período, pela quantidade de “fake news” que circulavam. E como ele contraiu a doença e teve contato com alguns colegas e servidores, a prefeitura de Macapá mandou que todos fizessem o exame e está monitorando os casos e contatos, conforme o protocolo.

Sobre as medidas tomadas pelo governo e prefeitura

Lages disse que nesse momento a voz de comando é do governador Waldez Góes e do Prefeito Clécio Luiz, que seguem orientações das autoridades de saúde.

E que as medidas tomadas pelo poder público no Amapá evitam a propagação do vírus e “que não podemos colapsar o sistema de saúde, com a ocorrência de muitos casos”.

Disse ainda que não poderia externar sua opinião sobre ações judiciais para suspensão do isolamento social, porque alguma ação pode cair para o seu julgamento. Mas disse que:

“Nós temos muitos direitos constitucionais. Direito de ir e vir. Direito de se reunir. Mas o direito à vida e o direito à saúde, se sobrepõem”.

E repetiu que nesse momento em que a saúde coletiva está em jogo, que ele ouve a voz de comando do governador, do prefeito e das autoridades sanitárias.

Veja o recado dele ao final da coletiva.

 

 

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